quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Ministros militares e oficiais das Forças Armadas receberam salários de até R$ 1 milhão no auge da pandemia

 

Somente o general Braga Netto, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, recebeu R$ 926 mil entre março e junho de 2020, sendo R$ 120 mil a título de "férias"

www.brasil247.com - Bolsonaro participa das comemorações do Dia do Exército, em Brasília

Bolsonaro participa das comemorações do Dia do Exército, em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Os militares em altos cargos do governo Jair Bolsonaro (PL) receberam vencimentos turbinados, que em alguns casos chegaram a R$ 1 milhão, no auge da pandemia de Covid-19. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, nomes como o do general Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, e do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque figuram na lista dos oficiais que tiveram seus vencimentos turbinados.

O deputado Elias Vaz (PSB-GO), disse que pedirá explicações ao Ministério da Defesa sobre os “supersalários” pagos aos militares e pensionistas. O Exército alega que os pagamentos são legais, enquanto a Marinha e Aeronáutica não se pronunciaram sobre os valores pagos. 

A reportagem aponta que Braga Netto recebeu R$ 926 mil entre março e junho de 2020, quando a pandemia avançava pelo país, sendo R$ 120 mil a título de férias. O militar recebe R$ 31 mil na forma de salário bruto como como general da reserva do Exército. O almirante de esquadra reformado da Marinha Bento Albuquerque registrou vencimentos brutos de R$ 1 milhão nos meses de maio e junho do mesmo ano, ante um vencimento normal de R$ 35 mil. 

O general reformado Luiz Eduardo Ramos, por sua vez, recebeu R$ 731,9 mil entre julho e setembro de 2020. Sem o incremento, o salário normal de Albuquerque e de Ramos é da ordem de R$ 35 mil. Além deles outros militares também tiveram seus salários engordados no período. 

“O tenente-brigadeiro da reserva Juniti Saito, ex-comandante da Aeronáutica, recebeu um montante bruto de R$ 1,4 milhão, em abril de 2020, enquanto o salário habitual é de R$ 35 mil. A Marinha contesta o valor divulgado pelo próprio governo e diz que o correto é R$ 717 mil”, destaca o periódico.

Os altos valores pagos aos militares e pensionistas das Forças Armadas estão ligados ao primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro: 2019. Na época, o governo mudou as regras para a aposentadoria permitindo, entre outros pontos, que o benefício pago saltasse de quatro para oito vezes o valor do soldo. “O gasto com os salários aumentou de R$ 75 bilhões em 2019 para R$ 86 bilhões”, ressalta a reportagem. 

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'É a preparação da resistência contra um golpe. Bolsonaro é um delinquente', diz orador de ato pela democracia desta quinta-feira, 11 de agosto de 2022


 Neste 11 de agosto acontecem atos por todo o país para dar um basta às ameaças golpistas de Jair Bolsonaro. "Ele tem que parar de afrontar a democracia", diz José Carlos Dias

www.brasil247.com - José Carlos Dias

José Carlos Dias (Foto: Reprodução/Youtube | Faculdade de Direito da USP

247O advogado e ex-ministro José Carlos Dias será o responsável por ler nesta quinta-feira (11), no Largo São Francisco, em São Paulo, a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", que conta com quase 1 milhão de signatários.

Carlos Dias formou-se em Direito na véspera do golpe militar de 1964. Foi preso três vezes pelo regime repressivo e defendeu mais de 500 perseguidos políticos. "Quando me vejo com 83 anos precisando lutar, digo: ‘É fogo’. Mas é um compromisso que tenho. Enquanto eu estiver vivo, vou defender os direitos humanos e a democracia", diz ele à Folha de S. Paulo.

O ex-ministro afirma que os atos de todo o país neste dia são a preparação da resistência contra um eventual golpe de Jair Bolsonaro (PL), que ensaia não respeitar o resultado das urnas eletrônicas neste ano. "Essa manifestação de agora, com esses dois documentos, é a preparação para uma resistência. A nossa esperança é acordá-lo para o seu compromisso de respeitar a democracia. Ele tem que parar de afrontar a democracia".

Ele ainda alerta para o que Bolsonaro poderá tramar com o objetivo de atrapalhar os atos. "Alguma coisa se prepara. Tenho muito medo dos agentes provocadores. [Durante a ditadura], havia pessoas infiltradas em muitas manifestações, passeatas. Tenho receio disso".

Carlos Dias declara voto no ex-presidente Lula (PT) para derrotar o bolsonarismo. "Eu, por exemplo, não sou PT. Até me dou bem com o Lula, tivemos contatos, fomos presos juntos [em 1980, durante a ditadura]. Vou votar nele porque ele representa a oposição. Se quem disputasse com o Bolsonaro fosse outra pessoa, eu votaria nessa outra pessoa".

Para o ex-ministro, a "sociedade está se organizando para dar um basta" a Bolsonaro. "Esse presidente é um delinquente. Digo isso com todas as letras. O que esse homem já praticou de crimes é uma coisa extraordinária. Principalmente crimes de responsabilidade. (...) E é por isso que esse homem... Psicopata, não sei, mas ele não é normal, ele não aceita nem o conselho de seus amigos. Ele nos chama de cara de pau, sem caráter... O que faz contra o Poder Judiciário, os insultos dirigidos aos ministros do STF [Supremo Tribunal Federal], do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]".

Dias também reage à tentativa de Bolsonaro de minimizar a importância da carta deste 11 de agosto. "É ele quem desmerece a democracia. Se estivesse lá um presidente equilibrado, fazendo uma campanha normal, isso não se justificaria. Mas esse homem não trabalha. Ele está fazendo campanha o tempo todo. Essas cartas são de defesa da democracia. E, para defendê-la, tem que denunciar as coisas que ele [Bolsonaro] faz".

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Reinaldo Azevedo: O dia 11 de Agosto de 2022 já nasce histórico

 

Da BandNews FM:




Mônica Bergamo: “Imprensa estrangeira surpreende em manifesto pela democracia” e contra o golpismo Bolsonarista e do partido militar que o apoia

 

Da BandNews FM:




Corrupção Bolsonarista, capítulos 1 e 2. Das Rachadinhas ao assalto ao Estado, multiplicando os bens da família, a morte, os ataques à democracia e a fome. Por Conrado Hübner

 

Do Canal de Bob Fernandes:

    Vídeo do Capítulo 1: Das Rachadinhas ao assalto ao Estado

    
    Vídeo do Capítulo 2

multiplicar os bens da família, morte, atacar democracia, espalhar a fome







ICL Notícias - Atos em defesa da Democracia e pelo Estado de Direito miram golpismo de Bolsonaro e do partido militar que o pôs no poder

 

Do ICL:




terça-feira, 9 de agosto de 2022

Reinaldo Azevedo: Incentivo ao armentismo e ao crescimento de CACs com aumento de mortes por armas de fogo, um crime de lesa pátria sob o nariz das Forças Armadas que estão preocupados em perseguir urnas eleitorais

 

Da BandNews FM:




New York Times diz que Bolsonaro tem apoio dos militares para contestar as eleições e tentar um golpe de estado fascista no Brasil

 Reportagem assinada por Jack Nicas, chefe do escritório do jornal The New Yor Times no Brasil, aponta que o risco é real e não pode ser subestimado

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Bolsonaro-militares-STF-Lula (Foto: ABr | Ricardo Stuckert)

Jair Bolsonaro tem apoio militar para promover um golpe de estado no Brasil. A tese é defendida pelo jornal estadunidense The New York Times, em reportagem especial assinada por Jack Nicas, chefe do escritório no Brasil. "O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, está há meses atrás de forma consistente nas pesquisas antes da crucial corrida presidencial do país. E por meses, ele questionou consistentemente seus sistemas de votação, alertando que, se perder a eleição de outubro, provavelmente será graças a um voto roubado. Essas alegações foram amplamente consideradas como conversa. Mas agora, Bolsonaro alistou um novo aliado em sua luta contra o processo eleitoral: os militares do país", escreve o correspondente.

"Os líderes das Forças Armadas do Brasil de repente começaram a levantar dúvidas semelhantes sobre a integridade das eleições, apesar de poucas evidências de fraudes anteriores, aumentando as já altas tensões sobre a estabilidade da maior democracia da América Latina e sacudindo uma nação que sofria sob uma ditadura militar de 1964 a 1985", prossegue o jornalista, lembrando que Bolsonaro sugeriu que os militares devem realizar sua própria contagem paralela.

Nicas cita a opinião de Almir Garnier Santos, comandante da Marinha. “O presidente da república é meu chefe, é meu comandante, tem o direito de dizer o que quiser”, disse Garnier Santos. “Quanto mais auditoria, melhor para o Brasil”, acrescenta o militar.

Em sua reportagem, ele também aponta diferenças entre os Estados Unidos, sob Donald Trump, e o Brasil, sob Bolsonaro. "O tumulto do ano passado no Capitólio dos EUA mostrou que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas, mesmo em democracias maduras. No Brasil, onde as instituições democráticas são muito mais jovens, o envolvimento dos militares na eleição está aumentando os temores", escreve.

O correspondente internacional também levantou a seguinte questão para acadêmicos: se Bolsonaro contestasse a eleição, como os 340.000 membros das forças armadas reagiriam? “Nos EUA, os militares e a polícia respeitaram a lei, defenderam a Constituição”, disse Mauricio Santoro, professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Não tenho certeza se a mesma coisa vai acontecer aqui.”

A reportagem também traz declarações ambíguas de Sérgio Etchegoyen, general aposentado do Exército próximo aos atuais líderes militares. “Podemos pensar que é ruim que o presidente questione as cédulas”, disse ele. “Mas é muito pior se a cada cinco minutos acharmos que a democracia está em risco.”

Segundo a reportagem, algumas autoridades americanas estão mais preocupadas com os cerca de meio milhão de policiais em todo o Brasil porque geralmente são menos profissionais e apoiam mais Bolsonaro do que os militares, de acordo com um funcionário do Departamento de Estado que falou sob condição de anonimato para discutir conversas privadas.

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Charge de Amarildo sobre as mentiras (e parcas verdades) de Bolsonaro