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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A crua frieza da Família Marinho, o "Fantástico" e a filha de Eduardo Cunha, por Altamiro Borges


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'Fantástico' detona filha de Cunha. 

Por Altamiro Borges

O Fantástico deste domingo (11) disparou um torpedo contra Eduardo Cunha, que pode ser cassado pela Câmara Federal. O programa mirou na filha do correntista suíço, Danielle Dytz, revelando que o seu casamento custou mais de R$ 400 mil. A reportagem evidencia a crueldade e a frieza da famiglia Marinho. A TV Globo festejou a eleição do famoso lobista para a presidência da Câmara Federal, em fevereiro de 2015. Durante meses, ela simplesmente escondeu todos os seus pobres. Afinal, Eduardo Cunha tinha a missão - quase divina - de desestabilizar a presidenta Dilma e preparar o clima para o seu impeachment. Consolidado o golpe dos corruptos, porém, a Rede Globo passou a tratar o aliado como bagaço e agora, na véspera da sua cassação, ela cava fundo sua sepultura. Sem dó nem piedade!

Segundo a matéria do Fantástico, "procuradores da Lava Jato investigam a origem do dinheiro usado para pagar o luxuoso casamento da filha de Cunha, Danielle, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, em 2011. A festa custou mais de quatrocentos mil reais entre gastos com o hotel e outros fornecedores, como floristas e fotógrafos. Perícia da Receita Federal mostra que tudo foi pago em dinheiro vivo, ou depósito em dinheiro. Os recibos saíram em nome da empresa da mulher de Cunha, Cláudia Cruz, e da noiva, Daniele. E a Receita Federal diz que nem a empresa C3 nem Danielle têm movimentação financeira que mostre de onde saiu o dinheiro usado nos pagamentos".

Recentemente, o mesmo Fantástico já havia denunciado os gastos nababescos de Eduardo Cunha, de sua esposa Cláudia Cruz - que foi âncora da edição carioca da TV Globo por 13 anos - e de sua filha em viagens ao exterior. A matéria revelou que a família só se hospedava em hotéis de luxo dos EUA, da Europa e da Ásia, comia nos melhores restaurantes e consumia em famosas lojas de grife. A grana das farras provinha de contas secretas em bancos suíços. "Só em um restaurante, a conta chegou perto de R$ 9 mil. Em nove viagens ao exterior, a gastança chegou a R$ 880 mil", relembrou o programa deste domingo, que ainda enfatizou: "Segundo o Ministério Público, a rota do dinheiro começava por contratos superfaturados com a Petrobras. 

De fato, após cumprir a missão golpista orquestrada pela Globo, Eduardo Cunha virou bagaço! Resta saber se o lobista - que o próprio Fantástico menciona ter na sua folha de pagamento mais de 260 deputados - vai aceitar passivamente a degola e as traições. Ele conhece muitos podres, inclusive da famiglia Marinho e do Judas Michel Temer, que podem abalar a república das bananas dos golpistas!

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sexta-feira, 13 de maio de 2016

O surto dos jornalistas golpistas da Globo com o editorial do New York Times a favor de Dilma. Por Kiko Nogueira


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Um editorial do New York Times desta sexta feira 13 de maio defende a realização de novas eleições aqui e dá uma traulitada, mais uma de uma boa série, no golpe.
O título, em tradução livre, é “Tornando pior a crise política no Brasil”.
Dilma está pagando um preço “desproporcionalmente alto” por má conduta administrativa. Muitos de “seus mais ardentes detratores são acusados de crimes mais graves” e políticos “que orquestram sua deposição foram associados a um grande esquema de propina e outros escândalos”.
A liderança dela é considerada “péssima” e “abaixo do esperado”. Mas as pedaladas fiscais, usadas como base da acusação, foram “uma tática que outros líderes brasileiros utilizaram no passado sem sofrer grande escrutínio”.
A saída “é provável, já que 55 dos 81 senadores brasileiros votaram a favor de seu afastamento”. Com isso, ficará mais fácil retomar a política usual do pagamento de propinas.
Embora Dilma e seu partido tenham “se afundado nos últimos meses”, o PT ainda conta com “um apoio considerável, particularmente entre os milhões de brasileiros que saíram da pobreza nas últimas duas décadas”.
“Os senadores que saboreiam a saída de Dilma devem lembrar que a presidente foi eleita nas urnas duas vezes”, diz o texto.
É uma análise correta, sóbria e criteriosa do que é, ainda, o melhor jornal do mundo. Mas que despertou a ira de jornalistas da Globo e do Estadão. São os pitbulls da versão pseudo legalista, latindo a cada vez que a história que tentam emplacar é desmoralizada na Europa e nos EUA.
Golpistas não gostam de ser chamados de golpistas. Canalhas não gostam de ser chamados de canalhas. A falta de decoro e de noção desse pessoal chegou a um ponto em que resolveram dar aulas de jornalismo ao Times.
Jorge Pontual, correspondente da GloboNews que vem dando vexame há semanas (o último foi numa comparação muito doida de Dilma com Hitler que ele tentou, sem sucesso, corrigir), escreveu no Twitter que “New York Times defende Dilma em editorial”.
A colega Lúcia Guimarães foi para cima numa espécie de surto psicótico.
“É de enfurecer a repetição descerebrada de que a fraude fiscal equivale ao que FHC e Lula fizeram”, replicou. A ex-colega de Saia Justa Monica Waldvogel pontuou que “a conclusão é doidona” (?!?).
A certa altura, Lúcia resolveu iluminar o pessoal do NYT questionando em inglês o artigo. Se deu ao trabalho de colar um gráfico da Folha de S.Paulo. Obviamente, foi ignorada.
Lúcia vive em Nova York. É uma ex-produtora do Manhattan Connection que, após a morte de Paulo Francis, por uns tempos deu  pitacos no fim do programa. Escreve uma coluna que ninguém lê numa publicação cada vez menos lida, o Estadão.
Mora no Twitter, onde é como um pato velho se sacudindo no meio de um lago: só barulho. É fanática, autoritária e lelé a ponto de traduzir o discurso de posse de Michel Temer.
Mais do que isso, é um símbolo do partidarismo escrachado da mídia brasileira, que conta com gente como ela para tentar dar um verniz institucional e democrático a um governo vagabundo e sem voto.
A narrativa do golpe está consolidada. Se você não é cínico, estúpido, maluco ou de má fé, não consegue achar normal um sujeito como Cunha presidindo um processo de impedimento e um Michel Temer no poder. Tentar vender outro peixe malcheiroso tem gerado esses momentos de pagação de mico.
Agora, é o tal negócio. O pessoal deve olhar para o João Roberto Marinho respondendo matéria do Guardian na caixa de comentários e pensar: bom, já que o patrão faz essa zona e mente aí numa boa, por que não eu, é ou não é?

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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.