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sexta-feira, 8 de março de 2019

Os trágicos avanços da Lava Jato sobre o Estado brasileiro, por Luis Nassif


O acordo firmado com o DoJ não confere direito a Lava Jato de negociar pelo Estado brasileiro. Mas o fato de ser aceito pelo DoJ mostra o nível de cumplicidade que se consolidou entre o Estado americano, DoJ e Departamento de Estado, e o grupo da Lava Jato.
Por Luis Nassif, no GGN:

São insuficientes as explicações da Lava Jato para justificar a gestão de R$ 2,5 bilhões por uma fundação de direito privado com seus membros indicados por ela. A alegação é que os recursos não poderiam ir para o Tesouro porque a União é controladora da Petrobras. Insinua que Petrobras e União prevaricaram. Onde estão com a cabeça?
Quando foram para Washington, uma equipe comandada pelo inacreditável Procurador Geral da República Rodrigo Janot, ligamos o alarme aqui no GGN. A Petrobras era vítima, assim como o Estado brasileiro. Quem deveria estar na comitiva era a Advocacia Geral da União, para defender os interesses do país nas ações contra ele.
Em vez disso, os procuradores foram até o Departamento de Justiça levando provas que instruíram os processos de fundos abutres contra a Petrobras. Mais tarde, a direção da Petrobras, gestão Pedro Parente, aceitou um acordo de indenização bilionário, muito maior do que a própria expectativa dos advogados da ação.
Os proprietários de uma empresa são seus acionistas. Se uma parte dos acionistas consegue pagamentos indenizatórios bilionários da empresa, o valor saiu do patrimônio dos demais acionistas. E os sócios desse saque contra o patrimônio nacional foram os procuradores da Lava Jato que, agora, recebem o prêmio de definir a destinação de R$ 2,5 bilhões.
O acordo firmado com o DoJ não confere direito a Lava Jato de negociar pelo Estado brasileiro. Mas o fato de ser aceito pelo DoJ mostra o nível de cumplicidade que se consolidou entre o Estado americano, DoJ e Departamento de Estado, e o grupo da Lava Jato.
Como explicou em seu Twitter o ex-juiz federal e governador do Maranhão Flávio Dino,
Quanto mais explica, mais piora. Quem escolhe as tais entidades gestoras ? Por que essas e não outras? Onde está a lei que criou o Fundo, conforme exige o artigo 167, inciso IX, da Constituição? São 2,5 BILHÕES de dinheiro PÚBLICO, que seriam simplesmente “privatizados”.
Com seu discurso único, a Lava Jato alimentou a indústria do compliance. Petrobras, Eletrobras, Vale contrataram escritórios norte-americanos, notórios, para trabalhos cujos honorários, em muitos casos, superavam o valor estimado das perdas.
No rastro do discurso anticorrupção, Deltan Dallagnol, em pouco tempo,  contabilizou um patrimônio imobiliário milionário, faturando em cima do trabalho pelo qual é remunerado pelo setor público. Outros procuradores, como Marcelo Miller e, agora, Carlos Fernando dos Santos, anunciaram aposentadoria para se dedicar ao mercado de compliance. E, nos estatutos sociais da tal fundação, consta como ponto central o estímulo às campanhas anticorrupção e aos trabalhos de compliance. Estima-se que apenas com os juros de mercado, a fundação disporá de R$ 160 milhões por ano.
É mais um lance no avanço da Lava Jato sobre outros poderes. Agora, um grupo que coloca a parceria com instituições norte-americanas acima da defesa dos interesses nacionais, poderá fechar acordos internacionais sem responder a nenhum outro poder – caso seja aprovado a Lei Anticrime do Ministro Sérgio Moro.
Está se criando uma hidra com várias cabeças.
Depois que o Ministro Marco Aurélio de Mello, do STF, se manifestou, será difícil à Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, continuar fugindo do tema.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

