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sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Brasil está “na lama” e julgamento de Lula é político e não jurídico, diz a principal revista alemã, Der Spiegel



Sobre o juiz Sérgio, ainda conclui a Spiegel que “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”

Veja, antes do texto, o seguinte video da TVT:




Matéria da Der Spiegel sobre a condenação de Lula

Publicado no Facebook de Antonio Salvador, da Humboldt-Universität zu Berlin (também reproduzido no DCM)
Dado que a imprensa brasileira não é lá muito confiável, a cobertura internacional merece ser observada. Ela aponta o modo como o Brasil tem sido visto e como será tratado no contexto internacional, num futuro próximo.
Aqui na Alemanha, durante o fim de semana, foram publicadas diversas matérias analisando a condenação do Presidente Lula.
Um dos periódicos mais importantes da Europa, a Der Spiegel, publicou uma longa análise com o título “Julgamento contra o ex-Presidente do Brasil: Estado no lodaçal”. A matéria já começa dizendo que, há um ano, Lula teria dito à Spiegel não ter medo de prisão, e enfatiza: “por enquanto, ele não tem mesmo motivo para isso”.
Até o juiz Sérgio Moro é citado. A revista afirma que, “por sensatez, ele se absteve de determinar a prisão”, pois se Lula tivesse sido preso, “a crise nacional se agravaria perigosamente”.
Sobre o juiz Sérgio, ainda conclui a Spiegel que “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”,
Segundo a lógica alemã, a razão é visível: a acusação contra Lula, “ter recebido um apartamento”, parece “uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados”. A revista é categórica: “Trata-se de centenas de milhões de dólares desviados para contas secretas na Suíça e dinheiro de extorsão em malas de rodinha.”
Em comparação com os movimentos pró-impeachment, tão contrários à corrupção, a Spiegel acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Temer.
Afirma com todas as letras: “O principal objetivo das manifestações de um ano atrás, conforme hoje se apresenta, não foi a luta contra a corrupção: aqueles manifestantes queriam derrubar Rousseff e ver Lula atrás das grades. O primeiro objetivo eles alcançaram, o segundo está mais próximo do que nunca. Mas o preço que o país paga por isso é alto.”
Vai adiante: “Se o ex-Presidente for para a prisão, enquanto o odiado Temer e seus aliados conservadores fogem”, muitos brasileiros “perderiam a última fé no Estado de Direito – com consequências imprevisíveis para a estabilidade política”.
Fazendo um balanço da Era Lula e citando seu favoritismo para as eleições de 2018, conclui: “Comparado com o triste quadro do atual governo, seus oito anos brilham ainda mais.”
O triste quadro dispensa comentários, mas um ponto, relativo à imagem internacional do Brasil, chama atenção: “o Brasil já se despediu da política externa, o governo está mais ocupado com a própria sobrevivência política”.
Ainda sobre as próximas gerações, diz a Spiegel: “A mudança geracional nas próximas eleições terá um impacto mínimo. A maioria dos políticos jovens são filhos e filhas da antiga classe dominante – sua família lhes fala mais de perto do que princípios éticos. As forças de inércia são mais fortes que o impulso para a mudança.”
Isto também, segundo a Spiegel, se aplica ao Judiciário. Refere-se expressamente ao Supremo Tribunal Federal: “atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso”.
Voltando a Lula, vaticina: “Se ele não poder competir nas próximas eleições, isso atrairá dúvida aos olhos de muitos brasileiros quanto à legitimidade da eleição. A profunda crise sistêmica, que já dura três anos, ofuscaria o mandato do próximo presidente – e, possivelmente, jogaria a democracia no abismo.”
Por fim, mas não por último, salienta: “A solução para o dilema do Brasil deve vir da política. O Judiciário é a instância errada. Como fazer isso, não é claro. Mas uma coisa é certa: o veredicto final sobre Lula virá dos historiadores, não do juiz Moro.”
Pergunta aos concidadãos: os alemães estão compreendendo a coisa toda?

terça-feira, 19 de abril de 2016

Para a maior e mais importante revista alemã, Der Spiegel, a palhaçada liderada pelo bandido Eduardo Cunha no dia 17 de abril foi uma "insurreção de hipócritas"

sexta-feira, 25 de março de 2016

Saiu no jornal Alemão Der Spiegel: Golpe Frio no Brasil...


