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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Luciano Hang, o empresário-modelo do bolsonarimo, é um dos alvos da operação do STF contra fake news


O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, é alvo de uma ação da Polícia Federal nesta quarta-feira (27) que investiga a disseminação de fake news a favor de Jair Bolsonaro. A corporação está na casa dele, em Santa Catarina

Luciano Hang

Luciano Hang (Foto: Romério Cunha/VPR)

247 - O empresário Luciano Hang, dono das lojas Havan, é alvo de uma ação da Polícia Federal nesta quarta-feira (27) que investiga a disseminação de fake news a favor de Jair Bolsonaro. As buscas estão sendo realizadas na casa dele, em Santa Catarina. Ao todo, a operação tem 29 mandados de busca e apreensão depois que as ordens foram expedidas pelo ministro do Suprmeo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, relator do inquérito.
Após publicar fake news no Twitter, Hang já havia sido condenado pela Justiça do estado de São Paulo a indenizar o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, em R$ 20,9 mil. 


segunda-feira, 30 de março de 2020

Política Pública não deve servir ao Mercado, por Andre Motta Araujo


Não se poderia esperar outro padrão da equipe neoliberal de Chicago, está no seu DNA, TUDO PELO MERCADO NADA PARA A SOCIEDADE

Política Pública não deve servir ao Mercado

por Andre Motta Araujo, no GGN

Há uma perigosa ilusão no ambiente de mega crise econômica do Coronavírus. A de que essa equipe econômica de Chicago poderá operar o conjunto de providências de garantia de renda de subsistência para os antigos pobres e os novos pobres da economia informal paralisada pela quarentena. Essa equipe tem nível de fanatismo ideológico inédito no comando da economia brasileira desde 1945.
Quando se dizia que Roberto Campos era um ortodoxo ninguém imaginava que apareceria um Paulo Guedes comandando QUATRO ministérios não só da área econômica, mas também da social, o do Trabalho e Emprego, além de indiretamente comandar a PETROBRAS e o INSS. Nunca um grupo mediano e sem vivência política antes no Brasil teve tanto poder.
As necessidades de contrabalanço social da mega crise econômica que já está instalada exigem outro tipo de comandantes, mentes arejadas, ecléticas, mesmo que conservadoras, mas especialmente cérebros de primeira ordem com sensibilidade social e capacidade de empatia com o sofrimento alheio, algo que nem passa pela cabeça de quem passa férias em Miami no mesmo momento em que dois milhões de idosos, desempregados, gestantes se amontoam em filas do INSS, além de inexplicáveis filas do Bolsa Família, não causam nenhum sentido de urgência em neoliberais da Florida.
O primeiro ato no início do governo Bolsonaro de que esse viés anti pobre se instalou foi no chamado “combate à fraude” no INSS quando, em poucas semanas, se cancelaram 269 mil benefícios, algo estranho porque o INSS não costuma ser pródigo na concessão de benefícios. Como poderiam ser encontrados tantos benefícios fraudados em tão pouco tempo?  Uma presunção é de que cancelaram benefícios por irregularidades formais, gente doente que não pode ir ao posto fazer prova de vida, por exemplo.
Cancelar um benefício de gente carente significa, muitas vezes, uma sentença de morte, para cancelar seria preciso MAIS CUIDADO, ir à casa do beneficiado, na dúvida não se deve cancelar, é uma questão de visão de mundo e de atitude de solidariedade com os miseráveis, especialmente quando os benefícios no INSS raramente são expressivos, a esmagadora maioria fica na faixa do salário mínimo.
Cancelar por presunção de fraude atingindo tanta gente é uma temeridade. Foi esse o aperitivo da passagem do INSS para o comando do Ministério da Economia, colocando uma entidade cujo finalidade é social para o comando de fanáticos da ideologia de mercado.
