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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

A prisão não destruiu Lula, mas a realidade desmanchou o falso mito Bolsonaro, por Fábio de Oliveira Ribeiro



Os portugueses abandonaram o austericídio e Portugal voltou a crescer. Esse exemplo poderia ser adotado pelo governo brasileiro se a irracionalidade não pautasse de maneira tão evidente a familícia.

A prisão não destruiu Lula, a realidade desmanchou o mito Bolsonaro

por Fábio de Oliveira Ribeiro

Com o dólar fixado em R$ 4,20 e os investidores fugindo do nosso país, Sérgio Moro voltou a público para desviar a atenção do “respeitável público”. O Ministro da Justiça cumpre assim seu papel de levantar a bola para o presidente fazer o gol. Acuado e sem condições de resolver a crise econômica que ele mesmo amplificou ao adotar medidas neoliberais, Jair Bolsonaro já pode começar a dizer que o fracasso da economia se deve à libertação de Lula.
Pode o STF ser considerado culpado pelo fracasso do governo? A resposta é não.
Quem escolheu o caminho do neoliberalismo foi o próprio Jair Bolsonaro. O resultado aí está: o mercado interno está sendo programaticamente destruído através de medidas que reduzem o poder de compra dos trabalhadores e dos aposentados e pensionistas. Sem consumidores as empresas continuam reduzindo suas atividades ou falindo. Isso acarreta mais desemprego e queda da arrecadação fiscal que levará inevitavelmente ao aumento do endividamento estatal e à adoção de novas medidas para reduzir as despesas públicas.
Esse círculo vicioso somente seria rompido com uma injeção de dinheiro na economia real. Os Bancos contabilizaram lucros fantásticos e poderiam fazer isso. O problema é que nenhum empresário tomará empréstimos a juros escorchantes para investir sabendo que produzirá produtos e serviços que não serão consumidos. O Estado paralisou obras públicas, encerrou o programa de construção de casas populares e se recusa a agir de maneira proativa. A lógica do neoliberalismo faz o resto: a adoção de medidas de austeridade produz apenas mais austeridade.
Os portugueses abandonaram o austericídio e Portugal voltou a crescer. Esse exemplo poderia ser adotado pelo governo brasileiro se a irracionalidade não pautasse de maneira tão evidente a familícia. Bolsonaro e seus filhos odeiam qualquer coisa que eles acreditem ser “o comunismo”. Uma política macroeconômica desenvolvimentista inspirada no keynesianismo seria por eles automaticamente descartada em razão de ser comunista. E para piorar, o presidente sente orgulho de dizer que não entende nada de economia. Ele se colocou totalmente à mercê de um banqueiro psicopata capaz de destruir o país para impor sua estranha versão de economia financeirizada que deprime a indústria e o comércio destruindo o mercado interno do qual eles dependem.
Enredado pela campanha antipetista da imprensa e conduzido para a urna como se fosse gado pelas Fake News espalhadas massivamente pela familícia, a maioria dos brasileiros foi enganada. Acreditando no atalho proposto pelo mito, dezenas de milhões de cidadãos ajudaram a tirar o Brasil do bom caminho que vinha sendo trilhado. A popularidade de Bolsonaro despencou, mas nada vai fazê-lo observar o sucesso de Portugal e abandonar os erros que ele está cometendo. Aplica-se aqui uma lição conhecida por Maquiavel:
“As palavras de um homem sábio podem facilmente fazer retornar ao bom caminho um povo perdido, entregue à desordem; contudo, nenhuma voz ousa elevar-se para esclarecer um príncipe mau; para ele só existe um remédio – a espada.” (Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio, editora UnB, Brasília, 3ª edição, 1994, p. 182)
O governo acabou. Com o dólar a R4 4,20 e os investidores fugindo do Brasil sire Jair Bolsonaro só pode escolher entre se jogar numa espada ou se arrastar até o fim do mandato. Mas a verdade é que o estrago está feito e se tornará irreversível assim que o governo desperdiçar as reservas internacionais acumuladas durante os governos do PT. O fato é que o mito finalmente esbarrou e desmanchou na realidade. A familícia e seu Ministro da Justiça não podem culpar o STF e Lula pelas escolhas que Jair Bolsonaro fez, mas isso não será capaz de salvar o país da depressão econômica que colocará nas ruas um povo desempregado, desesperado e esfomeado.
O desespero também está dominando a direita que ajudou a eleger Bolsonaro. Hoje o Estadão pediu a cabeça do Ministro da Educação. Se degolar Abraham Weintraub o presidente admitirá publicamente sua fraqueza. Se não fizer isso e dar ao Estadão o mesmo tratamento que deu à Folha ele ganhará mais um inimigo. Lula e o STF serão considerados culpados por que Weintraub adora ser grosseiro quando usa o Twitter?

