terça-feira, 16 de abril de 2024

Os motivos da proteção descarada da Globo a Moro e aos abusos da Lava Jato e do TRF-4 (lembram da Mossack & Fonseca?)

 

Do Canal do Blog da Cidadania:

Organizações Globo são principais interessadas no julgamento de hoje no Conselho Nacional de Justiça devido ao amplo envolvimento da emissora com Moro e Lava Jato



Reinaldo Azevedo: Juíza que atuou na Lava Jato é afastada por decisão que denunciei há cinco anos

 

Da Rádio BandNews FM:




Polícia Federal deflagra a 26ª fase da Operação Lesa Pátria contra o movimento golpista-bolsonarista de 8 de janeiro

 

Ação desta etapa visa a identificação de participantes que financiaram, fomentaram e promoveram os ataques do dia 8 de janeiro de 2023

(Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)

Nota da Polícia Federal - A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (16/4) a 26ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que financiaram, fomentaram e promoveram os fatos ocorridos em 8/1/2023, em Brasília/DF, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por indivíduos que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas Instituições.

Ao todo, foram expedidos 18 mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal, nos estados do Rio Grande do Norte (1); Santa Catarina (1); Pará (4); São Paulo (1); Minas Gerais (3); Espirito Santo (4); Tocantins (1) e Mato Grosso do Sul (3).

Foi determinada a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados. Apura-se que os valores dos danos causados ao patrimônio público possam chegar à cifra de R$ 40 milhões.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam em curso, e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos e pessoas capturadas.


Afastada pelo CNJ, a arrogante lavajtista Gabriela Hardt pode pegar até 26 anos de prisão

 

A juíza poderá responder pelos crimes de peculato, prevaricação, corrupção privilegiada e corrupção passiva

Gabriela Hardt
Gabriela Hardt (Foto: Enéas Gomez/Divulgação)

247Nesta segunda-feira (15), o corregedor nacional de Justiça Luís Felipe Salomão decidiciu afastar de suas funções a juíza federal Gabriela Hardt e outros três magistrados do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ligados à Operação Lava Jato. 

A medida aumentou a expectativa em torno do julgamento que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realiza nesta terça-feira (16). Os objetos do julgamento são duas reclamações disciplinares: uma contra Hardt e o senador e ex-juiz parcial Sergio Moro (União Brasil-PR); e outra contra os desembargadores Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, juntamente com o juiz federal Danilo Pereira Junior, que até então era titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, informa a Veja.

A 13ª Vara Federal passou por uma correição realizada pelo próprio TRF-4, cujo resultado levou à abertura de uma reclamação disciplinar no CNJ em setembro de 2023 contra Moro e Hardt. As acusações sugerem que ambos teriam destinado ilegalmente milhões de reais provenientes dos processos da Lava Jato. Em abril deste ano, a correição na vara foi finalizada, trazendo à tona novos desdobramentos.

O corregedor do CNJ, ministro Salomão, sinalizou uma postura rigorosa em relação ao caso. Na decisão de segunda-feira, ele levantou a possibilidade de que Hardt seja responsabilizada não apenas administrativamente, mas também criminalmente, com possíveis penas de até 26 anos de prisão, citando peculato, prevaricação, corrupção privilegiada e corrupção passiva.

Moro também pode enfrentar consequências severas. Em setembro, quando a reclamação foi aberta, o corregedor destacou que o ex-juiz da Lava Jato possuía 56 procedimentos administrativos em curso quando deixou a magistratura para ingressar na vida política. Esta transição é questionada pela lei, pois poderia ser interpretada como uma tentativa de evitar futuras punições disciplinares. O corregedor indicou que a jurisprudência do CNJ está caminhando para impedir que a saída de um magistrado da carreira represente impunidade administrativa e disciplinar, sugerindo que o mesmo entendimento pode ser aplicado ao caso de Moro.

GilmarMendes: "parte da mídia fez Moro de 'Deus' e ele acreditou no personagem"

 

“Acho que ele acreditou nesse personagem criado por vocês mesmos, da mídia. Depois, ele passa a se confrontar com essa dura realidade que é viver em Brasília", disse o Ministro

Gilmar Mendes
Gilmar Mendes (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que parte da mídia fez o ex-juiz considerado suspeito e atual senador Sergio Moro (União Brasil-PR) de "Deus" e o ex-juiz federal "acreditou nesse personagem". 

“Tenho a impressão de que talvez Sergio Moro conhecesse pouco Brasília e talvez estivesse muito inflado - graças, inclusive, a vocês. Uma parte da mídia o fez 'Deus', o sujeito que veio para salvar. Me lembro que uma vez ouvi do general [Eduardo] Villas Bôas: 'Ah, a gente deve tudo a esse Sergio Moro'. Acho que havia essas considerações em setores muito importantes”, disse Gilmar ao UOL News nesta segunda-feira (15).

“Acho que ele acreditou nesse personagem criado por vocês mesmos, da mídia. Depois, ele passa a se confrontar com essa dura realidade que é viver em Brasília, ter um isolamento no próprio Congresso Nacional, ver ameaçado o seu mandato. (...) Certamente ele achou que era bom ter interlocução até com pessoas que, no passado, tipificava como inimigo ou adversário”, acrescentou. 

Juliana Dal Piva e Karla Gamba: Corregedor aponta que Gabriela Hardt multou Petrobras para dinheiro voltar para a fundação privada da Lava Jato a ser controlada por Dallagnol

 

Ex-juíza da Lava Jato de Curitiba pode ter destinado valores arrecadados em processos para benefício próprio


Do iclnoticias.com.br:


Com Karla Gamba

O Corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, decidiu afastar cautelarmente a juíza Gabriela Hardt, ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba após identificar irregularidades no direcionamento de recursos públicos e repasses de valores obtidos com acordos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

Na decisão proferida nesta segunda-feira (15), o corregedor aponta que havia uma “gestão caótica de valores provenientes de acordos de colaboração e de leniência”, além de multas.

