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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Temer bota ministros do STF no papel de bobos. O Globo mostra que Cunha dirige Câmara do Palácio do Jaburu. Artigo de Fernando Brito

pasdedeux
Os ministros do Supremo Tribunal Federal estão fazendo explícito papel de bobos.
Proíbem Eduardo Cunha de ir à Câmara para não interferir no controle do Legislativo.
Mas Cunha vai ao Palácio do Jaburu e decide com quem tem a caneta: Michel Temer.
Nem O Globo esconde  mais isso:
Interlocutores do Palácio do Planalto tentam um acordo para viabilizar a eleição do deputado Rogério Rosso (PSD-DF) à presidência da Câmara, como sucessor do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um dos pontos da conversa do presidente interino Michel Temer com Cunha, na noite de domingo, foi exatamente a sucessão na Casa. O presidente afastado quer ajuda do governo para eleger um aliado seu para o cargo de presidente como última tentativa de tentar manter o mandato.
Em troca, renunciaria ao posto de presidente, permitindo que seja solucionado o desgoverno na Câmara, provisoriamente comandada por Waldir Maranhão (PP-MA).
— A renúncia é ótima para o governo. Não dá para a Câmara ficar parada deste jeito, com um presidente interino que deixa uma semana toda sem votar nada. Há algum tempo teria sido mais fácil viabilizar este tipo de acordo. Mas deixa ele (Cunha) tentar, vamos ver no que dá — afirmou um auxiliar do Planalto.
Na conversa com Temer, segundo relatos, Cunha insinuou querer ajuda para viabilizar esta saída. Demonstrou não ter condições de articular isto por conta própria e necessitar do apoio do governo. O pedido de Cunha foi de apoio a um deputado que não lhe perseguiria após a renúncia à presidência.
— Não dá para querer que ele renuncie sem o compromisso de que o sucessor não lhe seja hostil — defendeu o assessor do Planalto.
(…)
— Tem que ter muito cuidado para o governo não aparecer nesta disputa. O risco de ter prejuízo é bem maior que um eventual benefício, porque pode despertar nos excluídos uma reação — comentou um assessor do Planalto, lembrando as retaliações sofridas pelo governo petista por ter tentado derrotar Eduardo Cunha.
Doutor Teori Zavascki, Doutor Luis Roberto Barroso, de que adiantam suas caras sérias e severas? Vocês tiraram Eduardo Cunha da Câmara mas ele está lá, no centro do poder.
Tiraram o sofá da sala, mas não viram que ficou lá uma cama ultraextraking-size para todo tipo de “saliência”.
Quem é que lembra do personagem do Jô Soares, o Tavares,  que tinha como bordão aquele “tem pai que é cego!”?

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Jornal do Brasil - País - 'Forbes': Homem que pediu impeachment de Dilma agora enfrenta seu próprio impeachment

 Como diz a Bíblia que o hipócrita Cunha diz seguir (naquilo que lhe interessa): "Quem com ferro fere, com ferro será ferido"....



'Forbes': Homem que pediu impeachment de Dilma agora enfrenta seu próprio impeachment

Eduardo Cunha disse que é inocente, e que vai recorrer da decisão


Jornal do Brasil
Matéria publicada pela Forbes nesta quarta-feira (15) conta que após receber a notícia de que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados votou por sua cassação, Eduardo Cunha disse que é inocente, e que vai recorrer da decisão.
“Sou inocente da acusação, a mim imputada pelo parecer do Conselho de Ética, de mentir a uma CPI”, disse o deputado, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Para ler matéria original na íntegra, clique aqui:

Segundo a reportagem, Cunha disse também que “o processo foi todo conduzido com parcialidade, com nulidades gritantes, incluindo o próprio relator, que não poderia ter proferido parecer após ter se filiado a partido integrante de bloco do meu partido. Essas nulidades serão todas objeto de recurso com efeito suspensivo à CCJ, onde, tenho absoluta confiança, esse parecer não será levado adiante."
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Forbes diz que além disso, o presidente afastado da Câmara afirmou: “Também confio que, em plenário, terei a oportunidade de me defender e de reverter essa decisão.”



segunda-feira, 13 de junho de 2016

Propina de Eduardo Cunha foi 10 vezes maior que ‘padrão Petrobrás’




