quinta-feira, 12 de março de 2026

DANIELA LIMA DESMASCARA ALIANÇA ENTRE EX-MINISTRO DE BOLSONARO E BANCO MASTER | PLANO GOLPISTA DO PL REVELADO

 

Da TV Afiada:

Revelação explosiva nos bastidores da política! Durante o podcast Flow, a jornalista Daniela Lima afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master pode revelar pagamento por apoio parlamentar e uma possível articulação envolvendo um ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.



Dono do Master, Daniel Vorcaro patrocinou evento da Globo em Nova York. Artigo de Rodrigo Vianna

 

Em vídeo, executivo da Globo chama de “amigo” o banqueiro, que também ajudou a bancar camarote global no Carnaval do Rio



Por Rodrigo Vianna, no ICL

As Organizações Globo – que nas últimas semanas se transformaram, mais uma vez, numa espécie de tribunal da inquisição midiática, decidindo quem merece ou não arder na fogueira por manter proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro – foram beneficiadas de forma generosa pelo dinheiro do fundador do Banco Master. Em maio de 2024, Vorcaro foi o principal patrocinador de um evento organizado em Nova York pelo jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, ao qual compareceram empresários, governadores e lideranças políticas variadas – entre eles, Cláudio Castro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD-GO).

O logotipo do Master aparecia em destaque no banner, ao fundo do palco onde os debates ocorriam, no luxuoso Hotel Plaza de Nova York, no momento em que o diretor da Editora Globo, Frederic Kachar, tomou a palavra para abrir o evento. Kachar deixou claro que entre Globo e Vorcaro havia algo mais do que dinheiro e patrocínio. Preste atenção nas palavras usadas pelo diretor de um dos braços das Organizações Globo:

“A gente tem alegria de ter patrocinadores de empresas que a gente admira e que eu tenho privilégio de ser amigo. Muito obrigado ao Banco Master [sorri e aponta para a plateia, onde estava o então banqueiro] na figura de seu presidente Daniel Vorcaro, que apresenta o seminário de hoje”.

 

Em seguida, o preposto da família Marinho agradece também a Ricardo Magro, da Gulf Combustíveis, outra patrocinadora do evento novaiorquino. Magro é considerado o maior sonegador de impostos do Brasil, e vive hoje escondido nos Estados Unidos. No começo de 2026, o presidente Lula chegou a sugerir ao governo Trump a extradição do empresário, que é dono do Grupo Refit e foi alvo da Operação Carbono Oculto, que investiga as relações do crime organizado com o setor de combustíveis.

O evento da Globo, portanto, tinha como patrocinadores um suspeito de integrar a maior rede de sonegação e lavagem de dinheiro do país e um banqueiro que está preso por, entre outras coisas, manter uma rede de mafiosos para intimidar os que ousavam desafiá-lo.

A Globo não integrava o grupo de zap batizado por Vorcaro de “A Turma”. Mas o evento de 2024 mostra que Vorcaro, naquela época, era da turma da Globo. Tudo isso foi revelado pelo site Correio da Manhã,  que expôs a íntegra do vídeo do evento transmitido pelo jornal Valor. O Correio da Manhã calcula que o patrocínio do banqueiro presidiário a um evento como esse das Organizações Globo “não sairia por menos de R$ 10 milhões”, ou seja, três meses do contrato do escritório de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, com o Master.

O referido contrato seria indício de uma suposta “compra de acesso” do Master junto ao ministro do STF. É o que dizem ou insinuam colunistas e comentaristas da Globo, sendo que um deles (Fernando Gabeira) chegou a sugerir o fechamento do Supremo Tribunal Federal, que deveria arder na fogueira da inquisição global.

Mas será que a Globo – ao esconder as relações pecuniárias do grupo midiático com Vorcaro e as relações orgânicas da família Marinho com aqueles que protegeram o Master no Banco Central (veja mais abaixo como Roberto Campos Neto virou executivo de uma empresa da família Marinho) – tem independência para atuar como inquisidora nesse caso? Por que a Globo mira todos seus canhões contra o STF e poupa Campos Neto – que hoje é funcionário da família Marinho no Nubank?