Tal estratégia, segundo a decisão, foi concebida com o intuito de capturar recursos depositados em juízo à Petrobras, que posteriormente foi “constrangida” a celebrar acordo nos Estados Unidos para que o montante (superior a R$ 5 bilhões) retornasse para uma fundação privada. A distribuição desses recursos públicos pela fundação privada não seguia critérios legais, nem de transparência e imparcialidade.

O recolhimento de dinheiro dos acordos, bem como das multas aplicadas à Petrobras, e seu repasse para a fundação privada e distribuição sem transparência, foi classificado por Luis Felipe Salomão como uma espécie de “cashback” para interesses privados, com a chancela e participação de membros da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Além de Gabriela Hardt, o Corregedor Nacional de Justiça também afastou cautelarmente o atual titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, juiz Danilo Pereira Júnior, e os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Thompson Flores e Loraci Flores de Lima, por tentativa de burlar ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os afastamentos, por ora de caráter cautelar (temporário e preventivo) serão analisados em sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (16).

Sociedade civil protesta contra enterro do PL das Fake News por Arthur Lira. Reportagem de Natália Viana, da Agência Pública

 


Do site Agência Pública:

Elon Musk deve estar mesmo muito contente. Na mesma semana em que sua equipe começou a fazer uma “limpa” em contas robotizadas no ex-Twitter, extinguindo um número não divulgado de contas (pela costumeira falta de transparência), ele conseguiu apontar o dedo para a lua – no caso o Brasil – e esconder o fato da direita, enquanto desafiava a nossa Justiça e mexia nos embates políticos de um país inteiro. 

Conseguiu mais: com uma série de tuítes revoltantes, acusou Alexandre de Moraes de ter agido a favor de Lula para elegê-lo, ressoando teorias da conspiração aventadas por Steve Bannon e os seus. Conseguiu, como resultado, acelerar duas movimentações essenciais para a regulação das Big Techs por aqui. Primeiro, o próprio Moraes decidiu liberar seu voto a respeito da constitucionalidade de um artigo do Marco Civil da Internet, em especial pela não responsabilização das plataformas pelos conteúdos publicados pelos seus usuários. 

Inserida no Marco Civil como uma versão brasileira da Section 230, norma americana da qual já falei aqui, o artigo 19 foi construído para garantir a liberdade de expressão, mas, ao mesmo tempo, isentou as plataformas de qualquer obrigação proativa de mediação de conteúdo. Essas corporações – Google, Facebook, WhatsApp, Instagram –, como sabemos, deitaram e rolaram, lucrando largamente com desinformação sem nenhuma consequência legal. 

A liberação do voto por Moraes – todos sabemos como ele vota – significa um alerta: se o Congresso não agir para regular as Big Techs, o Supremo vai agir, provavelmente estabelecendo algumas responsabilidades legais. A votação deve ocorrer até junho. 

O outro movimento foi no sentido contrário. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou a criação de um grupo de trabalho para discutir uma lei que regule o setor, em substituição ao PL 2.630, que estava tramitando desde 2020, tendo passado por dezenas de audiências públicas. 

Lira enterrou o PL das Fake News, assim como o trabalho duro do seu relator, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), alegando que o texto em tramitação “está fadado a ir a lugar nenhum e não tivemos tranquilidade do apoio parlamentar para votar com a maioria”. 

Vale lembrar que o PL das Fake News estava pronto para ser votado há exatamente um ano, quando foi alvo de um ataque sem precedentes das Big Techs, em especial do Google, que usou seu site de busca para dizer aos brasileiros que a lei “podia piorar a internet”. Segundo levantamento do NetLab, centro de pesquisa da UFRJ, o Google também alterou seus algoritmos de busca para amplificar mentiras sobre a lei, em especial as propagadas pelos bolsões bolsonaristas que afirmavam que sua aprovação significaria “censura”.  

Orlando Silva, que diligentemente, nos últimos quatro anos, reuniu-se com representantes de todos os setores, seja a sociedade civil, sejam especialistas, evangélicos, jornalistas, representantes do grupo Globo, do Google, do Facebook, foi pego de surpresa. “Fui surpreendido com a informação”, escreveu no ex-Twitter. “Saibam que sigo na mesma trincheira e que cada ataque dos bolsonaristas eu recebo como uma condecoração pela minha luta por liberdade e democracia.” 

A “demissão” de Orlando surpreendeu e revoltou a sociedade civil e os especialistas em direitos digitais. A Coalizão Direitos na Rede, união de 40 organizações que trabalham com direitos, internet e democracia, expressou “preocupação” pela criação do grupo de trabalho e pediu a aprovação do PL 2.630. “Consideramos que o texto representa anos de debates e acordos possíveis entre diferentes setores.” A nota ressalta que a postura de Musk “não apenas compromete a integridade do sistema democrático brasileiro, mas também evidencia uma preocupante interferência estrangeira nos assuntos internos do país, minando sua soberania”.

Rafael Zanatta, diretor da organização Data Privacy, também lamenta a exclusão de Orlando Silva. “O Orlando tem uma posição muito privilegiada na discussão de direitos digitais porque ele construiu a LGPD [Lei Geral de Proteção de Dados], domina o tema de dados e regulação, ou seja, tem o domínio técnico e uma abordagem de diálogo, ouve democraticamente todos os setores”, explica. Em especial, ressalta, graças ao relator, o texto tinha atingido “maturidade”, conseguindo estar de acordo com recomendações internacionais sobre regulação de plataformas feitas, por exemplo, pela Unesco.

Bia Barbosa, integrante do Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom) e representante do terceiro setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil, afirma que a decisão de Lira pegou todos de surpresa. “Não há muita clareza sobre o que esse grupo de trabalho vai fazer. Ele vai trabalhar a partir do PL 2.630? Vai considerar todas as discussões que aconteceram em audiências públicas, ouvindo mais de 150 pessoas na Câmara? Ou ele vai começar do zero?”

Ela acredita que a jogada tem a ver com a corrida de Lira para eleger um aliado seu como presidente da Câmara. “Isso reflete o desejo do presidente Arthur Lira de ter controle total sobre essa agenda. Está muito claro que a criação desse grupo de trabalho é fruto de um acordo que o presidente Lira fez com os setores conservadores e do bolsonarismo na casa, visando à sua sucessão na presidência, cujo mandato termina agora em maio e junho.” 

Bia lembra que o tema, entretanto, é “muito maior que a Câmara dos Deputados”. Nos últimos meses, o governo Lula vinha se empenhando em construir, em reuniões com as plataformas, uma nova versão do texto, com bons avanços. Mas, apesar desse engajamento, Bia avalia que levar o projeto à “estaca zero” é uma vitória dessas corporações. 

“Sem dúvida nenhuma é uma vitória das plataformas, porque foram elas que se aliaram à extrema direita no Brasil para, desde o início, impedir a votação de qualquer texto regulatório”, diz. “O discurso público das plataformas é que elas não são contra a regulação, que elas são contra alguns problemas que elas vinham no texto, mas é muito claro o quanto elas operaram fortemente, politicamente e economicamente para barrar qualquer avanço. E conseguiram criar um ambiente de muita instabilidade para a votação do projeto.”

Zanatta teme que, caso se proponha um novo texto, ele isente as plataformas de custos que terão que ocorrer para criar um ambiente mais saudável de discussão online. “A proposta que estava sendo feita pela Câmara implicaria gastos de profissionalização, equipes, metodologias de avaliação de riscos e treinamento”, diz. “É evidente que isso mexe com interesses corporativos. Para as grandes corporações, a modelagem de uma legislação afeita aos interesses delas é superestratégico. Por isso, o jogo do Legislativo se torna muito chave”. 

Além disso, a legislação brasileira é ainda mais estratégica no debate mundial de regulação das plataformas porque o Brasil assumiu este ano presidência do G20 e propôs como pauta prioritária a “integridade informacional” como um eixo a ser considerado por governos e empresas. 

É também no plano internacional que essa guerra tem sido jogada, segundo Bia Barbosa: os ataques demonstram que a extrema direita segue articulada globalmente. 

“O episódio deixou muito clara a necessidade de avançarmos na regulação das plataformas digitais”, diz. De agora em diante, toda a sociedade civil deve se mobilizar para adotar essa bandeira como uma prioridade. “É preciso que os pesquisadores e as organizações da sociedade civil de diferentes setores defendam como uma agenda democrática urgente para o Brasil.”

ICL Notícias 1ª Edição do dia 17 de abril de 2024: CNJ AFASTA GABRIELA HARDT POR SUSPEITA DE GERIR MAL OS RECURSOS DA LAVA JATO E DONALD TRUMP SE DIZ UM PERSEGUIDO POLÍTICO COMO BOLSONARO

 

Do ICL:




segunda-feira, 15 de abril de 2024

Investigação do CNJ expõe esquema de 'recirculação de fundos' da Petrobras envolvendo o falso herói da Lava Jato Deltan Dallagnol

 

Originalmente, esse dinheiro público deveria ir para o Estado brasileiro, mas foi redirecionado para fins privados através de uma fundação

Deltan Dallagnol e Petrobras
Deltan Dallagnol e Petrobras (Foto: ABR)


247O Corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, determinou nesta segunda-feira (15) o afastamento cautelar da juíza Gabriela Hardt, ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, após identificar irregularidades na gestão de recursos públicos e repasses provenientes de acordos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava Jato.

O procedimento desviou recursos de acordos judiciais envolvendo a Petrobras, que usou o dinheiro para pagar multas nos Estados Unidos. Originalmente, esse dinheiro público deveria ir para o Estado brasileiro, mas foi redirecionado para fins privados através de uma fundação controlada pelos mesmos envolvidos.

Salomão descreve a ação de Hardt e dos procuradores, anteriormente liderados por Deltan Dallagnol, na criação e financiamento da entidade como uma “recirculação de valores”.

“Tal procedimento caracterizou-se pelo atípico direcionamento dos recursos obtidos a partir da homologação de acordos de colaboração e de leniência exclusivamente para a Petrobras (com) a finalidade de se obter o retorno dos valores na forma de pagamento de multa pela Petrobras às autoridades americanas, a partir de acordo sui generis de assunção de compromisso para destinação do dinheiro formalmente e originariamente prometido ao Estado Brasileiro – ou seja, dinheiro público – para fins privados e interesses particulares (fundação a ser gerida a favor dos interesses dos mesmos)”, diz o corregedor. 

Além de peculato e corrupção passiva, Salomão também considera que a juíza afastada pode ter incorrido no crime de prevaricação neste caso.(Com informações da revista Veja). 

