quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Leia a íntegra do relatório final da CPI da Covid

 

O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresenta nesta quarta-feira (20) o documento final com os resultados das apurações do colegiado

Senador Renan Calheiros (MDB-AL)

Senador Renan Calheiros (MDB-AL) (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

247Após quase seis meses de trabalho contínuo, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresenta nesta quarta-feira (20) o documento final com os resultados das apurações do colegiado no tocante ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil. 

O documento lista uma série de crimes contra integrantes do governo, incluindo Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, além de ex-ministros, parlamentares, empresários, atravessadores e intermediadores de vacinas. 

comissão tem sido muito criticada desde terça-feira (19) pela decisão da comissão de retirar do relatório o pedido de indiciamento de Bolsonaro por genocídio.

Imprensa internacional repercute relatório da CPI da Covid que vai pedir indiciamento de Bolsonaro

 Jornais como o The Guardian, o The New York Times e a BBC destacaram a conduta anticiência de Jair Bolsonaro que deve levar ao indiciamento dele pela CPI da Covid

(Foto: Reprodução | Reuters)

247 - O jornal britânico The Guardian estampou nessa terça-feira (19) uma foto de Jair Bolsonaro no alto da página e destacou que o relatório da CPI da Covid deve indiciá-lo.

A publicação descreveu a minuta do relatório como um "retrato devastador da negligência, incompetência e negação anticientífica",

De acordo com o New York Times, o relatório conclui que Bolsonaro deixou propositalmente o coronavírus matar a população brasileira.

Nesta quarta-feira (20), a emissora BBC destacou as mudanças recentes na lista de acusações contra Bolsonaro.

"O presidente Bolsonaro considerou a investigação do Congresso como politicamente motivada. Ele frequentemente se posicionou contra lockdowns, máscaras e vacinas", acrescentou reportagem.

Jornalista Tereza Cruvinel: Homicida, genocida, incitador, falsário, prevaricador, charlatão... os nomes de Bolsonaro são!

 


"Bolsonaro não será acusado de homicida e genocida, mas o relatório de Renan com certeza contentou os que sofrem pelas perdas que tiveram. O texto original expressou as convicções do relator e de milhares de enlutados para quem Bolsonaro merece as 11 acusações: Homicida, genocida, incitador, falsário, prevaricador, charlatão...", escreve a jornalista Tereza Cruvinel


Do 247:

Para garantir a aprovação de seu relatório, o senador Renan Calheiros cedeu aos colegas do G7 da CPI da Covid: Jair Messias Bolsonaro não será acusado dos crimes de genocídio contra os povos indígenas e de homicídio qualificado. Na política, Renan fez o que devia para garantir a aprovação de seu parecer final, passo fundamental para que todo o trabalho da CPI não tenha sido em vão. Se o Procurador-geral, os procuradores de primeira instância e o Judiciário farão Justiça ainda veremos. Mas antes de ceder, ele carimbou para todo o sempre em Bolsonaro nomes abomináveis, inclusive os de genocida e homicida. E isso já foi uma primeira reparação moral para os que sofrem pelos 600 mil mortos.  

Não sei se Bolsonaro e os outros 70 criminosos apontados por Renan chegarão a ser processados e condenados pelo que fizeram, pelas mortes antecipadas de pessoas que poderiam estar vivas. Pessoas a quem faltou um leito, uma UTI, uma vacina, uma palavra verdadeira para que se protegesse, mas ouviram e caíram no conto da cloroquina. O conto de Bolsonaro. Mas sei que, para todo o sempre, Bolsonaro será lembrado como genocida e homicida.

Sabemos todos que, independentemente da tipificação penal estar correta ou não, e da necessidade política do recuo de Renan, os dois crimes foram cometidos por Bolsonaro e jamais serão esquecidos. Sustentaram  outros senadores que falar em genocídio seria impróprio porque não houve intenção deliberada de eliminar uma etnia. Bolsonaro nunca escondeu que, por ele, os indígenas, com sua cultura, costumes e sobretudo, com suas terras, já teriam sido socialmente devorados. Fato é que seu governo despejou cloroquina nas aldeias no início da pandemia, não adotou medidas específicas de proteção, levando em conta a maior vulnerabilidade imunológica dos indígenas, e não coibiu a invasão de garimpeiros e desmatadores que levaram o vírus aos aldeados. Não cumpriu sequer as determinações de uma lei concebida e votado pelo Congresso. Negou-se a fornecer água potável às aldeias, cortou cestas básicas e ainda aprovou na Câmara, durante a pandemia, um projeto de lei realmente genocida, que ameaça as terras, a cultura e a sobrevivência dos donos originários desta terra, instituindo o tal marco temporal.

