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sábado, 24 de dezembro de 2016

Sugestão para um filme reflexivo: HyperNormalisation de Adam Curtis


|Obs.: É possível assistir partes deste filme-documentário legendado no Youtube. Mais abaixo apresentamos algumas destas partes (C.A.F. Guimarães)|

O filme trata da manipulação de narrativas por corporações e governos que acaba criando um mundo falso e simplificado para nos manipular. Em 165 minutos, o documentarista britânico Adam Curtis (autor de “The Century of the Self” e “The Power of Nightmares”) traça um ambicioso panorama de 40 anos da geopolítica mundial, dissecando a ambiguidade construtiva de Henry Kissinger, o uso político do Coronel Gaddafi pelas potências ocidentais, o esquema teatral que mantém Putin no poder e também a utopia libertária da internet, mas principalmente concentra-se em dois eixos, hoje na ordem do dia: o clã dos Assad na Síria, central para entender a crise do Oriente Médio e seus reflexos planetários, e a ascensão de Donald Trump, da direita e do controle do mercado financeiro sobre a política econômica. – J.P. Cuenca - The Intercept


Hipernormalização, parte 1; |Governos e Bancos



Hipernormalização, parte 2: Cyberspaço de terror

sexta-feira, 6 de março de 2015

Jornal Valor Econômico desmente Aécio, Estadão, a Folha e a Globo

 Aécio Neves (que, de acordo com o doleiro Youssef, teria recebido propinas do caso Furnas), seus aliados e parte da mídia (Globo, Estadão e Folha) afirmaram que a Presidente Dilma teria sido citada nas fontes da Operação Lava-Jato e que o Procurador Geral, Rodrigo Janot, teria pedido o arquivamento da investigação referente à Presidente (e a Aécio). Mas, embora o nome de Aécio tenha sido realmente citado (clique aqui para conferir) e Janot tenha pedido o arquivamento das investigações contra o senador tucano, é outra coisa o que o falam as fontes, segundo artigo extraído do site do jornal Valor Econômico (veja, também, sobre o caso, a análise do site Pragmatismo Político), quanto à Presidente reeleita:


Não há pedido de investigação contra Dilma na Lava-Jato, dizem fontes

por Julião Basile | Valor


BRASÍLIA  -  A presidente Dilma Rousseff não está na lista das 54 pessoas a serem investigadas na Operação Lava-Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nem nos sete pedidos de arquivamento encaminhados ao relator do caso, ministro Teori Zavascki. Segundo fontes que tiveram acesso à lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Dilma não será investigada e tampouco foi pedido arquivamento quanto a ela.

O fato de Dilma estar fora da lista não significa que a Procuradoria não possa remeter investigações sobre ela no futuro ao STF. Isso vai depender do andamento das apurações da Lava-Jato pela força-tarefa do Ministério Público Federal, em Curitiba, e do envio de eventuais informações sobre Dilma à Procuradoria-Geral, em Brasília.

Por ser presidente, Dilma tem direito a foro privilegiado e só pode ser processada judicialmente no STF.

As menções sobre Dilma referem-se ao período em que ela ocupou a Presidência do Conselho de Administração da Petrobras, entre 2003 e março de 2010, quando saiu para concorrer à Presidência da República. Caso seja constatada qualquer informação relevante de que ela teve conhecimento de irregularidades na estatal nesse período, Dilma seria processada por crime de responsabilidade.
Mas a Constituição determina, no artigo 86, que apenas o Senado pode processar a presidente por eventual crime de responsabilidade. O STF é foro para processar a presidente da República por infrações penais comuns, o que não é o caso. O parágrafo quarto do artigo 86 ressalta que a presidente, no exercício de seu mandato, não pode ser responsabilizada por atos estranhos ao exercício de suas funções.

A lista de Janot deve ser conhecida depois que Zavascki assinar os despachos a respeito as 54 pessoas investigadas e dos sete casos em que foi pedido arquivamento. A expectativa é a de que o STF divulgue a lista nesta sexta-feira.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Florestar Fernandes Jr. e o desabafo de um jornalista frente a uma mídia tendenciosa controlada por uma elite sórdida

 Extraído do blog Luis Nassif Online:

O desabafo de um jornalista de televisão, por Florestan Fernandes Jr

 

 

Apenas um desabafo de um jornalista de televisão

"Vai ser rápido, três takes", foi o que disse Santiago ao sair da redação. A expressão banal usada com frequência por repórteres e cinegrafistas quando têm a tarefa de gravar um assunto que não demanda muito tempo, agora merece uma longa e demorada reflexão.

Morreu um companheiro de trabalho, jornalista de frente, da cobertura pesada das ruas, vielas e palácios suntuosos do país. Morreu um repórter do cotidiano, que colocava sua vida em risco quase que diariamente na nobre tarefa de informar. Com suas imagens ajudou a aumentar a audiência de telejornais. Certamente nunca teve o reconhecimento financeiro de seu importante trabalho. Como todos os colegas de profissão, tinha um salário miserável pelo risco que corria.

Mas isso não é mais importante. Ele já está morto. Morreu registrando as cenas de barbárie de um país que, pela primeira vez, se olha no espelho e vê refletido um rosto marcado pelas cicatrizes de centenas de anos de abandono e descaso. De um país de poucos, de uma justiça para poucos, de terras nas mãos de poucos, da educação para poucos, de riqueza para poucos. Um país de uma elite arrogante, perversa e preconceituosa, que por séculos controla a política em todos os níveis; estadual, municipal e federal.

Nós jornalistas, sim, estamos de luto. A família de Santiago Andrade está de luto. A sociedade brasileira mais uma vez está de luto. Não nossos patrões que fazem do jornalismo um espetáculo dos horrores. Que colocam na frente das câmaras âncoras despreparados e irresponsáveis que vomitam seus preconceitos e ódios. Jornalismo de baixo nível que usa e abusa do sensacionalismo para garantir audiência. De "âncoras" desafiando o bom senso todos os dias com um pensamento esquizofrênico e preconceituoso. Um jornalismo travestido de notícia que manipula dados, denúncias e, em vez de levar conhecimento, cultura e educação, faz da noticia um controle de mentes.

São os Black bloc da comunicação. Ajudaram e continuam ajudando a destruir os valores mais importantes da cidadania e de justiça social. Tudo cinicamente justificado pela liberdade de expressão. Tudo para manter o status quo de uma elite atrasada e mesquinha que realmente não quer abrir mão de seus privilégios.