Mostrando postagens com marcador carta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carta. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Jurista norte-americana Susan Rose-Ackerman reafirma que Lava Jato não praticou a Justiça, mas fez política contra Lula

 


Admirada e próxima de Deltan Dallagnol, Susan Rose-Ackerman lembra que mudou de ideia definitivamente sobre a Lava Jato quando Sergio Moro virou ministro de Jair Bolsonaro


Jornal GGN – Em entrevista ao Valor Econômico, a jurista norte-americana Susan Rose-Ackerman, da Universidade de Yale, reafirmou que mudou sua opinião sobre a Lava Jato. No começa, ela acreditava que a operação combatia corrupção de maneira isenta, imparcial e regular. Mas após o processo de Lula e a chegada de Sergio Moro ao governo federal, ficou claro que tratava-se de uma investigação com fins políticos.

“Houve críticas ao processo da Lava-Jato, segundo as quais havia por trás a tentativa de reduzir o poder do PT. No começo, achei as críticas injustas. É evidente que, se tem alguém fazendo coisas que não aprovamos, são aqueles que estão no poder. Mas minhas ideias a esse respeito sofreram forte abalo quando Sergio Moro aceitou o cargo de ministro da Justiça. Isso me surpreendeu. Talvez os brasileiros não tenham ficado tão surpresos, mas para mim era algo que fortalecia a crítica de que ele agia com parcialidade”, disse.

Susan recordou também da carta que vários juristas internacionais assinaram contra a Lava Jato, em 2019. A professora sempre dialogou abertamente com os procuradores de Curitiba e era muito admirada por Deltan Dallagnol. A carta foi um constrangimento na relação, mas ela afirmou ao jornal que precisava esclarecer ali sua nova posição.

“Aquilo que tinha parecido ser, ou que pelo menos eu tinha considerado como sendo uma série de processos imparciais, fundados em princípios jurídicos sólidos, na verdade começava a se parecer com uma intervenção direta na atividade política”, disse.

Sobre o pacote anticrime proposta pela Lava Jato, ela disse que não enxergou ali “uma resposta sistêmica, estruturada, para um problema sistêmico, estrutural. A verdadeira questão ficava sem resposta. É preciso equilibrar a resposta à corrupção.”

Ainda sobre Lula, ela teceu comentários de ordem política. Para ela, “é importante que um partido não seja definido só em termos de um líder em particular. E penso que a marca de um bom líder é ser capaz de fomentar o surgimento de novas lideranças. Esse me parece ser um problema, hoje, no Brasil. Não estou dizendo que seja culpa de Lula. Mas há uma questão sobre como produzir sucessores ao longo do tempo. Quando um nome assume uma proporção como a de Lula, é ainda mais difícil.”

Leia mais:

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

ASSINE AGORA

domingo, 16 de outubro de 2016

A fabulosa carta do "inatacável" Moro para a Folha, por Paulo Nogueira


 "A carta mostra que Moro vive num universo paralelo, numa terra da fantasia, onde todos o idolatram e aprovam cegamente. A realidade é bem mais dura. Moro é amplamente rejeitado pelas forças progressistas. Vamos deixar claro: não são apenas os petistas que o abominam. "Não é exagero dizer que Moro é uma das pessoas mais detestadas do Brasil. Apenas, isso é cuidadosamente escondido pela imprensa, à qual interessa manter a imagem de super-heroi, assim como fez no passado com Joaquim Barbosa."
   O artigo a seguir, de Paulo Nogueira, foi extraído do DCM

