quinta-feira, 6 de maio de 2021

Bolsonaro está desesperado e não precisa de detratores, porque se autoincrimina, aponta até mesmo o jornal de Direita O Estado de S. Paulo

 

"A histeria bolsonarista denota desespero. O presidente parece intuir que sua situação política ficará a cada dia mais insustentável diante da exposição pública, na CPI, das extravagâncias, todas fartamente documentadas"

(Foto: Renato Aroeira)

247 – "Já se disse que o único trabalho da CPI da Pandemia será o de organizar as inúmeras evidências de que o governo de Jair Bolsonaro comportou-se de maneira irresponsável e muitas vezes criminosa em relação à pandemia de covid-19. E o presidente Bolsonaro colabora, diariamente, com novas provas. Ontem, Bolsonaro chegou a ponto de produzir essas provas no exato momento em que o ex-ministro da Saúde Nelson Teich prestava depoimento à CPI. Enquanto o ex-ministro confirmava aos senadores que deixou o Ministério da Saúde, depois de menos de um mês no cargo, porque descobriu que não teria autonomia e porque foi pressionado a estimular o uso de medicamentos inúteis contra a covid-19 a título de 'tratamento precoce', Bolsonaro discursava fazendo violenta defesa desses remédios", aponta editorial de O Estado de S. Paulo desta quinta-feira.

"A histeria bolsonarista denota desespero. O presidente parece intuir que sua situação política ficará a cada dia mais insustentável diante da exposição pública, na CPI, das extravagâncias, todas fartamente documentadas, cometidas por seu governo ao longo da pandemia. E estamos apenas no segundo dia de depoimentos na comissão, que certamente ainda reservará muitos dissabores para o governo – especialmente quando o ex-ministro Eduardo Pazuello resolver dar o ar da graça", prossegue o editorialista.

"Bravatear é o que resta a Bolsonaro, já que seu governo, incompetente para conter a pandemia, foi igualmente incompetente para esvaziar a CPI. Sua única competência parece ser a de produzir provas contra si mesmo. Um presidente que, cobrado a usar máscara, diz que 'já encheu o saco isso, pô', como fez em seu discurso, não precisa de detratores", finaliza.

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Renan Calheiros quer a "Capitã Cloroquina" depondo na CPI da Pandemia e Covid

 

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou o requerimento quando o ministro Marcelo Queiroga não quis responder se apoia ou não a posição de Jair Bolsonaro favorável ao uso da cloroquina. A ideia é convocar a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina", para depor na comissão

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina"

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina" (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado | Júlio Nascimento/PR)

247 - O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou um requerimento para convocar a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina". O parlamentar anunciou o requerimento quando o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, respondia perguntas sobre cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19 defendido por Jair Bolsonaro.

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF-AM), a dirigente afirmou ter sido responsável pelo planejamento e organização de viagem a Manaus para difundir o uso do remédio.

Na sessão, Calheiros perguntou a Queiroga se o ministro foi pressionado a adotar protocolo de uso da cloroquina em estados e municípios. 

"Eu não autorizei distribuição de cloroquina na minha gestão. Eu não tenho conhecimento de distribuição de cloroquina na minha gestão", disse.

Documentos públicos apontaram que Pazuello sabia do cenário crítico sobre o sistema de saúde em Manaus oito meses antes de ser constatada a falta de oxigênio em hospitais da capital.

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“Capitã Cloroquina”, secretária do Ministério da Saúde confessa ao MP que organizou viagem a Manaus apenas para difundir remédio (que não cura a covid, mas pode aumentar a chance de morte do paciente)

 

"Todas as atividades que foram demandadas inicialmente foram feitas por mim porque foi delegada essa competência pelo ministro da Saúde (Eduardo Pazuello)", confessou ao Ministério Público a secretária de Gestão do Trabalho da pasta, Mayra Pinheiro. A “Capitã Cloroquina”, como é conhecida, responde a uma ação por improbidade movida pelo MPF-AM. Um requerimento pediu a convocação dela na CPI da Covid

A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro

A secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro (Foto: Reprodução | Divulgação)

247 - Conhecida como “Capitã Cloroquina”, a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, confessou ao Ministério Público Federal (MPF)  ter sido a responsável pelo planejamento e organização de viagem a Manaus para difundir o uso de remédios sem eficácia científica comprovada contra a Covid-19. A visita de médicos e técnicos comandados pela Capitã Cloroquina aconteceu dias antes de o sistema de saúde amazonense entrar em colapso, no mês de janeiro. A informação foi publicada pelo jornal O Globo

"Todas as atividades que foram demandadas inicialmente foram feitas por mim porque foi delegada essa competência pelo ministro da Saúde (Eduardo Pazuello). Nós fizemos uma série de ações que foram planejadas inicialmente por mim. Uma delas foi de levar os médicos voluntários (às unidades de saúde)", disse ela ao Ministério Público no Amazonas. 

