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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Jornal do Brasil - País - 'Forbes': Homem que pediu impeachment de Dilma agora enfrenta seu próprio impeachment

 Como diz a Bíblia que o hipócrita Cunha diz seguir (naquilo que lhe interessa): "Quem com ferro fere, com ferro será ferido"....



'Forbes': Homem que pediu impeachment de Dilma agora enfrenta seu próprio impeachment

Eduardo Cunha disse que é inocente, e que vai recorrer da decisão


Jornal do Brasil
Matéria publicada pela Forbes nesta quarta-feira (15) conta que após receber a notícia de que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados votou por sua cassação, Eduardo Cunha disse que é inocente, e que vai recorrer da decisão.
“Sou inocente da acusação, a mim imputada pelo parecer do Conselho de Ética, de mentir a uma CPI”, disse o deputado, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Para ler matéria original na íntegra, clique aqui:

Segundo a reportagem, Cunha disse também que “o processo foi todo conduzido com parcialidade, com nulidades gritantes, incluindo o próprio relator, que não poderia ter proferido parecer após ter se filiado a partido integrante de bloco do meu partido. Essas nulidades serão todas objeto de recurso com efeito suspensivo à CCJ, onde, tenho absoluta confiança, esse parecer não será levado adiante."
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Forbes diz que além disso, o presidente afastado da Câmara afirmou: “Também confio que, em plenário, terei a oportunidade de me defender e de reverter essa decisão.”



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Temer manobra para salvar Cunha

Apesar de negar interlocutores próximos notam ação do Planalto de Temer para salvar Eduardo Cunha que sabe muito

Integrantes do governo interino de Michel Temer sugeriram a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nos últimos dias que o deputado renunciasse à presidência da Câmara a fim de, em troca, salvar seu mandato, informou a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, na noite desta quarta-feira pelo Twitter; antes, o colunista do 247 Alex Solnik já havia afirmado que o governo provisório atuara decisivamente a favor de Cunha no processo de cassação que corre contra ele no Conselho de Ética da Casa; segundo Sadi, a sugestão ao peemedebista teria sido feita ao menos três vezes pelo Palácio do Planalto, que o alertou que o ambiente no plenário da Câmara "seria tenso"; mas todas foram rechaçadas
Brasil 247




247 – Integrantes do governo interino de Michel Temer (PMDB) atuaram de forma decisiva para tentar salvar o mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da Câmara dos Deputados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o julga pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Cunha é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Nos últimos dias, membros do Palácio do Planalto sugeriram ao deputado para que renunciasse à presidência da Casa a fim de, em troca, salvar seu mandato, informou a jornalista Andréia Sadi, da Globonews, na noite desta quarta-feira 8 pelo Twitter.

Segundo ela, a sugestão teria sido feita ao menos três vezes pelo Planalto, que alertou o peemedebista que o ambiente no plenário da Câmara "seria tenso se a presidência da Câmara não estivesse em jogo". Todas as propostas, porém, foram rechaçadas pelo parlamentar, de acordo com esses interlocutores do governo.

O colunista do 247 Alex Solnik destacou na terça-feira a ação do governo interino para salvar Cunha. Ele lembrou que a votação do relatório que pede a cassação de Cunha no Conselho de Ética estava marcada para terça-feira, quando deveria comparecer a deputada Tia Eron (PRB-BA), cujo voto é decisivo no processo.

Nem Tia Eron compareceu, nem a votação aconteceu. Ela chegou a ser adiada para esta quarta-feira, a pedido do relator, Marcos Rogério (DEM-TO), mas foi suspensa pelo presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo, que não marcou outra data. Tia Eron se manifestou depois da polêmica ausência dizendo que 'não fugiu' e que não se furtará a cumprir com seu dever.

Questionado por jornalistas ontem sobre o assunto, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou que haja interferência do governo no processo contra Cunha. "A independência entre os Poderes faz com que essa pergunta não possa ser respondida pelo governo e, sim lá pelo Legislativo". E completou: a "interferência do governo é zero".

"O interesse que se tem hoje é que as instituições funcionem, a Câmara dos Deputados está funcionando normalmente. A questão da limitação ou não da atuação do deputado Eduardo Cunha, primeiro é uma questão do Legislativo, depois do poder Judiciário. Não teve absolutamente nada que ver com o poder Executivo", afirmou ainda, em coletiva de imprensa.