Ele não sabe que é detestado por muita gente
Ele não sabe que é detestado por muita gente
A notícia do dia, do mês, da semana é a carta que Moro enviou à Folha para se queixar de um artigo que o criticava.
É coisa do Dia das Crianças. Moro se comportou como uma criança contrariada.
O texto, do cientista Rogério Cesar de Cerqueira Leite, não traz nada que sites independentes não publiquem regularmente. O que doeu em Moro foi vê-lo na Folha. Mais ainda, incomodou-o saber que Cerqueira Leite é integrante do Conselho Editorial da Folha.
O articulista centrou-se no seguinte: uma vez que Moro tenha cumprido seu papel perante a plutocracia — essencialmente liquidar o PT — será descartado. Não foi dito no texto, mas o destino será parecido com o de Eduardo Cunha.
A carta mostra que Moro vive num universo paralelo, numa terra da fantasia, onde todos o idolatram e aprovam cegamente.
A realidade é bem mais dura. Moro é amplamente rejeitado pelas forças progressistas. Vamos deixar claro: não são apenas os petistas que o abominam.
Não é exagero dizer que Moro é uma das pessoas mais detestadas do Brasil. Apenas, isso é cuidadosamente escondido pela imprensa, à qual interessa manter a imagem de super-heroi, assim como fez no passado com Joaquim Barbosa.
Quem se lembra de Barbosa? Chegou a ser máscara de Carnaval, e hoje é inteiramente desprezado. Os mesmos jornalistas que corriam desvairadamente atrás de suas catilinárias anti-Lula agora mudam de calçada caso o vejam.
Um detalhe curioso do caso é que Moro deixou claro que se impressionou pelo fato de Cerqueira Leite ser do Conselho da Folha. Aí se revela sua ignorância sobre o funcionamento das empresas jornalísticas. Conselhos Editoriais são inoperantes. Não decidem nada, não mudam nada. Os conselheiros reúnem-se raramente por motivos muito mais sociais que editoriais. Todas as questões realmente relevantes são decididas pelos donos, pelos barões. Moro certamente esteve mais vezes com Otávio Frias, o dono do jornal, do que Cerqueira Leite ou qualquer outro conselheiro.
Moro demonstrou que não se interessa por opiniões diferentes das trazidas pela Globo, ou Abril, ou pela própria Folha — descontado o ponto fora da curva de Cerqueira Leite.
Ele teria uma visão menos ufanista de si próprio, e da Lava Jato, se enriquecesse suas leituras para além da Veja, do Globo, Estadão etc etc.
O imperador Júlio César empregava um romano para gritar para ele “careca, careca” no meio da multidão que o adorava. Era um meio de não esquecer sua humanidade.
Moro talvez pudesse pensar em algo parecido.
Repito: ele não sabe, mas é um dos brasileiros mais detestados.
Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

De Leonel Brizola para Temer: “a política ama a traição e abomina o traidor”


traicao
O vice-presidente Michel Temer conseguiu, pela primeira vez, tornar-se um assunto nacional
Mais, uma unanimidade nacional.
Virou deboche nas redes sociais e está levando “lições de moral” até de Leonardo Picciani, que perto dele é um guri na política.
A ambição, sempre contida em sua expressão fria, o engoliu.
E foi-lhe impiedosa.
Revelou-se, abaixo da máscara “institucional” o reles cúmplice não apenas do golpismo, mas de um golpismo que progride apenas porque pode salvar um marginal como Eduardo Cunha das consequências das suas flagradas falcatruas.
Todo golpe é um crime contra a democracia.
O que está em curso, porém, não é apenas uma ofensa à Constituição.
É, por ter como seu componente e combustível a “salvação” de Eduardo Cunha, um atentado ao Código Penal.
É ao ladrão vulgar Cunha que a fome de poder de Temer o faz comer no prato.
Resta saber se o fez por baixeza própria ou por ordem do moribundo presidente da Câmara, de quem se revela um agente político.
Toda a sua pose, toda a sua empáfia, todo a sua auto-atribuída grandeza estão assim: viraram escárnio público.
Dos pagos celestiais onde se encontre, Leonel Brizola está repetindo a sua frase: “a política ama a traição, mas abomina o traidor”.

Temer o Rato

    "A bile dos ressentidos começa a ocupar os noticiários da madrugada. O Vice-Presidente da República Michel Temer, Presidente do PMDB, escreveu uma carta para Dilma para ser publicizada. E foi. Agora ele acusa a Presidência de “vazamento” e aproveita para referendar sua imagem de golpista, que foi sugerida pela mídia durante as últimas semanas, quiçá meses." - Rogério Dultra dos Santos