Do estadão (por sinal, um dos jornais mais explicitamente golpistas, e não de agora):
Na denúncia da Lava Jato apresentada contra a mulher do presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, a Procuradoria da República aponta que a propina que abasteceu o parlamentar e seus familiares foi de quase um terço do valor total do negócio de US$ 34, 5 milhões fechado pela Petrobrás para a aquisição de um campo de exploração de petróleo em Benin, na África, em 2011.
O valor de US$ 10 milhões, que transitou por contas secretas e offshores de funcionários da Petrobrás e do próprio Cunha (identificada pelas autoridades suíças) é cerca de dez vezes maior do que a média da propina cobrada no esquema de corrupção da Petrobrás, que variava de 1% a 3% do valor total dos contratos, segundo confissão do ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa – dado comprovado pelos investigadores da Operação Lava Jato.
A Lusitania Petroleum, cujo dono Idalecio Oliveira também foi denunciado, é a holding controladora da empresa que vendeu o campo de exploração em Benin para a Petrobrás. Dois dias após fechar o negócio com a estatal petrolífera, a Lusitania transferiu US$ 10 milhões para uma conta no exterior da empresa Acona, do lobista João Augusto Resende Henriques, apontado como operador do PMDB no esquema.
“É de se destacar que o valor da suposta consultoria – US$ 10 milhões – é absolutamente desproporcional ao valor recebido pela empresa – US$34,5 milhões – e já apontava claramente para indícios de corrupção e lavagem de capitais”, afirma a Procuradoria na denúncia.
Dessa quantia, 1,3 milhão de francos suíços foi encaminhado para uma das offshores de Cunha, que então repassou a quantia para outras offshores e uma parte desta quantia, no valor de US$ 165 mil, foi para a offshore Kopek, de Claudia Cruz. Na acusação, a força-tarefa aponta ainda que vários destinatários, incluindo eventuais políticos, dos US$ 10 milhões ainda não foram identificados.
Além disso, a Kopek recebeu outros US$ 1,1 milhão provenientes de outra offshore de Cunha. ” Desse modo, ao receber na conta Köpek recursos criminosos provenientes da Orion SP e da Triumph SP, Cláudia Cordeiro Cruz cometeu o crime de lavagem de capitais”, segue a acusação. A partir daí, o dinheiro da Kopez foi utilizado pela família de Cunha em cursos para os filhos do casal e na aquisição de itens de luxo e viagens por Nova Iorque, Miami, Orlando, Barcelona, Zurique, Paris, Roma, Lisboa e Dubai.
(…)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

541.000,00 por mês para Manter Eduardo Cunha, mesmo afastado.... Este é o herói dos golpistas, de Temer, de parte dos evangélicos e quase todos os coxinhas



Psol entra com ação no STF para suspender benefícios de Eduardo Cunha

Deputado afastado pelo Supremo custa R$ 541 mil mensais aos cofres públicos


A bancada do Psol protocolou nesta quarta-feira (25) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Reclamação Constitucional com o objetivo de suspender os benefícios de Eduardo Cunha, afastado do mandato de deputado e de presidente da Câmara pelo Supremo. 
No documento estão relacionados detalhadamente os custos de manutenção do uso da residência oficial, segurança pessoal, assistência à saúde, transporte aéreo e terrestre, subsídio integral e equipe a serviço do gabinete parlamentar – benefícios que somam mais de R$ 500 mil por mês aos cofres públicos.
Deputado afastado custa R$ 541 mil aos cofres públicos, segundo levantamento do Psol
Deputado afastado custa R$ 541 mil aos cofres públicos, segundo levantamento do Psol
“É um escândalo. Para além dos números escandalosos de gastos, a decisão da Mesa ampara um mandato que não é normal, já que ele está afastado”, afirmou o vice-líder do Psol, Chico Alencar (RJ). “Não é possível manter as regalias de Cunha, que continua atuando, exercendo influência política no Parlamento e no governo interino”, completou.
Na avaliação do Psol, as prerrogativas concedidas pela Mesa Diretora da Câmara são uma "afronta" e descumprimento à decisão do STF. O objetivo é suspender o Ato da Mesa nº 88, de 2016, devido à falta de previsão legal e regimental e à "incompetência" da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para dispor sobre remuneração de deputado federal afastado do mandato.
Nesta terça-feira (24), o PPS também protocolou uma ação popular no TRF para pedir a suspensão dos benefícios de Cunha, que é réu da Lava Jato na Suprema Corte por corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de contas no exterior. O peemedebista é, ainda, alvo de um processo de cassação de mandato no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar por ter mentido na CPI da Petrobras ao negar que fosse titular de contas no exterior.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Jânio de Freitas sobre a fábrica mesquinha de acharques e sabotagens de Eduardo Cunha e seus liderados irresponsáveis no Congresso


 "Aí está a usina da crise, nesse conluio de oportunismos mesquinhos, entre aproveitadores e ambiciosos levianos do Congresso. O que foi feito da crítica moral à eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, já como personagem de suspeitas e acusações graves? Onde foi parar a grande reação moral às explicações fraudulentas de Renan Calheiros, quando revelada sua dependência ao cofre da empreiteira Mendes Jr. e mais ilegalidades? Dos dois casos para cá, não sobrou nada de caráter nos deputados indignados e em seus dirigentes partidários para manter um pouco de dignidade na relação com seus ex-criticados?"


