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terça-feira, 18 de julho de 2017

Tribunal da Suprema Rede Globo condena Lula pela segunda vez, por Ricardo Amaral




Tribunal da Globo condena Lula pela segunda vez
por Ricardo Amaral - Jornal GGN
A matéria do Fantástico (16/07) sobre a sentença do juiz Sergio Moro confirma a sórdida aliança entre a Rede Globo e a Operação Lava Jato para atacar o ex-presidente Lula. Em 13 minutos de massacre midiático, a Globo tentou empurrar ao público uma grande mentira: a de que a sentença teria sido baseada em provas, não apenas em teses dos procuradores e convicções do juiz.
O esforço de propaganda não muda a realidade: Lula foi condenado sem provas. A defesa demonstrou que o tríplex do Guarujá sempre pertenceu à OAS e tem seus direitos econômicos alienados a um fundo gerido pela Caixa. E a acusação não provou qualquer relação entre Lula e os desvios da Petrobrás, algo  ignorado tanto pela sentença quanto pelo Fantástico.
Mas a Lei de Moro baseia-se fundamentalmente em condenar por meio das manchetes, não do Direito. A Globo sabe que a sentença é frágil e não deve prosperar em instâncias mais sérias do Judiciário; a não ser que seja amparada por uma forte campanha de mídia. Por isso armou seu próprio Tribunal, que absolve Moro de seus muitos erros e condena Lula sem apelação.
O Tribunal da Globo funciona como um espetáculo de ilusionismo. O mágico usa uma série de truques para distrair a plateia (cortinas de fumaça, jogos de luz, dançarinas, tambores) e, ao final, o que não era passa a existir no palco, pois as mãos do mágico são mais rápidas que os olhos da plateia.
No Fantástico, o truque do mágico é distrair o público lançando ao palco o contrato regular com a cooperativa que iniciou o projeto (não com a OAS), um papel rasurado (por quem?) e sem assinatura, um par de notas fiscais da loja de móveis, as falas de 2 réus que contradizem 73 testemunhas; é ocultar a defesa de Lula para encerrar o número com seu veredito ilusório.
A matéria não mostra nada que prove, de fato, que o apartamento foi dado a Lula ou que ele tenha recebido qualquer vantagem, em dinheiro ou de outra forma. Nada que o relacione aos desvios da Petrobrás. Mas na falta de material  substantivo, o Tribunal da Globo emprega adjetivos para sentenciar que há provas “documentais, periciais e testemunhais”.
O Fantástico valeu-se, mais uma vez, dos recursos narrativos, visuais  e dramáticos que caracterizam o jornalismo de guerra da Globo.  A palavra dos repórteres e apresentadores (só aparentemente neutra) é reforçada pela reprodução de trechos da sentença, de modo a aumentar artificialmente sua credibilidade.
A narrativa contra Lula é sobreposta por imagens da fachada do prédio, fotos internas do apartamento, cenas de prisão e de depoimentos, imagens fora de contexto do próprio Lula e de dona Mariza. São cenas da vida real utilizadas para embalar o enredo de ficção que se quer transmitir ao público.
Dois “especialistas” são chamados a interpretar unilateralmente a sentença, poupando repórteres e locutores do serviço mais sujo. Ganharam seu minutos de glória e garantiram vaga na longa lista de comentaristas amestrados da imprensa. A Globo, naturalmente, não mostrou “especialistas” que pensam diferente de Moro.
A fala do advogado de Lula, encaixada ao final da matéria e sem direito a recursos cênicos, torna-se mera formalidade após dez minutos de convencimento do público por meio de “provas”, imagens e falas dos “especialistas”. Na Globo, o jornalismo de guerra dá-se ao requinte de registrar o “outro lado”, mas só depois que a vitória parece assegurada.
O Tribunal da Globo condenou Lula pela segunda vez, ignorando as provas de sua inocência e antecipando o que espera ser a decisão dos tribunais superiores. O truque do Fantástico será repetido mil vezes, até que a mentira se pareça com uma verdade, completando o ciclo midiático-judicial da Lei de Moro.
A intenção da Globo é convencer o público de que Lula está fora do jogo eleitoral, sem aguardar o pronunciamento das instâncias superiores. Esperam colher o resultado nas próximas pesquisas. Mas mesmo que elas apontem perda de intenção de voto, Lula permanece vivo e representa o mais forte sentimento das ruas: o desejo de mudança, para que o país volte a crescer e gerar empregos.
Por isso, em outra frente, editoriais e colunistas da Globo pressionam o Judiciário a acelerar o processo e antecipar o desfecho da longa caçada ao ex-presidente Lula. Afinal, quem pode prever como estarão o país e as pesquisas daqui a um ano? Qual o nome, qual o projeto que os golpistas terão para apresentar até lá? Não tenho dúvidas: o Tribunal da Globo continuará em sessão até conseguir tirar Lula das eleições, ou até ser derrotado pelo voto popular.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A crua frieza da Família Marinho, o "Fantástico" e a filha de Eduardo Cunha, por Altamiro Borges


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'Fantástico' detona filha de Cunha. 

Por Altamiro Borges

Fantástico deste domingo (11) disparou um torpedo contra Eduardo Cunha, que pode ser cassado pela Câmara Federal. O programa mirou na filha do correntista suíço, Danielle Dytz, revelando que o seu casamento custou mais de R$ 400 mil. A reportagem evidencia a crueldade e a frieza da famiglia Marinho. A TV Globo festejou a eleição do famoso lobista para a presidência da Câmara Federal, em fevereiro de 2015. Durante meses, ela simplesmente escondeu todos os seus pobres. Afinal, Eduardo Cunha tinha a missão - quase divina - de desestabilizar a presidenta Dilma e preparar o clima para o seu impeachment. Consolidado o golpe dos corruptos, porém, a Rede Globo passou a tratar o aliado como bagaço e agora, na véspera da sua cassação, ela cava fundo sua sepultura. Sem dó nem piedade!

Segundo a matéria do Fantástico, "procuradores da Lava Jato investigam a origem do dinheiro usado para pagar o luxuoso casamento da filha de Cunha, Danielle, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, em 2011. A festa custou mais de quatrocentos mil reais entre gastos com o hotel e outros fornecedores, como floristas e fotógrafos. Perícia da Receita Federal mostra que tudo foi pago em dinheiro vivo, ou depósito em dinheiro. Os recibos saíram em nome da empresa da mulher de Cunha, Cláudia Cruz, e da noiva, Daniele. E a Receita Federal diz que nem a empresa C3 nem Danielle têm movimentação financeira que mostre de onde saiu o dinheiro usado nos pagamentos".

Recentemente, o mesmo Fantástico já havia denunciado os gastos nababescos de Eduardo Cunha, de sua esposa Cláudia Cruz - que foi âncora da edição carioca da TV Globo por 13 anos - e de sua filha em viagens ao exterior. A matéria revelou que a família só se hospedava em hotéis de luxo dos EUA, da Europa e da Ásia, comia nos melhores restaurantes e consumia em famosas lojas de grife. A grana das farras provinha de contas secretas em bancos suíços. "Só em um restaurante, a conta chegou perto de R$ 9 mil. Em nove viagens ao exterior, a gastança chegou a R$ 880 mil", relembrou o programa deste domingo, que ainda enfatizou: "Segundo o Ministério Público, a rota do dinheiro começava por contratos superfaturados com a Petrobras. 

De fato, após cumprir a missão golpista orquestrada pela Globo, Eduardo Cunha virou bagaço! Resta saber se o lobista - que o próprio Fantástico menciona ter na sua folha de pagamento mais de 260 deputados - vai aceitar passivamente a degola e as traições. Ele conhece muitos podres, inclusive da famiglia Marinho e do Judas Michel Temer, que podem abalar a república das bananas dos golpistas!

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

120 mil na Praça São Pedro, diz o Fantástico. E na Avenida Paulista? artigo de Alceu Castilho

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Globo divulgou estimativa do Vaticano sem pestanejar, como verdade absoluta; o mesmo critério não foi utilizado para informar sobre o que acontecia em São Paulo
A canonização de Madre Tereza de Calcutá reuniu 120 mil pessoas, neste domingo, na Praça São Pedro. É o que informou o Fantástico, ontem, na Globo. Reproduzindo – como um número inquestionável – a estimativa feita pelo próprio Vaticano. Observem a foto.
E agora observem a imagem da manifestação contra o governo Temer, também ontem, na Avenida Paulista:
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Foto: Rede Brasil Atual/ Marcia Minillo
Pergunta: quando vale a estimativa dos organizadores e quando não vale?
Qual o critério jornalístico? É visual? Ou de confiança em determinada instituição?
Se a correspondente italiana vier cobrir uma manifestação em São Paulo ela cravará a estimativa dos organizadores, sem questionar? (E sem pontuar que foi feita pelos organizadores?) Ou a estatística do Vaticano se perpetua como dogma?
Quantas dezenas (ou centenas) de milhares de pessoas percorreram a Paulista e Rebouças, ontem, até desembocarem em Pinheiros? (Onde alguns milhares viriam a ser massacrados pela PM…)
Mais que no “fora Collor”? Menos? Igual? Existe alguma regrinha interna para decidir como serão divulgadas as estimativas? Ou é o Ali Kamel quem decide? Ou o papa? Varia conforme o momento político? E os interesses da emissora?
A se julgar pelo cinismo da Globo, confirma-se aquela definição sobre estatística: “A arte de torturar os números até que eles confessem”.
E de tortura os defensores de ditadura entendem.