terça-feira, 28 de setembro de 2021

Portal do José: Bolsonaro e seus cúmplices! Haja Cadeia! CPI revela monstros ocultos. 600.000 mortos não é obra do acaso!

 

O povo brasileiro foi entregue ao vírus e aos desmandos de um grupo de psicopatas corruptos que vislumbraram na administração pública um refúgio para se protegem da justiça bem como para conseguirem mais alguns bocados de dinheiro.

Do Portal do José:


Faltam 390 dias para o segundo turno de 2022. Até lá muitos perecerão como consequência da omissão do governo federal e principalmente pelo comportamento genocida de Bolsonaro e seus cúmplices mais próximos.

Até o presente momento Bolsonaro tem sido poupado como responsável pelo governo e por falta de tomadas de providências a que tinha a atribuição política. Zelar pela saúde do povo brasileiro era o mínimo que se poderia esperar de um governante. Mas Bolsonaro não é um governante. Trata-se de um político vulgar acostumado a pequenas vantagens auferidas paralelamente e que chegou ao posto mais alto da nação.

O povo brasileiro foi entregue ao vírus e aos desmandos de um grupo de psicopatas corruptos que vislumbraram na administração pública um refúgio para se protegem da justiça bem como para conseguirem mais alguns bocados de dinheiro.

Os grandes veículos de comunicação certamente irão apresentar as revelações feitas no corpo da CPI do Senado como sendo uma novidade.

Falta de profissionalismo nos telejornais visou proteger Bolsonaro para que não sofresse desgaste maior que o colocasse no centro de um processo de impeachment.




Eugenia, fascismo e genocídio o que tudo isso tem em comum? Texto de Tony Gigliotti Bezerra

 

Qual seria a relação entre conceitos aparentemente tão díspares, como eugenia, genocídio, fascismo e pandemia? Nesse artigo, vamos apresentar algumas das interrelações possíveis entre esses diversos conceitos e como eles podem nos ajudar a compreender a sociedade atual. 

Do site Justificando:


Eugenia, fascismo e genocídio o que tudo isso tem em comum?

BG: Tomaz Silva / Agência Brasil – Imagem: Alan Santos / PR – Montagem: Gabriel Pedroza / Justificando

 

Por Tony Gigliotti Bezerra


humanos que a elite econômica via como vira-latas e incentivar os humanos de raça, com pedigree. Empreender um aperfeiçoamento autodirigido, para o bem do próprio povo. Em 1883, Galton deu à estratégia um nome: eugenia. Vem do grego: eu significa ‘bom’, gene significa ‘linhagem’, ‘raça’, ‘parentesco’”.

 

A crença de que deveria haver um melhoramento progressivo de uma raça e desprezo pelos considerados inferiores pode ser observado em diversas etnias, mas a que mais inspirou os eugenistas da atualidade parece ser a da Grécia Antiga. O próprio Platão, no célebre livro “A República”, apresenta diálogos protagonizados por Sócrates em que o filósofo enfatiza ideias eugenistas. Em uma passagem flagrantemente discriminatória, Sócrates faz uma pergunta retórica e recebe uma resposta positiva do interlocutor:

 

“Portanto, estabelecerás na cidade médicos e juízes da espécie que dissemos, que hão de tratar, dentre os cidadãos, os que forem bem constituídos de corpo e de alma, deixarão morrer os que fisicamente não estiverem nessas condições, e mandarão matar os que forem mal conformados e incuráveis espiritualmente?

Parece-me que é o melhor, que para os próprios pacientes, quer para a cidade” (PLATÃO, 2009, p. 103).[1]

 

O genocídio é, de certa forma, uma decorrência da eugenia. É importante observar que ambas as palavras possuem o radical “genes”, que significa nascimento ou origem em grego. No caso da eugenia, o prefixo “eu” significa bem ou melhor. Ou seja, eugenia, em sua raiz etimológica, significaria “melhor origem” ou “bem nascido”, a raça com a melhor origem. A linhagem daqueles que possuem genes que deveriam prevalecer e deixar muitos descendentes com o objetivo de realizar o “melhoramento da raça”. No caso da república idealizada por Platão, ele sugere que a melhor linhagem de guerreiros deveria ser estimulada a reproduzir e prevalecer. 

 

Enquanto isso, a palavra genocídio teria surgido no fim da segunda guerra mundial e é composta pela união de “genes” com o sufixo “cídio”, originado do Latim “caedere”[2], que significa “derrubar, golpear, atacar, matar”. Ou seja, genocídio é a morte daqueles que possuem a mesma origem, a morte de um povo, de uma raça. No caso de ideias eugenistas, a prevalência da raça ou linhagem considerada superior geraria o desaparecimento das raças ou linhagens consideradas inferiores, seja porque os melhores guerreiros derrotariam militarmente os inferiores, seja porque a própria “natureza” (seleção natural) faria esse serviço. Nesse caso, condições tidas como naturais, como catástrofes naturais ou doenças levariam ao desaparecimento de raças inferiores. 

 

E aí que entra a atual pandemia de Covid-19. Essa doença cai como uma luva para a ideias eugenistas, tendo em vista que geraria o desaparecimento “natural” de raças consideradas inferiores, como a de algumas etnias indígenas brasileiras ou até mesmo de pessoas negras nas favelas. 

 

E o que o fascismo tem a ver com isso? O fascismo é uma ideologia baseada no militarismo, autoritarismo, pseudo-nacionalismo, culto irrefletido a um líder a quem se projetam ideais de bravura, força, etc. Não há dúvidas que alguns líderes políticos, como Trump e Bolsonaro, estejam relacionados à ideologia fascista, sendo que o fascismo, por sua vez, está estreitamente relacionado à eugenia. Vale lembrar que, nas décadas de 1930 e 1940, a parceria entre Mussolini e Hitler, além de ter causado a Segunda Guerra Mundial, enviou para campos de concentração pessoas de grupos considerados inferiores e nocivos para a sociedade, como negros, LGBT, judeus, pessoas com deficiência, etc. Contudo, ideias eugenistas existiam também entre os adversários do nazifascismo. Práticas eugenistas já existiam nos Estados Unidos bem antes de serem instalados campos de concentração na Alemanha ou na Polônia. Contudo, o nazi-fascismo desencadeia um aprofundamento e operacionalização de ideias eugenistas vigentes na sociedade da época, e que ressurgem com muita força agora com a reascenção do fascismo em diversos países.

 

“Em 1907, o Estado de Indiana adotou a primeira lei de esterilização compulsória do mundo. Entre 1907 e a década de 1960, mais de 64 mil americanos considerados “inaptos” evolutivamente foram castrados com anuência das autoridades. Eram alcoólatras, esquizofrênicos, epiléticos, criminosos, prostitutas… Essa modalidade de eugenia era chamada de negativa. Um relatório sobre o resultado da prática na Califórnia – recordista de esterilização entre os 32 Estados que a adotaram – serviu de inspiração para os oficiais nazistas que implantaram a prática do outro lado do Atlântico.”[3]

 

No caso específico do Brasil, essa reascenção do fascismo vem aprofundar e acelerar processos genocidas já existentes, em especial dos povos indígenas e da juventude negra e periférica. Além disso, intensifica processos de violência contra mulheres e LGBT+, o desamparo e desassistência a idosos, pessoas com deficiência, crianças e adolescentes empobrecidas. A retirada de direitos trabalhistas e previdenciários afeta as trabalhadoras e trabalhadores mais pobres. Quem ganha (ou supostamente ganha com isso) é a “melhor linhagem” de empresários e executivos de sucesso das grandes corporações capitalistas, bancos, etc. Nesse sentido, fascismo e eugenia andam juntos, produzindo morte e destruição da natureza, tudo em nome de um suposto “melhoramento da raça”, sabidamente a branca.

 

Nesse contexto, a Covid-19, doença resultante de um vírus altamente contagioso e potencialmente fatal, cai como uma luva nesse processo fascista de genocídio. A pandemia atua como uma catalisadora do genocídio. Os fascistas não precisariam sujar suas mãos de sangue, bastaria deixar os mais pobres sem acesso à saúde e expostos ao risco constante de contaminação pelo vírus.

 

O fascismo brasileiro tem a sua especificidade se comparado ao alemão ou o estadunidense. Observando as ideias do integralismo de Plínio Salgado, que é uma espécie de fascismo brasileiro, observa-se que o mais importante, para ele, não é a aniquilação das raças negras e indígenas, mas sim a aniquilação de suas culturas. Negros e indígenas poderiam sobreviver, no contexto de integralismo, desde que assimilassem os valores da cultura branca cristã capitalista. O mais importante, nessa versão abrasileirada do fascismo, é prevalência da cultura branca sobre as demais. Esse rebuscamento das ideias eugenistas podem estar relacionados ao mito da democracia racial. Algumas das ideias integralistas possuem grande influência sobre o governo atual, seja na ala olavista como no núcleo militar ou até no grupo formado por fundamentalistas religiosos.   

 

Apesar de tudo isso, quero terminar esse texto com uma mensagem positiva. Em meio a tudo isso, há esperança por um motivo muito simples: os fascistas que acreditam que a raça branca é superior e que os negros e indígenas estão fadados a desaparecer estão simplesmente errados. Em todos os lugares onde há tentativa de genocídio, há também resistência. 

 

Quando terminou formalmente a escravidão dos negros e negras, em 1888, o mote do movimento eugenista era a política de branqueamento da população brasileira por meio do estímulo a imigração europeia para o Brasil. Eles achavam que, com isso, a população negra iria, aos poucos, desaparecer ou se tornar ínfima e minoritária. Contudo, o que os dados do IBGE mostram hoje é que a maioria da população brasileira é negra. O Brasil é um dos maiores países negros do mundo e, apesar de toda a política de extermínio da juventude negra, os afro-brasileiros apresentam uma grande capacidade de resistência e resiliência, buscando, de diversos modos, preservar seus costumes e suas culturas. Os povos indígenas também desenvolvem estratégias de resistência.

 

Ao que tudo indica, a atual onda fascista e genocida vai passar e as populações negras e indígenas vão sobreviver, não sem lutas, não sem perdas humanas, não sem resistência. Como diz o cântico tradicional: “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro.”

 

 Notas:

[1] PLATÃO, Aristocles. A República. 2ª ed. Editora Martin Claret: São Paulo, 2009.

[2] ORIGEM DA PALAVRA. Mix. Disponível em: < https://origemdapalavra.com.br/pergunta/mix-2/>. Acesso em: 25 jul. 2020.

[3] LISBOA, Marcel; VAIANO, Bruno. Eugenia não é coisa do passado. Superinteressante. Publicado em 26 fev. 2019. Disponível em: <https://super.abril.com.br/ciencia/a-longa-historia-da-eugenia/>. Acesso em: 25 jul. 2020

Tony Gigliotti Bezerra é doutorando em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), bacharel em Relações Internacionais pela UnB. É professor e pesquisador voluntário no Núcleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero (NEDIG), vinculado ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da UnB. É Analista Técnico-Administrativo da Secretaria Especial de Cultura.


Eleição na Alemanha reforça isolamento internacional do Brasil, por Arnaldo Cardoso

 Para o governo brasileiro que recentemente recebeu no Palácio do Planalto uma deputada alemã líder da AfD, o resultado da eleição aumentará suas dificuldades no relacionamento com o mais influente país da União Europeia.

Reprodução RFI

Eleição na Alemanha reforça isolamento internacional do Brasil

por Arnaldo Cardoso

O resultado da eleição de ontem (26) na Alemanha com o SPD (Partido Social-Democrata) ligeiramente na frente do CDU (União Democrata-Cristã) e o Die Grünen (Os verdes) como terceira força política do país, abriu a fase de negociações para a formação do governo e definição de quem substituirá a chanceler Angela Merkel que encerra seu longo governo de dezesseis anos com alta aprovação dos alemães.

A estreita vantagem obtida por Olaf Scholz (SPD) e seu estilo discreto impediram que o resultado fosse comemorado com euforia. Críticos de Scholz apontam sua falta de carisma e perfil tecnocrático como fraquezas para o enfrentamento dos desafios políticos que o novo chanceler do país terá pela frente.

Elevados impostos, pensões, clima, educação, segurança interna, migrações, segurança sanitária, envelhecimento da população são alguns dos problemas que demandarão respostas consistentes do novo governo e, para isso, a qualidade da coalizão de governo será fundamental.

