Da TV Afiada
Andréia Sadi conta na GloboNews que ex-integrantes do governo Bolsonaro estão irritados com os pedidos de indiciamento de militares no relatório da CPI dos Atos Golpistas. "Acharam que teriam alguma blindagem", diz Sadi.
Da TV Afiada
Andréia Sadi conta na GloboNews que ex-integrantes do governo Bolsonaro estão irritados com os pedidos de indiciamento de militares no relatório da CPI dos Atos Golpistas. "Acharam que teriam alguma blindagem", diz Sadi.
Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1, Cid teria relatado a interlocutores que algumas das propostas golpistas teriam sido feitas por um ex-ministro do governo Bolsonaro e pelo ex-deputado federal Daniel Silveira.

247 - O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, testemunhou aliados do então ocupante do Palácio do Planalto sugerirem um golpe militar após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O militar foi preso preventivamente durante a Operação Venire, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (3), com o objetivo de apurar fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro e de pessoas próximas ao ex-mandatário. Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1, Cid teria relatado a interlocutores que algumas das propostas golpistas teriam sido feitas por um ex-ministro do governo Bolsonaro e pelo ex-deputado federal Daniel Silveira.
“No relato de Cid, havia pressões a Bolsonaro para que ele 'virasse o jogo', assinando 142 [artigo 142 da Constituição Federal, utilizado por bolsonaristas para justificar uma intervenção militar] e, até, que encampasse um golpe para prender ministros do STF, como Alexandre de Moraes. A partir desse roteiro, Bolsonaro convocaria novas eleições e ordenaria voto impresso. No relato do fiel escudeiro de Bolsonaro, o ex-presidente apenas ouvia as propostas de seus aliados”, diz a reportagem.
As possíveis revelações de Mauro Cid sobre a intentona golpista somam-se aos temores de aliados e partidários de Jair Bolsonaro de que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso pela suspeita de omissão nos atentados terroristas do dia 8 de janeiro, faça uma delação premiada e implique diretamente o ex-mandatário.
Torres está preso desde o dia 14 de janeiro, acusado de omissão durante os atos terroristas do dia 8 daquele mês, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em uma tentativa de tomar o poder do presidente Lula. As investigações citam ainda a 'minuta do golpe' encontrada pela Polícia Federal na casa de Torres. O documento previa um 'estado de defesa' na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar o resultado das eleições livres e justas que deram vitória ao presidente Lula.