Homicídio qualificado, como não? Ele fez o que pode em favor da morte: aglomerou pessoas e combateu o isolamento; usou dinheiro público para fazer motociatas e agitações; desqualificou as máscaras como medida de proteção e deu todo tipo de mau exemplo; pregou abertamente a imunização coletiva natural, a tal imunidade de rebanho à custa de muitas vidas; negou o quanto pode a utilidade das vacinas, atrasando contratos com empresas idôneas. Quando o governo se rendeu à necessidade da vacina, deu preferência aos negócios com propina, descobertos pela CPI. Cozinhou a Phizer por mais de 100 dias e até hoje ataca a Coronavac do Butatã. E ofendeu com a frieza dos brutos a dor dos outros: "gripezinha", "não sou coveiro", "e daí, quer que eu faça o que?", "deixem de ser maricas".

Bolsonaro não será acusado de homicida e genocida, mas o relatório de Renan com certeza contentou os que sofrem pelas perdas que tiveram. O texto original expressou as convicções do relator e de milhares de enlutados para quem Bolsonaro merece as 11 acusações: Homicida, genocida, incitador, falsário, prevaricador, charlatão... E para além de tudo, praticante de crime de responsabilidade, por conduta incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo de presidente da República.

Com a pacificação da CPI, com o recuo pragmático de Renan em relação aos dois crimes bárbaros, agora é esperar que se faça a justiça possível. Foi por  justiça que clamaram,  na segunda-feira, naquela sessão de dor e luto na CPI, a Mayra Pires, que perdeu a irmã em Manaus por falta de oxigênio e UTI; a Giovana Mendes, que perdeu pai e mãe no espaço de 14 dias e agora, aos 19 anos, tem a guarda da irmã de 10. A Katia Shirlene, que perdeu pai e mãe, e teve de achar o corpo do pai num necrotério lotado; o Arquibaldo Bites, que sobrevive com sequelas graves da Covid; a Rosane Brandão, que perdeu o marido porque a vacina não chegou a tempo; o taxista Marcio Antonio, que após perder o filho de 25 anos deu vazão à sua dor plantando cruzes na areia de Copacabana. Eles falaram e choraram por outros milhares.

A melhor justiça seria aquela derivada do crime de responsabilidade, seria aquela que nos livrasse logo de Bolsonaro. O relatório não pedirá o impeachment, mas apontará ao presidente da Câmara o cometimento do crime que só pode ser punido com o impedimento. O mesmo fez a CPI do PC em 1992. Com base no relatório, Barbosa Lima Sobrinho, presidente da ABI, e Marcelo Lavènére, presidente da OAB, apresentaram o pedido de impeachment que destituiu Collor de Mello. Os jovens pintaram a cara e as ruas se encheram. Quem fará agora o papel de todos eles?

A Conitec bolsonaristicamente aparelhada na CPI: Um resumo do Meteoro Brasil

 


Do Canal Meteoro Brasil:

A Conitec é uma comissão técnica, responsável por dizer que medicamentos os SUS deve ou não usar. Misteriosamente, ela jamais emitiu um parecer sobre o Kit Covid, deixando o culto à cloroquina comer solto.




Após paralisar produção e vender refinarias, Petrobrás fala em importar combustíveis

 

A medida garante o abastecimento interno, mas aumenta ainda mais o preço dos combustíveis nas bombas, "uma vez que os produtos no exterior estão em torno de 17% acima dos produtos locais”, diz a Brasilcom, representante de mais de 40 distribuidoras regionais


(Foto: ABr)

247Após o desmonte da Petrobrás - que continua - e a paralisação do processo de refino do petróleo em solo brasileiro, que inclui a venda das refinarias, a Petrobrás avalia a possibilidade de recorrer ao mercado internacional para atender a demanda de combustíveis e evitar a falta do produto em novembro.  

A hipótese foi citada em nota pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis (Brasilcom), representante de mais de 40 distribuidoras regionais de combustíveis, que diz: "mesmo que a Petrobras não consiga, segundo seu comunicado, atender a todos os pedidos feitos pelas distribuidoras, sempre permanece a possibilidade de importação de modo a suprir o que parece ser a deficiência por incapacidade de produção”. 

Também por meio de nota, a Petrobrás afirmou: "atualmente, há dezenas de empresas cadastradas na ANP aptas para importação de combustíveis. Portanto, essa demanda adicional pode ser absorvida pelos demais agentes do mercado brasileiro".

Apesar de garantir o abastecimento interno, a prática de importação de combustíveis, claro, aumentaria ainda mais o preço dos produtos nas bombas. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Combustível (ANP), o preço do litro do combustível nos postos do país aumentou 3,3% só na semana passada, atingindo o valor médio de R$ 6,32 e máximo de R$ 7,49. 

“A consequência desse suprimento [via importação], entretanto, será o efeito nos preços dos combustíveis, uma vez que, segundo os importadores, os produtos no exterior estão em torno de 17% acima dos produtos locais”, diz a Brasilcom.