Os vencedores e seus aliados

Artigo de Jânio de Freitas publicado na Folha de São Paulo em 09//08/2015


Eduardo Cunha e Renan Calheiros venceram. E venceram andando no fio da navalha. Ambos merecem o reconhecimento de que se impuseram às adversidades e aos adversários. Se amanhã caírem, não será uma negação de sua vitória atual. Nem será surpresa para eles.

Eduardo Cunha entrou a semana sobrecarregado de perdas na sua tropa de deputados e danos pessoais. Atingido pela acusação na Lava Jato de extorquir US$ 5 milhões, consumiu as férias parlamentares ilegais esforçando-se para aparentar inteireza, mas o abatimento e certo desespero não se escondiam.

Em 24 horas, seus comandados estavam todos, outra vez, de braços com ele. As vestais do PSDB na Câmara perderam os escrúpulos e se entregaram a Cunha. Que se viu de braço dado ainda com PDT e PTB, até então "governistas". Condições ótimas, portanto, para acionar a pauta-bomba, como foi feito.

O que sobrou de voz adversária a Eduardo Cunha, na semana, foram dois editoriais. Mas não é Eduardo Cunha o alvo adequado de críticas à pauta-bomba e ao boicote da Câmara a medidas do "ajuste fiscal". As bombas são criadas na cabeça dele, é certo. Quem as detona, porém, são os peemedebistas de Cunha com o apoio decisivo do PSDB, secundados pelo restante da oposição. E, em certas ocasiões, também de ditos aliados do governo e até do PT.

Em artigo na Folha ("Somos todos Câmara", 7.ago), diz Eduardo Cunha: "Não sou ativador de pautas-bomba". E joga uma pequena bomba no colo dos seus companheiros de bombardeio: "As pautas são elaboradas pelo colégio de líderes". Mas também é verdade que a maioria dos líderes, a começar pelos líderes de bancadas oposicionistas, é dominada por ele. E estende a sujeição às bancadas.
Aí está a usina da crise, nesse conluio de oportunismos mesquinhos, entre aproveitadores e ambiciosos levianos. O que foi feito da crítica moral à eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara, já como personagem de suspeitas e acusações graves? Onde foi parar a grande reação moral às explicações fraudulentas de Renan Calheiros, quando revelada sua dependência ao cofre da empreiteira Mendes Jr. e mais ilegalidades? Dos dois casos para cá, não sobrou nada de caráter nos deputados indignados e em seus dirigentes partidários para manter um pouco de dignidade na relação com seus ex-criticados?

Não. Logo, merecem estar sob o comando de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, beneficiários, porém nenhum dos dois culpado da baixeza alheia. Mas muito menos culpado é o país. E está pagando, no presente e em comprometimentos do futuro, pelo estado ensandecido que a Câmara esparge no país, e se tem chamado apenas de crise.

Pode-se perceber essa origem com clareza, se não houver o propósito preliminar de acobertar oposicionistas e a obsessão de atingir o governo. Nos últimos dias, por exemplo, a situação caótica agravou-se e a pregação de impeachment recrudesceu, com a arrogância de Aécio & cia. querendo derrubar, além da presidente, a própria Constituição em suas regras sucessórias.

O governo errou muito, em política e em economia (vale a pena: para afinal entender o que levou à crise econômica, recupere o artigo fácil e inteligente da professora Laura Carvalho na Folha de sexta 7.ago, pág. A24). Mas o que fez o governo na semana passada que agravou a situação crítica? Nada. Humildemente nada.

Houve o agravamento, no entanto. Todo ele produzido na Câmara e no Senado. Com votações antigoverno, que incluíram o exame de contas de governos passados para preparar a reprovação das contas de Dilma, caminho para o impeachment. E com a ameaça de reprovação à permanência de Rodrigo Janot, como punição à decência do seu atual mandato.

Eduardo Cunha e Renan Calheiros subjugaram parte dos adversários e inutilizaram os demais. Dois vencedores. Apesar de si mesmos.

A propósito, ou quase: antes de discutir a delação premiada, Fernando Soares, ou Fernando Baiano, dado como elo de grandes lances de corrupção envolvendo figuras do PMDB, decidiu providenciar a ida da mulher e dos filhos para os Estados Unidos. Sinal de que alguém perigoso está sob risco de revelações.