Federic Kachar

Vorcaro, o pensador, amigo de “Fred” Kachar da Globo

Ao pagar o patrocínio no evento da Globo, Vorcaro comprou acesso à elite endinheirada. Tudo sob as bênçãos da família Marinho.

O mais saboroso – e assustador – é observar como Vorcaro se dirige à nata do capital brasileiro no evento em Nova York. Ao subir ao púlpito, ele é ouvido como se fosse um sábio, um empresário vencedor, autorizado a pontificar sobre a democracia e as instituições brasileiras, chegando a comentar os efeitos da Lava Jato no país. Mal sabia que estava falando de corda em casa de enforcado: a Globo ainda não se desgarrou do lavajatismo do qual foi sócia majoritária, ajudando a incensar Sergio Moro e outros malandros de Curitiba (a família Marinho, lembremos, chegou a entregar o prêmio “Juiz que faz a diferença” ao magistrado suspeito das araucárias).

Em Nova York, era Vorcaro quem ganhava o selo de aprovação da família Marinho: um banqueiro que faz a diferença. Amigo do poderoso Kachar, executivo da Globo famoso por participar de celebrações cafonas em que assumia o papel de DJ (jornalistas que frequentaram as tais festinhas dizem que a performance de Kachar era sofrível), Vorcaro pisou firme no palco e disse frases como as que transcrevo abaixo:

“Fiquei muito honrado com o convite do ‘Fred´. O [jornal] Valor tem sido um baluarte para nossa nação, ‘Fred’. O Valor tem sido uma referência e um norte para nós brasileiros, com informação sempre precisa e isenta. Cumprimento ao ‘Fred´ e toda a equipe que eu admiro bastante – Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos demais pelos quais tenho uma admiração enorme”.

Daniel Vorcaro

Na sequência, elogia a democracia brasileira e louva a “segurança jurídica” proporcionada pelo desenho institucional brasileiro, advindo da Constituição de 1988:

“Tivemos crises institucionais, passamos por uma Lava Jato, mas saímos disso tudo mais fortes. Se tem uma democracia que foi forjada a ferro e fogo, é a democracia brasileira. Acredito que a gente tem Três poderes que são fortes, se complementam, se auditam, e é algo que a gente tem que bater no peito e se orgulhar. Nós temos sim segurança jurídica, todo esse passado recente mostra o quão forte é nossa democracia e o quanto a gente tem de segurança jurídica em nosso país”.

Vorcaro achava que a “segurança jurídica”, no caso do Master, seria construída garantindo acesso ao poderes da República e, claro, soltando um dinheirinho para o Grupo Globo, porque ninguém é de ferro.

Atriz Nívea Maria no camarote da Globo patrocinado pelo Banco Master

Vorcaro, rei do camarote no Rio

Menos de dois anos se passaram, entre ele ser tratado como sábio e amigo em Nova York… e depois ser escorraçado como banqueiro que corrompe as instituições, ajudando no roteiro usado sob encomenda para derrubar Xandão e soltar Bolsonaro.

Frederic Kacher, ou “Fred” para os íntimos, tinha relações tão próximas com Vorcaro que editora Globo e Master acertaram uma parceria no camarote do Carnaval carioca, pelo menos entre 2022 e 2024. por ali circulavam artistas e influenciadores. Muitos vestiam camiseta carnavalesca que estampava logomarcas da revista Quem (editora Globo) e de O Globo, lado a lado com a do banco Master.

Matéria publicada no jornal carioca, em fevereiro de 2023, avisava que o Camarote Quem/O Globo tinha “ganho decoração em homenagem aos cartões postais do Rio”, e anunciava boca livre nos comes e bebes: “a ideia é que a galera coma mesmo, sem perrengue e sem filas”. Durante a festa, dizia o festivo jornal, “as marcas parceiras prepararam mimos para fazer o folião convidado ainda mais feliz”. E por fim contava que tudo era pago com “patrocínio máster de Fit Combustíveis, Cedae, Banco Master”, entre outros.

