Mostrando postagens com marcador #LulaLivre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #LulaLivre. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Ação de Moro na Lava Jato foi ilegal e inconstitucional, diz Associação de Juízes para a Democracia

Perplexidade e indignação são as palavras que definem como os membros da ABJD receberam os conteúdos divulgados nesse domingo (09) pela revista de publicação on line The Intercept, de diálogos envolvendo os membros da operação Lava Jato.



Sérgio Moro (Foto:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

PUBLICADO NO ABJD (e também no DCM)

As conversas – sintomaticamente não negadas pela nota divulgada pela força tarefa na mesma noite – dão conta de ações combinadas e coordenadas entre os membros do Ministério Público Federal que conduziam as investigações, e o juiz responsável pela análise e julgamento dos envolvidos, e hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Em determinados trechos das interlocuções, o juiz orienta ao procurador Deltan Dallagnol como deve ser o trabalho do Ministério Público, atuando como verdadeiro condutor da investigação, auxiliando a acusação, em ação completamente ilegal e inconstitucional pelo nosso sistema acusatório penal que separa, obrigatoriamente, as figuras do acusador e do julgador.
São diálogos de uma gravidade absoluta, que demonstram que as ações eram combinadas previamente para atingir pessoas e fins específicos, desde o levantamento do sigilo dos grampos entre a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, até dicas dadas pelo juiz de caminhos de investigação,  quem deveria fazer inquirição pelo Ministério Público em audiência, troca da ordem de fases da operação Lava Jato, chegando ao extremo de antecipar uma decisão antes que a proferisse.
Pelo princípio da imparcialidade, bem determinado na Constituição de 1988, cabe ao juiz fazer a análise imparcial das provas dos autos e das alegações de acusação e defesa, sem qualquer interesse no resultado do processo. A atuação coordenada entre o juiz e uma das partes do processo fere de morte a Carta Política e o Código de Ética da Magistratura. O Juiz Sérgio Moro atuou, evidentemente, como auxiliar da investigação, conduzindo-a para chegar às suas mãos para proferir sentença de acordo com seus interesses. Ao vazar o conteúdo de uma decisão que sequer proferira, ele cabalmente atentou contra princípios elementares da ética de um magistrado. Sendo esse vazamento para uma das partes do processo configura advocacia administrativa.
Os fatos são extremamente graves e dão mostras de desvios de conduta não apenas éticos e morais, mas de indícios criminosos, a exigir uma investigação rigorosa e séria, a ação dos poderes Legislativo e Judiciário. Os atos praticados na tentativa de influir nas eleições nacionais, agindo para impedir entrevista do ex-presidente Lula, por exemplo, demonstram uma inequívoca atuação política em favor de interesses privados de determinados grupos.
A narrativa possui elementos indicadores de nulidade de uma investigação que já dura 5 anos. A ABJD certamente estará entre as entidades que buscará resposta dos órgãos competentes, e exigirá medidas drásticas contra os envolvidos a bem da democracia e da defesa do devido processo legal, obviamente vilipendiado.democracia e da defesa do devido processo legal, obviamente vilipendiado.
Associação Brasileira de Juristas pela Democracia

quinta-feira, 26 de abril de 2018

A fúria canina da Lava Jato e o jornalismo de guerra da "Fantástica Fábrica de Golpes", por Jeferson Miola



"Como num regime fascista, eles atribuem a si mesmos um poder total e soberano que a Constituição brasileira não lhes confere." - Jeferson Miola

Do Jornal GGN:




por Jeferson Miola
em seu blog

A decisão do stf abre caminho para a nulidade não só do processo do sítio de Atibaia, como também para a anulação da farsa do tríplex armada por Moro, Dallagnol e Globo para perseguir, condenar e prender Lula.
As razões para isso são robustas: [1] se houvesse crime, a jurisdição para julgamento seria a justiça federal de São Paulo, nunca a de Curitiba; e, [2] em caso de processo penal, deveria ser observado o juiz natural do caso, princípio constitucional que excluiria Sérgio Moro da condução dos casos.
O abalo no principal pilar do regime de exceção debilita a ditadura. Daí que se pode entender a fúria canina da Lava Jato e o jornalismo de guerra da Globo no combate à decisão do stf.
O jornal nacional da quarta-feira, 25/4, ao invés de repercutir a opinião do mundo jurídico nacional e estrangeiro sobre o fato de relevante interesse jornalístico, a decisão do stf, fez outra reportagem de caráter acusatório e persecutório, unicamente preocupada em criminalizar Lula.
Numa reportagem bem armada, requentou vídeos de delatores que receberam impunidade e preservação do patrimônio multimilionário roubado em troca de testemunhos forjados para levar Lula à prisão.
Nesta mesma edição, todavia, o jornalismo de guerra da Globo não noticiou a atitude despótica e criminosa [a fúria canina] da juíza da Lava Jato que impediu Lula de receber visita do seu médico, deixando ameaçadas a saúde e a vida de um ex-presidente do Brasil.
Os procuradores, por outro lado, desafiaram a decisão do stf, considerando-a “ininteligível e superficial”.
Em clara afronta à suprema corte do país, eles declararam: “Por não haver qualquer mudança fática ou revisional, deve a presente ação penal prosseguir em seus regulares termos”.
Como num regime fascista, eles atribuem a si mesmos um poder total e soberano que a Constituição brasileira não lhes confere.
A brutalidade contra Lula não tem sido – e tampouco será – suficiente para o extermínio deste que é o maior líder popular do Brasil e um dos maiores do mundo.
É real, por isso, o risco de aumento do delírio e da violência fascista contra Lula; violência essa que ricocheteia na sociedade aumentando o racismo e o ódio ao povo pobre e negro.
A luta pela libertação do Lula, por isso, é o fator decisivo para a contenção do fascismo e para a restauração da democracia, do Estado de Direito e da paz no país.
E esta luta democrática exige o combate resoluto ao fascismo jurídico-policial da Lava Jato e ao terrorismo midiático da Globo.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Vizinhos da PF abrem a casa em solidariedade e também colaboram com acampamento em Curitiba de apoio a Lula



Do Brasil de Fato (reproduzido também no Jornal GGN):

Vizinhos da PF abrem a casa e também colaboram com acampamento em Curitiba

Acampados montaram uma tenda para recebimento de materiais de higiene e alimentos não perecíveis - Créditos: Gibran Mendes

Manifestação de apoio ao ex-presidente Lula sensibilizou parte dos moradores do bairro Santa Cândida
Júlia Rohden e Diangela Menegazzi
Brasil de Fato | Curitiba (PR)
“Pode entrar, fica à vontade!” É assim que Gelsoli Bandeira dos Santos, funcionário público da Prefeitura de Curitiba, recebe as pessoas que estão acampadas a poucos metros da Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, em Curitiba.
Gelsoli mora com esposa e filha e oferece a casa, em frente ao acampamento, para quem quiser tomar água, banho, e carregar o telefone celular: “Tocou no meu coração e eu estou fazendo”, justifica. O funcionário público conta que já trabalhou na rua, com antipó e asfalto. “Eu sei o que é sofrer no trecho, quando a gente pede água, o povo não dá, ou dá água quente. Então, o que eu puder fazer, eu faço mesmo”, completa.
O acampamento Lula Livre foi montado no último sábado (7) para fazer vigília permanente em defesa do ex-presidente. Todos os dias, dezenas de ônibus com apoiadores de Lula chegam de várias partes do país. Autoridades, lideranças de movimentos sociais e artistas também estão mobilizados.
Quem precisa de ajuda?
Thais Flessak mora no Jardim Aliança, a cerca de quatro quilômetros do acampamento. Na manhã desta terça-feira (10), ela foi ao local para levar doações e conversar com as pessoas. “Fui lá para ver se o pessoal estava precisando de alguma coisa. Levei cobertores, suporte para galão de água, porque acho que facilita muito, algumas roupas, porque tem feito frio aqui à noite”, disse.
Ela ficou surpresa com a atitude de uma mulher que a abordou no acampamento. “Uma senhora com a camiseta do MST me perguntou se eu morava em Curitiba. Eu disse que sim e ela me respondeu: ‘Não se preocupa que vocês não estão sozinhos’. Como se quem estivesse precisando de alguma ajuda fosse eu. A pessoa foi de uma generosidade e de uma fé tão bonita. Ela me deu um abraço e se dispôs a me ajudar, sendo que, na verdade, eu achei que não precisasse de ajuda nenhuma”, contou, emocionada.
Thais disse ainda que quer voltar outras vezes ao acampamento. “Quero ver se consigo arrecadar mais com alguns amigos e passar mais um tempinho com o pessoal”, completou.
Infraestrutura e doações
No local, há banheiros químicos e cozinhas comunitárias onde são preparadas refeições para os acampados. Foram divididas equipes de trabalho para cuidar da saúde, da segurança e da limpeza do local.
Também há uma equipe no acampamento que ajuda a organizar os alimentos doados e os distribui para as cozinhas montadas no local. Existe uma tenda específica para atender as pessoas que queiram fazer doações.
Zenilda Pereira, do assentamento Elias Gonçalves de Moura, em Carlópolis, no norte do Paraná, é uma das responsáveis pelo recebimento das doações. Ela afirma que, assim como Thais, muitas pessoas são solidárias e levam até o local itens de higiene, alimentos não perecíveis, água e até filtro solar.
“Tem muita doação da própria vizinhança que apoia a mobilização e quer dar suporte para a demanda que nós temos”, garante Zenilda.
Fluxo de veículos
Durante a apuração das informações para esta matéria, um policial procurou a reportagem para pedir que as pessoas que pretendam ir ao acampamento tomem cuidado com a sinalização de trânsito, as faixas amarelas e as guias rebaixadas, para evitar que os veículos sejam multados.
Edição: Daniel Giovanaz