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quinta-feira, 18 de março de 2021

GGN: Quebra de sigilo aponta para ‘rachadinha’ (ou seja, corrupção) em gabinete de Jair Bolsonaro

 

Em meio a crise, a ordem no Planalto é tratar rachadinhas como assunto "de fora do governo"

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) e outras 100 pessoas investigadas no caso das ‘rachadinhas’ apontou indícios da prática de peculato e lavagem de dinheiro também no gabinete de Jair Bolsonaro (sem partido), quando ele ainda era deputado federal, e do o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). As informações são do UOL.

“O UOL teve acesso às quebras de sigilo em setembro de 2020, quando ainda não havia uma decisão judicial contestando a legalidade da determinação da Justiça fluminense, e veio, desde então, analisando meticulosamente as 607.552 operações bancárias distribuídas em 100 planilhas -uma para cada um dos suspeitos. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou o uso dos dados resultantes das quebras de sigilos no processo contra Flávio, mas o Ministério Público Federal recorreu junto ao STF (Supremo Tribunal Federal)”, revelou a reportagem. 

O caso envolvendo Jair Bolsonaro, aponta que quatro funcionários que trabalhavam no gabinete do mandatário na Câmara dos Deputados retiraram 72% de seus salários em dinheiro vivo. Eles receberam R$ 764 mil líquidos, entre salários e benefícios, e sacaram um total de R$ 551 mil  em espécie. 

O volume de saques chama atenção para a prática currupta, já que identificado pelo MP-RJ como parte do método usado durante a “rachadinha” de Flávio, na Alerj. 

O filho 02 de Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, também teve movimentações que indicam a prática em seu gabinete. Funcionários do vereador sacaram 87% de seus salários. Juntos, eles retiraram um total de 570 mil, também em dinheiro vivo.

De acordo com a jornalista Carla Araújo, ministros e auxiliares de Jair Bolsonaro minimizaram as suspeitas sobre o esquema e avaliaram que, por se tratar de supostos crimes cometidos no passado, o ideal é deixar o assunto o mais distante do Palácio do Planalto possível.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Interferência ilegal da Abin na defesa de Flávio Bolsonaro pode ser confirmada com quebra de sigilo

 

Segundo site, fontes afirmaram que ação precisa de atuação séria da PGR e da Polícia Federal


Flávio Bolsonaro. | Foto: Jane de Araújo / Agência Senado

Jornal GGN – A suposta interferência de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das “rachadinhas” pode ser confirmada caso a Procuradoria-Geral da República investigue a fundo o esquema e solicite uma quebra de sigilo telemático (de comunicações). As informações são do Uol.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, caso haja investigação “séria” e “independente”, como defendeu o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, a atuação ilegal ou não por parte da Agência pode ser comprovada. 

No entanto, como as apurações ficarão sob a responsabilidade da Polícia federal há entraves que podem dificultar o processo, uma vez que o atual diretor-geral da corporação e ex-secretário de Gestão e Planejamento da Abin, Rolando Alexandre de Souza, é apontando como o ‘braço direito’ de Alexandre Ramagem, diretor da agência.

Na semana passada, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pressionou a PGR para investigar o caso, que pode revelar “atos penal e administrativamente relevantes”, como crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

De acordo com reportagem publicada pela revista Época, a Abin produziu relatórios para a defesa de Flávio, onde os advogados eram orientados como obter documentos capazes de anular a investigação em curso contra o senador.

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sábado, 12 de dezembro de 2020

Abin tem estrutura paralela para defender o clã Bolsonaro, aponta Intercept

 

Relatórios para defender Flávio Bolsonaro podem ter sido produzidos por Abin paralela dentro própria agência, aponta reportagem do portal The Intercept Brasil divulgada neste sábado (12)


Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz

Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução)

247:

The Intercept Brasil - Os relatórios produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência para alimentar a defesa de Flávio Bolsonaro são um indício de que há um aparato clandestino de espionagem e polícia política funcionando nos porões do governo Jair Bolsonaro.

O colunista Guilherme Amado, da revista Época, publicou reportagem nesta sexta-feira mostrando que a Abin produziu pelo menos dois relatórios. Eles instruíram Flávio Bolsonaro e seus advogados sobre como agir para conseguir documentos capazes de anular o processo judicial a que o senador responde pela acusação de desviar salários de funcionários de gabinete. 