Segue o artigo de Jens Glüsing, para o Der Spiegel (tradução de Marcos Romão):

  Os opositores de Lula  conseguiram o que a sua até então frágil sucessora, Dilma Rousseff, não conseguiu desde que tomou posse: colocar, juntos com o governo, a base do Partido dos Trabalhadores, os sindicatos e os movimentos sociais.

  Centenas de milhares de apoiadores de Lula protestaram na sexta-feira à noite em todo o país contra a tentativa de tirar a presidente do cargo por meio de impeachment.  Na Avenida Paulista, em São Paulo, que é considerada como um termômetro dos protestos, eles ocuparam onze quadras da cidade.

 As manifestações permaneceram calmas, Lula foi conciliador, evitando ataques contra o sistema judiciário e conclamando para o diálogo. Dificilmente se ouviu Incitação ao ódio nas manifestações no Rio e em São Paulo. Bem ao contrário do protestos contra o governo na semana passada, em que cada vez mais rebeldes extremistas de direita e caronas da desordem ganham voz. Eles não representam a maioria dos manifestantes, mas  ganham popularidade. Isto é preocupante para o ainda jovem democracia brasileira.

 Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar em meados dos anos oitenta, o maior país da América Latina sofre uma Crise de Estado que poderia destruir muitas das realizações dos últimos trinta anos. Parte da oposição e o Judiciário. juntamente com o grupo da poderosa TV Globo, tem inflamados os ânimos e desencadeado verdadeira uma caça às bruxas contra o ex-presidente Lula.


 Sérgio Moro, juíz ambiciosos de Curitiba, Sul do Brasil, aparentemente, tem apenas um objetivo: levar o ex-presidente para trás das grades. Moro comanda os inquéritos do escândalo de corrupção que envolvem a empresa petrolífera estatal Petrobras, e centenas de gestores, lobistas e políticos, incluindo vários altos representantes do Partido dos Trabalhadores de Lula.
Como um furacão, o juiz varreu a elite política e econômica do Brasil. Ele descobriu bilhões desviados. Mais de cem suspeitos estão na prisão, a maioria sem condenação. Muitos brasileiros celebram os juízes-lo como um herói nacional.
 As evidência são poucas.
 Mas nos últimos meses o sucesso aparentemente subiu à sua cabeça. O juiz faz política, o que não não lhe seria permitido. A publicação de conversas telefônicas interceptadas entre Lula e Dilma poucas horas antes da nomeação de Lula como ministro, perseguiu por si só fins políticos, e foi legalmente duvidosa, para dizer o mínimo.
Moro até agora não tem sido capaz de forjar uma acusação consistente contra Lula, embora dezenas de promotores e agentes federais de Curitiba vasculhassem as finanças e condições de vida pessoais do ex-presidente durante meses. A evidência é ainda escassa.
cunhae
Para aliados de Dilma, Eduardo Cunha protelou início do trâmite na espera de piora no cenário
 Lula não tem milhões na Suíça, como o poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, um juiz do Supremo Tribunal de Justiça referiu a ele como um criminoso. Mas isso não impede que Cunha assuma a presidência da comissão, que é responsável pelo impeachment da presidente.
Nesta honrosa comissão de impeachment, senta-se entre outros, um ex-governador de São Paulo, que foi condenado na França por acusações de corrupção, mas não foi entregue pelos brasileiros, porque ele é brasileiro.
O fato de que tais figuras possam dizer palavras decisórias para derrubar uma presidente, que até agora não tem nenhuma culpa que a incrimine. destrói a legitimidade de todo o processo.
Seguidores de Lula alertam sobre estar acontecendo um golpe frio contra a democracia brasileira. Essa preocupação não é sem sentido.