quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Ministros militares e oficiais das Forças Armadas receberam salários de até R$ 1 milhão no auge da pandemia

 

Somente o general Braga Netto, candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, recebeu R$ 926 mil entre março e junho de 2020, sendo R$ 120 mil a título de "férias"

www.brasil247.com - Bolsonaro participa das comemorações do Dia do Exército, em Brasília

Bolsonaro participa das comemorações do Dia do Exército, em Brasília (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Os militares em altos cargos do governo Jair Bolsonaro (PL) receberam vencimentos turbinados, que em alguns casos chegaram a R$ 1 milhão, no auge da pandemia de Covid-19. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, nomes como o do general Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, e do ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque figuram na lista dos oficiais que tiveram seus vencimentos turbinados.

O deputado Elias Vaz (PSB-GO), disse que pedirá explicações ao Ministério da Defesa sobre os “supersalários” pagos aos militares e pensionistas. O Exército alega que os pagamentos são legais, enquanto a Marinha e Aeronáutica não se pronunciaram sobre os valores pagos. 

A reportagem aponta que Braga Netto recebeu R$ 926 mil entre março e junho de 2020, quando a pandemia avançava pelo país, sendo R$ 120 mil a título de férias. O militar recebe R$ 31 mil na forma de salário bruto como como general da reserva do Exército. O almirante de esquadra reformado da Marinha Bento Albuquerque registrou vencimentos brutos de R$ 1 milhão nos meses de maio e junho do mesmo ano, ante um vencimento normal de R$ 35 mil. 

O general reformado Luiz Eduardo Ramos, por sua vez, recebeu R$ 731,9 mil entre julho e setembro de 2020. Sem o incremento, o salário normal de Albuquerque e de Ramos é da ordem de R$ 35 mil. Além deles outros militares também tiveram seus salários engordados no período. 

“O tenente-brigadeiro da reserva Juniti Saito, ex-comandante da Aeronáutica, recebeu um montante bruto de R$ 1,4 milhão, em abril de 2020, enquanto o salário habitual é de R$ 35 mil. A Marinha contesta o valor divulgado pelo próprio governo e diz que o correto é R$ 717 mil”, destaca o periódico.

Os altos valores pagos aos militares e pensionistas das Forças Armadas estão ligados ao primeiro ano do mandato de Jair Bolsonaro: 2019. Na época, o governo mudou as regras para a aposentadoria permitindo, entre outros pontos, que o benefício pago saltasse de quatro para oito vezes o valor do soldo. “O gasto com os salários aumentou de R$ 75 bilhões em 2019 para R$ 86 bilhões”, ressalta a reportagem. 

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'É a preparação da resistência contra um golpe. Bolsonaro é um delinquente', diz orador de ato pela democracia desta quinta-feira, 11 de agosto de 2022


 Neste 11 de agosto acontecem atos por todo o país para dar um basta às ameaças golpistas de Jair Bolsonaro. "Ele tem que parar de afrontar a democracia", diz José Carlos Dias

www.brasil247.com - José Carlos Dias

José Carlos Dias (Foto: Reprodução/Youtube | Faculdade de Direito da USP

247O advogado e ex-ministro José Carlos Dias será o responsável por ler nesta quinta-feira (11), no Largo São Francisco, em São Paulo, a "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito", que conta com quase 1 milhão de signatários.

Carlos Dias formou-se em Direito na véspera do golpe militar de 1964. Foi preso três vezes pelo regime repressivo e defendeu mais de 500 perseguidos políticos. "Quando me vejo com 83 anos precisando lutar, digo: ‘É fogo’. Mas é um compromisso que tenho. Enquanto eu estiver vivo, vou defender os direitos humanos e a democracia", diz ele à Folha de S. Paulo.

O ex-ministro afirma que os atos de todo o país neste dia são a preparação da resistência contra um eventual golpe de Jair Bolsonaro (PL), que ensaia não respeitar o resultado das urnas eletrônicas neste ano. "Essa manifestação de agora, com esses dois documentos, é a preparação para uma resistência. A nossa esperança é acordá-lo para o seu compromisso de respeitar a democracia. Ele tem que parar de afrontar a democracia".

Ele ainda alerta para o que Bolsonaro poderá tramar com o objetivo de atrapalhar os atos. "Alguma coisa se prepara. Tenho muito medo dos agentes provocadores. [Durante a ditadura], havia pessoas infiltradas em muitas manifestações, passeatas. Tenho receio disso".

Carlos Dias declara voto no ex-presidente Lula (PT) para derrotar o bolsonarismo. "Eu, por exemplo, não sou PT. Até me dou bem com o Lula, tivemos contatos, fomos presos juntos [em 1980, durante a ditadura]. Vou votar nele porque ele representa a oposição. Se quem disputasse com o Bolsonaro fosse outra pessoa, eu votaria nessa outra pessoa".

Para o ex-ministro, a "sociedade está se organizando para dar um basta" a Bolsonaro. "Esse presidente é um delinquente. Digo isso com todas as letras. O que esse homem já praticou de crimes é uma coisa extraordinária. Principalmente crimes de responsabilidade. (...) E é por isso que esse homem... Psicopata, não sei, mas ele não é normal, ele não aceita nem o conselho de seus amigos. Ele nos chama de cara de pau, sem caráter... O que faz contra o Poder Judiciário, os insultos dirigidos aos ministros do STF [Supremo Tribunal Federal], do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]".

Dias também reage à tentativa de Bolsonaro de minimizar a importância da carta deste 11 de agosto. "É ele quem desmerece a democracia. Se estivesse lá um presidente equilibrado, fazendo uma campanha normal, isso não se justificaria. Mas esse homem não trabalha. Ele está fazendo campanha o tempo todo. Essas cartas são de defesa da democracia. E, para defendê-la, tem que denunciar as coisas que ele [Bolsonaro] faz".

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Reinaldo Azevedo: O dia 11 de Agosto de 2022 já nasce histórico

 

Da BandNews FM:




Mônica Bergamo: “Imprensa estrangeira surpreende em manifesto pela democracia” e contra o golpismo Bolsonarista e do partido militar que o apoia

 

Da BandNews FM:




Corrupção Bolsonarista, capítulos 1 e 2. Das Rachadinhas ao assalto ao Estado, multiplicando os bens da família, a morte, os ataques à democracia e a fome. Por Conrado Hübner

 

Do Canal de Bob Fernandes:

    Vídeo do Capítulo 1: Das Rachadinhas ao assalto ao Estado

    
    Vídeo do Capítulo 2

multiplicar os bens da família, morte, atacar democracia, espalhar a fome







ICL Notícias - Atos em defesa da Democracia e pelo Estado de Direito miram golpismo de Bolsonaro e do partido militar que o pôs no poder

 

Do ICL:




terça-feira, 9 de agosto de 2022

Reinaldo Azevedo: Incentivo ao armentismo e ao crescimento de CACs com aumento de mortes por armas de fogo, um crime de lesa pátria sob o nariz das Forças Armadas que estão preocupados em perseguir urnas eleitorais

 

Da BandNews FM:




New York Times diz que Bolsonaro tem apoio dos militares para contestar as eleições e tentar um golpe de estado fascista no Brasil

 Reportagem assinada por Jack Nicas, chefe do escritório do jornal The New Yor Times no Brasil, aponta que o risco é real e não pode ser subestimado

www.brasil247.com - Bolsonaro-militares-STF-Lula

Bolsonaro-militares-STF-Lula (Foto: ABr | Ricardo Stuckert)

Jair Bolsonaro tem apoio militar para promover um golpe de estado no Brasil. A tese é defendida pelo jornal estadunidense The New York Times, em reportagem especial assinada por Jack Nicas, chefe do escritório no Brasil. "O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, está há meses atrás de forma consistente nas pesquisas antes da crucial corrida presidencial do país. E por meses, ele questionou consistentemente seus sistemas de votação, alertando que, se perder a eleição de outubro, provavelmente será graças a um voto roubado. Essas alegações foram amplamente consideradas como conversa. Mas agora, Bolsonaro alistou um novo aliado em sua luta contra o processo eleitoral: os militares do país", escreve o correspondente.

"Os líderes das Forças Armadas do Brasil de repente começaram a levantar dúvidas semelhantes sobre a integridade das eleições, apesar de poucas evidências de fraudes anteriores, aumentando as já altas tensões sobre a estabilidade da maior democracia da América Latina e sacudindo uma nação que sofria sob uma ditadura militar de 1964 a 1985", prossegue o jornalista, lembrando que Bolsonaro sugeriu que os militares devem realizar sua própria contagem paralela.

Nicas cita a opinião de Almir Garnier Santos, comandante da Marinha. “O presidente da república é meu chefe, é meu comandante, tem o direito de dizer o que quiser”, disse Garnier Santos. “Quanto mais auditoria, melhor para o Brasil”, acrescenta o militar.

Em sua reportagem, ele também aponta diferenças entre os Estados Unidos, sob Donald Trump, e o Brasil, sob Bolsonaro. "O tumulto do ano passado no Capitólio dos EUA mostrou que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas, mesmo em democracias maduras. No Brasil, onde as instituições democráticas são muito mais jovens, o envolvimento dos militares na eleição está aumentando os temores", escreve.

O correspondente internacional também levantou a seguinte questão para acadêmicos: se Bolsonaro contestasse a eleição, como os 340.000 membros das forças armadas reagiriam? “Nos EUA, os militares e a polícia respeitaram a lei, defenderam a Constituição”, disse Mauricio Santoro, professor de relações internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Não tenho certeza se a mesma coisa vai acontecer aqui.”

A reportagem também traz declarações ambíguas de Sérgio Etchegoyen, general aposentado do Exército próximo aos atuais líderes militares. “Podemos pensar que é ruim que o presidente questione as cédulas”, disse ele. “Mas é muito pior se a cada cinco minutos acharmos que a democracia está em risco.”

Segundo a reportagem, algumas autoridades americanas estão mais preocupadas com os cerca de meio milhão de policiais em todo o Brasil porque geralmente são menos profissionais e apoiam mais Bolsonaro do que os militares, de acordo com um funcionário do Departamento de Estado que falou sob condição de anonimato para discutir conversas privadas.

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Charge de Amarildo sobre as mentiras (e parcas verdades) de Bolsonaro

 




DataPovo explode contra Bolsonaro em pleno domingo, do Estádio de Futubel e torcida do Palmeiras ao restaurante na capital paulista, enquanto no resto do Brasil o povo se manifesta em apoio a Lula

 

Cortes 247:

"DataPovo" explodiu nas redes sociais em pleno domingo, após Bolsonaro ser muito hostilizado pela torcida do Palmeiras no estádio do time e também em churrascaria da capital paulista. Confira.



New York Times: Bolsonaro está com medo de ser preso, e tem motivos (e atos) de sobra para estar

 Segundo a colunista Vanessa Barbara, Bolsonaro "está prestes a perder" a eleição e teme ser preso após a derrota: "escândalos de corrupção definiram seu mandato"


www.brasil247.com - Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: Reuters/Adriano Machado | Reprodução)

247Jair Bolsonaro (PL) está com medo de ser preso em caso de derrota na eleição, e tem motivos para estar, diz texto de Vanessa Barbara publicado no The New York Times nesta segunda-feira (8). 

A publicação cita o caso da ex-presidente golpista da Bolívia Jeanine Áñez, presa por atos antidemocráticos e por conspirar por um golpe em seu país. "O destino de Jeanine Áñez paira no ar".

>>> Bolsonaro volta a dizer que tem medo da cadeia em encontro com empresários da fé

Barbara destaca que Bolsonaro tem demonstrado preocupação com uma possível prisão após o pleito de outubro, que "ele está prestes a perder". "Esse medo explica suas tentativas enérgicas de desacreditar a eleição antes que ela aconteça – como, por exemplo, reunir dezenas de diplomatas estrangeiros para fulminar o sistema de votação eletrônica do país. (...) A verdade é que Bolsonaro tem motivos de sobra para temer a prisão".


Acusações na Justiça não faltam para que Bolsonaro possa ser condenado, diz a colunista. "Está ficando difícil acompanhar todas as acusações contra o presidente e seu governo".

Bolsonaro é acusado de estar ligado a uma "milícia digital" e de propagar desinformação de maneira deliberada, por exemplo. Mas "as irregularidades de Bolsonaro dificilmente se limitam ao mundo digital. Escândalos de corrupção definiram seu mandato, e a podridão começa em casa", cita a colunista, destacando as acusações de rachadinha contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos). "Acusações semelhantes, relativas ao seu período como legislador, foram dirigidas ao próprio presidente. Em março, ele foi acusado de improbidade administrativa por manter um funcionário fantasma como seu assessor parlamentar por 15 anos", lembra.

Há ainda o escândalo de corrupção no MEC e a responsabilidade direta de Bolsonaro por muitas das quase 700 mil mortes por Covid-19 no país.

Bolsonaro responde às acusações impondo sigilos de 100 anos ou tentando obstruir as investigações, destaca o texto. "Para exercer esse poder, porém, ele precisa manter seu emprego. Com isso em mente, Bolsonaro vem distribuindo altos cargos no governo e usando um pote de fundos, chamado de 'orçamento secreto' por sua falta de transparência, para garantir o apoio de legisladores centristas".

Além disso, Bolsonaro conseguiu por meio do Congresso aprovar a distribuição de R$ 41 milhões em benefícios sociais às vésperas da eleição. "Se vai ajudar a causa do presidente, quem sabe. Mas o sinal que envia é inconfundível: Bolsonaro está desesperado para evitar a derrota. E ele tem toda a razão de ser".

Vídeo resumo sobre o descaso e crimes de Jair Bolsonaro na Pandemia e mortes na covid: "Não esqueceremos"

 Do Canal 247:

Quase 700 mil brasileiros não sobreviveram à covid, número que poderia ser bem menor se o governo não tivesse, durante todo o tempo, boicotado as medidas preventivas e acelerado a vacinação. Confira o vídeo.



Economista Paulo Nogueira Batista Jr.: "só uma classe média muito despreparada e uma mídia venal para ter tido um 'heroi' como Moro"

 

Do Canal 247:

Paulo Nogueira Batista Jr. é economista. Foi vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS e diretor executivo no FMI pelo Brasil.




Após caos bolsonarista, brasileiros não confiam mais nos militares

 É o que aponta pesquisa Ipsos, divulgada pela colunista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, que revela que apenas 30% da população brasileira tem confiança nas Forças Armadas.

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(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 – O desastre bolsonarista contaminou a imagem das Forças Armadas no Brasil. É o que aponta pesquisa Ipsos, divulgada pela colunista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. "Os brasileiros estão entre os que menos confiam em suas Forças Armadas quando comparados com habitantes de outros países. A revelação é de uma pesquisa do Instituto Ipsos realizada em 28 países entre maio e junho. De acordo com a sondagem, apenas 30% dos brasileiros acreditam nos militares. O índice é igual ao atingido entre os poloneses. E só não é mais baixo do que os verificados entre os colombianos (29%), os sul-africanos (28%) e os sul-coreanos (25%)", escreve a colunista.

"A taxa brasileira ficou 11 pontos percentuais abaixo da média global, de 41%. O sentimento de credibilidade também caiu em relação ao ano passado, quando 35% dos brasileiros diziam confiar nos militares", acrescenta a jornalista. "No outro extremo, 64% dos brasileiros que responderam à pesquisa apontaram os professores como o grupo mais confiável. Depois aparecem os cientistas (61%) e os médicos (59%). O levantamento, online, consultou 21 mil adultos ao redor do mundo entre 27 de maio e 10 de junho, dos quais mil nasceram e moram do Brasil", aponta.

Atuação eleitoral virou mico para as Forças Armadas. Artigo de Helena Chagas (do Jornalistas pela Democracia e 247)

 

A "apuração paralela" das eleições pelas Forças Armadas poderá, segundo Helena Chagas, acabar com "os militares ridicularizados perante a nação"

www.brasil247.com - Fachada do TSE, exército e urna eletrônica

Fachada do TSE, exército e urna eletrônica (Foto: Roque de Sá/Agência Senado | Valter Campanato/Agência Brasil | Fernando Frazão/Agência Brasil)

Por Helena Chagas

Nossas Forças Armadas – digo “nossas” porque são instituições de Estado, a serviço da nação, e não de governantes temporários – não merecem o acelerado desgaste de imagem pelo qual estão passando. Representantes do Ministério da Defesa passaram a semana passada dentro do TSE catando imperfeições no sistema eletrônico de voto. Tudo indica que não acharam nada, só o vexame de ter seu indicado para o serviço, coronel Ricardo Santana, descredenciado pelo TSE. É, reconhecidamente, um propagador de fake news sobre as urnas nas redes.

O ofício do TSE à Defesa é assinado por dois presidentes do TSE - o que sai, Edson Fachin, e o que entra, Alexandre Moraes.E evidentemente está criada mais uma crise entre militares e Justiça eleitoral. Não será a última, mas certamente deixará a opinião pública ao lado do TSE.  

Mais um vexame para as Forças Armadas, que podem chegar a 2023 com sua reputação no fundo do poço - e não só por isso. A intenção do Ministério da Defesa de fazer a vontade do presidente da República com uma “apuração paralela” dos votos no dia 2 de outubro pode virar um grande mico para os militares.

Além do risco de se imiscuir num tema que não faz parte de suas prerrogativas constitucionais, os militares correm o risco de acabar ridicularizados perante a nação. A contagem paralela de votos pode, sim, ser feita - e partidos políticos e outras entidades até já costumam fazer isso para checar resultados pontuais aqui e ali.

Isso é possível via boletins de urna, cada um referente a uma dessas unidades, emitidos logo após o encerramento da votação, em cada seção eleitoral do país. O problema é que, nas eleições de outubro, serão utilizadas 577 mil urnas, espalhadas nos mais de cinco mil municípios.

Este ano, esses boletins, que costumam ser afixados em papel na entrada de cada seção, estarão disponíveis para consulta na internet, o que até facilita as coisas. Mas será preciso acessar cada um e somar os votos - o que o TSE faz num supercomputador. É evidente que, sem expertise no ramo, os militares vão demorar mais para fazer essa totalização, mesmo que usem um software com programas de contagem rápida.

É grande, enorme, o risco de que a apuração paralela saia muitas horas depois da apuração oficial, talvez até no dia seguinte - e para dar o mesmo resultado que o país, espera-se, já estará comemorando.

É por isso que militares da ativa tentam hoje convencer o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, a desistir dessa empreitada, ou reduzi-la a uma pequena amostragem. A imagem das Forças Armadas está em jogo, e uma parte delas não está disposta a se jogar no fundo do poço com Jair Bolsonaro.

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O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch e como manipular politicamente as informações à favor dos interesses dos mais ricos. Artigo de Luis Nassif

 "No Brasil, o discurso do ódio, atendendo a interesses do submundo dos negócios e desmonte civilizatório, encontrou um dos seus ápices na campanha do desarmamento, com a capa da revista Veja contaminando irreversivelmente a democracia brasileira, abrindo um mercado que foi amplamente explorado pela Veja, Record, rádio Jovem Pan, e por nomes como Diogo Mainardi e Olavo de Carvalho, este último representante da ultradireita nas redes sociais." -



Artigo de Luis Nassif, publicado no Jornal GGN:

O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch

Inicialmente ligado ao marketing político e, posteriormente, à busca dos meios de comunicação para ganhar protagonismo político diante da crise econômica, a imprensa internacional descobriu o discurso de ódio, o movimento das Fake News e a disputa pelo controle das redes sociais na campanha de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos.

No Brasil, o discurso do ódio, atendendo a interesses do submundo dos negócios e desmonte civilizatório, encontrou um dos seus ápices na campanha do desarmamento, com a capa da revista Veja contaminando irreversivelmente a democracia brasileira, abrindo um mercado que foi amplamente explorado pela Veja, Record, rádio Jovem Pan, e por nomes como Diogo Mainardi e Olavo de Carvalho, este último representante da ultradireita nas redes sociais.

De lá para cá, uma sucessão de capas da revista Veja jogava o jornalismo brasileiro no ponto mais baixo da sua história, um período turbulento de disseminação do ódio, acentuado pelo Mensalão e pela Lava Jato. 

No artigo “O dia em que a mídia brasileira descobriu Murdoch”, publicado pela primeira vez no dia 16 de janeiro de 2015, detalha-se o antecessor desse fenômeno, quando o Partido Republicano dos EUA recorreu à Fox News, do australiano Rupert Murdoch, abrindo espaço para o chamado ativismo do liberalismo-progressista e a atuação de empresas de algoritmos como a Cambridge Analytica, que ajudou a eleger Donald Trump, e tornou-se peça-chave no avanço da ultradireita mundial. Confira:

Em meados dos anos 2000, subitamente o Olimpo da mídia passou a ser invadido por corpos estranhos, dinossauros de direita que se supunha extintos desde o final da Guerra Fria, com uma linguagem vociferante, bélica, atacando outros jornalistas, pessoas públicas, partidos políticos, com um grau de agressividade inédito. Inaugurava-se o que batizei, na época, de jornalismo de esgoto.

O grande movimento começou por volta de 2005, coincidindo com a montagem do cartel midiático liderado por Roberto Civita, o cappo da Editora Abril.

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Inspirada no australiano-americano Rupert Murdoch, a estratégia adotada consistia em juntar todos os grandes grupos de mídia em uma guerra visando ganhar influência para enfrentar os grupos que surgiam no bojo das novas tecnologias.

Desde seus primórdios, a indústria de comunicação de massa ganhou a capacidade de criar um universo virtual, com enorme influência sobre o universo real. Personalidades construídas pela mídia são agentes poderosos de influência em todos os campos. Ao contrário, as vítimas de ataques sofrem consequências terríveis em sua vida pessoal, profissional.

Nas democracias imperfeitas – como é o caso da brasileira -, com enorme concentração de poder, trata-se de um poder tão ilimitado que uma das “punições” mais graves impostas a recalcitrantes é a “lista negra”, a proibição da citação de seu nome em qualquer veículo. O sujeito “morre”, desaparece.

Em um modelo competitivo de mídia, essas idiossincrasias são superáveis, permitindo a diversificação de pensamento.

De fato, o fim da guerra fria – no caso brasileiro, o fim da ditadura e o pacto das diretas – produziu um universo relativamente diversificado de personalidades, entre jornalistas, intelectuais, empresários, artistas e celebridades em geral, bom para o pluralismo e para o jornalismo, ruim para as estratégias políticas da mídia.

Montado o pacto, o primeiro passo foi homogeneizar o universo midiático, acabando com o contraditório.

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Nos Estados Unidos, a estratégia de Rupert Murdoch foi criar um inimigo externo, que substituísse os antigos personagens da Guerra Fria. Os atentados às Torres Gemeas vieram a calhar. E calar eventuais vozes independentes, de jornalistas, com ataques desqualificadores, para impedir o exercício do contraponto.

A estratégia brasileira imitou esse modelo, criando fantasmas bolivarianos, ameaças ficcionais à democracia e ataques desqualificadores aos críticos.

O fuzilamento de recalcitrantes baseou-se em um modelo retratado no filme “The Crusader” que, no Brasil, recebeu o nome de “O Poder da Mídia” – dirigido por Bryan Goeres, tendo no elenco, entre outros, Andrew McCarthy e Michael York. É de 2004.

Narra a história de uma disputa no mercado de telecomunicações, no qual o dono da rede de televisão é cooptado por um dos lados. A estratégia consistiu em pegar um repórter medíocre e turbiná-lo com vários dossiês até transformá-lo em uma celebridade. Tornando-se celebridade, o novo poder era utilizado nas manobras do grupo.

Por aqui o modelo foi testado com um colunista de temas culturais, Diogo Mainardi. Sem conhecimentos maiores do mundo político e empresarial, foi alimentado com dossiês, liberdade para ofender, agredir e, adicionalmente, tornar-se protagonista nas disputas do banqueiro Daniel Dantas em torno das teles brasileiras.

Lançado seu livro, os jornais seguiram o script de “construir” uma reputação da noite para o dia e alça-lo à condição de celebridade. O ápice foi uma resenha do Estadão comparando-o a Carlos Lacerda e um perfil na Veja tratando-o como “o guru do Leblon”. Tornaram-se peças antológicas do ridículo desses tempos de trevas.

Foi usado e jogado fora, quando não mais necessário. Seus ataques a vários jornalistas serviram de álibi para as organizações fazerem o expurgo e montarem a grande noite de São Bartolomeu da mídia.

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A segunda parte do jogo foi a reconstrução do Olimpo midiático com uma nova fauna, que se dispusesse a preencher os requisitos exigidos, de total adesão à estratégia do cartel. Não bastava apenas a crítica contra o governo e o partido adversário. Tinha que se alinhar com o preconceito, a intolerância, expelir ódio por todos os poros, tratar cada pessoa que ousasse pensar diferente como inimigo a ser destruído.

Vários candidatos se apresentaram para atender à nova demanda. De repente, doces produtores musicais, esquecidos no mundo midiático, transformaram-se em colunistas políticos vociferantes e voltaram a ganhar os holofotes da mídia; intelectuais sem peso no seu meio tornaram-se fontes em permanente disponibilidade repetindo os mesmos mantras; humoristas ganharam programas especiais e roqueiros espaço em troca das catilinárias. Dessa fauna caricata se exigia a lealdade absoluta, a capacidade de exercitar a palavra “canalha” para se referir a adversários e nenhum pudor para repetir os mantras ideológicos das senhoras de Santana.

***

Mas a parte que interessa agora – para entender a ação que me move o diretor da Globo Ali Kamel – foi o papel desempenhado por diretores de redação com ambições intelectuais.

Com autorização para matar e para criar a nova elite de celebridades midiáticas, ambicionaram não apenas o poder midiático, mas julgaram que eles próprios poderiam cavalgar a onda e ocupar o posto de liderança da nova intelectualidade que a mídia pretendia forjar a golpes de machado. Eles construíam o novo Olimpo e se candidatavam ao posto de profetas, assumindo outro Olimpo – o do mundo intelectual – que estava a léguas de distância de sua capacidade.

Montaram um acordo com a editora Record e, de repente, todos se tornaram pensadores e escritores. Cada lançamento recebia cobertura intensiva de todos os veículos do cartel, páginas na Veja e na Época, resenhas na FolhaGlobo e Estadão, entrevistas na Globonews e no programa do .

Durante algum tempo, o mundo intelectual tupiniquim testemunhou um dos capítulos mais vexaminosos de auto-louvação, uma troca de elogios e de favores indecente, sem limite, que empurrou a grande mídia brasileira para o provincianismo mais rotundo.

Diretor da Veja, Mário Sabino lançou um romance que mereceu uma crítica louvaminhas na própria Veja, escrita por um seu subordinado e campanhas de outdoor em ônibus bancada pela própria Record – que disseminava a lenda de que o livro estaria sendo recebido de forma consagradora em vários países. O livro de Kamel foi saudado pela revista Época, do mesmo grupo Globo, como um dos dez mais importantes da década.

Coube à blogosfera desmascarar aquele ridículo atroz, denunciando a manipulação da lista dos livros mais vendidos de Veja, por Sabino, para que sua obra prima pudesse entrar. E revelando total ausência das supostas edições estrangeiras de Sabino na mais afamada e global livraria virtual, a Amazon.

Na ação que me moveu, um dos pontos realçados por Kamel foi o fato de ter colocado em meu blog um vídeo com a música “O cordão dos puxa sacos”, para mostrar o que pensava da lista dos livros mais relevantes da década da revista Época.

***

Graças à democratização trazida pelas redes sociais, os neo-intelectuais não resistiram à exposição de suas fraquezas. Voltaram para o limbo da subcultura midiática.

Kamel conformou-se com seu papel de todo-poderoso da Globo, mas com atuação restrita aos bastidores, onde seus subordinados são obrigados a aceitar seu brilho e acatar suas orientações; Sabino desistiu da carreira de candidato ao Nobel de literatura.

Derrotados no campo jornalístico, no mano-a-mano das disputas intelectuais, recorreram ao poder das suas empresas para tentar vencer no tapetão das ações judiciais, tanto Kamel quanto Sabino, Mainardi, Eurípides.

Ao esconder-se nas barras da saia das suas corporações, passaram a ideia clara sobre a dimensão dos homens públicos que eram, quando despidos das armaduras corporativas.

Leia mais em O CASO VEJA.

Essa publicação também faz parte da investigação do projeto Xadrez da ultradireita mundial à ameaça eleitoral, para o documentário sobre o avanço da ultradireita mundial e a ameaça às eleições. Apoie aqui!

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

O pacto de Bolsonaro com militares e a morte de Marielle. Artigo de Luis Nassif, no GGN

 O apoio da alta patente militar ao governo de Jair Bolsonaro passou por um pacto decisivo, entre 2018 e 2019, durante a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro e as apurações sobre o assassinato de Marielle Franco. Ao compreender o escudo militar ao governo da ultradireita, no caso do Brasil, faz-se necessário, antes, destrinchar as peças daquele fatídico episódio.

Por Luis Nassif




Essas peças foram abordadas pela primeira vez no “Xadrez do caso Marielle e da luta pelo poder com Bolsonaro“. Nesta segunda análise, o “Xadrez da hipótese mais provável da morte de Marielle” publicado em abril deste ano traz acréscimos com o cenário internacional, o contexto do Brasil e um maior detalhamento.

Peça 1 – o Google de Ronnie Lessa

Quando identificado como o executor de Marielle Franco, houve busca e apreensão na casa de Ronnie Lessa, vizinho de Jair Bolsonaro. Na primeira vistoria em seu notebook, os policiais chegaram ao mote do crime. Havia um histórico de pesquisas no Google buscando políticos que eram contra a intervenção militar no Rio de Janeiro. As buscas foram dar em vários mas, especialmente, em Marielle Franco, a maior crítica.

A chave do mistério estava aí.

A troco de quê milicianos se interessariam por política, a ponto de investigar políticos que eram contra a intervenção?

Peça 2 – o pacto Temer-Forças Armadas

Com a posse de Michel Temer, houve uma aproximação com os militares coordenada por Raul Jungman e Alexandre de Moraes.

Na época, houve um pacto com Forças Armadas, Supremo e tudo visando garantir eleições – com Lula preso. A maneira de introduzir as FFAAs no jogo político foi através da Operação Garantia de Lei e Ordem no Rio de Janeiro, com o comando sendo exercido  pelo general Braga Netto.

Não havia nenhuma justificativa para dois pontos centrais. Primeiro, o álibi da segurança nacional. Por mais que o Rio estivesse imerso em caos, nem de longe se poderia falar em ameaça à segurança nacional. Segundo, o fato do comando ter sido entregue a um general, afrontando a própria Constituição – que determinava claramente que o comando de qualquer GLO deveria ser civil.

Peça 3 – os que eram contra as eleições

Em setembro de 2017, o então presidente do Clube Militar, general da reserva Hamilton Mourão, mostrou-se contra as eleições e defendeu intervenção militar.

Em palestra na Loja Maçônica, Mourão ameaçou: “Ou as instituições solucionam o problema político”, retirando da vida pública políticos envolvidos em corrupção, ou então o Exército terá que impor isso”.

Disse mais: “Então no presente momento, o que que nós vislumbramos, os Poderes terão que buscar a solução. Se não conseguirem, né, chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição ela não será fácil, ele trará problemas, podem ter certeza disso aí”.

O então deputado Jair Bolsonaro foi mais enfático. Disse que o modelo de intervenção federal determinada por Michel Temer se presta a “servir esse bando de vagabundos” – ou seja, aos membros do governo. Disse que a decisão foi tomada “dentro de um gabinete” e não consultou as Forças Armadas. “Nosso lado não está satisfeito. Estamos aqui para servir à pátria, não para servir esse bando de vagabundos”

Disse mais: “É uma intervenção política que ele [Temer] está fazendo. Ele, agora, está sentado, tranquilo, deitado. Se der certo –vou torcer para que dê certo–, [mérito] dele. Se der errado, joga no colo das Forças Armadas”.

Ou seja, ambos eram vigorosamente contra a GLO, a intervenção no Rio de Janeiro, por entender que era uma maneira de cooptar as Forças Armadas para garantir o grupo de Temer, em eleições em Lula.

Peça 4 – o caso Riocentro

Conforme amplamente documentado, o caso Riocentro foi uma articulação de uma ultra-direita firmemente entronizada nas Forças Armadas. Há evidências de que o próprio presidente da República, general João Baptista Figueiredo, foi informado um mês e meio antes do evento.

A lógica era óbvia: um atentado terrorista, que seria atribuído à esquerda, e impediria o avanço da redemocratização. O crime foi abafado sucessivamente pelo Superior Tribunal de Justiça, numa sucessão em que a última medida de acobertamento partiu do MInistro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal de Justiça.

Tinha-se, então, um militar egresso dos porões da ditadura, Jair Bolsonaro, admirador de um grupo cujo modo de ação consistia em atentados visando comprometer a ordem democrática.

Àquela altura, Marielle Franco se tornara a maior crítica da intervenção. Sua morte comprometeria agudamente a intervenção militar – como de fato ocorreu. Nos meses seguintes, o interventor general Braga Netto foi desafiado a desvendar o crime. Chegou a anunciar, algumas vezes, que estaria próximo do desfecho.

No artigo Xadrez do caso Marielle e da luta pelo poder com Bolsonaro conto como Marielle tornou-se peça essencial no pacto selado entre Bolsonaro e o general Villas Boas, que resultou na ascensão de Braga Netto para Ministro-Chefe da Casa Civil de Bolsonaro.

Peça 5 – as peças se encaixando

Tem-se, então, as seguintes questões à procura de uma teoria do fato – isto é, uma narrativa que junte todas as peças.

  1. O assassino de Marielle pesquisando vereadores contrários à intervenção no Rio.
  2. O assassino morando vizinho do principal crítico da intervenção, o deputado Jair Bolsonaro. Aliás, saindo de lá para executar a vereadora.
  3. O fato de que a morte de Marielle colocaria em xeque a intervenção militar e os antecedentes do Riocentro – envolvendo os mesmos grupos militares aos quais se filiava Bolsonaro.
  4. As afirmações do então Ministro Raul Jungman, sobre forças influentes que impediam o avanço das investigações.
  5. O pacto entre o general Villas Boas e Bolsonaro, que resultou na ascensão de Braga Netto.

A teoria do fato mais lógica é a seguinte:

  1. Com a desmoralização da política, as Forças Armadas decidiria entrar no jogo.
  2. Havia dois caminhos. Do lado de Mourão e Bolsonaro, o golpe puro e simples. Do lado de Villas Boas, o avanço em etapas. Por isso, selou um acordo com Temer e o Supremo visando garantir as eleições de 2018 com Lula fora do jogo. O acordo foi sedimentado com a intervenção no Rio de Janeiro, comandada por um general ligado a Villas,
  3. Esse acordo foi interpretado como uma cooptação das FFAAs pelo governo Temer, suscitando enorme resistência de Mourão e Bolsonaro.
  4. Coincidência ou não, o atentado que vitimou Marielle tinha por objetivo central o comprometimento da intervenção.
  5. No meio do caminho, no entanto, Bolsonaro vai gradativamente se tornando uma alternativa viável para as eleições.
  6. É celebrado, então, o pacto entre os dois grupos, que torna Braga Netto MInistro-Chefe da Casa Civil.

Na sua despedida do cargo de comandante das Forças Armadas, Villas Boas dá a senha do pacto.

 “Dois mil e dezoito foi um ano rico em acontecimentos desafiadores para as instituições e até mesmo para a identidade nacional. Nele, três personalidades destacaram-se para que o “Rio da História” voltasse ao seu curso normal. O Brasil muito lhes deve. Refiro-me ao próprio presidente Bolsonaro, que fez com que se liberassem novas energias, um forte entusiasmo e um sentimento patriótico há muito tempo adormecido. Ao ministro Sergio Moro, protagonista da cruzada contra a corrupção, e ao general Braga Netto, pela forma exitosa com que conduziu a intervenção federal no Rio de Janeiro.”

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Essa reportagem faz parte da investigação do projeto Xadrez da ultradireita mundial à ameaça eleitoral, uma campanha do Catarse para produzir um documentário sobre o avanço da ultradireita mundial e a ameaça ao processo eleitoral. Colabore!