Quem paga os mimos tem preferência, claro! Pessoas que circularam pelo camarote naqueles anos contam que Vorcaro agia como anfitrião, como o verdadeiro dono da casa no camarote da Globo.

De novo, cabe a pergunta: ministro do STF tomar whisky, sob patrocínio de Vorcaro em Londres, é suspeito e questionável? Sim. Mas o que dizer de um grupo de mídia que ajudou a construir a figura de Vorcaro como alguém respeitável, abrindo as portas para que transitasse junto à elite brasileira – aceitando que ele patrocinasse eventos no Carnaval carioca e nos hotéis de luxo em Nova York?

O banqueiro presidiário e o tal “Fred” da editora Globo aparentemente mantiveram até relacionamento amoroso com a mesma atriz: namoraram Monique Afradique. No caso de “Fred”, foi um namoro público, que circulou com ela por salões endinheirados Brasil afora. Já Vorcaro teria usado o codinome “Allan do TI” para esconder Monique em sua agenda de contatos, a que a PF teve acesso.

Tudo isso seria de natureza absolutamente íntima, não fosse um indício a mais de que Vorcaro, o banqueiro bandido, e “Fred”, o chefão na Globo, frequentavam os mesmos ambientes e se relacionavam com as mesmas pessoas.

Foi Frederic Kachar, aliás, quem transformou o polêmico e açodado Diego Escosteguy em diretor da revista Época, entre 2015 e 2018. Conhecido por ter sido um dos mais duros lavajatistas na época gloriosa de Moro, e por pressionar colegas jornalistas ao exigir que seguissem a mesma linha de jornalismo engajado com a direita, Escosteguy é acusado agora de algo mais grave: ter recebido R$ 2 milhões de reais, para publicar matérias favoráveis a Vorcaro no site O Bastidor, que ele criou depois de sair das Organizações Globo.

Escosteguy nega que seja um jornalista corrupto. E diz que recebeu os recursos de Vorcaro como pagamento por publicidade –  isso tudo num site que parece ser um fracasso de público mas um sucesso master no departamento comercial.

Roberto Campos Neto

Campos Neto e a família Marinho

A parceria entre a família Marinho e o banqueiro Roberto Campos Neto não é apenas ideológica. Isso talvez explique por que o ex-presidente do BC tem sido poupado no noticiário da Globo sobre o caso Master.

A família Marinho, cujos negócios midiáticos cresceram exponencialmente sob patrocínio da ditadura militar à qual serviu o avô de Campos Neto, é defensora radical de privatizações, de feroz ajuste fiscal, de nova “reforma previdenciária” que puna os trabalhadores ainda mais e de “autonomia” total para o Banco Central. Nisso tudo, Globo e Campos Neto são parceiros.

Há, no entanto, uma relação orgânica, pouco exposta ao grande público. Depois de sair do Banco Central, como herói da Faria Lima, e de usar a camisa amarela ao votar para mostrar que é um quadro do bolsonarismo, Campos Neto foi contratado como principal executivo do Nubank – instituição da nova geração financeira, que cresce sem parar.

Acontece que a família Marinho é sócia declarada do Nubank. Em julho de 2024, de forma discreta, o mercado foi informado em matérias da imprensa especializada que a Globo Ventures adquirira participação no Nubank: não comprou ações nem fez aporte de capital, mas foi construindo a sociedade na base da permuta. Ou seja: a Globo ofereceu espaço publicitário na TV, em troca de uma parcela crescente de ações do banco digital. O Nubank, por exemplo, surgiu com destaque em dezenas de comerciais no horário mais caro da publicidade global: o intervalo do Jornal Nacional (JN).

