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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

El País: O “coro demoníaco” de Bolsonaro durante a pandemia se traduz em nove crimes ou 68 anos de prisão

 

  Na leitura do resumo de seu relatório, Calheiros disse que a Gestão Bolsonaro desprezou a vida. “Esse trabalho coletivo silenciou um coro demoníaco vindo de uma catedral da morte, sediada pelo Governo federal. Geraram uma necrópole aterradora, marcada pelo desprezo à vida, pelo escárnio com a dor de mais de 600.000 famílias, pela insensibilidade e indiferença humanitária. Categorias que resvalam na insanidade, na psicopatia que marcam comportamentos primitivos do ogro e dos bárbaros”


Do El País:

O “coro demoníaco” de Bolsonaro durante a pandemia se traduz em nove crimes ou 68 anos de prisão

Segundo o primogênito do presidente, Flávio Bolsonaro, o mandatário deve ter dado uma gargalhada ao saber do relatório da CPI da Pandemia. Documento será votado no dia 26

Manifestante com máscara representando Bolsonaro em ato na Praça dos Três Poderes, em Brasília, nesta quarta-feira. JOÉDSON ALVES (EFE)

Foi com deboche que o presidente Jair Bolsonaro reagiu ao relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia que sugere o seu indiciamento por nove crimes cometidos durante a gestão da maior crise sanitária enfrentada pelo mundo. A crise de saúde resultou até o momento em mais de 603.000 mortes por covid-19 no Brasil. Segundo o seu primogênito, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o presidente deve ter gargalhado ao saber do teor do documento elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), e que atribui a ele nove delitos: epidemia, crimes contra a humanidade, infração de medidas sanitárias, incitação ao crime, emprego irregular de verba pública, charlatanismo, prevaricação, falsificação de documentos particulares e crime de responsabilidade. As penas para todos esses crimes somados variam de cinco anos e quatro meses de detenção a até 68 anos e dez meses. Além da perda de mandato e dos direitos políticos, caso prospere um improvável processo de impeachment contra o mandatário.

— Como o presidente recebe essa sugestão de indiciamento por tantos crimes? — pergunta uma repórter ao senador.

– Você conhece aquela gargalhada dele? Hahahaha [imita a risada]. Por que não tem o que fazer diferente disso! É uma piada de muito mau gosto o que o senador Renan Calheiros faz — responde Flávio Bolsonaro.

O tratamento insensível com os mortos durante a pandemia tem sido uma das marcas da presidência de Jair Bolsonaro. Ele já disse que não tinha de se preocupar com os falecidos porque não era coveiro, já colocou em dúvidas os números de óbitos registrados, chamou de idiota quem o cobrava para acelerar a compra de vacinas, incitou a população a criticar governadores e prefeitos que impuseram medidas de restrição de circulação e sempre tentou eximir-se de culpa por o Brasil ter um elevado índice de contaminação, apesar de seus discursos anticiência e contra a imunização da população.

Bolsonaro também se manifestou sobre o relatório. Disse que não tem “culpa absolutamente de nada”. “Nada produziram [a CPI], a não ser o ódio e o rancor entre alguns de nós. Mas sabemos que não temos culpa de absolutamente nada, fizemos a coisa certa desde o primeiro momento”, declarou no interior do Ceará, durante um evento público do Governo federal.

Nesta quarta-feira, a CPI oficializou a sugestão de indiciamento de Bolsonaro, de outras 65 pessoas e de duas empresas – Precisa Medicamentos e VTCLog. O documento deverá ser analisado no próximo dia 26 pelo plenário da comissão. Para ser aprovado, são necessários os votos da maioria dos 11 senadores que compõe o colegiado. A previsão é que o placar seja de 7 votos a favor do relatório e 4 contra, levando-se em conta as composições da comissão até aqui.

Além do presidente, são indiciados quatro ministros —Marcelo Queiroga (Saúde), Walter Braga Netto (Defesa), Onyx Lorenzoni (Trabalho) e Wagner Rosário (Controladoria-Geral)—, três ex-ministros —Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fábio Wajngarten (Secretaria de Comunicação)— além dos três filhos políticos do presidente, o senador Flávio, o deputado Eduardo e o vereador Carlos.

Na leitura do resumo de seu relatório, Calheiros disse que a Gestão Bolsonaro desprezou a vida. “Esse trabalho coletivo silenciou um coro demoníaco vindo de uma catedral da morte, sediada pelo Governo federal. Geraram uma necrópole aterradora, marcada pelo desprezo à vida, pelo escárnio com a dor de mais de 600.000 famílias, pela insensibilidade e indiferença humanitária. Categorias que resvalam na insanidade, na psicopatia que marcam comportamentos primitivos do ogro e dos bárbaros”

O senador Flávio Bolsonaro durante entrevista.
O senador Flávio Bolsonaro durante entrevista.EDILSON RODRIGUES (AFP)

Barreiras jurídica e política

O deboche de Bolsonaro, de seus familiares e de sua base congressual, que consideraram o relatório inconstitucional uma “maluquice”, uma “peça de ficção”, talvez esteja amparado em uma Procuradoria Geral da República que pouco ou nada fez para frear os desmandos do Governo ou para cobrar ações dele no enfrentamento da doença. Assim como da classe política ilustrada na figura do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que não deu andamento a nenhum dos mais de 130 pedidos de impeachment contra ele. Pela legislação brasileira, CPIs não têm o poder de denunciar ou punir. A elas cabe encaminhar as sugestões e conclusões aos órgãos de fiscalização competentes.

alinhamento entre Aras e Bolsonaro é tamanho que o procurador já se manifestou contrário a pelo menos duas investigações que agora são citadas no relatório contra o presidente, as dos crimes de epidemia e prevaricação. Isso ocorreu ao longo de 2021, quando senadores opositores recorreram ao Supremo Tribuna Federal para acusar o presidente de ser conivente com um esquema de corrupção que estava em andamento no Ministério da Saúde e quando um grupo de ex-procuradores cobrou que Aras denunciasse Bolsonaro por epidemia.

Bolsonaro faz de tudo para permanecer acima da lei
Pedro Abramovay, diretor da Open Society Foundations

Para o diretor para América Latina da Open Society Foundations, Pedro Abramovay, o presidente procede como uma pessoa que sempre cometeu crimes e nunca foi punida. Ao assumir o poder, ele conseguiu se blindar ainda mais. “O presidente mostrou que é possível se tornar um presidente livre de qualquer punição se você cooptar o presidente da Câmara e o PGR. Bolsonaro faz de tudo para permanecer acima da lei”, afirmou ao EL PAÍS.

Na visão de Abramovay, ex-secretário-nacional de Justiça, o relatório da CPI conseguiu furar uma espécie de bolha de proteção que havia até então ao presidente. “O impacto é mais do que só na imagem do presidente. Ele fez de tudo para cooptar instituições. Essa é uma resposta institucional a ele”.

Os crimes de Bolsonaro

Em quase seis meses de trabalhos, a CPI concluiu que Bolsonaro precisa ser investigado por nove crimes. Os que chamam mais atenção são os de maiores penas: o crime contra a humanidade, que deve ser analisado pelo Tribunal Penal Internacional, e o de causar epidemia com a propagação de germes patogênicos. Este está previsto no artigo 267 do Código Penal. Em caso de morte da vítima, a punição do culpado é de 20 a 30 anos de reclusão.

No parecer, Renan Calheiros destacou que comete o crime de epidemia não somente aquele que origina ou produz uma epidemia, com a propagação inicial de germes patogênicos, “mas também quem, mesmo após iniciado o quadro epidêmico, age ou se omite para dar causa a um processo epidêmico de maiores proporções”. No entendimento do relator, quando o Governo Bolsonaro atrasou a compra de vacinas, se contrapôs ao distanciamento social e ao uso de máscaras ou quando incentivou o uso de medicamentos ineficazes contra o novo coronavírus, contribuiu para o risco de propagação da doença.

Sobre o crime contra a humanidade, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão, o embasamento é o artigo 7º do decreto 4.388, que promulga o Estatuto de Roma. O presidente é apontado pelo relator como um dos responsáveis pelo colapso na rede de saúde de Manaus, quando faltou oxigênio para os pacientes, pela compra e incentivo do uso dos ineficientes kits covid e por ataques contra a população indígena. “O que distingue a morte de centenas de indígenas da morte de centenas de milhares de outros dos nossos concidadãos é, fundamentalmente, a intenção de submeter esse grupo específico da população ao risco de contágio”, delineou Calheiros.

O relator da CPI, senador Renan Calheiros.
O relator da CPI, senador Renan Calheiros.JOÉDSON ALVES (EFE)

Genocídio e governador do Amazonas ficam de fora

Calheiros planejkava sugerir o indiciamento de Bolsonaro pelos crimes de genocídio dos povos indígenas e de homicídio qualificado. Mas, depois da pressão de colegas de seu grupo político quanto ao peso dos termos e de discussões técnicas, decidiu dar um passo atrás. O genocídio entrou no âmbito dos crimes contra a humanidade e o homicídio qualificado, no de epidemia. “Homicídio doloso qualificado, pela legislação, é algo cometido contra alguém identificado. São mais de 600.000 vítimas. Ou seja, é algo que não se sustentaria. Então, saiu. Mas ficou o crime de epidemia com resultado morte, que tem caráter coletivo”, explicou um técnico da CPI.

“Preferimos ter um relatório forte, contundente, que seja aprovado pela maioria para, em seguida, exigirmos a apuração dos crimes e a punição dos envolvidos”, ressaltou o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Na visão dele, apesar do aparente alinhamento do procurador-geral da República, Augusto Aras, com o presidente da República, não haverá maneira de Bolsonaro se esquivar de futuras denúncias criminais. “O PGR receberá um relatório com todos os elementos necessários para dar encaminhamento às investigações.”

Além da não caracterização do genocídio, outra ausência que gerou queixas entre os senadores opositores foi o não indiciamento do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Dois senadores amazonenses, Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) cobraram publicamente Calheiros para incluir Lima no rol dos indiciados. Trataria-se de mais do que uma questão política —ambos são de grupos políticos distintos do governador—, pois tem valor humanitária, já que Manaus sofreu uma crise de abastecimento de oxigênio em janeiro que resultou na dezena de mortes de pacientes internados com covid-19.

A inclusão de Lima no relatório final ainda pode ocorrer até a próxima terça-feira. O relator disse que está à disposição para algumas modificações. Após a possível aprovação do documento, os senadores montarão um Observatório do Senado para cobrar o andamento das apurações junto aos órgãos responsáveis. Para o dia 27 eles prometem um ato na Procuradoria-Geral da República, onde entregarão oficialmente o parecer. E ainda neste ano pretendem fazer o mesmo junto ao Tribunal Penal Internacional. A busca por punições está apenas começando.

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Mais informações

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

A Conitec bolsonaristicamente aparelhada na CPI: Um resumo do Meteoro Brasil

 


Do Canal Meteoro Brasil:

A Conitec é uma comissão técnica, responsável por dizer que medicamentos os SUS deve ou não usar. Misteriosamente, ela jamais emitiu um parecer sobre o Kit Covid, deixando o culto à cloroquina comer solto.




quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A VTCL ligada a Ricardo Barros na CPI: um resumo do Canal Meteoro Brasil

 


Do Canal Meteoro Brasil:

Na gestão de Michel Temer, uma empresa foi contratada para cuidar da logística do Ministério da Saúde. Se essa empresa distibui os medicamentos pelo país, ela é paga. E se ela deixa o produto estragar dá na mesma, porque ela é paga para incinerá-lo.



quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Bob Fernandes: Sergio Moro, o Made in EUA, quer (ele e seus fabricantes) ser candidato. E na CPI, o Horror com Luciano Hang e Otávio Fakhoury

 

Do Canal do analista político e jornalista Bob Fernandes:


CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Daniel Yazbek Edição: Yuri Rosat Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é um vídeo do canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.


