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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Na posse de Donald Trump, Elon Musk faz gesto nazista

 

Do ICL Notícias:

INTERNACIONAL

Em discurso na posse de Donald Trump, Elon Musk faz gesto nazista

É o segundo apoiador importante de Trump que faz essa mesma saudação em 48 horas


Apoiador de primeira hora de Donald Trump, o dono do X e da Tesla, Elon Musk, discursou em um evento da posse de Donald Trump nesta segunda-feira (20), em Washington, no ginásio Capitol One Arena.

A grande repercussão ficou por conta do gesto feito por Musk com o braço estendido para a frente e a mão espalmada. A saudação é igual à que faziam os nazistas durante o Terceiro Reich.

O empresário foi escolhido por Trump para chefiar o novo Departamento de Eficiência Governamental. Ele exaltou “o sentimento da vitória”. “E não foi uma vitória qualquer. Foi um momento decisivo para a civilização humana.”

“Essa eleição realmente importava. E eu quero apenas agradecer a vocês por fazerem isso acontecer. Obrigado”, afirmou Musk, fazendo o gesto em seguida.

“Graças a vocês, o futuro da civilização está garantido. Teremos cidades seguras, finalmente, fronteiras seguras, gastos sensatos, coisas básicas”, completou.

Musk também falou que o país irá a Marte e disse que será “inspirador” o momento em que “astronautas norte-americanos colocarem a bandeira em outro planeta pela primeira vez”.

Steve Bannon faz gesto nazista

Outro apoiador de Trump fez gesto nazista

Em evento realizado no domingo (19), outro apoiador importante de Trump fez o gesto nazista: Steve Bannon.

Isso aconteceu em uma das atividades relacionadas à posse do novo presidente dos Estados Unidos, em que estavam presentes parlamentares brasileiros, inclusive Eduardo Bolsonaro.

No encontro, Bannon fez referência ao partido alemão de extrema direita AfD e comemorou o fato de a Alemanha ser o próximo país a eleger um governo de direita. A fala foi acompanhada do gesto nazista: braço direito com a palma da mão virada para baixo.

“Nós tivemos uma grande vitória aqui [nos EUA] e estamos ganhando no mundo todo, certo? A próxima parada é a Alemanha. Posso pedir que a Alternativa Para a Alemanha (AfD) se levante? Queremos saudá-los”, disse Bannon.

Resistência se prepara para a gestão extremista de Donald Trump, afirma Jamil Chade

 Bilionários no governo e concluio com magnatas das redes sociais devem fazer com a gestão Trump torne o mundo assustador, na avaliação do jornalista

Do Jornal GGN:

                                                                Crédito: Divulgação

Horas depois do anúncio da vitória de Donald Trump na disputa pela presidência dos Estados Unidos, em novembro, milhares de afro-americanos receberam uma mensagem no celular pedindo que eles comparecessem em um determinado endereço, pois voltariam a plantar algodão – em referência a um capítulo escravagista da história norte-americana.

A informação é do jornalista Jamil Chade, correspondente internacional e referência em geopolítica, que descobriu o fato porque, sediado em Nova York, recebeu um e-mail da escola em que os filhos estudam, informando que a instituição de ensino estava tomando as devidas providências.

Chade, entrevistado do programa TVGGN 20H da última sexta-feira (17), contou que terá início nesta segunda-feira (20), dia da posse de Trump, um mundo absolutamente assustador – especialmente após o conluio do bilionário presidente com os magnatas das redes sociais, que dão continuidade à relação história do setor privado americano com o poder.

“A grande novidade é que, obviamente, esse salto é digital. Esse salto digital representa, obviamente, uma ameaça, não só no que se refere à soberania. Antes você precisava, para defender a Chiquita, você precisava de tropas americanas invadindo a América Central, um país na América Central ou qualquer outro lugar. Hoje você pode fazer isso de uma forma, eu diria, muito mais limpa, com justamente uma operação de inteligência, mas não uma operação de inteligência no sentido de espiões ou nada disso, mas justamente de fraturar sociedades no exterior, de conseguir influenciar o pensamento, o coração, as percepções em todo mundo, em direção a um lado ou em direção ao outro”, observou o jornalista.

Assim, Chade acredita que o mandato do republicano será uma grande ameaça para o mundo, em especial porque até o presidente Joe Biden, que deixa a Casa Branca neste domingo (19), reconheceu o perigo do avanço das oligarquias no próprio país para criticar a concentração exagerada de poder e dinheiro nas mãos de poucas pessoas.

“Essas poucas pessoas que têm a capacidade, diante desse poder, de traçar o destino daquela nação. Então, é uma democracia? Será? E essa é a pergunta, esse é o ponto que o Biden coloca ali. Será mesmo que essa democracia resiste diante de uma oligarquia que chega ao poder? Vamos lembrar dos ministros e secretários e chefes de departamento que o Trump escolheu, nove deles são bilionários”, ressalta o correspondente, que critica o atraso de Biden em reconhecer a desconexão do Partido Democrata com os trabalhadores.