O SPD conduziu sua campanha eleitoral com discurso comprometido com a agenda ambiental, afirmando que todas as decisões de seu governo, tanto no plano interno como externo estariam comprometidas com os princípios da sustentabilidade. Também afirmou a centralidade das questões sociais para sua agenda de governo.

Os Verdes que saíram da eleição com 14,8% dos votos, conquistando assim mais 51 cadeiras no Parlamento se firmaram como parceiros indispensáveis em qualquer formação de governo.

Para progressistas e políticos comprometidos com a democracia na Alemanha, e no mundo, o grande alívio trazido pelo resultado da eleição foi o desempenho abaixo do previsto da AfD (Alternativa para a Alemanha) que perdeu várias cadeiras no Parlamento (até o momento da apuração, 11).

A agremiação da extrema-direita, que tem entre seus apoiadores grupos neonazistas e que tem sido monitorada pelos serviços de inteligência do país por suspeitas de afrontas à democracia, está fora das negociações para formação de governo por ser rejeitada pelas três principais forças políticas do país.

A toxicidade da AfD é tão reconhecida pela imensa maioria da sociedade alemã que chega a ser explorada em propagandas “espirituosas” como a da BVG (empresa de transporte público de Berlim) que fixou em portas de vagões de seus trens (foto que ilustra esse texto) a frase “Wir sind gegen jede Form van Hetze. Deshalb sind wir auch manchmal zu spät” (“Somos contra qualquer forma de pressão/perseguição. É por isso que às vezes chegamos atrasados”. Em tradução livre) e acima dela a ilustração do que é proibido nos vagões: comer, beber, e a AfD entre elas. (Foi minha amiga Katia, brasileira que vive desde 2015 em Berlim que me contou sobre a peça publicitária da BVG, explicando sua sutileza ao brincar com os sentidos da palavra Hetze. Ela ainda acrescentou: “Quem disse que os alemães não têm humor?”).

Para o governo brasileiro que recentemente recebeu no Palácio do Planalto uma deputada alemã líder da AfD, o resultado da eleição aumentará suas dificuldades no relacionamento com o mais influente país da União Europeia. Tanto o SPD quanto Os Verdes já fizeram enfáticas declarações públicas de condenação à política ambiental do governo Bolsonaro e às suas posições em temas de direitos humanos. Em função dessas posições, mesmo o país tendo interesses comerciais na relação com o Brasil, as três principais forças políticas do país rejeitam a assinatura de acordo de livre comércio da UE com o Mercosul.

A cada dia aumenta o isolamento internacional do Brasil em função das indefensáveis posições de seu atual governo, que combinam anacronismo, radicalismos e elevada dose de insanidade.

Pobre Brasil.

Arnaldo Cardoso, sociólogo e cientista político formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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Xadrez da abertura de inscrições para o BBB da Terceira Via (da mesma direita que aceitou Bolsoaro), por Luis Nassif

 


Bolsonaro já era porque perdeu dimensão eleitoral. Escapa do impeachment imediato porque ainda há esperanças com o grande negócio da privatização da Eletrobras.

Por Luis Nassif

O jogo político está assim:

Peça 1 – as estruturas de poder

O sistema é composto dos seguintes personagens:

Mercado – define-se, genericamente, como o clube dos bilionários que foi cevado pela financeirização implementada por Fernando Henrique Cardoso e Lula, e ascenderam definitivamente ao poder a partir do governo Temer, tendo como bandeira A Ponte para o Futuro. É seguido pelo sistema mercado, operadores de mesa, analistas econômicos, manifestando-se politicamente através da mídia. Sua influência na mídia decorre de dois fatores: como grandes anunciantes e como financiadores. 

Ideologia de mercado – o lobby funda-se em algumas ideias legitimadoras, já superadas em outros centros, mas mantidas em formol, no país, através da repetição de slogans de alta frequência e baixo raciocínio. Tipo, toda privatização é virtuosa; ou o Brasil acaba com a Previdência Pública, ou ela acaba com o Brasil; se romper a Lei do Teto, será o fim do mundo.