Se vislumbra um tsunami social e econômico no Brasil da quarentena e para lidar com essa hecatombe é preciso um espirito solidário, compreensivo, aberto, generoso, competente e eclético, com visão macro, do naipe e sem sugerir nomes, de um Armínio Fraga e uma Monica de Bolle, conservadores flexíveis e não  ortodoxos com ideias fixas e demodés, cozinheiros de um prato só e ruim.
A urgência é óbvia, TODOS OS QUE PROPÕE QUARENTENA TEM RENDA GARANTIDA, quarentena para quem depende do ganho no dia para comprar o jantar é algo fácil recomendar mas é difícil de resolver na prática, é tarefa de gigantes que tenham vocação de políticas públicas.
A mídia e grande parte da classe política cai sobre o Presidente por causa da crise, mas poupam essa fraquíssima equipe econômica, fraca mesmo antes da crise, conforme comprovam seus parcos resultados e que tem como único instrumental as míticas e resolvedoras “reformas” e nada mais. Como confiar nos mesmos para uma crise infinitamente pior e mais grave do que a normalidade da qual os mesmos personagens não davam conta?
POLÍTICAS PÚBLICAS NÃO PODEM DEPENDER DO MERCADO
O presidente do BNDES, que chama a atenção pela juventude e imaturidade, no sentido de falta de bagagem para comandar o maior banco estatal de fomento do mundo, apresentou uma série de programas de refinanciamento de dívidas de empresas, permitindo prorrogação por até 6 meses de prestações de empréstimos do BNDES, mas ele realçou com ênfase que a prorrogação DEPENDE DO CRITÉRIO DO AGENTE REPASSADOR, isto é, do banco que operou o crédito com dinheiro do BNDES, ganhando uma comissão pelo repasse, o chamado Banco Agente. Quer dizer, um programa de POLÍTICA PÚBLICA para enfrentar uma crise social fica a CRITÉRIO DO MERCADO, uma completa aberração.
O Banco Agente pode NEGAR a prorrogação ou, pior ainda, pode conceder, mas em troca de outros negócios do devedor com o mesmo banco. Na prática, quem tomou crédito do BNDES com um Banco Agente tem outros negócios com esse mesmo banco, no mundo real os Bancos Agentes usam dessa condição para alavancar outros negócios com o cliente, por exemplo, apólices de sua seguradora, PIOR ainda, pode condicionar a prorrogação do crédito do BNDES ao pagamento prévio desse devedor de outras dívidas com o próprio banco, o que, na prática, significa que o banco se aproveita de uma política pública para limpar sua carteira de outros riscos, é o que costuma acontecer.
Na prática está se usando uma POLÍTICA PÚBLICA para benefício do mercado, sem que esse precise operar com seu capital, ele usa dinheiro público para sua vantagem.
Ao contrário dos programas para atender aos desempregados e informais sem renda, o número de devedores do BNDES não é grande, dá perfeitamente para o BNDES atender diretamente em regime de força-tarefa ou até por Internet ou na hipótese de cobertura territorial, pode atender via CAIXA ECONÔMICA ou BANCO DO BRASIL.
O absurdo é DELEGAR AO MERCADO a decisão de fazer ou não a prorrogação com DINHEIRO PÚBLICO, quer dizer o ESTADO DELEGA AO MERCADO A DECISÃO do uso do dinheiro público, o que obviamente beneficia os bancos agentes que irão tirar proveito da crise sem correr riscos e sem usar seu capital.
Não se poderia esperar outro padrão da equipe neoliberal de Chicago, está no seu DNA, TUDO PELO MERCADO NADA PARA A SOCIEDADE, o Estado deve ser mínimo, mas sempre que a ocasião se apresenta VAMOS TIRAR VANTAGEM DO ESTADO, como por exemplo fazer curso em Chicago com bolsa do Estado ou ganhar dinheiro com fundos de pensão estatais, aí o neoliberal troca de camisa por algum tempo até tirar o proveito do Estado, depois batalha pelo Estado Mínimo.

