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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

UOL: Cartel do asfalto fraudou licitações de R$ 1 bilhão no governo Bolsonaro, aponta TCU

 

Do UOL:

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União revela indícios de um cartel de empresas de pavimentação em licitações na estatal Codevasf que somam mais de 1 bilhão de reais. O levantamento afirma que a construtora Engefort é a principal beneficiada do suposto esquema



sábado, 8 de outubro de 2022

Josias, no UOL: Bolsonaro está enterrado em caso do MEC e seus pastores até último fio de cabelo; cara dele está ardendo

 


Do UOL:

Em decisão enviada na terça-feira para a Polícia Federal, a ministra Cármen Lúcia, do STF, afirmou que as provas no processo que investiga a corrupção no MEC durante a gestão do pastor Milton Ribeiro indicam "possibilidade real e concreta" de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro.



quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Do UOL: Ana Cristina Valle é peça-chave na vida de Bolsonaro e para a CPI, afirma Juliana Dal Piva

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, a colunista Juliana Dal Piva fala sobre a convocação para que Ana Cristina Valle, também conhecida como Cristina Bolsonaro e ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, preste depoimento à CPI. Ela relembra o histórico das rachadinhas, as suspeitas com Marconny Faria e analisa o cenário político



segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Outra vacina (70% mais cara... mas não, não é a Covaxin), outro esquema e o mesmo suspeito líder do governo... Vídeo do Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Uma empresa aberta em janeiro, com capital social de R$ 1.100.000, estava prestes a firmar um contrato de R$ 5 bilhões com o Governo Federal. A mesma empresa é acusada de aplicar um golpe no Distrito Federal e pertence a pessoas próximas ao líder do governo, Ricardo Barros.



segunda-feira, 19 de julho de 2021

CPI da Covid investiga suspeita de mensalão de propinas no Ministério da Saúde, envolvendo líder do governo

 

Nova linha de investigação da CPI da Covid serão os pagamentos de propinas no Ministério da Saúde de até R$ 296 mil mensais

Ricardo Barros

Ricardo Barros (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

247 - A denúncia de pagamentos irregulares mensais de até R$ 296 mil a políticos e servidores ligados ao Ministério da Saúde será o foco de uma nova linha de investigação da CPI da Covid.

O suposto mensalão da propina, denunciado por uma ex-servidora da pasta, foi discutido em uma reunião de senadores independentes e da oposição feita em 6 de julho,  na casa de Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão.

Um dos beneficiados seria o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro e atual líder do governo na Câmara. 

De acordo com a denúncia, o suposto esquema de repasses de valores começou em 2018, durante a gestão de Barros no Ministério da Saúde, informaram ao UOL senadores da comissão.

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domingo, 18 de julho de 2021

El País sobre descobertas da CPI da Covid Pandemia: Coleção de coronéis e reverendo protagonizaram negociação de vacina que não existia com Ministério da Saúde

 

Representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho diz na CPI da Pandemia que foi procurado insistentemente pela pasta para negociar imunizantes e desvela uma rede de mediadores em um negócio bilionário de fármacos que ninguém tinha para entregar

El País:

Reportagem de Beatriz Jucá, Marina Rossi e Carla Jiménez

Cristiano Carvalho, representante da Davati Medical Supply no Brasil, durante depoimento à CPI da Pandemia.ADRIANO MACHADO / REUTERS

Vários coronéis, um reverendo e uma entidade com forte presença militar acusada são citados na teia de negociação de vacinas contra a covid-19 supostamente superfaturadas e que sequer existiam. Este é o roteiro inusitado que desponta do depoimento do representante da empresa americana Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho, à CPI da Pandemia nesta quinta-feira (15). Ele contou aos senadores que não procurou o Ministério da Saúde para negociar imunizantes, mas foi inusualmente procurado pelo órgão, quando passou a dar atenção ao assunto. Revelou ainda que grande parte da cadeia de comando da pasta ―incluindo vários militares de dois grupos distintos― participou das conversas que visavam a aquisição de 400 milhões de doses da AstraZeneca e que depois foram levadas ao centro de denúncias de corrupção. O depoimento do Carvalho empurra ainda mais os holofotes para a participação de militares nas negociações de vacinas com suspeitas de irregularidades.

Carvalho desvelou no seu depoimento uma rede de mediadores em um negócio bilionário de venda de imunizantes que ninguém tinha para entregar. A AstraZeneca sustenta não ter intermediários no país e, nesta semana, a Davati admitiu que não tinha doses à mão, conforme disse o dono e presidente da empresa, Herman Cardenas, à Folha de S. Paulo. Segundo ele, o que havia era uma promessa de alocação das vacinas feita pela companhia de um médico americano junto à AstraZeneca. Cardenas, porém, não deu nomes alegando sigilo contratual.

No depoimento, Carvalho disse não ter participado do jantar em um shopping de Brasília no qual supostamente o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, teria pedido propina de um dólar por dose ao policial militar e vendedor da Davati, Luiz Paulo Dominguetti. Mas confirmou ter sido avisado sobre um pedido de “comissionamento extra” ―ou seja, propina― pelo grupo do ex-servidor e militar reformado, coronel Marcelo Blanco, que assessorava Roberto Dias no Ministério da Saúde. O ex-diretor do departamento de Logística nega as acusações. Aos senadores, Carvalho disse que não foi informado sobre valores e que não foram feitos pedidos de propina diretamente a ele. Afirmou ainda que Blanco, ex-servidor da Saúde, que abriu uma empresa de insumos hospitalares e que teria lhe dito que agora estava negociando vacinas com a pasta, parecia atuar ainda como auxiliar de Roberto Dias mesmo já tendo sido exonerado.

Novos militares e entidade na negociação

Carvalho adicionou novos personagens na trama e deu força à tese da existência de dois grupos em disputa dentro do Ministério da Saúde que atuavam na negociação de vacinas: um ligado ao coronel Marcelo Blanco e a Roberto Dias, e outro ligado ao coronel Élcio Franco, na época secretário-executivo do Ministério da Saúde, cargo abaixo apenas do de ministro. Ambos os grupos teriam uma forte presença de militares. O representante da Davati contou que foi pela primeira vez ao ministério em 12 de março deste ano, levado pelo coronel Helcio Bruno Almeida, presidente do Instituto Força Brasil (IFB). A entidade, segundo ele, era o braço utilizado pela ONG Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), do reverendo Amilton Gomes, para chegar ao alto escalão da Saúde. A Senah teria tido o aval do Governo para negociar as 400 milhões de doses com a Davati e Carvalho apontou que caberia a ela também dar a segurança jurídica ao processo de venda dos imunizantes, já que a empresa americana Davati sequer tem CNPJ no Brasil.

Carvalho ainda diz que foi o Instituto Força Brasil que fez a ponte entre o representante da Davati e o coronel Elcio Franco, então número 2 do Ministério da Saúde. O IFB se apresenta como um instituto sem fins lucrativos, que trabalha dentro dos valores conservadores e cristãos, tanto pela bandeira pró-armas como pela defesa da vida e da família. O vice-presidente da instituição é o empresário Otávio Fakhoury. Mas, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a instituição patrocina um conjunto de contas em redes sociais investigadas no inquérito das fake news. Uma delas seria a página Crítica Nacional, que de acordo com Randolfe, propagou notícias falsas sobre o uso de máscaras e a vacinação, especialmente contra a Pfizer.

O IFB, por sua vez, diz que tem civis e militares em seus quadros e que atua de forma transparente e em defesa à vida, inclusive com ações de Saúde. Também nega ter parceria com a Davati. De acordo com Igor Vasconcelos, diretor jurídico do Instituto Força Brasil, eles foram procurados pelo reverendo Amilton para ver os caminhos que ajudassem a chegar ao Ministério da Saúde com a proposta da vacinas da Davati. “Tudo que for a respeito da defesa da vida a gente tenta ajudar”, disse Vasconcelos à reportagem. Segundo ele, o presidente do IFB, o coronel Hélcio Bruno, jamais havia tido contato com o coronel Élcio Franco antes. “Fizemos a reunião, que foi rápida. Esperamos bastante para sermos atendidos. Existe ata da reunião, inclusive”, diz ele, lembrando que o IFB não debate preços.

