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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Do site Consultor Jurídico: Perícia refuta versão da Lava Jato de fraude e atesta a integridade das mensagens hackeadas de procuradores parciais e Moro

 

"Embora o Ministério Público Federal no Paraná tenha repetido de modo reiterado não reconhecer a veracidade das mensagens divulgadas pela "vaza jato", três decisões judiciais de 2020 citaram perícia que atestou a integridade do material que revelou o conchavo entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro"


Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol (Foto: Agência Brasil)

ConjurEmbora o Ministério Público Federal no Paraná tenha repetido de modo reiterado não reconhecer a veracidade das mensagens divulgadas pela "vaza jato", três decisões judiciais de 2020 atestaram a integridade do material que revelou o conchavo entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro. 

A última delas foi publicada nesta segunda-feira (28/12). Trata-se da decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinando que a 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal compartilhe com a defesa do ex-presidente Lula parte das mensagens trocadas entre procuradores. As conversas foram apreendidas no curso da chamada operação "spoofing", que investiga a invasão dos celulares de Moro, de procuradores e de outras autoridades da República.

Na decisão, Lewandowski cita relatório da Polícia Federal que mostra que os dados apreendidos na "spoofing" foram devidamente periciados e tiveram sua autenticidade comprovada.

"Todos os dispositivos arrecadados foram submetidos a exames pelo Serviço de Perícias em Informática do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, que objetivaram a extração e análise do conteúdo do material, com a elaboração de Laudo Pericial de Informática Específico para cada item apreendido", diz o relatório.

"Dessa forma", prossegue o documento mencionado por Lewandowski, "qualquer alteração do conteúdo em anexo aos Laudos (remoção, acréscimo, alteração de arquivos ou parte de arquivos), bem como sua substituição por outro com teor diferente, pode ser detectada". 

Diogo Castor
Se em discursos públicos alguns integrantes do MPF no Paraná afirmaram de forma ensaiada que não reconhecem a veracidade das conversas reveladas pela "vaza jato", em autos sigilosos a versão apresentada é outra. 

O procurador Diogo Castor de Mattos, ex-integrante da autointitulada força-tarefa da "lava jato", solicitou, em meados de junho deste ano, acesso a uma parte das conversas que lhe faziam referência. O pedido foi atendido, ainda que Castor não conste entre os investigados na "spoofing", ao que se sabe. 

Em 5 de junho, Ricardo Augusto Soares Leite, juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal do DF, deu ao procurador acesso a um laudo pericial comprovando que ele teve o celular invadido. 

"Defiro. A autoridade policial deverá disponibilizar à defesa de Diogo Castor de Mattos o acesso ao laudo pericial que comprova a invasão do celular do procurador Diogo Castor de Mattos e uma mensagem específica trocada entre o procurador da República José Robalinho e o hacker (que estava usando o celular do conselheiro do CNMP Marcelo Weitzel)."

Castor ficou conhecido após vir a público que ele teria pago por um outdoor em homenagem à "lava jato". O painel foi colocado em uma via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba, em março de 2019, quando Castor ainda integrava a força-tarefa. Ele chegou a confessar que pagou pela instalação, mas o processo que apurava a sua responsabilidade acabou sendo arquivado. 

Também foi ele o responsável por um pedido de investigação em proveito próprio — conforme a ConJur revelou, ele pediu para a PF investigar mensagens de WhatsApp que falavam dele mesmo.

Hackers
Por fim, em 10 de julho, decisão também do juiz Ricardo Augusto Soares Leite deu a uma série de réus acesso ao material aprendido na "spoofing". Na ocasião também foi dito que os documentos passaram por perícia. 

"Defiro o acesso das defesas aos arquivos obtidos em razão da operação spoofing e já periciados e que se encontram com a autoridade policial, ficando a cargo de cada advogado de defesa e à Defensoria Pública da União entregar um HC externo ao delegado de Polícia Federal, Dr. Zampronha, que providenciará a disponibilização do material e transferência de 7 TB de arquivos, certificando a entrega do material às partes que estarão cientes do tempo necessário para baixar essa elevada quantidade de dados, bem como a necessidade de se resguardar o sigilo de tais dados por conterem informações privadas de pessoas físicas", diz a decisão. 