Além do MPF-AM, a CPI da Covid, no Senado, apura a promoção de medicamentos sem eficácia e as ações do Ministério da Saúde antes e durante o colapso em Manaus. Um requerimento pediu a convocação de Mayra para testemunha na CPI da Covid.

Nessa quarta-feira (5), o ex-ministro Nelson Teich disse na Comissão Parlamentar de Inquérito que membros do governo Jair Bolsonaro faziam lobby pelo uso da cloroquina contra a Covid-19.

Mayra é uma das seis pessoas que respondem a uma ação por improbidade administrativa movida pelo MPF-AM por conta da ação dos governos estadual e federal durante a crise no sistema de saúde do estado. Também são alvos da ação o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco, entre outros. 

Colapso na capital amazonense

Documentos públicos apontaram que Pazuello sabia do cenário crítico sobre o sistema de saúde em Manaus oito meses antes de ser constatada a falta de oxigênio em hospitais da capital.

A Advocacia-Geral da União (AGU) também havia informado ao Supremo Tribunal Federal que o governo federal sabia do iminente colapso do sistema de saúde no Amazonas 10 dias antes da crise

Em outra manifestação, o procurador da República Igor Spindo disse que a causa principal para que o oxigênio faltasse para pacientes de coronavírus em Manaus na última semana foi a interrupção do transporte deste insumo pela Força Aérea Brasileira (FAB)

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Na CPI da Pandemia, Queiroga confessa que decreto de Bolsonaro sobre Covid-19 não passou pelo Ministério da Saúde

 

Em depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confessou que o ministério da Saúde segue alheio às decisões de Jair Bolsonaro e não teve participação no decreto do governo que pretende implementar para impedir medidas de isolamento social em todo território nacional

(Foto: Agência Senado)

247 - Durante depoimento à CPI da Covid-19 no Senado que apura irregularidades do governo federal no combate à pandemia, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confessou que o ministério da Saúde segue alheio às decisões de Jair Bolsonaro e não teve participação no decreto que ele pretende implementar em breve para impedir medidas de isolamento social. 

O relator da CPI, Renan Calheiros, pressionou Queiroga para que ele respondesse se participou do decreto. O titular da pasta insistiu que não poderia fazer juízo de valor a respeito das decisões do presidente, mas confessou que a decisão não passou pela pasta da Saúde. 

Calheiros então afirmou que, “se Jair Bolsonaro não baseia as suas decisões baseadas no ministério da Saúde, há então um aconselhamento paralelo à pasta”. Queiroga respondeu que desconhece um grupo paralelo e “que não faz parte desse suposto grupo que orienta o planalto”. 

Com respostas vagas, Queiroga, quando questionado sobre a demora na aquisição de vacinas,  disse que "não tenho como precisar se houver demora ou não" nos acordos com a farmacêutica. 

Bolsonaro negou a aquisição de 11 marcas de vacinas no ano passado. 

O titular da pasta também ignorou todos os ataques da diplomacia brasileira contra a China e disse que as “relações diplomáticas estão fluindo de maneira satisfatória”.

Nesta quarta (4) Bolsonaro disse que a China criou o vírus da Covid-19 propositalmente para lucrar com a pandemia. 

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O atual bolsonarista no Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, tenta fugir de responder se apoia ou não cloroquina (que não cura a covid, mas pode ajudar a matar o paciente)

 

"Não faço juízo de valor", afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga que, apesa de médico, se esquiva de responder se compartilha da mesma posição de Jair Bolsonaro sobre o uso da cloroquina contra a Covid-19. "Isso não é minha competência", disse

(Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

247 - Em depoimento na CPI da Covid, nesta quinta-feira (6), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não respondeu se compartilha ou não da posição de Jair Bolsonaro, favorável ao uso da cloroquina para o tratamento contra a Covid-19.