JUÍZA E DESEMBARGADORES DA LAVA JATO SÃO AFASTADOS PELO CNJ - ICL NOTÍCIAS 2 AO VIV

 

Do ICL Notícias, 2ª Edição, dia 15 de abril de 2024:






Reinaldo Azevedo: Elon Musk, a extrema direita e os haters bolsonaristas contra a Democracia e o STF... que não faz censura prévia. Nem caça mentiras, a menos que sirvam ao crime

 

Da Radio BandNews FM:




Blog da Cidadania: Há indícios de suborno de Musk a jornais como Estadão e Folha para atacarem o STF e Moraes

 

Do Blog da Cidadania:

Há indícios GRAVES de que o 2o homem mais rico do mundo PAGOU jornais brasileiros para INTIMIDAREM o STF e ARRANCAREM IMPUNIDADE DE Bolsonaro



JORNALÕES PARTEM PARA CIMA DO STF E MORAES É CHAMADO DE ‘GRANDE CENSOR’ - ICL NOTÍCIAS AO VIVO

 

Do ICL Notícias 1ª Edição do dia 15 de abril de  2024:




sexta-feira, 12 de abril de 2024

O golpista alinhamento estratégico para as mentiras de Arthur Lira, Elon Musk e Bolsonaro para atiçar os fanáticos bolsonaristas em artigo de Jeferson Miola

 

'Ausência de regulamentação das redes sociais prejudica governo, instituições republicanas e a debilitada democracia, alvos da guerra suja', diz Jeferson Miola

Arthur Lira | Elon Musk | Jair Bolsonaro
Arthur Lira | Elon Musk | Jair Bolsonaro (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados | REUTERS/Tingshu Wang | REUTERS/Ueslei Marcelino)

A guerra fascista aberta contra o STF e a democracia brasileira pode não ter sido combinada em todos seus detalhes, mas tem um alto nível de coordenação.

É notório o alinhamento estratégico das iniciativas de Bolsonaro, Elon Musk e Arthur Lira para a retomada da ofensiva política da extrema-direita brasileira em articulação com o fascismo internacional.

Em poucas semanas a conjuntura nacional deu várias cambalhotas.

A perspectiva de condenação e prisão do Bolsonaro e do núcleo central de lideranças fascistas –civis e militares– nunca esteve tão tangível como a partir do avanço do inquérito sobre as tentativas de golpe de Estado e de ruptura institucional.

Apesar disso, o bolsonarismo conseguiu sair da situação de defensividade política. A primeira e rápida reação para sair do canto do ringue político foi o ato de 25 de fevereiro na avenida Paulista, convocado “em defesa do nosso estado democrático de direito”, como Bolsonaro anunciou.

“Mais que um discurso, uma fotografia para mostrarmos para o Brasil e para o mundo a nossa união, as nossas preocupações e o que nós queremos: deus, pátria, família e liberdade”, disse.

ato de 25 de fevereiro organizou o centro estratégico do combate da extrema-direita no plano interno e em articulação com a internacional fascista. A bandeira da anistia e a denúncia para o mundo da “ditadura judicial no Brasil” são os motores desta estratégia.

A vitimização do multi-criminoso Bolsonaro como um “perseguido pelo sistema” alimenta a usina de narrativas mentirosas dos extremistas.

Além de conseguir manter a matilha fascista permanentemente mobilizada e engajada, esta narrativa desacredita e deslegitima os processos criminais que deverão culminar na prisão dele pela tentativa de golpe de Estado e, também, por vários crimes, como o roubo de jóias e bens da União, a falsificação da carteira de vacinas, condução da pandemia e muitos outros.

Nas últimas semanas, parlamentares e políticos bolsonaristas fizeram peregrinação nos EUA, na ONU, na OEA e participaram de encontros da ultradireita internacional [CPAC e outros] para disseminar esta versão delirante mundo afora.

A entrada em cena de Elon Musk com o ataque à Suprema Corte faz parte deste roteiro orquestrado.

O instituto Democracia em Xeque analisou a repercussão da ofensiva de Musk sobre o judiciário brasileiro e constatou que “houve uma articulação internacional coordenada, contando com a presença no Brasil” do jornalista ultradireitista Michael Shellenberger, “que divulgou e-mails internos trocados por funcionários do Twitter com questionamentos às determinações e às solicitações da suprema corte brasileira”.

Shellenberger articulou suas denúncias a perfis da direita radical, “entre eles o do general norte-americano Mike Flynn e dos políticos André Ventura, [do partido Chega] de Portugal, e Santiago Abascal, [do partido Vox] da Espanha, que prontamente entraram na pauta, endossando os argumentos de Shellenberger e Musk”, afirma o relatório.

O estudo identificou, “também, uma articulação coordenada de perfis brasileiros ligados à direita, em especial de parlamentares, que saíram em defesa de Elon Musk, com alegações de que Alexandre de Moraes e o TSE teriam ultrapassado limites durante o processo eleitoral de 2022. As lives realizadas no último fim de semana corroboram o achado. Em uma das lives, veiculada no canal de Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro aproveitou o espaço para convocar seus apoiadores para novos atos que ocorrerão em 21/04, no Rio de Janeiro”.

O instituto Democracia em Xeque reconstituiu a cronologia da armação extremista e demonstrou o balé sincronizado dos atores envolvidos [relatório aqui], que começou com a inusitada provocação de Elon Musk [6/4] na última postagem feita pelo ministro Alexandre de Moraes na plataforma X/twitter em 11 de janeiro passado, há quase três meses.

Ao clamor pela retomada da votação do PL 2630/2020, que institui a lei brasileira de liberdade, responsabilidade e transparência na internet, o presidente da Câmara Arthur Lira respondeu jogando no lixo o projeto e todo esforço de anos de discussão na sociedade e de tramitação no Congresso.

No lugar da votação do PL no plenário, Lira criou um grupo de trabalho para embromar a discussão e manter livre o território do vale-tudo e da barbárie extremista nas plataformas digitais.

A não-votação do PL 2630 é funcional para a estratégia daqueles que querem manter um ambiente livre e desimpedido para a continuidade da delinquência fascista na internet. Por outro lado, a ausência de regulamentação prejudica o governo, as instituições republicanas e a já debilitada democracia, que são alvos centrais desta guerra suja.

