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quinta-feira, 21 de julho de 2022

Steve Bannon, em julgamento, é ensaio do que ocorrerá com militares de Bolsonaro, por Luis Nassif

 

Agora, além da conspiração de 6 de janeiro, Bannon está sendo acusado de desrespeitar o Congresso.

Uma boa discussão, que esquentará nas próximas semanas, é sobre qual será o destino dos militares da reserva envolvidos na conspiração de Jair Bolsonaro.

Os próceres do Centrão já tiraram o corpo em relação ao vexame da reunião de Bolsonaro com o corpo diplomático. Atribuíram o desastre aos militares de Bolsonaro: generais Braga Neto, Augusto Heleno, Hamilton Mourão, Paulo Sérgio, Luiz Eduardo Ramos.

Com Bolsonaro derrotado, todos eles se tornarão cidadãos comuns. A condição de aposentados os tira da rede de proteção da Justiça Militar. Estarão sujeitos à justiça comum, a procuradores e juízes de primeira instância. E sendo acusados de crimes explícitos.

Os problemas enfrentados por Steve Bannon – o conselheiro-mor de Donald Trump – são um bom ensaio do que espera esses senhores. Ele está sendo julgado por um júri e acusado, pelo promotor, de “torcer o nariz” para o Congresso, devido à sua posição arrogante, de quem não conseguiu entender os novos tempos e a força das instituições,

Como declarou a procuradora adjunta Amanda Vaughn, “o réu decidiu que estava acima da lei e não precisava seguir as ordens do governo como seus concidadãos. Então todo esse caso é sobre um cara que simplesmente se recusou a aparecer? Sim, é assim tão simples.”

Nos próximos dias, o julgamento chegará a Trump, analisando sua atuação no episódio de invasão do Capitólio. Hoje, depois do seu depoimento, Bannon explodiu do lado de fora do tribunal. Ficou esbravejando que Trump foi o verdadeiro vencedor das eleições de 2020, como provavelmente farão os militares aposentados de Bolsonaro. “Eles estão me acusando de um crime?” esbravejava Bannon . “Tenha coragem e coragem de aparecer aqui e dizer exatamente por que é um crime.”

De sua parte, Vaughn fez acusações diretas. “Não foi um pedido e não foi um convite. Era obrigatório que ele desse as informações relevantes para atender o que aconteceu em 6 de janeiro e garantir que nunca mais acontecesse”.

Antes, Bannon já havia sido condenado por um esquema fraudulento de arrecadação de fundos, embolsando recursos que teoricamente seriam aplicados na construção de um muro para impedir a entrada de mexicanos. Assim como Bolsonaro com Daniel Silveira, Trump usou seu poder de indulto para livrá-lo da enrascada.

Agora, além da conspiração de 6 de janeiro, Bannon está sendo acusado de desrespeitar o Congresso.

Segundo o comitê de investigação, Bannon desempenhou “múltiplos papéis”, em relação a 6 de janeiro. Um deles foi estimular a opinião pública a acreditar que as eleições tinham sido fraudadas – o mesmo papel dos generais de Bolsonaro. Na véspera da invasão, bradou que “todo o inferno irá acontecer”, mostrando que tinha informações antecipadas da invasão. As duas acusações de desacato sujeitam Bannon a condenações de 30 dias a um ano de prisão.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Vaza Jato indica claramente o conluio do TRF-4 com a Lava Jato de Moro e Dallagnol para condenar Lula por mero ódio de classe e para tirá-lo da política, abrindo espaço para a direita derrotada em eleições seguidas

 

Conversa vazada mostra que o principal procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, disse que os desembargadores do TRF-4 “apenas dependem do que o Moro quer”



(Foto: Reprodução)


247Um dos trechos da Vaza Jato mostra o principal procurador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, mencionando que o procurador Januário Paludo foi conversar com desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

“Na conversa eles manifestaram amplo apoio, inclusive com eventual necessidade da Vara de recursos humanos”. Na conversa, os procuradores chegam a oferecer a juíza Gabriela Hardt para trabalhar com exclusividade no caso.

“Minha conversa foi com o vice-presidente, já que o presidente não estava. Ele externou a posição do trf, de total apoio à LJ, tanto de servidores quanto de juízes”. 

Na época, o vice-presidente era o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, que elogiou uma sentença de Sérgio Moro, antes mesmo de conhecê-la.

Dallagnol disse na conversa que “eles [do TRF-4] apenas dependem do que o Moro quer”. O TRF-4 endossou todas as sentenças de Moro.

O conhecimento liberta. Saiba mais