Mídia – teoricamente, os grupos de mídia deveriam ser os grandes influenciadores do país, e defensores do chamado interesse público, especialmente em um momento de profundo descrédito da política e dos poderes. Mas comportam-se como Bolsonaro na presidência: falta-lhes cultura política, informação econômica, análise estratégica para se transformar em poder de fato, ganhar corações e mentes para um projeto de país. São incapazes de defender os interesses federativos, os interesses gerais. Limitam-se a fazer o lobby de interesses particulares, loteando cada pedaço das políticas públicas. Sem bandeiras, sem ideias, presos aos interesses comerciais imediatos, todo seu poder é canalizado exclusivamente para trabalhos de destruição. Isso ocorre desde 2005, quando o PSDB abdicou de seu papel de formulador político, terceirizou para a mídia e passou a andar no seu reboque.

Aliados – as alianças se derramam pelo setor público, como futuros empregadores da alta burocracia pública, pelo Judiciário, especialmente nos tribunais superiores, por parcerias ideológicas.

Peça 2 – o fim das ilusões com Bolsonaro

A mídia se deu conta de que Bolsonaro já era. Nem se imagine que seja pelo apagão administrativo, pelas 650 mil mortes pelo Covid, pela destruição do sistema de inovação, pela vergonha internacional em que se jogou o Brasil. Bolsonaro já era porque perdeu dimensão eleitoral. Escapa do impeachment imediato porque ainda há esperanças com o grande negócio da privatização da Eletrobras.

Em cima dessas duas constatações, inaugura-se oficialmente a campanha para 2022, que consiste de dois movimentos. 

O primeiro, a reedição da caçada a Lula; o segundo, a tentativa canhestra de descobrir El Cid, o Campeador, o guerreiro espanhol que, depois de morto, foi colocado em um cavalo para iludir os inimigos, de que ele ainda combatia.

Na caçada a Lula, a disputa não se limitará ao questionamento das políticas do período lulista, dos grandes erros que foram cometidos, menos ainda admitir os grandes feitos conquistados. A campanha visa o mesmo público dos algoritmos das redes sociais: dar volume a bordões moralistas de dependa Lula,  e/ou ideológicos, sem nenhuma preocupação com o aprofundamento da análise.

Peça 3 – o ensaio dos candidatos à Terceira Via

Ontem, a Globonews deu início oficial ao desfile de debutantes que classificará os candidatos ao BBB da Terceira Via. Juntou seus dois melhores jornalistas em um programa para ouvir três candidatos, um candidato eterno – Ciro Gomes -, dois da mídia – Henrique Mandetta e Alessandro Vieira.

O balanço do programa é elucidativo.

Mandetta é primário, um deputado do baixo clero, de um ideologismo rasteiro, que teve a oportunidade de ascender ao palco como Ministro da Saúde na guerra contra o Covid. Antes da pandemia, seu trabalho no Ministério da Saúde foi de um primarismo ideológico à altura de Bolsonaro. Acabou com o programa Mais Médicos, deixando populações inteiras sem atendimento médicos. Blefou com concursos para médicos brasileiros. Celebrou – com ampla cobertura da mídia – as vagas sendo ocupadas por médicos brasileiros em locais distantes. E calou-se – assim como a mídia – quando, logo em seguida, começaram as desistências maciças dos concursados.

Ninguém se preocupou em contar as consequências da ausência de médicos para populações inteiras.

Ontem, no programa da Globonews, Mandetta foi patético. Declarou – sem ser questionado – que foi testemunha de gritos de do PT propondo a morte de Magalhães Pinto. Magalhães saiu da cena política nos anos 60. O PT surgiu nos anos 80. Em toda sua existência, nunca defendeu medidas violentas, menos ainda morte aos inimigos. Pouco importa, a mediocridade não respeita sequer a cronologia.

O senador Alessandro Vieira destacou-se na CPI, por ser um bom inquisidor de suspeitos do golpe das vacinas. Bastou mostrar uma qualidade própria de delegado de polícia, para ser alçado ao panteão dos candidatos à Terceira Via. Até agora mostrou-se incapaz de qualquer ideia ou formulação fora do padrão Lava Jato.

Aí entra Ciro Gomes, o único que tem um projeto de país para colocar a mesa e discutir. Mas entrou na mesma armadilha de Dilma Rousseff, de seguir os conselhos do marqueteiro João Santana, cuja única especialidade é a destruição de adversários.

Ciro, Mandetta e Alessandro lembraram as mises dos antigos concursos de beleza, todas citando Saint-Exuperi e o Pequeno Príncipe para ganhar a simpatia do júri. Os três disputaram a mesmice do grande troféu “quem bate mais em Lula”.