Roberto Marinho Neto, CEO da Globo Ventures, defendeu a estratégia comercial da família, numa entrevista em que afirmou, em julho de 2025: “o futuro será das marcas capazes de renovar estratégias, testar hipóteses e investir em parcerias inovadoras”. Entre as parcerias, Marinho Neto (conhecido por ser um empolgado torcedor do Flamengo, a ponto de fretar aviões com amigos para ver jogos do time no exterior) citou os casos do Nubank e do Quinto Andar como “duas marcas disruptivas, inovadoras e admiráveis”.

Não há como confirmar se uma das estratégias disruptivas de Marinho Neto foi sugerir o nome de Campos Neto para dirigir o Nubank, em julho de 2025. O ex-presidente do Banco Central é hoje o principal executivo do banco digital, que contratou também outro nome egresso do BC: Otávio Damaso foi diretor de Normas e Regulação do BC e, após cumprir a quarentena obrigatória, entrou pela porta giratória do Nubank, para cuidar exatamente da mesma área de regulação.

Ora, Otávio Damaso coordenou a fiscalização no BC justamente no período em que a autoridade monetária não parece ter visto nada de anormal nas ações de Vorcaro, permitindo a ele obter o registro oficial para operar o Master – isso depois de o banqueiro visitar a sede do BC por 24 vezes, na gestão Campos Neto – como mostrou reportagem exclusiva do ICL Noticias. Em relação a Damaso, diga-se, não há indícios de mal feitos. Mas o que fica é a impressão de uma regulação leniente, para dizer o mínimo.

O que temos aqui, em resumo?

1 – Campos Neto e seus diretores no BC jamais incomodaram Vorcaro, permitindo que ele cometesse barbaridades operacionais que levaram à liquidação do Master (e a liquidação só ocorreu pós Gabriel Galípolo assumir o BC), deixando um rastro de destruição em fundos de previdência pública e prejuízos para milhares de investidores.

2 – Campos Neto e um de seus diretores (justamente o Diretor de Normas e Regulação), ao sair do BC, refugiaram-se sob o guarda-chuva do Nubank – que foi um dos bancos a vender papéis do Master (CDBs com taxas fora do padrão).

3 – A Globo, sócia do Nubank, tenta transformar o escândalo do Master (que cresceu sob a batuta de Campos Neto no BC, e chegou a patrocinar ações da própria Globo), num “escândalo do STF”. A estratégia cai como uma luva para os bolsonaristas e seus aliados na Faria Lima.

4-  Ao agir assim, na prática, a Globo ajuda a blindar um executivo que trabalha em empresa da família Marinho: o bolsonarista Campos Neto.

As Organizações Globo parecem tão preocupadas em esconder essa teia de relações que nesta quarta-feira (11) publicaram uma “vacina” em forma de “apuração”, no blog de uma jornalista da casa. A notícia é que o Planalto estaria tentando “concentrar o foco da crise na atuação do Banco Central durante a gestão de Campos Neto”.

Ora, não é o Planalto que pode levar o caso para o colo de Campos Neto, mas a realidade. O Banco Master e sua quebra só existiram porque um quadro do bolsonarismo, que hoje é funcionário da família Marinho como executivo do Nubank, permitiu que isso ocorresse.

Mais que isso: Vorcaro só ganhou notoriedade e espaço junto à elite brasileira porque teve a chancela da família Marinho, ao patrocinar/apresentar evento em Nova York e ao bancar parte do camarote da Globo na Sapucaí.

Se faltava desenhar, aí está o quadro completo.

Com a Lava Jato 2 junto ao terrivelmente evangélico bolsoanrista, a volta também do criador de ocasião das “pedaladas” fiscais. Leia o artigo de Luís Nassif

 

Volta o procurador de contas Júlio Marcelo de Oliveira, figura-chave no impeachment de Dilma, conduzido por Miriam Leitão, atacando Pochmann

Do Jornal GGN:

Com a Lava Jato 2, a volta do criador das “pedaladas”, por Luís Nassif


    Reprodução

É batata! A banda lavajatista da Polícia Federal deu o tiro de partida, municiando jornalistas bolsonaristas contra Ministros do Supremo Tribunal Federal. De repente, o foco do escândalo deixa de ser o Banco Master, com sua plêiade de governadores e políticos do Centrão, com a gestão Roberto Campos Neto, e passam a ser os contratos dos Ministros.