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Que mulher forte e digna tínhamos na presidência! Por isso mesmo foi derrubada por uma quadrilha da pior espécie




"Dilma demitiu Geddel da Caixa Econômica, demitiu Paulo Roberto Costa da Petrobras, negou apoio a Cunha, contrariou Aécio em Furnas ... Dilma não deu os 70% de aumento que o STF exigia. Dilma não aceitou aumentar as verbas de publicidade, quase levando a Globo à falência e não aceitou comprometer as contas públicas comprando apoio parlamentar para se manter no governo", desabafa Rosângela Paula de Lima, em seu Facebook; "Dilma foi traída por Temer e foi impedida de governar por causa do ódio dessa quadrilha que sempre assaltou nosso país"

Por Rosângela Paula de Lima, em seu Facebook e do 247
Dilma demitiu Geddel da Caixa Econômica, demitiu Paulo Roberto Costa da Petrobras, negou apoio a Cunha, contrariou Aécio em Furnas ... Dilma não deu os 70% de aumento que o STF exigia. Dilma não aceitou aumentar as verbas de publicidade, quase levando a Globo à falência e não aceitou comprometer as contas públicas comprando apoio parlamentar para se manter no governo.
Dilma foi traída por Temer e foi impedida de governar por causa do ódio dessa quadrilha que sempre assaltou nosso país.
Que porra de mulher forte e digna que tínhamos na presidência da nossa nação, heim brasileiros?
Trocamos um governo de primeiro mundo por "isso" que desfila diariamente nos jornais do planeta ... Não é à toa que estamos anestesiados!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Jornalistas Livres confirmam: Moro atropelou lei brasileira para ajudar EUA em investigação




Jornal GGNO portal Jornalistas Livres publicou nesta quarta (22), com exclusividade, reportagem que denota que o juiz Sergio Moro, que cuida da Lava Jato em Curitiba (PR), teria atropelado as leis brasileiras para ajudar os Estados Unidos numa investigação sobre evasão de divisas, em 2007.
 
De acordo com a reportagem, as autoridades estadunidenses atuaram com ajuda da Polícia Federal e conseguiram de Moro autorização para criar um CPF e uma conta bancária falsos para um agente infiltrado. Esse agente dos EUA teria provocado um brasileiro no exterior a enviar dinheiro para a conta falsa, numa operação ilegal. 
 
No ordenamento jurídico brasileiro, segundo o portal, não é permitido a figura de um agente provocador de crimes. Além disso, Moro não teria dado ciência ao Ministério da Justiça, nem ao Ministério Público Federal, do pedido feito pelas autoridades dos EUA.
 
Procurador pela assessoria de imprensa da Justiça Federal do Paraná, Moro ainda não se manifestou.
 
Por Gustavo Aranda
 
Do Jornalistas Livres
 
 
O Juiz Sérgio Moro determinou em 2007 a criação de RG e CPF falsos e a abertura de uma conta bancária secreta para uso de um agente policial norte-americano, em investigação conjunta com a Polícia Federal do Brasil. No decorrer da operação, um brasileiro investigado nos EUA chegou a fazer uma remessa ilegal de US$ 100 mil para a conta falsa aberta no Banco do Brasil, induzido pelo agente estrangeiro infiltrado.
 
Na manhã da última terça-feira (20), os Jornalistas Livres questionaram o juiz paranaense sobre o assunto, por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, que afirmou não ter tempo hábil para levantar as informações antes da publicação desta reportagem (leia mais abaixo).
 
Todas essas informações constam nos autos do processo nº. 2007.70.00.011914-0 – a que os Jornalistas Livres tiveram acesso – e que correu sob a fiscalização do Tribunal Regional Federal da 4ª Região até 2008, quando a competência da investigação foi transferida para a PF no Rio de Janeiro.
 
Especialistas em Direito Penal apontam ilegalidade na ação determinada pelo juiz paranaense, uma vez que a lei brasileira não permite que autoridades policiais provoquem ou incorram em crimes, mesmo que seja com o intuito de desvendar um ilícito maior. Além disso, Moro não buscou autorização ou mesmo deu conhecimento ao Ministério da Justiça da operação que julgava, conforme deveria ter feito, segundo a lei.
 
ENTENDA O CASO
Em março de 2007, a Polícia Federal no Paraná recebeu da Embaixada dos Estados Unidos um ofício informando que as autoridades do Estado da Geórgia estavam investigando um cidadão brasileiro pela prática de remessas ilícitas de dinheiro de lá para o Brasil. Na mesma correspondência, foi proposta uma investigação conjunta entre os países.
 
 
Dois meses depois, a PF solicitou uma “autorização judicial para ação controlada” junto à 2ª Vara Federal de Curitiba, então presidida pelo juiz Sérgio Moro, para realizar uma operação conjunta com autoridades policiais norte-americanas. O pedido era para que se criasse um CPF (Cadastro de Pessoa Física) falso e uma conta-corrente a ele vinculada no Brasil, a fim de que policiais norte-americanos induzissem um suspeito a remeter ilegalmente US$ 100 mil para o país. O objetivo da ação era rastrear os caminhos e as contas por onde passaria a quantia. A solicitação foi integralmente deferida pelo juiz Moro, que não deu ciência prévia ao Ministério Público Federal da operação que autorizava, como determina a lei:
 
 
“Defiro o requerido pela autoridade policial, autorizando a realização da operação conjunta disfarçada e de todos os atos necessários para a sua efetivação no Brasil, a fim de revelar inteiramente as contas para remeter informalmente dinheiro dos Estados Unidos para o Brasil. A autorização inclui, se for o caso e segundo o planejamento a ser traçado entre as autoridades policiais, a utilização de agentes ou pessoas disfarçadas também no Brasil, a abertura de contas correntes no Brasil em nome delas ou de identidades a serem criadas.”
 