O caso conhecido como o das rachadinhas envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz, amigo do presidente da República, preso em junho na casa do advogado Frederick Wassef, que trabalhou para Jair Bolsonaro e para o próprio Flávio.

Nesses dois documentos, segundo a Época, a Abin descreve o que diz ser uma organização criminosa na Receita Federal, de onde partiram as informações que deram início à investigação. O objetivo dos relatórios era contribuir com a tese da defesa de Flávio de que houve uma devassa ilegal dos dados fiscais dele. Um dos relatórios traz no campo destinado a esclarecer sua finalidade a descrição “Defender FB no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”, segundo a Época.

A existência de uma Abin clandestina era uma suspeita alimentada há tempos em Brasília. Ela existia publicamente desde que o próprio presidente Bolsonaro revelou ter um "sistema particular de informações" em uma reunião com ministros. Agora, a história ganha um novo caminho para a possível descoberta desse aparato ilegal.

Nesta sexta-feira, o Intercept conversou com uma fonte da Abin, que deu detalhes do caso. A fonte revelou que tanto ela como seus colegas desconfiam da mesma pessoa como sendo a responsável pelo relatório. Trata-se de Marcelo Bormevet, um policial federal cedido à agência que é também um bolsonarista entusiasmado nas redes sociais.

Leia  a íntegra da matéria no portal The Intrercept Brasil 

 

O conhecimento liberta. Saiba mais

PGR abre apuração sobre uso criminoso da Abin em defesa de Flávio Bolsonaro

 

A Abin elaborou documentos para orientar os advogados do senador em sua defesa no inquérito das rachadinhas

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República autorizou na sexta-feira (11) uma investigação preliminar sobre uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na defesa pessoa de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz. O suposto crime foi revelado em reportagem da revista Época.

Sob o diretor Alexandre Ramagem, que é amigo da família Bolsonaro e foi cotado para o comando da Polícia Federal, a Abin elaborou documentos para orientar os advogados do senador em sua defesa no inquérito das rachadinhas.

A Abin sustentou que Flávio foi investigado indevidamente pela Receita Federal e até recomendou a remoção de agentes de alguns “postos” para facilitar o trabalho da defesa.

O escândalo foi denunciado pelo deputado federal Marcelo Freixo, que defendeu ação criminal e impeachment contra Jair Bolsonaro, por ter permitido o uso do aparato estatal em benefício pessoal do filho. Outros parlamentares da oposição endossaram a tomada de medidas mais duras.

A PGR já investiga se Bolsonaro tinha interferido na Polícia Federal em causa própria, segundo denunciou o ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

O Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) disse na sexta que a ajuda da Abin ao senador, caso seja confirmada, “é inaceitável em todos os sentidos” e “passou de todos os limites”, se configurando o maior escândalo da República.

Leia também:

 

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Mamata da Família representante da Direita falso-moralista acima de tudo e de todos: com a anuência do pai e dos militares, Flávio Bolsonaro usou a Agência Brasileira de Inteligência, Abin, em proveito próprio

 


Cotado para comandar a Polícia Federal, Alexandre Ramagem foi quem ajudou Flávio a obter relatórios da Abin para sua defesa pessoal

Flávio Bolsonaro usou Abin em defesa pessoal no caso Queiroz

Pedro França/Ag Senado | Reprodução | Isac Nóbrega/PR

Jornal GGN – A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou ajuda de Alexandre Ramagem, cotado para assumir a Polícia Federal, para obter junto à Abin, a agência de inteligência do governo, informações e estratégias para a defesa do filho do presidente da República, que é processado no Rio de Janeiro por corrupção, no chamado caso Queiroz. A informação foi divulgada na revista Época nesta sexta (11).

Segundo o site da revista, Flávio conseguiu que a Abin elaborasse dois documentos que detalham o que chamam de “funcionamento da suposta organização criminosa em atuação na Receita Federal”.

O hoje senador alega que foi alvo de investigação indevida na Receita. Ele contesta o relatório do Coaf que deu origem às suspeitas em torno de movimentações financeiras de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

De acordo com o Ministério Público, Queiroz coordenava o esquema no gabinete do ex-deputado, que consistia em recolher parte do salário dos funcionários. Queiroz pagou contas pessoais de Flávio Bolsonaro com recursos que entraram em sua conta bancária. Ele também depositou cheques para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo época, o relatório da Abin tinha finalidade declarada: “Defender FB [Flávio Bolsonaro] no caso Alerj demonstrando a nulidade processual resultante de acessos imotivados aos dados fiscais de FB”.

Flávio recebeu os documentos da Abin por WhatsApp e depois repassou para sua advogada Luciana Pires.

Ramagem teve contato com a defesa de Flávio em 25 de agosto, “quando recebeu das mãos das advogadas de Flávio uma petição, solicitando uma apuração especial para obter os documentos que embasassem a suspeita de que ele havia sido alvo da Receita.”

“A participação da Abin, a partir daí, seguiria por meio desses relatórios, enviados a Flávio Bolsonaro, com orientações sobre o que a defesa deveria fazer”, narrou Época.

Alexandre Ramagem foi cotado para assumir o lugar de Marcelo Valeixo no comando da Polícia Federal.

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sábado, 24 de outubro de 2020

Revistas Época, Fórum e Jornal GGN: Bolsonaro promoveu reunião entre advogadas de Flávio, GSI e Abin no Planalto

 

Segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, o presidente convocou encontro fora da agenda para tratar de assunto que pode beneficiar o próprio filho


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
da Revista Fórum
por Lucas Rocha

No mesmo dia em que enviaram ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) uma petição pedindo que o órgão governamental atuasse para derrubar o caso que investiga o esquema de corrupção das rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), as advogadas do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tiveram uma reunião fora da agenda com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Augusto Heleno e o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

Segundo informações do colunista Guilherme Amado, da Revista Época, no dia 25 de agosto o presidente abriu seu gabinete no Palácio do Planalto para o encontro entre as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach, que defendem o filho Flávio, Heleno e Ramagem.

O encontro tinha como objetivo repassar uma informação obtida pela dupla de defensoras que poderia derrubar as investigações contra o filho do presidente. Os agentes públicos despenderam cerca de uma hora do seu dia para escutar as teses que podem livrar Flávio da Justiça.

Heleno e Ramagen, segundo Amado, saíram da reunião com a missão de “conseguir um documento que comprovasse que Flávio foi vítima de uma devassa ilegal por integrantes da Inteligência da Receita”. Apontando um possível uso da função pública para beneficiar um parente do presidente.

Em nota enviada ao colunista, as advogadas não negaram a existência da reunião nem mesmo os fatos narrados. “A defesa do senador Bolsonaro esclarece que levou ao conhecimento do GSI as suspeitas de irregularidades das informações constantes dos relatórios de investigação fiscal lavradas em seu nome, já que diferiam, em muito, das características, do conteúdo e da forma dos mesmos relatórios elaborados em outros casos, ressaltando-se, ainda, que os relatórios anteriores do mesmo órgão não apontavam qualquer indício de atividade atípica por parte do Senador. Registre-se, finalmente, que o fato foi levado diretamente ao GSI por ter sido praticado contra membro da família do Senhor Presidente da República”, disseram.

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Peculato no clã: Flávio Bolsonaro teria desviado verba pública para pagar advogado

 

Duas assessoras de Flávio repassaram ao advogado um total de R$ 27 mil, descontados de seus salários. Esquema mostra que rachadinha vai além de Queiroz

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Jornal GGN – O esquema da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio vai além dos depósitos realizados pelos ex-funcionários na conta de Fabrício Queiroz. É o que revela o UOL, nesta terça (29).

Segundo reportagem, duas assessoras de Flávio Bolsonaro descontaram ao longo de meses um total de R$ 27 mil do próprio salário e repassaram a um advogado do hoje senador.

Foram 22 repasses entre junho e dezembro de 2018, durante a campanha eleitoral, em favor do advogado Luis Gustavo Botto Maia. Os valores foram descobertos a partir de quebra de sigilo fiscal das assessoras Alessandra Cristina Oliveira e Valdenice Meliga.

Além de assessoras de Flávio, as duas eram dirigentes do PSL.

Nenhum dos citados quis se manifestar, registrou o UOL.

Leia também:

FLÁVIO BOLSONARO DOOU R$ 733 MIL EM DINHEIRO VIVO PARA A MÃE



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