Carol também postou imagens da professora que solicitou o trabalho, Ana Paula Giocondo leciona história no Colégio Cívico Militar, participando dos atos golpistas
(Foto: Reprodução)
247 - A deputada federal Carol Dartora (PT-PR) usou suas redes sociais para denunciar apologia ao nazismo em uma escola estadual cívico militar de Arapongas (PR). Nas imagens compartilhadas pela parlamentar aparecem jovens com suásticas e um manequim que imita o ditador Adolf Hitler. De acordo com publicações ainda no ar no perfil do Colégio Estadual Marquês de Caravelas, as atividades do projeto incluiram ainda uma visita e entrevista com Relinda Kronemberg, filha de um soldado nazista e moradora de Rôlandia (PR). O depoimento foi gravado e seria exibido na escola:
Carol também postou imagens da professora que solicitou o trabalho. Ana Paula Giocondo leciona história no Colégio Cívico Militar, participando dos atos golpistas contra o processo democrático que elegeu Lula presidente (Imagem acima).
De acordo com o jornal O GLOBO, Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Paraná nega que se trate de apologia, mas "uma tentativa de detalhar os horrores da Segunda Guerra Mundial para que tais eventos sombrios nunca mais se repitam".
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro ouve nesta terça-feira (26) o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo de Jair Bolsonaro.
O envolvimento golpista do general na depredação da Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2022, pode ser elencado direta e indiretamente.
No que tange ao envolvimento indireto, há de se esclarecer o papel daqueles que foram nomeados por ele para o GSI e que, durante o ataque golpista, ainda faziam parte da equipe de transição.
Um outro ponto a ser discutido é o recebimento de pessoas envolvidas no 8 de janeiro, durante sua gestão, no GSI, entre os dias 1º de novembro e 31 de dezembro de 2022, inclusive, de um golpista preso em flagrante no ato. Os deputados Rubens Pereira Júnior (PT) e Rogério Correia (PT-MG) apresentaram o pedido citando reportagem da Agência Pública, que divulgou essas informações.
Apresentaram requerimentos os senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Ana Paula Lobato (PSB-MA), Izalci Lucas (PSDB-DF), Eduardo Girão (Novo-CE), e os deputados Rafael Brito (MDB-AL), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Duarte Jr. (PSB-MA), Duda Salabert (PDT-MG), Erika Hilton (Psol-SP) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ)
O general é apontado como um dos principais mentores dos ataques e seu depoimento pode ser fundamental para esclarecer o plano golpista, se houver colaboração. De acordo com a Revista Isto É, fontes da Segurança Pública afirmaram que Heleno utilizou do aparato técnico do órgão que estava sob seu comando e a influência nas Forças Armadas para evitar a posse de um presidente eleito democraticamente.
O grupo intitulado Notícias Brasil foi desfeito no dia do golpe. Heleno, porém, disse não se recordar por fazer parte de inúmeros grupos. Este foi criado em 2016, em meio ao impeachment sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff – hoje reconhecido como golpe.
Em entrevista à TV GGN, em abril, o então chefe interino do GSI, Ricardo Cappelli, afirmou que o órgão estava sob influência do general Heleno no 8/1.
O indicado pelo presidente Lula e o ministro da Justiça Flávio Dino, aproveitou para reforçar o fato de que não faz sentido levantar acusações contra o general G. Dias, que tinha apenas 6 dias à frente da pasta. Dias pediu demissão do cargo após um vídeo vazado pela CNN [entenda o que aconteceu pela análise de Luis Nassif]. A entrevista completa com Cappelli, na TV GGN, você pode conferir por aqui.
