terça-feira, 1 de setembro de 2026

Portal do José: EXTRA! MINISTRO BOLSONARISTA TUMULTUA, QUER BARRACO NO STF PARA AJUDAR FLAVIO! MORAES ATACADO MAS...

 

o Canal Portal do José:





AS SUSPEITAS FUNDAMENTADAS DE CRIMES DE ANDRÉ MENDONÇA.Vídeo de Luis Nassif

 

Do Canal TVGGN:




A sujeira Flávio Bolsonaro-Daniel Vorcaro: Globo News mostra que Vorcaro fez envio extra de R$ 8,5 milhões ao Dark Horse de Flávio e Eduardo Bolsonaro

 

Do G1:




UOL: Flávio Bolsonaro admitiu valor menor do que o repassado realmente por Vorcaro ao Dark Horse, aponta relatório

 

Do UOL:

Em 16 de setembro de 2025, Daniel Vorcaro enviou mais uma parcela de 1.666.667 de dólares para o Havengate Development Fund, o fundo americano que administrava o dinheiro de Dark Horse, diz reportagem publicada na edição deste mês da piauí. A informação consta de um relatório do Coaf, o órgão que fiscaliza transações financeiras, ao qual a piauí teve acesso. O documento mostra que a relação de compadrio financeiro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro continuou por bem mais tempo do que o senador admitiu.



segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Para entender a arquitetura das entrevistas do Jornal Nacional nas Eleições 2026, por Luís Nassif

 

A saraivada de perguntas consumiu o tempo que poderia ser dedicado ao tema central desta eleição: a soberania brasileira ante os atques de Trump e Rubio com apoio dos Bolsonaros.


Do Jornal GGN:



Peça 1 – a arquitetura da entrevista da Globo


A entrevista de Lula ao Jornal Nacional precisa ser analisada menos pelas perguntas isoladas do que pela arquitetura do conjunto. Em uma sabatina de tempo limitado, cada minuto dedicado a um assunto retira espaço de outro. E a escolha editorial foi clara: abrir com o caso de Fábio Luís, insistir nas suspeitas de corrupção e empurrar o presidente para a defensiva

A operação editorial consistiu em apresentar Lula e Flávio como candidatos igualmente cercados pela corrupção. Não era necessário inocentar Flávio. Bastava reduzir a distância entre fatos de materialidade muito diferente. A repetição abusiva das perguntas sobre Fábio Luís – que chamou a atenção inclusive, de comentaristas da Globonews – cumpriu esse papel: colocou o presidente no mesmo enquadramento moral do adversário e transformou suspeitas de pesos distintos em imagens equivalentes para o telespectador.

Mas houve uma segunda consequência, tão importante quanto a primeira. A saraivada de perguntas consumiu o tempo que poderia ser dedicado ao tema central desta eleição: a soberania brasileira.

Ficaram fora do debate as pressões dos Estados Unidos, a disputa pelas terras raras, a soberania digital, o papel dos BRICS, a política de reindustrialização, a proteção das empresas públicas e o risco de o país voltar à condição de fornecedor colonial de matérias-primas. Também não se discutiu o que significa uma candidatura associada à abertura irrestrita do patrimônio nacional e à subordinação da política externa brasileira a Washington.

Na prática, a entrevista não apenas tentou equiparar Lula a Flávio no quesito corrupção. Impediu que Lula levasse ao horário de maior audiência da televisão o contraste entre dois projetos de país: de um lado, a reconstrução de alguma autonomia nacional; de outro, a adesão a uma ordem geopolítica comandada pelos Estados Unidos.

Qualquer foca de redação saberia que o tema mais relevante é o das relações futuras com os Estados Unidos, principalmente agora, que Trump confiscou todas as reservas de petróleo da Venezuela. A diferença fundamental entre Lula e os Bolsonaro – além da submissão dos Bolsonaro ao crime organizado – é no tratamento da soberania nacional. E o tempo todo foi uma maratona de Lulinha para fugir ao tema Trump.

Peça 2 – A vulnerabilidade dos grupos de mídia

Essa escolha não precisa resultar de uma ordem direta para produzir efeitos alinhados aos interesses de Washington. O problema é mais estrutural: os grupos brasileiros de comunicação tornaram-se vulneráveis a instrumentos de pressão controlados pelo Estado norte-americano.

