segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Meio espírita brasileiro perdido no caos por falta de estudo real de Kardec e atrelamento político ao pior da direita em texto de Ana Cláudia Laurindo

 


O tempo: Brasil, final do ano 2022. Debates sérios sendo sufocados por avalanches de mentiras propagadas diuturnamente por ditos conservadores, tradicionais, pessoas de direita, que no resumo são todas bolsonaristas que quando peneiradas se afinam com nazifascismo (bolsonarismo).



Segue o texto da educadora e cientista social Ana Cláudia Laurindo, publicado no Repórter Nordeste:



Luis Nassif e o Xadrez de 29 de novembro: o golpe militarista e da direita está próximo da vitória com a indicação de José Múcio para a Defesa

 

A indicação de Múcio para Ministro da Defesa será a confirmação tácita de que o golpe foi vitorioso.




Por Luis Nassif (no Jornal GGN)


Vamos complementar o “Xadrez do dia 31 de dezembro de 2022” com a peça que faltava. No Xadrez anterior, apontei duas razões hipotéticas para a movimentação em frente os quartéis: a criação de um clima para explodir em 31 de dezembro, tirando os militares do quartel; ou um mero esperneio para manter a militância mobilizada.

Vamos a duas consequências mais objetivas, que explicam melhor a insistência em manter a mobilização à porta dos quartéis.

Peça 1 – as negociações com o Alto Comando


A cada dia que passa consolida-se a percepção de que a maior parte dos manifestantes acantonados na porta dos quartéis são familiares de militares. É o que poderia explicar, por exemplo, a presença dos tais homens de preto armados, possivelmente para oferecer segurança aos manifestantes.

Segundo fonte bem informada sobre os movimentos militares, a intenção das manifestações seria pressionar o novo governo para manter em mãos dos militares as definições sobre o Ministro da Defesa e do Alto Comando. O candidato dos militares para o comando do Exército é o general Estevam Cals Theophilo Gaspar, comandante de Operações Terrestres.

Inicialmente, Lula montou um grupo de trabalho informal, para se aconselhar. Há uma proposta do grupo, de indicação de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa, assessorado por um Grupo de Trabalho encarregado de estudar as Forças Armadas e propor um plano de ação para sua profissionalização e despolitização..

No meio do caminho, entrou o Ministro do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, fazendo lobby em favor de Aldo Rebelo.

Ainda no governo Dilma, Aldo tornou-se a quinta coluna dos ruralistas e dos militares. A extraordinária ingenuidade do PT impediu-o de ver o boicote de Aldo – então Ministro dos Esportes – na defesa da Copa do Mundo. Foi o primeiro grande embate nas redes sociais, após as manifestações de 2013. E Aldo não apenas não participou como boicotou a defesa do evento.

Em outro episódio, na discussão da lei ambiental, Aldo agiu radicalmente em favor dos ruralistas. Conseguiu colocar todo o movimento ambientalista contra Dilma e não agregou ao governo um centímetro de apoio dos ruralistas, já que a vitória deles foi atribuída exclusivamente a Aldo. Hoje em dia, Aldo se alinha com a direita conspiratória das Forças Armadas e dos ruralistas, tendo recebido apoio do general Villas Boas à sua candidatura ao Senado.

Sendo impossível a indicação de Aldo, o Alto Comando passou a pressionar pelo nome de Múcio Monteiro, egresso da Arena, com vínculos com o governo militar, com boa relação com os militares, na condição de ministro do TCU,  mas, também, com folha de serviços prestados ao governo Lula, na lógica do presidencialismo de coalizão.

Primeiro, Lula indicou Múcio para o Grupo de Transição da Defesa. Agora, anuncia-se a dissolução do grupo e a possível indicação próxima de Múcio para Ministro da Defesa.

Segundo observadores de dentro, a contrapartida dos militares, à indicação de Múcio, seria a desmobilização das manifestações na porta dos quartéis. Ainda é uma suposição. Mas, confirmando, revelaria interferência direta do Exército nas manifestações.