O Arthur Lira sabe de tudo isso. E por isso mesmo ele age como age, alinhado estrategicamente a Bolsonaro, Elon Musk e à extrema-direita brasileira e internacional na guerra fascista contra a democracia.

Como nasce uma fake news planejada e o modus operandi cirúrgico da extrema direita mundial para derrubar democracias em esclarecedor artigo de Laís Gouveia

 

A atuação do jornalista aliado de Elon Musk, Michael Shellenberger, no Brasil é uma aula sobre como a extrema direita tem atuado em todo planeta para derrubar democracias


(Foto: TV Senado)

Segue o texto de Laís Gouveia, publicado no 247:

Esse é o jornalista estadunidense Michael Shellenberger (imagem acima). O homem ganhou o noticiário após revelar uma verdadeira bomba: disse ter provas de que o ministro do STF Alexandre de Moraes ameaçou processar criminalmente um advogado brasileiro do X, como um "ditador ferindo a liberdade de expressão". 

O caso ganhou destaque em toda mídia e foi compartilhado milhares de vezes em grupos de WhatsApp, corroborando a narrativa do homem mau criado por Musk e seus parceiros folclóricos da extrema direita bolsonarista. 

Pois bem, caros leitores: Ontem, dada a grave denúncia, o "ativista" foi chamado ao Senado para prestar esclarecimentos sobre a suposta ameaça aos funcionários desta rede social. 

Sabendo do risco de cometer um crime ali, propagando mentiras em uma casa do povo, Michael Shellenberger tratou de desmentir a fake news contra Moraes, disse não possuir nenhuma prova de ameaças ou processos criminais. Simples assim.

No entanto, para além de espalhar mentiras ao ventos , o jornalista cometeu outro crime na sessão: disse que “achou incrível uma manifestação nazista em um bairro judeu” e afirmou que isso mostra o “compromisso com a liberdade de expressão”. 

A "peça” que o estadunidense pregou em Moraes parece ser parte de seu Modus Operandi. Em entrevista concedida ao portal 360, Michael Shellemberger, que é um jornalista, profissão baseada no compromisso com a verdade e apuração dos fatos -ou deveria ser-, defendeu o direito de mentir. “As pessoas precisam de [do] direito de mentir. Eu acho um pouco engraçado, a verdade, porque todo mundo mente”.

E assim, a extrema-direita reforça seus tentáculos: “espalho uma bomba (assim como o Musk insinuou nesta semana que Moraes derrubou o avião de Teori Zavascki), divulgo em mil grupos e depois digo que tudo não passou de uma pegadinha do malandro. Desta forma conspiracionista, destroem reputações, governos e criam o caos social.

 Algo urgente precisa ser feito.

Ricardo Cappelli denuncia crime de alta traição nacional dos deputados bolsonaristas liderados por Eduardo Bolsonaro no exterior contra o Brasil

 

Presidente da ABDI reagiu com indignação, no BlueSky, ao pedido de sanções contra o Brasil feitos por detputados golpistas bolsonaristas nos EUA

Ricardo Cappelli
Ricardo Cappelli (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247- O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e ex-número 2 do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, denunciou, nesta sexta-feira (12), um crime de alta traição nacional, liderado por Eduardo Bolsonaro e a comitiva bolsonarista que visitou recentemente os EUA.

“Alta traição nacional. Procurar nações estrangeiras para pedir sanções comerciais às empresas brasileiras é crime de lesa pátria. O presidente @LulaOficial viajando para abrir mercados e patriotas de araque sabotando o BRASIL. Inaceitável”, disse Cappelli.

Entenda o caso - Reportagem da Agência Pública revela que, no início de março, uma comitiva de deputados brasileiros capitaneada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passou cerca de uma semana em Washington (EUA) para angariar apoio político e tentar convencer os parlamentares republicanos de que o Brasil não é mais uma democracia.

Eles defendem, por exemplo, que os Estados Unidos aprovem uma lei para penalizar as autoridades brasileiras, sob a justificativa de violação dos direitos de conservadores, e que imponham sanções ao país sul-americano para que a suposta "ditadura de esquerda" seja derrotada.

Reinaldo Azevedo: Os votos para manter Brazão (que supostamente mandou matar Marielle) preso e as ameaças e atques do chantageador Arthur Lira

 

Da BandNews FM:




quinta-feira, 11 de abril de 2024

Portal do José: REVELAÇÃO-B0MBA! BOLSONARO E SEU "BANDIDO CONSERVADOR": IMAGENS INÉDITAS! MORAES RIDICULARIZA ELON

 

Do Portal do José:

11/04/24 - IMAGENS PERTURBADORAS PARA O BOLSONARISMO SERÃO REVELADAS HOJE POR ESTE PORTAL DO JOSÉ. GOSTARIA DE VER AS REAÇÕES DOS CONSERVADORES BOLSONARISTAS APÓS O QUE EXIBIREMOS! SIGAMOS.



Do ICL Notícas 1ª Edição do dia 11 de abril de 2024: VEJA QUEM, DA BANCADA BOLSONARISTA E DE MILITARES, VOTOU A FAVOR DO SUSPEITO DE MANDAR MATAR MARIELLE FRANCO

  Do ICL Notícias:




Intervenção dos interesses imperialistas no Brasil criou as condições de existência da sórdida Lava Jato de Moro e Dallagnol diz pesquisador

 

Condições externas que deram origem à Lava Jato estão longe de serem superadas e o país está sujeito a novas ofensivas


Jornal GGN. - A “intervenção imperialista” contínua no Brasil criou as condições ideais para a existência da Operação Lava Jato e a saliência de figuras como Sergio Moro, Deltan Dallagnol e outras personagens que forjaram uma “máquina anticorrupção” que acabou por exterminar milhares de empregos e detonar empresas nacionais. Essas condições, que pesquisadores têm chamado de “imperialismo legal”, não foram superadas, de modo que o País segue sujeito ao surgimento de novas “Lava Jato”.