CPI ouve Otávio Fakhouri, o "generoso doador que ofertava a sua riqueza sem hesitar à causa do direito de mentir". Vídeo do Canal Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Otávio Fakhoury não acredita em vacinas, mas pode muito bem estar metido numa tentativa de vendê-las ao Governo Federal, segundo a CPI da Covid.



sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Investigação da relação entre Prevent Senior e governo Bolsonaro deve adiar fim da CPI da Covid

 Senadores consideram que denúncias sobre comportamento irregular da Prevent Senior trazem à tona ação do gabinete paralelo


(Foto: Alan Santos/PR | Divulgação | Reprodução)

247 - A avaliação corrente entre senadores da CPI da Covid é que há relação entre a Prevent Senior com o governo Bolsonaro, principalmente pela suspeita de o Ministério da Saúde ter usado um protocolo da operadora para incentivar a utilização do chamado kit covid, com remédios ineficazes contra a doença.

Por isso, os senadores do grupo majoritário da CPI já trabalham com a possibilidade de adiar por mais tempo a conclusão das atividades da comissão. 

Novos fatos trazem mais uma vez para o foco das investigações da CPI a atuação do gabinete paralelo do Ministério da Saúde, grupo de médicos que assessorava informalmente Jair Bolsonaro e defendia tratamentos sem eficácia contra a Covid-19.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o ponto de ligação entre a Prevent Senior e o gabinete paralelo estaria principalmente nos médicos Nise Yamaguchi e Paolo Zanotto.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, os novos depoimentos serão decisivos para entender a participação do grupo e a relação da Prevent com o governo Bolsonaro.

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sábado, 18 de setembro de 2021

Documento aponta ligação da Prevent Senior, que efetuou experimentos fatais com os medicamentos indicados por Bolsonaro, com ‘gabinete paralelo’, diz jornal

 

Dossiê revela pacto da diretoria da operadora com grupo para livrar empresa de ataques; material está nas mãos da CPI da Pandemia


Jornal GGN  Um documento subscrito por 15 médicos que dizem ter trabalhado na empresa Prevent Senior indica que o “gabinete paralelo” do Palácio do Planalto não só sabia, como acompanhava as práticas adotadas para lidar com a covid-19.

Segundo dossiê elaborado pelos médicos e divulgado pelo jornal O Globo, a diretoria “fez um pacto com o gabinete paralelo” para livrar a operadora de saúde de eventuais ataques – em março de 2020, o então ministro Luiz Henrique Mandetta criticou abertamente a Prevent Senior devido ao grande número de mortes registrado em um hospital administrado pelo convênio em São Paulo.

O documento diz que a oncologista Nise Yamaguchi, apontada como integrante do gabinete paralelo (e que chegou a ser cotada para assumir o Ministério da Saúde), comparecia à sede da empresa para “alinhar os tratamentos precoces” e chegou a assessorar pacientes considerados “especiais pelo governo”.

Nesta sexta-feira, três servidoras da diretoria de fiscalização (DIFIS) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizaram uma diligência em um dos escritórios da operadora, localizado na cidade de São Paulo.

“A diligência teve início às 10h30 e estendeu-se até às 14h30. Nesse período, foram solicitados esclarecimentos a respeito das denúncias sobre cerceamento ao exercício da atividade médica aos prestadores vinculados à rede própria da operadora, e sobre a assinatura de termo de consentimento, pelos beneficiários atendidos na rede própria, para a prescrição do chamado “Kit Covid””, diz a ANS, em nota.

