terça-feira, 27 de setembro de 2022

Portal do José: RETA FINAL! BOLSONARO VAI PARA O CRIME! ALIADOS ACELERAM DEBANDADA. DERROTA E CADEIA À VISTA!

 Do Portal do José:

27/09/22- FALTAM 5 DIAS! DERROTA ANUNCIADA IRREVERSÍVEL. BOLSONARO confessa que vai para o crime. Não aceitará derrota. Mas o que poderia fazer um insano? Instituições e sociedade estão preparadas? Vai ter cadeia pra muita gente.

Escola do ataque armado, no interior da Bahia, foi militarizada após decreto de Bolsonaro

 Desde 2019, a escola foi uma das que adotou disciplina de colégios militares durante o governo Bolsonaro

Em 2019, Colégio Municipal Eurides Sant´Anna adotou disciplina militar – Foto: Prefeitura de Barreiras

GGN. - Um estudante armado entrou na escola municipal Eudires Sant’Anna e atirou contra dois alunos, provocando uma morte, em cidade do interior da Bahia, Barreiras, na manhã desta segunda (26). Uma estudante que foi atingida, cadeirante, de 20 anos, morreu. A escola é de gestão compartilhada com a Polícia Militar.

Segundo a Polícia Civil da região, o jovem de 14 anos entrou na escola armado com um revólver calibre 38, duas armas brancas e aparentemente uma bomba caseira. Não há informações sobre a motivação do crime.

Escola pública militarizada


Desde 2019, a escola foi uma das diversas instituições públicas de ensino que passaram a adotar disciplina de colégios militares durante o governo de Jair Bolsonaro, metodologia estimulada pelo presidente.

Naquele ano, Jair Bolsonaro publicou o decreto Decreto 9.465/2019, que passou a “promover, fomentar, acompanhar e avaliar, por meio de parcerias, a adoção por adesão do modelo de escolas cívico-militares nos sistemas de ensino municipais, estaduais e distrital tendo como base a gestão administrativa, educacional e didático-pedagógica adotada por colégios militares do Exército, Polícias e Bombeiros Militares”.

Durante a gestão de Abraham Weintraub no Ministério da Educação, o então ministro anunciava um “Compromisso Nacional pela Educação Básica”, que objetivava instituir, até este ano, 2022, “27 Escolas Cívico Militares (1 por estado), totalizando 108 escolas até 2023, atendendo, aproximadamente, 108 mil alunos.”

“Política bélica”


O Colégio Municipal Eurides Sant´Anna, em Barreiras, onde ocorreu o ato nesta manhã, começou a adotar a disciplina dos colégios militares em maio de 2019, em convênio assinado pelo prefeito da cidade, Zito Barbosa (DEM), e coroneis e representantes da Polícia Militar.

Para a presidente do PT, o ato da manhã de hoje na escola no interior da Bahia é o reflexo da “política bélica de Bolsonaro”.

“Olha o que acontece com a política bélica de Bolsonaro. Um jovem entrou atirando numa escola da Bahia e uma aluna cadeirante morreu. Vamos acabar com essa liberação desenfreada de armas. Solidariedade à família da estudante”, escreveu nas redes.

PF vê graves transações suspeitas em gabinete de Bolsonaro. Ministro Alexandre de Moraes quebra sigilo de assessor

 

Segundo a PF, conversas do tenente Mauro Cesar Barbosa Cid indicaram que eram feitas transações para pagar contas da família presidencial e de pessoas próximas a Michelle Bolsonaro

www.brasil247.com - Mauro Cesar Barbosa Cid, Alexandre de Moraes, a Polícia Federal e o Planalto (de fundo)

Mauro Cesar Barbosa Cid, Alexandre de Moraes, a Polícia Federal e o Planalto (de fundo) (Foto: ABR | Divulgalção)


247 - A Polícia Federal encontrou no telefone do principal ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) mensagens que têm como consequência suspeitas de transações financeiras feitas pelo gabinete presidencial e com a possibilidade de serem ilegais. O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid teve diálogos por escrito, áudios e fotos com outros funcionários da Presidência. As conversas sinalizam a existência de depósitos fracionados e saques em dinheiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou nas últimas semanas a quebra de sigilo bancário de Cid.