CPI amarelou para os militares (tão ou mais responsáveis pelo desastre sanitário-político-econômico no país quanto Bolsonaro), aponta Bernardo Mello Franco

 Jornalista diz que general Braga Netto foi poupado e que isso demonstra que, no Brasil, o golpismo compensa

Braga Netto

Braga Netto (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

247 "A CPI da Covid apertou políticos, lobistas e empresários que contribuíram para o avanço da pandemia. Faltou a mesma coragem para confrontar militares que colaboraram com o morticínio", escreve o jornalista Bernardo Mello Franco, em sua coluna desta quarta-feira. "A comissão chegou a ouvir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. Mas recusou-se a convocar o general Walter Braga Netto, ex-chefe da Casa Civil e atual ministro da Defesa."

"O general deixou sua marca no atraso para comprar vacinas e na demora para levar oxigênio a Manaus. Além disso, comandou a reunião em que a médica Nise Yamaguchi tentou emplacar uma mudança na bula da cloroquina", lembra o jornalista. "Em conversas reservadas, senadores dizem que a CPI poupou Braga Netto para não melindrar o Exército e não ajudar Jair Bolsonaro a atiçar os quartéis. Se a razão foi essa, conclui-se que o golpismo compensa."

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Um resumo dos depoimentos de familiares de vítimas da Covid na CPI e da política genocida de Bolsonaro e seus apoiadores em um resumo do Canal Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Em uma sessão memorável, a CPI ouviu familiares de vítimas da Covid e testemunhou suas lágrimas. Nenhum governista apareceu na sala. Sem sair de seu gabinete, Flávio Bolsonaro disse que os convocados eram todos militantes fazendo politicagem




Do Meteoro Brasil: O "herói" evangélico de extrema direita Deltan Dallagnol, o "Robin" do "Batman" Moro, inventa delação e manda preso assinar...

 


Do Canal Meteoro Brasil:

Em dado ponto da Laja Jato, Deltan Dallagnol disse a um colega que eles poderiam escrever uma delação e fazer com que ela fosse assinada por um executivo da Petrobrás. A ideia era atingir alvos políticos cuidadosamente selecionados.




Familiares de vítimas da Covid se emocionam, pedem Justiça e criticam Bolsonaro na CPI

 

“O sangue dessas mais de 600 mil vítimas escorre nas mãos de cada um que subestimaram esse vírus”, disse Katia dos Santos, que perdeu os pais. Relatos emocionaram os senadores presentes

Parentes de vítimas e senador Randolfe se emocionam na CPI

Parentes de vítimas e senador Randolfe se emocionam na CPI (Foto: Agência Senado)

247 - A CPI da Covid trouxe na sessão desta segunda-feira (18) relatos de familiares de vítimas da pandemia do coronavírus. Viúvas e viúvos, órfãs, pais que perderam seus filhos estiveram presentes e emocionaram também os senadores. Os depoimentos também trouxeram duras críticas à condução do governo Bolsonaro durante a pandemia, cobraram Justiça e elogiaram o trabalho da Comissão.

“Merecíamos um pedido de desculpas”, disse o taxista Marcio Antônio do Nascimento da Silva, que relatou ter perdido a irmã e o filho Hugo Dutra do Nascimento Silva, de 25 anos. Hugo foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Copacabana, no Rio de Janeiro, transferido para um hospital e intubado por 15 dias.

Durante o depoimento de Giovana Mendes, que perdeu os pais, até o intérprete de Libras se emocionou. Hoje com 19 anos, ela vai ter a guarda da irmã de 11 anos. Giovana fez um apelo para que as pessoas se vacinem e criticou a postura de Bolsonaro. “Se ele tivesse ideia do mal que ele faz para a nação, além de todo o mal que ele fez, ele não faria isso”, disse.

A depoente Rosana Maria dos Santos Brandão não chorou ao falar sobre a perda que sofreu por conta da pandemia, e atribuiu sua resiliência ao espírito de luta da ex-presidente Dilma Rousseff. "Todas as pessoas perderam, estão sofrendo de uma maneira ou de outra. Pouco tempo atrás ouvi a ex-presidente do país, e a repórter perguntou, na época que ela era presidente, se ela chorava durante as torturas da ditadura civil-militar. A presidenta dizia que não chorava na tortura e que não devia chorar, que era assim que conseguia lidar com isso. Me achei bastante parecida”.

A enfermeira Mayra Pires Lima, moradora de Manaus, palco de um colapso na rede pública de saúde que culminou na morte de pacientes por falta de oxigênio, perdeu a irmã em janeiro deste ano, deixando quatro crianças. Ela relatou aos senadores a dificuldade para se conseguir um leito de UTI na ocasião.

“Em cinco dias de sintomas, na fase inflamatória da doença, ela precisava de UTI, e, infelizmente, a UTI demorou dez dias enquanto ela estava no hospital. A cidade de Manaus virou um deserto. As únicas pessoas que andavam em Manaus eram os profissionais de saúde, a polícia e os serviços essenciais, porque, se a população toda adoece, você pode mandar uma grande quantidade de oxigênio que você não vai resolver”, contou.

Já Katia dos Santos disse que “o sangue dessas mais de 600 mil vítimas escorre nas mãos de cada um que subestimaram esse vírus”, em critica direta a Bolsonaro e outros integrantes do governo. 

Para o sociólogo e professor da UFRJ Michel Gherman, “não faltam mais testemunhos para contar a história do genocídio brasileiro”. Ele destacou ainda o “importantíssimo testemunho na historiografia dos genocídios” na sessão desta segunda-feira.

Dallagnol, o "santo evangélico e falso herói contra corrupção", manipulou delação e ainda gritou "abaixo a República". Video com Florestan Fernandes Jr., Rodrigo Vianna e Leonardo Attuch

 

Do Canal 247:




quinta-feira, 14 de outubro de 2021

UOL: Bolsonaro é denunciado Haia por desmatamento na Amazônia; 'fez prova contra si mesmo', diz Josias

 

Do Canal UOL:

Ambientalistas, ex-juízes e cientistas apresentaram (dia 12) denúncia contra o presidente no Tribunal Penal de Haia por crimes contra a humanidade e a destruição da Amazônia. No UOL News, o colunista Josias de Souza fala sobre a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, que, para ele, já "começa errada" e vê que há elementos contra o presidente: "Fez prova contra si mesmo"



Genial! Bolsonaro confessou! Crimes serão cobrados! O Bem avança contra o mal! Pandora ataca. Vídeo do Portal do José

 

Bolsonaro confessa crimes e práticas criminosas faz tempo. Mas hoje preparou um "combo" para dizer em público o que tem feito para violar a Constituição Federal, Código Penal, leis especiais e a moralidade administrativa.

Do Portal do José:


Meus amigos e amigas! Quem é do meio jurídico já viu muita gente despreparada e mal orientada. Mas nenhuma delas chegou à Presidência da República. Bolsonaro confessa crimes e práticas criminosas faz tempo. Mas hoje preparou um "combo" para dizer em público o que tem feito para violar a Constituição Federal, Código Penal, leis especiais e a moralidade administrativa.

Suas falas não são apenas simplórias. São idiotas, burras e autoincriminadoras. O Mandatário vai passar muito tempo da vida que lhe resta, rachando suas economias para os bolsos e escritórios de advocacia especializados na defesa de clientes da região do Rio das Pedras.

Mas Bolsonaro não se acha apenas o maior gênio do Brasil. O injustiçado gênio se coloca como o único visionário do planeta. Só ele sabia que ficar em casa era prejudicial à humanidade em tempos de pandemia.

Porque todos os cientistas do mundo são tão despreparados e não conseguiram seguir os "çábios' conselhos do Mito Tupinambá?

Mas como todo ser incompreendido, Bolsonaro terá um fim trágico (pelo menos para ele e alguns de seus fieis seguidores míopes). A justiça as vezes chega mais rápido do que de costume.

A CPI do Senado finalmente está encontrando dentro de nosso sistema penal e constitucional, algumas ferramentas jurídicas para lidar com a imensa e inesgotável omissão do PGR Aras.

Haverá celas para todos. É só aguardarmos com fé.

Resenha do Livro "O Colápso da Democracia no Brasil: da Constituição ao Golpe parlamentar de 2016", de Luís Felipe Miguel, por Flávio Ricardo Vassoler, em Vídeo

 

Do Canal de Flávio Ricardo Vassoler:

Resenha sobre o livro "O colapso da democracia no Brasil: da Constituição de 1988 ao golpe parlamentar de 2016" (2018), do cientista político brasileiro e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luís Felipe Miguel. Link para o livro "O colapso da democracia no Brasil", de Luís Felipe Miguel, a partir do site da Amazon: https://amzn.to/3Dwn4xx


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Do Portal do José: DANO INESPERADO! Europeus incriminam Bolsonaro no Tribunal Penal em Haia. Brasil terá que punir o neofascismo bolsonarista?

 

Neste dia 12 de outubro, uma instituição austríaca (All Rise), composta por pessoas que já fizeram parte do Tribunal Penal Internacional de Haia, cientistas e pesquisadores, ingressou com uma denúncia contra Bolsonaro por crimes contra o meio ambiente do Brasil e que se refletem no planeta e na humanidade.

Do Portal do José:


Enquanto Bolsonaro se diverte protegido por rapazes (alguns nem tanto) másculos e regiamente pagos por nós, o mundo gira. Dona Michelle também se diverte. Longe dele.

Neste dia 12 de outubro, uma instituição austríaca (All Rise), composta por pessoas que já fizeram parte do Tribunal Penal Internacional de Haia, cientistas e pesquisadores, ingressou com uma denúncia contra Bolsonaro por crimes contra o meio ambiente do Brasil e que se refletem no planeta e na humanidade.

O documento (abaixo em anexo) reúne uma série de pesquisas, dados, registros e artigos que mostram como a natureza brasileira foi duramente atingida pelo governo Bolsonaro.

Muitos ainda não se deram conta do impacto desse tipo de iniciativa. Mas o Brasil, para além das responsabilizações à Bolsonaro, fica absolutamente fragilizado internacionalmente, ao mesmo tempo que legitima o discurso que coloca a região amazônica no centro das preocupações e interesses internacionais.

As provas e dados anexados na ação são muito consistentes e ensejarão responsabilidades ao Mandatário no plano externo e obrigará ao Brasil a tomar providências contra ele, sob pena de sofremos sanções por uma eventual omissão deliberada visando protegê-lo.

Mas tudo isso não chega a ser de conhecimento da nação. Os grandes veículos de informação que tem o dever de informar o que se passa à sociedade. não faz nada que enfraqueça ainda mais o poder político de Bolsonaro. Tudo visa a manter Bolsonaro na Presidência e garantir Guedes comandando as ações na economia do Brasil. Até agora só o povo perdeu.

Quem estava rico no inicio do governo Bolsonaro, hoje não tem motivos para reclamar. Mas estamos chegando ao final deste governo em breve. Se resistimos até agora, haveremos de superar mais essa fase. Sigamos.

Do UOL: 'Arcebispo de Aparecida fez discurso político com indiretas para Bolsonaro', conforme aponta Diogo Schelp

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Diogo Schelp fala sobre o discurso do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que pediu pátria sem armas e sem fake news. Para ele, a fala "foi política e com indiretas para Bolsonaro", que, ele lembra, tem evitado falar das vítimas da pandemia





BBC News Brasil: Consumo de pé de galinha e outros 5 dados que revelam retrato da fome no Brasil

 

Do Canal BBC News Brasil:

Primeiro, foi a fila quilométrica em um açougue de Cuiabá, no Mato Grosso — maior Estado produtor e exportador de carne bovina do país —, para receber ossos.

Depois, cariocas garimpando restos em um caminhão de ossos e pelancas descartadas por supermercados. E assim, dia após dia, as imagens da fome vão voltando ao noticiário nacional. Neste vídeo, nossa repórter Thais Carrança apresenta seis dados e explica por que eles revelam como a fome assola, e cada vez mais, nosso país. Entre eles, estão a alta no número de crianças com anemia, a redução no consumo de carne vermelha e o aumento no uso de alimentos como macarrão instantâneo e pés de galinha. Confira no vídeo. Reportagem em texto: https://www.bbc.com/portuguese/brasil... Curtiu? Inscreva-se no canal da BBC News Brasil! E se quiser ler mais notícias, clique aqui: www.bbc.com/portuguese

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Pandora Papers, o paraíso fiscal de Paulo Guedes e a espião que sabia de menos de Allan dos Santos no STF em vídeo do jornalista Rodrigo Martins, da CartaCapital

 


Neste episódio, Rodrigo Martins fala sobre o caso da espiã recrutada pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos para repassar informações do Supremo Tribunal Federal. O apresentador também comenta as revelações do Pandora Papers, um megavazamento de documentos que expôs as pegadas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em paraísos fiscais. Confira, a seguir, os links de reportagens e checagens mencionadas no programa:


- Blogueiro bolsonarista investigado pelo STF usou estagiária de Lewandowski como informante, indicam mensagens Folha de S.Paulo: https://cutt.ly/AE7e7lo - Moraes determina que PF ouça suspeita de ser informante de Allan dos Santos no STF CartaCapital: https://cutt.ly/GE7rhAF - À PF, ex-estagiária de Lewandowski nega vazamento e pede 'desculpas' CartaCapital: https://cutt.ly/xE7rmCn - Quem é Allan dos Santos, o blogueiro que quase virou padre e foi alvo de duas operações da Polícia Federal O Globo: https://cutt.ly/0E7rGXa - Como o QAnon e o trumpismo infectaram a Igreja Católica Vanity Fair (em inglês): https://cutt.ly/3E7tyAS - MPF denuncia Allan dos Santos por ameaças ao ministro Barroso e incitação ao crime Procuradoria da República no Distrito Federal: https://cutt.ly/HE7tc0Z - Paulo Guedes e presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, são donos de offshore em paraísos fiscais CartaCapital: https://cutt.ly/gE7tIuQ | Piauí: https://cutt.ly/NE7tJ4X - Código de Conduta da Alta Administração Federal Governo Federal: https://cutt.ly/LE7tNBI - É falso que ‘The Washington Post’ tenha publicado capa chamando Bolsonaro de ‘melhor presidente de todos os tempos’ O Estado de S.Paulo: https://cutt.ly/PE7yuBX


Grande mídia, dos barões e suas famílias igualmente envolvidas em evasão de divisas para offshores, esconde o escândalo dos paraísos fiscais de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Vídeo com o jornalista Rodrigo Vianna

 

Do Brasil de Fato e Rede TVT:

Na edição do Tempero da Notícia desta semana, Rodrigo Vianna traz a análise sobre as revelações do projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que apontam, entre mais de 300 figuras públicas, o ministro da Economia Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, como mantenedores de recursos em contas offshore no exterior. Ambos terão que prestar explicações na Câmara e no Senado.


A TVT e a Rádio Brasil Atual, em parceria com Brasil de Fato, exibem o programa Tempero da Notícia com Rodrigo Vianna. O jornalista faz a análise dos principais fatos políticos e econômicos da semana.

Do Portal do José: De Folga? Bolsonaro ataca mais uma vez no litoral! Apedeuta Raiz e a baixaria do dia! Guedes: mais 230 mil de lucros no Offshore hoje! E a "grande mídia" ainda passando pano...

 

Bajuladores e candidatos alinhados às próximas eleições, os papagaios de pirata fazem cara de exterminadores do futuro enquanto o chefe apedeuta raiz extermina o presente. Apedeuta é uma espécie de ignorante extremo. O ignorante dos ignorantes.

Do Portal do José:


O Brasil paga o salário de um fanfarrão para falar atrocidades. O custo não é pouca coisa. Bolsonaro trafega rodeado por um exército de homens com caras de viris e machões de fachada. Dá medo.

Essa exibição que causaria grandes indagações em Sigmund é paga com o dinheiro do povo brasileiro. São dezenas de valentões que recebem auxílio-hospedagem-alimentação-transporte-mamata.

Bajuladores e candidatos alinhados às próximas eleições, os papagaios de pirata fazem cara de exterminadores do futuro enquanto o chefe apedeuta raiz extermina o presente. Apedeuta é uma espécie de ignorante extremo. O ignorante dos ignorantes.

Distribui 3 bilhões de reais em tratores e deixa as nossas meninas pobres sem ter a dignidade mínima para poderem ir às escolas.

Não existe limites à ignorância bolsonarista.

Temos um Despresidente que é capaz de ser barrado em locais onde quer entrar aqui e lá fora. Humilhação para idiotizados não existe. Eles não são capazes de entenderem a situação. Ignóbeis sofrem menos. Pelo menos nesse caso.

Guedes corta verba para ciência e tecnologia. Tudo certo para o astronauta que administra seu ministério diretamente do mundo da lua.

Esse sofrimento há de acabar mais rápido do que pensam àqueles que sustentam essa matilha de insanos. Sigamos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Bolsonaro: Como Brasil se livrará dele? Guedes: humilhação Nacional vem aí! Toffoli: O "Parça"! Vídeo do Portal do José

 Bolsonaro ainda se segura em Guedes. Por isso não esperemos nenhum comentário de Bolsonaro sobre a fortuna de Guedes em paraísos fiscais.

Do Portal do José:


Falta menos de um ano para o primeiro turno de 2022. Bolsonaro ainda se segura em Guedes. Por isso não esperemos nenhum comentário de Bolsonaro sobre a fortuna de Guedes em paraísos fiscais. Mas o que esperar de Bolsonaro sobre o tema? Alguma advertência a Guedes sobre ética ou moral pública? Algum conselho sobre princípios republicanos? Alguma oportunidade para orarem juntos? Um convite para comerem pastel em periferias?

É possível que consigam fabular sobre algum problema real? Qual a convergência de ambos sobre a realidade do Brasil? Quem conhece o quê sobre a realidade do povo brasileiro?

Guedes continua a ser blindado de todas as formas pelos veículos de comunicação. Mas Guedes não escapará da humilhação pública no Congresso Nacional. Será que termos transmissão em rede nacional? Guedes conseguirá explicar a origem de sua fortuna?

O ciclo de insanidade está se findando em algumas parte do mundo. No Brasil poderemos ter essa oportunidade. Todos os brasileiros preocupados com o futuro do Brasil e com a nossa sanidade mental tem muito o que fazer. Façamos a nossa parte.



sábado, 9 de outubro de 2021

Mais Essa? Guedes e o lucrativo "Mercado Mortífero" : coincidência? Bolsonaro conseguirá explicar? Vídeo do Portal do José

     Paulo Guedes é um homem de visão sobre negócios com vivos ou mortos. Seus sócios vão longe. Para progredirem podem até usarem veículos destinados à ultima viagem de algum falecido lucrativo.

    Do Portal do José:

Para quem pensa que viu ou sabe de tudo, o nosso papo de hoje será surpreendente. Paulo Guedes é um homem de visão sobre negócios com vivos ou mortos. Seus sócios vão longe. Para progredirem podem até usarem veículos destinados à ultima viagem de algum falecido lucrativo.

Em tempos de pandemia o tino comercial do Ministro contagiou seus ex-sócios. A doença gerou oportunidades. Afinal, assim é o liberalismo de Guedes.

Seus amigos investiram pesado e tiveram lucros fantásticos! Sigamos.

Documentos Investigação Paulo Guedes https://static.poder360.com.br/2019/1... https://www.em.com.br/app/colunistas/... https://valor.globo.com/empresas/noti... https://politica.estadao.com.br/blogs... https://www.youtube.com/watch?v=YUbOW...