Essa vulnerabilidade passa pelas plataformas digitais, pela publicidade programática, por fornecedores de tecnologia, nuvem e inteligência artificial, por transações em dólar, por direitos esportivos e culturais, por relações com empresas multinacionais e pelo alcance extraterritorial da Justiça dos Estados Unidos. Uma empresa de comunicação brasileira pode ter suas operações no país, mas depende de uma cadeia econômica e tecnológica submetida, em pontos decisivos, à jurisdição norte-americana.

O Departamento de Estado nem sequer precisa formular uma ameaça explícita. Uma reunião com executivos, uma audiência no Congresso dos Estados Unidos, uma carta de parlamentares, uma declaração de Marco Rubio, uma investigação da USTR ou uma consulta de compliance podem bastar para acionar departamentos jurídicos, anunciantes, bancos e plataformas.

O mecanismo moderno de pressão não se apresenta necessariamente como censura. Aparece como gestão de risco. O anunciante suspende a campanha. A plataforma altera a distribuição. O banco eleva as exigências. O fornecedor tecnológico revê o contrato. Cada decisão parece privada e isolada; o efeito combinado produz alinhamento político sem que seja necessário deixar uma ordem escrita.

Os grandes grupos de mídia conhecem esse risco. Conhecem também o alcance da legislação norte-americana e o poder de investigações abertas em Nova York ou Washington. No julgamento do escândalo da Fifa, por exemplo, o delator Alejandro Burzaco afirmou sob juramento que Globo, Televisa e Torneos teriam participado de um pagamento de US$ 15 milhões a Julio Grondona relacionado a direitos de transmissão. A Globo negou irregularidades. Independentemente do desfecho, o episódio expôs como negócios globais de mídia podem cair sob a jurisdição e a capacidade de pressão dos Estados Unidos.

É nesse quadro que deve ser lida a cobertura eleitoral. Não é preciso afirmar, sem prova, que o Departamento de Estado determinou a pauta do Jornal Nacional. A questão relevante é outra: até que ponto empresas estruturalmente vulneráveis a Washington conseguem sustentar uma cobertura independente quando a eleição brasileira opõe autonomia nacional e alinhamento automático aos Estados Unidos?

Peça 3 – O laboratório Cambridge Analytica

O terceiro elemento é o placar eleitoral. Uma vitória ampla, nas eleições, dificulta a contestação e reduz o espaço para operações de desestabilização. Uma eleição decidida por margem estreita, ao contrário, é o ambiente ideal para a guerra híbrida.

O Brexit mostrou a potência dessa combinação. O referendo britânico foi decidido por 51,9% a 48,1%. Em disputas assim, não é necessário convencer a maioria da sociedade. Basta identificar pequenos segmentos decisivos, descobrir seus medos e entregar a cada grupo a mensagem mais eficiente para mobilizá-lo, desanimá-lo ou afastá-lo das urnas.

Foi esse o salto representado pelo ecossistema da SCL e da Cambridge Analytica. A SCL vinha de uma tradição de operações psicológicas e comunicação estratégica. A SCL Elections foi constituída em 2012; a marca Cambridge Analytica, voltada ao mercado político norte-americano, surgiu em 2013. O bilionário Robert Mercer investiu cerca de US$ 15 milhões na estrutura, que teve Alexander Nix como executivo e Steve Bannon como dirigente e estrategista.

No livro “A Conspiração Lava Jato” descrevo em detalhes essas operações.[aqui]

A base técnica combinava mineração de dados, psicometria e micro direcionamento. O aplicativo thisisyourdigitallife, de Aleksandr Kogan, foi usado para recolher informações de aproximadamente 270 mil usuários do Facebook e, pelas regras então vigentes da plataforma, alcançar dados de dezenas de milhões de contatos — número posteriormente estimado em até 87 milhões de perfis. O modelo OCEAN procurava inferir traços de personalidade e adaptar a propaganda às vulnerabilidades de cada eleitor.