Transmissão ao vivo pela TV GGN:
Confira nesta terça, a partir das 9h, a transmissão da CPMI dos atos golpistas, na TV GGN:
Fique por dentro do assunto com a cobertura do Jornal GGN:
Em sua delação à PF, o tenente-coronel Mauro Cid contou que o almirante Almir Garnier disse que sua tropa estaria pronta para aderir a intentona golpista
Almir Garnier Santos e Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
De acordo com a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Garnier “teria dito a Bolsonaro que sua tropa estaria pronta para aderir a um chamamento do então presidente. Já o comando do Exército afirmou, naquela ocasião, que não embarcaria no plano golpista”. >>> Mauro Cid entrega Bolsonaro e diz que ele consultou militares sobre golpe
Segundo o jornalista Aguirre Talento, do UOL, o rascunho do decreto com a proposta golpista propondo a convocação de novas eleições, bem como a prisão de adversários políticos, foi apresentada a Bolsonaro pelo então assessor Filipe Martins, que também foi acusado por Cid de fazer parte do chamado “gabinete do ódio”, responsável por promover ataques e divulgar fake news contra opositores e adversários do ex-mandatário. >>> Mauro Cid delata participação de ex-assessor de Bolsonaro no 'gabinete do ódio'
Órgão de inteligência afirmou que as comunidades usavam 'narrativas de deslegitimação' das instituições para 'avançar teses extremistas violentas' e 'fomentar movimentos de insurreição armada'
Por Eduardo Gonçalves— Brasília
Material de grupo neonazista e supremacista apreendido em operação da Polícia Civil do RS feita em parceria com a Abin — Foto: Reprodução/ Polícia Civil do RS
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) detectou que grupos identificados com bandeiras neonazistas e de supremacistas brancos em aplicativos de mensagens tentaram se associar a movimentos de contestação, sem provas, dos resultados das eleições de 2022. Segundo a Abin, cinco comunidades do Telegram reuniu cerca de 2.800 membros para fomentar "narrativas de deslegitimação" das instituições.
Os documentos da agência de inteligência do governo foram elaborados em 25 de novembro e 1º de dezembro de 2022 e foram encaminhados à Polícia Federal e à Polícia Civil do Rio Grande do Sul — que, em junho deste ano, realizou operação para combater discursos de ódio difundidos no grupo. Na ocasião, três pessoas foram presas e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas, Nova Santa Rita e Novo Hamburgo.
Passo a passo de extremistras na antessala e no gabinete da Presidência da República
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Aantessala e no gabinete da Presidência da República
— Eles (grupos nas redes sociais) guardam relação com várias destas células extremistas, inclusive com os materiais e folders que apreendemos — afirmou Tatiana Bastos, delegada titular da Polícia de Combate à Intolerância de Porto Alegre.
A Abin aponta que as células neonazistas e extremistas tiveram um aumento de engajamento após a eleição presidencial. “Até o pleito eleitoral de 2022, não se identificava histórico de envolvimento sistemático de grupos supremacistas e neonazistas com pautas políticas ou manifestações. Apesar disso, em monitoramento de grupos virtuais utilizados para disseminação de conteúdo supremacista na conjuntura eleitoral, observou-se aumento da interação e da visualização”, diz trecho do relatório.
Os grupos, segundo a Abin, foram utilizados para indicar suspeitas infundadas de fraudes nas urnas, divulgar bloqueios em rodovias federais e disseminar panfletos sobre a "luta contra comunistas".
"Alguns grupos neonazistas demonstram interesse em associar narrativas supremacistas a movimentos de contestação dos resultados eleitorais e adotam discursos que dialogam com pautas de outros movimentos para recrutar novos adeptos e promover ações violentas contra autoridades, instituições e agrupamentos antagônicos", diz o relatório.
Um dos grupos identificados pela Abin, com o nome de “Resistência Sulista 1 Divisão", foi criado no Telegram em 3 de outubro de 2022, mas as primeiras publicações só se deram em 30 de outubro de 2022 — no dia do segundo turno das eleições. No canal, foi postado um vídeo que ensina técnicas de como fabricar armas de fogo por meio de impressoras 3D. "Esse é um canal com vários diagramas de armas 3D, baixem, imprimam e passem para frente", diz a publicação.
Outro canal identificado é o "Sul Independente Milícia", que, segunda o órgão, "difunde imagens com estética e teor associados ao neonazismo aceleracionista — vertente do neonazismo que defende a necessidade de atos de violência por atores isolados ou pequenas células como forma de acelerar o colapso da sociedade".
Em 31 de outubro de 2022, foi criado outro grupo no Telegram, o "Soldati Della Luce"(Soldados da Luz), que se autodescreve como "milícia digital". O canal é repleto de referências racistas e diz em sua descrição que foi criado para defender a raça branca, criticando a criação do Ministério da Igualdade Racial no governo Lula.
Os oficiais da Abin também identificaram que os grupos eram usados para discutir ataques a autoridades públicas. Em uma das mensagens interceptadas, um dos integrantes pedia uma lista de "possíveis alvos com nome e endereço completos". Em suas conclusões, a agência afirma ver articulação de extremistas no período pós-eleição como uma estratégia para arregimentar novos membros e "promover ações violentas contra autoridades".
"Além de sinalizar tendência de radicalização, demonstram interesse em associar narrativas supremacistas a movimentos de contestação dos resultados eleitorais e adotam discursos que dialogam com pautas de outros grupos para recrutar novos adeptos e promover ações violentas contra autoridades, instituições e agrupamentos antagônicos", diz o documento.