Mostrando sua enorme incompetência política, em lugar de se diferenciar da rapa – por ter projeto de país – Ciro se iguala para mostrar serviço aos jurados da mídia. Ora, se Bolsonaro cair, até um poste atrairá os votos do antilulismo. Em vez de procurar se diferenciar mostrando conteúdo, Ciro se iguala aos demais na demonização do adversário.

Peça 4 – o país sem projeto

Um dos grandes legados da atual desgraça brasileira é o estudo de caso para entender porque, historicamente, o país perdeu quase todas as grandes janelas de oportunidade. É porque, por aqui, tudo termina em negócios.

Mede-se o nível de civilização de um país quando ele dispõe de âncoras com visão e capacidade de defender os interesses gerais. Há uma disputa permanente entre interesses privados e públicos.

Por exemplo, liberar preços de petróleo e aumentar a distribuição de dividendos é uma política da Petrobras que beneficia exclusivamente os acionistas. A lógica de uma empresa exige investimentos em inovação, tecnologia, produção, mercados. Quando é uma empresa pública da dimensão da Petrobras, seus gastos ajudam a alavancar pesquisas tecnológicas, adensar cadeias produtivas, garantir encomendas á indústria,

Só que esses investimentos reduzem a parcela imediata destinada aos dividendos. É evidente que o acionista ganhará no médio prazo, se os investimentos trouxerem mais dinamismo à empresa. Mas a lógica de mercado em países atrasados, como o Brasil, é ampliar o máximo que puder a distribuição imediata de dividendos, ainda que à custa de sacrificar o futuro da companhia.

Essa lógica perpassa todas as políticas públicas nacionais. Por exemplo, do governo Temer para cá a Eletrobras reduziu investimentos essenciais na transmissão, que ajudariam a reduzir a vulnerabilidade do setor elétrico. Hoje em dia, a energia que produz garante tarifas módicas para as distribuidoras – que atendem público residencial e pequenas e médias empresas. A privatização beneficiará exclusivamente os atuais acionistas,  os bancos incumbidos da modelagem dos negócios, as empresas de auditoria e de rating. Cada qual levanta seus argumentos em defesa da. privatização. Quem defende o interesse público? Em tese, deveria ser a mídia. Na pratica, ninguém. A médio prazo, perdem todos.

UOL: O não ter o que comemorar os 1000 dias do governo inflacionário, negacionista, conflituoso, irresponsável, imbecilizador e entreguista de Jair Bolsonaro

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto fala sobre os mil dias do governo de Jair Bolsonaro e diz que "não há motivo para festa", pois a palavra "desmonte" é o que define a gestão dele: "Bolsonaro completa 1000 dias com números assombrosos"



Reinaldo Azevedo: 1001 dias de desatinos de Bolsonaro, permanente negacionismo e camapanha eleitora antecipada e a cadeia

 

Do Canal BandNews FM:

O presidente Jair Bolsonaro iniciou uma maratona de eventos pelo país para marcar os 10000 dias de governo - e tentar reverter a popularidade baixa. Reinaldo Azevedo abriu o programa O É da Coisa desta segunda-feira (27 de 09) comentando o momento da gestão de Bolsonaro.



segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Do Portal do José: Grana altíssima volta a unir Bolsonaro, Globo, Macedo, Silvio Santos e Direita. Mamata de 450 milhões é o só começo!

 

A Mamata está sendo preparada para ser uma Mamataça! 

Do Portal do José:


Faltam 391 dias para o segundo turno de 2022. Até lá, a turma acostumada às rachadinhas-peculatos, agora quer subir de nível. Para isso os seus comparsas são os grupos dos grandes veículos de comunicação.

A Mamata está sendo preparada para ser uma Mamataça!

Matéria em "O Tijolaço"

"Pode esperar para logo, caro leitor e querida leitura, a suspensão, pela Justiça, do edital para a contratação e agências de publicidade pelo governo federal, no valor de R$ 450 milhões, em um ano, para serviços de propaganda “institucional” da administração direta – estatais têm orçamentos e contratos próprios – no último ano do mandato de Jair Bolsonaro.

