segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Em prol da manipulação e do Golpe à favor da extrema-direita e interesses não-nacionalistas, o STF, úlitma barreira contra o golpismo, está no centro da guerra híbrida, como mostra Luís Nassif

 

E o Supremo, com todos os seus defeitos, é uma das últimas cidadelas contra o avanço da ultradireita, associada ao crime organizado.


Do Jornal GGN:

    STF no 8 de janeiro de 2023 - foto de Joedson Alves - Agência Brasil


É fato que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu a guarda. Nos últimos anos, deixou o pudor de lado, permitiu seu uso para enriquecimento pessoal de ministros e abusou de viagens patrocinadas e seminários pagos. Com isso, criou uma enorme vulnerabilidade geopolítica para o país, da qual se valem os quinta-colunistas do trumpismo.

A campanha midiática contra o STF vai além de qualquer limite jornalístico. Trata-se de uma guerra de extermínio, uma sucessão diária de notícias — como ocorreu no início do caso Master, interrompida pelo áudio de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.

Essa obsessão tem alvo certo e deve ser analisada no foco da grande guerra pelo controle do país, que será decidida nas próximas eleições. E o Supremo, com todos os seus defeitos, é uma das últimas cidadelas contra o avanço da ultradireita, associada ao crime organizado.

Nas últimas décadas, houve um aumento exponencial do poder dos grandes grupos financeiros internacionais, que se tornaram forças políticas expressivas. A eles vieram se somar as big techs. Sua lógica de crescimento é a derrubada de todas as barreiras regulatórias. E essa soma de forças globais encontrou o escoadouro no personalismo do governo Donald Trump.

Todo o arcabouço de organizações e regulações construído após a Segunda Guerra Mundial foi sendo paulatinamente desmontado. Liquidaram organismos multilaterais, como os dedicados a combater a fome e a promover a saúde global. E agora, sob Donald Trump, investem contra a última cidadela: os estados nacionais, os países..

A questão da soberania não envolve apenas o sentimento nacional. Passa a ser tratado como obstáculo  para grandes negócios internacionais.

A diplomacia Trump

A diplomacia de Donald Trump combina três elementos: poder de Estado, interesses de grandes empresas e negócios ligados à própria família. Não se trata de uma aliança formal com divisão pública de cotas, mas de um método recorrente. Washington oferece proteção, financiamento, acesso ao mercado ou alívio regulatório; empresas norte-americanas, e alguns de seus parceiros nacionais, recebem oportunidades em energia, minerais, tecnologia e reconstrução; governos aliados ganham sustentação política; e os negócios da família Trump operam no mesmo ambiente criado pelas decisões presidenciais. Esse modelo, agora, expande-se para o controle político de países – especialmente da América Latina.

O método

  1. O Estado abre a porta. Tarifas, sanções, ajuda militar, crédito público e pressão diplomática são usados como instrumentos de negociação, interferindo nas eleições nacionais.
  2. O setor privado ocupa o espaço. Fundos, petroleiras, mineradoras e empresas de tecnologia entram nos projetos apresentados como estratégicos para os Estados Unidos.
  3. O aliado local recebe apoio. Governos alinhados obtêm financiamento, respaldo eleitoral ou integração preferencial com empresas norte-americanas. E grupos internos, associados, ganham parte do butim.
  4. A família monetiza a proximidade. Criptomoedas, imóveis, mídia e contratos privados atraem recursos de empresários e governos que também possuem interesses diante da Casa Branca.

A nova diplomacia do bolo

A novidade não é a associação entre Estado e empresas — ela sempre existiu na política externa norte-americana. A diferença está na personalização. Trump atua ao mesmo tempo como presidente, negociador-chefe, promotor de empresas norte-americanas e centro de uma marca familiar global.

Segundo levantamento da Associated Press, uma criptomoeda ligada a Trump gerou pelo menos US$ 320 milhões em taxas, enquanto um fundo soberano dos Emirados Árabes Unidos utilizou US$ 2 bilhões na stablecoin USD1, da World Liberty Financial, empresa associada à família. A estrutura permite que os sócios reinvistam os recursos e recebam juros estimados em até US$ 80 milhões anuais. [7]

A Reuters calculou que a família ganhou cerca de US$ 500 milhões com a World Liberty desde seu lançamento. Uma empresa ligada aos Trump tinha direito a 75% do dinheiro obtido com a venda do token WLFI, descontadas reservas e despesas. [8]

Há ainda contratos que conectam diretamente grandes empresas à família presidencial. A Amazon fechou um acordo de US$ 40 milhões para um documentário sobre Melania Trump, ao mesmo tempo que mantinha interesses regulatórios, fiscais e comerciais diante do governo. [7]

