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domingo, 11 de março de 2018

“Ele foi aconselhado a sair para deputado”: a agonia do golpista Aécio, vítima de si mesmo. Por Kiko Nogueira

Do Diário do Centro do Mundo:


Acabou
A história de Aécio Neves é uma fábula moral sobre aonde levam os baixos instintos na política — e, por que não, na vida.
Com todos os sinais à frente de si e o exemplo de Carlos Lacerda no passado, Aécio se atirou numa aventura golpista que acabou por engoli-lo.
Ainda vamos ouvir falar muito dele neste ano. Dificilmente sob um aspecto positivo.
Aécio tenta lutar para concorrer ao Senado, mas esbarra no PSDB. Além, é claro, do desprezo do eleitorado.
A divulgação das conversas com Joesley foram determinantes para seu fim.
“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”, disse o jagunço, referindo-se ao primo Fred, mostrando sua verdadeira cara.
No Estadão, o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda, do PSB, antigo aliado, falou das ambições do Mineirinho.
“Por onde passo em Minas as opiniões são que a imagem de Aécio que ficou, justa ou injustamente, muito prejudicada”, afirma, usando de sutileza mineira.
Segundo Márcio, “as pesquisas mostram uma rejeição muito grande a ele. Tem sido aconselhado a se candidatar a deputado federal. Eu dei essa opinião a Andrea Neves antes dele enfrentar esse problema mais grave da gravação do Joesley”.
Aécio deve desculpas ao país. Ele e a mana Andrea.
Jamais o farão.
O que torna sua agonia ainda mais patética.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Bob Fernandes sobre a política, a mídia e a guerra da narrativa....


Bob Fernandes / A guerra da narrativa: corrupção ou cartel? Falta d’água ou crise hídrica?...





A Política é teatro. O cidadão, o povo, contracena. De vez em quando, raramente, se torna ator principal.

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Por isso é tão feroz a disputa pela hegemonia da narrativa. A palavra, que liberta ou aprisiona as ideias, é condutora primordial da narrativa.
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No Brasil, cada vez mais na Política, as narrativas buscam emparedar, castrar novas ideias, soluções e caminhos.
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Muitos dizem "petista", ou derivados, como quem vomita. E na busca de intimidar quem seja intimidável.
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Como muitos dizem "tucano" como se estivessem expelindo algo, e com intenção de enquadrar.
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Nessa disputa pela narrativa terminam por aprisionar e encolher as palavras, a imaginação, as ideias.
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"Austeridade" é expressão em voga aqui e mundo afora. Pelo mundo, "austeridade" significa não apenas, mas também, 100 milhões de desempregados desde a crise de 2008.
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E uma conta de US$ 15 trilhões. Por isso, mesmo sem se saber no que vai dar, a ascensão do "Syriza", na Grécia e, talvez, do "Podemos" na Espanha.
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"Syriza" e "Podemos" são rebentos do contubérnio da Crise com a Austeridade.
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No Brasil, na disputa feroz pela hegemonia da narrativa, a corrupção de décadas, de séculos, é protegida por eufemismos. Como, por exemplo, "Cartel".
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Já para os que são novos no ataque ao butim, o que vale é "quadrilha", ou "bando". Essa guerrilha pela hegemonia da narrativa se a cada palavra, a cada caso.
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"Falta d´água", "seca", "racionamento", por exemplo, é coisa para o Nordeste.
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Em São Paulo, no sudeste, o que se diz, mesmo com ameaça de uma tragédia social, é "crise hídrica" e "rodizio".
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Quando é no nordeste se diz que a seca é arma de "coronéis que exploram o atraso". Em São Paulo, no sudeste, foi "São Pedro que não ajudou".
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Amiga, amigo. Ainda mais em tempos de crise, atenção à narrativa.
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Verifique se instituições, ou porta-vozes que vociferam e apontam o dedo, resistem a dois ou três cliques num site de busca.