Resistência

O projeto político de Trump é claro: desmontar, cada vez mais, o Estado norte-americano, sob a justificativa de que a liberdade americana e as liberdades fundamentais estão ameaçadas.

“O problema é que quem lidera essa ofensiva pelas liberdades são grupos que desmontam as liberdades. São grupos que querem a liberdade só para eles. Então, por exemplo, o Trump vem falando de paz, mas é a sua paz. Não é a paz que interessa para outros, é a paz que interessa aos americanos”, continua o entrevistado.

Outro ponto relevante para Chade é a chegada da extrema-direita ao poder, tendo em vista que todos os convidados para a posse de Trump são extremistas – o que resulta, basicamente, na criação de uma internacional fascista.

Para enfrentar tal fato, criou-se nos EUA o que o jornalista chama de trincheira legalista, em que grupos que devem ser perseguidos nos próximos quatro anos recebem instruções claras de como reagir a assédios, a quem procurar, quais são os seus direitos, entre outras indicações.

“Uma das recomendações, por exemplo, aqui da sociedade civil é se você vê um vizinho sendo alvo de um ataque, da polícia, etc., apareça, vá à porta, vá à rua, fique na frente da casa. Ou seja, para mostrar, inclusive, para as autoridades, que nós estamos aqui. Então, constranger aquela violação de direitos humanos”, aponta Chade.

Impacto político

Em relação à influência política, a vitória de Trump na disputa pela Casa Branca deve fortalecer o bolsonarismo, que vai tentar usar a proximidade ideológica com o presidente norte-americano para angariar votos.

Mas a eleição da extrema-direita no Brasil em 2026 também deve atender aos interesses de Trump. “É um cenário perfeito para o Trump. Milei [presidente da Argentina], Noboa, no Equador e um bolsonarista ou uma extrema direita no Brasil. (19:21) Então, é um cenário a ser pensado, sim.”

Confira a entrevista completa em:

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Jean Goldenbaum: Mais holofotes sobre o Neonazismo orgulhosamente escancarado de Donald J. Trump

 

Trump é o cabeça deste movimento mundial que pretende construir um novo mundo, no qual o tripé da civilidade e do Humanismo, isto é, Democracia, Justiça Social e Direitos Humanos, seriam desmantelados e substituídos por autoritarismo explícito



Do 247:

A menos de um mês até as eleições que mudarão consideravelmente os trilhos da humanidade, o sociopata que preside os EUA nos oferece praticamente todos os dias alguma nova e bizarra atração. Como sabemos, após conduzir o país de maneira completamente insana durante a epidemia – perdendo o título de pior presidente do planeta somente para aquele “que não é coveiro” –, o cidadão, por humor do destino, contraiu o vírus.

Foi levado ao hospital e tratado da melhor maneira possível com base naquela de quem ele é inimigo, a Ciência. Sim, sem cloroquina brasileira ou injeção de desinfetante (sugerido pelo próprio em abril), o ultradireitista em alguns dias foi dado como curado. Como é muito “macho”, em sua primeira aparição pública após sair do hospital, não estava usando a máscara sanitária (mesmo ainda estando em fase de contágio). E ainda zombou da morte de mais de um milhão de pessoas no mundo, aconselhando os estadunidenses: “Não temam o COVID. Não o deixe dominar suas vidas.” Em resposta ao descaso e à insensibilidade destas palavras, um cidadão comum novaiorquino, que perdeu mãe, tia e avó por causa do vírus respondeu ao presidente sobre o que realmente o dominará: “A perda dos meus mais queridos entes familiares dominará minha vida em todas as maneiras pelo resto dos meus dias” (jornal canadense CBC).

Aproveitando como sempre o momento para tentar fazer propaganda eleitoral, Trump prosseguiu dizendo: “Temos os melhores equipamentos médicos, temos os melhores remédios”. É verdade, os norte-americanos têm de fato tudo do melhor. Ele só se esqueceu de dizer que o tudo de melhor é para poucos, para ricos, e não para a maioria absoluta da população. Os EUA são conhecidos mundialmente por terem um dos sistemas de saúde pública mais desastrosos do planeta. Sempre foi péssimo, melhorou um pouco com o Obamacare e faliu de uma vez por todas após Trump “por birra” acabar com o sistema de Barack. Mais de 215 mil pessoas já morreram, colocando o país em primeiro lugar da lista (embora Bolsonaro esteja bastante empenhado em assumir o posto em breve).

Mas enfim, este artigo não é sobre o Corona. É sobre o fato de Donald J. Trump ser hoje o líder do Neonazismo no planeta. Então vamos lá. Desde sua campanha eleitoral em 2016, estava claro que este seria o caminho que ele seguiria. Depositou todas as suas esperanças no ódio, no racismo, na xenofobia, no sexismo, no fanatismo religioso, nas armas. Alinhou-se a Steve Bannon, um dos homens mais perigosos do mundo, apóstolo principal da Supremacia Branca mundial e, para a surpresa de ninguém, amigo da família Bolsonaro.