De acordo com a autarquia, as servidoras coletaram documentação no local, para a instrução de processo que tramita na ANS, e concederam prazo de cinco dias úteis para a apresentação de documentação complementar.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Prevent Senior, alvo da CPI da Covid, ocultou mortes em estudo sobre cloroquina apoiado e incentivado por Bolsonaro

 

Nove pacientes morreram durante a pesquisa do plano de saúde Prevent Senior sobre a cloroquina, mas os autores mencionaram apenas duas mortes. Jair Bolsonaro apoiou o estudo. A operadora é alvo de investigações da CPI da Covid


(Foto: Alan Santos/PR | Divulgação | Reprodução)

247 - Um dossiê mostrou que o plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes de participantes de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, com o objetivo de tratar a Covid-19. Nove deles morreram durante a pesquisa, mas os autores mencionaram duas mortes. A informação foi publicada pela GloboNews

Jair Bolsonaro apoiou a pesquisa, usada pelos defensores da cloroquina para justificar a prescrição do medicamento, mesmo não havendo comprovação científica. A própria Prevent Senior também estaria usando a pesquisa para justificar a prescrição da cloroquina aos seus associados. A operadora é investigada pela CPI da Covid e o seu diretor-executivo, Pedro Benedito Batista Júnior, informou que não comparecerá à Comissão Parlamentar de Inquérito nesta quinta-feira (16), pois a empresa disse que não teve tempo para preparar o depoente. 

De acordo com a planilha dos pacientes do estudo, dos 636 participantes, apenas 266 fizeram eletrocardiograma, recomendado para pacientes tratados com cloroquina por conta do risco de problemas cardíacos. Somente 93 pacientes (14,7% do total) realizaram teste para saber se estavam com Covid ou não. Foram 62 casos positivos, menos de 10% do total de participantes.

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) aprovou o estudo, mas depois suspendeu por constatar que a investigação começou a ser feita antes da aprovação legal.

De acordo com um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato frequente com os diretores da operadora na época, o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. Segundo ele, o resultado já estava pronto bem antes da conclusão do estudo.

Mensagens


A pesquisa começou a ser feita em 25 de março. Em mensagem em grupos de aplicativos de mensagem, o diretor da Prevent, Fernando Oikawa, orientou subordinados a não avisar os pacientes e familiares sobre a medicação. "Iremos iniciar o protocolo de HIDROXICLOROQUINA + AZITROMICINA. Por favor, NÃO INFORMAR O PACIENTE ou FAMILIAR, (sic) sobre a medicação e nem sobre o programa", dizia a mensagem.

Dos nove pacientes que morreram, seis estavam no grupo que tomou hidroxicloroquina e azitromicina. Dois estavam no grupo que não consumiu as medicações. Há um paciente cuja tabela não informou se ingeriu ou não a medicação.

Outro diretor da Prevent determinou aos coordenadores das unidades a alteração do código de diagnóstico (CID) dos pacientes que deram entrada com Covid-19 após algumas semanas de internação.

"Após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apto) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/Leito híbrido), o CID deve ser modificado para qualquer outro exceto o B34.2 (código da Covid-19) para que possamos identificar os pacientes que já não tem mais necessidade de isolamento. Início imediato".

Outro lado

Em nota, a operadora disse que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários".

Os médicos sempre tiveram a autonomia respeitada, e que atuam para salvar milhares de vidas.

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Do UOL: Ana Cristina Valle é peça-chave na vida de Bolsonaro e para a CPI, afirma Juliana Dal Piva

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, a colunista Juliana Dal Piva fala sobre a convocação para que Ana Cristina Valle, também conhecida como Cristina Bolsonaro e ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, preste depoimento à CPI. Ela relembra o histórico das rachadinhas, as suspeitas com Marconny Faria e analisa o cenário político



quinta-feira, 2 de setembro de 2021

CPI da Covid finalmente ouve motoboy de empresa que evidências apontam ser corrupta. Vídeo -resumo do caso feito pelo Meteoro Brasil

 

Vídeo: Motoboy Ivanildo, da VTCLog, na CPI

Ivanildo circulava por Brasília transportando centenas de milhares de reais e pagando boletos de figurões. Os empregadores de Ivanildo fizeram com que advogados que já teriam defendido milicianos famosos ( que agora tentam defender a VTCLog e seus chefes, não o motoboy ) cuidassem do caso.