O Rato e o Navio

000michel temer e eduardo cunha by gustavo lima
Por Rogerio Dultra dos Santos
A bile dos ressentidos começa a ocupar os noticiários da madrugada. O Vice-Presidente da República Michel Temer, Presidente do PMDB, escreveu uma carta para Dilma para ser publicizada. E foi. Agora ele acusa a Presidência de “vazamento” e aproveita para referendar sua imagem de golpista, que foi sugerida pela mídia durante as últimas semanas, quiçá meses.
Temer, em algum momento da crise política, apesar dos seus 99.046 (isso, noventa e nove mil) votos como Deputado eleito “por média” pela última vez, em 2006, acreditou que poderia ser Presidente da República. Em uma fração de segundos se livrou da situação de operador dos interesses de Eduardo Cunha e da responsabilidade de representante de uma coalizão partidária e acreditou ter luz própria. Acreditou que poderia brilhar.
O problema é que – independentemente do que se faça -, no Brasil, a política não perdoa os traidores. Se a Dilma caísse, como desejam os golpistas, cairia de pé, ninguém duvida. Se Lula fosse preso, como deseja a “Operação Lava-Jato”, o seria de cabeça erguida – e diante de uma comoção popular – ninguém duvida. Mas Temer não teve sequer a coragem de romper de fato e de direito com Dilma. Não renunciou, não pediu pra sair, nem nada. Reclamou, fez um mi-mi-mi e está quieto, esperando as repercussões positivas (???) e eventuais prêmios pela sua atuação medíocre e temerária.
E esta “carta-testamento”, auto-vazada? Factóide lamentável de um desesperado, talvez encontre eco entre os twiteiros (“Saio da vida para entrar nos memes do twitter” ou “Hello, it’s me you looking for?”, foram os primeiros de dezenas de twitters, memes e gifs hilários desta madrugada, diversão garantida aos auspícios de Temer). Qual o objetivo pragmático a ser alcançado pelo Vice Presidente menos confiável que já passou por aqui? Provavelmente almeje um golpe em que figure como salvador da pátria.
O que é certo é que Temer ainda não dimensionou o que acontecerá com sua carreira. Tema-se por um dos suicídios políticos mais imbecis da história brasileira. Bem que Eduardo Cunha avisou que não cairia sozinho. Cairá abraçado com seu parceiro, Michel Temer, que sai da história para entrar no ostracismo.
Agora, falando sério: diferentemente do que afirma e reafirma em sua carta-testamento a Dilma, Temer não manda no PMDB. Ninguém manda no PMDB. Muito menos o Temer. O PMDB não desembarcará do governo. Não haverá uma deserção de cargos e salários para além de seus correligionários mais próximos e dependentes. Dilma não perderá a maioria congressual do dia para a noite.
Já Michel Temer, em uma cartada, perdeu completamente a moral. Virou piada nacional. Uma das madrugadas mais ricas em chistes dos tempos recentes de twitters e facebooks. E tem mais. O que o Temer prometeu para que estas defecções pontuais acontecessem? Ninguém sabe. Imagina-se que os mesmos cargos serão devolvidos aos demissionários, depois de instaurado o governo-tampão mais improvável. Mas quem de boa fé acredita? Quem de boa fé aposta, na real, no Temer Presidente do Brasil?
Em momentos de crise, os ratos são os primeiros a abandonar os navios. Neste caso, contudo, a crise está longe de ser terminal. Uma parte significativa dos críticos ao governo se assumiu legalista-democrática. O governo respira forte em sua estratégia de enfrentamento aberto a um processo de impeachment que nasce desmoralizado pela sua autoria. O grito de Cunha contra o comitê de ética é o grito dos desesperados. A união umbilical entre Cunha e Temer parece o único elemento a permanecer íntegro numa dinâmica golpista fadada ao fracasso. A ratazana equivocou-se na avaliação. Sairá da história como um sujeito menor. Um anão rodeado de medíocres. E, provavelmente, fora do navio, morrerá afogado numa bile de torpeza e ressentimento.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O Mandamento que deveria constar no Decálogo e a carta do Cacique Seattle



Diz-se que em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, que habitava na região do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos à época, Francis Pierce, quando o Governo havia dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. Não é assim o pragmatismo materialista moderno? Tudo ter um preço? Faz mais de 150 anos, pois, que esta carta foi enviada por um então considerado "primitivo". Mas o desabafo lúcido do cacique tornou-se famoso por conter uma perene atualidade.

Eis a carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.


Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.


    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.


Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.


Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.


    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.


De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.


    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."