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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Bolsonaro em Dubai: Negacionismo acima de tudo, mentiras em cima de todos

 

O argumento da floresta úmida não pega fogo já é conhecido. Não é a primeira vez que o mandatário o usa. Mas, mesmo úmida, com a ação do homem e dos desmates que perpetra contra a floresta, nada fica em pé. Nem as teses.


Foto Alan Santos - PR

Jornal GGN – Jair Bolsonaro, presidente, bem que tentou. Em Dubai, o mandatário disse que a Amazônia ‘não pega fogo’ e que está intocada desde 1500. E disse isso contrariando todos os dados sobre desmatamento e queimadas reunidos pelo governo e conhecidos do mundo todo. E a fala foi dirigida a investidores em Dubai, nos Emirados Árabes, quando reclamou que as críticas que recebia eram injustas.

A fala de que a Amazônia não pega fogo veio acompanhada da explicação de que floresta úmida não arde. Convidou os investidores a conhecerem o Brasil e verem, ao vivo, a floresta. E completou com a certeza de que será uma viagem inesquecível. O discurso foi feito no evento ‘Invest in Brasil Forum’, pavilhão brasileiro em Dubai.

O argumento da floresta úmida não pega fogo já é conhecido. Não é a primeira vez que o mandatário o usa. Mas, mesmo úmida, com a ação do homem e dos desmates que perpetra contra a floresta, nada fica em pé. Nem as teses.

Em agosto último foram registrados 28.060 focos de incêndio na floresta Amazônica, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Terceiro maior índice desde 2010 para o mês de agosto, sendo superado pelas marcas obtidas em 2019 e 2020, isto é, todas dentro do governo Bolsonaro. Já o mês de junho conseguiu a marca de maior registro de focos de incêndio para o mês em 14 anos.

A jactância do presidente continuou, dizendo que o turismo lá seria um paraíso aqui na Terra e, é claro, Amazônia é um patrimônio, é brasileira. E reclamou que os ataques, ou críticas, que recebe sobre a Amazônia não são justas, pois que 90% da área está preservada. ‘Está exatamente igual quando foi descoberto no ano de 1500’, ousou dizer.

Então partiu para o elogio ao agronegócio, que alimenta mais de 1 bilhão de pessoas pelo mundo. E cravou que o Brasil está de portas abertas para quem quer fazer negócios voltados para a agricultura.

Com informações de O Globo.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Com Marcelo Adnet, São Clemente detona Bolsonaro e a continuação superlativa das Mamatas que ele dá aos seus aliados....



Do Diário Online Brasil:


🎥São Clemente detona Bolsonaro no Carnaval : Fake news, laranjal e mamata

Mais uma escola de samba do carnaval do Rio de Janeiro, bate duro em Jair Bolsonaro, dessa vez foi a vez da São Clemente, com Marcelo Adnet que resolveu criticar o Laranjal do PSL, as fake news das milícias bolsonaristas. Com o enredo “Conto do Vigário” que fala de fake news e que levou o humorista Marcelo Adnet a sair fantasiado do presidente Jair Bolsonaro, mais críticas a  Bolsonaro em forma de arte para o mundo todo assistir.



Mais críticas a realidade e conjuntura política nacional, com uma dura crítica a Jair Bolsonaro. Mais uma escola de samba fala do câncer ideológico que é o Bolsonarismo. Trouxe críticas ao laranjal do PSL, á máquina de fake news que o bolsonarismo opera e pagos segundo a deputada Joice Hasselmann com dinheiro público.
A escola de samba São Clemente fez uma crítica no ponto certo a realidade atual brasileira. Marcelo Adnet é um dos autores do samba enredo “Conto do Vigário” e também foi destaque em um dos carros alegóricos, fantasiado de presidente Jair Bolsonaro.

O carro alegórico tinha frases como ”A terra é plana” , “Acabou a mamata” e “indiretas já” bem ao estilo bolsonarista.
Adnet fez arminha com as mãos, imitou a flexão de Jair Bolsonaro, que parecia ser feita… apenas com a cabeça.

A São Clemente traz o laranjal para a Sapucaí:

No carro alegórico "Fábrica de Fake News" @MarceloAdnet mostra que até nas flexões Bolsonaro engana a população


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Fonte: Falando Verdades

quarta-feira, 27 de março de 2019

The Guardian critica sugestão de Bolsonaro de Exército comemorar o golpe de 1964




Segundo apontou Phillips, as vítimas da ditadura do Brasil responderam com fúria quando o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro ordenou que as Forças Armadas do país comemorassem o aniversário do golpe.

Foto The Guardian
Jornal GGN – O jornal inglês, The Guardian, em sua edição de hoje, evidencia a sugestão de Bolsonaro de Exército brasileiro comemorar o 55º aniversário do golpe militar de 1964, onde morte e tortura generalizada ocorreram sob um regime que durou 21 anos. A matéria é Don Phillips.
Segundo apontou Phillips, as vítimas da ditadura do Brasil responderam com fúria quando o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro ordenou que as Forças Armadas do país comemorassem o aniversário do golpe. Ex-capitão do Exército, Bolsonaro elogia com frequência o regime sob o qual centenas de pessoas foram mortas ou desapareceram à força. Mas as suas instruções aos militares, feita no último domingo, provocaram fúria generalizada.
O jornalista aponta tweet de Hildegard Angel, cujo irmão Stuart foi torturado e morto sob custódia e cuja mãe, Zuzu, morreu em um acidente de trânsito engendrado por agentes militares. Diz Hilde: ‘O Brasil celebrando o aniversário do golpe de 64 é como a Alemanha instituindo o Dia de Hitler’. Jair empenha-se, mas a grita é imensa.
Ao Guardian, Hilde disse que isso a deixa extremamente triste. ‘Isso me faz querer sair do Brasil’, frisou a jornalista brasileira, que lembrou que o golpe ocorreu na madrugada de 1º de abril – conhecido como o ‘Dia da Mentira’ no Brasil, e disse que os apoiadores de Bolsonaro querem reescrever a história. ‘Eles querem vender uma mentira para as crianças do Brasil’, declarou.
Para James Green, professor de história do Brasil na Brown University nos EUA, a posição de Bolsonaro sobre a ditadura o fez ‘o equivalente a um negador do Holocausto’.
Na segunda, o porta-voz de Bolsonaro disse que o presidente havia dito ao Ministério da Defesa para realizar ‘comemorações apropriadas’ neste fim de semana, embora tenha deixado aos comandantes militares decidir como tais eventos deveriam ser encenados.
O jornal lembra que as comemorações oficiais do golpe militar desapareceram do calendário de eventos do exército durante o governo da presidente de esquerda Dilma Rousseff, ‘uma ex-guerrilheira marxista que foi presa e torturada durante a ditadura’. Seu governo lançou uma comissão da verdade que publicou um relatório exaustivo sobre os abusos da ditadura, em 2014.
Mas, diz o jornal, a ordem de Bolsonaro coincide com uma campanha crescente para apresentar o golpe como uma ‘revolução democrática’ que salvou o Brasil do comunismo – em vez do início de um regime de extrema direita que suspendeu as eleições, censurou a mídia, executou centenas de opositores e torturou outros milhares.
‘O presidente não considera um golpe militar em 31 de março de 1964’, disse o porta-voz, general Otávio Rêgo Barros. ‘Ele acredita que, considerando o perigo que o Brasil estava na sociedade, reuniu civis e militares para colocar o país de volta aos trilhos’.
O jornalista evidencia que a decisão foi aplaudida por partidários de Bolsonaro. ‘A verdadeira narrativa de nossa história está de volta’, tuitou Joice Hasselmann, congressista do partido PSL de Bolsonaro.
Conforme a briga se aprofundava, na terça-feira, o a Procuradoria-Geral da República fez uma forte crítica ao movimento de Bolsonaro. “Se a inconstitucional, violenta e antidemocrática derrota de um governo não bastasse, o golpe de 1964 deu origem a um regime que restringiu os direitos fundamentais e reprimiu de forma violenta e sistemática a dissidência política”, afirmou.
O texto lembra que Bolsonaro ganhou notoriedade por seu apoio ao regime militar. Enquanto ainda era deputado ele disse: ‘O erro da ditadura foi torturar e não matar mais’.
Na contramão do que ocorre em outros países, como Argentina e Chile, que também enfrentaram o regime militar, o Brasil nunca processou funcionários da ditadura, por causa de uma lei de anistia introduzida antes do retorno à democracia, diz Phillips.
Os brasileiros de direita argumentam que o golpe foi necessário para salvar o país do comunismo, pois que a América Latina era um campo de batalha da Guerra Fria.
Phillips destaca o trailer de um novo documentário sobre o golpe produzido pelo site de extrema direita Brasil Paralelo, que foi assistido quase 800 mil vezes. O filme, e um livro relacionado, minimizam a repressão do regime e argumentam que, na época, o Brasil estava sob ameaça de uma tomada de poder pela esquerda.
Green, da Brown Univesity, cuja universidade conta com um arquivo on-line de 29 mil documentos sobre o regime militar, incluindo o apoio dos EUA a ele, eliminou essas alegações. “Os militares usaram a retórica da guerra fria do anticomunismo como uma desculpa”, disse ele. “Eles eliminaram a democracia por 21 anos.”
Já o Clube Militar do Rio de Janeiro, declarou ao jornalista que marcará o aniversário deste fim de semana com o habitual almoço comemorativo. “Nós sempre marcamos a revolução em 31 de março”, disse o ex-presidente, general aposentado Gilberto Pimentel. “Não há nada novo.”