É essa fusão que define sua diplomacia: o poder público abre os mercados, os grupos aliados ocupam os ativos e a proximidade com o presidente se converte em valor econômico.O padrão comum é a transformação da política externa em uma plataforma de negócios:

  • A Ucrânia oferece receitas futuras de recursos naturais em troca de reconstrução e compromisso estratégico por parte dos Estados Unidos. As negociações foram tocadas por Jared Kushner, genro de Trump (casado com Ivanka). 
  • Em Gaza, Jared Kushner e Steve Witkoff foram negociadores-chave do cessar-fogo entre Israel e Hamas. Witkoff é amigo próximo de Trump e bilionário do setor imobiliário.( aol yahoo). No Conselho da Paz, a lista também inclui Marc Rowan, CEO da Apollo, que doou US$ 1 milhão à campanha de 2024, e Yakir Gabay, bilionário imobiliário cipriota-israelense. Kushner e Gabay apresentaram o “plano diretor” para a “Riviera Mediterrânea”. (Agência Pública)
  • A Venezuela abre petróleo a empresas escolhidas após intensa pressão norte-americana. Alejandro Betancourt, venezuelano dono da NABEP, foi intermediário com capital privado e operadores americanos. O acordo dá à NABEP uma concessão de 100 anos sobre 17 campos, com cerca de 65 bilhões de barris de reservas. 
  • A Argentina recebe socorro financeiro enquanto direciona setores estratégicos ao capital dos Estados Unidos. Barry Bennett, lobista que assessorou Trump em 2016, tornou-se o canal privilegiado entre Washington e Buenos Aires (Elagora La Política Online), contando com Rob Citrone, dono do fundo Discovery Capital, investidor importante na Argentina e cliente de sua consultoria (Buenos Aires Times Exame). Leonardo Scatturice, empresário da OCP Tech e ex-agente da SIDE, é sócio de Bennett — uma foto de 11 de junho de 2025 mostra os dois com Trump (Perfil Perfil).
  • As Big Techs apoiam o governo e recebem desregulação, infraestrutura e acesso a mercados.
  • A família Trump mantém negócios capazes de captar a parte privada do valor produzido por essa rede de relações.

O complexo de vira-lata

No caso do Brasil, juntaram-se vários fatores, tornando a ameaça externa um risco iminente.

Primeiro, o histórico sentimento de vira-lata, que faz com que qualquer manifestação de soberania e de defesa do interesse nacional receba críticas. O comentarista do Estadão produziu um clássico sobre o tema:

O segundo ponto foi o controle de duas fontes de narrativas: as redes sociais e a mídia corporativa. Há meses, os jornais esmeram-se em manchetes negativas sobre o país.

Um dos objetivos mais profundos da guerra híbrida não é convencer a população a apoiar uma tese específica. É algo anterior: romper a confiança de uma sociedade em si mesma. Um país que perde o amor próprio deixa de se perceber como sujeito da história e passa a se enxergar apenas como problema, atraso ou fracasso.

A partir daí, toda disputa fica mais fácil. Se nada funciona, qualquer tutela externa parece razoável. Se o Estado é apresentado como incapaz por natureza, privatizar deixa de ser uma escolha econômica e passa a parecer exigência técnica. Se a política é sempre sinônimo de corrupção, o governo dos “especialistas”, dos militares, dos juízes ou do mercado surge como solução inevitável. Se o país não possui futuro, vender ativos, tecnologia e recursos naturais torna-se apenas uma maneira de escapar do naufrágio.

O ponto principal é que, no final do túnel, encontram-se a estagnação econômica, a rapinagem sobre todas as riquezas nacionais e o retorno dos Estados nacionais ao estágio de dependentes crônicos de produtos primários, com instituições definitivamente estraçalhadas, abrindo mais espaço para o crime organizado.

Mais que isso, refém de uma aliança entre grupos políticos espúrios, o crime organizado infiltrado no mercado financeiro e em todas as instâncias da vida nacional. Com a ultradireita internacionalista assumindo o controle do Executivo, do Congresso e da Suprema Corte, o fim inexorável da democracia.



O uso político das notícias contra Alexandre de Moraes, por Luís Nassif

 


A intenção não é fazer jornalismo: é anular o STF, como última trincheira contra o golpe, por isso manchetes recorrentes.


Do Jornal GGN:


Há um pecado original na relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master: o contrato firmado pelo escritório de advocacia de sua esposa com a instituição de Daniel Vorcaro. É fato relevante e merece apuração rigorosa.