De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (26) pelo jornal Folha de S.Paulo, o material analisado pela PF indicou que eram feitas movimentações financeiras, para pagar contas pessoais da família presidencial e de pessoas próximas à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

As transações estão sendo analisadas em um inquérito policial, mas ainda não existe acusação ou confirmação das suspeitas investigadas pela PF.

 — Boulos 5️⃣0️⃣1️⃣0️⃣ (@GuilhermeBoulos) September 26, 2022

A assessoria da Presidência afirmou que as transações vistas como suspeitas pela PF têm origem em dinheiro privado de Jair Bolsonaro. "Todos os recursos não têm origem no suprimento de fundos [cartão corporativo]. O presidente nunca sacou um só centavo desse cartão corporativo pessoal. O mesmo está zerado desde janeiro de 2019", continuou.

O tenente-coronel disse que a escolha do pagamento por meio de saques e depósitos para uma tia de Michelle aconteceu por motivos de segurança. "Cid não fazia transferência de conta a conta. Ele sacava o dinheiro para a conta do presidente não ficar exposta, com o nome dele no extrato de outra pessoa", diz a assessoria da presidência.

TCU fará auditoria em tempo real de urnas eletrônicas para rebater possíveis contestações dos militares pró-Bolsonaro do resultado das eleições

 

Tribunal de Contas da União (TCU) pretende auditar 540 urnas eletrônicas em tempo real para rebater eventuais contestações dos resultados oficiais

www.brasil247.com - Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022.

Técnicos do TRE-DF realizam a conferência e a lacração de urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2022. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) está preparando uma auditoria em tempo real de 540 urnas eletrônicas em diversos municípios de todo o País para assegurar um resultado rápido da checagem dos resultados, caso a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sofra algum tipo de contestação. 

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a iniciativa “funcionará como uma etapa adicional do sistema de auditoria do sistema eletrônico de votação, em uma espécie de contraposição à apuração paralela que será realizada pelas Forças Armadas. “O TCU já havia anunciado a realização de um processo de inspeção mais aprofundado em 4.161 urnas, com divulgação dos resultados em novembro”, ressalta a reportagem. 

O sistema de checagem e auditoria por parte do TCU foi montado na esteira das constantes críticas e questionamentos, sem provas, feitos por Jair Bolsonaro e integrantes da ala militar do seu governo em relação ao modelo eletrônico de votação.

Os militares pretendem realizar uma apuração paralela em cerca de 300 urnas eletrônicas, mas não informaram quais serão os critérios utilizados e nem os objetivos da checagem. 

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Lula desenha planos para resgatar a credibilidade internacional do Brasil que foi arrasada por Bolsonaro

 

Estratégia será recolocar o Brasil como protagonista da luta pela preservação ambiental e resgatar a cooperação entre países da América Latina

www.brasil247.com - Lula e Celso Amorim

Lula e Celso Amorim

247 - O ex-presidente Lula (PT) já tem planos para recuperar a imagem internacional do Brasil, que foi completamente arrasada pelo governo Jair Bolsonaro (PL). Em mensagem no Twitter nesta terça-feira (27), inclusive, Lula disse querer resgatar o orgulho dos brasileiros.

De acordo com Jamil Chade, do UOL, o principal meio para recuperar a imagem do Brasil será a agenda ambiental. "Uma das opções sob consideração seria a rápida convocação de uma cúpula do clima, seja no âmbito mundial ou regional. O evento serviria para que Lula apresentasse seus compromissos ambientais e costurasse alianças. A meta seria desmontar o clima de desconfiança por parte da comunidade internacional em relação ao Brasil. Ao longo dos últimos anos, a questão climática esteve no centro da deterioração da inserção do Brasil no mundo".

O jornalista lembra que Bolsonaro teve à frente do Itamaraty, por dois anos, Ernesto Araújo, figura que negava a importância da conservação ambiental, o que levou o Brasil a ser visto como inimigo da agenda climática.

O ex-presidente também trabalha com a ideia de criar uma cooperação com outros países em desenvolvimento para lutar contra o desmatamento, contando com o financiamento de nações ricas. A aliança contaria com africanos e asiáticos. "Mas o próximo governo brasileiro terá um sério desafio na Europa. O bloco caminha em ritmo acelerado para estabelecer uma sobretaxa para produtos agrícolas que tenham causado desmatamento. Se aplicado, a nova lei poderá ampliar o protecionismo contra as exportações nacionais em setores como soja, carne, milho e outros produtos. Uma das avaliações é de que a nova lei foi resultado de uma incapacidade de diálogo com o Brasil, sob o governo Bolsonaro. Para diplomatas, os europeus há anos buscavam motivo para criar novos muros para os produtos brasileiros. E, com o negacionismo climático por parte do Planalto, encontraram um 'argumento perfeito' para impor as barreiras".

Lula também trabalhará para aumentar a integração entre países da América Latina, aproveitando a onda de governos progressistas na região. "Uma das percepções é de que essa nova integração não deva mais apenas estar centrada em reduções de tarifas de importação. Mas também em temas como a questão social, meio ambiente e democracia".

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Jamil Chade: Governos estrangeiros recomendam a seus representates distanciamento de Bolsonaro até o fim das eleições

 

    Os sequestros por parte da campanha de Jair Bolsonaro das viagens ao funeral da rainha Elisabeth 2ª, em Londres, e a abertura da Assembleia Geral da ONU levaram governos estrangeiros a consolidar uma orientação de evitar qualquer contato mais explícito, assinatura de acordos ou entendimentos com o Palácio do Planalto, até pelo menos que a eleição seja definida no Brasil.


Seguem trechos da coluna do jornalista internacional Jamil Chade, no UOL:

Protesto contra o presidente na sede da ONU em Nova York - Ação anônima
Protesto contra o presidente na sede da ONU em Nova YorkImagem: Ação anônima

Os sequestros por parte da campanha de Jair Bolsonaro das viagens ao funeral da rainha Elisabeth 2ª, em Londres, e a abertura da Assembleia Geral da ONU levaram governos estrangeiros a consolidar uma orientação de evitar qualquer contato mais explícito, assinatura de acordos ou entendimentos com o Palácio do Planalto, até pelo menos que a eleição seja definida no Brasil.

Principalmente na Europa, autoridades já tinham adotado uma postura de cautela em relação ao governo de Jair Bolsonaro, com a própria Comissão Europeia trabalhando internamente com a perspectiva de que, em 2023, o presidente brasileiro já seria outro.

Fontes diplomáticas confirmaram que, ao longo dos meses, a opção pelo distanciamento ganhou força depois que Bolsonaro usou um encontro com embaixadores estrangeiros em julho para mentir sobre o sistema eleitoral brasileiro. Pelo protocolo, as embaixadas estrangeiras não poderiam deixar de atender ao convite do chefe de estado do país onde estão alocadas. Mas muitos dos embaixadores se sentiram "usados" ao entenderem que eram palco para uma campanha eleitoral e contra as urnas.

O mal-estar ganhou uma nova proporção na semana passada, depois que Bolsonaro usou até mesmo o funeral da monarca britânica para fazer campanha. Em embaixadas estrangeiras em Brasília, a percepção é de que o presidente não respeitará nenhum protocolo, luto ou normas a partir de agora.

A reportagem apurou que, em diversas democracias, a orientação foi a de suspender qualquer contato mais frequente com as autoridades brasileiras para evitar a repetição do cenário constrangedor.

"Para muitos de nós, ele já é um pato manco", explicou um diplomata estrangeiro, numa referência ao conceito em inglês de um presidente que já não governa e que apenas está aguardando o prazo para se retirar.