 
No mesmo despacho, Moro determinou que não configuraria crime de falsidade ideológica a criação e o fornecimento de documentação falsa aos agentes estrangeiros: “Caso se culmine por abrir contas em nome de pessoas não existentes e para tanto por fornecer dados falsos a agentes bancários, que as autoridades policiais não incorrem na prática de crimes, inclusive de falso, pois, um, agem com autorização judicial e, dois, não agem com dolo de cometer crimes, mas com dolo de realizar o necessário para a operação disfarçada e, com isso, combater crimes.”
 
 
Depois disso, foram feitas outras quatro solicitações da PF ao juiz Moro, todas deferidas pelo magistrado sem consulta prévia à Procuradoria Federal. Atendendo aos pedidos, o juiz solicitou a criação do CPF falso para a Receita Federal:
 
“Ilmo. Sr. Secretário da Receita Federal,
 
 
A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos solicitar a criação de um CPF em nome da pessoa fictícia Carlos Augusto Geronasso, filho de Antonieta de Fátima Geronasso, residente à Rua Padre Antônio Simeão Neto, nº 1.704, bairro Cabral, em Curitiba/PR”.
 
Além disso, o magistrado solicitou a abertura de uma conta no Banco do Brasil, com a orientação de que os órgãos financeiros fiscalizadores não fossem informados de qualquer operação suspeita:
 
 
“Ilmo. Sr. Gerente, [do Banco do Brasil]. 
 
A fim de viabilizar investigação sigilosa em curso nesta Vara e realizada pela Polícia Federal, vimos determinar a abertura de conta corrente em nome de (identidade falsa).
 
(…) De forma semelhante, não deverá ser comunicada ao COAF ou ao Bacen qualquer operação suspeita envolvendo a referida conta”.
 
 
Criados o CPF e a conta bancária, as autoridades norte-americanas realizaram a operação. Dirigiram-se ao suspeito e, fingindo serem clientes, entregaram-lhe a quantia, solicitando que fosse ilegalmente transferida para a conta fictícia no Brasil.
 
Feita a transferência, o caminho do dinheiro enviado à conta falsa foi rastreado, chegando-se a uma empresa com sede no Rio de Janeiro. Sua quebra de sigilo foi prontamente solicitada e deferida. Como a empresa era de outro Estado, a investigação saiu da competência de Moro e do TRF-4, sendo transferida para o Rio.
 
 
 
LEI AMERICANA APLICADA NO BRASIL
 
A ação que Moro permitiu é prevista pela legislação norte-americana, trata-se da figura do agente provocador: o policial que instiga um suspeito a cometer um delito, a fim de elucidar ilícitos maiores praticados por quadrilhas ou bandos criminosos.
 
No caso em questão, o agente norte-americano, munido de uma conta falsa no Brasil, induziu o investigado nos EUA a cometer uma operação de câmbio irregular (envio de remessa de divisas ao Brasil sem pagamento dos devidos tributos).
 
Ocorre, porém, que o Direito brasileiro não permite que um agente do Estado promova a prática de um crime, mesmo que seja para elucidar outros maiores. A Súmula 145 do STF é taxativa sobre o assunto:
 
 
“Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação.”
 
Ou seja, quando aquele que tenta praticar um delito não tem a chance de se locupletar por seus atos, caindo apenas em uma armadilha da polícia, o crime não se consuma.
 
É o que explica o advogado criminalista André Lozano Andrade: o agente infiltrado não deve ser um agente provocador do crime, ou seja, não pode incentivar outros a cometer crimes. “Ao procurar uma pessoa para fazer o ingresso de dinheiro de forma irregular no Brasil, o agente está provocando um crime. É muito parecido com o que ocorre com o flagrante preparado (expressamente ilegal), em que agentes estatais preparam uma cena para induzir uma pessoa a cometer um crime e, assim, prendê-la. Quando isso é revelado, as provas obtidas nesse tipo de ação são anuladas, e o suspeito é solto”, expõe Lozano.
 
 
Já Isaac Newton Belota Sabbá Guimarães, promotor do Ministério Público de Santa Catarina e professor da Escola de Magistratura daquele Estado, explica que “a infiltração de agentes não os autoriza à prática delituosa, neste particular distinguindo-se perfeitamente da figura do agente provocador. O infiltrado, antes de induzir outrem à ação delituosa, ou tomar parte dela na condição de co-autor ou partícipe, limitar-se-á ao objetivo de colher informações sobre operações ilícitas”.
 
 
CONTESTAÇÃO JUDICIAL
A ação policial autorizada por Moro levou à prisão vários indivíduos no âmbito da Operação Sobrecarga. Uma das defesas, ao impetrar um pedido de habeas corpus junto à presidência do TRF-4, apontando ilicitude nas práticas investigatórias, argumentou que seu cliente havia sido preso com base em provas obtidas irregularmente, e atacou a utilização de normas e institutos dos Estados Unidos no âmbito do Direito brasileiro:
 
“Data venia, ao buscar fundamento jurisprudencial para amparar a medida em precedentes da Suprema Corte estadunidense, a d. Autoridade Coatora (Sérgio Moro) se olvidou de que aquela Corte está sujeita a um regime jurídico diametralmente oposto ao brasileiro.”
 