Na manhã desta quinta-feira, representantes dos quatro partidos que faziam oposição ao governo Dilma e aderiram a Temer — PSDB, DEM, PSB e PPS — expressarão, em um encontro com o presidente interino, o incômodo com a atuação do Planalto na tentativa de salvar o mandato de Cunha, sepultando o parecer que pede a cassação do deputado no Conselho de Ética.

Os líderes pediram uma reunião "o mais rápido possível" para esclarecer se o governo interino estaria mesmo agindo a favor do presidente afastado da Câmara, após reportagens na imprensa. O deputado Pauderney Avelino (AM), líder do DEM, relatou um clima de desconfiança em relação ao Planalto com a denunciada operação.

Fato forte para alimentar a tese foi a reunião realizada na última segunda-feira entre Padilha e o ministro Marcos Pereira (Indústria), presidente do PRB, partido da deputada Tia Eron. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) alertou ainda para um possível encontro que teria havido entre o próprio Michel Temer e Marcos Pereira.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

OAB defende afastamento de Cunha da presidência da Câmara


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Coêlho vai apresentar ao Congresso proposta de mudança no sistema político para o semipresidencialismo

OAB defende afastamento de Cunha da presidência da Câmara

por Evelynpedrozo publicado 11/12/2015 19:18 na RBA (Rede Brasil Atual)

Brasília – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Coêlho, disse hoje (11) que a posição da entidade é pelo afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados. Para ele, já existem evidências de que sua saída da presidência da Casa é importante para o andamento do processo no Conselho de Ética da Casa.
“Os presidentes de seccionais da OAB entenderam que há provas cabais para impor o afastamento do presidente da Câmara, para que o processo no Conselho de Ética transcorra sem interrupções”. disse Coêlho. Ele também destacou o direito de defesa de Cunha, mas afirmou que o processo não pode demorar para ver uma conclusão. “O processo de cassação de seu mandato deve ocorrer com agilidade, garantindo o direito de defesa, mas ocorrendo o quanto antes”,
Coêlho também comentou sobre o pedido de impeachment da presidenta Dilma. Ele evitou se posicionar contrário ou favorável ao impeachment, em uma situação que ele chamou de “posição cômoda de contra ou a favor”, e preferiu analisar a questão jurídica do processo. Nesse sentido, ele elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que suspendeu o rito de impeachment na Câmara.
“O impeachment está previsto na Constituição. Não dá para dizer que o impeachment é uma ruptura constitucional, mas tem que ser feito seguindo o procedimento previsto. Essa decisão do STF é a favor da segurança jurídica. Não é função do Supremo legislar, mas ele poderá dizer em relação ao Regimento Interno da Câmara e à Constituição como as leis devem ser aplicadas.”

OAB propõe semipresidencialismo

O presidente da OAB também disse hoje que vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de mudança no sistema político para o semipresidencialismo. De acordo com essa proposta, que só valeria a partir do próximo governo, o Poder Executivo seria chefiado pelo presidente da República e por um conselho de ministros.
De acordo com Coêlho, a proposta auxilia o país contra “a paralisia das instituições em momentos de crise”. No semipresidencialismo, o presidente da República exerce as mesmas funções de hoje, mas conta com a figura do primeiro-ministro. Esse primeiro-ministro seria uma espécie de chefe dentre os ministros de estado. Ele seria nomeado pelo presidente e também retirado por ele, caso seu trabalho fosse reprovado pela população.
“O primeiro-ministro vai administrar o dia a dia dos negócios do país. É ele e o gabinete de ministros que encaminham a política econômica. E se ele perder a confiança do governo ou da população, o presidente da República o destitui, sem a necessidade de um procedimento como o impeachment”, explicou.
Coêlho defende que o presidente da República não se exponha a crises econômicas, como ocorre hoje no Brasil. O papel do presidente seria mais político, assim como ocorre na França. “O presidente seria um poder moderador. Não queremos transformá-lo em uma peça de figuração. Não dá para dizer que Jacques Chirac e François Mitterrand (ex-presidentes franceses) foram figurativos. O presidente tem que ser alguém altamente capacitado”.
A proposta será levada por Coêlho a deputados em forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A ideia é que algum parlamentar encampe a ideia e a apresente na Câmara para apreciação. Além disso, a proposta passaria por referendo popular. O presidente da OAB disse ainda que vai apresentar a proposta a lideranças políticas do país.
“Vamos visitar o governo e a oposição, as principais lideranças (no Congresso) para apresentar essa proposta. Vamos conversar com o (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso, com o (ex-presidente) Lula e apresentar essa proposta. Queremos, se não uma saída para o presente, uma saída para as crises futuras.”