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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Rodrigo Tacla Duran revela nota de R$ 811 mil emitida porSérgio Moro para consultoria em engenharia da Alvarez & Marsal

 Nota reforça o conflito de interesse na relação entre o ex-juiz suspeito e a consultoria que lucrou com empresas que quebraram por decisões da Lava Jato

www.brasil247.com - Sergio Moro | nota fiscal à Alvarez & Marsal

Sergio Moro | nota fiscal à Alvarez & Marsal (Foto: ABr | Reprodução)

247 - O ex-juiz suspeito Sergio Moro emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 811.980,00 para a empresa Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia LTDA, de CNPJ 28.092.933.0001-75, mostrou o advogado Rodrigo Tacla Duran em sua conta no Twitter nesta sexta-feira (4). 

“Russo, você emitiu uma nota fiscal de R$ 890.000,00 para uma empresa de consultoria em ENGENHARIA? É isso mesmo?”, indagou Tacla Duran, que denunciou a tentativa de extorsão por parte do advogado Carlos Zucolotto, amigo do casal Sergio e Rosângela Moro, para ser blindado na Lava Jato. Na imagem, porém, consta que o valor da nota é R$ 811.980 mil.

>>> Procurador pede ao TCU que decrete indisponibilidade de todos os bens de Moro por sonegação de impostos

Na live que fez na semana passada para anunciar seu salário na A&M, Moro negou irregularidades na prestação de serviços e afirmou que atuou no braço da consultoria que não cuidava de recuperações judiciais, onde estão os clientes que foram alvo da Lava Jato. Esse outro segmento da consultoria tem outro CNPJ, mas pertence aos mesmos donos de toda a empresa.

Dos R$ 83,5 milhões auferidos pela Alvarez em processos de recuperação judicial e falência, R$ 65,1 milhões vieram de firmas investigadas na operação. Moro alega que atuou na área de disputas e investigações da Alvarez, um braço distinto da consultoria, com outro CNPJ e sem relação com o de recuperação judicial.

>>> Veja os valores recebidos pela Alvarez & Marsal: 75% dos pagamentos são de empresas quebradas pela Lava Jato

A Alvarez & Marsal lucrou com empresas que quebraram a partir de decisões tomadas no âmbito da Lava Jato, operação comandada por Moro quando juiz. A consultoria recebeu 78% de seus honorários de empresas que foram alvo da operação.

O Tribunal de Contas da União (TCU) investiga se Moro cometeu irregularidades no período em que trabalhou para a Alvarez & Marsal, em 2020 e 2021, nos Estados Unidos. Nesta sexta, o subprocurador Lucas Furtado pediu ao TCU que decrete indisponibilidade de todos os bens de Moro por sonegação de impostos. O procurador avalia que o ex-juiz suspeito não recolheu os impostos devidos ao receber R$ 3,6 milhões da Alvarez & Marsal.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Delação de Dario Messer amplia as suspeitas sobre Lava Jato de Curitiba. Por Luis Nassif



A narrativa permite dúvidas: ou faziam por influência do amigo ou porque partilhavam do butim. Em qualquer hipótese há crime de responsabilidade. Na segunda, crime de corrupção
Jornal GGN:
Tente explicar de forma a isentar a Lava Jato Curitiba de suspeitas graves:
1. O doleiro Dario Messer atravessa década sem ser incomodado pela Operação Banestado e pela Lava Jato, ambos conduzidas pelo mesmo time de procuradores e pelo juiz Sérgio Moro. Isso apesar de ser conhecido como o doleiro dos doleiros.
2. Ele entra no radar da Lava Jato Rio de Janeiro por outras investigações. Em pouco tempo é preso.
3. Ontem, noticia-se a delação premiada e a entrega de R$ 1 bilhão em patrimônio. Como é que pode um doleiro que acumulou R$ 1 bilhão de patrimônio ter saido ileso da Lava Jato Curitiba, “a maior operação anticorrupção da história”?
4. Antes, no celular de Messer a Lava Jato Rio de Janeiro identificou mensagens que falavam em pagamento de uma mesada de US$ 15 mil para o procurador mais experiente da Lava Jato Curitiba.
Questão: qual a explicação lógica que justifica o fato da Lava Jato Curitiba jamais ter alcançado Messer?
Recorro à Teoria do Domínio do Fato, a metodologia utilizada pelo Ministério Público Federal nas suas investigações. Consiste em desenvolver uma tese inicial para analisar os fatos e não se perder no labirinto das informações levantadas.
A teoria do fato óbvia é a seguinte:
1. Dario Messer pagava um mensalão para um procurador da Lava Jato  Curitiba, que garantia sua blindagem.
2. Como a operação era conduzida por vários procuradores, outros procuradores sabiam da blindagem e concordaram.
3. Aqui a narrativa permite dúvidas: ou faziam por influência do amigo ou porque partilhavam do butim. Em qualquer hipótese há crime de responsabilidade. Na segunda hipótese, há crime de corrupção.
Como modificar essa Teoria do Domínio do Fato?
Simples, apresentando outra Teoria que explique o fato do maior doleiro do pais, o doleiro dos doleiros, intimamente ligado a todos os crimes de lavagem de dinheiro do país, ter saído incólume das operações Banestado e Lava Jato Curitiba.

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