O alerta é do pesquisador Luís Eduardo Fernandes, autor do livro “A Internacional da Lava Jato: imperialismo, nova direita e o combate à corrupção como farsa”, da editora Autonomia Literária. Fernandes foi entrevistado por Luis Nassif na noite de terça (9), quando explicou que a obra é produto parcial da tese de doutorado que investigou as condições econômicas, sociais e institucionais que deram origem à Operação Lava Jato.

“A gente chegou à grande conclusão de que a Lava Jato foi produto de processo contínuo de intervenção de um novo tipo de imperialismo que tem no século XXI, que a gente chama de ‘imperialismo legal’, que tem a ver com a guerra jurídica e econômica [a nível transnacional]. E esse processo contínuo de intervenção imperialista no Brasil criou as condições de existência de um Moro, de um Dallagnol e de outras coisas”, disse Fernandes.

No livro, Fernandes analisa a estrutura da política anticorrupção criada pelos Estados Unidos e que penetrou nas instituições brasileiras nas últimas décadas. Fazendo referência a um documentário inédito do canal TVGGN sobre a influência dos EUA no Lava Jato, Fernandes lembrou como a arquitetura dos órgãos americanos é capaz de lançar seus tentáculos sobre empresas e governos de outros países.

“Há uma enorme divisão do trabalho com relação à política externa anticorrupção, que envolve órgãos como o DOJ, o DHS e o departamento de tesouro americano, que aplica as sanções econômicas para indivíduos, empresas e outros países [processados e condenados por corrupção]”, comentou.

Além disso, os Estados Unidos investem bilhões de recursos “para fortalecer entidades da sociedade civil que levam essa pauta anticorrupção para países periféricos, através de ONGS e tanques de pensamentos [think tanks], entre outras entidades transnacionais.” Não raramente, essas entidades acabam se relacionando com a imprensa tradicional e servindo como fonte para reportagens que atendem aos interesses dessa indústria anticorrupção.

A editora Autonomia Literária cedeu uma cópia do livro “A Internacional da Lava Jato: imperialismo, nova direita e o combate à corrupção como farsa” para presentar um dos nossos assinantes do Clube de Membros do canal TVGGN, no Youtube. Se você já faz parte do Clube, deixe um comentário neste post aqui para participar do sorteio. Caso ainda não seja assinante do canal, visite essa página aqui e clique em “seja membro” para conhecer as condições.

Tudo isso foi visto na Lava Jato e em outras operações polêmicas que surgiram na esteira, como a Greenfield contra o grupo JBS. Com ajuda dos procuradores brasileiros, Petrobras foi processada nos EUA e teve de pagar uma multa bilionária (maior do que toda a corrupção alegada na petroleira) para se livrar do julgamento em solo americano. Enquanto isso, a Transparência Internacional Brasil negociava por baixo dos panos com os procuradores para interferir no destino dos recursos das multas bilionárias.

Talvez a Lava Jato não tivesse ultrapassado as fronteiras sem a conivência – e até mesmo certo grau de subserviência – de algumas autoridades brasileiras míopes, e sem a FPCA (lei anticorrupção americana) e todo o aparato legal criado pelos EUA para alcançar a corrupção de outros países.

“Uma parte da crítica à Lava Jato, corretamente, e com muitos méritos, se centra muito nos métodos jurídicos [que viabilizaram tamanho poderio da operação]. No entanto, a gente tem que entender a Lava Jato num contexto mais geral, social e econômico, até para fazer o debate necessário para o país se proteger e não existirem outras Lava Jato”, pontuou Fernandes.

Assista a entrevista completa com o autor a partir dos 11 minutos:

Cintia Alves

Cintia Alves é graduada em jornalismo (2012) e pós-graduada em Gestão de Mídias Digitais (2018). Certificada em treinamento executivo para jornalistas (2023) pela Craig Newmark Graduate School of Journalism, da CUNY (The City University of New York). É editora e atua no Jornal GGN desde 2014.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Jamil Chade, correspondente do UOL na Europa: Mnipulador, Elon Musk tentou silenciar críticos, pesquisadores e censurar uso de dados nos EUA

 

Do UOL, programa Análise da Notícia:

O bilionário Elon Musk tentou silenciar os críticos, pesquisadores e dificultar o uso de dados da plataforma X — mas, nas cortes americanas, foi derrotado. O colunista Jamil Chade detalha



Jamil Chade, correspondente internacional no UOL: Musk corrompe liberdade de expressão e replica versão que ajudou a plantar sobre Moraes

 

Do UOL, programa Análise da Notícia:

Jamil Chade fala sobre o embate entre Elon Musk e Alexandre de Moraes.



Daniela Lima viraliza desmascarando o parasita pró-extrema-direita Elon Musk e a “armadilha” golpista da ultradireita

 

Para Daniela Lima, dono do X, age como "cavalo de troia" da ultradireita que espalha teorias da conspiração pelo mundo; assista


Jornal GGN:

A jornalista Daniela Lima viralizou nas redes sociais nesta segunda (8) com um trecho de seu programa na GloboNews, em que comenta o embate entre Elon Musk, o bilionário dono do X (antigo Twitter), e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

No dia anterior, Moraes inseriu Musk como investigado no inquérito 4874, pela “dolosa instrumentalização criminosa” do X em favor de perfis bolsonaristas investigados no STF.

Em seu comentário na TV fechada, que foi compartilhado por vários internautas e políticos como Lindbergh Farias e Randolfe Rodrigues, Daniela Lima lembra que Musk faz o jogo da extrema-direita mundial e isso alarmou as instâncias superiores.