A contratação de escritórios politicamente bem relacionados pode obedecer a duas lógicas distintas. A primeira é a compra de prestígio: ao anunciar que contratou familiares de um ministro do STF, o cliente exibe força e acesso institucional. Isso é eticamente questionável, mas não comprova, por si só, corrupção. A segunda hipótese é que o contrato tenha produzido influência concreta sobre votos ou decisões favoráveis ao cliente.

Até agora, não surgiu uma evidência objetiva sequer de que o contrato com o escritório de sua esposa tenha levado Moraes a votar em favor de Vorcaro. Ainda assim, parte da imprensa procura novos elementos para manter essa conexão na pauta. O episódio mais recente foi o uso, por Moraes, de um helicóptero da Prime You, empresa da qual Vorcaro foi sócio por meio do fundo Patrimonial Blue até setembro de 2025.

As imagens são de 22 de agosto de 2025. Pode ter sido uma locação comercial regular? Pode. A hipótese precisa ser verificada antes de se converter a coincidência em prova de favorecimento. Mas os fatos, ah!, os fatos, servem apenas para atrapalhar a manchete. Ou seja, há um enorme alarido em torno de uma tese duvidosa – se foi aluguel normal ou oferta do banqueiro – e não se consegue encontrar uma prova de beneficiamento de Vorcaro.

Ao mesmo tempo, a divulgação de mensagens de Vorcaro e os episódios recentes no Supremo trouxeram elementos mais concretos sobre a atuação de outros ministros e que não mereceram sequer o acompanhamento dos jornalões.

O caso de maior interesse para o banqueiro era o reconhecimento de precatórios da Destilaria Alcídia, que mereceu bela reportagem de Breno Pires na revista Piauí:

  • Kássio Nunes Marques havia se declarado impedido. Depois, atribuiu o registro de impedimento a um erro, pediu vista, devolveu o processo com um voto de dez páginas favorável à destilaria e formou maioria de 3 a 2. Quatro minutos após o resultado, Luiz Rennó, diretor jurídico do Master, enviou a Vorcaro o contato de Kevin Marques, filho do ministro, acompanhado da frase: “Dominado aqui”.
  • Dias Toffoli também alterou sua posição: votou inicialmente contra a destilaria e, depois, passou a apoiar a tese favorável aos precatórios. Há uma montanha de suspeitas contra Toffoli, mas só enquanto interessava a sua queda da relatoria do Master. 
  • Mendonça também decidiu sobre os custos dos cemitérios de São Paulo, tema de interesse direto de Vorcaro, um dia depois de se reunir com o banqueiro na capital paulista, na sede do Instituto Iter.

Esses fatos constam da reportagem de Bruno Pires na revista piauí. O ponto central não é retirar Moraes do escrutínio, mas exigir coerência: se vínculos indiretos justificam manchetes sucessivas, mensagens, mudanças de voto e possíveis benefícios a familiares exigem investigação jornalística ainda mais intensa.

Mas a intenção não é fazer jornalismo: é anular o STF, como última trincheira contra o golpe.

Alexandre de MoraesAndré Mendonçadaniel vorcaroKassio Nunes Marquesluiz rennómídia corporativaSTFuso político de notícias

domingo, 20 de setembro de 2026

Reinaldo Azevedo – De Willer Tomaz ao jogo do bicho: relações incômodas cercam Flávio Bolsonaro e seus aliados

 

Do Canal Metrópoles:

A relação de Flávio Bolsonaro com Willer Tomaz virou motivo de desgaste para a campanha. O advogado, investigado sob suspeita de envolvimento no escândalo do INSS, acompanhou Flávio em viagens internacionais, incluindo um safári na África do Sul, e cedeu ao senador um apartamento usado durante a campanha. A PF identificou ao menos cinco viagens dos dois juntos no primeiro semestre de 2025. Paralelo a isso, planilhas encontradas pela Polícia Federal com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontam pagamentos de mais de R$ 10 milhões a aliados da família Bolsonaro, segundo o ICL Notícias. Os registros citam nomes como Cláudio Castro, Rodrigo Bacellar, Hélio Lopes e Alexandre Ramagem. Reinaldo Azevedo comenta:



Portal do José: DOMINGÃO PÉSSIMO PARA BOLSONARISMO! FLAVIO EXPOSTO! JEGUE DANÇA! ARGENTINOS E LULA: REAÇÃO INCRÍVEL

 

