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quinta-feira, 9 de março de 2023

Os militares e o poder de destruição de Bolsonaro. Texto de Moisés Mendes

 

Se o Brasil fosse invadido hoje por inimigos da vizinhança ou por marcianos, quem poderia confiar na capacidade de defesa das Forças Armadas?

www.brasil247.com -

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Texto publicado no 247:

Os militares foram subjugados pela liderança de Bolsonaro, em troca da proteção aos desmandos da família, desde o começo do governo em 2019.

Mas há um momento em que o sujeito submete os generais ao seu controle absoluto e mostra ao país que ele é quem manda nos militares.

É quando, no dia 31 de maio de 2020, um domingo, o agora foragido sobrevoa Brasília de helicóptero para saudar os participantes de um ato golpista.

O então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, está ao seu lado. O helicóptero não é a aeronave branca que Bolsonaro costumava usar.

É enorme, cinematográfico, com camuflagem, é uma arma bélica. Bolsonaro e seu ministro da guerra saúdam a turba.

Lá embaixo estavam os aprendizes de terrorista. Agrupavam-se nos fins de semana os que, quase três anos depois, tentariam destruir os prédios dos três poderes.

Aquela é a cena inaugural da subserviência ao comando absoluto de Bolsonaro. É a partir dali que os militares se rendem ao extremismo, mesmo que Azevedo e Silva tenha decidido depois ir embora.

Ali Bolsonaro expôs seu comandante da Defesa a um constrangimento que feria até a memória dos generais da ditadura.

Os chefes militares não estavam totalmente conectados, mas já vencidos pela ideia de que era preciso pensar em golpe, começando pela afronta ao Supremo.

Tudo passa a ser normalizado depois da renúncia coletiva dos chefes das três armas e da aceitação da submissão pelos que os substituíram.

Estavam liberados para o jogo os militares viciados em poder pelas controversas missões de paz no Haiti, como Augusto Heleno.

Os que instalaram depois um governo paralelo com Braga Netto na intervenção desastrada no Rio.

Os que assumiram com Eduardo Pazuello o controle do Ministério da Saúde do negacionismo, da sabotagem à imunização e dos vampiros das vacinas – todos esses generais do Haiti, do Rio e da matança da pandemia de Manaus vieram até o fim do governo com Bolsonaro.

Azevedo e Silva saltou fora antes. Mas é na concessão que ele faz lá em maio de 2020 – ao embarcar em um helicóptero das suas tropas, sob a ordem coercitiva de Bolsonaro –, que fica marcada a submissão.

Se Bolsonaro não tivesse sido derrotado, não teria existido agora a cena em que o sargento Jairo Moreira da Silva pressiona um servidor da Receita, em Guarulhos, para que libere as joias de Michelle.

Com Bolsonaro no poder por mais quatro anos, sob a tutela dos generais, não seria um militar subalterno que tentaria reaver o contrabando.

Seria um general, com ação direta, sem a necessidade de enviar um sargento trapalhão a São Paulo.

Mas deu errado na eleição, e a estrutura criada desde aquela sobrevoada do ministro da Defesa, em 2020, se desfez.

Bolsonaro perdeu e perderam com ele os generais encantados com os votos de Bolsonaro, hipnotizados pelo poder do tenente que os liderava.

Eles sabiam que o chefe era uma aberração que só o Brasil produz, porque parido pela democracia. Mas milhares deles seriam abrigados no governo.

Bolsonaro tinha eleitores e tinha legitimidade. Eles, os generais e os coronéis, desfrutariam de um governo com suporte dos fardados, em troca de emprego, roupa lavada e, em alguns casos, cartão corporativo.

Tudo porque acharam que poderiam avalizar os blefes de golpes, contrabandear joias, omitir-se diante da matança de índios por garimpeiros e acolher terroristas em acampamentos ao lado de quartéis.

Depois dessa sequência, se o Brasil fosse invadido hoje por inimigos da vizinhança ou por marcianos, quem poderia confiar na capacidade de defesa das Forças Armadas?

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Do Portal do José, em vídeo: Escândalo! O General e o bacalhau! 140 toneladas? Medo do Exército? Bolsonaro engana bolsonaristas!