O pedido foi feito pelos réus Danilo Cristiano Marques, Suelen Priscila de Oliveira, Gustavo Henrique Elias Santos, Thiago Eliezer Martins Santos, Walter Delgatti Neto e Luiz Henrique Molição, acusados de ter invadido os celulares de Moro e dos procuradores. 

Os autos do inquérito da "spoofing", que tramitam na 10ª Vara Federal Criminal do DF, estão sob sigilo. O pedido feito pelos réus foi encontrado em um HC público. O mesmo ocorreu com o pedido formulado por Castor. 

As duas solicitações de acesso foram utilizadas pela defesa do ex-presidente Lula para pedir, em agosto deste ano, que o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, também compartilhasse o material da "spoofing" com o petista. O pedido, feito no processo que trata da suspeição de Moro e de procuradores — entre eles Castor —, é assinado pelos advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins, Maria de Lourdes Lopes e Eliakin Tatsuo.

Em agosto deste ano, a 2ª Turma do Supremo já entendeu que, por ter atuado na produção de provas, Moro não poderia ter julgado o caso Banestado, que o tornou famoso.

Outro lado
ConJur pediu um posicionamento do MPF sobre o fato das três decisões citarem laudos atestando a integridade do material apreendido na "spoofing", mas ainda não obteve resposta.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Até a família de Al Capone ficaria espantada com Sergio Moro. Por Moisés Mendes

 Os americanos tinham certeza de que nunca iriam ler nos jornais de Chicago uma manchete como esta:

“Eliot Ness será sócio de consultoria que tentará salvar os negócios de Al Capone”.





Originalmente publicado em BLOG DO MOISÉS MENDES

Por Moisés Mendes

Os americanos tinham certeza de que nunca iriam ler nos jornais de Chicago uma manchete como esta:

“Eliot Ness será sócio de consultoria que tentará salvar os negócios de Al Capone”.

Ness, o legendário agente federal que pegou o mafioso Alphonse Gabriel Capone, não cometeria esse desatino.

Amigos de Moro na imprensa sempre gostaram de compará-lo a Ness, por causa da caçada aos Odebrecht. Os Odebrecht foram transformados por Moro na família Capone brasileira.

Mas, se Eliot Ness nunca se associaria a uma corporação contratada para prestar serviços aos herdeiros do mafioso, Moro agora é sócio da Alvarez & Marsal.

A família Capone ficaria espantada com o que o ex-juiz acaba de decidir ao associar-se à consultoria envolvida com a recuperação da Odebrecht.

A empresa vai tentar ajudar na gestão judicial do que sobrou da empreiteira que Moro quase destruiu. O ex-juiz vai socorrer os gângsteres que lhe garantiram a fama de justiceiro?

Não se sabe direito o que Moro fará na consultoria, mesmo que não venha a trabalhar diretamente com as questões relacionadas com a empresa baiana.

O ex-chefe de Deltan Dallagnol não poderia ser nem mesmo o porteiro de uma corporação que presta serviços ao grupo que ele processou. Moro não condenou apenas os dirigentes e os executivos da Odebrecht, mas a organização toda.

Não há como imaginar Eliot Ness tentando salvar os negócios de Al Capone, por mais justa que pudesse considerar a tarefa. Mas aqui tudo passou a ser possível, desde que Moro prestou serviços a Bolsonaro.

O problema é que as manchetes sobre a nova sociedade de Moro saem apenas na ainda chamada imprensa alternativa, nos sites e nos blogs que a direita e o bolsonarismo teme e odeia.

Os grandes jornais só dão notinhas nos cantos de página das versões online e impressa. Os jornalistas amigos de Moro, que comandam as redações, tentam esconder a notícia de que ele é agora empregado dos consultores dos Odebrecht.

A grande imprensa ficou com vergonha de Sergio Moro, está constrangida e também está frustrada. Constrangida porque o chefe da Lava-Jato passou dos limites.

E está frustrada porque percebe que, com a opção do juiz pelos negócios, perdem a opção preferencial da direita para 2022. Um nome muito bem trabalhado sai da corrida presidencial.

Sergio Moro desistiu da política e acabou traindo a confiança da sua turma ao aderir ao empreendedorismo, ao lado de ex-agentes do FBI.