terça-feira, 31 de agosto de 2021

Ausência de motoboy transportador de milhões e de pagamentos a Roberto Dias estimulam CPI a aprofundar investigação sobre VTCLog ligada a Ricardo Barros e ao esquema de provável corrupção no Ministério da Saúde bolsonarista dos militares e do centrão

 

"Se movimentaram um dos maiores escritórios do Brasil para defender o Ivanildo [motoboy da VTCLog], é porque alguma coisa está errada"

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Jornal GGN – A CPI da Covid decidiu aprofundar a investigação a respeito das relações da empresa de logística VTCLog com o Ministério da Saúde, após a empresa mobilizar um dos escritórios de advocacia mais caros do País para defender o motoboy Ivanildo Gonçalves.

Amparado por um habeas corpus do ministro Kassio Nunes Marques, que contradiz a jurisprudência da própria Corte, Ivanildo faltou à sessão da CPI marcada para a manhã desta terça (31). O magistrado, indicado por Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, alegou que o depoimento do motoboy não tinha pertinência para a investigação. Ivanildo é suspeito de movimentar quase 5 milhões a pedido da empresa. A CPI recorrerá da decisão.

“Se movimentaram um dos maiores escritórios do Brasil para defender o Ivanildo, é porque alguma coisa está errada. O Ivanildo não tem condições de pagar esse escritório”, disse Omar Aziz. “Estamos falando de um cidadão humilde que retirou quase 5 milhões de reais em espécie. Ele não retirou esse dinheiro para levar para a casa dele. Ele retirou para levar para outro lugar”, acrescentou o senador. “Ele não cometeu um crime, ele cumpriu uma determinação de algum superior”, acrescentou o relator da CPI, Renan Calheiros.

Renan ainda revelou, na CPI, que há evidências fortes indicando que Ivanildo também pagava dívidas do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, que só foi exonerado pelo governo Bolsonaro após a comissão descobrir que ele teria pedido propina para fechar contratos de vacinas para Covid-19. “Era o próprio Ivanildo que pagava os boletos de dívidas de Roberto Ferreira Dias. Soubemos de imagens dele fazendo pagamento de boletos de Ferreira Dias”, afirmou Calheiros. Segundo Randolfe, os boletos são da empresa Voetur, pagos como se “a Voetur tivesse prestado serviços a Roberto”.

Em substituição ao motoboy, a diretora da VTCLog, Andreia Lima, foi convocada de última hora. Mas alegou que está trabalhando em Guarulhos, “despachando vacinas” para o Ministério da Saúde, para também faltar à oitiva.

O senadores da CPI criticaram duramente a decisão de Nunes Marques. Para o presidente da CPI, Omar Aziz, o esforço da VTCLog para escapar de depoimentos só demonstra que é preciso aprofundar a investigação. A empresa é hoje a responsável por cuidar da distribuição de insumos do Ministério da Saúde.

Próximos passos: Randolfe sugeriu a convocação de Raimundo Nonato, operador financeiro da VTCLog, de Roberto e Teresa Salles, sócios majoritários da empresa, e de Flávio Loureiro de Sousa, “que tem muita influencia no contrato da VTCLog” com a Saúde. O senador reapresentará ainda o requerimento para ouvir o motoboy.