Agora, volta à cena política o procurador de contas Júlio Marcelo de Oliveira, figura-chave no impeachment de Dilma Rousseff, conduzido pelas penas de Miriam Leitão, que demorou um pouco para abandonar sua postura moderada, mas não resistiu aos velhos novos ventos. Segundo a matéria, “Procurador pede afastamento de Pochmann do IBGE e cita risco à credibilidade dos dados do PIB”.

Pochmann enfrentou conflitos internos no IBGE, por pretender transferir parte dos técnicos de um prédio alugado para um imóvel próprio, mas em região de transporte mais difícil. E também por pretender remodelar e modernizar o campo de pesquisas do órgão, algo que sempre incomoda técnicos acostumados por décadas com as mesmas tarefas. 

Segundo Míriam, “o procurador também salienta a importância dos dados do PIB no período eleitoral e a necessidade de evitar fraudes”. E continua: “Em um contexto de fragilidade institucional e volatilidade financeira, qualquer dúvida sobre a lisura dos principais indicadores nacionais pode desencadear efeitos sistêmicos graves, agravando a crise e ampliando os danos ao Tesouro Nacional”.

Depois disso, o dilúvio. Pochmann não foi ouvido, nem pelo procurador, menos ainda por Miriam. Não  analisaram as estruturas do órgão, a impossibilidade de qualquer manipulação e o que representa as tentativas de modernizar as estatísticas. Tudo virou suspeita de manipulação – campo em que Miriam deitou e rolou no período da Lava Jato, mas que parecia ter superado.

Júlio é um funcionário intrinsecamente político. No auge da campanha das “pedaladas” eu mesmo testemunhei um almoço dele com Marcos Lisboa, principal teórico do chamado “arco para o futuro”.

As tais “pedaladas” consistiam em empréstimos que governos centrais faziam de bancos públicos no decorrer do ano. E eram liquidados no final. Recorreram a essa prática Fernando Henrique Cardoso e Lula. Eram tratados como meros atrasos de pagamento entre Tesouro e bancos públicos, não configurando operação de crédito formal. 

Júlio passou a interpretar as operações como operações de crédito do banco para o governo, o que seria proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em parceria com a mídia, “pedaladas fiscais” foram transformadas em algo tenebroso, quase uma loira no banheiro das questões fiscais. E foi essencial para o impeachment de Dilma Rousseff.

As mudanças no IBGE

Agora, volta a loira do banheiro.

Segundo Júlio, um  dos crimes de Pochamnn seria substituições de servidores de carreira em áreas técnicas estratégicas, como Contas Nacionais, “com a nomeação de servidores recém-ingressados e ainda em estágio probatório para funções de alta complexidade”.

Não é a primeira vez que Miriam Leitão acusa Pochmann de suspeita de provável futura manipulação de estatísticas, mostrando uma capacidade invejável de desenhar o futuro. Não foi capaz de entender a natureza das mudanças. Apegou-se ao discurso de um dos grupos da instituição, e o resto virou bandido. Simples assim.

Vamos tentar sofisticar minimamente a análise,

Há três grupos de atuação no IBGE.

1. Corpo técnico tradicional

É a corrente que dominou o instituto por décadas. São funcionários de carreira, com forte vínculo com redes internacionais de estatísticas, e defesa rígida da autonomia técnica das estatísticas nacionais. Tem forte presença nas áreas: Contas Nacionais, IPCA, PNAD e estatísticas estruturais. E incomodam-se, naturalmente, com mudanças, que tendem a mudar as relações hierárquicas do órgão.