Ao longo de seu mandato vimos ocorrer incontáveis manifestações nazistas. A mais marcante certamente foi a histórica marcha que ficou conhecida como “Unite the Right” (Una a Direita) ocorrida em 11 e 12 de agosto de 2017 em Charlottesville, Virgínia. Confiantes e legitimados pelo homem da Casa Branca, os manifestantes se autoidentificavam de diversas formas: supremacistas brancos, neonazistas, neofascistas, nacionalistas brancos, alt-right (“Direita alternativa”), neo-confederados, membros do Ku Klux Klan, entre outros. Carregando armas e símbolos nazistas, incluindo a bandeira com a suástica, entoavam cantos racistas e antissemitas.

Como resposta a este horror, contramanifestantes se posicionaram em resistência. Um nazista de 20 anos, James Fields Jr., deliberadamente dirigiu seu carro em direção a estas pessoas, atropelando e assassinando Heather Heyer, de 32 anos, e ferindo mais 28 pessoas. Fields foi condenado a prisão perpétua. Trump pronunciou-se sobre o incidente dizendo que condenava a violência, mas sabia que na marcha e na contramarcha havia “pessoas muito boas em ambos os lados”. Sim, foi isso o que ele disse. Está registrado. Esta foi sua maneira de elogiar publicamente os nazistas.

A partir daí, a cada dia ficava mais claro o posto que o presidente ocupava: a liderança mundial da Extrema-direita, que conta com “irmãos mais novos” líderes de outros países, como Bolsonaro, Netanyahu, Orbán, Johnson, que regem imensa gama de neonazistas armados até os dentes a seus serviços.

No primeiro debate das eleições presidenciais de 2020 contra Joe Biden, em 29 de setembro, o moderador ofereceu a Trump a derradeira chance de condenar publicamente os grupos de supremacistas brancos no país. Mais uma vez ele declinou. Surgiu então o nome dos Proud Boys (“Garotos orgulhosos”), um grupo neofascista formado somente por homens, fundado em 2016. Estão classificados pelo FBI na categoria de ‘grupo extremista’. A ADL (Liga da Anti-difamação), uma das maiores autoridades no que diz respeito ao combate a todo tipo de preconceito e discriminação, afirma que os membros do grupos “são conhecidos por serem antitransgêneros, antiimigrantes e antissemitas”. De acordo com a Southern Poverty Law Centre, organização sem fins lucrativos que oferece serviços legais a pessoas vulneráveis, a gangue é conhecida por sua “retórica misógina e anti-islâmica”. O grupo é violento e sempre busca impedir manifestações antirracistas e antifascistas, como as que ocorreram em decorrência da morte de George Floyd.

Pois bem, Trump em plena rede nacional enviou um recado ao grupo: “Proud Boys, stand back and stand by”, o que se traduz em algo como “estejam atrás e estejam preparados”. Ou seja, ele literalmente convoca o grupo neonazista a trabalhar para ele e em sua defesa. Antes que reste alguma dúvida sobre o entendimento ou a interpretação das palavras do presidente, devo comunicar o leitor de que os Proud Boys, imediatamente após o debate, orgulhosamente incorporaram o slogan como seu logotipo. Tal fato foi documentado por diversos jornais nacionais e internacionais, como o New York Times, o Indian Express e o Times of Israel, para citar alguns. Até mesmo aqui na Alemanha – país que entende o que é Nazismo mais do que qualquer outro – foi noticiado no tradicional Frankfurter Rundschau: “Donald Trump corteja neonazistas: ‘Proud Boys’ celebram a ‘ordem de marcha’ de Donald Trump”. O jornal também aponta que as empresas Amazon e Ebay bloquearam o merchandising com o slogan em questão, que já estava preparado para ser vendido pela internet.

Enfim, no momento Trump está atrás nas pesquisas. Mas – como expliquei em meu artigo anterior – ao que tudo indica ele fará o possível e o impossível para impedir sua derrota. Fraudes nos correios (uma vez que imensa parte dos votos será realizada desta forma) e a contrariedade de delegados estaduais ao voto popular são ameaças perigosíssimas. Estejamos preparados.

Por fim, antes de terminar, preciso falar dos judeus estadunidenses. Felizmente a comunidade judaica de lá é muito mais consciente (e decente) que a brasileira. Enquanto no Brasil esta se dividiu pela metade entre bolsonaristas e anti-Bolsonaro, nos EUA a maioria absoluta dos judeus vota nos Democratas consistentemente há décadas. Em 2016, 71% votaram em Hillary Clinton e somente 24% em Trump. Espera-se que em 2020 número semelhante se repita.

Pois bem, Trump é o cabeça deste movimento mundial que pretende construir um novo mundo, no qual o tripé da civilidade e do Humanismo, isto é, Democracia, Justiça Social e Direitos Humanos, seriam desmantelados e substituídos por autoritarismo, neo-escravidão e direitos humanos somente para “humanos direitos”. Mais 26 dias, companheiras e companheiros. Ninguém solta a mão de ninguém.