Veja o restante do artigo de Jamil Chade no site do UOL

Governos estrangeiros recomendam a diplomatas e representantes distanciamento de Bolsonaro

 

O ocupante do Palácio do Planalto está completamente isolado no plano internacional

www.brasil247.com -

(Foto: Divulgação | Talita Aguiar)

247 - O jornalista Jamil Chade escreve em sua coluna no UOL que governos estrangeiros consolidaram uma orientação de evitar qualquer contato mais explícito, assinatura de acordos ou entendimentos com o governante de extrema-direita, até pelo menos que a eleição seja definida no Brasil.

Principalmente na Europa, autoridades já tinham adotado uma postura de cautela em relação ao governo de Jair Bolsonaro, com a própria Comissão Europeia trabalhando internamente com a perspectiva de que, em 2023, o presidente brasileiro já seria outro, escreve o jornalista. 

"Fontes diplomáticas confirmaram que, ao longo dos meses, a opção pelo distanciamento ganhou força depois que Bolsonaro usou um encontro com embaixadores estrangeiros em julho para mentir sobre o sistema eleitoral brasileiro. Pelo protocolo, as embaixadas estrangeiras não poderiam deixar de atender ao convite do chefe de estado do país onde estão alocadas. Mas muitos dos embaixadores se sentiram 'usados' ao entenderem que eram palco para uma campanha eleitoral e contra as urnas".

"O mal-estar ganhou uma nova proporção na semana passada, depois que Bolsonaro usou até mesmo o funeral da monarca britânica para fazer campanha. Em embaixadas estrangeiras em Brasília, a percepção é de que o presidente não respeitará nenhum protocolo, luto ou normas a partir de agora".

Terrorismo, cinismo, mentira. O Direito não previu o genocida, por Armando Coelho Neto, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

 

“O Brasil (Constituinte) não previu o genocida”, nem a mentira. A democracia concebida para democratas não se armou contra tiranos.

Terrorismo, cinismo, mentira. O Direito não previu o genocida

por Armando Coelho Neto

Cassar a candidatura do atual “presidente” da República seria, em tese, o único freio possível para evitar a derrocada absoluta da esquálida democracia. Mas, o TSE não vai fazer isso, pois seria o sonhado atestado de perseguição que o atual “presidente” da República deseja. Seria o mote para criar a instabilidade aguda, determinante para a suspender as eleições, criar arruaças, desacreditar as eleições.

Para infelicidade do País, o atual desgoverno acabou com o controle de armas e munição. À revelia das Forças Armadas, Sigma e Sinarm, o brasileiro convive com 4,4 milhões de armas de fogo em mãos de particulares, das quais, a cada 3, uma está irregular. “Arsenal privado dobrou nos últimos anos e armas com registro e legalizadas chegam cada vez mais ao crime”, diz matéria do Brasil de Fato.

Hoje, se mata por causa de um bolo de aniversário, briga de trânsito, troco errado. Na zona rural de Confresa, 1.l67 km de Cuiabá, um bolsonarista matou a facadas um apoiador de Lula. Enquanto isso o candidato a deputado estadual Cavalcante (delegado), em Fortaleza, disse que se não resolver a eleição no voto resolverá na bala. E… policiais armados fazem justiça por conta própria, até com câmara de gás.

Terrorismo em curso, pesquisa Datafolha para o Fórum Nacional de Segurança Pública revela que dois a cada três brasileiros têm medo de agressão por sua posição política. Até o filho do “presidente” da República convocou cidadãos armados a se unirem para “defender o pai” (de quê, de quem?). É nesse clima de violência do coronelismo do ronca que mortes e violências estão sendo banalizados.

Vige o Estado de Exceção, e de há muito o desgoverno segue impune, acobertado pela procuradoria-geral da República e Câmara dos Deputados, enquanto um TSE acuado ladra para a caravana passar. Eis o contexto no qual me ocorreu fala do advogado Pedro Serrano, sobre tais anomalias: “Simplesmente o Direito não previu esse genocida”. A cova da democracia está aberta e os coveiros são conhecidos.

Instaurado o terror (Bozos, juizecos e Bananinhas à parte), os bolsopatas querem sangue. No passado, o desgoverno defendeu matar “uns 30 mil”, fez apologia à tortura, deixou morrer quase 700 mil pessoas, disse que pelo voto não se muda nada. Conclusão: o Direito não previu mesmo o genocida, nem o que faria quando o pobre entrasse no açougue, universidades, fila do passaporte e aeroportos…

Em clima de medo, só um lado pode expressar o voto. Famílias emudeceram para evitar tragédias entre parentes. Um petista foi assassinado numa festa de aniversário, outro numa igreja, e pesquisadores estão sob ameaça. Os sinais vieram do passado recente, quando um policial federal suicida fez disparos contra o acampamento ao lado da sede da PF.

Mas, a imprensa dá tratamento normal ao anormal, e a pior delas é tratar tudo como simples polarização de extremos. O extremo está de um lado só! É o mesmo papel cínico exercido durante a Farsa-jato principal munição do golpe contra Dilma Rousseff e prisão de Lula sem provas (sob olhares vesgos da Justiça que hoje somos obrigados a defender, embora sabendo seu papel na ruptura democrática).

No esgoto do Jornal Nacional (seja do cenário ou editorial) há silêncio sobre imóveis comprados em dinheiro vivo pela família de milicianos do Planalto. Os generais de prótese peniana não se insurgem, enquanto cultuam o manual decadente do MCI (Movimento Comunista Internacional). A PF, em maioria bolsopata, agoniza pelo viço salarial, briga por cargos, enquanto perdem direitos adquirido há décadas. Mito!

Mas, tudo é normal para a Globo et caterva, com ligeiras alfinetadas para mostrar “isenção” inspirada no falso moralismo de sempre. O país vai bem, mas os dez milhões de dólares de Paulo Guedes (lá fora, claro!) não voltam. Resumindo, tiraram o demônio (Bozo) da garrafa e não sabem o que fazer com isso, pois o lado doente e psicopata da sociedade está nas ruas com ele – armado ou pronto para se armar.

“O Brasil (Constituinte) não previu o genocida”, nem a mentira. A democracia concebida para democratas não se armou contra tiranos. Precisa ser revista. Nem grande mídia, nem redes sociais, Congresso, PGR, TSE, STF são/estão neutros. Cúmplices do caos, gerenciam a baderna que ajudaram a criar. Os verdadeiros patriotas, democratas, defensores da liberdade estão órfãos das instituições.

Lula vai ser eleito. Não há melhor pesquisa eleitoral do que a bandeira de candidato exibida nas carroças de catadores de papel. Eles são espelhos do sentimento popular mais puro. É o que dizia minha santa mãe. Elas já estão aí desfiando o terror bolsopata. Mas é bom estar atentos às mentiras dos últimos dias. A calhorda de plantão tem apoio da elite do atraso e capitães do mato das casernas.

Lula tem um país devastado e faminto para reconstruir. Mas com igual importância, e de forma inadiável, terá de convocar o Congresso Nacional para criar, urgente, instrumentos de proteção ao Estado de Direito e Democrático. Colocar os militares em seu devido lugar, reabrir o debate sobre Centrão, criminalização da mentira tendo como contraponto a liberdade de expressão, entre outros temas.

Sem dinheiro-arma-mídia, a hora é de rua! Não necessariamente em grandes concentrações. Mas na boca miúda, nos ônibus, metrôs, feiras, bares, estilo tempos da Panair, na canção de Milton Nascimento* “Em volta dessa mesa existem outras falando tão igual”: de fraternidade, solidariedade sintetizada na voz de Lula, que sem rancor depois de 580 dias de injustiça, fala de paz, amor, solidariedade. Até a vitória!

*Armando Rodrigues Coelho Neto é jornalista, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

Desesperados, fascio-bolsonaristas apelam para a violência

 

Um renascimento da democracia brasileira?, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Bolsonaro perdeu o timing. Desesperados, desorganizados e sem liderança, os derrotados apelam para a violência.