Os 600 mil mortos pela Covid com a ajuda genocida de um governo negacionista, elitista e destruidor da economia e do meio ambiente... Vídeo de José Fernandes e Charge de Beto

 

Corda arrebentou! Quem vai pagar? Bolsonaro e Guedes na cadeia? Jornalismo cínico lamentará as vítimas mas poupará os responsáveis pela destruição social e econômico-ambiental!





A corda arrebentou em várias áreas. Como essa gente que comanda ou "descomanda" o Brasil pensa em escapar? Como conseguem uma blindagem espetacular e cínica? Existe jornalismo nos grandes veículos de comunicação ou são todos membros de uma gangue? Muita coisa hoje para debatermos e mostrarmos no Portal. Sigamos.


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Offshores e os crimes de Paulo Guedes e Roberto Campos, por Paulo Kliass

 

As extensas listas dão a volta pelos continentes e apresentam nomes de atuais e antigos Chefes de Estados, ministros e ex ministros, milionários, empresários e demais personalidades do globalizado mundo das finanças e do poder.

Os crimes de Guedes e Campos

por Paulo Kliass (publicado no Jornal GGN)

As revelações trazidas a público recentemente pelo movimento “Pandora Papers” são prá lá de muito graves. Trata-se de um vazamento articulado de informações confidenciais que foram enviadas ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), tendo por fonte as bases de dados de contas bancárias e depósitos financeiros de natureza similar mantidas junto aos chamados paraísos fiscais. As extensas listas dão a volta pelos continentes e apresentam nomes de atuais e antigos Chefes de Estados, ministros e ex ministros, milionários, empresários e demais personalidades do globalizado mundo das finanças e do poder.

A participação tupiniquim nesse universo faz companhia a figuras como o Presidente do Azerbaijão e o Rei da Jordânia. Além disso, há suspeitas e denúncias envolvendo o Presidente Putin da Rússia, o presidente do Quênia e o ex primeiro ministro britânico Tony Blair. A lista de empresas brasileiras é extensa, com destaque para o grupo Prevent Senior, envolvido até o pescoço nos escândalos recentes da covid em revelações obtidas na CPI do Senado Federal.

Ao longo dos últimos anos foram divulgados vários dossiês desse tipo, contendo informações consideradas secretas nesse espaço sensível que tangencia a política, os negócios e os crimes. Em 2013 foi revelado o “Offshore Leaks”, em 2016 veio à tona o “Panama Papers” e em 2017 foi a vez do “Paradise Papers”. As razões para que esse tipo de aplicação financeira suspeita ainda seja realizada pode variar de caso para caso, de país para país, mas o fato inegável é que ninguém procura esse tipo de conta se não tiver nada a esconder ou nenhum imposto a sonegar. Os atrativos ficam por conta dos benefícios oferecidos pelos chamados “paraísos fiscais”, que se propõem a assegurar o sigilo das informações e a conceder a isenção tão desejada de tributos nas operações que oferecem à seleta clientela.

Listas e mais listas: escândalos em sequência.

Até algumas décadas atrás, esse tipo de serviço era oferecido, em especial, pelas instituições bancárias e financeiras baseadas na Suíça. Muito antes da digitalização atingir também o universo das finanças internacionais, a alternativa de deixar os recursos a salvo em contas mantidas por bancos suíços era considerada bastante segura. A legislação daquele país estabelecia o total segredo das informações como um princípio organizador do sistema. A transparência passava longe de tais operações e apenas ocasionalmente alguma ou outra denúncia era objeto de vazamento.

Em abril de 1980, por exemplo, em plena ditadura militar no Brasil, um periódico da imprensa alternativa trouxe a público uma revelação escandalosa. O jornal “Hora do Povo” divulgou uma lista com políticos e empresários que seriam detentores de contas bancárias na Suíça. Ali estavam nomes como Presidente General Geisel e seu antecessor General Medici, além de ministros e ex ministros como Delfim Neto, Mário Andreazza, Roberto Campos, Golbery do Couto e Silva, Mário Henrique Simonsen, Shigeaki Ueki, e Jarbas Passarinho, entre outros. Apesar da baixa credibilidade das fontes utilizadas para a matéria, a divulgação atingiu o núcleo duro do regime. Tendo em vista a situação política que o país vivia naquele momento, a resposta do regime foi a apreensão da edição do jornal e o enquadramento do mesmo e de seus responsáveis na Lei de Segurança Nacional. Nenhuma denúncia foi investigada à época.

Apesar das enormes pressões internacionais e mesmo locais para que a legislação suíça fosse alterada, o processo de mudança foi bastante lento e apenas a partir do início de 2017 o segredo bancário foi oficialmente eliminado naquele país. Afinal, era de conhecimento geral que as regras do anonimato atendiam especialmente aos interesses do tráfico de drogas, do tráfico de armas, do contrabando em geral e de outras atividades ilícitas realizadas no plano internacional. Com a perda do sigilo no país dos cantões, ganharam mais espaço no submundo das ilegalidades aquelas operações conhecidas como “offshore” nos paraísos fiscais, onde o segredo continuaria – ao menos, em tese – a ser garantido aos depositantes.

Mais do que apenas a atratividade oferecida aos recursos de origem criminosa ou irregular, os paraísos fiscais converteram-se cada vez mais em alternativas para operações do coração do financismo internacional. O processo complexo e dinâmico de globalização e digitalização dos recursos financeiros em sua busca incansável por maiores taxas de rentabilidade supera os limites dos sistemas de investimento e as próprias fronteiras nacionais. Na verdade, o que se tem verificado ao longo dos últimos anos é um processo cuja marca principal é a tentativa de “normalização” de tais mecanismos de investimento fortemente carregado de viés especulativo.

Offshores: tentativa de normalização das operações suspeitas.

A ausência de regulamentação internacional para esses movimentos de capital faz com que os derivativos, as aplicações em fundos sem nenhum lastro na economia real e outras modalidades gestadas pela criatividade intensa do processo de financeirização descontrolada fiquem livres, leves e soltos para existir, se valorizar e migrar no éter do financismo globalizado. Como não existe um poder público supranacional com competência delegada para regular esses movimentos, a única alternativa que resta até o presente momento é esperar por uma nova crise para trazer um pouco esses atores ao mundo real. Porém, o que se percebe pelas experiências anteriores é que os Estados se mexem tão somente para evitar grandes prejuízos aos poderosos e promovem uma socialização dos prejuízos com imposição de perdas sobre a massa da população. Tudo isso em razão de uma passividade absoluta que o descontrole causa ao sistema.

Por aqui, a revelação de que o Superministro da Economia e o todopoderoso Presidente do Banco Central detêm recursos milionários em contas nesses paraísos fiscais não parece interessar muito aos grandes meios de comunicação. Uma das razões pode ser a divulgação anterior de que alguns destes grupos de comunicação estejam também envolvidos em operações semelhantes, como divulgado em listas de anos passados. Além disso, talvez eles não estejam lá muito interessados no desgaste e eventual substituição de figuras que garantem de forma rígida a austeridade e defendem com fidelidade canina os interesses do financismo no comando da economia brasileira. O fato é que o pouco destaque oferecido ao escândalo e a tentativa de passar panos quentes nas ilegalidades denunciadas é mais do que evidente.

Na verdade, pouco importa se Paulo Guedes e Roberto Campos Neto apontaram a existência das contas no exterior em suas declarações anuais à Receita Federal. A questão que se coloca é de um evidente e profundo conflito de interesses nos casos sob análise. Afinal, ambos são membros natos do Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado que define as regras e os detalhes operacionais de todas essas modalidades de aplicações financeiras. Além disso, a dupla é responsável direta pela definição de elementos essenciais da política econômica do País, inclusive no que se refere à política cambial. O caminho adotado por eles foi o mesmo de dezenas de outros brasileiros, que optaram por enviar seus recursos ao exterior em contas de offshores e chegam a serem devedores de quase R$ 17 bilhões em impostos aos cofres públicos. Tudo dentro da lei?

Pela demissão imediata de Guedes & Campos.

Por outro lado, o governo Bolsonaro encaminhou recentemente ao legislativo projetos de alteração na legislação tributária. Ao longo da tramitação, Guedes convenceu o relator da matéria a retirar a incidência de Imposto de Renda sobre os valores mantidos nas “offshores”. Trata-se da mais evidente e descarada manifestação daquilo que se conhece no popular como “legislar em causa própria”. Com o detalhe de que estava ali se utilizando de seu poder de convencimento na condição de comandante da área econômica do governo na interlocução com os parlamentares.

Existe um conjunto de regras consolidadas no documento chamado “Código de Conduta da Alta Administração Federal”, aprovado em 2000 e que deveria servir como guia orientador para o comportamento dos ocupantes de cargos no alto escalão governo. São dispositivos que também deveriam nortear as decisões da Comissão de Ética Pública (CEP) nesse quesito. O disposto no § 1º do inc. II do art. 5º é inequívoco:

(…) “§ 1º – É vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função, inclusive investimentos de renda variável ou em commodities, contratos futuros e moedas para fim especulativo, excetuadas aplicações em modalidades de investimento que a CEP venha a especificar.” (…)

Ora, sob tais condições, fica evidente os benefícios diretos e indiretos que foram direcionados para os recursos que ambos detinham e ainda detêm em contas nos paraísos fiscais. Em qualquer país minimamente preocupado com a definição dos limites entre os interesses públicos e privados essa questão já teria sido solucionada no momento da divulgação do escândalo. Não há solução possível que não envolva a demissão imediata de ambos de seus cargos no governo.

Paulo Kliass é doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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