541.000,00 por mês para Manter Eduardo Cunha, mesmo afastado.... Este é o herói dos golpistas, de Temer, de parte dos evangélicos e quase todos os coxinhas



Psol entra com ação no STF para suspender benefícios de Eduardo Cunha

Deputado afastado pelo Supremo custa R$ 541 mil mensais aos cofres públicos


A bancada do Psol protocolou nesta quarta-feira (25) no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Reclamação Constitucional com o objetivo de suspender os benefícios de Eduardo Cunha, afastado do mandato de deputado e de presidente da Câmara pelo Supremo. 
No documento estão relacionados detalhadamente os custos de manutenção do uso da residência oficial, segurança pessoal, assistência à saúde, transporte aéreo e terrestre, subsídio integral e equipe a serviço do gabinete parlamentar – benefícios que somam mais de R$ 500 mil por mês aos cofres públicos.
Deputado afastado custa R$ 541 mil aos cofres públicos, segundo levantamento do Psol
Deputado afastado custa R$ 541 mil aos cofres públicos, segundo levantamento do Psol
“É um escândalo. Para além dos números escandalosos de gastos, a decisão da Mesa ampara um mandato que não é normal, já que ele está afastado”, afirmou o vice-líder do Psol, Chico Alencar (RJ). “Não é possível manter as regalias de Cunha, que continua atuando, exercendo influência política no Parlamento e no governo interino”, completou.
Na avaliação do Psol, as prerrogativas concedidas pela Mesa Diretora da Câmara são uma "afronta" e descumprimento à decisão do STF. O objetivo é suspender o Ato da Mesa nº 88, de 2016, devido à falta de previsão legal e regimental e à "incompetência" da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para dispor sobre remuneração de deputado federal afastado do mandato.
Nesta terça-feira (24), o PPS também protocolou uma ação popular no TRF para pedir a suspensão dos benefícios de Cunha, que é réu da Lava Jato na Suprema Corte por corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de contas no exterior. O peemedebista é, ainda, alvo de um processo de cassação de mandato no Conselho de Ética, por quebra de decoro parlamentar por ter mentido na CPI da Petrobras ao negar que fosse titular de contas no exterior.



domingo, 22 de maio de 2016

Como a Globo - golpista - está aparelhando o governo Temer. Por Paulo Nogueira

O BNDES ao alcance da Globo: Maria Sílvia
O BNDES ao alcance da Globo: Maria Sílvia
Em seu infinito cinismo, em sua despudorada hipocrisia, a Globo defendeu num editorial a demissão de Ricardo Melo da EBC.
O argumento mostra que a Globo acha, e com razão, que manda no Brasil. Disse que Melo era fruto do “aparelhamento” da máquina do Estado pelo PT.
Ora, ora, ora.
Justo a Globo vem falar em “aparelhamento”, ela que aparelhou sempre todas as esferas de poder no Brasil?
É como se um assassino serial reclamasse da violência na sociedade.
No lugar mesmo de Melo a Globo emplacou o militante de direita fantasiado de jornalista Laerte Rimoli.
Rimoli leva a cultura da Globo, onde trabalhou. Nas redes sociais, onde seu vitriolismo reacionário é abjeto, conseguiu escrever que sem a Globo seríamos já uma Venezuela.
Pausa para uma gargalhada.
Servo da Globo: Rimoli no Facebook
Servo da Globo: Rimoli no Facebook
Rimoli é o símbolo do aparelhamento que a plutocracia impõe ao Brasil. Antes de ir para a EBC, dirigia a TV Câmara. Foi levado para lá por Eduardo Cunha, e fez barbaridades ao estilo consagrado por seu chefe.
Deu espaço absurdo a Cunha e seus asseclas, e reduziu a quase nada os opositores ao usufrutuário das contas secretas da Suíça.
Ele não é apenas cria da Globo, portanto. É também de Cunha. E, para completar a tríade sinistra, do PSDB. Foi assessor de imprensa da fracassada campanha de Aécio à presidência.
Rimoli, com a mesma cara de pau de sua antiga empresa, disse que vai devolver a EBC “à sociedade”. Quem acredita nisso acredita em tudo, para evocar a grande sentença de Wellington.
A não ser que por “sociedade” se entenda Globo. Ou irmãos Marinhos. Ou Eduardo Cunha. Ou, último na fila, Temer, o interino que em uma semana provou ser o pior ocupante do Planalto desde o final da ditadura militar, e olhe que estamos falando de competidores poderosos, como Sarney e Collor.
Quem trabalha com a Globo, com Eduardo Cunha, com Aécio e com Temer só pode ser um monstro moral. As postagens de Rimoli nas redes sociais apenas confirmam isso.
Ele não é o único caso conspícuo de aparelhamento da Globo na administração Temer.
A Globo tem hoje no estratégico BNDES – que já a salvou da bancarrota, e cujos cofres estiveram particularmente abertos à empresa nos anos FHC – a economista Maria Sílvia Bastos Marques.
Alguns anos atrás, Maria Sílvia virou um embaraço nacional quando aceitou elaborar, contratada pela Globo, um projeto que previa a salvação das então quebradas companhias jornalísticas com dinheiro do contribuinte. Os recursos públicos viriam do BNDES.
Maria Sílvia deixa agora de ser uma intermediária da Globo para se tornar uma amiga dos Marinhos no BNDES.
A Globo não faz nada de graça. Ela não articulou o golpe de graça. Temer vai ter que recompensá-la com dinheiro público. Foi a esma coisa na era FHC. A Globo não tirou a amante de FHC de cena de graça. FHC compareceu, e como, com recursos dele, sempre dele – o contribuinte.
E é essa mesma Globo que tem a desfaçatez  de saudar Temer por demitir Ricardo Melo da EBC – e colocar em seu lugar o pau mandado Laerte Rimoli.
George Orwell escreveu uma frase célebre sobre a mídia. “A imprensa é propriedade de homens ricos que têm todos os motivos para tratar de forma desonesta muitos assuntos.”
Não há sentença que retrate melhor a Globo.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

MP abre inquérito para investigar repasse de verbas do governo mineiro a rádio de Aécio



Irmã do ex-governador era a gestora de Comunicação do governo tucano e responsável pela destinação dos recursos de publicidade oficial
Por Igor Carvalho - Revista Fórum
De acordo com o site PT na Câmara, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPE-MG) decidiu instaurar um inquérito civil contra o senador Aécio Neves (PSDB) para apurar os repasses de verbas do governo do estado para a rádio Arco-Íris (Jovem Pan BH). Dois dos sócios da empresa de comunicação são o próprio senador tucano e a sua irmã, Andrea Neves, que também é sócia de outras duas empresas que receberam, segundo o MPE, verbas do governo Aécio: a Rádio São João Del Rei S/A e a Editora Gazeta de São João Del Rei Ltda.
Atualmente, Andrea é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e era gestora de Comunicação Social do governo e responsável pelo controle do gasto na área de comunicação entre 2003 a 2010, período investigado pelo Ministério Público. “Ela (Andrea) é quem definia para onde iam as verbas publicitárias. Aqui nós temos uma relação incestuosa do público com o privado. A rádio recebeu recursos públicos (alega o senador que de forma legal) e os destinou para, entre outras coisas, comprar um Land Rover que o ex-governador fazia uso privado. Essas coisas têm causado indignação na opinião pública mineira”, afirmou a deputada federal Margarida Salomão (PT), em entrevista ao site PT na Câmara.
Para o deputado federal Padre João (PT), o MPE despertou para as irregularidades do governo de Aécio Neves. “O Ministério Público tem um papel importante, no entanto, eles ficaram indiferentes durante quase dez anos em relação ao desvio do dinheiro público praticado na gestão tucana. Nós acreditamos nesse despertar do MP. Espero que ele cumpra, de fato, o papel a ele delegado. O povo não pode ser punido com a má destinação ou desvio de recursos público.”
A ligação de Aécio Neves com a Rádio Arco-Íris só foi descoberta porque o senador teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida, após se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro. O carro dirigido pelo tucano estava em nome da empresa de comunicação.
Outro processo
Além do inquérito que investigará o repasse de verbas para empresas de comunicação, recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo MPE.

domingo, 22 de novembro de 2015

Dono da Globo viajou em avião público que Aécio cedeu





Exclusivo: a lista completa dos ‘empréstimos’ de aeronaves de Minas por Aécio. 

aeroporto de Cláudio foi sede da ponte aérea

por Kiko Nogueira, no Diário do Centro do Mundo (também publicado no
Plantão Brasil)

O DCM teve acesso à relação completa dos vôos de Aécio Neves durante os 7 anos e três meses de seu governo em Minas Gerais, entre 2003 e 2010, através da Lei de Acesso à Informação.

O uso que Aécio fez dos dois jatos, um Citation e um Learjet, um helicóptero Dauphin e um turboélice King Air pertencentes ao estado é um caso de estudo em matéria de patrimonialismo.

Foram 1430 viagens ao todo, 110 com pouso ou decolagem do famoso aeroporto de Cláudio, construído nas terras do tio Múcio Toletino, que ficou com a chave por um bom tempo.

Pelo menos 198 vezes ele não estava a bordo. Um decreto de 2005 estabelece que esse equipamento destina-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e serve “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”. A linha entre o interesse público e o privado é tênue.

Parte desses empréstimos de aeronave foi objeto de matéria da Folha do início de novembro. Parte.

A Folha mencionou Luciano Huck, Roberto Civita, Boni, José Wilker, Milton Gonçalves e Ricardo Teixeira (que fez seis vôos, três em 2006 e mais três em 2010. Um deles com José Serra a bordo e outro, em 28 de agosto de 2007, com Ray Whelan, acusado de envolvimento num esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo do Brasil. Whelan chegou puxar cana no Complexo de Bangu.)

A lista completa, no entanto, traz muitas outras surpresas.

Fernando Henrique Cardoso usou os aviões e o helicóptero em pelo menos dez ocasiões, sem a presença do governador. A maioria em 2006 (três, uma delas com uma “comitiva”) e 2008. Em quatro viagens o pacote foi completo: de Belo Horizonte direto para São Paulo.

Roberto Irineu Marinho, um dos donos da Globo, foi de BH a Brasília em 11 de setembro de 2007. No dia seguinte, da capital mineira a Diamantina. Esteve acompanhado do então senador Sérgio Guerra, do PSDB.

Ex-presidente do partido, Guerra foi citado pelo delator Paulo Roberto Costa, que afirmou ao Ministério Público Federal ter dado propina ao tucano para ajudar a esvaziar uma CPI da Petrobras de 2009. Morreu em 2014, aos 66 anos, de câncer no pulmão (foi substituído por Aécio).

A Fundação Roberto Marinho tem várias obras de restauração em MG. Em Diamantina fica a Casa de Chica da Silva. É uma relação boa: Aécio, por exemplo, pavimentou uma estrada no interior que faz um desvio na fazenda dos Marinhos em Botelhos, produtora de um café de alta qualidade.

O amigo Alexandre Acciolly foi premiado, também. Dono de academias de ginástica, sócio do Gero e do Fasano, bon vivant, ele é da turma carioca de Aécio, integrada por Huck, Mário Garnero e outros. Foi padrinho do casamento de Aécio com Letícia Weber em 2013, no Rio.

Cabo eleitoral do amigo, ele deu uma entrevista à revista Alfa, em 2012, em que admitiu que foi sonegador: ”Eu tomava decisões de risco na minha empresa de telemarketing. Não tinha dinheiro para investir e minha carga tributária era de 40%. Eu ia pagar imposto ou comprar computador e pagar salário? Eu falei: ‘No c*, imposto!” Em abril de 2009, voou no Dauphin até Confins (com Aécio, passeou mais quatro vezes).

Houve espaço até para o presidente do Rotary International, Dong Kurn Lee, e Hipólito Ferreira, ex-membro de um certo Comitê de Revisão da entidade. Em setembro de 2008, eles viajaram de helicóptero de Belo Horizonte a Ouro Preto com suas respectivas senhoras.

A generosidade com a própria família é enorme. Tios, primos (inclusive Tancredo Tolentino, o Quedo, que seria denunciado em 2012 por negociar a compra de habeas corpus de dois traficantes), ex-mulher, parentes, contraparentes — todos voaram. Andrea Neves, a irmã de Aécio, esteve em São João del Rey, Brasília, Viçosa e Rio de Janeiro, com e sem o irmão.

Para quem era, no papel, presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social, é um bocado. No debate da Band, Aécio, retrucou uma acusação de nepotismo de Dilma Roussef. “Quero saber onde minha irmã trabalha”, disse ele, desafiador.

Bem, além do tal cargo “voluntário”, Andrea era a responsável pela distribuição de verbas publicitárias. Durante sua gestão, os gastos com publicidade subiram 300% (de R$ 24 milhões para R$ 96 milhões). Uma parcela foi destinada aos veículos do clã: as rádios Arco Íris, São João e Colonial, ambas de São João del Rey, e um jornal também de lá.

A reverência com relação a ela é tamanha que é das poucas identificadas como “Dra.” no relatório. Sua xará Andrea Falcão, por exemplo, entra apenas com nome e sobrenome. Andrea, ex-mulher de Aécio, mãe de Gabriela, voou para locais como Rio de Janeiro, onde as duas moram, e em março de 2007 para Manaus (Sergio Cabral também estava nessa).

Em 31 de março de 2010, o King Air aterrissou na Cidade Maravilhosa com Andréa Falcão, Gabriela Falcão Neves, Luiza Falcão e Matheus Falcão.

Todos os nomes acima se juntam aos divulgamos, anteriormente, pela Folha. Luciano Huck, companheiro de Aécio presente nas horas incertas como a “festa da vitória” em 2014, foi a Tiradentes em agosto de 2004. Alguns dias depois, com Sandy, Junior e o empresário da dupla, rumou para Santa Bárbara. Estavam gravando um quadro para o programa.

Milton Gonçalves e José Wilker também foram usufrutuários, assim como Boni, que foi, segundo ele, “fazer uma análise da TV Minas”.

Ricardo Teixeira fez seis vôos, três em 2006 e mais três em 2010, um deles com José Serra a bordo. O detalhe é que, em 28 de agosto de 2007, um dos passageiros era Ray Whelan, executivo-chefe da Match Services acusado de envolvimento num esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo do Brasil. Whelan chegou a ser preso no Complexo de Bangu.

Roberto Civita, ex-dono da Abril, e a mulher Maria Antônia passaram o fim de semana de 27 e 28 de março de 2010 em Minas. O casal foi de Belo Horizonte a Brumadinho, onde fica o fabuloso museu de Inhotim, no helicóptero. De volta à capital, Aécio os levou a São João del Rey no Learjet. No domingo, pegaram novamente uma carona nas hélices do Dauphin até Confins.

A listagem de vôos, como foi dito, é grande e cada uma tem sua história com suas imbricações. Outras serão contadas aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O Shopping de Eduardo Cunha a ser montado com o dinheiro público


O PARTICULAR SHOPPING DOS DEPUTADOS

Calos Antonio Fragoso Guimarães


  Por meio de uma manobra hábil, digna dos que tem experiência em extorquir dinheiro público sorrateiramente, o evangélico nada espiritualizado Eduardo Cunha (PMDB) conseguiu aprovar a primeira etapa de um projeto para  a construção de um complexo de edifícios anexos à câmara e que inclui, entre outras regalias, a construção de um shopping center privativo para os deputados, e tudo isso em tempos de ajuste fiscal e aperto financeiro.
 Avaliado em R$ 1 bilhão (podendo, é claro, sair bem mais caro na prática), o projeto do novo complexo parte de uma reforma no anexo IV, ampliando salas para uso dos deputados, até a construção de três grandes prédios, incluindo um que abrigaria todo um moderno shopping.
  Mas claro, neste episódio, as mesmas elites que elegeram grande parte dos deputados que, por sua vez, elegeram Cunha como presidente da casa, são a favor do projeto e que frequentam Shoppings ou os tem quase que inteiramente em seus prédios de apartamentos bem equipados ou suas casas em condomínios estilo Alphavilles dificilmente irão se dar ao trabalho de fazer um panelaço contra essa medida do presidente da Câmara, tão exclusivista, neoliberal, explorador do erário público e anti-povo quanto eles mesmos, não é?

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Além do Aécioporto, dinheiro publico foi despejado nas rádios da famílias Neves

Texto de Eduardo Guimarães, extraído do Blog da Cidadania:


Confira, abaixo, a denúncia – pero no mucho, pois não foi destacada na primeira página e ficou "escondidinha" no cardeno especial sobre as eleições – da Folha.

Clique aqui para visitar a página original da matéria

Imagine, leitor, se Lula tivesse dado dinheiro público a algum parente durante seu governo. A mídia e a oposição não se contentariam com impeachment. Possivelmente, exigiriam pena de morte. De preferência, por imersão do petista em óleo fervente.

Para que se possa mensurar o nível de intolerância da imprensa, do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal com petistas e o nível inacreditável de tolerância com tucanos, basta lembrar que um dos filhos de Lula foi julgado e condenado pelos meios de comunicação por uma empresa com a qual se associou ter tido relações com o governo do pai.

Pois bem: na edição de terça-feira (14) da Folha de São Paulo, em matéria escondidinha no “caderno especial” sobre as eleições – e, claro, sem chamada alguma na primeira página –, o jornal relata um escândalo surpreendente: quando governou Minas Gerais, Aécio Neves deu dinheiro do Estado diretamente a empresas de sua família. No caso, algumas rádios.

A matéria da Folha escandaliza por revelar um nível quase inacreditável de, ao menos, espantosa incúria dos governos do PSDB de Minas Gerais com a “res publica”, razão pela qual a matéria espantosa saiu muito bem escondida no jornal da família Frias. Talvez por isso, ao fim da manhã do dia da publicação, essa matéria tenha ganhado pouco destaque.

O escândalo foi descoberto em 2011. A Folha diz que, naquele ano, “o PT pediu que o Ministério Público investigasse a publicidade nas empresas da família [de Aécio]”. Porém, o que o jornal não diz é que a descoberta decorreu de um dos fatos que mais depõem contra um político que, tragicamente, tem chance de governar o Brasil (!).

Leia, abaixo, matéria do portal G1 de abril de 2011

Clique aqui para visitar a página original da matéria

Esse é o homem que nos gera o risco de que venha a governar o país.

Continuando. De fato, foi o PT de Minas Gerais que pediu para o Ministério Público investigar pagamentos que o governo Aécio Neves fez à família do então governador daquele Estado entre 2003 e 2010. Porém, o que a matéria não diz é como foi que o PT descobriu, em 2011, que o agora ex-governador mineiro se beneficiava PESSOALMENTE daqueles pagamentos.

Quase um ano após a detenção de Aécio no Rio de Janeiro por supostamente estar dirigindo embriagado – já que se recusou a fazer o teste do bafômetro –, o Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil, a pedido do PT, para investigar repasses feitos entre 2003 e 2010 pelo governo mineiro à rádio Arco Íris, de propriedade da família do tucano.

Além de Aécio, também consta no inquérito MPMG-0024.12001113-5 a irmã dele, Andrea Neves, responsável pelo controle de gastos do governo mineiro com comunicação durante o governo do irmão.

Mas como foi que o PT descobriu tudo isso? Simplesmente porque o veículo que Aécio dirigia quando foi detido em 2011 no Rio por dirigir com a carteira de habilitação vencida e por ter se recusado a fazer o teste do bafômetro pertencia a ninguém mais, ninguém menos do que à emissora de rádio da família do tucano.

Aécio dirigia um jipe Land Rover, placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora.

Sem a detenção de Aécio na blitz da lei seca no Rio em 2011, nada disso teria sido descoberto. E quem diz não é este Blog, mas outro jornal que, tal qual a Folha, apoia o PSDB: o Estadão. Por isso, esse jornal publicou em 2012, também sem destaque e sem continuidade, a matéria que você pode conferir abaixo.


Clique aqui para visitar a página original da matéria

Como se viu na matéria recente da Folha, o caso não deu em nada porque, tal qual ocorre em São Paulo, a ditadura tucana mineira cooptou o Ministério Público local. O então procurador-geral do Estado, Alceu Marques, encerrou o caso sem sequer verificar os valores que o Erário de Minas Gerais doou às rádios da família de Aécio e, como prêmio, foi nomeado secretário do Meio Ambiente pelo governo tucano que os mineiros acabam de rejeitar nas urnas.

Se tudo que vai acima não o convenceu de que pôr alguém como Aécio na Presidência seria um suicídio coletivo do povo brasileiro, a menos que você esteja sendo pago pela campanha tucana é melhor que procure, com urgência, tratamento psicológico.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Sobre o Aeroporto Particular dos Neves, em Minas


"NÃO FOI O GOVERNADOR, FOI MINAS" - COMO A IMPRENSA CONSEGUE AMENIZAR UMA SAIA JUSTA


Por Luciano Martins Costa publicado no Observatório da Imprensa


  Os leitores da Folha de S Paulo foram surpreendidos no domingo (ontem) por um ataque indireto ao senador Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República – “Minas fez aeroporto em fazenda de tio de Aécio”, dizia a manchete do diário paulista. No texto logo abaixo, o jornal conta que, quando governador, em 2010, Aécio mandou construir, com dinheiro público, um aeroporto na fazenda de um tio – que o senador usa regularmente.

  A obra custou R$ 14 milhões e só serve à família do senador ou a aeronaves que ela autoriza, pois o governo de Minas nunca entregou à ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, os papéis necessários à sua homologação. Portanto, objetivamente, a instalação segue sendo uma obra privada feita com dinheiro público.

  Na mesma edição e em texto de tamanho proporcional à reportagem que faz a denúncia, a assessoria do senador responde que a escolha do local levou em conta apenas aspectos técnicos, não considerando que a propriedade do imóvel favorecia diretamente o então governador.

  O Estado de S Paulo reproduziu no mesmo dia a denúncia da Folha, em um texto mais curto, incluindo a defesa de Aécio Neves, acrescentando que no local havia uma pista construída em 1983 por seu avô, Tancredo Neves, quando era governador do Estado. Ou seja, a família se beneficia das instalações há mais de 30 anos, agora modernizadas com recursos do Estado. Ou há outra interpretação para a sequência de notícias?

 Hoje, 21, os 2 jornais paulistas voltam ao assunto, para oferecer um amplo espaço à defesa do candidato tucano, e o Globo entra na história, publicando com destaque a justificativa de Aécio Neves, sem ter publicado antes a denúncia.