2. Corrente ligada à presidência do IBGE

São técnicos com trajetória acadêmica ou administrativa externa, que defendem novos produtos estatísticos, maior diálogo com políticas públicas e criação da Fundação IBGE+, para permitir a intermediação de projetos de pesquisa, hoje soltos nas mãos de técnicos do instituto.

São técnicos da Unicamp, IPEA e centros de economia em desenvolvimento, quase todos funcionários de carreira do IBGE.

3. Corrente geotecnologia e de dados

São especialistas em: georreferenciamento,  big data,  satélites e registros administrativos

Essa corrente defende que o IBGE migre para modelos híbridos de estatística (survey + dados digital.

Com apoio de Pochmann, esse grupo pretende  a construção de um grande hub para análises preditivas, próprias para orientar políticas públicas. Análises preditivas são métodos estatísticos e computacionais usados para estimar o que provavelmente acontecerá no futuro, a partir de dados históricos e padrões observados.

O currículo dos técnicos

O que tem, como se observa, é uma tentativa de renovar os métodos do IBGE, que acaba tirando a tranquilidade dos técnicos mais antigos. Qualquer mudança passa, então, a ser tratada como tentativa de manipulação, dentro do processo de criminalização típico dos que Miriam Leitão praticou no período da Lava Jato e do impeachment.

Todos os técnicos que assumiram cargos no modelo tem carreira acadêmica respeitada e são funcionários de carreira do IBGE. E são especialistas em áreas até agora não tratadas pelo órgão.

O debate não é apenas sobre nomes — é sobre o modelo de estatística pública para as próximas décadas

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quarta-feira, 11 de março de 2026

Bolsonarista Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi destaque em evento da Globo, ligada aos interesses da direita e do mercado financiero, em Nova York

 

Participação no Summit Valor Econômico Brazil-USA, patrocinado pelo Master, projetou o empresário no cenário internacional antes de investigações e prisão


 Daniel Vorcaro foi destaque em evento da Globo em Nova York (Foto: Divulgação)

247 - O banqueiro mineiro Daniel Vorcaro ganhou projeção internacional em maio de 2024 ao participar como destaque do Summit Valor Econômico Brazil-USA, realizado em Nova York. O encontro reuniu empresários, investidores e representantes do sistema financeiro em um dos principais eventos voltados às relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

As informações foram publicadas originalmente na coluna de Cláudio Magnavita, no jornal Correio da Manhã. Vorcaro foi um dos protagonistas do encontro organizado pelo jornal Valor Econômico, pertencente ao grupo Globo, e patrocinado pelo Banco Master, instituição financeira comandada pelo empresário.

Banco Master patrocinou o encontro

O evento ocorreu em 15 de maio de 2024, no Hotel Plaza, em Nova York, e marcou o início das comemorações dos 25 anos do Valor Econômico. Na ocasião, Vorcaro foi o primeiro palestrante e representou o principal patrocinador do encontro.

De acordo com informações divulgadas pelo próprio site do jornal, a estrutura do evento contou com diversos patrocinadores e parceiros institucionais. A apresentação institucional indicava:

“O Summit Valor Econômico - Brazil-USA é apresentado por Banco Master, tem o patrocínio máster de Gulf e JBS, patrocínio de Gerdau, JHSF, Cedae, Copel e AEGEA, além do apoio da cidade de São Paulo, governo de São Paulo, governo do Mato Grosso, governo do Pará, governo de Goiás e Invest.Rio. As companhias aéreas oficiais são Latam e Delta Airlines. A realização é do Valor Econômico.”

Segundo o relato da coluna, o público era composto por executivos de grandes empresas brasileiras, representantes do sistema financeiro e investidores internacionais com atuação no Brasil.

Discurso e recepção do empresário

Durante a abertura do encontro, a diretora de redação do Valor Econômico, Maria Fernanda Delmas, destacou que o summit celebrava os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e também inaugurava o ciclo de comemorações do aniversário do jornal.