Do Portal do José:




quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Daniel Vorcaro, o corruptor dono do Banco Master e que deu milhões ao Dark Horse de Flávio Bolsonaro, foi chamado a coquetel de instituto do bolsonaista terrivelmente evangélico André Mendonça com ‘poucos convidados’

 

Procurado, magistrado não respondeu; documentos mostram diversas tentativas de encontro entre os dois


Da Folhapress, também divulgado pelo ICL Notícias:

Vorcaro foi chamado a coquetel de instituto de Mendonça com ‘poucos convidados’





Por João Gabriel, José Marques, Raquel Lopes e Catia Seabra

(Folhapress) – Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-banqueiro, Daniel Vorcaro, indicam que ele foi convidado pelo menos duas vezes para eventos Instituto Iter, fundado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Um dos convites foi feito em maio de 2025, por um interlocutor, para o lançamento do instituto em Minas Gerais. O comunicado cita nominalmente o nome Daniel, um coquetel no hotel Fasano de Belo Horizonte e menciona um debate, com o próprio Mendonça e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Antonio Anastasia, para “poucos convidados, que foram selecionados pelo Iter”.

Procurado por meio de mensagem à sua assessoria de imprensa, na manhã desta terça-feira (15), o magistrado não respondeu até a publicação deste texto. A reportagem também contatou o gabinete de Anastasia, mas não houve retorno até o momento.

As mensagens não deixam claro se Vorcaro foi ao evento. O ex-banqueiro também recebeu um segundo convite, para um debate agendado para julho, também em razão do lançamento do Iter em Minas Gerais.

O ministro decidiu deixar o instituto em 3 de setembro. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a entidade fundada por Mendonça recebeu R$ 11,5 milhões em 68 contratos sem licitação com órgãos públicos de 15 estados desde 2024.

Atualmente, Mendonça é o relator da investigação contra o Banco Master, de Daniel Vorcaro, no Supremo. Ele assumiu o caso em fevereiro de 2026, depois dos convites e da data prevista para eventos.

O conteúdo integral do celular de Vorcaro foi entregue nesta segunda-feira (14) pela Polícia Federal aos gabinetes dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Eles pediram o conteúdo sob a justificativa de que era necessário para a análise que ocorre nesta terça-feira (15) sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro.

Sobre Mendonça, as informações extraídas pela PF mostram que Vorcaro recorreu a diferentes interlocutores para tentar chegar ao ministro. As conversas vão de abril de 2024 a maio de 2025 e incluem acertos de horários para reuniões, referências a julgamentos e a organização de um encontro presencial com o ministro, em São Paulo.

Em abril de 2024, Vorcaro conversou com um advogado identificado como Marcus Vinicius sobre uma reunião com Mendonça. “O André Mendonça me chamou lá no STF às 16 hs. Posso ir com vc agora ou às 17 hs?”, escreveu o advogado. Vorcaro respondeu que poderia encontrá-lo às 18h. Na sequência, o interlocutor afirmou que aguardaria o ex-banqueiro em seu escritório.

No dia seguinte, Vorcaro voltou a procurar Marcus Vinicius e perguntou se ele queria se encontrar “17 ou quando liberar”. A conversa indica que o advogado estava em compromisso no STF e combinava posteriormente o encontro com o então banqueiro.

As mensagens também mostram discussões sobre processos em julgamento no Supremo. Em julho de 2024, Vorcaro perguntou sobre a situação de um caso na corte. O interlocutor respondeu que “tudo tem como o amigo”, mas que o processo seria julgado no dia 6 de agosto e que aguardava outros andamentos processuais.

Outro conjunto de mensagens registra contatos de Vorcaro com o advogado Ciro Soares. Como já se sabia, em 8 de fevereiro de 2025, Ciro mostrou uma foto para Daniel Vorcaro dizendo que estava com o ministro André Mendonça.

Já no dia 16 de fevereiro escreveu ao ex-banqueiro: “Opa Dani!!! Preciso muito falar com vc. O A.M quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”. Vorcaro respondeu perguntando sobre uma quarta-feira. No dia seguinte, Ciro informou que estava saindo de Brasília, disse que precisava falar com ele e acrescentou que poderia marcar “às 18hs”.

As conversas não explicitam nesse trecho quem é “A.M.”, mas outros registros do material mostram Ciro em contato com Vorcaro sobre André Mendonça.

Em março, as tratativas ficam mais explícitas. Cezinha Madureira avisou Vorcaro em 13 de março de 2025: “Amanhã sexta feira 17:00 com ministro André em São Paulo”. Vorcaro respondeu “Show” e “Marcado”. No dia seguinte, pouco antes do horário combinado, escreveu: “Fala amigo” e “Estou a caminho”. Cezinha respondeu: “Ministro já está te esperando”.