O ex-magistrado vem percorrendo uma trajetória errática e sua conduta está precisando de um bom juiz, mas não de um justiceiro.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Xadrez de Moro, Dallagnol e Bolsonaro, e a busca do inimigo externo, por Luis Nassif

 Jornal GGN:



A enorme confusão em que se transformou o governo levou o presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Justiça Sérgio Moro, a duas ações com um mesmo objetivo: recriar a figura do inimigo externo, como forma de tentar se fortalecer internamente.

No caso de Bolsonaro, com uma fantasiosa ameaça nuclear, endossada pelo general Villas Boas. No caso de Sérgio Moro, colocando os delegados moristas para novas invasões de residências e tentativas de intimidação de advogados, valendo-se do indefectível depoimento de Antônio Palocci.

Peça 1 – a guerra do meio ambiente

Há tempos Bolsonaro tenta criar um clima de guerra, como maneira de fortalecer seu controle sobre seus seguidores. Não conseguiu avançar no plano interno, devido à falta de disposição da oposição em partir para o enfrentamento. Encontrou no meio ambiente o caminho correto, com agressões a mandatários europeus.

Vamos entender um pouco a lógica grotesca de Bolsonaro.

Passo 1– o Mercosul fecha acordo comercial com a União Europeia. Bolsonaro não tem a menor ideia sobre as consequências desse acordo, mas saúda efusivamente os negociadores e se apropria do mérito da operação.

Passo 2– é alertado por Donald Trump de que o acordo poderia comprometer o futuro acordo com os Estados Unidos. Submisso, passou a torpedear o acordo com a União Europeia em sua parte mais delicada, os compromissos com o meio ambiente, ponto central para o fechamento do acordo.

Passo 3– Como é um completo sem-noção, foi aumentando o tom das críticas aos mandatários europeus, atacando Angela Merkel, da Alemanha, Emmanuel Macron, da França, a Noruega, e entrando até o pescoço na escatologia, visando criar motivos para a não concretização do acordo.

Passo 4– a intenção de provocar um impasse com os europeus foi explicitada pelo general Hamilton Mourão, ao dar uma de Bolsonaro e atribuir os tremores de Merkel a um suposto medo de Trump.

Leia também:  Moro foi parcial no julgamento de Lula para 97% dos professores de Direito, diz pesquisa

Passo 5–  para ampliar mais ainda o confronto, deu carta branca ao suspeitíssimo Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para desmontar completamente a estrutura de fiscalização do IBAMA.

Passo 6 – estimulado pelas palavras de Bolsonaro, fazendeiros do Pará estimularam o “dia do fogo”, que acabou promovendo uma queimada cujas cinzas chegaram até o extremo sul do continente (clique aqui).

Desfecho– com a eclosão das queimadas na Amazônia, o desatino de Bolsonaro criou o maior problema diplomático brasileiro desde a ditadura, com ameaças diretas ao agronegócio e aos investimentos externos no país, obrigando-o a um recuo.

Peça 2 – a criação do inimigo externo

Há algum tempo, seus filhos tuitaram mensagens sobre supostas ameaças nucleares ao Brasil, em função do problema ambiental. E o indescritível general Villas Boas em endossou as pirações.

Com uma clareza dificilmente vista, estamos assistindo a mais um país europeu, dessa vez a França, por intermédio do seu presidente Macron, realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui, objetivamente, ameaças de emprego do poder militar.

Logo em seguida, Bolsonaro incendeia a discussão com suas afirmações estapafúrdias sobre a Amazônia e o meio ambiente, somadas a ações concretas do Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, de desmonte da fiscalização ambiental.

O mesmo Villas Boas saúda os brasileiros que estão desmistificando a questão indígena e ambiental, colocando corretamente no mesmo balaio Ricardo Salles, Aldo Rebello.

Finalmente, o Jornal Nacional introduz novos componentes políticos no debate, ao comparar indevidamente afirmações de Lula e Bolsonaro sobre a questão ambiental.

De qualquer modo, a afirmação do presidente francês Macron satisfez todos os lados. Ele atende a seu eleitorado. Fornece a Bolsonaro o álibi para a melhor das guerras, uma guerra de retórica em que não haverá a possibilidade de se ter presidente deposto nem militar derrotado ou preso. E deturpa completamente a noção de soberania da Amazônia, com responsabilidade ambiental.

Leia também:  Novos gastos geram retomada do debate sobre teto

Peça 3 – o reforço do inimigo interno

Hoje, o procurador Deltan Dallagnol seu uma longuíssima entrevista à Gazeta do Povo, de Curitiba, lamentando o pouco caso com que a mídia passou a tratar as operações da Lava Jato. Entendeu corretamente que o fio virou e, agora, o que dá manchete são os vazamentos do Intercept. E repetiu várias vezes as conclamações para a população voltar à rua, expediente que ajudou a dobrar a espinha flexível do ex-Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Particularmente curioso é o seguinte trecho, seja lá o que signifique:

“A grande verdade, e aí eu sigo o filósofo John Rawls, é que a maior parte daquilo que você alcança na vida vem por fatores aleatórios, como a visibilidade da Lava Jato. Ainda que você tire todo o meu mérito na Lava Jato, ainda assim, se você olhar outros fatores que levam ao sucesso na vida, eles são aleatórios – como a família que você nasceu, como os talentos que você herdou e assim por diante. E o que ele coloca é que isso [a diferença entre o sucesso de alguns e insucesso de outros] deve ser tratado como uma política pública de redistribuição de recursos, sem desestimular a atividade econômica. Mas isso deve ser resolvido por política pública e por tributação. Eu pago mais de 30% do valor sob tributos dessas palestras. Existe uma redistribuição de valores, e o fato de você ter que tratar isso por políticas públicas ou tributação, não impede, não torna imoral, algo que é bom para a sociedade. Às vezes, as pessoas tem uma ideia de que servidor público não pode ganhar recursos. Pode sim. Não existe nenhuma regra moral que condene você ganhar recursos e até enriquecer, se for o caso.”

Enquanto isto, Sergio Moro acionou a juíza Gabriela Hardt para mais uma ofensiva. A invasão da casa de André Esteves, do Banco Pactual, visou constranger a revista Veja, em sua parceria com o The Intercept, cuja venda foi bancada por apoio financeiro do BTG Pactual.

Leia também:  Xadrez de como Bolsonaro herdou a rede neopentecostal de Eduardo Cunha, por Luis Nassif

Avançou-se também sobre o advogado de Lula, José Roberto Batochio. Como o Ministério Público não endossou o pedido da Polícia Federal de Moro, de invadir a casa de Batochio, a juíza concedeu uma invasão no prédio onde tem escritório, para recolher dados sobre visitas registradas.

Ao mesmo tempo, a Lava Jato tenta  recriar o clima de caça às bruxas como forma de constranger o Supremo Tribunal Federal (STF), que proximamente irá analisar a questão da suspeição de Moro no julgamento de Lula.

Peça 4 – desdobramentos

A ofensiva da juíza Hardt visou afrontar o Conselho Nacional de Justiça e o próprio Conselho Nacional do Ministério Público em um momento em que são pressionados a tomar atitudes contra as arbitrariedades da Lava Jato.

O resultado será o fortalecimento da Lei Contra Abusos de Autoridades e o enfraquecimento de projetos visando conferir autonomia à Polícia Federal. Afinal, como dar autonomia a um poder que não consegue controlar os esbirros autoritários de seus membros?

Ainda não caiu a ficha da parte saudável da Polícia Federal e do MPF sobre os prejuízos que essas arbitrariedades trazem às respectivas corporações.

A ofensiva da Lava Jato apenas acelerará as medidas de controle nas instâncias superiores. E demonstra que a operação perdeu o fôlego que tinha, em convocar manifestações e intimidar chefias.

Nas próximas semanas, continuará a desmoralização da Lava Jato pelo Intercept, de Sérgio Moro por Jair Bolsonaro, e de Bolsonaro por ele e filhos.

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sábado, 7 de março de 2020

XP, de Guilherme Benchimol e do Itaú e que contava com Dallagnol e Luciano Huck como garotos propaganda, será processada nos Estados Unidos por fraude contra investidores



Advogado já reúne investidores lesados para ação coletiva. Revelação sobre fraude contábil da empresa que se tornou símbolo dos "farialimers" derrubou as ações. Recentemente, a empresa afastou a economista Zeina Latif, que pretendia alertar clientes sobre o mau desempenho da economia


Guilherme Benchimol
Guilherme Benchimol (Foto: Reprodução)

247 Uma das maiores empresas de advocacia dos Estados Unidos, a Block & Leviton, já está recrutando fundos e investidores que foram prejudicados pela venda de ações da corretora brasileira XP nos Estados Unidos. O motivo: na sexta-feira, 6, foi revelado que a empresa, que é fruto de uma sociedade entre o empresário Guilherme Benchimol e o Itaú, cometeu fraude contábil e enganou os acionistas, o que fez com que as ações despencassem no dia de ontem.
A empresa também se envolveu numa polêmica recente, ao afastar de seus quadros a economista Zeina Latif, que pretendia criticar em seus relatórios a ausência de crescimento econômico no Brasil, com as políticas de Paulo Guedes – o que desagradou os principais sócios da empresa. Confira vídeo da TV 247 e leia o comunicado do escritório de advocacia.

XP EUA: XP, Inc. Investigada por Fraude de Valores Mobiliários pela Block & L
XP INC ("XP-Q")
- XP, Inc. investigada por fraude de valores mobiliários pela Block & Leviton,
- Investidores que perderam dinheiro devem entrar em contato com a empresa
A empresa nacional de litígio de valores mobiliários Block & Leviton (www.blockesq.com) está investigando se a XP, Inc. (NASDAQ: XP) e alguns de seus executivos podem ter enganado os investidores. Os investidores que perderam dinheiro são incentivados a entrar em contato conosco para uma avaliação de caso gratuita.
A XP, uma das maiores corretoras do Brasil, foi aberta em 13 de dezembro de 2019 em uma oferta pública de US $ 1,96 bilhão. Em 6 de março de 2020, menos de três meses depois, a empresa de investimentos The Winkler Group publicou um breve relatório levantando sérias questões sobre a precisão dos dados financeiros da XP. Entre outras coisas, o relatório afirma que existem discrepâncias significativas entre as auditorias internas da XP e as demonstrações financeiras que a empresa forneceu aos investidores em seu prospecto de abertura de capital. Além disso, o relatório alega que a XP demitiu seu auditor depois que descobriu deficiências materiais nos controles internos da empresa.
"Os investidores têm o direito de confiar em documentos de ofertas precisos ao decidir investir em uma nova empresa. Essas alegações são muito preocupantes". disse Mark Delaney, o advogado da Block & Leviton que liderou a investigação.
Se você adquiriu ou adquiriu valores mobiliários da XP e tiver dúvidas sobre seus direitos legais ou possuir informações relevantes para esse assunto, entre em contato com o advogado Mark Delaney diretamente em (617) 398-5600, pelo e-mail mdelaney@blockesq.com , ou visitando https://shareholder.law/xp.
A Block & Leviton LLP é uma empresa dedicada a representar investidores e manter a integridade dos mercados financeiros do país. A empresa representa muitos dos maiores investidores institucionais e investidores individuais do país em litígios sobre valores mobiliários nos Estados Unidos. Seus advogados recuperaram bilhões de dólares para seus clientes.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Vaza Jato – Procuradores da República de Curitiba falaram em “controlar a mídia de perto”, citando Estadão e Folha de S.Paulo




Do Intercept.
(…)
Deltan e Orlando anunciaram no chat terem vazado a informação de que os Estados Unidos iriam ajudar a investigar Bernardo para repórteres do Estadão, como forma de pressionar o investigado. Eles estavam antecipando a um jornalista uma movimentação da investigação. Foi Dallagnol o responsável pelo vazamento, como mostra sua conversa como o repórter do jornal.
21 de junho de 2015 – Chat privado

Deltan Dallagnol – 11:43:49 – O operador da Odebrecht era o Bernardo, que está na Suíça. Os EUA atuarão a nosso pedido, porque as transações passaram pelos EUA. Já até fizemos um pedido de cooperação pros EUA relacionado aos depósitos recebidos por PRC. Isso é novidade. Vc tem interesse de publicar isso hoje ou amanhã,SUPRIMIDO, mantendo meu nome em off? Pode falar fonte no MPF. Na coletiva, o Igor disse que há difusão vermelha para prendê-lo, e há mesmo. Pode ser preso em qualquer lugar do mundo. Agora com os EUA em ação, o que é novidade, vamos ver se conseguimos fazer como caso FIFA com o Bernardo, o que nos inspirou.
SUPRIMIDO – 11:45:44 – Putz sensacional! !!!! Publico hj!!!!!!!
A conversa prossegue, e o repórter avisa que a matéria sobre a ajuda dos americanos no caso Odebrecht (que não estava formalizada à época) seria manchete do Estadão no dia seguinte.
De volta ao grupo FT MPF Curitiba 2, uma conversa entre os dias 21 e 22 detalha as intenções da força-tarefa em relação a Bernardo:
21 de junho de 2015 – Grupo FT MPF Curitiba 2

Deltan Dallagnol – 20:33:52 – Amanhã cooperação com EUA pro Bernardo é manchete do Estadão
Dallagnol – 20:34:00 – Confirmado
Carlos Fernando dos Santos Lima – 20:55:16 – Tentei ler, mas não deu. Amanhã vejo. Vamos controlar a mídia de perto. Tenho um espaço na FSP, quem sabe possamos usar se precisar.
A informação vazada pela força-tarefa de fato virou manchete do jornal, e os métodos de pressão sobre o delator são retomados pouco depois, no mesmo chat:
22 de junho de 2015 – Grupo FT MPF Curitiba 2

Deltan Dallagnol – 01:56:40 – Acho que temos que aditar para bloquear os bens dele na Suíça
Dallagnol – 01:56:48 – Conta, Imóvel e outros ativos
Dallagnol – 01:57:00 – Ir lá e dizer que ele perderá tudo
Dallagnol – 01:57:20 – Colocar ele de joelhos e oferecer redenção. Não tem como ele não pegar
No fim das contas, a estratégia fracassou, e Bernardo Freiburghaus não delatou.
O que faz disso ainda mais relevante é que Dallagnol tem negado publicamente que os membros da Lava Jato tenham feito qualquer vazamento. Numa entrevista para a BBC Brasil, após um discurso que ele proferiu em Harvard, em abril de 2017, Dallagnol “disse que agentes públicos não vazam informações — a brecha estaria no acesso inevitável a dados secretos por réus e seus defensores”. Quando perguntado diretamente se a força-tarefa havia cometido vazamentos, o procurador respondeu: “Nos casos em que apenas os agentes públicos tinham acesso aos dados, as informações não vazaram”.
(…)
PS: Deltan Dallagnol mentiu.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Intercept faz Raquel Dodge morder a língua por apoiar os boys de Curitiba. Veja a análise de Eduardo Guimarães



Do Blog da Cidadania:


Só rindo mesmo: uma semana após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reunir-se com Deltan Dallagnol para manifestar apoio a ele e à Lava Jato, o Intercept Brasil revela que o mesmo Dallagnol conspirou contra a mesma Raquel Dodge enquanto a insultava.
No último dia 2, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, convocou reunião com membros da Lava Jato no Paraná e manifestou apoio à operação. A reunião teve participação do coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, e do procurador Roberson Pozzobon – ambos citados nas reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil.
A Procuradoria-Geral da República emitiu nota, no mesmo dia afirmando que “A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, não sofreu pressão de qualquer tipo para afastar o procurador Deltan Dallagnol da coordenação da Operação Lava Jato”.
O apoio de Dodge a Dallagnol foi providencial – para ele. Expressou força do enrolado procurador no MPF. Porém, a incrível estratégia de Glenn Greenwald e de seu The Intercept Brasil está TRITURANDO a Lava Jato. Como um boxeador experiente, Greenwald vai atingindo o adversário nos pontos certos para minar sua resistência.
Após várias matérias mostrando a conspiração de Dallagnol e cia. contra o STF, o Intecept atinge um golpe nas costelas da Lava Jato ao minar o apoio da Procuradoria Geral da República aos playboys do MPF de Curitiba.
“Caros. O barraco tem nome e sobrenome. Raquel dodge”. A frase é do procurador Januário Paludo a seus colegas da Lava Jato em março último e é emblemática do péssimo conceito que Raquel Dodge tem entre a turma de  Dallagnol.
Uma das partes mais interessantes do material vazado é quando Dallagnol propõe aos colegas usar a imprensa (qual imprensa?) para pressionar Raquel Dodge de forma “agressiva”. Aí, o indício que veículos de  mídia devem, em breve, aparecer na Vaza Jato em conluio com os abusos da Lava Jato…
Até dá pra imaginar que veículos seriam esses, não é mesmo? J
Seja como for, quem não estava confiando na estratégia de Glenn Greenwald, tem, agora, todos os motivos do mundo para confiar e entender que a pressa, nesse caso, é uma das maiores, senão a maior inimiga da perfeição.
CONFIRA A REPORTAGEM EM VÍDEO