Antes da apresentação de Vorcaro, o evento exibiu um vídeo institucional com indicadores de desempenho do Banco Master, incluindo avaliações de agências de risco e dados sobre produtos financeiros da instituição.

A participação do banqueiro chamou a atenção de empresários e representantes de escritórios jurídicos presentes no encontro, que buscaram contato com o executivo após sua fala.

Presença em outro evento empresarial

Na mesma data, Nova York também sediou o Jantar de Gala do Prêmio Personalidade do Ano, que homenageou o empresário Alexandre Birman, do grupo Arezzo. O evento ocorreu no espaço The Glasshouse e reuniu mais de mil lideranças empresariais, financeiras e diplomáticas.

Segundo o relato publicado na coluna, Vorcaro também participou da cerimônia e foi cumprimentado por empresários e representantes do setor financeiro presentes na celebração.

Entre os patrocinadores do jantar estavam instituições financeiras como Banco do Brasil, Bank of America, BTG Pactual, J.P. Morgan, Itaú e UBS, além do próprio Banco Master.

Mudança de cenário meses depois

De acordo com a análise apresentada na coluna, o cenário envolvendo Vorcaro mudou significativamente cerca de um ano e meio após o evento em Nova York. O banqueiro acabou preso ao tentar embarcar para Dubai, enquanto o Banco Master foi alvo de medidas do Banco Central.

O episódio passou a ser citado em debates sobre o papel de instituições financeiras, empresas de auditoria, agências de classificação de risco e intermediários do mercado na avaliação e distribuição de produtos financeiros ligados ao banco.

Reinaldo Azevedo - Assessor de Trump na cela do condenado golpista Jair Bolsonaro prova que EUA já interferem em eleições

 

Da Rádio BandNews FM:


Congresso Exposto: A Fantástica Fábrica de Rachadinhas - Dossiê Flávio Bolsonaro (Parte 1)

 

Do Canal Congresso Exposto:



De um simples Gol 1.0 a mansões de luxo e uma polêmica loja de chocolates. Como o "Filho 01" e hoje Senador da República construiu um patrimônio milionário vivendo exclusivamente da política? ​Neste primeiro episódio do nosso Dossiê Especial, o canal Congresso Exposto faz um raio-x detalhado na evolução patrimonial de Flávio Bolsonaro até 2016. Cruzamos dados oficiais, relatórios do COAF e as revelações explosivas de seu ex-sócio, Alexandre Santini, para entender como o "doce sabor do sucesso" pode esconder contas muito amargas. ​🔍 O que você vai descobrir nesta Parte 1: ​A Onipresença: Como ele conciliava a vida em Brasília com estágios e estudos no Rio de Janeiro? ​O Salto Imobiliário: A estratégia por trás de transações que desafiaram a lógica do mercado. ​A Franquia de Ouro: Por que o Ministério Público acredita que uma loja de chocolates foi a peça-central no esquema das "Rachadinhas". ​O Elo Queiroz: O fluxo financeiro que conectou o gabinete ao submundo carioca. ​⏳ O QUE VEM POR AÍ... ​Este é apenas o começo da nossa investigação. Enquanto a Parte 1 foca na engenharia financeira e no comércio de chocolates, a Parte 2 mergulhará nas sombras. Vamos explorar as origens, as relações perigosas com as milícias e como o poder foi consolidado no estilo "O Poderoso Chefão". Não perca a conclusão desta série.


Bob Fernandes: Os "patriotas" Dudu Bananinha e Flávio Bolsonaro atiçaram, EUA querem Brasil na lista do terror para que possa atacar o país. E elos entre Tarcísio, o Master e Sabesp

 

 

Do Canal do analista político Bob Fernandes:




Lava Jato 2: Sergio Moro e os infiltrados lavajatistas na PF e PGR

 Lava Jato 2.0: o golpe contra a Democracia Continua com mentoria de Moro e Mendonça junto ao PiG da Globo e dita grande mídia, com os mesmos métodos já conhecidos dos vazamentos selecionados e manipulados visando derrubar Lula atacando o STF, especialmente Alexandre de Moraes...