"Não faço juízo de valor. É questão de natureza técnica. Isso não é minha competência", afirmou.

"Não autorizei distribuição de cloroquina. Não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição", acrescentou.

"O senhor compartilha ou não da posição presidente. A resposta é sim ou não", disse o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL).

"Até minha filha de 12 anos falaria sim ou não", emendou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM).

O ministro afirmou que a cloroquina foi usada em testes e que em casos graves não se tem efeito nos pacientes. 

Assista ao vivo a transmissão na TV 247:

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O Brasil entre ser um cemitério de mortos e meio-vivos em desacordo com a sinopse ufanista da extrema direita em artigo de Ricardo Mezavila, cientista político

 

Bad, por Ricardo Mezavila

O Brasil se transformou eu um cemitério de mortos, de meio vivos, ou quase mortos, um canyon de ossos fora de hora, amontoados sobre lembranças anacrônicas em desacordo com a sinopse original.

Depositphotos

Bad

por Ricardo Mezavila

Vivemos tempos de luto diário, de sobressaltos permanentes, tristeza prematura açodada nos primeiros raios do dia. Que tempo sombrio é esse, que afastou os abraços e os beijos, que decretou que o mal é o símbolo do poder em detrimento de tanta alegria reprimida? 

Escreveu Dylan Thomas no poema ‘Este lado da verdade’: “O bom e o mau, duas maneiras de caminhar em tua morte, entre as triturantes ondas do mar, rei de teu coração nos dias cegos, se dissipam com a respiração, vão chorando através de ti e de mim” 

O Brasil se transformou eu um cemitério de mortos, de meio vivos, ou quase mortos, um canyon de ossos fora de hora, amontoados sobre lembranças anacrônicas em desacordo com a sinopse original. 

Quem é responsável pela tragédia? Destino ou sociedade? Quem vai estar no fim da linha com a bandeira levantada? De que pena sai a tinta que assassina? 

Os principais temas dessa bad são a morte e a tortura, a incompetência e o negacionismo, o consentimento e a cumplicidade, a inação e o conformismo, a negligência e a censura, o pessimismo e a demência. 

O artífice dessa peça fatídica é vítima de seus próprios preconceitos, da sua visão individualista de mundo que, na incapacidade de dar as mãos de olhos fechados, subverteu o significado lúdico de felicidade. 

Agonia infinda essa das nuvens de outono, das flores, do calor e do frio, das pedras do Arpoador, da pulsação cosmopolita, da umidade das florestas, do clima árido e da mutilação verde de campos agrícolas. 

A atmosfera do céu sobre o Brasil está carregada de espíritos maus e mesquinhos, que brincam em volta do incêndio fazendo festa, riem de cada lágrima derramada enquanto brindam as estatísticas. 

Ricardo Mezavila, cientista político

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Reinaldo Azevedo: Pazuello tem “andaço” e se esconde atrás da patente e não como ex-ministro da saúde; Forças Armadas, tomem “envergonhomectina”

 

Do Canal BandNews FM:

Reinaldo Azevedo comenta o comunicado do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à CPI da Covid-19. O general afirma que está com suspeita de coronavírus.



Diante do desmascaramento ante a CPI, Bolsonaro acusa a China e mostra desespero ante a CPI e ante Lula. Vídeo de Thiago dos Reis

 

Do Canal Plantão Brasil, de Thiago dos Reis:

Bozo acordou completamente desnorteado e com o pior humor possível e deu vários tiros no pé!! Efeito Lula pegou de jeito!!



Nelson Teich, ex-ministro da Saúde e médico, afirma na CPI que o Kit anticovid/tratamento precoce de Bolsonaro é criminoso sim

 

Do Canal de Ronny Teles:

Ex Ministro Nelson Teich reluta mas acaba admitindo que receitas feitas por médicos Bolsonaristas e até pelo próprio Jair Bolsonaro foram criminosas



Senador ridículo e leviano, o bolsonarista Luiz Carlos Heinze, um agrônoma, fala bobagem, se faz de esclarecido sobre a cloroquina e é humilhado em público na CPI da Pandemia-Genocídio pelo médico e senador Otto Alencar

 

Do Canal de Ronny Teles:

O senador da tropa de choque de Jair Bolsonaro, Luis Carlos Heinze, foi duramente rebatido pelo senador Otto Alencar quando usava a CPI para receitar o kit Bolsonaro para tratamento do Covid 19.