Mostrando postagens com marcador desmoralização da oposição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desmoralização da oposição. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A operação da PF no PMDB jogou areia no golpe de Temer, o ex-vice decorativo. Por Kiko Nogueira





O ex vice decorativo Michel Temer foi o único grande líder do PMDB a não ser atingido pela operação Catilinárias, da Polícia Federal. Mas seu “projeto de poder”, se é que podemos chamar assim, fica ferido de morte.
Henrique Alves, Celso Pansera e ex-ministros Lobão e Fernando Bezerra estão na mira, além de Fábio Cleto (ex-Caixa) e Sergio Machado (ex-Transpetro).
A estrela é Eduardo Cunha, o psicopata oficial da república, que há meses lançou uma bravata sobre a visita da PF. “Eu não sei o que eles querem comigo, mas a porta da minha casa está aberta”, disse. “Vão a hora que quiser. Eu acordo às 6h. Que não cheguem antes das 6h para não me acordar”.
Bem, eles foram, mas quem acha que um malandro safo como EC deixaria alguma coisa que o incriminasse ao alcance de qualquer um que não seja ele mesmo não conhece o homem.
Em Alagoas, onde o presidente do partido é Renan Calheiros, o ex-vice governador José Wanderley Neto também teve a casa vasculhada. São ao todo 53 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF para investigação da Lava Jato – na Câmara dos Deputados, na residência dos investigados, em sedes de empresas, escritórios de advocacia e outros órgãos públicos expedidos pelo STF.
A casa caiu para o peemedebista Temer e para quem vendia a ideia de que Temer era uma alternativa, digamos, decente ao PT. O inacreditável Gilmar Mendes, por exemplo, falou que ele será um ótimo presidente.
Não é alternativa de nada, nunca foi, ele sabe disso e a polícia o deixa agora com a brocha na mão, a mesma mão que escreveu a carta que passou para a história como um monumento ao ridículo.
O nome da operação é emprestado dos discursos de Cícero no senado romano contra Catilina, que planejava tomar o poder. O trecho mais famoso é aquele que diz o seguinte:
Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?
Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?
A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?
Em português, os golpistas entraram pelo cano.

(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

domingo, 23 de agosto de 2015

Eduardo Cunha pode ser pego pelo dízimo


    "O dado curioso é que Cunha poderá ser pego pelo dízimo. Parte das propinas foi em espécie. Outras, transferidas através das contas de Fernando Baiano. As que têm as digitais de Cunha são para a Igreja Evangélica de Madureira." - Luis Nassif


Eduardo Cunha pode ser pego pelo dízimo

A denúncia do Procurador Geral da República Rodrigo Janot contra o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha inaugura um novo tempo no jogo político.
Durante o dia, segundo os jornais, Cunha foi se aconselhar com os aliados. E aí se revela a hipocrisia do jogo político.
Agripino Maia, senador pelo Rio Grande do Norte, e da frente ampla pelo impeachment de Dilma Rousseff, defendeu a permanência de Cunha no cargo. Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara – e um dos articuladores da eleição de Cunha para a presidência da casa – declarou judiciosamente que “ninguém pode ser condenado antecipadamente, nem blindado” (http://migre.me/rfvYj).
Durante o dia, Mendonça e o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, foram procurados por Cunha atrás de conselhos (http://migre.me/rfwd1).
***
Em 85 páginas a denúncia se assemelha a uma reportagem bem elaborada, sem o linguajar opressivo dos advogados.
Relata cada etapa do jogo mantido com a Diretoria Internacional da Petrobras para o aluguel de navios-sonda, preenche a delação com detalhes dos lugares onde teriam ocorrido reuniões, os arquivos da Câmara comprovando as pressões de Cunha contra a Mitsubishi, para a regularização das propinas.
É um excelente roteiro sobre os métodos modernos de investigação. Através da análise do sinal de rádio do celular de um dos suspeitos, consegue-se determinar sua localização justamente no prédio que o delator apontara como local da reunião para tratar das propinas.
***
De um lado, mostra a incrível facilidade com que, na Petrobras, se aprovavam contratos de mais de US$ 1 bilhão sem maiores precauções. Ninguém conseguiria agir livremente, à salvo dos controles internos da companhia, sem um padrinho político forte e pactos políticos que garantiam liberdade de atuação.
***
O dado relevante é a exposição dos métodos de chantagem a que Cunha recorria, valendo-se das prerrogativas dos órgãos de controle, dentre os quais o Congresso é um deles. Bastava um requerimento ao TCU (Tribunal de Contas da União) para implantar o terror ao chantageado.
Nesses tempos de CPIs alucinadas, é importante um acompanhamento pormenorizado dos trabalhos. Muitas CPIs foram abertas com o intuito mascarado de chantagear empresas, como foi o caso da CPI da Serasa, mais de dez anos atrás.
Manter Eduardo Cunha à frente da Câmara, depois da exposição pública das suas jogadas, será a completa desmoralização da oposição.
O dado curioso é que Cunha poderá ser pego pelo dízimo. Parte das propinas foi em espécie. Outras, transferidas através das contas de Fernando Baiano. As que têm as digitais de Cunha são para a Igreja Evangélica de Madureira.

A visita de Merkel


Em curto espaço de tempo, governantes das três maiores economias do mundo aproximaram-se do Brasil. Primeiro, Barack Obama. Depois, o primeiro-ministro da  China, Li Keqiang, com uma comitiva de empresários. Agora, Ângela Merkel, a principal mandatária da União Europeia.
A razão é simples. A onda negativista que recobre o país, devido à crise política e econômica, não é suficiente para nublar seu futuro. O vice-ministro das Finanças Jens Spahn declarou-se impressionado com o PIL (Plano de Investimento em Logística).
Há alguns anos, os primeiros estudos abrangentes sobre a infraestrutura mostravam um espaço para investimentos anuais da ordem de R$ 100 bilhões, apenas para recuperar o passivo acumulado.