“Enquanto os EUA é regido por um sistema de direito consuetudinário (common law), o Brasil, como sabido, consagrou o direito positivado (civil law), no qual há uma Constituição Federal extremamente rígida no controle dos direitos individuais passíveis de violação no curso de uma investigação policial. Assim, a d. Autoridade Coatora deveria ter bebido em fonte caseira, qual seja, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e das demais Cortes do Poder Judiciário brasileiro.”
 
O habeas corpus impetrado, no entanto, não chegou a ser analisado pelo TRF-4. É que, logo depois, em 2008, a jurisdição do caso foi transferida para a Justiça Federal do Rio de Janeiro. Lá, toda a investigação foi arquivada, depois que o STF anulou as interceptações telefônicas em Acórdão do ministro Sebastião Rodrigues atendendo outro habeas corpus impetrado por Ilana Benjó em defesa de um dos réus no processo.
 
Processo arquivado, crimes impunes.
 
OUTRO LADO
 
Os Jornalistas Livres enviaram na manhã da última terça-feira à assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, onde atua o juiz Sérgio Moro, as seguintes questões a serem encaminhadas ao magistrado:
 
“Perguntas referentes ao processo nº. 2007.70.00.011914-0
 
 
– Qual a sustentação legal para a solicitação do juiz Sérgio Moro para que a Receita Federal criasse CPF e identidade falsa para um agente policial dos Estados Unidos abrir uma conta bancária no Brasil em nome de pessoa física inexistente?
 
– Por que o juiz Moro atendeu ao pleito citado acima, originário da Polícia Federal, sem submetê-lo, primeiramente, à apreciação do Ministério Público Federal, conforme determina o ordenamento em vigor no país?
 
– Por que o juiz Moro não levou ao conhecimento do Ministério da Justiça os procedimentos que autorizou, conforme também prevê a legislação vigente?”
 
A assessoria do órgão não chegou a submeter os questionamentos ao juiz. Disse, por e-mail, que não teria tempo hábil para buscar as informações em arquivos da Justiça:
 
 
“Esse processo foi baixado. Portanto, para que consiga informações sobre ele precisamos buscar a informação no arquivo.
 
Outra coisa, precisa ver o que realmente ocorreu e entender pq o processo foi desmembrado para o Rio de Janeiro. Não tenho um prazo definido pra conseguir levantar o processo. Também preciso entender como proceder para localizar o processo aqui. Infelizmente essa não é minha política, mas não consigo te dar um prazo para resposta neste momento. Fizemos pedidos para o juiz e para o TRF-4.
 
Sugiro que vc (sic) tente com a Justiça Federal do Rio de Janeiro também.
 
Espero que compreendas.
 
Assim que tiver alguma posição, te aviso.”

terça-feira, 13 de junho de 2017

ONU diz no The Guardian da Inglaterra, que o Brasil irá implementar o mais duro ataque aos pobres no mundo



Para quem duvidar abaixo, o Falando Verdades traduziu alguns trechos da matéria do The Guardian, cujo original em inglês está indicado mais abaixo:

Brazil is poised to implement the most socially regressive austerity package in the world, a senior United Nations official has warned.
Despite violent street protests against budget cuts, President Michel Temer – who came to power after engineering the impeachment of his former running mate, Dilma Rousseff – is pushing through a 20-year social spending freeze that will be locked into the constitution.

No trecho acima o jornal diz que um representante da ONU fala que o pacote de austeridade que estão aplicando no Brasil é o mais duro pacote de medidas no mundo. Que gastos públicos serão congelados por 20 anos no país.
head of a final senate vote on the measures next Tuesday, the UN special rapporteur on extreme poverty and human rights, Philip Alston, took the unusual step of decrying the plan as an attack on the poor – and a violation of Brazil’s obligations under the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights.
“This is a radical measure, lacking in all nuance and compassion,” he said in a statement on Friday. “It is completely inappropriate to freeze only social expenditure and to tie the hands of all future governments for another two decades. If this amendment is adopted it will place Brazil in a socially retrogressive category all of its own.”
O jornal diz também que a proposta de congelamento de gastos é radical pois congela principalmente gas sociais e pode fazer o país mergulhar em uma crise e retrocessos sociais sem precedentes no Brasil.


Leia a matéria completa no The Guardian

sábado, 13 de maio de 2017

Aos "esclarecidos paneleiros e coxinhas" que dizem que o Brasil melhorou, é bom dar uma olhada ao que dizem os países do Primeiro Mundo: Jornal Alemão 'Deutsche Welle': Retrocessos e escândalos marcam primeiro ano de Governo Temer




A notícia publicada no jornal alemão, até com certo destaque, nunca  a imprensa  brasileira vai publicar. Uma página inteira contando o que nós sabemos. E agora, a midia internacional esta contando. Leia

Matéria publicada nesta sexta-feira (12) pelo Deutsche Welle analisa que há um ano, o presidente Michel Temer assumiu o cargo interinamente após o Senado ratificar o afastamento temporário de Dilma Rousseff.

A reportagem lembra que na cerimônia de posse, Temer falou em "pacificar a nação" e "unificar o Brasil" e enfatizou que era urgente formar um governo de "salvação nacional". Na ocasião, também aproveitou para anunciar os nomes de seus novos ministros. Ele também citou uma frase que viu em um outdoor: "Não fale em crise, trabalhe."

