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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Altamiro Borges: Garotinho e Cabral presos, mas Aécio, Serra e Alckmin seguem intocáveis

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Cabral e Garotinho são presos. E os tucanos?
Em menos de 24 horas, dois ex-governadores do Rio de Janeiro – Anthony Garotinho e Sergio Cabral — foram presos pela Polícia Federal sob a acusação de corrupção.
A situação do Estado, que já é caótica, tende a se agravar e pode descambar para total perda de controle.
O governo carioca, que baixou um pacote de medidas genocidas para “ajustar suas contas”, está sitiado.
Os protestos dos servidores públicos, as maiores vítimas do “ajuste”, são cada vez mais radicalizados.
A mídia falsamente moralista, que adora a escandalização da política, faz a festa.
A TV Globo, que até agora não engoliu a derrota para sua “rival” no pleito municipal, promove um autêntico show midiático.
As denúncias contra os dois ex-governadores são graves, mas muita gente questiona os métodos aplicados nas prisões.
No caso de Anthony Garotinho, que foi detido na quarta-feira (16), ele é acusado de ter chefiado um esquema de compra de votos nas eleições de Campos dos Goytacazes (RJ), sua base eleitoral.
A prefeitura da cidade, sob comando da sua esposa, teria dobrado o número de beneficiários do Cheque Cidadão, a partir de junho passado, com nítidos propósitos eleitoreiros.
Ainda segundo a Justiça Eleitoral do Estado, o ex-governador tentou coagir duas testemunhas do caso e eliminou documentos públicos que ajudariam na apuração dos supostos crimes.
Já no caso de Sergio Cabral, preso na manhã desta quinta-feira, as denúncias são ainda mais pesadas.O ex-governador é acusado de liderar uma quadrilha que desviou R$ 224 milhões em contratos com várias empreiteiras – entre elas, a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia.
A propina foi paga na concessão de obras públicas como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
A ex-primeira-dama, Adriana Ancelmo, teve sua condução coercitiva decretada pela Operação Lava-Jato e outras noves pessoas envolvidas no esquema já foram presas.
A mídia fez grande escarcéu com a prisão, mas evita lembrar que Sergio Cabral é do mesmo partido do Judas Michel Temer, o PMDB.
Cadê a prisão dos chefões do PSDB?
Diante de tantas prisões e emoções, os internautas mais inquietos questionam: quando chegará a vez dos tucanos?
Afinal, vários chefões do PSDB já foram acusados de corrupção, mas nunca foram molestados pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pela mídia sem moral.
O cambaleante Aécio Neves, por exemplo, já teve o seu nome citado em várias delações premiadas.
O ex-ministro Romero Jucá, que confessou que o “golpe dos corruptos” teve como objetivo “estancar a sangria” da Lava-Jato, chegou a afirmar que o presidente nacional do PSDB seria “o primeiro a ser comido” com o prosseguimento das investigações.
Até hoje, porém, ele permanece intocado.
Já o governador de São Paulo, o “picolé de chuchu” Geraldo Alckmin, segue totalmente blindado, apesar dos incontáveis escândalos na sua eterna gestão – “trensalão tucano”, falcatruas na Sabesp, máfia da merenda escolar.Nesta quinta-feira (17), representantes das empreiteiras envolvidas no acidente nas obras da linha 4-amarela do metrô confirmaram houve pagamento de propina, inclusive a um promotor de Justiça, para abafar a tragédia que resultou em sete mortes, em janeiro de 2007.
Em outro caso escabroso, até o abjeto site Antagonista, de extrema-direita, postou nesta semana que há fortes suspeitas de que o governador paulista recebeu R$ 2 milhões em propina da Odebrecht.
A escandalização da política prossegue no Brasil – gerando descrença na sociedade e estimulando os fascistas que pedem a volta da ditadura militar.Mas os tucanos permanecem impávidos, com a sua retórica falsamente moralista. Será que o tumultuado quadro político, com prisões e caos nas cidades, visa criar o clima para o “golpe dentro do golpe”, possibilitando a volta dos tucanos – sem votos – ao governo central?
Como ironizam os internautas, parece que basta se filiar ao PSDB para nunca ser processado, investigado, condenado e, muito menos, preso!
Ou o plano dos falsos “justiceiros” do Ministério Público, da Polícia Federal e da mídia monopolista é ainda mais tenebroso? Numa terra arrasada, nem os tucanos escapariam da extinção? O que você, leitor, acha?
PS do Viomundo: E os R$ 23 milhões que a Odebrechet teria pago ao chanceler José Serra, hein? Por causa da interpretação de uma ligação telefônica, o ex-presidente Lula não se tornou ministro do governo Dilma numa decisão tomada de forma monocrática por… ah, tá explicado.
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sábado, 29 de outubro de 2016

Odebrecht diz que caixa dois para Serra foi pago em conta na Suíça (mas como ele é do PSDB, "pode", não é Mr. Moro?, assim como pode o Aécio ter contas em Liechstein... Já quem é honesta é golpeada por um impeachment sem base)


Da Conexão Política:


                                    Denuncia contra Serra na lava jato R$ 23 milhões no caixa 2.

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, hoje chanceler, na eleição de 2010. A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça. O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que integrou a coordenação política da campanha de Serra. O caixa dois operado no Brasil, de acordo com os relatos, foi negociado com o também ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB-RJ), próximo de Serra.

Os repasses foram mencionados por dois executivos da Odebrecht nas negociações de acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, e a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Um deles é Pedro Novis, presidente do conglomerado de 2002 a 2009 e atual membro do conselho administrativo da holding Odebrecht S.A. O outro é o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, que atuava no contato junto a políticos de São Paulo e na negociação de doações para campanhas eleitorais. Ambos integram o grupo de 80 funcionários (executivos e empregados de menor expressão) que negociam a delação. Mais de 40 deles, incluindo Novis e Paschoal, já estão com os termos definidos, incluindo penas e multas a serem pagas. Falta apenas a assinatura dos acordos, prevista para ocorrer em meados de novembro.

A Folha revelou em agosto que executivos da Odebrecht haviam relatado à Lava Jato o pagamento de R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) por meio de caixa dois para a campanha de Serra em 2010, quando ele perdeu para a petista Dilma Rousseff. Foi a primeira menção ao nome do político tucano na investigação que apura esquema de desvio de recursos na Petrobras. Para corroborar os fatos relatados, a Odebrecht promete entregar aos investigadores comprovantes de depósitos feitos na conta no exterior e também no Brasil.
(…)
Outro lado
Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), disse, por meio de sua assessoria, que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”. “E reitera que não cometeu irregularidades”, afirmou.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso aos relatos feitos pelos executivos da empreiteira que citam o seu nome. Por meio de seu advogado, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, Cezar Coelho afirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, na qual o tucano foi derrotado pela afilhada política do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff (PT). No entanto, Cezar Coelho negou que tenha feito arrecadação para o tucano. “Como fundador do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho participou de todas as campanhas presidenciais da sigla”, disse Mariz de Oliveira.
(…)
A reportagem tentou contato com o ex-deputado Márcio Fortes por meio de telefone celular e de sua empresa, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição. A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.