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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Bob Fernandes, em vídeo, discute a Lava Jato que caça e tenta encurralar Gilmar Mendes, fustiga Lula para abafar a Vaza Jato e a perda de direitos... e, diante dos abusos, procuradores entram na mira.



Do Canal do Analista Político Bob Fernandes:


CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Supervisão Criativa: Pio Figueiroa Produção: Pletora Edição e Sonoplastia: Gabriel Edé Câmera e Som: Miguel Breyton Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é o canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

O Supremo passa a agir contra o marcatismo dos porões do Judiciário, por Luis Nassif


"A guarda-da-esquina Carolina Moura Lebbos, do Paraná, foi enquadrada pelo STF, ao negar por 10 x 1 a ordem de transferência de Lula para São Paulo. O voto contrário não foi a favor de sua decisão, mas apenas porque Marco Aurélio de Mello julgava que o pedido de suspensão deveria ser endereçado ao TRF4.
"O cerco aos porões continuou com a decisão do Ministro Gilmar Mendes, de suspender qualquer investigação contra o jornalista Glenn Greeenwald."
Do GGN:


“Desconfio é do guarda da esquina”, de Pedro Aleixo, sobre os abusos que seriam cometidos na ponta, depois do AI-5.
O Supremo Tribunal Federal (STF) deflagrou ontem a Operação Guarda da Esquina (apelido meu), visando interromper os abusos que passaram a ser cometidos na ponta por procuradores, juízes de primeira instância e policiais e, especialmente, pelos porões do Judiciário comandados por Sérgio Moro.
A guarda-da-esquina Carolina Moura Lebbos, do Paraná, foi enquadrada pelo STF, ao negar por 10 x 1 a ordem de transferência de Lula para São Paulo. O voto contrário não foi a favor de sua decisão, mas apenas porque Marco Aurélio de Mello julgava que o pedido de suspensão deveria ser endereçado ao TRF4.
O cerco aos porões continuou com a decisão do Ministro Gilmar Mendes, de suspender qualquer investigação contra o jornalista Glenn Greeenwald.
Prova maior foi a decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitando, por unanimidade, a queixa-crime contra a desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Marília de Castro Neves Vieira, por postagem em redes sociais acusando Marielle Franco de ter sido eleita pelo Comando Vermelho e sido assassinada porque  “descumpriu compromissos assumidos com seus apoiadores”.
Marilia, que tem o sobrenome do mais gentil dos compositores da música brasileira, Oscar Castro Neves, vociferava ódio por todos os poros e em todas as mensagens. Sua desenvoltura em atacar a tudo e a todos, não respeitando sequer o Conselho Nacional de Justiça, era o exemplo mais tenebroso da politização e do discurso de ódio que passou a grassar em grupos de discussão de juízes.
O país começa a ser tomado pelos belos exemplos. Como a passeata de parlamentares de vários partidos até o Supremo, para impedir a continuidade do arbítrio.
Ou as palavras do subprocurador geral Luciano Maia, que participou do julgamento da desembargadora Marília:
— Marielle vive nos que a amam, a respeitam, nos que reconhecem a seriedade de sua luta. É sempre possível dizer “Marielle presente!”
Maia é uma das exceções que dignificam o Ministério Público Federal, depois que os guardas-da-esquina da Lava Jato se tornaram o modelo preferencial da corporação. Esses irresponsáveis, com respaldo de seus chefes, elegeram Bolsonaro, que acabou com a Lista Tríplice de escolha do PGR e exige do indicado medidas que, na prática, acabariam com as funções do MPF.
Hoje de manha, os porões voltaram a agir, com o guarda-da-esquina Marcelo Bretas ordenando nova prisão de EIke Baptista. Qual a intenção, se a vida, os bens, os computadores, os celulares de EIke já foram vasculhados tantas vezes? Demonstração de força, apenas. Valem-se dos mesmos recursos de antigamente, e não enxergam que a truculência virou o fio.
Por isso mesmo, é quase certo que a corregedoria da Polícia Militar enquadre os guardas-da-esquina da PM, que detiveram um torcedor do Corinthians pelo mero fato de ele criticar Jair Bolsonaro.
Restam as palavras desoladas de um procurador exemplar, Wilson Rocha, analisando a hecatombe que se abate sobre o MPF devido ao fator Lava Jato.