No Brexit, a extensão exata do trabalho direto da Cambridge Analytica permanece controvertida. Mas o referendo revelou técnicas associadas ao mesmo ecossistema: uso intensivo de dados, anúncios obscuros visíveis apenas ao público-alvo, mensagens diferentes e até contraditórias para grupos distintos, exploração de ressentimentos locais e teste permanente de narrativas. A AggregateIQ, empresa canadense ligada ao universo tecnológico da SCL, trabalhou para a campanha oficial do Vote Leave.

Depois veio a eleição de Donald Trump. A Cambridge Analytica, que antes atendera Ben Carson e Ted Cruz, passou a trabalhar para a campanha republicana vencedora. O escândalo posterior mostrou que a nova propaganda política não buscava apenas persuadir pelo debate público. Procurava conhecer individualmente o eleitor, atingir seus impulsos privados e produzir comportamentos sem que a sociedade enxergasse a campanha como um todo.

Esse é o risco brasileiro. Em uma eleição apertada, uma operação de influência precisa deslocar apenas uma pequena parcela do eleitorado. Pode fazê-lo por meio de vazamentos seletivos, falsos escândalos, vídeos produzidos por inteligência artificial, redes de bots, segmentação de mensagens, campanhas de desânimo e questionamento preventivo das urnas.

O objetivo pode ir além de eleger um candidato. Se o resultado for desfavorável, a mesma máquina servirá para negar legitimidade ao vencedor, estimular mobilizações, pressionar as Forças Armadas, atacar o Supremo e criar uma sensação de ingovernabilidade. A guerra híbrida trabalha antes, durante e depois da votação.

Por isso, o enquadramento do Jornal Nacional não é apenas um episódio de parcialidade jornalística. Ele ajuda a construir o terreno psicológico em que uma operação mais ampla pode prosperar: equivalência moral entre candidaturas desiguais, retirada da soberania do centro do debate e preparação de uma disputa apertada, carregada de suspeitas e ressentimentos.

O Brexit ensinou que poucos pontos percentuais podem mudar o destino de um país por décadas. Cambridge Analytica ensinou que esses pontos podem ser perseguidos eleitor por eleitor, medo por medo, ressentimento por ressentimento.

O Brasil precisa aprender a lição antes da votação. A defesa da democracia não começa na urna. Começa na disputa pela informação, na transparência dos algoritmos, na proteção dos dados, na independência da imprensa e na capacidade de discutir, sem distrações fabricadas, o tema decisivo: quem decide o futuro do Brasil?

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Lula ante a velha tendenciosa e historicamente golpista Rede Globo...

 

Do Brasil de Fato, reproduzido também no ICL Notícias:

Lula diz que ‘se sentiu no MP’ em sabatina e cobra desculpas da imprensa pela Lava Jato

Questionado sobre apurações sobre filho e ex-chefe de gabinete, petista defende investigações e presunção de inocência



Por Brasil de Fato

Em sabatina realizada pela TV Globo nesta quinta-feira (27), o presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a brincar que estava se sentindo “no Ministério Público”, pelas perguntas focadas exclusivamente em investigações da Polícia Federal e sem questionamento sobre propostas para um próximo governo.

A entrevista foi conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, que focaram praticamente metade da conversa em questões sobre as investigações contra o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, além do escândalo do INSS e apurações sobre o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, suspeito de envolvimento com uma lobista.

Lula foi direto em lembrar que foi vítima de um dos maiores casos de perseguição jurídica, na Operação Lava Jato, na qual teve o processo e a condenação anulados. “Eu conheço isso muito bem porque eu já vivi. Eu fui vítima da Lava Jato, a maior mentira que contaram nesse país para me afastar da eleição. Eu fiquei 580 dias preso para provar que o [ex-juiz Sérgio] Moro estava mentindo”, destacou Lula.

“Eu coloquei minha cara. Eu poderia ter saído do Brasil. Queria provar que o Moro é mentiroso, Dallagnol é mentiroso. E a imprensa comprou essa mentira. A imprensa nunca me pediu desculpa por ter criado um monstro chamado Moro”, afirmou Lula, cobrando responsabilidade da própria TV Globo no caso, destacando a divulgação do PowerPoint que o acusava de ser o líder de uma organização criminosa. Diante do questionamento, os jornalistas fizeram um tímido “mea culpa”, com Tralli dizendo que a emissora “se retratou”.

Questionado sobre as apurações contra Fábio Luís, investigado em três inquéritos abertos pela Polícia Federal (PF) neste ano, que apuram um suposto tráfico de influência em favor de empresas interessadas em obter contratos com o governo federal, Lula reforçou que seu filho deve provar que é inocente, mas que é preciso garantir o andamento da investigação e a presunção de inocência.

Lula, durante sabatina na Globo

Lula também reforçou que jamais usará o cargo para beneficiar o filho, “como outros fizeram”, em referência à fala do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2020, que disse que trocaria agentes de segurança para proteger sua família.

“Não tem nenhuma acusação, tem ilações tiradas de telefonemas. Eu conheço isso muito bem porque já vivi. Eu não sou do Ministério Público, não sou da polícia, eu sou presidente. Eu não vou afastar delegado como outros fizeram. Ele [Fábio] sabe o que eu passei, o que a Marisa [Letícia] passou com a Lava Jato. Ele tem obrigação de não ter feito nada errado; ele tem que provar a inocência dele. Não vou fazer um milímetro de movimento para proteger meu filho. Esse é o comportamento do presidente da República”, afirmou Lula.

“O fato de ter pego conversas no telefone não justifica absolutamente nada. Não existe nenhum centavo desviado. Não existe nenhuma prova de conversa com ministro”, completou Lula, reforçando que todas as acusações divulgadas sobre o filho são oriundas de vazamentos das investigações.

Lula também admitiu que as investigações contra o ex-chefe de gabinete levantam suspeitas, mas que não há nenhuma comprovação de que a lobista conseguiu qualquer coisa que queria. “Não é adequado, é totalmente errado. E o Marcola sabe que isso não é papel de chefe de gabinete. Qual é o papel de um chefe de gabinete? Se uma pessoa pede audiência, o papel dele é encaminhar para o ministério. A questão é: ela conseguiu o que ela queria? Ele conseguiu algum dinheiro público? Porque aí é que existe o crime”, afirmou.

Lula também foi questionado sobre a apuração do escândalo dos descontos irregulares nas aposentadorias e pensões do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e ressaltou que seu governo desbaratou um esquema iniciado em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, e que os órgãos públicos tiveram total liberdade para investigar.

“Já devolvemos R$ 3 bilhões aos aposentados que foram roubados. E isso vai ser ressarcido pelos bens que tiramos da quadrilha, que foi criada em 2019. O dado concreto é que a quadrilha foi montada em 2019, nós investigamos e desbaratamos a quadrilha. Polícia Federal, CGU e AGU tiveram total liberdade para investigar”, afirmou.

Educação em São Paulo e no Ceará

Ao falar de educação, Lula exaltou a ampliação das universidades, e aproveitou para cutucar o governador Tarcísio de Freitas com o Ceará, governado por Elmano de Freitas, do PT.

“Em um estado como o Ceará, a molecada é mais evoluída que em São Paulo. A educação básica é administrada pelo [governo] do estado. O governo tem o Fundeb, que ajuda os estados, mas cada estado age de um jeito. O Ceará e o Piauí são dois estados pobres que têm o melhor nível de educação de todos. Você sabia que 40% dos alunos que passam no vestibular do ITA, em São José dos Campos (SP), são cearenses? Por isso eu levei o ITA para Fortaleza.”

Ao ser perguntado sobre a fila de 1,3 milhão de pessoas à espera de benefícios do INSS, Lula disse que vai anunciar o fim da fila do INSS na semana que vem em evento no Palácio do Planalto. “Eu, na semana que vem, vou anunciar que a fila zerou. A espera de 45 dias vai estar apenas em 200 mil pessoas, que é o normal”, disse, aproveitando para acusar o governo Bolsonaro pela lentidão no atendimento.

“Eles desmontaram, desmontaram o Brasil, desmontaram a Presidência. Nós chegamos a 3 milhões de pessoas na fila. E. nós vamos entregar agora a fila, terminada na Previdência Social”.