Para os observadores de dentro, o envolvimento de Lula com questões internacionais o está impedindo de se debruçar de forma mais aprofundada em temas centrais, dos quais um dos mais delicados é o Ministério da Defesa.

Lula não teria se dado conta, ainda, que a indicação de Múcio pode ser o primeiro grande desastre da transição, pois traria de volta o velho Lula de 2002, disposto a concessões em temas tabus. E a desmilitarização e profissionalização das Forças Armadas é um dos pontos centrais do grande arco civil em apoio ao seu governo.

Peça 2 – as negociações com Bolsonaro


Outra informação alarmante foi sobre possíveis negociações do Ministro Gilmar Mendes com Jair Bolsonaro, aconselhando-o a desmobilizar as manifestações, em troca de uma postura mais condescendente do Supremo Tribunal Federal em relação aos seus crimes.

Ou seja, tenta-se repetir, mais uma vez, o maior dos erros da redemocratização: a flexibilização da Lei da Anistia para englobar crimes contra a humanidade e a democracia, cometidos por militares. Entraram na Lei até crimes praticados após sua aprovação, como a tentativa de atentado no Riocentro e o assassinato da secretária da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro.

O pesadelo Bolsonaro foi filho direto do “jeitinho” brasileiro e da submissão do poder civil ao que o jornalista Fábio Vitor batizou de “poder camuflado”. A indicação de Múcio vai manter inalterada essa estrutura de poder. Até que se reúnam condições para o próximo golpe.

A indicação de Múcio para Ministro da Defesa será a confirmação tácita de que o golpe foi vitorioso.

Agora há pouco, em entrevista ao Metrópole, o general Hamilton Mourão Filho não poderia ter sido mais claro:

“Julgo que seria muito bem visto pelas Forças Armadas. Tenho muito apreço e respeito pelo ministro Múcio, com quem tive ótimo relacionamento quando ele estava no TCU”.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Fascistas, por Wilson Ramos Filho

 

Nos três grandes genocídios do século passado os assassinos eram pessoas de bem, pessoas normais, que apenas defendiam suas tradições


Fascistas

por Wilson Ramos Filho – Xixo, publicado no Jornal GGN

Há uma natural repulsa em admitir que o Brasil é o país com maior número de fascistas no mundo. Todavia, bem contadinho, provavelmente haja mais fascistas no Brasil atual do que havia na Alemanha no final da década de trinta do século passado.

Vocês viram o vídeo do fascista Paulo César Bezerra da Silva agredindo a músico negro? É de dar muita raiva (clique aqui para ver). O sujeito anda armado pela rua curitibana que leva o nome do socialista utópico Dr. Faivre enquanto o Neno convalesce e se recupera das covardes violências físicas e morais de que foi vítima. E a polícia civil, aparentemente, não tem pressa em investigar o caso. Marcaram a ouvida das partes apenas para março do próximo ano. Não, não é apenas mais uma evidência da vadiagem dos servidores públicos de que nos falam os neoliberais. Há uma vontade expressa de não punir o agressor fascista.

O primeiro genocídio do século passado não começou do nada, com centenas de pessoas saindo às ruas para promover a “solução final” para a “questão armênia” assassinando cristãos a marteladas e a machadadas. Primeiro houve uma morte e a Justiça turca foi leniente com o assassino. Depois vieram outros assassinatos de integrantes da minoria armênia e as autoridades turcas não puniram os agressores. A partir daí todos os que odiavam os cristãos armênios se sentiram autorizados a promover seu extermínio. A palavra genocídio foi utilizada pela primeira vez exatamente para descrever esses assassinatos em massa praticados por pessoas normais contra inimigos inventados.

