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quinta-feira, 16 de março de 2017

Do Pragmatismo Político: O Dia em que o Brasil Parou sem a ajuda da Globo


O Brasil parou nesta quarta-feira (15/03) sem a ajuda da imprensa. Pelo contrário, a Globo e outros veículos da mídia tradicional fizeram um esforço tremendo para garantir que nada estava acontecendo

manifestações fora temer brasil parou

A população brasileira foi às ruas nesta quarta-feira (15) em todas as capitais do país e no distrito federal para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Temer.
O Dia Nacional de Paralisações foi organizado por professores da rede pública, estudantes, motoristas, metroviários, metalúrgicos, bancários, aposentados, movimentos sociais e sindicais. Foram registrados atos em mais de 200 cidades do Brasil.
Como era de se esperar, as manifestações não tiveram a devida cobertura da mídia, nem antes, nem durante e nem depois. Sem helicópteros, sem drones e entradas ao vivo. Pelo contrário, os protestos chegaram a ser criminalizados pelos veículos da imprensa tradicional.
Nunca é demais lembrar que a TV Globo, à época dos protestos pelo impeachment de Dilma Rousseff, foi elemento central para o sucesso de público daquelas manifestações, já que convocava os atos desde as primeiras horas do dia.
avenida paulista manifestação 15 03
Imagem da avenida paulista nesta quarta-feira (15/03)
Na avenida paulista, em São Paulo, onde os organizadores estimaram um público de mais de 200 mil pessoas, não havia apenas gente identificada com bandeiras do campo progressista.
Várias pessoas diziam que foram enganadas pela Globo e que perceberam que foram lesadas. “Estamos acordando e aderindo à luta”, disse uma manifestante que participava de um ato popular pela primeira vez.
Imagem da manifestação no Rio de Janeiro:
Rio de Janeiro Candelária 15 03
Uma professora que caminhava pela paulista reclamava que o projeto que Michel Temer tenta implantar no Brasil foi rejeitado pelas urnas. “Esse golpe foi contra os trabalhadores, os aposentados e, principalmente, contra as mulheres”.
Guilherme Boulos, coordenador do MTST, reforçou o que a reportagem de Pragmatismo Político identificou nas ruas. “O dia de hoje é um marco. Até aqui, nas últimas manifestações, estavam vindo às ruas apenas os movimentos organizados. Hoje tivemos um salto de qualidade. Muita gente que não está necessariamente mobilizada veio às ruas. Começou a cair a ficha sobre o tamanho do ataque das reformas trabalhista e da Previdência. É o início de um novo momento”.
A avaliação de Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular, vai no mesmo sentido. “Está caindo a ficha da população. No momento do impeachment de Dilma a coisa era mais politizada. Nesse momento, é uma questão concreta, o povo está fazendo as contas. Não é uma coisa que depende de filiação partidária, o prejuízo [se aprovadas as reformas trabalhista da Previdência] vai ser de todo mundo”.
Por tudo o que se viu neste 15/03, é impossível dar as costas para o óbvio: sem a ajuda da Globo, o Brasil parou.
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sábado, 29 de outubro de 2016

‘A juventude brasileira encontrou seu futuro em Ana Julia Ribeiro’, diz texto da Revista Forbes



Texto de Shannon Sims comenta o discurso da estudante na Alep e sinaliza que “a crise educacional” do Paraná “é particularmente aguda” desde que professores foram reprimidos pelo Governo de Beto Richa (PSDB) em uma manifestação.
Informação – Por Rafael Bruza no Independente
A estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro(16) discursa na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) / Foto – Reprodução (Alep)

A estudante secundarista Ana Júlia Ribeiro(16) discursa na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) / Foto – Reprodução (Alep)