Do Canal TV GGN:




Portal do José: MANIPULAÇÃO INACEITÁVEL! GLOBO ENTRA NO GOLPE 4.0 E FAZ AMEAÇA VELADA A LULA! TRUMP: BRAVATAS CONTRA IRÃ FALHAM

 

 

Do Portal do José:

10/03/26 INACEITÁVEL! MERVAL PEREIRA FAZ ADVERTÊNCIA GOLPISTA A LULA! DIA MOVIMENTADO - PROGRESSISTAS PRESOS NAS PAUTAS DA DIREITA COMO PREVISTO PELO PORTAL DO JOSÉ… ATAQUE A MORAES: ACABARAM MUNIÇÕES! DATAFOLHA: ALGO INACEITÁVEL NO AR



terça-feira, 10 de março de 2026

TV GGN EXCLUSIVO: Como o terrivelmente evangélico e terrivelmente bolsonarista André Mendonça e o delegado do Master espionaram funcionários públicos e intelectuais; confira na TV GGN

 

Parceria neo-lavajatista entre André Mendonça e o delegado Thiago Marcantonio Ferreira no caso Banco Master e contra Fábio Luís Lula da Silva aparece em novas revelações

Do Canal TV GGN:


EXCLUSIVO: Como Mendonça e delegado do Master espionaram funcionários públicos e intelectuais; confira na TV GGN



Nesta segunda-feira (9), no programa TVGGN 20 Horas [confira o link abaixo], o jornalista Luis Nassif revela, com exclusividade, indícios de que o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira — que atuam juntos nos desdobramentos do caso do Banco Master e no pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva — teriam participado da elaboração de um levantamento sobre servidores públicos identificados como antifascistas.

Segundo as informações apresentadas por Nassif, Mendonça e Marcantonio teriam coordenado um relatório que reuniu dados de 579 servidores públicos, entre professores e policiais, sob a justificativa de segurança nacional. O episódio remete a uma controvérsia que ganhou grande repercussão em 2020, durante a passagem de Mendonça pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

À época, reportagens revelaram que a pasta havia produzido um documento com informações sobre servidores ligados a movimentos antifascistas. O material incluía nomes e, em alguns casos, fotografias e perfis em redes sociais dos monitorados, e teria sido compartilhado com diversos órgãos públicos, como a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência e setores de inteligência militar.

Reportagem do portal jurídico Consultor Jurídico (ConJur), publicada em agosto de 2020, relatou que Mendonça admitiu a existência do relatório em reunião reservada com parlamentares da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso. Na ocasião, o então ministro reconheceu o documento, mas rejeitou a classificação de “dossiê”, afirmando que se tratava de atividade regular de inteligência registrada nos sistemas do ministério.

Apesar das explicações, parlamentares da oposição consideraram que houve monitoramento político indevido. O então líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues, declarou após a reunião que as respostas não foram satisfatórias e afirmou estar convencido de que o governo havia atuado de forma irregular ao monitorar opositores.

Agora, com as novas informações apresentadas por Nassif, o caso volta ao centro do debate público ao apontar a possível participação direta do ministro do STF André Mendonça e do delegado da Polícia Federal Thiago Marcantonio Ferreira, que também atuam juntos nos desdobramentos do caso do Banco Master e no pedido de prisão de Fábio Luís Lula da Silva, na coordenação de um levantamento sobre servidores classificados como antifascistas, prática que críticos apontam como possível espionagem política dentro da estrutura do Estado.

Nesta edição (09/03), Luis Nassif recebe o advogado criminal Alexandre Wunderlich para comentar o tema e os riscos de o país enfrentar uma nova Operação Lava Jato. No mesmo programa, o cientista político Pedro Costa Junior analisa ainda a possibilidade de o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho entrarem na mira dos Estados Unidos como organizações terroristas.

Confira pelo link abaixo: