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segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Portal do JOSÉ: REVELAÇÃO ESCLARECEDORA! BOLSONARO, FILHOTE E ESTELIONATÁRIO INTERNACIONAL ATUAM JUNTOS!

 

Do Portal do José:

SEGUNDA COMEÇA COM ALGUNS TEMAS QUE DEVERIAM SER OBJETO DE ATENÇÃO DE TODOS OS FORMADORES DE OPINIÃO NO CAMPO PROGRESSISTA. AFINAL, A QUEM SERVEM OS MEMBROS DO CLÃ BOLSONARO E OS EXTREMISTAS DE DIREITA NO BRASIL? ABORDAREI COM ALGUNS FATOS MUITO IMPORTANTES E INCONTESTÁVEIS. SIGAMOS.



sexta-feira, 18 de agosto de 2023

Mauro Cid, segundo a Veja, vai confessar participação em crimes a mando de Bolsonaro

 

Do Jornal GGN::


O tenente-coronel deve admitir envolvimento na venda ilegal de joias, mas que não poderia recusar as ordens do ex-presidente.


José Dias/PR


Publicado em 


O tenente-coronel e ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, vai admitir o envolvimento em crimes praticados pelo ex-presidente, informou a defesa à Revista Veja.

Preso em maio pela Polícia Federal sob a suspeita de adulterar cartões de vacinação, Cid sofreu uma série de revezes desde então.

Mesmo com a decisão de não responder aos questionamentos de parlamentares durante a CPMI dos Atos Golpistas, uma série de evidências contra o militar foram encontradas no celular do ajudante de ordens, como o roteiro de um golpe para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro deste ano, além da tentativa de venda de joias recebidas por Bolsonaro durante a gestão, crime de peculato, tendo em vista que os presentes pertencem à União.

Segundo o advogado criminalista Cezar Bitencurt, Cid apenas cumpriu ordens do ex-presidente. A relação de subordinação na iniciativa privada é uma coisa. O funcionário pode cumprir ou não. No funcionalismo público, é diferente. Em se tratando de um militar, essa subordinação é muito maior.”


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

terça-feira, 18 de outubro de 2022

Bolsonaro criou o famigerado Orçamento Secreto para o Centrão, negociou com ministro Ramos e vetos não acabariam com RP 9

 

Orçamento Secreto foi criado por Bolsonaro em 2019, não seria derrubado por seus vetos e foi negociado no Congresso


Posse de Jair Bolsonaro no Congresso em 2019, quando pedia apoio do Centrão – Foto: Pedro França/Agência Senado

GGN. - O Orçamento Secreto foi criado e sancionado por Jair Bolsonaro em 2019, começando a ser usado em 2020. Em discursos repetitivos, incluindo o debate presidencial na Band deste domingo, Bolsonaro afirma que não tem “nada a ver” com o Orçamento Secreto, que ele vetou a proposta, mas que o Congresso vetou o seu veto, ou seja, a autoria e responsabilidade da medida seriam dos parlamentares.

Trata-se de informação falsa, Fake News. O Orçamento Secreto, nome dado à emenda RP 9, modalidade que permite que o relator do Orçamento – atualmente o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) – e o presidente da Câmara e do Senado escolham quem terá acesso às emendas de relator, foi criado na lei nº 13.957, em dezembro de 2019.

Trata-se de uma proposta assinada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, não somente por sanção – como diz ter sido “obrigado” -, como também é de sua autoria o texto que foi enviado ao Congresso, naquele ano, após os parlamentares vetarem o projeto inicial e o ministro Luiz Eduardo Ramos, Secretário de Governo, chegar a um acordo com os parlamentares e obter o aval de Bolsonaro.

Há uma carta com a assinatura de próprio punho de Bolsonaro, no qual o mandatário pede aos parlamentares “a elevada deliberação” do texto “que altera a Lei 13.898”, a que tratava da Lei Orçamentário de 2020, e que trazia o Orçamento Secreto. Essa carta foi revelada por reportagem do Estadão na semana passada:

Entenda por que o orçamento secreto flerta com ilegalidades e com a corrupção

Além desta carta, o texto que alterava o trecho da lei é a própria Lei nº 13.957, do dia 18 de dezembro de 2019 (acesse aqui). Nela, Bolsonaro escreve que se manteria o Orçamento Secreto, a critério e decisão do “relator-geral do projeto de lei orçamentária anual que promovam alterações em programações constantes do projeto de lei orçamentária ou inclusão de novas”, instaurando a modalidade RP 9.

Por fim, a alegação de Bolsonaro de que ele vetou o texto também é parcialmente falsa. Isso porque há dois vetos feitos pelo mandatário, naquele ano, e que não dizem respeito a acabar com ou impedir a RP 9.

Na introdução da Lei nº 13.957, há o link para a mensagem de veto do presidente. Nela há dois vetos de Bolsonaro: o do artigo que estabelecia algumas regras que o governo deveria seguir, como cumprir o Orçamento Secreto em até 90 dias; e o segundo veto era o que determinava que os investimentos em instituições de pesquisa não sofreriam limitações de gastos.

Esses dois tópicos (leia aqui a mensagem de veto do presidente) foram os vetos de Bolsonaro. Mas, o artigo que criou o Orçamento Secreto, na Lei nº 13.898, Art. 6º, parágrafo 4º, inciso II-6, manteria-se intacto. Ou seja, mesmo que os vetos de Bolsonaro fossem acatados pelo Congresso, o que mudaria seriam algumas exigências de aplicação dos recursos do Orçamento Secreto, mas não o mecanismo em si.

O tema foi novamente levantado pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PSDB), na noite deste domingo (16).

“Mais uma mentira do presidente Bolsonaro, agora no debate”, disse. “Eu encaminho a mensagem da criação do RP9, assinada pelo presidente da República e pelo ministro Ramos (Luiz Eduardo Ramos, ex-chefe da Casa Civil e atual Secretário de Governo). São os dois criadores do RP9.”

“Ele [Bolsonaro] criou o RP-9 por uma mensagem assinada por ele e pelo ministro Ramos. Essa é a verdade, infelizmente, de verdade, eles conhecem pouco”, criticou o deputado.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Maioria dos brasileiros considera que há sim corrupção no governo Bolsonaro, segundo Datafolha

 Percentual dos que consideram existência de corrupção no governo Bolsonaro é de 69%

www.brasil247.com - Os casos de corrupção praticados pelo clã Bolsonaro foram notórios durante o mandato

Os casos de corrupção praticados pelo clã Bolsonaro foram notórios durante o mandato (Foto: Pixabay | Reprodução)

247 - Para 69% dos brasileiros, há corrupção no governo de Jair Bolsonaro (PL), segundo a mais recente pesquisa do Datafolha, feita de terça (20) a quinta (22). Em sua campanha pela reeleição, Bolsonaro tem intensificado acusações mentirosas a Lula. 

Bolsonaro tem mentido de maneira recorrente quando se refere à corrupção. "Sempre que tem oportunidade, como no discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU nesta semana, Bolsonaro diz que 'extirpou a corrupção no país' e tenta associar as práticas aos anos do PT no poder", destaca reportagem da Folha de S.Paulo.

Mas os casos de corrupção envolvendo sua família e seu governo abundaram ao longo de seu mandato. No âmbito familiar, casos como o das "rachadinhas". No administrativo, traficâncias no Ministério da Saúde envolvendo vacinas e o escândalo dos pastores do MEC são alguns dos casos mais notórios.

A percepção de que há corrupção é, de forma natural, maior entre os 44% que consideram o governo ruim ou péssimo: neste segmento, 93% afirmam que há corrupção no governo de Bolsonaro. 

A pesquisa do Datafolha foi contratada pela Folha e pela TV Globo, e seu registro no TSE tem o número BR-04180/2022.

Em programa eleitoral nesta quinta-feira (22), a campanha de Lula desmascarou as mentiras de Bolsonaro.


segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Corrupção Bolsonarista, capítulo 5: O Orçamento Secreto esconde o ladrão, aluga o Centrão e seduz oposição, tudo iniciado pela farsa da Lava Jato

 

Do Canal de Bob Fernandes:



Confira os textos na íntegra: www1.folha.uol.com.br/colunas/conrado-hubner-mendes/ CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Eliano Jorge Edição: Mikhael Theodoro Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é um vídeo do canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

UOL - Escândalo no MEC carboniza fala de Bolsonaro sobre governo não ter corrupção, diz Josias de Souza

 

Do Canal UOL:

O colunista Josias de Souza comentou hoje, durante a participação no UOL News, sobre as denúncias envolvendo o ministério da Educação.



Planalto decreta sigilo em encontros de Bolsonaro com pastores lobistas do MEC

 

Da Rede TVT:

- Palácio do Planalto decreta sigilo em agenda de Jair Bolsonaro com pastores acusados de pedir propina para liberação de verbas do Ministério da Educação; - Relatório da Controladoria Geral da União aponta que presidente do FNDE sabia que pastores cobravam propina; - Hoje, fora da agenda oficial, o presidente Jair Bolsonaro tomou café da manhã com pastores da assembleia de deus , mesma igreja dos pastores Arilton e Gilmar. - Folha de São Paulo revelou hoje o superfaturamento de 420% no preço de kits de robótica; - Por unanimidade, Comissão de Ética da Alesp aprova pedido de cassação de Arthur do Val, o Mamãe Falei.



domingo, 3 de abril de 2022

Mais corrupção do desgoverno: "Bolsolão do busão" bomba nas redes após licitação do governo Bolsonaro com preços superestimados para ônibus escolares

 O programa Caminho da Escola chamou a atenção de parlamentares que estão de olho em redutos eleitorais. A licitação teve atuação de Garigham Amarante, indicado para o FNDE pelo PL


www.brasil247.com - Garigham Amarante, um dos diretores do FNDE

Garigham Amarante, um dos diretores do FNDE (Foto: Divulgação)


247 - Internautas foram ao Twitter criticar a licitação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que, de acordo com a área técnica do órgão, prevê um custo até 55% maior, ou R$ 732 milhões a mais, para a aquisição de 3,8 mil ônibus escolares. Um internauta escreveu: "com Jair Bolsonaro é assim. VETO pra colocar internet nas escolas públicas e BOLSOLÃO DO BUSÃO de R$ 732 MILHÕES para atender os amigos do Centrão!". "É Jair Bolsonaro assaltando o MEC para encher o bolso do centrão", disse outra pessoa", disse outra pessoa no Twitter.

O programa também despertou a atenção de parlamentares interessados em faturar com a entrega dos ônibus em seus redutos eleitorais. O processo licitatório teve atuação direta de um dos diretores do FNDE, Garigham Amarante, indicado para o cargo por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Jair Bolsonaro. 

As informações sobre o custo da licitação também acontece em meio a uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma gabinete paralelo no Ministério da Educação, após o agora-ex-ministro Milton Ribeiro admitiu que, na liberação de verba para ações na área, o governo federal prioriza prefeituras com pedidos intermediados por dois pastores - Gilmar Santos e Arilton Moura.

Outra pessoa postou: "no 'governo sem corrupissaum' a gente descobre uma mutreta por semana". "BOLSOLÃO DO BUSÃO", acrescentou o perfil, ao lemberar a declaração de Jair Bolsonaro, no dia 22 de março, de que o governo dele é de Deus e não tem corrupção.

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"A educação pede socorro", postou outro perfil. 

"Tem que ser muito ingênuo ou otário para acreditar que não existe corrupção no GOVERNO CENTRÃO DO BOLSONARO!", disse um internauta. 

Uma pessoa escreveu: "desgraça de governo. Minha filha aguardou as duas doses da vacina p voltar as aulas. A escola falou q ela já está reprovada pq só deixei ela ir p escola esse mês de abril, depois de tomar as 2 doses. Vai ter q aguardar fila de rota escolar. BOLSOLÃO DO BUSÃO tem perdão né?".

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 28 de março de 2022

Em nome de Deus ardemos no inferno (dos pastores bolsonaristas e do próprio). Artigo de Weiller Diniz, Jornalista especializado em cobertura política

 

 A cada dia abrem-se novas e abrasivas fendas no inferno bolsonarista recendendo o enxofre nauseante.

O ministro da Educação foi flagrado em uma pregação pecaminosa, escreve o jornalista Weiller Diniz


www.brasil247.com - Milton Ribeiro com Arilton Moura (esq.) e com Gilmar Silva dos Santos (dir.)

Milton Ribeiro com Arilton Moura (esq.) e com Gilmar Silva dos Santos (dir.) (Foto: Luis Fortes/MEC | Reprodução)

Por Weiller Diniz - A cada dia abrem-se novas e abrasivas fendas no inferno bolsonarista recendendo o enxofre nauseante. Os pecados, a degeneração, as vilanias, os crimes, as infâmias e as mortes vão se acumulando sem castigo. Escancarados os umbrais das profundezas, padecemos no submundo da escuridão, das moléstias e das maldições. Jair Bolsonaro evangeliza diabolicamente nas trevas. É o pároco dos salteadores, pastor dos malfeitores, preceptor dos infames, idólatra de ditadores, vigário do caos, professante dos golpes, blasfemador da democracia, clérigo dos ogros, sacerdote da morte, cardeal da mentira e pontífice da estupidez.

Ocioso e rudimentar, prega o evangelho das calamidades, dos flagelos e do obscurantismo, embrenhando o País no mais profundo dos abismos. Nesse mergulho vertiginoso os golpistas, ladrões, fascistas e assassinos comungam em uma catedral confortável e cometem crimes. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, foi a anunciação da seita mefistofélica em 2018, tendo vários demônios como seguidores.

O ex-ministro da Educação não sabia escrever, errava nas contas e pregou a prisão dos “vagabundos” do STF. Sacrilégios irremissíveis. O atual, cujo nome não era pronunciado até recentemente, também exorciza as universidades e excomunga o conhecimento. O evangélico, protegido pelas sombras da prelazia ministerial, mostrou-se devoto de cultos satânicos com o dinheiro público, repassando-os aos poucos eleitos em razão da servidão ao bezerro de ouro.

A missa macabra iluminou hereges, sacerdotes que extorquiam muito além do dízimo e profanaram a hóstia pública ao restringi-la aos fiéis do bolsonarismo. Na penitência, o prefeito da cidade de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga, confessou que o pastor Arilton Moura – missionário do gabinete paralelo na Educação -, cobrou R$ 15 mil antecipados para abençoar as súplicas da cidade junto a diocese ministerial. Pediu também a caridade de um quilo de ouro após a liberação dos recursos para construção de escolas e creches. Outros prefeitos também se ajoelharam na basílica do crime. Afinal, é dando que se recebe.

Flagrado em uma pregação pecaminosa, divulgada pela imprensa, o apóstolo da Educação, Milton Ribeiro, aparece doutrinando heresias constitucionais e legais, onde o governo federal prioriza as prefeituras fidelizadas a dois pastores que, mesmo sem cargos na paróquia do MEC, atuavam como uma ordem religiosa secreta para obtenção de verbas. Segundo a confissão indiscreta do ministro, essa era uma epístola do próprio Jair Bolsonaro. “Foi um pedido especial que o Presidente da República fez para mim sobre a questão do (pastor) Gilmar”, disse o ministro em um púlpito, que pensava secreto, esconjurando a impessoalidade, a economicidade e transparência dos cânones legais. Ribeiro confessou o pecado com os lobistas da pastoral da má-fé, mas remiu Jair Bolsonaro. Como nos tempos do governador romano, Pôncio Pilatos, Barrabás foi poupado.

Os evangélicos abençoados pela graça bolsonarista são Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura Correia. Parelha com acesso privilegiado a diocese demoníaca de Bolsonaro na Educação. Flávio Bolsonaro, o papa do chocolate e alquimista imobiliário, já fez orações em louvor de um deles, Gilmar Silva. Sem cargos na capela pública, evangelizaram como missionários informais no bispado do reverendo presbiteriano Milton Ribeiro e benziam as verbas bilionárias da pasta para os seguidores mais fiéis. Uma ação, ilegal, entre fariseus que, em tese, configuram muitos pecados. Entre eles prevaricação, corrupção, advocacia administrativa e tráfico de influência. A gravidade da profanação ensejou até mesmo a ressurreição de Augusto Aras, o PGR que assiste letárgico a devassidão ética, moral, política e institucional como um católico piedoso, que a tudo redime ou faz vistas grossas. Os falsos evangélicos estão infernizando o Brasil. Antes do Arilton havia o Amilton.

Em meados de 2021, a Nação foi apresentada a outro santo do pau oco que operava um conto do vigário de propinas nas vacinas. Amilton Gomes de Paula é um pastor evangélico formado na Assembleia de Deus, representante da Igreja Batista. É um missionário que se apresenta como representante de várias instituições e nenhuma o reconhece como seu professante. Presidente de uma ONG registrada na área da educação e produção cinematográfica negociava vacinas com mesma liturgia: portas abertas no éden da ganância do Ministério da Saúde, onde tudo que reluzia a ouro atraía. Amilton de Paula é bolsonarista de batismo, mas amaldiçoado depois da crucificação pública. Em seu depoimento à CPI da Pandemia do Senado Federal tentou proteger o grande Satã nas sucessivas tentativas de roubar a sacristia da prelazia da Saúde. Amilton e Arilton dão o mesmo tom penitente.

Após o recesso parlamentar do meio do ano de 2021, Amilton Gomes de Paula foi chamado para que os senadores investigassem os sacrilégios da cobrança de US$ 1 de propina por dose de vacinas da AstraZeneca. Chorou, se disse arrependido de ter atuado junto ao governo, mas pouco acrescentou à investigação. Colaborou apenas para expor a fragilidade no processo de compra dos imunizantes. Chamou a atenção o fato de as portas do purgatório da Saúde terem sido escancaradas para ele. Teve ao menos três encontros com os evangelizadores no Ministério, nos quais foram oferecidas 400 milhões de doses de vacina contra Covid-19. Amilton de Paula era o intermediador da Davati Medical Suplly, que dizia ter condições de vender os imunizantes da AstraZeneca e da Pfizer. Na prática era pura vigarice.

O milagre é dos acessos tão ágeis em plena pandemia. Os laboratórios oficiais e respeitados, como Pfizer, Butantan e outros, purgaram meses na fila comum dos devotos e, mesmo com sucessivas tentativas de comunicação via e-mails e conversas instantâneas, foram solenemente ignorados pelo Ministério da Saúde. Verdadeira dádiva, as portas foram abertas ao religioso que disse não conhecer ninguém naquela sacristia. Em seu depoimento, o reverendo Amilton afirmou que apenas mandou um e-mail ao alto clero da Saúde solicitando uma audiência. Foi recebido no mesmo dia. Quatro horas após enviar a mensagem eletrônica. Uma graça celestial. Os penitentes da Pfizer levaram seis meses para serem atendidos. Nas catedrais das redes sociais, o beato Amilton postou fotos ao lado do onipresente Flávio Bolsonaro. Ele admitiu ter feito campanha para Jair Bolsonaro em 2018.

De acordo com o TSE, entre janeiro de 2019 e abril de 2021 foi filiado ao PSL em Brasília, o partido pelo qual Bolsonaro se elegeu. Diante de documentos obtidos após as quebras de sigilos telemáticos de outros investigados, o reverendo ainda admitiu ter cometido o pecado do perjúrio e que bravateou em ao menos duas ocasiões. Em uma delas confidenciou a um de seus companheiros de desvio, Luiz Paulo Dominghetti, que a primeira-dama Michelle Bolsonaro o ajudaria na tramoia dos imunizantes. “Michelle entrou no circuito”, dizia uma mensagem enviada pelo reverendo a Dominghetti.

Na outra, enviada no dia 16 de março de 2021, afirmou que teria conversado com quem mandava no governo. “Ontem falei com quem manda. Tudo certo. Estão fazendo uma corrida compliance da informação da grande quantidade de vacinas”. No dia 15 de março, o endiabrado Dominghetti contou uma terceira pessoa que o reverendo havia se encontrado com Bolsonaro. “O reverendo, nesse momento, está com o 01”. Na CPI, o religioso se exibiu contrito. “É, isso aí foi uma bravata”. Dominghetti também conseguiu uma agenda quase instantânea professando sua fé pelos botequins de Brasília.

Outro que evoca Deus com recorrente agressividade e sem voto de pobreza, mais se assemelha a um prior da legião bolsonarista. A solidariedade impressiona pela devoção messiânica. Em 6 de agosto de 2021 foi às redes sociais pregar para que Bolsonaro usasse as Forças Armadas para intervir no Supremo Tribunal Federal. No Facebook e no Twitter, o pastor bolsonarista disse que os ministros do STF são ‘tiranos’ por investigar o presidente e que a ‘intervenção militar’ seria a única maneira de acabar com a “ditadura da toga”. Repetiu a mesma missa sombria em junho de 2020: “FORÇAS ARMADAS CONTRA ESSE DITADOR DA TOGA! Artigo 142 da CF contra esse absurdo! O apoio da imprensa a essa safadeza de Alexandre de Moraes, querem derrubar Bolsonaro porque perderam bilhões, o silêncio de Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia e o presidente da OAB. VERGONHA TOTAL!”. No movimento golpista de 7 de setembro de 2021, o apoio evangélico chegou na semana anterior.

O pastor Silas Malafaia também convocou fiéis para engrossar a peregrinação autoritária que malogrou depois do rarefeito apoio, pouco mais de 200 mil fiéis em Brasília e São Paulo. A última missa da tirania, a reedição da marcha com Deus pela família, foi cancelada por carência de devotos. Bolsonarista terrivelmente evangélico, o pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC, e seus dois filhos, Filipe Pereira e Laércio Pereira, foram presos em agosto de 2020 na Operação Tris in Idem, que também determinou o exorcismo do cargo e posterior impeachment do ex-governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, eleito com Bolsonaro, Jair e Flávio, os Bórgias tupiniquins. O pastor foi citado na delação premiada do ex-secretário de Saúde, Edmar Santos, por conta da ascendência dele no Palácio Guanabara, e preso por corrupção. Segundo o índex da corrupção carioca, era o pastor Everaldo o profeta na saúde do Rio de Janeiro. Preso por suspeita de corrupção, é mais um do grupo da sacralidade de fachada, cujos segredos do confessionário revelam comportamentos diabólicos.

A ex-deputada, bolsonarista de batismo e evangélica, Flordelis, está recolhida na clausura, só que atrás das grades. Ela foi presa no mesmo dia de Roberto Jefferson, em sua casa, em Niterói, no Rio de Janeiro, 48 horas depois de ser excomungada do paraíso do foro privilegiado da Câmara dos Deputados. Ao deixar a residência, a ex-deputada carregava uma Bíblia e repetia a seus familiares: “Amo vocês, fé em Deus”. Flordelis é acusada de ser a mandante da morte do então marido, o pastor Anderson, assassinado na porta de casa em 18 de junho de 2019. Ela responde por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima – tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada. É santo de casa, da casa bolsonarista, mas o Messias não faz milagres. Muitos dos seus devotos endiabrados já foram ou estão em cana depois de chegaram ao poder com o calvário da Lava Jato.

Deltan Dallagnol também é evangélico fervoroso. É outro falso profeta que abriu as portas para nossa estação no inferno. Delta, como é chamado pelos adoradores, acumula riquezas suspeitas, persegue inocentes e abusa das referências bíblicas para expiar suas profanações. É a Inquisição reencarnada. Em sua filiação partidária, depois de instrumentalizar o MP com objetivos políticos, também invocou a palavra de Deus, em vão: “Combater a corrupção é defender os princípios éticos e morais da Bíblia e da maioria das religiões que nos orientam a cuidar dos mais vulneráveis. O combate à corrupção foi a causa com que Deus me chamou para servir a sociedade e cuidar dos vulneráveis”. A falsa causa divina gerou uma penitência, decidia pelo STJ. Foi condenado a indenizar o ex-presidente Lula pelas blasfêmias no herético “power point”. Antes, por pecados iguais, que misturam a cobiça e a vaidade, foi punido no CNMP e condenado a indenizar outra de suas vítimas. Verdadeiro algoz, a coroa de espinhos do mártir não lhe serve. As condenações vão seccionando a falsa santidade.

Outro idólatra da prelazia bolsonarista trapaceou, praguejou contra a democracia, corrompeu a Justiça e o Ministério Público até ser recompensado com um altar reluzente dentro da seita maligna, no mais baixo clero que o Brasil tem notícia. Depois de tangenciar todos os 7 pecados, foi renegado pelos blasfemos que endeusou. Anunciado como redentor, hoje é só uma alma penada que não desencarna. Ex-juiz e ex-ministro, Sérgio Moro inaugurou a purgação atual, emporcalhou o Estado Democrático de Direito com pregações fascistas para alcançar a glória política. Ainda reza repetidas novenas pela ascensão ao poder, cada vez mais distante. Há outros anjos caídos, santos dos pés de barro, que completam a legião dos mal-intencionados, da má-fé e da incapacidade. Formam a teologia do crime e da morte, vaticinada no apocalipse, que não será perdoada pela história e nem pelos brasileiros: “Eis que surgirá um falso Messias que se unirá a falsos Profetas e muitos falsos Cristãos irão adorá-lo”.

Poucos decaídos que apostolaram fervorosamente no templo maligno do missionário da mentira, da morte, da miséria, da mamata, da milícia e dos milicos expiam por suas devoções pagãs. Os pecados mortais contra o Estado Democrático e a lei são irremissíveis: golpes, propinas em vacinas, no MEC, ministros investigados, dinheiro em cuecas, mansões milionárias, fábricas fantásticas de chocolate, rachadinhas, farras com dinheiro público, fake news, células paraestatais, funcionários fantasmas, depósitos para a evangélica Michelle Bolsonaro, narcotráfico no avião presidencial, orçamentos secretos e outros pecadilhos não perecem, se eternizam agônicos para os ímpios. Alguns tentarão reencarnar em outubro com a benção dos eleitores buscando o manto celestial do foro privilegiado. Mas muitos seguirão para o crepúsculo junto com o líder satânico e receberão, ao final, a extrema-unção política, profetizada pelas pesquisas. Que os anjos digam amém.

Weiller Diniz

Jornalista especializado em cobertura política, ganhador do prêmio Esso de informação Econômica (2004) com passagens pelas redações de Isto É, Jornal do Brasil, TV Manchete, SBT. Também foi diretor de Comunicação do Senado Federal e vice-presidente da Radiobrás, atual EBC.

Assista:

domingo, 11 de julho de 2021

Pesquisa Datafolha: Para 70% dos brasileiros, há corrupção no governo de Jair Bolsonaro

 Segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (11) pelo jornal Folha de S.Paulo, 70% dos brasileiros acreditam que há corrupção no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Da IstoÉ:

Jair Bolsonaro em foto de 10 de novembro de 2020 (Crédito: AFP/Arquivos)

De acordo com o levantamento, que ouviu 2.074 pessoas com mais de 16 anos, nos dias 7 e 8 de julho, a percepção de corrupção é amplificada pelas suspeitas de irregularidades em contratos do Ministério da Saúde para compra de vacinas contra a Covid-19.

Para 63% dos entrevistados, há corrupção no ministério, e 64% acreditam que Bolsonaro sabia dela. Pelo recorte da pesquisa, os grupos que mais acreditam em casos de corrupção no governo são: mulheres (74); jovens (78%), moradores do nordeste (78%) e pessoas que reprovam o governo (92%).

Recentemente, o nome do presidente Jair Bolsonaro acabou citado na CPI da Covid no Senado, quando os irmãos Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), disseram à comissão que informaram Bolsonaro sobre as irregularidades no contrato de compra da Covaxin, e que ele não solicitou investigação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou uma investigação sobre as acusações contra Bolsonaro por prevaricação em relação à negociação de compra da vacina indiana.

terça-feira, 6 de julho de 2021

Uma vida de hipocrisias e indícios de corrupção: UOL estreia podcast intitulado "UOL Investiga", com temporada "A Vida Secreta de Jair" em 4 episódios

 


Do UOL, em São Paulo 06/07/2021 03h59 O

 UOL estreia nesta terça-feira (06) o podcast "UOL Investiga", um programa com grandes reportagens feitas por diferentes equipes de jornalistas. A primeira temporada, chamada "A Vida Secreta de Jair", tem quatro episódios: eles serão publicados de terça (06) a sexta-feira (09) no UOL, no Youtube e em todas as plataformas de podcast. 

Em formato narrativo, "A Vida Secreta de Jair" traz uma série de apurações da jornalista Juliana Dal Piva, com ajuda da equipe do núcleo investigativo do UOL, sobre o envolvimento direto do presidente da República, Jair Bolsonaro, no esquema ilegal de entrega de salários de assessores na época em que ele exerceu seguidos mandatos de deputado federal (entre os anos de 1991 e 2018).

O programa apresenta gravações --muitas delas inéditas-- sobre o que era dito no círculo íntimo e familiar do presidente. Ouça abaixo o primeiro episódio na íntegra:


Você pode ouvir UOL Investiga - A Vida Secreta de Jair no UOL, no Youtube e em todas as plataformas de podcasts, como Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts e Amazon Music.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Bob Fernandes: Dominguetti confirma: “Me senti mal, queriam propina para comprar as vacinas... Angústia

 

Do canal do analista político Bob Fernandes:



CRÉDITOS Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Daniel Yazbek Edição: Yuri Rosat Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé Este é um vídeo do canal de Bob Fernandes. Vídeos novos todas terças e quintas, sempre, e demais postagens a qualquer momento necessário.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Moro reconhece que PT deu autonomia à PF e critica aparelhamento da polícia por Bolsonaro


Paradoxalmente, ao deixar o governo que ajudou a eleger, Sérgio Moro reconheceu que a ex-presidente Dilma Rousseff possibilitou autonomia às instituições, assegurando o andamento das investigações da Lava Jato (vídeo)

Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro e Sérgio Moro
Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro e Sérgio Moro (Foto: 247 | PR | Reprodução)

247 - No pronunciamento em que anuncia sua saída do ministério da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, Sergio Moro paradoxalmente reconheceu a autonomia possibilitada pelo governo anterior, da ex-presidente Dilma Rousseff, às instituições responsáveis por investigações, como a Polícia Federal, assegurando assim o andamento da Lava Jato.
Ponto importante do pronunciamento foi a acusação de que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao revelar que queria trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas sobre investigações que envolvam sua família.
“Na Lava Jato, eu sempre tive um receio constante de uma intervenção do Executivo na Polícia Federal, como troca de superintendente. Mas isso não aconteceu e foi fundamental a manutenção da autonomia da PF para que os resultados fossem avançados”, afirmou, no início de sua fala, depois de lamentar o episódio de hoje, em meio à pandemia.
Em seguida, ressaltou que houve queda em índices de criminalidade e da corrupção, atribuindo isso à sua atuação, no passado, no comando da Lava Jato, e no governo. “Mudou o patamar de combate à corrupção no Brasil”. Contou então novamente a história do convite de Bolsonaro para que integrasse a equipe.
“Final de 2018 recebi convite do então presidente da República eleito Jair Bolsonaro, como já falei publicamente várias vezes, e fui convidado a ser ministro da Justiça e da Segurança Pública. O que foi conversado com o presidente foi que nós teríamos um compromisso com o combate à corrupção, crime organizado e criminalidade violenta. Foi-me prometido carta branca para nomear todos os assessores desses órgãos e da própria Polícia Federal”, recordou.
Moro então passou a discorrer sobre a interferência de Bolsonaro no comando da PF. “Em todo esse período, tive apoio do presidente Jair Bolsonaro, em outros nem tanto. A partir do segundo semestre do ano passado, passou a haver uma insistência de trocar o comando da Polícia Federal”, relatou.
“Eu respondi que não tinha nenhum problema para trocar, mas disse que preciso de uma causa, como um erro grave. No entanto o que eu vi foi só um trabalho bem feito”, disse. “Não era também uma questão do nome. Tem outros bons nomes para assumir, outros delegados igualmente competentes”, explicou.
Para Moro, “o grande problema seria a violação do acordo de que eu teria carta branca, não haveria uma causa e mostraria uma interferência na Polícia Federal”. Segundo ele, houve também tentativas de troca de outros cargos na Polícia Federal “sem que fosse apresentada uma justificativa aceitável”.
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