 

Do Canal Portal do José:

"No Brasil de generais e bacalhaus, a ignorância e corrupção de ex membros das Foças Armadas eclodem a cada dia. Quem em sã consciência aceita ser subordinado a uma pessoa desqualificada? Quando alguém se submete a isso, é sinal que seus valores morais cederam diante dos valores do vil metal." - José Fernandes


Faltam 608 dias para Generais e bacalhais não serem mais os protagonistas do Brasil. Será o segundo turno de 2022. Que nossos políticos progressistas e de esquerda tenham noção da responsabilidade que recairá sobre suas mãos! No Brasil de generais e bacalhaus, a ignorância e corrupção de ex membros das Foças Armadas eclodem a cada dia. Quem em sã consciência aceita ser subordinado a uma pessoa desqualificada? quando alguém se submete a isso, é sinal que seus valores morais cederam diante dos valores do vil metal. Sigamos! #Bolsonaro #General #Bacalhau BOLSONARO E A COMPRA DE VOTOS https://www.youtube.com/watch?v=6Av--... No menu das Forças Armadas, dinheiro público pagou de lombo de bacalhau a uísque 12 anos Em representação à PGR, deputados detalham gastos de militares com alimentação e bebida André Borges, O Estado de S.Paulo 13 de fevereiro de 2021 | 05h00 O cardápio de iguarias consumidas pelas Forças Armadas não se limitou à aquisição de milhares de quilos de picanha e garrafas de cerveja ao longo de 2020. Os dados oficiais mostram que a dieta verde oliva também incluiu, no ano passado, a compra de itens como milhares de quilos de lombo de bacalhau – lombo, não o peixe desfiado, que é bem mais em conta –, além de uísques 12 anos e garrafas de conhaque. As novas informações reunidas pelos deputados do PSB serão anexadas à representação que o partido fez à Procuradoria-Geral da República (PGR), para pedir esclarecimentos sobre os gastos alimentares das Forças Armadas, os quais incluíram a compra de mais de 700 mil quilos de picanha e 80 mil cervejas. Os dados oficiais, obtidos a partir de informações que são repassadas pelos próprios militares ao Painel de Preços do Ministério da Economia, mostram que, no ano passado, foram aprovados processos de compra de 140 mil quilos de lombo de bacalhau, além de outros 9,7 mil quilos de filé do peixe salgado. Em uma das compras registradas pelos militares, consta um pedido homologado pelo Comando da Aeronáutica, para aquisição de 500 quilos de lombo de bacalhau, em que o preço de referência usado pelo órgão público foi de nada menos que R$ 150 o quilo. Esses pedidos, uma vez homologados, ficam à disposição dos órgãos, para que façam suas compras com os fornecedores aprovados. O 38.º Batalhão de Infantaria, por exemplo, comprou dez garrafas do uísque Ballantine’s, mas desde que fosse com 12 anos de envelhecimento. O preço da garrafa proposto foi de R$ 144,13. Já o Comando da Marinha preferiu adquirir 15 garrafas de Johnnie Walker, também com 12 anos de envelhecimento, o chamado “Black Label”. O valor que se dispôs a pagar para cada unidade foi de R$ 164,18. “É um poço sem fundo. Quanto mais investigamos, mais absurdos e irregularidades encontramos. Se não bastasse o governo comprar picanha e cerveja, ainda tem o corte mais caro do bacalhau, uísque e conhaque e com indícios de superfaturamento”, diz o deputado Elias Vaz de Andrade (PSB-GO), que está entre aqueles que assinam a representação enviada ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que investigue os gastos militares. “Além da PGR, eu e mais nove deputados do PSB vamos levar essas informações ao Tribunal de Contas da União. Também estamos discutindo propor a instalação da CPI das compras do governo na Câmara Federal.” Defesa A reportagem questionou o Ministério da Defesa sobre cada uma das novas informações. A pasta, no entanto, não se manifestou sobre esses dados até a conclusão desta reportagem. Na quinta-feira, por meio de nota, o ministério afirmou que “reitera seu compromisso com a transparência e a seriedade com o interesse e a administração dos bens públicos” e que “eventuais irregularidades são apuradas com rigor”. Segundo o Ministério da Defesa, “existe sempre uma significativa diferença entre processos de licitação e a compra efetivamente realizada, cuja efetiva aquisição é concretizada conforme a real necessidade da administração”. Assim, “é imprescindível que se faça essa segmentação adequada, quando se faz a totalização dos valores, interpretação e principalmente a divulgação pública destes dados, de modo a evitar a desinformação”, afirma o ministério. De acordo com a pasta, “apresentar valores totais de processos licitatórios homologados como sendo valores efetivamente gastos constitui grave equívoco”, afirma a nota, referindo-se aos dados incluídos na representação. No documento apresentado à PGR, entretanto, os deputados exibem dados detalhados com a identificação da compra realizada e seu referido fornecedor. Elias Vaz afirmou que se trata de processos já concluídos e com fornecedores escolhidos pelos militares. “Estamos denunciando esses processos licitatórios. Essas empresas tiveram suas propostas aprovadas, por esses valores. Há processos de compra concluídos e, inclusive, já efetivamente pagos. Todos eles foram homologados pelas Forças Armadas”, disse o deputado.