Sobre a dívida pública, que chega a R$ 10 trilhões. A jornalista Renata Vasconcelos enfatizou o aumento de 10 pontos percentuais no atual governo, atingindo 82% do Produto Interno Bruto (PIB). “Nunca tive problema fiscal nesse país. Você acha que o Brasil está com problema de dívida pública? Porque nós chegamos a 80%. Sabe por quê? Porque nós temos há mais de dez anos sem crescer. Você sabe quando o PIB voltou a crescer acima de 2%, Renata? Quando eu voltei à Presidência da República”, disse Lula, lembrando que a dívida pública dos Estados Unidos é de 120% do PIB, perfazendo US$ 40 trilhões.

Ainda em relação à economia, Lula foi categórico ao negar a privatização dos Correios: “Não considero vender os Correios. Considerar recuperar”.

“Desde 1985, os Correios vivem em crise e aparece alguém que quer privatizar. O Correio é uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios brasileiros”, disse o candidato, afirmando que colocou uma nova administração para resolver o déficit e modernizar a estatal.

“A gente está com uma nova administração no Correio, que está com a responsabilidade de fazer o enxugamento que for necessário nas contas do Correio. Se for necessário fazer associação com empresa, nós faremos com empresa bandeira ou com empresa estrangeira, porque a gente quer um correio prestando serviços junto com qualquer outra empresa.”

Em determinado momento, Lula aproveitou para defender uma regulação dos minerais críticos e terras raras. “Nós, depois da China, possivelmente, sejamos o país que tenha mais minerais críticos e terras raras, e você percebe que está sendo vendido enquanto a gente não faz a regulação.”

Na última pergunta, Lula falou sobre segurança pública, lembrando que ele está discutindo no Congresso Nacional, e destacou a reunião que teve com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para votar a Proposta de Emenda Constitucional da PEC da segurança pública.

“Porque, na hora que for aprovar PEC da Segurança Pública, eu crio o Ministério da Segurança Pública, porque primeiro eu quero estabelecer qual é a participação de cada ente federado da segurança pública. Qual vai ser o papel da união. Qual vai ser o papel do estado. Qual vai ser o papel do município”, disse o candidato, aproveitando para criticar o seu adversário, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por se recusarem a fazer um acordo.

Nos minutos finais, Lula aproveitou para voltar a falar de educação, lembrando que, quando cheguou à presidência, o país tinha cinco milhões de trabalhadores com diploma universitário e hoje são 25 milhões. “E eu quero chegar a 50 milhões, porque eu quero que o Brasil seja exportador de inteligência e de conhecimento. Eu não quero que o Brasil continue exportando minerais e minério de ferro, soja e milho”.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Mais uma vez demonstrando a quem obedece por financiá-la (as elites, os bancos e os especuladores estrangeiros e os da Faria Lima), a dita "grande mídia", ou imprensa hereditária brasileira dos Marinhos, Frias, etc., quer eleger Flávio Bolsonaro, como mostra Luis Nassif em seu artigo

 

Do Jornal GGN:


A imprensa quer eleger Flávio Bolsonaro, por Luís Nassif

O país ainda paga preço da eleição de Jair Bolsonaro. O mercado financeiro foi tomado pelo crime organizado, lavagem de dinheiro e sonegação.


    Cemitério de Tarumã - Manaus - Durante a pandemia - Reprodução Youtube

Vamos ser claros.

Há dois projetos de país em curso: um democrático e outro capaz de destruir qualquer veleidade de construção de uma Nação minimamente civilizada.

Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro criaria o seguinte cenário:

  • Subordinação total aos Estados Unidos, na condição de colônia.

Significaria abrir mão de qualquer propósito de industrialização, de avanço tecnológico e de políticas de inclusão. A lógica colonial é a extração de riquezas e de matérias-primas (terras raras, alimentos sem processamento, minérios) para processamento nos Estados Unidos.

Significa fechar definitivamente o mercado de trabalho para os filhos da classe média, com a extinção de postos na engenharia, na indústria e no comércio e destruir as políticas de inclusão dos filhos das classes pobres. Diplomas e cursos universitários não garantirão mais empregos de qualidade.

  • Campo aberto para o crime organizado.

O país paga até hoje o preço da eleição de Jair Bolsonaro. O mercado financeiro foi tomado pelo crime organizado, pela lavagem de dinheiro e pela sonegação. Não se trata de previsão, mas de fatos concretos. Organizações barra-pesadas assumiram o controle do Congresso. E a falta de limites chegou até o Ministro indicado por Bolsonaro para a Suprema Corte.

A família Bolsonaro está intimamente ligada ao crime organizado, seja à milícia do Rio das Pedras, seja às organizações criminosas que ganharam musculatura nos últimos anos. O caso Cláudio Castro é explícito.

O papel da mídia

O segundo ponto a se analisar é o papel da mídia. Nenhum jornalista, repórter, editor, diretor ou dono de grupo de comunicação tem a menor dúvida de que a equiparação do caso Fábio Luís ao de Flávio Bolsonaro é um embuste ciclópico. Pior: se ajudar na eleição de Flávio, se perpetuará através dos tempos, não poupando diretores de redação, colunistas e editores que se lambuzaram com essa tese.

A hecatombe, de ume eventual eleição de Flávio, será atribuída não apenas aos que sujarem as canetas e teclados com essa manobra, mas àqueles que, antes disso, ajudaram a alimentar o ovo da serpente, da Operação Lava Jato.

Pessoal, não é pouca coisa. Se vocês forem bem-sucedidos nessa manobra de colocar uma organização criminosa no comando do país, responderão não apenas perante a opinião pública, mas perante seus filhos e familiares, que pagarão a conta.

Alguns se safarão indo estudar ou buscar empregos melhor qualificados no exterior. Mas a grande maioria pagará a conta dessa enorme irresponsabilidade de burlar a opinião pública em favor de um miliciano.

Há muitos defeitos a se apontar em Lula, embora grande parte de sua inação se deva à falta de condições políticas, num modelo destroçado pela Lava Jato e pelas redes sociais. Mas ele representa o campo democrático — assim como Fernando Henrique representava, bem como Mário Covas, Franco Montoro, Ulysses Guimarães e Tancredo Neves.

Apoiando Flávio Bolsonaro com essa manobra, vocês estarão jogando no lixo quarenta e cinco anos de luta democrática e de tentativa hercúlea de erguer um país dos escombros de uma sociedade civil destroçada pela ditadura e por séculos de uma República mal formada.

Estamos prestes a ingressar na mais decisiva luta política da história, aquela que marcará o destino do país, como nação autônoma ou como uma possessão dos Estados Unidos, um Porto Rico com mais riquezas minerais.

O mundo atravessa uma mudança estrutural e colocou o Brasil em uma encruzilhada definitiva: a democracia ou a barbárie.

Às vezes minhas filhas indagam quando pretendo parar. Dá um cansaço, um desânimo. Mundo e Brasil enfrentam um momento de ruptura. As novas tecnologias, a desconstrução das sociedades por uma financeirização feroz e, agora, pela extração de riqueza pelas plataformas, trazem uma enorme incógnita pela frente.

Algumas vezes penso que é hora de parar, de largar a luta, preparar o livro de memórias, aproveitar os anos que me restam. 

Aí, me lembro da música de Celso Viáfora, e, a exemplo de Charles Laughton em “Testemunha de acusação”, ligo o computador e volto à luta. 


Pois quando tava me arrumando
Pra ir
Bati com os olhos no luar
E a lua foi bater no mar
E eu fui que fui ficando…:”

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

UOL: PF terá acesso total a provas ligadas a 'Dark Horse' após decisão de Flávio Dino | Daniela Lima

 

Do UOL:

No pedido para obter materiais apreendidos em junho pela Polícia Civil de São Paulo em sete mandados de busca e apreensão relacionados à produtora de Dark Horse, a Polícia Federal fez uma solicitação específica ao ministro Flávio Dino, do Supremo, relator da 'perna' das investigações que apura a destinação supostamente ilegal de emendas parlamentares no projeto. A colunista Daniela Lima apurou o assunto em sua coluna no UOL.



FLÁVIO BOLSONARO CULPA A GLOBO E JORNALISTAS PARTEM PRA CIMA!

 Do Canal TV Afiada, com trechos da Globo News:

Flávio Bolsonaro joga a culpa na Globo, mas jornalistas reagem e partem pra cima! O clima esquenta e a troca de acusações pega fogo. Assista!