Daniela Lima traz as repercussões sobre crise no STF, com Fachin retirando o pedido contra Mendonça do inquérito comandado por Alexandre de Moraes; impeachment de Mendonça após relatórios da PF; pronunciamento de Lula e Flávio Bolsonaro sobre caso Master e muito mais...
A jornalista Juliana Dal Piva conta como Flávio Bolsonaro foi pego na mentira de que não conhecia o banqueiro Daniel Vorcaro pelo repórter Paulo Motoryn. Ao longo do episódio, é revelado como o senador pede mais de U$ 20 milhões para supostamente financiar um filme sobre o pai ao mesmo tempo em que Bolsonaro é julgado no STF e Flávio se prepara para disputar a presidência. O destino do dinheiro entregue pelo banqueiro ainda é um mistério que assombra até o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Os interesses da Elite da Faria Lima, dos bancos e dos Estados Unidos contra Lula com a ajuda do fundamentalista bolsonarista André Mendonça, o novo Moro, se fazem explícitas nas narrativas dos Jornalões e da Globo....
Motoryn: “Após tarifaço, segunda interferência eleitoral é a atuação de André Mendonça”
Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, a atuação do ministro André Mendonça (STF) no caso Master representa, na avaliação do jornalista Paulo Motoryn, uma segunda frente de interferência no processo eleitoral de 2026. Em entrevista à TVGGN nesta quarta [confira abaixo], ele apontou a atuação do ministro, a presença de delegados ligados ao bolsonarismo em seu gabinete e os vazamentos seletivos como fatores que estariam contaminando o debate político às vésperas da disputa.
A avaliação de Motoryn ocorre em meio à determinação de Mendonça para que a Polícia Federal aprofundasse informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes antes de o plenário do Supremo decidir sobre a abertura de uma investigação. “O papel do juiz não é fazer a investigação. A investigação é da Polícia Federal. Juiz entra quando o inquérito está pronto, quando tem a denúncia oferecida pelo Ministério Público, aí sim ele vai fazer o julgamento. Mas o juiz conduzir a investigação é muito problemático”, afirmou.
O jornalista também chamou atenção para a composição do entorno de Mendonça. Segundo ele, delegados que trabalharam com o ministro durante sua passagem pelo Ministério da Justiça e que são identificados com o bolsonarismo passaram a atuar em seu gabinete. “Não é a imprensa alternativa de esquerda, ativista, que está falando isso. O próprio Otávio Guedes estava falando na GloboNews o quanto esses delegados que estão no entorno do Mendonça são identificados com o bolsonarismo e egressos da Operação Lava Jato”, disse.
O episódio se insere em uma disputa maior, na qual instituições e a grande mídia podem influenciar o ambiente eleitoral por meio da divulgação seletiva de informações, em uma espécie de “Lava Jato 2”, como antecipado pelo jornalista Luis Nassif.
Motoryn classificou o cenário como parte de uma “guerra híbrida” e comparou a forma atual de atuação dos Estados Unidos com a interferência norte-americana que antecedeu o golpe de 1964. “O quanto que os Estados Unidos, de alguma maneira, pré-golpe de 64, negavam que interviriam no Brasil, escondiam a ação militar que fizeram na costa brasileira. E aqui é o contrário: é uma Operação Tio Sam em tempo real. E esse debate que a gente traz há algum tempo sobre o papel dos Estados Unidos no Brasil foi tratado nessas últimas décadas como conspiracionismo”, afirmou.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social)
Da Folhapress, também diculgado pelo ICL Notícias:
MENDONÇA SOB SUSPEITA
Moraes aponta abuso de autoridade
Por Luísa Martins
(Folhapress) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu que o ministro André Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master e INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
A decisão foi tomada no âmbito do inquérito das fake news. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, “com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos”.
De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação “por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares” a serem apresentadas pela PF (Polícia Federal).
Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP).
A medida é tomada por Moraes dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta Moraes como o interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar o colega.
Segundo Moraes, há por parte de Mendonça “indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada”, além de “quebra da cadeia de custódia das provas apreendidas”.
Neste vídeo, Luis Nassif traz uma análise aprofundada sobre o desmantelamento das instituições democráticas brasileiras.
A partir dos desdobramentos do processo de impeachment de 2016 e do "republicanismo ingênuo" adotado nas indicações para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal, discutimos como a falta de controle sobre as corporações gerou abusos recorrentes no Judiciário, no Ministério Público e em órgãos de controle como o TCU e a AGU.
O auge é a recente atuação do ministro André Mendonça que gerou a crise de desgaste enfrentada por Alexandre de Moraes envolvido no Caso Master.