“As notícias do Brasil tendem a ser duras. Turbulência política, escândalos de corrupção, roubos, estupros, mortes e ultraje. Pode ser desgastante cobrir o Brasil como um jornalista; imagine quão exaustivo deve ser viver no Brasil como brasileiro. Mas hoje, boas notícias vieram de um lugar improvável. Nas últimas 24 horas, o Brasil se familiarizou com o que muitos brasileiros acreditam que é a voz mais promissora que ouviram nos últimos anos. E, notavelmente, é a voz de uma menina de 16 anos chamada Ana Júlia Ribeiro”.
Assim a jornalista Shannon Sims introduziu o texto em que apresenta o discurso da estudante secundarista do Colégio Estadual Manuel Alencar Guimarães. Ana Julia falou na tribuna na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) nesta quarta-feira (26), sobre as visões dos estudantes que participam das mais de 800 ocupações feitas em escolas do estado e se opõem à PEC 241 de teto de gastos, à MP de Reforma do Ensino Médio e ao Escola sem Partido.
“É um insulto a nós (estudantes), que estamos lá nos dedicando e procurando motivação todos os dias, sermos chamados de doutrinados. É um insulto aos estudantes. É um insulto aos professores”, disse a estudante, que também apontou culpa dos representantes do Estado na morte do estudante Lucas Mota dentr de uma ocupação.
“Ontem eu estive no velório e não recordo de nenhum desses rostos aqui. Nós sabemos que nós estávamos preocupados. Vocês estão aqui representando o Estado. A mão de vocês está suja com o sangue do Lucas. Não só do Lucas, como de todos os adolescentes e estudantes que são vítimas disso. O sangue do Lucas está nas mãos de vocês! – exclamou a estudante na tribuna da Alep.
“Então, o que está acontecendo aqui”? – questiona a jornalista no texto da revista Forbes. “Ana Júlia está se dirigindo aos líderes do governo do estado do Paraná sobre a escalada da crise que assola muitos – mais de 1.000 – de escolas do país. Com um forte sotaque paranaense, ela começa seu discurso com uma pergunta que já apareceu várias vezes em mídia social brasileira: ‘De quem é a escola’? Ela continua a responder a sua pergunta retórica explicando por que ela acredita que o movimento de ocupar escolas – que é ideologicamente associado ao de esquerda – é legal e legítimo”, afirma a jornalista no texto.
“Com honestidade surpreendente, ela (Ana Julia) admite que é um desafio para os jovens estudantes para ser capaz de digerir todas as políticas e políticas apresentados nos meios de comunicação e, em seguida, determinar se eles vão favorecer ou combatê-los”, escreve a jornalista, que cita a estudante.
“A nossa dificuldade em conseguir formar um pensamento é muito maior do que a de vocês. Nós temos que ver tudo que a mídia nos passa. Fazer um processo de compreensão, de seleção, para daí conseguir ver o que vamos ser a favor e o que vamos ser contra. E é um processo difícil. Não é fácil para os estudantes, mas mesmo assim decidimos fazer isso. Não estamos lá para fazer baderna, não estamos lá de brincadeira. Estamos lá por um ideal. Estamos lá porque acreditamos no futuro do nosso país. Nós sabemos pelo que estamos lutando. A nossa bandeira é a educação. A nossa única bandeira é a educação”, afirmou Ana Lucia no discurso.
Contexto
Após apresentar o discurso de Ana Julia, a jornalista da revista Forbes explica o contexto em que as ocupações de estudantes estão ocorrendo.
“No estado brasileiro do Paraná, a crise educacional é particularmente aguda. Atualmente, 850 escolas estão ocupadas neste pequeno estado. E a questão da educação e protestos no Paraná tem uma história difícil. Foi em Curitiba, capital do Paraná, que cerca de um ano atrás escola pública professores encheram as ruas em protesto contra mudanças em seus planos de pensão. Seu protesto foi recebido com violência do estado (controlado pelo governo de Beto Richa, do PSDB), e mais de 100 professores ficaram feridos. Cenas de policiais batendo em professores enviaram ondas de choque ao redor do país e lançaram as bases para o discurso de Ana Júlia”, escreve a jornalista.
Sims também ressalta que a postura de Ana Julia é políticamente contrária ao Governo de Michel Temer e que a eleição municipal de outubro de 2016 “foi uma derrota para os esquerdistas do Brasil”.
“Cidades que antes eram lideradas por progressistas andando de bicicleta, como São Paulo, votaram em líderes centristas usando o botão direito no mês passado”.
O texto também comenta a morte de Lucas Mota, “encontrado com ferimentos de faca em seu peito, supostamente causada por outro estudante após uma discussão sobre as drogas”, e diz que o assassinato teve efeito duplo.
“Por um lado, a sua morte reafirmou a posição de quem acusa o movimento de ser um criador de problemas que tira vantagens do Estado. Ao mesmo tempo, a morte de Mota adicionou combustível para o movimento da ocupação, que anteriormente era um protesto que caiu mais sob a égide de um protesto contra as políticas do governo, mas que cada vez mais se tornou, para os seus apoiantes, um protesto sobre os direitos humanos. Ou, mais especificamente, sobre os direitos dos alunos”, afirma o texto.
Momento dramático
A jornalista Shannon Sims também disse que o “momento mais dramático” do discurso ocorreu quando a estudante falou sobre a morte do estudante Lucas Mota e acusou os representantes de estarem com as “mãos sujas de sangue”.
A jornalista da revista Forbes disse que o presidente da casa, Ademar Traiano (PSDB), que representa “um partido de centro-direita”, segundo a jornalista, interrompeu a sessão após a declaração contra os deputados e ameaçou fechar a sessão.
“Você não pode atacar os parlamentares aqui”, diz Ademar Traiano “com raiva de Ana Julia”, segundo a jornalista da Forbes. “Aqui ninguém tem as mãos manchadas de sangue”, conclui o deputado.
Sims também relata o que houve após a interrupção feita pelo presidente da casa.
“A adolescente não tenta gritar com o presidente da sessão, ela não tenta desrespeitá-lo ou se envolver em uma discussão. Em vez disso, ela fica fria em si mesma e emite calmamente a crítica mais contundentede todas. ‘Peço desculpas, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente nos diz que a responsabilidade para os nossos adolescentes – os nossos alunos – encontra-se com a sociedade, a família, e o estado’.
“A palavra ‘estado’ cai como uma gota no microfone da sessão”, relata a jornalista, que depois explica por que o discurso da jovem foi bem recebido.
“Enquanto ela representa uma opinião política que muitos não concordam, a forma como ela se apresenta é tão segura de si que tem atraído a respeito até mesmo brasileiros que pode não concordar com a sua posição”, diz o texto.
É por isso que há um coro gritando “Ana Julia me representa!”, segundo a jornalista.

Jornalista formado em Madri, retornou ao Brasil em 2013 para lançar um meio de comunicação próprio. Formou uma parceria com um programador e lançou o Indepedente. Acredita que a mudança no mundo está dentro de cada um e trabalha para que seus leitores tenham uma visão realista, objetiva e construtiva do planeta Terra.

sábado, 6 de agosto de 2016

Juristas garantem: você tem direito de protestar contra Temer nos eventos das Olimpíadas



Do Justificando:

Nos primeiros eventos esportivos do Jogos Olímpicos Rio 2016, pessoas que protestaram contra o presidente interino Michel Temer foram repreendidas pelos fiscais dos jogos. Os vídeos que tem repercutido nas redes sociais mostram fiscais repreendiam quem se manifestavam contrariamente ao chefe provisório do executivo nacional, com o aviso de que qualquer material será apreendido e a pessoa excluída do evento.
Os fiscais ainda mencionam a existência de uma lei que diz ser proibido gritar, vestir camisetas, exibir faixas ou qualquer outra demonstração que seja contra Temer. 
Veja o vídeo:
Em outro vídeo postado por usuário da rede social, o fiscal é ainda mais duro, aflorando os ânimos na discussão.
 O Justificando perguntou a três juristas se as pessoas podem protestar como elas bem entenderem contra o Temer, incluindo gritar, vestir camiseta, compor uma música, apitar, enfim, agir até onde vá a criatividade humana sem o uso da violência.
É evidente que pode. Qualquer coisa diferente disso é ditadura. - afirmou o Historiador e Professor de Ciências Criminais da Universidade Federal do Rio Grande Salah H. Khaled Jr.
O Procurador do Estado de São Paulo, Márcio Sotelo Felippe explica que o direito de gritar "Fora Temer" nos estádios está garantido na Constituição. "O direito de expressão e manifestação é garantido pela Constituição brasileira como direito fundamental".
Felippe afirma que a conduta é reflexo do autoritarismo que tem crescido no país - "Nem devemos ficar surpresos com isso que está acontecendo. Um golpe que foi dado rasgando a Constituição resulta num governo que viola cotidianamente a carta magna. É estado de exceção. A Constituição de 1988 não existe mais", afirmou. 
Já o Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Marcelo Semer, acredita, depois do golpe parlamentar, a Constituição não valha mais muita coisa. Mesmo assim, ele acha que essa proibição não tem razão de ser- "A proibição é inconstitucional o que, convenhamos, não significa muita coisa nos dias atuais".

Não existe a referida lei que veda protestos contra Temer

Mencionada no vídeo, a lei que proíbe a manifestação da mulher contra o presidente interino não existe. Isso porque, a lei das olimpíadas dispõe em um dos seus incisos que não pode exibir "para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável".
No entanto, a própria lei abre exceção quando a pessoa exercer seu direito ao livre exercício de manifstação - é ressalvado o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana.
Ou seja, pode protestar em paz. O direito, pelo menos, você tem.
Foto: NINJA

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Wagner Moura publicamente Canta a Democracia e não reconhece o Golpista Michel Temer como presidente legítimo





CANTA A DEMOCRACIA

Canta a Democracia é o nome do espetáculo e também da campanha que coloca no palco artistas e grandes nomes da cultura brasileira que querem defender os direitos de todo cidadão brasileiro. O Brasil das mulheres. Dos negros. Dos cidadãos LGBT. Dos indígenas. O Brasil dos trabalhadores, dos aposentados, dos estudantes, de todos nós. O Brasil que já teve importantes conquistas e não pode, de forma alguma, voltar para trás. Um país que tem de preservar o que já conseguiu com muita luta. Um país que tem de assegurar o direito do voto. Um país que diz não ao golpe.

Saiba mais: https://www.catarse.me/cantaademocracia

sábado, 11 de junho de 2016

Em São Paulo, manifestantes ameaçam promover greve geral no país

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Milhares de pessoas se reúnem na Avenida Paulista em protesto contra o presidente interino, Michel Temer (Elaine Patrícia Cruz/Agência Brasil)
Manifestantes ocuparam a Avenida Paulista e os organizadores estimam que 100 mil pessoas participaram do ato na noite desta sexta-feiraElaine Patrícia Cruz/Agência Brasi
Durante ato realizado na noite desta sexta-feira (10), na Avenida Paulista, em São Paulo, movimentos sociais e sindicais ameaçaram  promover uma greve geral no país, caso o governo do presidente Michel Temer promova mudanças na Previdência Social ou a perda de direitos de trabalhadores.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disse que “Se passar a pauta conservadora de mexer com a Previdência, de tirar os direitos dos trabalhadores, estamos conclamando vocês: vamos organizar a maior greve geral que este país já teve”,



“O governo Temer não vai ter sossego porque nós não admitimos que o capital financeiro faça os ajustes retirando os direitos e acabando com os direitos do povo brasileiro”, disse Gilmar Mauro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).
O ato foi convocado pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo sem Medo e reuniu movimentos e centrais sindicais. Teve também a presença de muitos políticos  da região, além de um show do cantor Chico César. “Aqui é momento de unidade de todas as forças populares, democráticas e de esquerda para barrar o golpe e depor um governo ilegítimo”, disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão.
Também participou do ato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, pela manhã, recebeu a visita da presidenta afastada Dilma Rousseff, na capital paulista, para conversarem, segundo o Instituto Lula, sobre “a situação política do país”.
Na Paulista, Lula discursou por cerca de 35 minutos. No início de seu discurso, Lula disse que não poderia convocar uma greve geral no país: “Não posso falar em greve geral porque não estou dentro da fábrica e porque aposentado não faz greve”.
Segundo os organizadores, o ato contou com a presença de 100 mil pessoas. A Polícia Militar não fez uma estimativa do público presente à manifestação.

Edição: Jorge Wamburg

Protesto contra Temer reúne milhares de pessoas e fecha a Avenida Paulista


Elaine Patricia Cruz – Repórter daAgência Brasil

Manifestação contra Michel Temer na Avenida Paulista

O ex-presidente Lula deve participar da manifestação contra Michel Temer na Avenida PaulistaElaine Patrícia Cruz/Agência Brasil





Milhares de pessoas se reúnem neste momento na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), em um protesto contra o presidente interino Michel Temer. O ato deve contar com a presença do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O número de manifestantes ainda não foi informado pela Polícia Militar.
O ato foi convocado pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo sem Medo e reúne movimentos e centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Nacional dos Estudantes (UNE), Intersindical, CTB, Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outros.
No protesto, manifestantes seguram faixas pedindo a saída de Michel Temer. Há também um varal com fotos tiradas em protestos em São Paulo. Um imenso caminhão de som foi atravessado na Avenida Paulista, ao lado do Masp, onde os líderes dos movimentos sociais se revezam para falar. É neste caminhão que, mais tarde, deverá estar o ex-presidente Lula.

Manifestação contra Michel Temer na Avenida Paulista
Os manifestantes mostram fotos tiradas em outros protestos na capital paulistaElaine Patrícia Cruz/Agência Brasil

“A manifestação tem como principal mote o Fora Temer. Porque não entendemos que este seja um governo legítimo, não reconhecemos esse governo e principalmente porque ele é um governo de ataque aos movimentos sociais e de ataque aos direitos sociais e de criminalização dos movimentos sociais e de repressão”, disse Carina Vitral, presidente da UNE.
“O mais importante para os movimentos sociais aqui é impedir o impeachment, impedir o golpe”, afirmou Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, em entrevista coletiva concedida no local pouco antes do início do ato.
Para o líder do MTST, Guilherme Boulos, o governo atual representa um retrocesso no país. “É preciso entender a gravidade do momento que estamos vivendo. Está em curso no país um duplo golpe. Há um golpe por existir um presidente que não foi eleito por ninguém, que foi eleito por uma forma indireta, por um Parlamento descrebilizado na sociedade, mas também é um golpe contra os direitos sociais. Estão querendo aplicar um programa que também não foi eleito por ninguém e que é um programa de retrocessos”, destacou.
“Essa mobilização de hoje é um capítulo. As mobilizações vão se intensificar a cada passo que esse governo ilegítimo tente atacar o direito social dos trabalhadores”, acrescentou Boulos.
Plebiscito
Segundo Freitas, os movimentos ainda não avaliaram a posição da presidenta afastada Dilma Rousseff que disse ontem (9), em entrevista ao jornalista Luiz Nassif, na TV Brasil, que, caso volte à Presidência, vai pedir um plebiscito.
“Sobre esse tema, não temos ainda uma posição conjunta do movimento. A coisa mais importante que construímos nessa crise toda foi essa linda unidade da esquerda brasileira para impedir o impeachment e retomar a democracia”, disse o presidente da CUT. “Impedido oimpeachment, vamos discutir alternativas no campo da mobilização popular de enfrentamento contra o retrocesso.”
Freitas disse ainda que as centrais sindicais não vão aceitar a flexibilização da Previdência.
“Esse desgoverno, em um mês, causou mais transtorno para a classe trabalhadora do que podíamos imaginar. Não aceitaremos nenhuma mudança na Previdência que não seja discutida no foro dos trabalhadores e que apresente retirada de direitos. Não aceitamos idade mínima, não aceitamos igualar homens e mulheres e não aceitamos a ideia de acabar com o Ministério da Previdência”, concluiu.
Edição: Armando Cardoso

quinta-feira, 2 de junho de 2016

PSDBista conspirador, com denúncias nas costas, e agora "chanceler" do desgoverno interino Temer, José Serra se sente "ameaçado" por brasileiros em Paris



 O conspirador entreguista José Serra enfrenta protestos onde quer que vá no mundo. Primeiro foi em Buenos Aires. Agora, é em Paris. Ele se sente "atacado" pelos manifestantes.... Veja o vídeo e leia a reportagem... Tadinho do Serra bonzinho, tão "democrático" que ele é.... Não parece ser à toa que ele tanto se parece com o simpsoniano Mr. Burns...