Welle acrescenta que nas horas seguintes, as reações aos nomes que iam comandar os ministérios já deram o tom de como o governo Temer seria encarado e analisado. Jornais, ONGs e observadores estrangeiros criticaram a falta de diversidade do gabinete, composto quase que exclusivamente por homens brancos. Pouco antes do anúncio, esperava-se que Temer conseguisse ter um período de lua de mel com a opinião pública. Ela nunca aconteceu.

Welle recorda que em duas semanas seria a vez de Temer perder um de seus "homens brancos", Romero Jucá, para um escândalo que envolveu gravações e a suspeita de que o novo governo tinha uma postura duvidosa em relação à Operação Lava Jato. Um ano depois, a popularidade de Temer – que já era baixa antes da posse –atinge impressionantes 4% de aprovação, segundo levantamento divulgado no final de abril. A mesma pesquisa mostrou que 92% acreditam que o país está no caminho errado. Ainda assim, o presidente redobrou sua aposta na indicação de nomes controversos para seu ministério, com a entrada de figuras como Osmar Serraglio, ligado à bancada ruralista, para a Justiça, e na proteção de ministros envolvidos nos escândalos revelados pela Lava Jato.

O diário alemão ressalta que no plano das reformas, o governo continuou a promover mudanças reprovadas pela população, como a trabalhista, já aprovada na Câmara, e a da Previdência, que ainda enfrenta dificuldades no Congresso. Segundo uma pesquisa divulgada nesta semana, apenas 20% dos brasileiros apoiam a reforma da Previdência. A Trabalhista só é bem vista por 19%.

Estado de exceção sob manto de normalidade democrática

Para observadores estrangeiros ouvidos pela DW, o desapreço à opinião pública tem sido a característica que resume o governo Temer. "Seus poucos apoiadores, principalmente o empresariado, encaram isso como uma vantagem, já que ele vai tentar passar essas reformas de qualquer jeito, mas isso só minou ainda mais a confiança dos brasileiros no sistema político", afirma Thomas Manz, diretor da Fundação Friedrich Ebert no Brasil, organização ligada ao Partido Social-Democrata alemão (SPD).

"Este aniversário [de Temer na previdência] marca o fim da Nova República brasileira, baseada na Constituição de 1988. É o primeiro governo que veio depois da redemocratização que não tem os avanços sociais como prioridade", considera Manz.

Para Gerhard Dilger, diretor da Fundação Rosa Luxemburgo no Brasil, ligada ao partido alemão A Esquerda, os 12 meses de governo Temer não devem ser analisados pela clássica fórmula erros x acertos.

"O governo Temer está implementando uma série de medidas neoliberais que atingem os brasileiros mais pobres. Infelizmente, trata-se de uma política deliberada, e não de um 'erro'", diz. Segundo ele, a questão principal continua sendo a falta de legitimidade do presidente. "O Brasil está vivendo uma espécie de estado de exceção sob um manto de normalidade democrática."

Segundo o cientista político suíço Rolf Rauschenbach, do Centro Latino-Americano da Universidade de St. Gallen, na Suíça, não se poderia mesmo esperar muito de Temer no governo.Temer tem muita pouca coisa para mostrar. Tem faltado criatividade, ousadia e ambição para implementar reformas políticas realmente necessárias."

Segundo Rauschenbach, é como se Temer não ligasse para o que vai acontecer depois de 2018. "Que tipo de país ele vai entregar? Seus aliados só promovem reformas que beneficiam a própria classe política. Não surgiu nada que vai garantir uma normalidade institucional depois das próximas eleições", considera.

Retrocessos e escândalos

Com a proximidade do aniversário de Temer no poder, algumas publicações brasileiras destacaram números de seu governo. A promessa de que uma nova administração seria capaz de tirar o país do atoleiro foi uma das razões para o sucesso do processo contra Dilma.

O país soma 14 milhões de desempregados, o que significa um índice de 13,7%. O crescimento do PIB não deve passar de 0,2% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).....

Para Kai Michael Kenkel, pesquisador associado do Instituto Alemão de Estudos Globais e Regionais (Giga), em Hamburgo, a forma como Temer lidou com a economia foi só "uma saída de curto prazo", que "não inclui toda a população".

"A meu ver, o maior erro do governo Temer foram os cortes efetivos no financiamento da Educação e da Saúde, e também o abandono de importantes programas de combate à desigualdade", aponta. "O Brasil não possui o tipo de mão de obra que navegará sem danos extensos a um processo de privatização e terceirização sem salvaguardas sociais. Temo também um retrocesso grave na situação das mulheres, dos indígenas, além de outros grupos socialmente marginalizados no país."

Sobre os escândalos que marcaram os últimos 12 meses do governo Temer, Kenkel, afirma que eles eram previsíveis. "Era tudo pré-programado, já que a principal motivação do impeachment  é a de liberar o caminho para a blindagem dos envolvidos com corrupção e o desmantelamento dos avanços sociais alcançados ao longo das últimas duas décadas", diz. "Os escândalos servem para enfraquecer ainda mais a confiança do brasileiro no senso de responsabilidade da classe política."

Ainda para o professor, o legado do governo Temer deve ser "um retrocesso marcante no âmbito social e uma vertiginosa perda de soft power do Brasil no cenário internacional".