O material indica, portanto, que Vorcaro não apenas buscava interlocução com pessoas próximas a Mendonça, mas chegou a ter ao menos um encontro organizado diretamente com o ministro em março de 2025. O documento, porém, não informa o conteúdo da conversa ocorrida nessa reunião.
As mensagens ainda registram contatos posteriores. Em maio de 2025, Ciro Soares encaminhou informações sobre o evento do Iter em Belo Horizonte.

Nesse diálogo, porém, Ciro reclama que “o homem pede para lhe chamar pro evento e Cezinha acha melhor vc não ir.” Depois acrescentou que ele e Jarbas não viam problemas na participação e pediu que Vorcaro ligasse quando pudesse.

O convite dizia que Mendonça participaria do evento ao lado de autoridades e especialistas para discutir “o papel das instituições públicas nas reformas estruturais do Estado: eficiência e desenvolvimento econômico”.

Hipócrita, Flávio Bolsonaro, para além do Dark Horse, usou imóvel de operador de Daniel Vorcaro - do Banco Master - durante campanha em SP

 

Candidato passou alguns dias no apartamento na primeira quinzena de agosto, período em que gravou vídeos, esteve em podcasts e se reuniu com sua equipe


Do ICL Notícias (citando a Revista Piauí):

Flávio Bolsonaro usou imóvel de operador de Vorcaro durante campanha em SP



O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, teria utilizado durante a campanha um apartamento em São Paulo que anteriormente pertenceu a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, segundo informações da revista Piauí. O imóvel fica no edifício l’Adresse, na Vila Nova Conceição, região nobre da capital paulista.

De acordo com a publicação, Flávio passou alguns dias no apartamento na primeira quinzena de agosto, período em que participou de atividades de campanha, gravou vídeos, esteve em podcasts e se reuniu com sua equipe. O comitê eleitoral ficava próximo ao edifício. Moradores e uma funcionária de uma escola que recebia veículos da Polícia Legislativa teriam confirmado a presença do candidato no local.

O imóvel foi comprado por Zettel em abril de 2025 por R$ 5,5 milhões e vendido em fevereiro de 2026 por R$ 3,5 milhões à WT Administração de Imóveis e Bens, empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. A transferência foi registrada em março, quando Zettel foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.

Procurado pela Piauí, Tomaz inicialmente negou que Flávio tivesse usado o apartamento e posteriormente declarou não conhecer Zettel ou Vorcaro, afirmando jamais ter mantido “relação pessoal, comercial ou societária” com eles. Flávio, por sua vez, disse, por meio da assessoria, que havia se hospedado apenas em hotéis da região.

A relação entre Flávio e Tomaz também envolve outros episódios. Reportagem de Alice Maciel, do ICL Notícias, revelou que em fevereiro o candidato comemorou o aniversário da filha caçula em uma mansão de luxo à beira-mar em Angra que é propriedade compartilhada, sendo uma das quatro cotas pertencente à mesma WT Administração de Imóveis e Bens, de Willer.

O próprio advogado confirmou ao ICL que disponibilizou a casa para Flávio e informou que não houve pagamento, contraprestação ou relação comercial. Willer disse que emprestou o imóvel por conta da amizade com o senador.

A mansão tem sete suítes, piscina aquecida, sauna, academia, heliponto e píer, além de um iate colocado à disposição dos proprietários

O advogado também já esteve com o senador em viagens de jatinho. Em 2022, Flávio tentou indicar Tomaz para uma vaga no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas a articulação não avançou.

Mais recentemente, durante agenda em Angra, Flávio defendeu medidas para acelerar a implantação de condomínios e resorts na Costa Verde. Empresas ligadas a Tomaz possuem três propriedades na região, e o advogado já havia consultado o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre a possibilidade de exploração turística de um terreno. Tomaz nega ter participado da formulação das propostas do candidato.

Também há registros de ao menos duas viagens da família de Flávio em aeronaves privadas em 2025. Em uma delas, um avião ligado a uma empresa de Tomaz deixou Brasília rumo ao Rio; em outra, Flávio e a mulher viajaram para a Flórida na companhia do advogado e da esposa. O senador afirmou que os deslocamentos foram de caráter pessoal e familiar, enquanto Tomaz negou ter recebido benefícios do poder público em razão da amizade.

Um resumo visual das Relações de Flávio Bolsonaro, o Rachadinha, com Daniel Vorcaro e seu Banco Master

 

  Do ICL: