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terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Do Programa O Assunto, com Natuza Nery e convidados, pelo G1: O cerco a Bolsonaro e a prisão de militares (escancaradamente de extrema dirieta)

 

Do G1:

Novos detalhes do plano golpista de Jair Bolsonaro foram revelados na quinta-feira (8), na operação Tempus Veritatis (Hora da Verdade) da PF. O ex-presidente teve o passaporte apreendido e agora está impedido de sair do Brasil. No mesmo dia, militares foram presos e a investigação chegou a militares de alta patente, aliados de primeira ordem do ex-presidente na tentativa de golpe contra a democracia. Para entender como a operação se aproxima do núcleo duro do governo passado e o ineditismo da prisão de militares, Natuza Nery recebe a jornalista Daniela Lima, apresentadora e comentarista da GloboNews e colunista do g1. Participa também Adriana Marques, professora e coordenadora do Laboratório de Estudos de Segurança e Defesa da UFRJ.



quinta-feira, 1 de junho de 2023

General Heleno, bolsonarista de extrema-direita, presta depoimento à CPI dos Atos Golpistas nesta quinta

 

Ex-ministro de Bolsonaro comparece à comissão da Câmara Legislativa do Distrito Federal para esclarecer possíveis omissões e ações que incentivaram a tentativa de golpe de estado

Augusto Heleno

Augusto Heleno (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Golpistas ouvirá nesta quinta-feira (1) o general Augusto Heleno, primeiro ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) a prestar depoimento. A investigação em curso na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) busca esclarecer a tentativa de golpe, e o general Heleno será ouvido a partir das 10h, informa o Metrópoles. Sua presença foi garantida após um acordo com assessores parlamentares do Exército, que exigiram a retirada do requerimento de convocação tanto dele quanto do general Gustavo Henrique Dutra, que já foi ouvido. Vale ressaltar que Heleno havia sido convidado anteriormente para prestar esclarecimentos à CPI do DF, mas acabou não comparecendo. No entanto, agora há uma nova garantia do Exército de sua presença na sessão desta quinta-feira.

Os deputados distritais consideram o depoimento do general Heleno como "decisivo". Os parlamentares da bancada de esquerda preparam uma série de questionamentos que visam esclarecer possíveis omissões e ações por parte de Heleno que possam ter incentivado uma tentativa de golpe de estado. Vídeos elaborados pelos deputados serão exibidos durante a sessão, nos quais o general faz declarações significativas. Entre elas, destaca-se uma afirmação feita em dezembro de 2022, na qual Heleno menciona a necessidade de tomar remédios psiquiátricos diariamente para evitar que Jair Bolsonaro tome "uma atitude mais drástica" contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, será apresentado um vídeo no qual uma apoiadora de Bolsonaro grava uma saudação emocionada de Heleno em um shopping de Brasília, na qual ele se refere aos acampados em frente aos quartéis-generais como "os grandes heróis do Brasil hoje", ressaltando que eles estão lutando para mostrar que o país não aceita Lula como presidente.

A CPI aprovou um novo calendário de depoimentos. Como o feriado de Corpus Christi será facultativo, em 8 de junho, a comissão ouvirá, no dia 5 de junho, uma segunda-feira, dois coronéis da PMDF: Paulo José e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues, ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional (1º CPR). Em seguida, no dia 15 de junho, será a vez do general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI, que apareceu em imagens da invasão de bolsonaristas ao Palácio do Planalto, prestar seu depoimento. A oitiva de Alan Diego dos Santos, preso por tentativa de atentado à bomba no DF, está marcada para o dia 22. Por fim, antes do recesso parlamentar, o coronel Klepter Rosa Gonçalves, comandante-geral da PMDF, será ouvido no dia 29 de junho.


sexta-feira, 31 de março de 2023

Golpe militar criminoso de 1964 completa 59 anos com militares desmoralizados por adesão ao bolsonarismo fascistóide

 

Setor perdeu credibilidade por aderir a um governo desqualificado moral e intelectualmente

#ditaduranuncamais

www.brasil247.com -

(Foto: Reprodução)

247 – O aniversário de 59 anos do golpe militar de 1964 é marcado hoje pela desmoralização dos militares, que aderiram a um governo desqualificado moralmente e intelectualmente, como o de Jair Bolsonaro, que ficou marcado pelas 700 mil mortes na pandemia, pelo roubo de joias, pela entrega do patrimônio público e pelo baixo desempenho econômico.

O golpe militar de 1964 foi um movimento político-militar que ocorreu no Brasil em 31 de março de 1964, quando um grupo de militares brasileiros liderados pelo general Humberto de Alencar Castelo Branco, com apoio dos Estados Unidos, derrubou o presidente João Goulart, que havia sido eleito democraticamente.

O golpe foi justificado pelos militares como uma resposta aos supostos perigos de uma suposta ameaça comunista no país, mas na realidade, o objetivo era manter o poder nas mãos das elites militares e civis que se opunham às reformas sociais e trabalhistas defendidas por Goulart.

A partir do golpe, o Brasil passou por um longo período de ditadura militar, que durou até 1985, marcado por repressão, censura, tortura e desaparecimentos de opositores políticos. A economia brasileira cresceu consideravelmente durante esse período, mas as desigualdades sociais também aumentaram, com a concentração de renda nas mãos de poucos grupos empresariais e militares. O regime militar foi finalmente encerrado após uma grande mobilização popular e a realização de eleições diretas para presidente em 1989.

Com o golpe de 2016, o Brasil viveu novo ciclo de degradação econômica e social, chegando um governo de corte neofascista, com Jair Bolsonaro, até sua superação, nas eleições de 2022, pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.