Sobre algum eventual acerto acerto do governo Temer, Kenkel afirma que ainda está "à espera de algum no âmbito da política social". "Fora isso, em termos dos maiores acertos, o creme de avelã Nutella foi uma excelente escolha para o cardápio do avião presidencial", ironizou, citando a licitação nababesca para a compra de alimentos, lançada pela presidência no final de dezembro, criticada por acontecer ao mesmo tempo que o presidente exige sacrifícios da população. Na lista, o governo indicou que queria comprar 42 quilos do produto.

> > Deutsche Welle

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Luis Nassif, em vídeo, faz a análise da Farsa conjunta da Lava Jato e mídia contra Lula



Do Canal TV GGN:

Estão conseguindo criar um herói, é impressionante a falta de visão estratégica dos coordenadores da Lava Jato, incluindo juízes e procuradores. O dia 10 de maio poderá ser marcado pelo renascimento do mito Lula.

O ex-presidente chegou em Curitiba, recebido por uma multidão de pessoas, apaixonadas, montando uma cena consagradora nas ruas da cidade.

Em contraposição, no depoimento, o que se viu foi a verdadeira dimensão dos juízes e procuradores. De um lado, uma pessoa que se tornou, durante um certo período de tempo, o estatista mais festejado do mundo, por incluir milhões de pessoas na linha do consumo, sendo comparado a vários heróis pacifistas. E, de repente, por conta da perseguição política, perde a mulher, Marisa Letícia, por complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral, visivelmente abatida pelas pressões que vinha sofrendo nos últimos anos

O quadro é de uma pessoa - Lula - que saiu consagrada do governo, sendo criminalizada durante os últimos dois anos e meio, sem uma única prova das acusações as quais foi submetida.

A Lava Jato entra, portanto, na mesma armadilha do PSDB: a mídia dá o endosso a uma denúncia, conferindo um poder muito grande de início, mas a falta de inteligência estratégica, tanto dos partidos que fizeram oposição aos governos petistas, quanto da Lava Jato, os levaram a seguir na onda da mídia, e a única coisa que a imprensa sabe fazer é destruir adversários.

Em nenhum momento da história a mídia foi capaz de construir a reputação de pessoas de peso. O papel da mídia é, meramente, destrutivo. Exemplo é o PSDB, que até anos 1990, tinha formuladores, pessoas que tentaram pensar linhas desenvolvimentistas para o país, que ficou à reboque por se aliar as estratégias da imprensa.

A Lava Jato segue o mesmo caminho, tendo em vista a imaturidade, já apresentada por representantes da operação, achando que tinham ganhado uma dimensão pública como salvadores da pátria. Na verdade, viraram somente mais personagens da mídia.

Essa é a elite do Ministério Público? Obviamente que não. O depoimento de Lula mostra que são personagens de dimensão menor, que jogaram perguntas genéricas, como pegadinhas, sem trazer nenhuma comprovação de que, como agentes da Lava Jato, tivessem material tangível para encurralar o ex-presidente.

Lula saí do depoimento desse dia 10 de maio como herói nacional, o primeiro operário que chega ao poder, que fez um conjunto de inclusões sociais inéditas na história, e em termos globais, mas que se meteu no jogo político para garantir a governabilidade com as mesmas armas dos adversários e, por isso, acabou se enrolando e, fora do poder, é vitimizado.

Em meio a essa pressão, não submetida sobre nenhum outro ex-presidente, Lula perde sua esposa, tem a sua casa e a dos filhos invadida de forma violenta pela Polícia Federal, no âmbito da Lava Jato. Toda essa estratégia irresponsável deverá comprometer por décadas todo o Judiciário, onde muitos setores que representam a categoria, incluindo a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), só se manifestaram quando os vazamentos ilegais de áudios da operação atingiram desembargadores.

Um ato mais eficiente contra corrupção seria o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigar os juízes, desembargadores e ministros e revelar quanto cobram por cachês das palestras, especialmente de um juiz, diretor de um instituto de ensino em Brasília, que inventou uma denúncia para fechar o Instituto Lula.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

The Guardian: Dilma caiu porque não aceitou compactuar com a bandaleira (como o faz Temer)



Jornal do Brasil e Brasil 247:


'The Guardian': Dilma não aceitou compactuar com política suja do Brasil

Carta de acadêmico a jornal britânico critica governo atual do país 


Adrián Escandar

O jornal britânico The Guardian publica uma carta escrita pelo professor Kevin Dunion, da University of Dundee, onde o também diretor diretor na Faculdade de Direito Executivo do Centro de Liberdade de Informação fala sobre o impeachment da presidente brasileira Dilma Rousseff; segundo ele, "os desafios que Dilma Rousseff enfrentou na limpeza da política brasileira não podem ser subestimados" e ela caiu porque decidiu enfrentá-los



