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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Militar ultradireitista e bolsonarista, coronel Helcio Bruno de Almeida, dono do extremista divulgador de fake news Instituto Força Brasil, queria facilitar compra de vacinas pelo setor privado em detrimento da população

 


Jornal GGN O coronel da reserva Hélcio Bruno, presidente do Instituto Força Brasil, afirmou em depoimento à CPI da Pandemia, que queria facilitar a negociação de vacinas para o setor privado.

“O IFB jamais recebeu qualquer dinheiro público ou de terceiros, sendo integralmente mantido por doações de seus membros”, disse Hélcio Bruno. “E foi assim que, em vista do enorme agravamento da pandemia da covid-19, e da tragédia por ela imposta, surgiu no IFB uma grande preocupação em relação à gestão da crise sanitária”.

De acordo com o presidente do IFB, foi por conta dessa preocupação que a entidade “passou a defender a possibilidade de empresas e entidades privadas passarem a participar do processo de imunização nacional”.

Sobre a reunião ocorrida no Ministério da Saúde, o tenente-coronel afirmou que o IFB solicitou um encontro no Ministério da Saúde “para discutir uma maior regulamentação sobre a forma com que seria operacionalizada a participação do setor privado na vacinação”. Segundo o militar da reserva, “a solicitação da agenda foi feita por via formal, e em um momento que sequer conhecia os senhores Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominguetti (representantes da Davati Medical Supply”.

De acordo com Helcio Bruno, alguns dias depois o IFB recebeu a confirmação da reunião no Ministério da Saúde com a inclusão do encontro na agenda oficial da Secretaria Executiva do Ministério. “Ressalto que nunca tive relação de amizade ou qualquer proximidade com o coronel Elcio Franco, apenas podendo eventualmente tendo encontrado em alguma solenidade militar que eu não me recordo”.

Reunião com Ministério da Saúde

O militar apresentou à CPI memória da ata da reunião realizada no Ministério da Saúde – documento que foi solicitado pela comissão, mas que até então não havia sido encaminhado.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede), leu a ata durante a reunião. “A reunião foi aberta pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, com a participação de representantes do Instituto Força Brasil, SENAH, Davati e BR MED Saúde Corporativa, para tratar sobre vacinas contra a covid-19”.

“O senhor Cristiano Carvalho registrou que seria representante da Davati, que teria 400 milhões de doses de vacina da AstraZeneca à pronta entrega, que já haviam ofertado para o Ministério da Saúde há 60 dias. Afirmou que o lote de vacinas estaria na França, e disponíveis em 72 horas”, disse Randolfe.

“Essa memória nos traz informações que nós não tínhamos, ou seja, da precisão da formalidade, da oferta das 400 milhões de doses de vacinas da Davati, que segundo informações da memória também estaria disponível para ser entregue em 78 (sic) horas”, disse o relator, senador Renan Calheiros (MDB).

domingo, 1 de agosto de 2021

Áudios apontam lobby do militar Coronel Blanco para beneficiar Davati

 

Ex-assessor do Ministério da Saúde teria se aproveitado do cargo para conectar representantes da Davati a Roberto Dias, o ex-diretor de logística da pasta

Ex-assessor do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde, o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco. | Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Jornal GGN – Dois áudios, em posse da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da Covid, indicam que o ex-assessor do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde, o tenente-coronel da reserva Marcelo Blanco, se aproveitou do cargo para facilitar o contato de representantes da Davati Medical Supply, interessados em vender ao governo 400 milhões de doses de vacina contra Covid-19 inexistentes, ao ex-diretor de logística da pasta, Roberto Dias.

As gravações, obtidas por reportagem do Estadão, apontam que Blanco deu orientações ao vendedor da Davati, Cristiano Alberto Hossri Carvalho de como acessar Dias. As mensagens, no entanto, foram enviadas 40 dias depois que Blanco deixou o cargo no Ministério, em 19 de janeiro.

Em 3 de março, Blanco enviou um áudio a Carvalho com as tais orientações. “Então, me faz uma gentileza, faz em nome do Roberto e manda naquele e-mail dele, do Roberto, né, e do DLOG. São dois e-mails que eu passei para o Dominghetti. Dele, Roberto, institucional, e do próprio departamento institucional. Entendeu?”, orientou Blanco, em referência ao policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que também se apresentou como representante da Davati.

Um segundo áudio também cita Dominghetti. “Cristiano, só uma dúvida aqui. A representação não ia se dar por intermédio do Dominguetti? Ou eu entendi errado? É, porque aí no caso é você representando, né? Nessa carta, né?”.

Dominghetti tinha o aval de Carvalho para negociar vacinas em Brasília. Foi ele que denunciou ter recebido de Dias um pedido de propina de US$ 1 por dose de vacinadas, para fechar o acordo. 

À reportagem, Blanco – que já foi ouvido pela CPI da Pandemia – negou que tenha negociado as vacinas e passou apenas uma orientação a Carvalho. “Eu oriento, (que) seja enviado nos e-mails institucionais, justamente para dar uma clareza e uma transparência de um ato lícito”, afirmou. “Eu jamais articulei ou intermediei nada. Eu só orientei: ‘Cara, envia nos e-mails institucionais’. Porque ali a coisa é formal. Foi tão somente isso”, disse.

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