quarta-feira, 3 de junho de 2026

As represálias americanas de Rubio e Trump e a continuação do golpe pela Lava Jato 2, por Luís Nassif

 

O USTR vai adotar medidas contra empresas brasileiras, criando um clima de instabilidade e tentando vender Flávio Bolsonaro como a âncora.

Do Jornal GGN:

    Donald Trump e Marco Rubio - Flickr White House

Cantei, desde o começo do caso Master, a tentativa de transformá-lo em uma Lava Jato 2. A parceria entre peritos da Polícia Federal e jornalistas lavajatistas deixava claro o roteiro. Primeiro, desqualificar o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa estratégia só diluiu quando não dava mais para esconder as relações de Daniel Vorcaro com Flávio Bolsonaro, com o Banco Regional de Brasilia e Ciro Nogueira

A intenção era anular o STF e o Tribunal Superior Eleitoral para permitir o passo seguinte: a plena liberdade ao partido digital, dominado pela ultradireita bolsonarista.

Depois, um conjunto de medidas agressivas dos Estados Unidos em relação ao país, para vender o peixe de que a única saída seria a eleição de um candidato alinhado com Donald Trump. Obviamente, o controle das redes sociais seria essencial para a venda dessa versão.

Primeira tentativa, o tarifaço de Trump foi um tiro no pé. Primeiro, pelos efeitos sobre a própria economia norte-americana. Depois, pela reação de Lula, erigido imediatamente na condição de grande liderança global contra Donald Trump. A reação de Trump foi a de sempre, recuou, descobriu uma afinidade com Lula, aproximou-se formalmente.

Agora, retoma a ofensiva em base mais institucional, mas com o mesmo objetivo de desestabilizar o governo.

1. Comércio digital e pagamentos eletrônicos

Como Queríamos Demonstrar (CQD), uma das alegações da USTR (United States Trade Representative) é que as cortes brasileiras emitiram ordens secretas mandando plataformas dos EUA derrubarem conteúdo político e suspenderem perfis de residentes americanos, às vezes globalmente, proibindo as plataformas de revelar essas ordens, além de impor multas pesadas, restringir acesso a ativos e contas, e em ao menos um caso derrubar um site inteiro. 

O que isso tem a ver com acordos comerciais? Só ao final é que aparece pagamentos: o Brasil teria desfavorecido empresas americanas de pagamento eletrônico, inclusive com políticas que favorecem seu “national champion”. Ou seja, a ofensiva contra o PIX.

Agora, cada vez que o TSE ou o STF derrubar um influenciador ligado aos Bolsonaro, terá que enfrentar a represália do USTR.

2. Tarifas preferenciais (Mercosul–México/Índia)

O USTR alega que, via acordos de escopo parcial com México e Índia — em setores em que esses países são produtores globalmente competitivos —, o Brasil dá tratamento tarifário preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos. A Secom contra-argumenta que esses acordos não restringem o acesso de produtos americanos e que insumos de origem americana incorporados a produtos brasileiros se beneficiam dos acordos do Mercosul. 

3. Aplicação de leis anticorrupção

O USTR é lacônico e duro: o Brasil falharia em tomar ação suficiente para combater suborno e corrupção. A Secom responde com densidade factual: adesão aos instrumentos internacionais, +30 acordos de leniência desde 2017, e uma proposta de abril/2026 ao Departamento de Estado contra crime organizado e corrupção. Aqui o Brasil tem o argumento mais documentado e o USTR, a alegação mais vaga — vale notar que “anti-corruption enforcement” é o item mais politicamente sensível, dado o histórico Lava Jato e o pano de fundo Bolsonaro.

4. Propriedade intelectual

O USTR detalha: falha em aplicar leis penais e aduaneiras contra produtos falsificados; demora excessiva no exame de patentes, em especial biofarmacêuticas; e falta de medidas antipirataria consistentes. Nada sobre o contrabando de armas, dos EUA para o Brasil.

A Secom não responde ponto a ponto — não trata do backlog de patentes do INPI nem da pirataria. Ela vira o argumento: os EUA são os maiores beneficiários do sistema brasileiro (≈30% dos pedidos de patente, US$ 1,38 bi em royalties em 2024).  O ponto do USTR sobre lentidão do INPI fica sem resposta direta. E nem se levanta o escândalo do acordo Trips – a manobra de José Serra para conceder patente até a medicamentos sem direito a patentes em seus países, e que foi preservado graças à gaveta da relatora Carmen Lúcia, que escondeu o inquérito até o final.

5. Etanol

O USTR alega que em 2017 o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado do etanol e desde então não dá reciprocidade às exportações americanas. A Secom confirma a assimetria mas a relativiza e contra-ataca no açúcar: tarifa de 18% do Brasil contra 12,5% dos EUA (“diferença relativamente pequena”), enquanto o açúcar brasileiro enfrenta cota ínfima (~150 mil t) e tarifa equivalente a 80% acima da cota. Este é o item em que a Secom muda o eixo da conversa: aceita a queixa do etanol e abre uma frente nova (açúcar) que o USTR não tratou.

6. Desmatamento

O USTR reconhece que o Brasil tem arcabouço legal, mas alega que historicamente falhou em aplicá-lo e que o desmatamento ilegal persiste. A Secom responde com a série recente: meta de desmatamento zero até 2030, queda de ~50% na Amazônia Legal vs. 2022, área queimada -40% em 2025, e dados do MapBiomas (menor nível em 7 anos). Note o jogo temporal: o USTR usa “historicamente”; a Secom usa o período Lula pós-2023. A hipocrisia da história é que Donald Trump tirou os EUA do acordo de Paris, de preservação ambiental.

Consequências

As peças estão na mesa. Durante o ano, o USTR vai adotar uma série de medidas contra empresas brasileiras, criando um clima de instabilidade e tentando vender Flávio Bolsonaro como a âncora.

Do outro lado da ponte, no entanto, tem as terras raras, os datacenters e uma parceria cada vez mais estreita com a China e os BRICS.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

M

Bob Fernandes: Trump ataca Pix e Brasil com a ajuda do 03 - se nos EUA, Flávio Bolsonaro seria condenado à morte ou à prisão perpétua. #Tariflavio

 

Do Canal do Analista Político Bob Fernandes:




Reinaldo Azevedo: Em pânico, Flávio tenta criar factoides para escapar. Trump, sem querer, atrapalha. #Tariflavio

 

Do Canal BandNews FM:




Desmascarando o tradior e entreguista Tariflavio Rachadinha: FLÁVIO BOLSONARO CONSEGUE TAXAR O PIX, COM SANÇÕES DE 25% DOS EUA CONTRA O BRASIL: BANDIDAGEM

 

Do Canal Desmascarando:




Portal do José: Tariflávio Rachadinha Bolsomaster - VAI PEGAR! TARIFAÇO 2 RUBIO-TRUMP! FLAVIO BOLSONARO: A TRAIÇÃO COMPLICA ELEIÇÃO! ONG BANDIDA NA MIRA DE DINO!

 

Do Portal do José:




sábado, 30 de maio de 2026

Governo Lula reage à decisão dos EUA sobre PCC e CV e ataca “falsos patriotas” que “pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”. Reportagem de Cíntia Alves

 

"É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos EUA para defender intervenção no Brasil", diz nota oficial

Do Jornal GGN:

    Montagem - Reprodução

O governo brasileiro emitiu na tarde desta sexta (29) uma nota oficial com posicionamento da gestão do presidente Lula a respeito do anúncio feito ontem pelos Estados Unidos, que decidiu classificar facções criminosas como PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A decisão do governo de Donald Trump ocorreu pouco tempo depois de o presidente republicano receber o senador Flávio Bolsonaro em seu gabinete na Casa Branca.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, disse o governo Lula em nota. A comunicação oficial ainda atacou os “falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.”