JB – O jornal britânico The Guardian traz na edição desta quarta-feira (28) uma carta escrita pelo professor Kevin Dunion, da University of Dundee, onde o também diretor diretor na Faculdade de Direito Executivo do Centro de Liberdade de Informação fala sobre o impeachment da presidente brasileira Dilma Rousseff.
Leia na íntegra
Os desafios que Dilma Rousseff enfrentou na limpeza da política brasileira não podem ser subestimados. Em 2012, fui contratado pela Unesco para aconselhar o governo sobre a implementação do decreto de acesso à informação que a presidente tinha assinado. Entre as primeiras exigências de divulgação feitas pela imprensa diziam respeito aos detalhes de salários e regalias recebidas por ministros, juízes e funcionários públicos.
Isso levou a uma ação legal por parte dos sindicatos (que haviam negociado acordos lucrativos para seus membros) para tentar impedir a divulgação e uma resistência feroz dentro do governo de coalizão. Quando o assunto foi levado a Dilma Rousseff ela instruiu que a divulgação completa deveria ser feita, começando com seu próprio pacote salarial.
Posteriormente, os detalhes publicados revelaram que um terço dos ministros e quase 4.000 funcionários federais violavam o teto de pagamento estabelecido pela Constituição e estavam ganhando mais do que a presidente. Recompensas infladas eram incluídas e até um salário adicional de seis meses por ano, contabilizados como subsídios de custo de vida ou como licença educacional. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Quem com golpe golpeia com golpe será golpeado, por Esmael Morais



pmdb_golpeA queda de Renan Calheiros por uma liminar consolidou aquela máxima segunda a qual quem com golpe golpeia com golpe será golpeado.


Primeiro derrubaram Dilma Rousseff por meio de um golpe de Estado.
Depois foi a vez de Eduardo Cunha ser golpeado pelos próprios golpistas, o que pode ser considerado um golpe no golpe – ainda em curso.
Renan Calheiros foi o terceiro a tomar um golpe na cabeça.
O próximo na fila é o ilegítimo Michel Temer, que não cansa de perguntar-se com sua indefectível mesóclise: também golpear-me-ão?
É o tal efeito bumerangue.
Portanto, eles podem tirar um ensinamento pedagógico e quase bíblico: quem com golpe golpeia com golpe será golpeado.

Fonte: Blog do Esmael Morais

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Devido ao Golpe e às sandíces midiáticas e dos chamados "coxinhas", ausência de líderes internacionais na abertura do Rio 2016 será recorde



Golpe político no Brasil gerou situação constrangedora: apesar de ser a primeira vez que os Jogos Olímpicos ocorrem na América do Sul, festa de abertura amargará um recorde de ausências internacionais. Das 206 nações representadas, apenas 45 delas terão líderes presentes no evento. Há 4 anos, em Londres, foram 95.

Texto de Kiko Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo

Alguém já apontou que não faz sentido José Serra, um sujeito sem amigos que não conhece nenhum vizinho, ocupar um alto cargo na diplomacia.
Temos um elemento novo nessa história: se Serra não junta a família para comer uma pizza em seu aniversário, como esperar que ele convença alguém a comparecer à festa de abertura da Olimpíada?
O chanceler anunciou com pompa a presença de 45 chefes de estado na Rio 2016. O número é altamente suspeito, mas vamos lá. Os mais VIPs são o premiê francês François Hollande, o primeiro-ministro da Itália Matteo Renzi, o presidente da Argentina Maurício Macri, o da Colômbia Juan Manuel Santos e o do Paraguai Horacio Cartes.
Ban Ki Moon, secretário geral da ONU, também falou que vem. Os EUA vão enviar o secretário de defesa John Kerry — que recebeu, nesta semana, uma carta de congressistas americanos pedindo que tome cuidado para não sinalizar apoio ao governo do impeachment.
O ministro das Relações Exteriores se auto elogiou, garantindo que a recepção será realizada num prédio “muito bonito, com estátuas de todos os heróis das Américas que lutaram pela independência de seus países.”
É o menor número de dignitários das últimas edições: Londres recebeu 95, Pequim 82 e Atenas 48. Não deveria ser assim. Afinal, esta é a primeira vez que os Jogos ocorrem na América do Sul; 206 nações estarão representadas.
O baixo quórom deve ser debitado na conta do golpe. A Associated Press ouviu a professora de direito internacional da USP Maristella Basso. Para ela, fica a dúvida sobre que mão um presidente de outro país vai apertar num ambiente de tamanha incerteza. “É uma situação bizarra. Não é ocasião de festa para o Brasil, olhe a bagunça”, diz.
Além disso, se somos uma zona institucional, como é que poderíamos transmitir qualquer tipo de sensação de segurança?
A coletiva desastrosa do ministro da Justiça Alexandre de Moraes contando vantagem sobre a prisão de dez “terroristas” teve o efeito que se esperava: ao menos 20 mil pessoas devolveram os ingressos.
Se antes podíamos nos considerar alvos remotos do Estado Islâmico, agora estamos oficialmente no mapa de assassinos fanáticos religiosos. Na chegada à Vila Olímpica, a delegação da Austrália encontrou uma pocilga com vazamentos, gatos na eletricidade e mau cheiro.
Você iria a uma festa num lugar desses?
Mas nem tudo está perdido. Numa visita à Cidade do México, José Serra ofereceu algumas palavras de conforto e otimismo. Segundo ele, o país precisa estar “o mais preparado e também pedir a Deus que nada ocorra”.
Moralmente, a Rio 2016 de Temer e seus amigos já começa tomando de 7 a 1.
Kiko Nogueira, DCM

sábado, 23 de julho de 2016

Especialista econômico americano, Mark Weisbrot vê golpe explícito da Direita rancorosa contra Dilma e o PT e pergunta: "A lei ainda vale alguma coisa no Brasil?"

