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domingo, 27 de janeiro de 2019

Clã Bolsonaro tem muito a explicar, diz Estado de S.Paulo




No editorial de opinião, jornal avalia que “uma fronteira bastante delicada parece ter sido cruzada” entre os Bolsonaros e as milícias
 
Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - O jornal O Estado de S.Paulo divulgou neste domingo (27) sua opinião oficial sobre os fatos envolvendo a família Bolsonaro e milícias do Rio de Janeiro. No artigo intitulado "Muito a explicar", o editorial destaca que o presidente Jair Bolsonaro perdeu o bom senso ao usar uma recente entrevista à TV Record para afirmar não ser "justo atingir um garoto, fazer o que estão fazendo com ele, para tentar me atingir".
 
O garoto em questão é o seu filho mais velho Flávio Bolsonaro. O senador eleito pelo PSL do Rio de Janeiro tem 37 anos. Durante seu mandato como deputado estadual, manteve como seu motorista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) o ex-policial Fabrício Queiroz. Uma movimentação de R$ 1,2 milhão em apenas um ano na conta de Queiroz chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), deflagrando o escândalo.
 
O desenrolar da história foi piorando o lado da família Bolsonaro. O Coaf constatou que Queiroz recebia, periodicamente, em uma conta bancária sua depósitos de outros funcionários de Flávio Bolsonaro na Alerj. "Praticava-se o chamado “rachid” - nome do esquema em que os funcionários a serviço de parlamentares lhes devolvem parte do salário que recebem", pontua o editorial do Estadão ao destacar que não se trata apenas de indícios de que no gabinete de Flávio acontecia a prática de um esquema ilegal.
 
O jornal, lembra, ainda que Queiroz fez um depósito na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro e, mais grave, Flávio contratou para trabalhar em seu gabinete a mulher e a mãe de Adriano da Nóbrega, chefe do chamado "Escritório do Crime”e um dos líderes da milícia de Rio das Pedras, a mais antiga e perigosa do Rio. O grupo começou a ser desmantelado na última semana, com a operação Os Intocáveis, liderada pela Polícia Federal e Ministério Público do Rio de Janeiro.
 
"Em nota, o agora senador eleito, depois de se dizer “vítima de uma campanha difamatória com o objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro”, afirmou que as duas funcionárias foram contratadas “por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz”. Ou seja, Queiroz, que até aqui se apresentou como um modesto motorista, tinha poder para indicar funcionários no gabinete de Flávio Bolsonaro", opina o Estadão.
 
Para o jornal, a mais recente ligação com uma das mais "terríveis milícias do Rio" só aumenta a potência do "escândalo da clã Bolsonaro". 
 
"Quando deputado estadual, Flávio disse que as milícias se dedicam a “expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” e que “há uma série de benefícios nisso”. Uma fronteira bastante delicada parece ter sido cruzada, e espera-se que o presidente Bolsonaro e seu filho Flávio afinal deem as explicações que a sociedade, apreensiva, aguarda", conclui. Para ler a opinião do jornal na íntegra, clique aqui. 
 

quarta-feira, 15 de março de 2017

A família Mesquita, do Estadão, que sempre apoiou o golpe, se desespera com o sucesso de DIlma na Europa e decide agredí-la (a tática de sempre dos covardes)



Os quatrocentões da família Mesquita, do Estado de S. Paulo, publicaram editorial em que demonstram seu pânico com o sucesso que o furação Dilma vem causando na Europa, onde a presidente eleita tem falado para platéias lotadas sobre o golpe no Brasil e a tentativa de se impedir a volta de Lula ao poder; segundo os Mesquita, Dilma agride a língua portuguesa e desconhece que "há lei e há instituições no Brasil" – um país que se tornou vergonha internacional ao golpear a própria democracia para instalar seus políticos mais corruptos no poder, como demonstra a lista de Janot



Do 247:


Os quatrocentões da família Mesquita, do Estado de S. Paulo, publicaram editorial em que demonstram seu pânico com o sucesso que o furação Dilma vem causando na Europa, onde a presidente eleita tem falado para platéias lotadas sobre o golpe no Brasil e a tentativa de se impedir a volta de Lula ao poder.
Segundo os Mesquita, Dilma agride a língua portuguesa e desconhece que "há lei e há instituições no Brasil" – um país que se tornou vergonha internacional ao golpear a própria democracia para instalar seus políticos mais corruptos no poder, como demonstra a lista de Janot.
Abaixo, o editorial do Estado:
Dilma, um caso sério
Não satisfeita com o desastre causado ao País pelos seus cinco anos de governo – cujos efeitos daninhos são ainda sentidos diariamente pelos brasileiros –, a ex-presidente Dilma Rousseff dedica-se agora, assim fazem crer suas ações e palavras, a envergonhar o Brasil mundo afora. Seu comportamento em Genebra, onde participou de palestras e seminários, é sinal de que sua falta de discernimento, seja em questões nacionais, seja em relação às suas capacidades pessoais, não tem fim.
É conhecida sua dificuldade para se expressar na língua portuguesa. Como bem sabem os brasileiros, a beligerância de Dilma Rousseff com o idioma pátrio não exige condições especiais, podendo ocorrer até mesmo em casos de comentários triviais ou argumentos despidos de qualquer complexidade. Ela facilmente se embaralha com palavras e pensamentos, o que muitas vezes deu a eventos oficiais no Palácio do Planalto contornos de show humorístico.
Pois bem, essa mesma Dilma Rousseff, que já tanto maltrata a língua portuguesa, achou que podia, em sua viagem à Europa, dialogar em francês. O programa de televisão no qual a ex-presidente teve a ousadia de usar a língua de Victor Hugo é de incomum constrangimento, com alguns apresentadores em sérias dificuldades para manterem a compostura diante de tamanha agressão ao idioma francês. Mais do que simples gafe, a participação de Dilma no programa de televisão corrobora sua invencível incapacidade de realizar qualquer tipo de autocrítica.
Não falta, porém, a Dilma Rousseff discernimento apenas em questões de idioma. Ela ignora – e alardeia sua ignorância mundo afora – questões institucionais. Diante de uma plateia no Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra, a ex-presidente afirmou haver o risco de que os ocupantes do poder no Brasil tentem impedir nova eleição de Lula da Silva. “Podem tentar condenar o Lula por duas vezes, podem mudar as regras da eleição presidencial, por exemplo, com introdução do parlamentarismo e, terceiro, podem simplesmente adiar a eleição presidencial do ano que vem”, disse Dilma.
É grave que uma ex-presidente fale de forma tão irresponsável sobre a democracia e as instituições no Brasil. Eventuais discordâncias de Dilma Rousseff com a decisão do Congresso de condená-la por crime de responsabilidade não lhe dão direito a tratar o País da forma vil como ela o tem tratado.
Ainda que imperfeita, a Lei da Ficha Limpa contribuiu para a moralidade das eleições no País, ao barrar candidatos que tenham sido condenados criminalmente em segunda instância. E o Poder Judiciário é independente, não mero instrumento de manobra do Poder Executivo, como dão a entender as palavras da ex-presidente. O que ela indevidamente aplica ao Brasil ocorre em países de seu especial agrado, como é o caso da Venezuela. No entanto, a respeito desse abuso Dilma sempre preferiu o silêncio.
Dilma ainda tratou de duas possíveis manobras para afastar Lula da Silva da Presidência da República: o parlamentarismo e o adiamento das eleições de 2018. A ex-presidente manifesta, assim, seu completo desconhecimento da realidade política e institucional do País. Ainda que seja plenamente legítimo, o parlamentarismo não é um assunto atual do Congresso. E a menção a suposto risco de adiamento das eleições é mais do que simples irresponsabilidade. Trata-se de uma acusação grave, sem qualquer prova ou indício, contra a democracia brasileira. Observe-se, a favor de Dilma, que ela não aventou a possibilidade da restauração da monarquia para manter Lula fora do poder.
Por mais que Dilma Rousseff não goste, há lei e há instituições no Brasil. O panorama é bem diferente do que ela alardeou na Suíça. Já em relação ao retorno de Lula da Silva à Presidência da República, os obstáculos estão bem evidentes, dispensando os tremendos esforços mentais de Dilma Rousseff. O principal óbice é ela mesma, pelo estrago que causou ao País. E, em segundo lugar, o próprio Lula, com sua incapacidade de emendar-se.