No Brasil, a ultradireita que orbita em torno do bolsonarismo tem se destacado por pregar falsamente que o País vive uma ditadura do judiciário. Musk, por sua vez, endureceu o discurso e tem afirmado que não vai mais obedecer ordens judiciais que mandam “censurar” perfis que atacam a lisura do processo eleitoral ou compartilham outras fake news sob o manto da “liberdade de expressão”.

Para Daniela Lima, “a partir do momento em que Elon Musk entra [nessa jogada], as cortes superiores entendem que essa articulação internacional com base em teoria da conspiração encontrou terreno frutífero. Quando você tem um personagem como esse disposto a ser cavalo de troia de uma teoria que vai se auto cumprir – porque à medida em que ele esticar a corda e passar a desobedecer ordem judicial, atacar instituições e fazer pregações falsas, o que restará à Justiça? Reagir. E o que ele vai gritar? ‘Estamos sendo perseguidos. Vejam como a liberdade de expressão está em ameaça no Brasil’. Esse é o raciocínio que se põe. É uma armadilha, e não é armadilha pequena”, analisou.

No domingo (7), em publicação no Instagram, Daniela Lima fez um desabafo sobre como é fazer jornalismo em tempos de negacionismo latente e ataques aos profissionais de imprensa.

“A gente tá fazendo o que dá em tempos muito duros, muito desafiantes. Tempos em que as pessoas não diferenciam fato de análise e análise de opinião. Elas nem se preocupam em tentar. Em que muita gente prefere viver num universo paralelo, bater palma pra maluco, fazer ciranda para bilionário mimado ditar o que vc vê, quando, por quanto tempo e com que intensidade. Quem tá fazendo jornalismo por vocação tá fazendo com teimosia e custo pessoal. Tá fazendo com sangue, suor e muita lagrima. É uma profissão ingrata”, desabafou.

Quem é Elon Musk, bilionário que afronta o ministro Alexandre de Moraes? Reportagem de Camila Bezerra

 

Processado por calote, discriminação e racismo, Musk é conhecido por ser um empresário sem empatia, violento e com questões familiares

Crédito: Chesnot/Getty Images Europe

Jornal GGN:

Neste domingo (7), o bilionário Elon Musk, dono do X e da Tesla, publicou na própria rede social que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deveria renunciar ou ser alvo de impeachment por “violar as leis brasileiras”. 

Mas é o empresário sul-africano dono de uma das maiores fortunas do mundo que acumula uma série de polêmicas, entre elas a de ser uma pessoa agressiva, sem empatia e de caráter questionável. 

Musk nasceu em 1971, filho de uma modelo e de Errol Musk, engenheiro eletromecânico dono de uma mina de esmeraldas na Zâmbia, durante o período de Apartheid. Ele até tentou se desvincular da hipótese de que o dinheiro da família o ajudou, pois se mudou para o Canadá ainda jovem, contratou US$ 100 mil de dívida educacional para financiar os estudos e iniciou sua primeira empresa com um computador que ele mesmo construiu. Mas foi a fortuna dos Musk que lhe deu respaldo para iniciar seus primeiros empreendimentos.

Errol Musk seria uma pessoa agressiva, violenta e mesquinha. Mesmo rico, proporcionava à família refeições apenas com manteiga de amendoim e feijão. Chamava Elon de idiota o tempo inteiro e repreendeu o filho veementemente por sofrer agressões na escola. 

Elon Musk, apesar de criticar o pai, não conseguiu ser uma pessoa melhor. Diversos funcionários o processam por demissões infundadas ou porque, simplesmente, criticaram o dono do X, da empresa de foguetes SpaceX e da Tesla.

Este ano, Elon Musk responde por uma ação judicial por promover a demissão em massa de 75% dos funcionários do Twitter, sem pagar a eles os devidos bônus. O empresário responde ainda por um processo de fraudes, violações de contrato, múltiplas violações das leis WARN estaduais e federais do X. 

Já os seis mil colaboradores da Tesça em Fredmont, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, ajuizaram uma ação coletiva por racismo e discriminação cometidas pelo empresário.

Relações pessoais

Pai de 10 filhos, Elon Musk é conhecido por não manter bons relacionamentos com as mães da sua prole e até mesmo com alguns dos filhos. Em 2022, Vivian Jenna Wilson registrou um pedido de mudança de nome para não estar relacionada com o pai biológico de qualquer forma. Mulher trans, ela teria percebido a personalidade transfóbica de Musk, que já postou nas redes sociais que pronomes neutros são péssimos.

Em outubro, o bilionário iniciou uma batalha judicial pela guarda dos três filhos caçulas, a fim de impedir a mudança das crianças ao lado da mãe, a cantora Grimes, para fora da Califórnia, onde Musk reside. 

Mesmo sendo um dos homens mais ricos do mundo, Musk repete as atitudes mesquinhas do pai. A fim de economizar seus bilhões para realizar o sonho de enviar expedições para Marte, Musk não tem casa própria, costuma morar ou se hospedar em imóveis de conhecidos. “Seria problemático se eu tivesse gastado bilhões de dólares em consumo pessoal. Na verdade eu nem possuo casa própria. Estou ficando em casa de amigos. Se eu for para a baía, onde tem a engenharia da Tesla, eu percorro por quartos vagos de casas de amigos. Eu não tenho iate, eu não tiro férias”, declarou em entrevista.

Interferências

Elon Musk tem a praxe ainda de interferir na política de alguns países além dos Estados Unidos, onde reside atualmente. No ano passado, o bilionário foi acusado por Mykhailo Podolyak, assessor do presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, de boicotar uma ofensiva à Rússia a partir do controle do sinal da Starlink, empresa de internet via satélite da qual é proprietário. 

O empresário teria ordenado que seus engenheiros desligassem a rede de satélites da Starlink sobre a Crimeia, ocupada pela Rússia para evitar um ataque de drones ucranianos à frota naval russa.