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

O Caso Agatha é mais um exemplo mais ou menos midiaticamente estimumado/acobertado da sanha dos Capitalistas comedores de criancinhas, por Fábio de Oliveira Ribeiro



    No Rio, a PM é obrigada a matar crianças inocentes nos bairros pobres para proporcionar segurança às crianças brancas dos bairros nobres. Desigualdades econômicas/sociais/raciais/geográficas estão se tornando absolutas e abissais.


Por 
 Fábio de Oliveira Ribeiro no Jornal GGN


Capitalistas comedores de criancinhas, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Há algum tempo, aqui mesmo no GGN, disse que nós estamos sendo obrigados a viver num regime de interpretação permanente. Isso permite ao poder público interpretar o direito à vida como um entrave ao dever do Estado de matar seus inimigos (qualquer que seja ele) o que obriga o Judiciário a tratar o homicídio como um crime que merece ser perdoado ou eventualmente premiado (se for cometido por um policial).
Uma menina inocente de 8 anos foi assassinada pela polícia. Isso deveria ser suficiente para causar indignação pública e reformas institucionais. Mas não foi exatamente isso o que ocorreu, pois uma parcela significativa da população politicamente ativa aderiu à “pedagogia do assassinato” que se tornou a única política de segurança pública no Rio de Janeiro. Pior… a aprovação popular das execuções policiais tem sido interpretada pelos membros do Sistema de Justiça como uma autorização que foi dada a eles para não aplicar mais os princípios constitucionais que limitam e reprimem o excesso de violência estatal.
Eu tenho 55 anos e cresci num mundo em que os adultos assustavam as crianças dizendo que os comunistas eram comedores de criancinhas. Nos dias de hoje os comunistas se posicionam contra o assassinato de criancinhas que são praticados por policiais comandados por governadores que se dizem campeões do capitalismo neoliberal evangélico.
No texto acima mencionado, eu também disse que “Aqueles que chegaram ao poder não desejam uma reconfiguração da sociedade. Eles querem interditar o debate para garantir sua permanência no poder.” Por isso, o jornal “O Globo” se recusou a noticiar a morte da criança para não obrigar seu governador a lidar com as consequências. Quando é impossível interpretar a notícia a favor dos aliados do jornal (ou contra os adversários do dono dele) o público deve ser impedido de interpretá-la?
Censurada pela Ditadura Militar, a imprensa encontrava meios de contornar a censura. Liberada pela democracia, a imprensa resolveu conspirar contra ela e agora não pode mais deixar de praticar a autocensura.
No mundo em que eu cresci o medo dos comunistas era uma ferramenta política utilizada de maneira cirúrgica. Mas nenhuma criancinha que eu conheci foi realmente devorada por comunistas. Ironicamente, na fase atual são os inimigos mortais do comunismo que tentam salvar o país fazendo os cemitérios devorar criancinhas inocentes.
Um regime político que nasceu da mentira repetida à exaustão não pode se apoiar na verdade. O moralismo seletivo conseguiu não apenas desumanizar os jornalistas. Ele desumanizou até mesmo os filhos dos jornalistas, que estão sendo obrigados a viver num mundo em que as “outras” crianças podem ser mortas e aterrorizadas pela política. Essa separação entre duas populações confinadas num mesmo território não vai pacificar a sociedade. Ela apenas resultará numa tragédia ainda maior.
A Constituição Federal garante a igualdade de todos perante a mesma Lei, sem qualquer distinção. No Rio de Janeiro a PM é obrigada a matar crianças inocentes nos bairros pobres para proporcionar segurança às crianças brancas dos bairros nobres. Desigualdades econômicas/sociais/raciais/geográficas estão se tornando absolutas e abissais.
Como vimos no texto mencionado no início, Slavoj Žižek afirmou que “…a política ocorre apenas quando a possibilidade de reconfiguração torna-se manifesta.” (Mitologia, Loucura e Riso – A subjetividade no idealismo alemão, Markus Gabriel e Slavoj Žižek, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 2012, p. 136). Se ele estiver certo, devemos admitir a hipótese de que a inexistência de possibilidade de reconfiguração da política leva necessariamente a ruptura.
As condições de possibilidade da população carioca acreditar na convivência pacífica sob a autoridade da Lei está sendo destruída pelas autoridades estatais. Portanto, uma reação violenta não será apenas previsível, ela será necessária. Caso contrário, a morte de Aghata Vitória Sales Felix terá sido em vão. Muitas outras crianças pobres e inocentes serão assassinadas.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Do El País: Fremdschämen, a constrangedora ‘aula’ sobre nazismo dos brasileiros aos alemães





O termo alemão para "vergonha alheia" resume o que foi a enxurrada de críticas de internautas brasileiros ignorantes a um vídeo da Embaixada alemã afirmando que nazismo é de direita.

Do El País

Fremdschämen, a constrangedora ‘aula’ sobre nazismo dos brasileiros aos alemães

por Marina Rossi e Regiane Oliveira
São Paulo / Recife 
Uma palavra sintetiza a aula sobre nazismo que um grupo de brasileiros tentou dar aos próprios alemães na Internet: fremdschämen (vergonha alheia). O que era para ser um vídeo sobre como se ensina a história do nazismo, publicado no Facebook pela Embaixada da Alemanha em Brasília e pelo Consulado Geral em Recife, se tornou um campo de guerra nas redes sociais.


No vídeo institucional, a Alemanha explica que desde cedo as crianças são ensinadas confrontar os horrores do holocausto, como parte do pensamento de conhecer e preservar a história para não repeti-la. No país é crime negar o holocausto, exibir símbolos nazistas, fazer a saudação "Heil Hitler". O vídeo deixa claro que o nazismo é uma ideologia da extrema direita. "Devemos nos opor aos extremistas de direita, não devemos ignorar, temos que mostrar nossa cara contra neonazistas e antissemitas", afirma no vídeo Heiko Mass, ministro das Relações Exteriores.
Muitos internautas contestaram o ministro: "Extremistas de direita? O partido de Hitler não se chamava Partido dos Trabalhadores Socialistas? Onde tem extrema direita?", perguntou um internauta, em relação ao Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei), que ficou ativo no país entre 1920 e 1945. O partido de Hitler misturava uma cultura paramilitar racista, populista, antissemita e anti-marxista, algo como "contra tudo o que está aí" e " ou pelos verdadeiros alemães "de bem".
Houve quem tentasse explicar onde estava o erro da embaixada: "Não é só pelo nome do partido. É uma concentração de poder no Estado. A esquerda (comunismo/socialismo) acredita em poder centralizado no governo para a construção de uma sociedade melhor. A direita acredita na descentralização desse poder, por isso advoga um poder maior ao indivíduo e não ao coletivo (...)". Isto é, como Hitler centralizava o poder, logo, ele não poderia ser de direita, segundo esse internauta.
Enquanto alguns tentavam ver o lado positivo da iniciativa e marcavam amigos para tentar provar que o nazismo é, sim, de direita - "(...) se o Consulado alemão explicando que o nazismo é de extrema direita não te convencer, não sei o que mais poderá", escreveu um internauta. Outros até ameaçaram a embaixada: "[Vocês] perderam uma enorme chance de ficar de boca fechada. Mas não se preocupem. Estou compartilhando este post na Alemanha. Vamos ver o que irão dizer!"
Damaris Jenner, responsável para assuntos de imprensa na embaixada, explica que a ideia era falar sobre como se ensina história na Alemanha. “Na semana em que pensamos em fazer esse vídeo, aconteceram as manifestações em Chemnitze vários jornais brasileiros noticiaram”, diz ela. Os protestos foram realizados por militantes da extrema direita desde o final de agosto contra a morte de um alemão, supostamente esfaqueado por dois imigrantes, e que terminaram em atos de violência.
“Achamos que seria interessante ligar esses dois assuntos para mostrar essa discussão na Alemanha”, afirma Jenner. Mas a reação dos internautas surpreendeu. “Não imaginávamos que repercutiria dessa forma”, diz. “Nosso vídeos costumam ser bem assistidos, mas esse foi excepcional”. Até o fechamento desta reportagem, o vídeo tinha mais de 630.000 visualizações na página da embaixada. Jenner diz que, além da audiência alta, fez diferença o engajamento dos usuários. "Geralmente tem menos debate”, diz. Ela afirma que alguns comentários foram respondidos “de forma cordial” pela própria embaixada ou pelos consulados que replicaram o vídeo, mas que em muitos casos os próprios usuários responderam uns aos outros.

"Quem protesta contra os nazistas não é de esquerda, mas normal"; "direitos humanos ao invés de humanos de direita" e "nós somos todos humanos", nos cartazes em protesto em Chemnitz, na Alemanha, no dia 3 de setembro.  GETTY IMAGES
Apesar da polêmica e de alguns comentários pouco cordiais de usuários, a embaixada não pretende retirar do ar a publicação. “Isso é um assunto importante em muitos países atualmente”, diz Jenner, sobre a temática levantada pelo vídeo. “Mas as reações daqui são devido a situação política do Brasil”, afirma. Desde as jornadas de junho de 2013, o país vive um clima acirrado de polarização política. Grupos alinhados ao pensamento da direita se uniram em torno do impeachment da petista Dilma Rousseff. Enquanto grupos de esquerda acusavam os adversários de golpe. Neste cenário, a defesa falaciosa de que o nazismo seria um movimento de esquerda se tornou comum entre militantes da direita nas redes sociais.

Na escola, os alemães começam a aprender sobre o nazismo quando têm  entre 13 anos e 15 anos. E no Brasil também. "Os alunos da rede pública estudam este tema em História em dois momentos do ciclo básico: no nono ano do ciclo fundamental e no terceiro ano do ensino médio", afirma o professor de história da rede pública de São Paulo Danilo Oliveira. A diferença é que, enquanto na Alemanha a história do Terceiro Reich está nas ruas, no turismo e nas memórias das famílias, no Brasil, as lembranças do passado de influência nazista vão sendo apagadas pelo desinteresse sobre o tema.
É o que aconteceu com a Fazenda Cruzeiro do Sul, em Paranapanema, interior do Estado, onde funcionou na década de 1930 uma colônia nazista. A história da fazenda ganhou destaque a partir do trabalho do historiador Sydney Aguilar que descobriu como 50 meninos órfãos do Rio de Janeiro foram escravizados por dez anos a ponto de terem sido privados até mesmo de seu nome, eles só ganhavam números. Essa história foi contada no filme Menino 23, lançado em 2016. O prédio da sede, construído com tijolos com o desenho da suástica, já não existe mais. O proprietário começou a demolir a estrutura em 2012, e terminou em 2016. E só restou à Procuradoria Geral do Estado processar o dono.
O professor Oliveira admite que o nível de informação dos brasileiros sobre grandes temas da humanidade, como o nazismo, pode piorar nos próximos anos. Isso porque a diferença entre as ideologias de direita e esquerda são mais aprofundadas nas disciplinas de história e sociologia no ensino médio, que deixarão de ser obrigatórias se a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para esta etapa de estudos for aprovada. Por enquanto, como disse um internauta, "brasileiros questionando a embaixada alemã sobre nazismo é 8 a 1 para Alemanha". Mas pelo andar das coisas, esse placar ainda tem potencial para crescer muito.