O valor é absurdo: quase quatro vezes mais que o gasto em 2020, mesmo com todas as despesas de publicidade geradas pela pandemia.

Os objetivos solicitados aos licitantes vão muito além do que a Constituição permite (art. 37, § 1) ao determinar que ” a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social”.

Bem diferente do que diz o edital, ao propor uma campanha para o bicentenário da inedependência – véspera das eleições de 2020, por sinal – que se destine a “promover um clima de esperança, coragem e otimismo, mobilizando a população com o intuito de aflorar e intensificar o sentimento de patriotismo; e encorajar a população para uma postura positiva e confiante em relação ao país”.

Aliás, a legislação brasileira, por isso mesmo, impede a veiculação de propaganda institucional nos três meses anteriores à eleição, permitindo apenas as mercadológicas (produtos e serviços do BB ou da Caixa, por exemplo) e campanhas de utilidade pública, como as de vacinação.

Curioso que o Presidente que se vangloria de ter acabado com a “mamata da mídia” com publicidade governamental venha, agora, no apagar das luzes de seu mandato, abrir uma licitação com quase meio bilhão de reasi para serem gastos em apenas seis meses e pico de veiculação de anúncios “patrióticos”.

Aguardem a liminar suspendendo a licitação. MATÉRIA EM " O TIJOLAÇO" https://tijolaco.net/governo-bolsonar...



Meteoro Brasil: Inflação está aos níveis do período dos militares e de antes do Plano Real

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Setembro de 2021 trouxe uma notícia capaz de assustar quem conhece a história do Brasil: a inflação está voltando para os patamares de antes do Plano Real. Hoje, você vai saber que decisões políticas geraram as consequências econômicas com as quais temos de lidar.




Ex-juíza do Tribunal Penal Internacional de Haia afirma existir ‘prova abundante’ para condenação de Bolsonaro por crimes contra a humanidade

 

Integrante do grupo de juristas que entregou parecer à CPI da Pandemia diz que Brasil teve política de infecção em massa

A magistrada Sylvia Steiner. Foto: Reprodução/AJUFE

Jornal GGN Existe “prova abundante” para uma abertura de impeachment do presidente Jair Bolsonaro e uma condenação internacional futura, diz a juíza brasileira Sylvia Steiner, a única magistrada que já atuou no Tribunal Penal Internacional (TPI).

Integrante do grupo de juristas que apresentou à CPI da Pandemia um parecer de crimes que teriam sido cometidos por Bolsonaro na condução da crise, Sylvia Steiner diz que os crimes de responsabilidade foram os mais graves e os que apresentam provas “bastante robustas” contra o presidente.

“O crime de causar epidemia, em que há provas, inclusive, científicas pela comparação com outros países de que se tivessem sido tomadas as medidas adequadas no momento certo nós não estaríamos chegando neste número espantoso de 600 mil mortes”, disse a magistrada, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. “O crime de causar epidemia e incitação ao desrespeito às medidas sanitárias está muito bem demonstrado. Essas são condutas que estão muito bem demonstradas. A prova é abundante, até porque as pessoas do governo nunca tiveram muito cuidado em não se expor”.

Ao contrário das denúncias inicialmente enviadas ao TPI, que tratavam de problemas de má gestão, Sylvia Steiner explica que a documentação avaliada pelos juristas aponta “uma política propositada de gerar aquilo que vulgarmente se chama de imunidade de rebanho. Sendo uma política, é um elemento de contexto de crime contra a humanidade”.

Porém, a ex-juíza do TPI diz que a diferença desta vez é que o que ocorreu no Brasil não pode ser considerada incompetência ou apenas falta de conhecimento, mas a adoção de uma política de que a contaminação da população iria gerar algo favorável. “Não se usa uma população como cobaia de um teste; isso, em tese, é um crime contra a humanidade”, ressalta Sylvia Steiner.

Reinaldo Azevedo sobre os 1001 dias de terror bolsonarista

 

Do Canal BandNews FM:



Você pode acompanhar as análises dos principais assuntos do dia feitas por Reinaldo Azevedo no programa “O É da Coisa”, com Alexandre Bentivoglio e Bob Furuya, de segunda a sexta-feira, das 18h às 19h20 na BandNews FM: https://youtu.be/LYPC1xQvOWQ