O segundo genocídio, dos ciganos, dos homossexuais, dos comunistas e dos judeus, aconteceu à vista de todos, sob a égide da constituição de Weimar, com a leniência do judiciário alemão, porque as pessoas não se importaram com a escalada do ódio que compunha o ideário nazista da solução final e da supremacia da raça.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn “

O terceiro grande genocídio do século passado, em Ruanda, quando quase um milhão de Hutus foram assassinados a golpes de facão, pelos Tutsis, no prazo de 40 dias, só aconteceu porque os primeiros assassinatos não foram punidos. Como a polícia, o judiciário e até as forças de paz da ONU se omitiram, os assassinos, gente normal, temente a deus, se viram autorizados a promover a solução final para a questão Tutsi.

Os fanáticos patriotas que bloqueiam estradas fantasiados de véio-da-havan não são inofensivos. Aquelas velhas e aqueles velhos, hoje em surto, frequentaram o primário e o ginásio durante a ditadura militar e eram obrigados a marchar, a cantar o hino nacional, a adorar a bandeira positivista, a fazerem ordem unida nos colégios públicos e privados semanalmente. Aquelas práticas aparentemente inofensivas, fomentadoras do civismo e do patriotismo, deixaram sequelas nesta gente. É como se não tivessem amadurecido apesar da velhice, como se tivessem sido condenados a viver eternamente em um ambiente de quinta série, infantilizados, birrentos, mas são todos, em maior ou menor grau, potencialmente violentos.

Os sequelados mentais que tomam chuvas acampados em frente aos quartéis rezando para extraterrestres, ou para um deus visivelmente impotente, rogando aos céus e às galáxias onde orbita nosso plano planeta por um golpe militar que lhes restitua a ditadura de suas infâncias, não são menos violentos que os seus predecessores nas defesas de soluções finais contra seus inimigos inventados.

Nos três grandes genocídios do século passado os assassinos eram pessoas de bem, pessoas normais, que estavam apenas defendendo suas tradições ou uma determinada maneira de existir em sociedade. Eram pessoas ordinárias como estas que fazem bloqueios nas estradas, que cantam hino para pneus, que sinalizam com a lanterna do telefone celular para discos voadores, que oram aos berros para surdos deuses provavelmente inexistentes, que marcham soldado-cabeça-de-papel, que são motivos de escárnio internacional. Pessoas normais, mas em delírio coletivo, praticando conscientemente ilegalidades.

Os que assassinaram ou os que não se importaram muito com o extermínio de cristãos armênios, de judeus, de homossexuais, de ciganos, de comunistas ou de pessoas da etnia tutsi, não eram muito diferentes da Polícia Rodoviária Federal que decidiu prevaricar, do PM nazista ou do seu filho de 16 anos branquelo que assassinou 4 pessoas e feriu outras nove na escola com a arma do pai, ou dos jornalistas do Jornal Estado de São Paulo que intencionalmente alteram os fatos estampando a foto de uma mão negra empunhando um revólver para ilustrar assassinatos praticados pelo mencionado jovem branco. Não eram também muito diferentes do empresário sonegador de Volta Redonda que agrediu Gilberto Gil no Catar, do fascista curitibano que bateu com um cassetete no músico negro curitibano porque ele é negro, ou dos terroristas vagabundos do agronegócio que promovem bloqueios das estradas por não se conformarem com o resultado das eleições e que inventam inimigos imaginários para aglutinar outros fascistas para seus atos de vandalismo.

Caso os ministérios públicos estaduais e as magistraturas estaduais não estejam integralmente dominados pela Direita Concursada (uma gente ruim que usa seus cargos para preservar suas sinecuras e seus privilégios de classe), talvez alguns desses fascistas, inclusive seus financiadores, sejam exemplarmente punidos. Esperamos que sim. A democracia brasileira depende disto. Caso contrário, como na Turquia, na Alemanha e em Ruanda, os fascistas brasileiros se sentirão autorizados a avançar sobre os vencedores nas eleições deste ano, sobre seus inimigos imaginários e sobre o que ainda resta de institucionalidade em nosso país.

Xixo, 28 de novembro de 2022

Gilberto Gil é hostilizado por bolsonarista no Catar e internautas cobram medidas contra o agressor

 

A denuncia foi publicada no Twitter pelo deputado federal André Janones (Avante-MG)


Foto Geledés

Um dos maiores nomes da música popular brasileira, o cantor Gilberto Gil, de 80 anos, foi atacado por um apoiador de Jair Bolsonaro (PL) durante a estreia do Brasil na Copa do Mundo no Catar, na última sexta-feira (25). Internautas pedem a identificação e punição do agressor. 

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o ex-ministro da cultura do governo Lula (2003-2008) é visto em um corredor com Flora Gil, sua esposa. Assim que é reconhecido pelo bolsonarista, os ataques começam. 

“Vamo, Bolsonaro. Vamo, Lei Rouanet”, dizia o homem, em tom de ironia. “Vem, vem. Você ajudou o Brasil pra c… Vamo lá. Vai lá. Valeu, Lei Rouanet. Obrigado, filho da p…”, completou o agressor, que vestia uma camisa da seleção brasileira com o nome “Papito Rani”. 

Em nenhum momento, Gil e Flora reagiram, apenas seguiram em frente. Vale ressaltar que a segurança do local nada fez para impedir o ataque.

A gravação foi publicada no Twitter pelo deputado federal André Janones (Avante-MG), que também é membro do governo de transição do presidente eleito Lula (PT).

“A nova onda da extrema direita é cometer crimes. É terrorismo, ameaça, injúria. O crime foi filmado, aparentemente o bandido se orgulha do que fez com Gilberto Gil (80 anos de idade), a quem presto toda a minha solidariedade. Vamos tornar o vagabundo famoso. Lixo humano, escória!”, afirmou o parlamentar.

Repercussão

Nas redes sociais, políticos, intelectuais e artistas prestaram solidariedade ao músico e pedem que o agressor seja identificado para receber a devida. Confira:

Gil se manifesta

Gilberto Gil gravou um vídeo neste domingo (27)  em suas redes agradecendo as mensagens de apoio. 

“Meus agradecimentos, meu e da Flora, por essa rede de solidariedade por conta dessa coisa estúpida. É o terceiro turno na verdade né, os inconformados, querendo manter essa coisa do ódio”, disse. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

O PL não deve ser autorizado a fomentar e financiar o terrorismo nazi-bolsonarista, por Fábio de Oliveira Ribeiro

 


Quem não se levantar contra o violento terrorismo golpista nesse momento ajudará a criar o clima para que ele tome conta do país.


O PL não deve ser autorizado a fomentar e financiar o terrorismo bolsonarista

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Após causarem sofrimento, danos econômicos, agressões e uma morte, as ações terroristas dos bolsonaristas que bloquearam dezenas de rodovias interrompendo o fluxo de mercadorias e de pessoas estavam começando a ser suprimidas. Medidas duras foram tomadas contra os empresários que financiaram a violência política. Várias pessoas foram presas. Quando todos pensavam que a situação voltaria ao normal, o Partido Liberal decidiu incendiar totalmente o país.

Não é lícito um partido com registro eleitoral fomentar ou legitimar a violência política. O PL não impugnou o primeiro turno das eleições de 2022 em que conseguiu ampliar sua representação no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. As urnas utilizadas no segundo turno foram as mesmas empregadas no primeiro turno. Portanto, é evidente que a impugnação da eleição de Lula é apenas um artifício para dar ao derrotado a oportunidade de incentivar o terrorismo bolsonarista atrapalhando a transição e causando ainda mais prejuízo ao país, aos cidadãos e aos agentes econômicos.

Quem não se levantar contra o terrorismo nesse momento ajudará a criar o clima para que ele tome conta do país. A normalidade política deve ser restaurada custe o que custar. E o candidato derrotado nas eleições deve aceitar a derrota e arcar com as consequências das decisões que tomou nos últimos 4 anos. O partido dele não deve incentivar a violência política.

O PL deve ser impedido de usar recursos do Fundo Partidário para promover agitação política que favoreça ou legitime ações terroristas. Em razão disso, me senti obrigado a representar contra aquele partido pedindo a cassação do registro dele na Justiça Eleitoral. Para evitar um desastre maior, requeri ao TSE que bloqueie todas as contas-correntes e aplicações financeiras do PL. https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:ugcPost:7001151838234271744/.

No trajeto para meu escritório hoje pela manhã cruzei com um senhor de meia idade. Ele vinha em direção contrária prestando atenção ao smartphone. Ao cruzar comigo e ver que eu estou usando uma gravada vermelha com listras cinzas, aquele homem do subterrâneo estufou o peito e disse alto:

“Tem que destruir o PT e matar esses PT tudo. Aqui é Bolsonaro.”

Não aceitei a provocação. Mas após cruzar com ele disse em tom zombeteiro:

“Coitado, esse velho está maluco”.

Algumas dezenas de passos adiante, vi uma mulher tirar a filha pequena do carro para levá-la a escola. A menina de mais ou menos 5 anos estava alegre e falante. Totalmente alheia ao mundo em que fomos mergulhados, a menina estava usando um vestidinho vermelho. Confesso que fiquei preocupado. Se o clima criado pelo PL não for desfeito, aquela menina pode ser agredida. 

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

Veja mais sobre: , , 

Estadão condena 'molecagem' e 'falta de caráter' de Bolsonaro e Valdemar na tentativa redícula e desesperada de anular urnas usadas no segundo turno das Eleições 2022

 

Os dois tentaram um golpe (mais um) que foi prontamente rechaçado por Alexandre de Moraes

www.brasil247.com - Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro

Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Marcelo Camargo/Agência Brasil | Clauber Cleber Caetano/PR)

247 – O jornal Estado de S. Paulo condenou, em editorial, a tentativa de golpe patrocinada por Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, que foi prontamente rechaçada pelo ministro Alexandre de Moraes, que não apenas multou o PL em R$ 22 milhões, como também bloqueou os recursos do fundo eleitoral do partido.

"Eis a irresponsabilidade do PL. Um devaneio golpista de Jair Bolsonaro é suficiente para que a legenda peça à Justiça Eleitoral a anulação dos votos de 279,3 mil urnas eletrônicas, urnas estas que funcionaram perfeitamente nas eleições de 2018 e no primeiro turno de 2022", escreve o editorialista.

"É desolador que o presidente da República – eleito precisamente pelo voto depositado nas urnas que agora contesta – e o maior partido do Congresso manifestem tamanho descompromisso com o regime democrático e com o interesse público. Revelam-se assim não apenas tacanhos, incapazes de reconhecer uma derrota eleitoral, mas inaptos a funções públicas num regime democrático. Não cabe no Estado Democrático de Direito tal molecagem, tal desprezo pelo eleitor, tal indiferença com a lei", prossegue.

"Em sua inépcia, a ação do PL reitera uma vez mais a lisura das urnas eletrônicas. Não há rigorosamente nada a contestar. O que falta a alguns é a honradez de aceitar a vitória do adversário – mas isso não é um problema técnico, e sim de caráter", finaliza.

quarta-feira, 23 de novembro de 2022

UOL: Relatório golpista e ridículo do PL é criticado; Josias de Souza: 'Único resultado prático é prolongar a confusão' entre os fanáticos golpistas

 

Do UOL:

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, o PSDB e o PSOL reagiram ao pedido do PL (Partido Liberal) que busca invalidar votos do 2º turno da eleição presidencial em urnas fabricadas até 2020. O partido do presidente Jair Bolsonaro encaminhou uma Representação Eleitoral para Verificação Extraordinária ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), derrotado nas eleições por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Josias de Souza comenta