O foco do grupo, contudo, era a possibilidade “de que o mercado brasileiro fosse atendido por uma expressiva quantidade de vacinas, em curto prazo, e que este número seria suficiente para alcançar, inclusive o setor privado (objeto da audiência), aliviando a forte demanda do produto”, disse a empresa em nota distribuída à imprensa. “Tratamos assuntos relacionados à vacinação com a secretaria-executiva, principalmente no sentido de aperfeiçoar a legislação que facilitava a vacinação por empresas privadas, com vistas a acelerar a imunização da classe trabalhadora e liberá-las à produção”, segue a nota, assinada pelo coronel Helcio Bruno. Embora o IFB se diga apolítico, em seus vídeos há várias referências positivas ao presidente Jair Bolsonaro e críticas a movimentos ligados à esquerda.

Coleção de coronéis

Na reunião de 12 de março no Ministério da Saúde, Carvalho disse que estiveram reunidos o reverendo Amilton Gomes, o policial militar Luiz Paulo Domingetti, o ex-secretário-executivo da pasta, Elcio Franco, e os coronéis Boechat, Marcelo Pires e Helcio Bruno. Ele conta que se surpreendeu ao perceber que o coronel Elcio Franco não tinha conhecimento de que as negociações das vacinas já estavam em curso com Roberto Dias antes daquele encontro, mas negou que tenha sido feito qualquer pedido de propina naquele momento. “Dentro dessas tratativas e conversas dentro do Ministério da Saúde, não houve nada que desabonasse nenhum desses coronéis servidores públicos que estavam na reunião”, declarou. Em outro momento da sessão, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) ironizou o surgimento de tantos nomes de militares na CPI: “Boechat, coronel Guerra, coronel Blanco, Élcio Franco, agora Helcio Bruno… há uma associação de vários coronéis em torno dessa operação tabajara”.

Cristiano Carvalho fez questão de minimizar seu papel dentro da Davati. Disse que não é um CEO como afirmou Dominghetti em seu depoimento à CPI e que não tem vínculo contratual com a empresa. Segundo ele, o que há é uma carta de representação no país que o colocaria na condição de um vendedor. Também afirmou nunca ter ofertado quantidades ou preços de vacinas ao Ministério da Saúde e defendeu que sua atuação visava a aproximação da americana Davati com o ministério. Caberia à empresa americana tratar com a pasta. O presidente da Davati nos Estados Unidos, Herman Cardenas, disse em entrevista à Folha de S. Paulo que a intenção da empresa nunca foi vender vacina, mas de facilitar o negócio. Ao Estadão, Cardenas havia dito que Domingueti não é representante ou funcionário da companhia e que teria sido incluído nas negociações “a pedido” em comunicações com o Governo brasileiro.

Carvalho diz que não procurou o ministério para negociar vacinas

No depoimento aos senadores, Carvalho afirma que foi Dominguetti que levou a ele a demanda por vacinas contra a covid-19 do Ministério da Saúde. Ele diz que sequer acreditava que a negociação prosperaria até começar a receber uma série de ligações e mensagens de altos cargos da pasta, quando passou a dar atenção ao assunto. Carvalho diz que Dominguetti se apresentou a ele em fevereiro deste ano, quando afirmou que já tinha uma parceria com a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), presidida pelo reverendo Amilton Gomes de Paula. Ambos procuravam um fornecedor no exterior para atender a demanda. “Ele [Dominguetti] se empenhou muito na venda das vacinas, fez um trabalho grande com o Senah”, afirma Carvalho, que diz ter sido apresentado a ele por um representante de vendas autônomo da Davati chamado Rafael Alves,.

O reverendo Amilton tem sido apontado como intermediário na negociação de vacinas com prefeituras e também como responsável por levar Dominguetti ao alto escalão da pasta. Cristiano Carvalho disse que a Davati entrou em negociação ao menos com o Governo de Minas Gerais (além do Ministério da Saúde) e que teria sido por meio do reverendo Amilton que muitas prefeituras começaram a procurar a empresa americana em busca de vacinas. Carvalho afirmou ainda que Lauricio Monteiro Cruz, ex-diretor de imunização do Ministério da Saúde, teria enviado uma carta pedindo que a Senah, do reverendo Amilton, fosse a intermediadora das negociações da vacina. Cruz foi exonerado da Saúde no último dia 8 de julho.