 O conjunto do noticiário serve de modelo para o leitor entender o estilo que deverá marcar a imprensa hegemônica até o fim da campanha eleitoral – para amenizar as suspeitas de que tende para um dos lados da disputa, dá-se, como se dizia antigamente, uma no cravo, outra na ferradura.

  Aeroporto particular

 O cuidado em amenizar o efeito da reportagem diz muito sobre a atenção que a imprensa dedica ao seu candidato preferencial. Diante de um fato que induz claramente à conclusão de que a família Neves transformou um antigo campo de pouso em aeroporto particular com dinheiro público, e que a decisão de tocar a obra foi feita pelo então governador Aécio Neves, qual é a alternativa?


 Já que não se pode esconder o fato, cria-se na própria denúncia a condição propícia à defesa. A começar pelos títulos: tanto na Folha como no Estado, não foi o então governador quem autorizou o uso de dinheiro público no interesse da própria família: foi “Minas”. Ora, “Minas” não pratica atos de ofício, “Minas” não assina autorização para obras com ou sem licitação. Quem assina é o governante, e o governante é agora candidato a presidente da República.

 De que, então, tratava a manchete da Folha no domingo? Tratava do cuidado mínimo que o jornal precisa dedicar à cobertura da disputa eleitoral, porque o engajamento permanente e descarado em uma ou outra candidatura pode prejudicar outros interesses da própria empresa que edita o diário.

 Por exemplo, se o público desenvolver a convicção de que a Folha apoia explicitamente uma candidatura em detrimento das outras, quanta confiança será depositada em futuras pesquisas do Datafolha?

 Então, se determinado fato não pode deixar de ser publicado, porque a omissão colocaria em risco a credibilidade do jornal, dá-se um jeito de preservar no que for possível a reputação do candidato acusado.

 Em nenhuma outra ocasião, nos muitos escândalos que a imprensa reportou nos últimos anos, a autoria foi desviada do personagem central para a figura diáfana do Estado. Apenas como referência, no caso que tinha como acusado o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, não se leu nos jornais que “Brasília é condenada por improbidade administrativa”.

  Mas no caso do aeroporto privado feito com dinheiro público, não foi o então governador quem cometeu o malfeito: foi “Minas”.

Comentários de Paulo Henrique Amorim:

Outra razão para a Fel-lha se permitir detonar o Arrocho Neves: porque ele é mineiro.
Se fosse paulista, metido até o talo na Privataria Tucana, ou com o Príncipe da Privataria, na Operação Banqueiro, aquela que demonstra que, sem o Gilmar, não haveria Dantas, se fosse paulista o Arrocho estava salvo. Seria até um benemérito da aviação civil…
Por falar nisso, Otavinho, de que vive o Cerra ?


Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Serra de lama cobrindo as covas de viciadas licitações do Metrô em São Paulo


Executivo afirma que Serra sugeriu acordo em licitação




FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
CATIA SEABRA
JULIANNA SOFIA
DE BRASÍLIA

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) sugeriu à multinacional alemã Siemens um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM, de acordo com um e-mail enviado por um executivo da Siemens a seus superiores na época.

A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Na época, a Siemens disputava com a espanhola CAF uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens, e ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.

A Siemens apresentou a segunda melhor proposta da licitação, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival espanhola, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa empresarial provocasse atraso na entrega dos trens.
Segundo o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato, o equivalente a 12 dos 40 trens previstos. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens componentes dos trens.

Serra disse à Folha que não se encontrou com executivos das empresas interessadas no contrato da CPTM e afirmou que a licitação foi limpa, com vitória da empresa que ofereceu menor preço.

O ex-secretário Portella disse que as acusações são absurdas e que não houve irregularidades na licitação.

O e-mail examinado pela Folha faz parte da vasta documentação recolhida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, na investigação aberta para examinar a prática de cartel em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo de 1998 a 2008.


VERÍSSIMO: PELA 1ª VEZ, A IMPRENSA NÃO TEM DOIS SISTEMAS MÉTRICOS