Acompanhe na TVGGN:

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Do Meteoro Brasil: na CPI da Covid depôs o laranja de Banco de Mentirinha (Fib Bank) de um amigo de Ricardo Barros, usado para viabilizar desvios de verbas públicas

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Para conseguir vender vacinas inexistentes ao governo, a Precisa Medicamentos contou com os serviços do FIB Bank. Ao checar o histórico deste banco, a CPI pode ter descoberto uma espécie de central da corrupção...





segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Randolfe Rodrigues: CPI da Pandemia fecha o cerco

 

"As próximas semanas serão decisivas para fechar os elos da investigação e delimitar a responsabilidade de cada um nos crimes cometidos na condução da pandemia do novo coronavírus", escreve o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI. "É hora de nomear os responsáveis e puni-los pelos seus crimes

Pedro Hallal, Randolfe Rodrigues, Jurema Werneck e Renan Calheiros

Pedro Hallal, Randolfe Rodrigues, Jurema Werneck e Renan Calheiros (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A CPI da Pandemia entra em sua reta final e não restam dúvidas da negligência do governo federal na condução da crise sanitária que já matou mais de 570.000 brasileiros. Foram diferentes ações e omissões que resultaram diretamente no elevado número de contaminações e óbitos decorrentes do novo coronavírus, colocando o Brasil como um dos epicentros mundiais da pandemia, além do destaque negativo nas estatísticas relacionadas à covid-19.

A postura negacionista do governo federal e as reiteradas tentativas de minimizar a gravidade da crise - com o boicote ao isolamento social e uso de máscaras, além da panaceia em torno do tratamento precoce e kit-covid - ilustram o descaso com que o coronavírus foi tratado pelo poder central. As consequências de tal postura são trágicas e se fazem sentir diariamente frente ao descontrole com que o coronavírus ainda circula pelo país.

Em pouco mais de três meses de investigações descobrimos, entre outras celeumas, que as medidas de combate à pandemia eram decididas em uma espécie de “gabinete paralelo”, isto é, uma estrutura alheia à administração pública que agia a revelia do Ministério da Saúde, maior autoridade sanitária do país. De lá partiu a decisão de adotar a imunidade coletiva de rebanho como enfrentamento ao coronavírus bem como a aposta em medicamentos inócuos contra a covid-19, cuja ineficácia ficou demonstrada em diferentes estudos científicos.

O despreparo do corpo técnico deslocado para o Ministério da Saúde com o objetivo de controlar a pandemia é outra constatação da CPI. A incompetência é patente sob múltiplos aspectos, desde a compra e distribuição de insumos para hospitais à logística de vacinação da população brasileira. A falta de autonomia e ingerência nas decisões do limitado corpo técnico - já esvaziado em função do gabinete paralelo - ilustram o caos administrativo no ministério.

Mas não somente a omissão, despreparo e incompetência do governo federal respondem pela tragédia que assola o Brasil. Corrupção em larga escala apareceram durante as investigações da CPI da Pandemia, revelando um gigantesco esquema para desvio de recursos públicos com o superfaturamento de contratos para aquisição de imunizantes contra o novo coronavírus. As perdas chegariam à casa dos bilhões de reais caso não fosse descoberto a tempo, poupando o país de ainda mais danos além daqueles já acumulados até agora.

O esquema é expediente clássico usado para desvio de recursos públicos: o superfaturamento de contratos para posterior distribuição de propina pelas empresas contratadas pelo governo. No caso das descobertas da CPI da Pandemia, seriam várias as empresas que atuariam como intermediárias no esquema, algumas sem nenhuma expertise em corrupção - simples aventureiras - que viram uma oportunidade de roubar o erário diante o embuste das autoridades.

Os personagens das negociações fraudulentas para compra de vacinas são os mais bizarros possíveis, o que indica o cambalacho que tomou conta do Ministério da Saúde. A participação de diferentes autoridades governamentais - espalhados por vários entes da administração pública - evidenciam a dimensão do esquema e seu enraizamento no governo. Enquanto o Brasil contabilizava milhares de mortes diárias em função do coronavírus, gestores públicos urdiam um projeto para distribuição de propina e enriquecimento ilícito.

As próximas semanas serão decisivas para fechar os elos da investigação e delimitar a responsabilidade de cada um nos crimes cometidos na condução da pandemia do novo coronavírus. Como afirmamos acima, não restam dúvidas de que a tragédia que nos assola é resultado direto do descaso do governo federal no enfrentamento da crise. É hora de nomear os responsáveis e puni-los pelos seus crimes.