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Em artigo publicado no portal americano Huffington Post, Mark Weisbrot, diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política em Washington, destaca que o Ministério Público no Brasil não encontrou crime cometido pela presidente Dilma Rousseff; ele compara o episódio de Dilma ao processo de impeachment sofrido pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que acabou sendo rejeitado: é movido por um grupo de políticos que querem mudar o resultado das eleições nacionais e orientar o país em uma orientação diferente, de direita; "Mais importante, falta um crime", afirma; "Eles podem se livrar dessa?", questiona, sobre os apoiadores do impeachment; "Muito depende de se a mídia – e o público – agora vai aceitar que um grupo de políticos corruptos pode remover um presidente democraticamente eleito, sem qualquer base legal para fazê-lo", responde.


247 O diretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política em Washington, Mark Weisbrot, publicou um artigo no portal norte-americanoHuffington Post em que destaca que o Ministério Público não encontrou crime cometido pela presidente Dilma Rousseff e coloca uma pergunta: "A lei vai contar para alguma coisa no Brasil?".
Weisbrot, que recentemente acusou os Estados Unidos de apoiarem o golpe contra Dilma, vê "muitas semelhanças" entre o episódio da presidente do Brasil e o processo de impeachment sofrido pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton, que acabou sendo rejeitado no Congresso dos Estados Unidos.
  "É movido por um grupo de políticos que querem mudar o resultado das eleições nacionais e orientar o país em uma orientação diferente, de direita", compara o americano. "Mais importante, falta um crime; os inimigos de Bill Clinton poderiam ao menos vir para cima com os alegados crimes de perjúrio e obstrução da Justiça, mas os articuladores do impeachment de Dilma não têm nem tal violação criminal para alegar", diz.
"Falta, é claro, o escândalo sexual", lembra ele. "E as acusações são tão fracas que a maioria das pessoas nem sequer sabe contra o que a presidente está sendo acusada, e não é assim tão fácil de descobrir", ironiza, detalhando a decisão do procurador federal Ivan Claudio Marx, que concluiu que não houve crime cometido por Dilma Rousseff.
O colunista faz um duro ataque à imprensa brasileira: "Mas relatos da imprensa – na medida em que sequer se preocupou em informar sobre a conclusão do procurador – parecem indicar que as forças pró-impeachment estão agindo como se a lei, e a declaração do promotor, são irrelevantes".
Weisbrot afirma que os adversários de Dilma "estão pressionando a todo vapor o Senado para reverter os resultados das eleições presidenciais de outubro de 2014" e líderes políticos, como ficou comprovado em gravações telefônicas, "estão fazendo isso para evitar uma investigação mais aprofundada de sua própria suposta corrupção".
"Eles podem se livrar dessa? Muito depende de se a mídia – e o público – agora vai aceitar que um grupo de políticos corruptos pode remover um presidente democraticamente eleito, sem qualquer base legal para fazê-lo", conclui.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Bob Fernandes/ Faltam espelhos: brasileiros, e ricos, devem mais de R$ 1 trilhão à União


Segue, para reflexão, mais um brilhante comentário político-econômico sobre a hipocrisa dos golpistas, efetuado por Bob Fernandes:



No jornal O Globo, Guilherme Amado informa: Odebrecht delatará Caixa Dois de campanha de Alckmin. Seria uma contrapartida a obras no Rodoanel.
Campanhas, atos de Temer, Dilma, Lula, Aécio, Serra, Marina, entre tantos, já foram delatados, ou citados, ou estão sendo investigados.
Até que na Justiça tudo se prove fato definitivo e verdadeiro, delação, citação, deveriam ser apenas passos de investigações que antecedem julgamentos.
Mas a regra tem sido outra: vazar com destaque, ou esconder, a depender se a reputação é adversária ou “aliada”.
Feito o estrago, se depois não se confirmar... azar do alvo.
Assim se construiu sólida e nacional percepção, convicção: partidos e políticos não prestam. Nem um deles; salvo, claro, aquele para o qual se torce...
...Como se tudo fosse fruto de geração espontânea. Mas, de vez em quando os fatos alertam: há outros personagens e instituições nesse ambiente da ilegalidade.
É notícia no Estadão desta segunda-feira, 18, algo que temos abordado há anos: brasileiros, empresas e pessoas, que integram o cadastro de Dívida Ativa, que devem à União.
(Até número recente, dívida de mais de R$ 1 trilhão e 400 bilhões).
Relato no Estadão: Laodse de Abreu Duarte, um dos diretores da FIESP- aquela do Pato, lembram?- deve R$ 6,9 bilhões. Mais do que Bahia, Pernambuco e 16 estados juntos.
Treze mil e quinhentas pessoas devem mais de R$ 15 milhões, cada, e são responsáveis “por uma dívida de R$ 812 bilhões”.
Só essa elite do tombo deve o equivalente a cinco vezes o tal buraco no Orçamento federal previsto para 2016.
Não são os habituais “partidus” e “pulíticus”. Isso e esses são empresas, empresários, brasileiras e brasileiros.
E há mais. Estudo de James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, detectou, e isso anos antes dessa crise:
-Brasileiros têm US$ 520 bilhões, mais de meio trilhão de dólares, estocados em paraísos fiscais.
No Descobrimento do Brasil, índios recebiam espelhos dos colonizadores em troca de riquezas. Está na hora de voltar a distribuir, e de olhar para espelhos.