O governo brasileiro ainda afirmou que “qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda”, mas “não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.”

Ainda de acordo com a nota, o conceito utilizado pelos EUA para impor a classificação confunde, indevidamente, o “terror” causado por organizações como PCC e Comando Vermelho atrás de lucro com tráfico de drogas e armas, com o “tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.”

Confira, abaixo, a nota oficial na íntegra:

Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança.

Governo do Brasil

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Canadá Diário: IMPRENSA ESTRANGEIRA EXPÕE EM CHOQUE: ‘FILHO DE BOLSONARO VENDEU O BRASIL PARA TRUMP’ 😱 🇧🇷 🇺🇸

 

Do Canal Candá Diário:

A imprensa internacional está tratando a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas como muito mais do que uma simples medida de segurança pública. Reuters, Associated Press, The Guardian e Financial Times apontam que a decisão do governo Trump cria uma crise política e diplomática com o Brasil, fortalece a extrema direita bolsonarista e coloca a soberania brasileira no centro de uma disputa perigosa.

Neste vídeo, analisamos o que a imprensa estrangeira publicou sobre a classificação do Primeiro Comando da Capital, o PCC, e do Comando Vermelho, o CV, como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A medida foi anunciada por Marco Rubio e ocorre logo depois da viagem de Flávio Bolsonaro a Washington, onde ele se encontrou com Donald Trump e com autoridades do governo estadunidense. Segundo a Reuters, a decisão foi tomada após apelos da oposição brasileira e abre espaço para intervenções mais agressivas dos Estados Unidos. A AP também destacou que o governo Lula vê esse movimento como possível interferência externa na política brasileira. Já o The Guardian classificou a medida como um golpe político contra Lula e um impulso para Flávio Bolsonaro, que tenta se apresentar como candidato da extrema direita na eleição presidencial.


A pergunta central deste vídeo é explosiva: Flávio Bolsonaro ajudou Trump a ganhar um instrumento político contra o Brasil? A extrema direita brasileira está usando o medo do crime organizado para abrir as portas para pressão estrangeira? A classificação do PCC e do Comando Vermelho como terroristas pode virar pretexto para sanções, ações financeiras, pressão diplomática ou até ameaças de intervenção? Também vamos explicar por que especialistas e integrantes do governo brasileiro consideram perigosa a equiparação entre facções criminosas e organizações terroristas. O crime organizado precisa ser combatido com investigação, inteligência, cooperação internacional, rastreamento de dinheiro, combate ao tráfico de armas e fortalecimento das instituições. Mas transformar facções brasileiras em alvos da guerra ao terror dos Estados Unidos pode criar um risco político muito maior: entregar a Trump uma narrativa para interferir no Brasil.

Este vídeo mostra como a imprensa internacional está lendo o caso: não apenas como uma notícia sobre segurança pública, mas como uma jogada de poder envolvendo Trump, Marco Rubio, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Lula, PCC, Comando Vermelho, soberania nacional, eleições no Brasil, extrema direita, guerra às drogas, narcoterrorismo e interferência estrangeira.

Se você quer entender o que está por trás dessa decisão dos Estados Unidos, por que Flávio Bolsonaro celebrou a medida, quais são os riscos para o Brasil, o que pode acontecer agora e como a imprensa estrangeira está interpretando esse episódio, assista até o fim.

Fontes internacionais como Reuters, Associated Press, The Guardian e Financial Times relataram que a medida pode gerar impactos diplomáticos, financeiros e políticos. A Reuters informou que o governo Lula temia que essa designação pudesse abrir caminho para ação militar futura dos EUA ou sanções contra bancos que lidem sem saber com pessoas ligadas às facções. A AP registrou que a decisão ocorre 24 horas depois da visita de Flávio Bolsonaro a Washington. O The Guardian destacou que a medida é vista como um revés para Lula e um impulso para Flávio Bolsonaro. O Financial Times também tratou o caso como parte da política externa agressiva de Trump para a América Latina.