Um renascimento da democracia brasileira?

por Fábio de Oliveira Ribeiro

À medida que as eleições se aproximam, Bolsonaro e seus comparsas começam a tomar consciência da inevitabilidade da derrota. Eles não perderam o controle da situação. A verdade é que o bolsonarismo nunca conseguiu ter a hegemonia política que desejava. 

O poder é um fenômeno ambíguo. Algumas vezes ele se identifica com a pessoa que governa o Estado. Outras, o governante que tenta ser ou parecer mais poderoso do que realmente é só consegue destruir os fundamentos do poder que exercia.    

Imaginando que não será reeleito, o presidente genocida cogitou dar um golpe de estado. Todavia, o cenário não nada favorável à ruptura da legalidade. Bolsonaro não tem apoio da imprensa. A Igreja Católica, a OAB, empresários, banqueiros e a sociedade em geral rejeitam uma ruptura da legalidade. Nem mesmo a Embaixada dos EUA quer se comprometer com o surgimento de um novo regime político autoritário. 

Bolsonaro perdeu o timing. Desesperados, desorganizados e sem liderança, os derrotados apelam para a violência de maneira desorganizada. Uma vitória de Lula no primeiro turno reconhecida pela imprensa dentro e fora do país provavelmente impedirá qualquer reação. Nesse sentido, suponho que o perigo de uma epidemia de suicídios de adeptos do bolsonarismo é muito maior do que o da realização de operações militares e/ou policiais em todo território nacional para garantir a permanência de Bolsonaro na presidência. 

Além de não ter peso, unanimidade e massa crítica para virar a mesa, o Exército terá que carregar um fardo histórico. Os generais e coronéis que participaram do genocídio pandêmico estão intranquilos, mas eles não têm força política para mudar o rumo da História. Vários deles terão que responder pelos crimes que cometeram.

Hannah Arendt disse que a violência não tem o poder de construir o poder. A única coisa que ela consegue fazer é destruí-lo. No caso brasileiro, o poder de Bolsonaro e dos militares que o apoiam foi destruído pelo assassinato em massa de centenas de milhares de brasileiros durante a pandemia. Essa violência não foi esquecida, e não será perdoada.   

O renascimento da democracia brasileira já começou. Ele só pode ser interrompido pelo medo dos seus defensores. Ao recordar 1964, o capitão genocida tenta espalhar o temor. A credibilidade da ameaça bolsonarista, porém, não existe. Se não tivesse sido derrotada na década de 1980, a ditadura militar certamente não precisaria recorrer a um indivíduo tão desqualificado, desastrado e desesperado quanto Bolsonaro. 

Bolsonaro poderia ter comprado vacina e vacinado rapidamente a população. Mas ele preferiu usar a pandemia para exterminar uma parcela vulnerável da população acreditando que o mercado o aplaudiria. Mas o mercado ficou assustado e discretamente se afastou dele. Não porque ficou mais humano e sim porque percebeu que para manter os negócios como de costume é preciso preservar alguma aparência de humanidade.

Após tomar posse, o problema de Lula será transformar essa aparência de humanidade em realidade política e programática. O novo presidente obviamente encontrará resistência. Não dos bolsonaristas e sim dos operadores do mercado que toleram a democracia, pero no mucho. 

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

sábado, 24 de setembro de 2022

Juliana Dal Piva: Clã Bolsonaro condecorou 16 PMs denunciados em organizações criminosasa

 


Artigo de Juliana Dal Piva, publicado no UOL:


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) pediram homenagens a pelo menos 16 policiais denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrantes de organizações criminosas.

É o que aponta um cruzamento de dados entre os nomes dos policiais homenageados pelos dois filhos do presidente e as informações dos bancos de dados dos Tribunais de Justiça do país. Os resultados do levantamento estão no podcast "UOL Investiga: Polícia Bandida e o Clã Bolsonaro", que estreou nesta sexta-feira (23).

Esses homenageados foram presos e denunciados em oito das mais importantes operações de combate ao crime organizado no Rio, entre 2006 e 2022: Calabar, Quarto Elemento, Purificação, Intocáveis, Gladiador, Amigos S/A, Segurança S/A e Águia na Cabeça. Nesse grupo, estão Adriano Nóbrega, o major Ronald Pereira e, mais recentemente, o delegado e ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski.

As investigações, realizadas pela Polícia Federal, pelas corregedorias e pelo Ministério Público, revelaram quadrilhas montadas por policiais para a prática de extorsão, corrupção, sequestros, homicídios, entre outros crimes. Em todos esses casos, os policiais estavam na folha de pagamento da máfia dos caça-níqueis, das facções do tráfico ou dos grupos milicianos.

Jair Bolsonaro já disse publicamente que foi ele quem pediu que os filhos prestassem homenagens a policiais. Questionados sobre as condecorações, a assessoria do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio disseram, por nota, que "ao longo de anos na política, sempre fizemos homenagem a policiais que se destacaram pelos serviços prestados à população. À época das homenagens, era impossível prever que alguns desses policiais pudessem desonrar a farda". Veja a nota na íntegra no final deste texto. Já a assessoria de Carlos Bolsonaro não retornou.

Até 2018, Flávio e Carlos entregaram medalhas e moções a 707 pessoas. Algumas dessas pessoas foram premiadas mais de uma vez. É o caso de Adriano da Nóbrega, por exemplo, que recebeu uma moção em 2003 e depois a medalha Tiradentes em 2005.

Adriano da Nóbrega morreu em uma operação policial na Bahia, em fevereiro de 2020, após passar um ano como foragido da Justiça. Ele foi denunciado na Operação Intocáveis pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio).

Flávio Bolsonaro contou em depoimento à promotoria fluminense que o conheceu por intermédio de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, durante aulas de tiro nos anos 2000.

75 policiais homenageados responderam a processos

As primeiras homenagens prestadas ocorreram em 2001 no primeiro mandato de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal. O cruzamento de dados também apontou que, do total de homenageados, 596 eram policiais e 75 deles responderam a processos criminais. De cada dez pessoas que Flávio e Carlos homenagearam, uma respondeu a processo criminal na Justiça.

O crime de homicídio foi ao qual esse grupo de homenageados mais respondeu. Do todo, 36 policiais foram homenageados pelo clã e, ao mesmo tempo, responderam a processos na Justiça pela morte de 39 pessoas.

Participar dessas operações violentas era um critério para se aproximar dos Bolsonaro e ganhar medalha. Em 57 homenagens, a palavra "morte" foi citada como justificativa para a concessão do reconhecimento.

Entre os homenageados do primeiro mandato de Carlos Bolsonaro, em 2003, estão justamente Adriano da Nóbrega e Fabrício Queiroz.

Já o Flávio pediu sua primeira homenagem, em 2003, para o inspetor da Polícia Civil Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, o Marinho. Ele foi alvo da Operação Gladiador. Outro alvo da operação foi o Hélio Machado da Conceição, o Helinho. Ele também recebeu uma homenagem de Flávio, em 2005. A Operação Gladiador apontou o envolvimento da cúpula da polícia, à época, com a máfia da contravenção.

A lista dos crimes que esses policiais responderam inclui ameaça, associação criminosa, improbidade, extorsão, fraude em licitação, fraude processual, homicídio, improbidade administrativa, organização criminosa, peculato, receptação, violência doméstica, tentativa de homicídio e muitos outros.

Íntegra da nota de Jair e Flávio Bolsonaro

"A pauta da segurança pública é e sempre foi uma bandeira importante para a família Bolsonaro. Ao longo de anos na política, sempre fizemos homenagem a policiais que se destacaram pelos serviços prestados à população. À época das homenagens, era impossível prever que alguns desses policiais pudessem desonrar a farda.

Sobre o trabalho feito junto à Unidade Prisional da Polícia Militar, as ações foram públicas e amplamente divulgadas. Como a própria reportagem mostra, trabalhamos para resolver um conflito e evitar que a situação se desdobrasse em algo mais grave. Trabalhar para resolver uma crise e evitar prejuízos ao Estado não configura irregularidade, pelo contrário".