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O quanto pode ser indigno um ser humano em um cargo público? por Eduardo Ramos




Um dia, esse episódio da tentativa de transferência de Lula para um presídio comum em São Paulo, será narrado em livros de todo o mundo, como um exemplo cabal do uso torpe, vil, do Poder público contra um cidadão.


Do GGN:


Quanto pode ser indigno um ser humano em um cargo público?

por Eduardo Ramos

Tragicamente, o que une essas quatro criaturas, Carolina Lebbos, Moro, Dória Jr. e o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, vai muito além de ideologias políticas. Não o é igualmente, o fato de suas falas e ações os colocarem no campo da direita e do antipetismo. Cláudio Lembo e Bresser Pereira, só para citar dois exemplos, fizeram suas carreiras políticas como oposição a Lula e ao PT, em partidos conservadores ideologicamente falando. E nem por isso perderam seus valores, sua ética, seu apego à verdade e ao que é justo – ao contrário, ambos teceram críticas ferozes às elites brasileiras e às nossas classes médias por esse período selvagem de ódio a Lula e ao PT, o fanatismo, as incoerências nítidas em suas falas e seus comportamentos. Do mesmo modo, denunciaram com todas as letras a farsa que representava o julgamento de Lula e todos os crimes e violações às Leis pertinentes à Lava Jato.
O amálgama que une essas quatro autoridades é justamente o oposto da DIGNIDADE mostrada por Bresser Pereira e Cláudio Lembo: é a PERVERSIDADE ABSOLUTA, a perversão do Direito, a prática de desumanidades constantes, a perda de toda e qualquer civilidade, a mais basilar, é o fato de PRATICAREM O DIREITO PENAL DO INIMIGO com ódio e sadismo inomináveis, contra o ex-presidente Lula. Nada pode ser mais INDIGNO no exercício de uma função pública.
Um dia, esse episódio da tentativa de transferência de Lula para um presídio comum em São Paulo, será narrado em livros de todo o mundo, como um exemplo cabal do uso torpe, vil, do Poder público contra um cidadão. Será usado como exemplo do que é o NAZISMO PRESENTE NA POLÍTICA, será usado como um sintoma de uma nação enferma, fraturada, banhada em preconceitos, fanatismo e um ódio feio, pegajoso, fétido…
O que move a GESTAPO BRASILEIRA, nossa Polícia Federal em Curitiba, não é “a falta de condições de cuidarem do prisioneiro Lula”, como alegam em um cinismo acanalhado… – é o ódio!
O que move a juíza Carolina Lebbos, não é um “entendimento racional de que os motivos da Polícia Federal são justos e verdadeiros” (sic…) – é o ódio!
O que move o juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci, não é a justiça, ou o cumprimento da Lei, ou qualquer outra coisa… – é o ódio!
E o que move João Dória Jr., também um suspeito, amigo de Sérgio Moro, a tripudiar de Lula, jogando para a turba que o apoia, não é outro motivo ou sentimento, que não o ódio!
Nos tornamos esse país ENFERMO DE ÓDIO!
Não há nação civilizada no planeta, que não preveja em seus estatutos legais condições mínimas de dignidade a um ex-estadista, um homem público, um ex-presidente do país. Até mesmo pelo óbvio, pela SEGURANÇA de sua vida, por sua integridade física e mental.
A tentativa de hoje, marca mais uma travessia rumo à barbárie, ao que é selvagem, tosco, canalha!
O lado positivo fica por conta do 10 X 1 do Supremo, numa rápida resposta à violência sem limites praticada contra Lula.
Que seja o início de uma virada na omissão imperdoável do Tribunal nos últimos anos.
É como têm dito vários analistas políticos: Não se trata mais de uma “luta pelo poder”, ultrapassamos esses limites há tempos. Trata-se, hoje, de salvar o país do autoritarismo mais canhestro e desumano, da barbárie absoluta, da selvageria, da perda de tudo o que pode nos fazer de novo, um país civilizado.

dra Carolina é a de azul, entre juiz federal Marcelo Malucelli e desembargador federal, presidente do TRF4, Thompson Flores

quarta-feira, 7 de agosto de 2019