Musk afirma não ser fã de Donald Trump, a quem descreve como um vigarista meio maluco. Ainda assim, garantiu o retorno do republicano ao X, após suspensão da conta por incitação à invasão ao Capitólio.

Nesta segunda-feira, a jornalista Daniela Lima, da GloboNews, lembra que Musk faz o jogo da extrema-direita mundial e isso alarmou as instâncias superiores.

No Brasil, a ultradireita que orbita em torno do bolsonarismo tem se destacado por pregar falsamente que o País vive uma ditadura do judiciário. Musk, por sua vez, endureceu o discurso e tem afirmado que não vai mais obedecer ordens judiciais que mandam “censurar” perfis que atacam a lisura do processo eleitoral ou compartilham outras fake news sob o manto da “liberdade de expressão”.

Para Daniela Lima, “a partir do momento em que Elon Musk entra [nessa jogada], as cortes superiores entendem que essa articulação internacional com base em teoria da conspiração encontrou terreno frutífero. Quando você tem um personagem como esse disposto a ser cavalo de troia de uma teoria que vai se auto cumprir – porque à medida em que ele esticar a corda e passar a desobedecer ordem judicial, atacar instituições e fazer pregações falsas, o que restará à Justiça? Reagir. E o que ele vai gritar? ‘Estamos sendo perseguidos. Vejam como a liberdade de expressão está em ameaça no Brasil’. Esse é o raciocínio que se põe. É uma armadilha, e não é armadilha pequena.”


Enquanto bolsonaristas se sentem representados por Musk, bilionário mira seus próprios interesses em um mundo plutocrático pós-Estado

 

À TVGGN, Leandro Demori ressalta que bilionário que já defendeu golpe de Estado para subtrair riquezas da Bolívia se interessa apenas em novos negócios, especialmente minérios para a fabricação de baterias

Crédito: Reprodução/ Redes sociais

Jornal GGN:

Ao atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Alexandre de Moraes nas redes sociais no último final de semana, o bilionário Elon Musk fez um afago na extrema-direita brasileira, inflamando os bolsonaristas que voltaram a ter voz no X. 

Mas engana-se quem pensa que o empresário está preocupado com Jair Bolsonaro (PL) e seus seguidores, assim como os reais interesses giram em torno da preservação da liberdade de expressão, como Musk afirmou nas redes sociais nos últimos dias. 

As intenções do bilionário sul-africano giram em torno de dois objetivos de longo prazo: a exploração de minérios necessários para a produção de baterias e componentes de seus carros elétricos fabricados pela Tesla e o mundo pós-Estado, em que as grandes corporações dominariam as cadeiras estratégicas de produção em escala global.

A conclusão é do jornalista Leandro Demori, convidado do programa TVGGN 20H desta segunda-feira (8). “Tem muita coisa misturada nisso, mas a gente tem de ter na cabeça que todas elas levam a um único caminho. O Elon Musk, pelos seus meios, está até manipulando muito o discurso e manipulando boa parte da extrema-direita brasileira, não claro essas pessoas que estão no alto da pirâmide da extrema-direita brasileira que sabem muito bem o que estão fazendo. Estão fazendo isso por cargo, por poder, para fugir da cadeia, por dinheiro.”

Segundo o jornalista, os ataques ao ministro do STF demonstram apenas interesse financeiro e econômico de Musk na região. Não há ideologia por trás da estratégia das publicações nas redes sociais. Há, porém, negócios concatenados em todo o mundo.

Hipocrisia

Musk pode até usar a defesa da liberdade de expressão como justificativa para os ataques ao STF no Brasil. Mas na China, onde está instalada a principal fábrica da Tesla, o Twitter é proibido. E o bilionário nunca disse uma palavra sobre a censura imposta à rede social.

Em contrapartida, enquanto Bolsonaro era o chefe de Estado brasileiro, Musk participou de diversas reuniões e quase conseguiu concessões para monitorar, a partir de seus satélites, o desmatamento da Amazônia. “Quase fechou negócios para ter acesso sobre os dados do desmatamento da Amazônia. Obviamente o Elon Musk ia usar aquilo para mapear os minérios mais interessantes e as terras raras”, continua Demori.

Diante das facilidades oferecidas por líderes da extrema-direita, o bilionário está obviamente de olho nas eleições na América Latina e Estados Unidos nos próximos anos, a fim de influenciar os resultados para que os vencedores favoreçam os negócios da Tesla, SpaceX, entre outros empreendimentos do sul-africano.

Tanto é que a plataforma X acumula prejuízos, mas é vista por Musk como uma ferramenta de um jogo de longo prazo, já que a rede social acumula prejuízos de operação ano após ano e perdeu mais da metade do valor de mercado desde a venda para o bilionário. 

Mas ao afrontar Alexandre de Moraes, o empresário conseguiu manter os bolsonaristas inflamados, com o objetivo de mantê-los engajados até as eleições majoritárias.

“Musk já entendeu que para a esquerda, direita e centro, as democracias liberais já não funcionam mais. Estão disfuncionais por motivos variados, como falta de emprego e achatamento de salários”, comentou o jornalista. “Elon Musk está olhando para o pós-Estado. Não está nem na fase de atalhar os caminhos do poder pela política”, emenda.

Assim como outros grandes empresários, Elon Musk aposta que a era pós-Estado terá corporações supranacionais no comando de cadeias de suprimentos, mineração e distribuição. Até porque há empresas que apresentam o faturamento superior ao produto interno bruto (PIB) de vários países. É o caso do Facebook, cujos ganhos superaram o PIB de Portugal.

“Elon Musk forneceu o que é necessário para a extrema direita e forneceu o que é necessário para ele enquanto homem de negócios”, conclui Leandro Demori.

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