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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Como um dos últimos atos neofascistas, Donald Trump perdoa o guru do neofascismo mundial (e, ao lado de Olavo de Carvalho, dos Bolsonaros) Steve Bannon (o mesmo que quer derrubar até o Papa Francisco)

 

Nos seus últimos minutos na Casa Branca, Donald Trump concedeu o perdão presidencial ao guru do neofascismo global, que exerce forte influência sobre a família Bolsonaro


Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20).

Steve Bannon é cercado por fotógrafos ao deixar Corte Federal de Manhattan, em NY, solto depois de pagar fiança, na quinta-feira (20). (Foto: Reuters/Andrew Kelly)

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu clemência ao ex-assessor da Casa Branca Steve Bannon como parte de uma onda de perdões e comutações emitidas em suas últimas horas de mandato, mas não perdoou a si mesmo, a membros de sua família ou ao advogado Rudy Giuliani.

Trump deixa o cargo na quarta-feira, quando Joe Biden é empossado como o próximo presidente do país. Funcionários da Casa Branca argumentaram com Trump que ele não deveria perdoar a si mesmo ou sua família porque pode parecer que eles são culpados de crimes, de acordo com uma fonte familiarizada com a situação.

Bannon, que foi um conselheiro-chave na corrida presidencial de Trump em 2016, foi acusado no ano passado de burlar os partidários do próprio presidente por causa de um esforço para levantar fundos privados para construir o muro do presidente na fronteira EUA-México. Ele se declarou inocente.

“Bannon foi um líder importante no movimento conservador e é conhecido por sua perspicácia política”, disse a Casa Branca em um comunicado.

Funcionários da Casa Branca aconselharam Trump a não perdoar Bannon. Os dois homens reacenderam recentemente seu relacionamento, enquanto Trump buscava apoio para suas alegações não comprovadas de fraude eleitoral, disse uma autoridade familiarizada com a situação.

Como parte de mais de 140 indultos e comutações, Trump também perdoou Elliott Broidy, um ex-grande arrecadador de fundos para Trump que se confessou culpado no ano passado por violar leis de lobby estrangeiras, e o ex-prefeito de Detroit Kwame Kilpatrick, que cumpria uma pena de prisão de 28 anos em acusações de corrupção.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Renato Rovai: Prisão de Steve Bannon é duro golpe na ultradireita neofascista mundial e pode atingir Bolsonaro


"Há uma oportunidade que não pode ser desconsiderada. O racha entre a Lava Jato e o governo Bolsonaro pode ajudar neste sentido. Pode permitir que Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho sejam delatados e se crimes cometeram nos EUA, virem a ser presos por lá", diz o jornalista Renato Rovai, editor da Fórum



(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução)

247. -Não foi uma prisão qualquer a de Steve Bannon e não deve ser tratada com desdém pela esquerda o que ela pode significar para desbaratar o super esquema montado pela ultradireita em nível mundial.
Bannon não era apenas um estrategista de redes sociais para produção de fake news. Era o principal operador político e financeiro da máquina fascista que elegeu Trump e Bolsonaro e levou o Reino Unido ao Brexit.
Arrecadava recursos com imensa facilidade e os utilizava, pelo que se sabe agora, pra montar grandes campanhas de destruição de reputação, como também para se tornar cada dia mais bilionário.
Foi pego numa operação de arrecadação para a construção do muro dividindo México e EUA. Projeto para o qual conseguiu mover 25 milhões de dólares e do qual roubou 1 milhão.
Foi este o crime que o levou à cadeia.
Mas o esquema de arrecadação da turma bolsonarista que criou o acampamento dos 300, por exemplo, liderado por Sara Winter, foi gestado na barriga de aluguel tupiniquim de Bannon. Foi Olavo de Carvalho quem deu a ideia e forneceu a expertise para que recursos brotassem ali.
Bannon não terá vida fácil nos EUA, avaliou Heloisa Villela no Fórum Onze e Meia. Segundo ela, os promotores envolvidos no caso são os mesmos do Fifa Gate e não o prenderiam caso não tivessem provas fortes que o incriminassem.
Se o guru de Trump e Bolsonaro vier a se ver sem saída, pode fazer o que todo bandido malandro faz, delatar. Foi assim no Fifa Gate. Foi assim que Ricardo Teixeira foi preso.
E ai usará, como todos os delatores, de seletividade na delação.
Neste sentido, a história de como Bolsonaro se elegeu pode vir à tona. E é nisso que a esquerda brasileira deveria se agarrar. Demandar ao Ministério Público brasileiro que busque informações nos EUA se Bannon agiu por aqui.
E há uma oportunidade que não pode ser desconsiderada. O racha entre a Lava Jato e o governo Bolsonaro pode ajudar neste sentido. Pode permitir que Eduardo Bolsonaro e Olavo de Carvalho sejam delatados e se crimes cometeram nos EUA, virem a ser presos por lá.
Não é uma prisão qualquer. E o bolsonarismo já deve ter percebido isso.