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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Weintraub, mal-educado e sem nenhum limite ético, faz piada com morte de mulher por Covid-19



Abraham Weintraub, talvez o mais monstruoso integrantes do governo Bolsonaro, depois dele próprio, desconhece qualquer limite ético e na manhã desta quinta fez piada com morte de mulher no Equador pelo coronavírus

Abraham Weintraub
Abraham Weintraub (Foto: PT no Senado | Reprodução)

247 - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez piada com o depoimento de um médico que perdeu a sogra, sua paciente, em meio à epidemia do coronavírus no Equador. “Mais uma morte suspeita…”, escreveu ele em um tweet na manhã desta quinta-feira (23), colando a imagem de um título de reportagem da Folha de S.Paulo com o título “'Minha sogra foi minha paciente. Ela morreu, e eu não pude fazer nada', conta médico”. 
A “piada” de Weintraub refere-se a este depoimento do médico Stenio Cevallos, chefe da UTI de um hospital em Guayaquil, no Equador:
“Atendi o caso zero no país, no fim de fevereiro. Desde então, têm sido dias muito duros. Perdi 7 kg. Minha vida mudou, como profissional e como pessoa. Sou intensivista há 30 anos, já fui chefe de várias UTIs ao mesmo tempo, eu levava isso bem. Mas agora estou deprimido.
Nossa UTI está lotada, todos os 19 leitos ocupados por pacientes graves com Covid-19. A taxa de mortalidade do paciente intubado e com ventilação artificial é de mais de 80%. Significa que de dez, só sobrevivem dois. Imagine você perder todo dia três ou quatro pacientes com os pulmões totalmente brancos, sem conseguir respirar.
Minha sogra foi minha paciente. Minha segunda mãe. Ela faleceu. Saiu uma vez só, para ir ao supermercado. E nunca tossiu, tinha febre, mal-estar, achamos que fosse dengue. Ficou grave, foi intubada e em cinco dias morreu. Sou o chefe da UTI e não pude fazer nada. Isso foi muito forte para mim.”
Veja o tweet de Weintraub:
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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Como nas trevas da Ditadura Militar, o MEC imerso no fascismo ameaça cortar ponto de servidores que foram a manifestação e diz que pais e alunos estão "proibidos de divulgar manifestação" à favor da Educação e ensino público de qualidade


"Fazer apologia pública à tortura, à ditadura e ao terraplanismo pode.
"Protestar contra cortes em educação, não."
Publicado por Kiko Nogueira no DCM:
Largo da Batata, SP, dia 30 de maio (Foto: Wellington Valsechi/TV Globo)
O desespero do governo para tentar conter o movimento estudantil, vitaminado pela inépcia e a burrice arrogante de Abraham Weintraub, ganhou um novo capítulo.
Não bastasse o vídeo do ministro pedido que alunos delatem seus mestres, o MEC soltou nota uma nota oficial constrangendo as instituições de ensino.
Fazer apologia pública à tortura, à ditadura e ao terraplanismo pode.
Protestar contra cortes em educação, não.
Há uma ameaça: “os servidores não podem deixar de desempenhar suas atividades nas instituições de ensino para participarem”.
“Professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar”.
“PAIS E RESPONSÁVEIS”?
O ministério, porém, não tem autonomia para promover os cortes de ponto, responsabilidade de cada escola.
Eis o comunicado:
O Ministério da Educação (MEC) esclarece que nenhuma instituição de ensino pública tem prerrogativa legal para incentivar movimentos político-partidários e promover a participação de alunos em manifestações.
Com isso, professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar. Caso a população identifique a promoção de eventos desse cunho, basta fazer a denúncia pela ouvidoria do MEC por meio do sistema e-Ouv.
Vale ressaltar que os servidores públicos têm a obrigatoriedade de cumprir a carga horária de trabalho, conforme os regimes jurídicos federais e estaduais e podem ter o ponto cortado em caso de falta injustificada.
Ou seja, os servidores não podem deixar de desempenhar suas atividades nas instituições de ensino para participarem desses movimentos.
Cabe destacar também que a saída de estudantes, menores de idade, no período letivo precisa de permissão prévia de pais e/ou responsáveis e que estes devem estar de acordo com a atividade a ser realizada fora do ambiente escolar.


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