Municiado de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para resguardar seu direito de não se autoincriminar, Carvalho respondeu à maioria das perguntas feitas pelos senadores. O representante da Davati protagonizou a última sessão da CPI antes do recesso parlamentar, que vai até 3 de agosto. Na volta aos trabalho, o reverendo Amilton deve prestar o depoimento.

sexta-feira, 6 de março de 2020

MEC contaminado por Weintraub e Bolsonaro contrata empresa mesmo sabendo que é acusada de corrupção




A Brink Mobil foi denunciada ao Cade por formação de cartel para fraudar licitações, em 2018


Foto: Agência Brasil
Jornal GGN O Ministério da Educação (MEC) contratou empresa que fornece kit escolar, mesmo sabendo que ela é investigada por corrupção junto ao Cade. A informação é do Estadão desta sexta (6).
Segundo a reportagem, a Brink Mobil foi denunciada ao Cade por formação de cartel para fraudar licitações, em 2018. De acordo com a Polícia Federal, ela participou de esquema que desviou 134 milhões de reais da educação na Paraíba.
O responsável por assinar o contrato com a Brink na gestão Weintraub – o então presidente do FNDE, Rodrigo Sérgio Dias – procurou o Cade para saber se haveria impedimento em contratar a empresa. “Em resposta, o conselho disse não ter competência para informar sobre eventuais restrições, mas deu detalhes do processo em curso no órgão.”
Ainda de acordo com a matéria, o contrato com a Brink Mobil pode chegar a R$ 406 milhões, e foi assinado em novembro de 2019, quando a Operação Calvário, da PF, já estava em curso.

Weintraub assume compras de prefeituras como sendo do governo federal

Conforme apurado pela Folha, os kits não foram adquiridos pelo MEC e sim pela prefeitura de Fortaleza, que investiu R$ 12,7 milhões em materiais.

Jornal GGN – Abraham Weintraub, ministro da Educação, foi às redes sociais celebrar compras de artigos escolares como sendo uma ação do governo federal. Mas o que fez foi divulgar compras realizadas por prefeituras e governos estaduais como sendo federais.
A mensagem de Weintraub mostrou que prefeitura de Fortaleza colocara adesivos com a marca do município em kits escolares, criticando a ação e dizendo que eram compras do governo federal.
“Será possível que o prefeito de Fortaleza faria isso? É verdade que ele é do partido do Ciro [Gomes], PDT?”, escreveu Weintraub. Na publicação no Twitter, o presidente Bolsonaro também comentou: “Inacreditável”.
O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, é do partido de Ciro Gomes.
Conforme apurado pela Folha, os kits não foram adquiridos pelo MEC e sim pela prefeitura de Fortaleza, que investiu R$ 12,7 milhões em materiais. Os extratos foram passados à Folha. Esses kits, e outros artigos, são comprados pelas redes de ensino por meio de uma ata de registro organizada pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento à Educação), ligado ao MEC.
O FNDE é utilizado pelos governos locais e o procedimento de licitação em escala é comum na relação do MEC com prefeituras e governos.
Mas Weintraub insiste que as compras são realizações do governo.
A Folha questionou o FNDE que confirmou que o governo não investiu recursos na compra de materiais. “Quem adquire diretamente os kits são os entes federativos, restando ao FNDE o papel de órgão gerenciador”, informou o FNDE em nota enviada ao jornal.
E Weintraub continua com o desconhecimento da ferramenta, instando a população a pressionar prefeitos e deputados para que façam adesão às atas.
O deputado Idilvan Alencar, do PDT, ficou contrariado com o ministro, que nem se importa em verificar a veracidade do que fala e ‘mente para aparecer’. O deputado disse que Weintraub vive de fazer palhaçadas no lugar de trabalhar e resolver os problemas da educação.
Em nota, a Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza informou que o pagamento foi efetuado exclusivamente com recursos do Tesouro Municipal.