José Serra pede que polícia francesa reprima manifestantes contra o golpe.
June 1, 2016
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Marcia Bechara no blog Brigada Herzong
José Serra, CHANCELER DO GOLPE, ligou ontem para a Polícia Francesa, pedindo repressão do movimento dos brasileiros em Paris.

Segundo informações, um grupo de manifestantes foi recebido por policiais franceses, tão logo que chegaram na OCDE, onde um grupo de 40 brasileiros com bandeiras, cartazes e palavras de ordem gritavam contra o golpe no Brasil.

Policiais franceses à paisana já estavam a espera e não deixaram que os manifestantes se aproximassem da entrada oficial do evento.

Serra prevendo a manifestação contatou a polícia e tratou de mistificar o ato.. Duas brasileiras da organização que haviam pedido autorização para a manifestação de hoje receberam ONTEM À NOITE UM TELEFONEMA DA POLÍCIA FRANCESA DIZENDO QUE "MONSIEUR SERRA" estava se sentindo AMEAÇADO.

A organização do movimento alertou os brasileiros ontem à noite sobre a NOTIFICAÇÃO OFICIAL de José Serra à polícia francesa.  Os manifestantes relatam que forte aparado foi montada entorno do evento, contudo, os golpistas não deixaram de sentir o descontentamento dos bravos manifestantes que lá estavam.

José Serra se vale do que sabe melhor, mentir e distorcer manifestações legítimas.  PEDIU ARREGO PARA A POLÍCIA FRANCESA DIZENDO QUE SE SENTIA "AMEAÇADO".

Quem não deve não Temer. Policiais franceses visivelmente constrangidos disseram no final: "à la prochaine". "Até a próxima". Não tem arrego. Espalhem. Golpista bom é golpista sem credibilidade. É a primeira vez na vida que escuto falar de um político brasileiro que telefona para uma polícia estrangeira para reprimir movimento fora de seu país. Além de má-fé, é uma enorme cara-de-pau. É vilania. 

domingo, 22 de maio de 2016

Globo repete 1984 ao esconder protestos pelo ‘Fora Temer’ no país, por Esmael Morais

globo_censura
Fotos: divulgação/Povo Sem Medo/MÍDIA NINJA.
Ao esconder 40 mil belorizontinos recepcionando a presidente Dilma Rousseff (PT) egritando ‘Fora Temer’, na sexta (20), a TV Globo repetiu 1984 quando, em plena ditadura militar, a emissora escondeu 300 mil pessoas na Praça da Sé, em São Paulo, no comício das ‘Diretas Já’ para presidente da República.
A Globo e os jornalões que compõem a velha mídia golpista também têm escondido outros eventos que pedem a saída do governo precário Michel Temer (PMDB). Ao logo dos últimos 10 dias, foram incontáveis protestos pela democracia e pelo ‘Fora Temer’.
A censura às manifestações populares e artísticas remonta há 32 anos, numa época que era proibido discordar do regime fardado. Agora, a liberdade de expressão segue ameaçada por uma ditadura civil jurídica-política-midiática.
Em Porto Alegre, ocorreram diversos protestos contra os retrocessos do interino Temer. A ilegitimidade do governo provisório também mobilizou Curitiba, São Paulo, Rio, Brasília, Macapá, Recife, Salvador, dentre outras capitais e cidades importantes do país. No entanto, a velha mídia na qualidade de sócia do golpe de Estado vem censurando essas manifestações plurais e suprapartidárias.
A pergunta ainda continua pertinente: até quando conseguirão censurar uma nação inteira que grita a plenos pulmões ‘Fora Temer’?
A censura de 32 anos atrás, na Sé, ao menos a TV Globo mentia que se tratava de comemoração dos 430 anos de São Paulo. Agora, em plena democracia, a emissora sequer registra as presenças da presidente eleita e de milhões nas ruas brasileiras.