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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Davi Alcolumbre, Inimigo do Trabalhador, protetor de ricos poderosos....

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha nos bastidores para empurrar a discussão da PEC que acaba com a escala 6×1 para depois das eleições de 2026.

Do ICL:

INIMIGO DO TRABALHADOR

Alcolumbre segura votação do fim da escala 6x1



Por Cleber Lourenço

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), trabalha nos bastidores para empurrar a discussão da PEC que acaba com a escala 6×1 para depois das eleições de 2026.

Segundo interlocutores ouvidos pela reportagem, a avaliação do senador é que o ambiente eleitoral pode pressionar parlamentares a adotar posições influenciadas pelo impacto político de seus votos. Na leitura desses senadores, Alcolumbre gostaria que o texto fosse votado no plenário depois das eleições.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados e aguarda há semanas um despacho de Alcolumbre para iniciar sua tramitação formal no Senado. Até agora, a proposta não teve relator designado e sequer começou a ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A resistência do presidente da Casa, porém, vai além da questão eleitoral. Integrantes da articulação política do Senado afirmam que Alcolumbre compartilha parte das preocupações apresentadas pelo empresariado brasileiro sobre os efeitos econômicos do fim da escala 6×1 e não está entre os defensores da proposta dentro da Casa. Alcolumbre, inclusive, recebeu empresários em um jantar essa semana para discutir o tema.

Nos bastidores, a avaliação é que uma votação ainda em 2026 criaria uma situação delicada para dezenas de parlamentares. Dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa e muitos senadores enxergam risco eleitoral tanto em votar contra a PEC quanto em promover mudanças que possam ser interpretadas como um esvaziamento do texto aprovado pelos deputados.

Entre o apoio político e a falta de tramitação

A percepção contrasta com a avaliação apresentada pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), durante conversa com jornalistas nesta terça-feira (9).

Segundo Randolfe, existe ambiente político no Senado para discutir a proposta e até promover ajustes no texto aprovado pela Câmara. Entre as possibilidades mencionadas está a redução dos prazos de transição previstos para a implementação das novas regras de jornada de trabalho.

“Eu sinto aqui no Senado um ambiente favorável a nós fazer essa alteração”, afirmou.

A declaração chama atenção porque ocorre em um momento em que a PEC continua parada na mesa da presidência do Senado.

A contradição ficou ainda mais evidente em outro momento da conversa. Apesar de afirmar que existe disposição para discutir o mérito da proposta, Randolfe reconheceu que a principal preocupação do governo hoje é muito mais básica: garantir que a PEC comece a tramitar.

“Para nós, o que importa é que a PEC tenha a designação do relator e seja votada”, declarou.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre com senadores
O presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP); secretário-geral da Mesa do Senado Federal, Danilo Augusto Barboza de Aguiar; senador Randolfe Rodrigues (PT-AP); senador Weverton (PDT-MA). (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Alcolumbre defende adiar o debate

Enquanto o governo tenta destravar a proposta, Alcolumbre vem reforçando publicamente os argumentos usados para justificar sua cautela.

Ao comentar projetos relacionados a jornadas de trabalho, pisos salariais e benefícios para categorias profissionais, o presidente do Senado afirmou que existem pelo menos 31 propostas semelhantes aguardando análise da Casa.

“Se eu for ler isso aqui, eu tenho 31 projetos que trata de jornadas de trabalho, que trata de piso de remuneração de muitas categorias. Eu não posso ser seletivo”, disse.

Na sequência, o senador associou diretamente essas pautas ao ambiente eleitoral.

“Então, no ano de eleição, isso aqui é muito complexo, porque o que botar para votar isso aqui? Todo mundo vai votar sim, por conta da eleição.”

A fala é vista por parlamentares como um retrato da forma como Alcolumbre enxerga a PEC da escala 6×1. Na avaliação do presidente do Senado, propostas de forte apelo popular tendem a ser contaminadas pelo calendário eleitoral, reduzindo o espaço para uma discussão técnica sobre seus impactos.

O senador também demonstrou preocupação com os efeitos fiscais de propostas que ampliam direitos trabalhistas ou criam novos pisos salariais.

“O Brasil comporta isso? O Brasil vai resistir? As finanças públicas vão resistir?”, questionou.

O argumento é acompanhado com atenção pela equipe econômica do governo, que costuma tratar propostas de ampliação de pisos salariais como potenciais pautas de impacto permanente sobre as contas públicas.

Mas o trecho mais revelador da declaração veio ao final da fala, quando Alcolumbre deixou claro que não pretende abrir exceções.

“Ou eu vou botar todos esses daqui na pauta, todas as PECs, todos os pisos e todas as solicitações. Ou eu não vou botar nenhum.”

Recado duplo

Nos bastidores do Senado, a interpretação é que a frase funciona como um recado duplo. De um lado, reforça a resistência do presidente da Casa em acelerar a tramitação da PEC da escala 6×1. De outro, sinaliza ao governo que uma pressão mais intensa pela votação da proposta pode abrir espaço para o avanço de outras matérias consideradas problemáticas pela equipe econômica.

Hoje, a avaliação predominante entre aliados de Alcolumbre é que a PEC deverá permanecer parada pelo menos até o fim do processo eleitoral. A expectativa é que, apenas após as eleições, o Senado passe a discutir efetivamente se aprova, altera ou rejeita o texto enviado pela Câmara.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

#Congressoinimigodopovo - A estranha festa dos senadores do sistema liderados por Davi Alcolumbre contra Lula na derrota de Jorge Messias ao STF

 

 

Inimigos da democracia e à favor do sistema e do bolsonarismo comemoram no Senado

"É a nata da extrema direita e do fisiologismo. Gente que transformou o Congresso em antro de discurso de ódio, agressões, mentiras, reacionarismo e medidas anti-povo. Tudo regado pelo despejo bilionário de emendas parlamentares para uso inconfessável, fruto da chantagem do Legislativo sobre o Executivo."

Do ICL:


FESTA ESTRANHA




Para quem estiver buscando referência para entender a dimensão da derrota do governo na noite desta quarta-feira (29), há um parâmetro simples a seguir. Basta observar quem são os políticos que comemoram com mais entusiasmo a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

É a nata da extrema direita e do fisiologismo. Gente que transformou o Congresso em antro de discurso de ódio, agressões, mentiras, reacionarismo e medidas anti-povo. Tudo regado pelo despejo bilionário de emendas parlamentares para uso inconfessável, fruto da chantagem do Legislativo sobre o Executivo.

Os integrantes dessa festa estranha de gente esquisita se enquadram perfeitamente na situação que Darcy Ribeiro, um dos maiores brasileiros de todos os tempos, definiu um dia: “Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”.

Basta examinar alguns espécimes dessa fauna nefasta, que ontem sorria de orelha a orelha.

Figuras como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o braço direito de Silas Malafaia, ponta de lança em todas as propostas extremistas do bolsonarismo, que embala barbaridades em discurso de retórica evangélica. É o “moralista” na casa de quem a Polícia Federal encontrou R$ 430 mil em dinheiro vivo, que ele atribuiu de forma angelical a uma venda de imóveis (consumada somente 11 dias após a batida policial).

Outro que estava exultante era Gustavo Gayer, deputado do PL de Goiás indiciado pela PF pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e peculato. Os investigadores o consideram figura central em suposto esquema de desvio de verbas parlamentares, utilizando entidades inexistentes ou de fachada para ocultar os valores. Foi apontado pela CPI da Pandemia como um dos maiores disseminadores de mentiras durante o auge da covid-19. Teve condenação por violência política contra Gleisi Hoffmann, entre outras ocorrências.

Também festejou o resultado o senador Magno Malta, defensor do golpe de Estado bolsonarista, mais um que usa a retórica religiosa para tornar palatáveis os maiores absurdos. Foi processado por caluniar o ex-ministro do STF Luis Roberto Barroso, a quem acusou de agredir a mulher, entre outras ocorrências.

O time de extremistas em clima de festa é grande: Jorge Seif, Zé Trovão, Bia Kicis, Artur do Val, Sérgio Moro, Rogério Marinho…

São políticos desse naipe lamentável que se agruparam para rejeitar ou para trabalhar pela rejeição de Messias, não por critérios técnicos, mas para avançar ainda mais no processo que torna o Executivo brasileiro mero joguete nas mãos do Legislativo.

É um jogo de xadrez dificílimo que Lula e sua equipe terão que jogar agora para não ficarem completamente encurralados, ainda mais ameaçados pelo pior Congresso da história durante os últimos meses de mandato.

Que o presidente use toda a sua experiência de estrategista para reverter a situação, especialmente neste ano eleitoral.

Não é somente o governo que depende disso, mas o futuro da democracia brasileira.