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segunda-feira, 13 de abril de 2020

The Economist-Revista Exame: para que servem o exército brasileiros? O histórico recente mostra que é para reprimir e policiar seu próprio povo em proveito de uma elite


The Economist, jornal britânico, 
descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns de repressão interna. A Economist alerta que a implantada confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. “As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis”, diz a reportagem.

Do site da revista Exame:



Exército
Exército no Palácio do Planalto, 24/05/2017 (Valter Campanato/Agência Brasil/Agência Brasil


São Paulo – O Brasil tem o 15º maior exército do mundo e gasta mais com defesa do que o estado de Israel. No entanto, o país não tem inimigos militares há séculos.
Na edição de 6 de julho, a revista britânica The Economist decidiu investigar esse aparente paradoxo do aparelho militar brasileiro.
E descobriu que as forças armadas têm se tornado, cada vez mais, forças policiais comuns. E a crise econômica tem um papel central nesse fenômeno: com os estados sem dinheiro, os governantes têm precisado de mais e mais socorro federal.
Embora apenas 20% dos pedidos de patrulhamento extra sejam atendidos, segundo a reportagem, os soldados do exército passaram em média 100 dias em operações nas cidades, mais do que a média dos nove anos anteriores juntos.
Esse desvio de função, de acordo com a revista, não parece desagradar os brasileiros: os militares foram eleitos como a instituição mais confiável do país, e os soldados são vistos como honestos, gentis e competentes.
Os soldados, por sua vez, tentam se adaptar às novas funções: em um centro de treinamento em Campinas (SP), eles testam bombas de gás lacrimogêneo, por exemplo, para poder usá-las em protestos.
No entanto, usar militares em funções policiais tem seus riscos, segundo a publicação. Para começar: soldados custam mais caro que policiais. O uso de alguns milhares de militares pode sair por mais de um milhão de reais, segundo a revista.
Além disso, a Economist alerta que a confiança irrestrita nas forças armadas é antidemocrática. “As tropas são treinadas para emergências, não para manter a ordem no dia-a-dia. E transformar um recurso emergencial em presença cotidiana pode minar a confiança da população nas instituições civis”, diz a reportagem.
O próprio exército tem outras aspirações. Um rascunho do próximo relatório de defesa fala pouco em “ameaças”, mas muito em “capacidades desejáveis”, diz a Economist.
Um dos focos principais do documento é a proteção das riquezas naturais do Brasil, o que pode se tornar crucial se as previsões pessimistas sobre o aquecimento global se mostrarem corretas.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Até a golpista Editora Abril, através da Revista Exame, teve de anunciar: Após Wall Street Journal, The New York Times elogia Haddad

Do site da Revista Exame.com:



BRASIL05/10/2015 16:00


Após Wall Street Journal, The New York Times elogia Haddad


Fernando Haddad: o jornal norte-americano faz um elogio às políticas iniciadas pelo prefeito e 
critica gestões anteriores que teriam "arrasado praças rodeadas de árvores, demolido pérolas da 
arquitetura e investido pouco em transporte público"

Por Marcel Hartmann, do Estadão

São Paulo - Em meio a uma sucessão de políticas desastrosas ao longo dos anos que
pioraram o problema de mobilidade urbana na cidade de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) 
lidera um movimento que desafia a supremacia do automóvel, afirma o jornal The New York Times 
em uma reportagem publicada na edição deste domingo, 4  (de outubro de 2015).

O jornal norte-americano faz um elogio às políticas iniciadas pelo prefeito e critica gestões anteriores que teriam "arrasado praças rodeadas de árvores, demolido pérolas da arquitetura e investido pouco em transporte público".

A matéria se soma à reportagem do The Wall Street Journal, publicada dia 23 de setembro, que também elogia as ações lideradas pela Prefeitura de São Paulo.

O NYTimes cita que Haddad se inspira em políticas de Nova York, Bogotá, Paris e outras cidades para construir centenas de quilômetros de ciclovias e de corredores de ônibus, alargar calçadas, reduzir limites de velocidade, limitar estacionamentos em lugares públicos e proibir carros em "proeminentes avenidas", em referência ao fechamento da Avenida Paulista nos finais de semana.

A publicação também lembra que Haddad é criticado por uma parcela dos paulistanos por conta da amplitude de suas políticas e da pressa com que elas estariam sendo implementadas.

Para o jornal, as reclamações refletem "a resistência a qualquer proposta feita pelo Partido dos Trabalhadores (PT)", ao qual o prefeito pertence e que é suspeito de participar de diversos escândalos de corrupção.