Mostrando postagens com marcador filho de Mourão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filho de Mourão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Filho de Mourão vira assessor do presidente do Banco do Brasil e triplica salário


"Há 11 anos ocupa a mesma função como assessor da área de agronegócio, e para isso ganhava R$ 12 mil. Agora, receberá R$ 36,3 mil por mês para exercer a "mesma função", segundo apurou a Folha de São Paulo".


Do GGN:



Foto: Agência Brasil
Jornal GGN - Antonio Hamilton Rossell Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, foi promovido a assessor especial do presidente do Banco do Brasil e terá o salário mais que triplicado, segundo informações da Folha de S. Paulo desta terça (8). 
 
Rossell é funcionário de carreira do banco há 18 anos. Há 11 anos ocupa a mesma função como assessor da área de agronegócio, e para isso ganhava R$ 12 mil. Agora, receberá R$ 36,3 mil por mês para exercer a "mesma função", segundo apurou a Folha, mas lotado no gabinete da presidência, assessorando diretamente Rubem Novaes.
 
Mourão compareceu na posse de Novaes como presidente do BB - mas não comparecer à posse de outros dirigentes de bancos públicos.
 
O jornal observou que "a forma como o filho de subiu na carreira foi considerada inusual por funcionários. A ascensão, segundo eles, costuma ser progressiva." 

Promoção "repentina" do filho do vice militar Mourão causa revolta entre funcionários do BB – inclusive os bolsonaristas. Por Carlos Fernandes



Do DCM:




A “nova era” no Brasil já começou. A tão alardeada moralidade na coisa pública já experimenta práticas administrativas jamais vistas antes nessa República.
Nepotismo, cabides de empregos e incompetentes ocupando altos cargos da administração são coisas do “passado comunista que destruiu o país” e que agora finalmente deram lugar à excelência técnica para o seu devido provimento.
Obviamente, nada poderia estar mais errado. Essas são as mesmas crenças que embalam os idiotas úteis que acreditam no Kit Gay e no Jesus subindo um pé de goiaba.
E olha que não foi preciso mais do que uma semana de governo Bolsonaro para que toda essa farsa fosse jogada à mesma lama em que chafurdam os hipócritas de plantão.
Didático mesmo é o fato de que essa ladainha tenha caído mais uma vez por terra justamente através daqueles em que mais se esperavam as práticas dos ditos rigores e disciplinas militares.
Como não poderia ser diferente, caiu como uma bomba a notícia da nomeação do filho do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, para o excelentíssimo cargo de Assessor da Presidência do Banco do Brasil.
Antônio Hamilton Roussel Mourão, “coincidentemente” na mesma data da posse do novo presidente do BB, Rubem Novaes, protagonizou a maior e mais meteórica ascensão profissional já presenciada nos quadros da instituição financeira.
Atropelando um sem número de profissionais mais antigos, mais capacitados e com cargos infinitamente mais importantes que o seu, o rebento chegou do dia para a noite a um patamar profissional cobiçado não só por velhos funcionários de carreira do próprio banco como por profissionais badalados do mercado, já que para esse nível funcional o estatuto prevê a possibilidade de contratação fora de seus quadros.
Enquanto os funcionários das agências estão sendo diariamente massacrados com metas absurdas e outros (inclusive iluminados apoiadores do atual governo) perdem os seus cargos em função do enxugamento da máquina, o prodígio Antônio Mourão praticamente triplica o seu salário sem ter que levantar um único dedo.
Aliás, o rapaz agora já pode ostentar o seu ingresso no seleto grupo de brasileiros que ganham acima dos R$ 30 mil.
A coisa toda é um escárnio.
A revolta que se instalou em todo o corpo funcional invadiu a discussão nas áreas de debates da intranet do banco. A justificativa oficial da instituição para tamanha benesse ao filho do vice-rei é uma contradição em si quando comparado ao nomeado. Dizem eles:
A nomeação ocorreu de acordo com o estatuto social do Banco. Os cargos de confiança da presidência são preenchidas por funcionários do mercado ou de carreira do BB, com a análise da competência e experiência necessárias para o assessoramento do presidente do BB.
A justificativa oficial da instituição para tamanha benesse ao filho do vice-rei só não é mais grosseira do que a justificativa do próprio Mourão, o pai.
Segundo o general, a nomeação do filho se justificava porque ele já havia sido “perseguido” anteriormente. Além disso, ainda segundo o pai coruja, o filho é “qualificado”, todo o resto, diz, “é fofoca”.
É simplesmente inacreditável o deboche com que estão tratando o assunto.
Para quem jurava que nas forças militares, e por conseguinte num governo militar, todo mundo, sem exceção, precisava lavar o chão do banheiro para só depois, com competência, ir subindo de posição, deu literalmente com a cara no vaso sanitário.
Mourão filho, tanto quanto os Bolsonaros filhos, são as provas maiores que a meritocracia do novo governo é fundada em dois grandes pilares: QI (o famoso “quem indica”) e, claro, o berço.
Como se vê, o Brasil finalmente está livre do socialismo e das grandes mamatas nas empresas públicas.
O que entrou em vigor a partir do 1 de janeiro de 2019 é outra coisa. Muito mais alinhada com quem se sente feliz em ser feito de imbecil.
00:00/00:40Diário do Centro do Mundo
Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui.