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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Cuidado Bolsonaro, o verdadeiro Führer, também conhecido como astrólogo e mentor da extrema direita no Brasil, está na Virgínia! Artigo de Rogério Maestri




  "A lógica da ascensão dos governos fascistas de raiz, o italiano e o alemão, sempre foi de montar milícias paramilitares. E quando os governos democráticos da época estavam fracos, mesmo com minoria parlamentar e com menos de 1/3 do apoio da população, assumiam o poder através de um estratagema parlamentar (legal): tomavam o poder para rapidamente colocar na ilegalidade todos os movimentos políticos que não fossem os vinculados ao poder dos partidos fascista e nazista."


Cuidado Bolsonaro, o verdadeiro Führer está na Virgínia!

por Rogério Maestri

A lógica da ascensão dos governos fascistas de raiz, o italiano e o alemão, sempre foi de montar milícias paramilitares. E quando os governos democráticos da época estavam fracos, mesmo com minoria parlamentar e com menos de 1/3 do apoio da população, assumiam o poder através de um estratagema parlamentar (legal): tomavam o poder para rapidamente colocar na ilegalidade todos os movimentos políticos que não fossem os vinculados ao poder dos partidos fascista e nazista.

Em todas as análises políticas da situação nos últimos quatro anos, sempre ressaltei que este tipo de tomada do poder passaria obrigatoriamente pela constituição de milícias e para que essas permitissem a chegada do poder de um regime de dominação integral, como o fascismo italiano e o nazismo alemão.

No caso brasileiro fica claro que o que chamamos de milícias são grupos criminosos que podem ter importância local, mas devido à origem dos mesmos, não há um comando central e disciplinado. Logo, é impróprio para dar golpes, pois não contam com o apoio da elite do poder que tem seus próprios esquemas de jagunços ou mesmo apoio de tropas militares ou de polícias militares.

Esta atipicidade da situação brasileira impede não só a formação progressiva de um estado classicamente totalitário de partido único, como falha em outros pontos quanto ao líder escolhido.

Muitos intelectuais de várias famílias, desde a esquerda até mesmo a direita, passam a vida a repetir que os governos fascistas são absurdos democráticos que contrariam o liberalismo econômico pregado pelos partidos que abertamente professam esta fé. Tanto Mussolini e, principalmente, Hitler, são tratados como monstros que simplesmente não são enquadrados como humanos e muito menos as capacidades intelectuais dos mesmos foi e ainda é subestimada. Porém, numa análise clara e não com viés moral da história, se verifica que Mussolini foi um forte ideólogo do movimento fascista internacional que sabia escrever, discursar para as massas e inebria-las com seus discursos, obtendo, durante um período da história do fascismo italiano, apoio de amplos setores da população. Da mesma forma, Hitler. com sua obra única, Mein Kampf, conseguiu atrair para o nazismo boa parte da população alemã, manejando habilmente conceitos como o anticomunismo, a supremacia da “raça ariana”, o ódio às minorias como judeus, ciganos e outras, que muitos estavam presentes no pensamento alemão da época. Ou seja, não dar os créditos de uma habilidade intelectual e retórica totalmente falaciosa aos escritos e discursos destes dois líderes é simplesmente tapar o sol com a peneira. Se compararmos Bolsonaro tanto com Hitler como, principalmente, Mussolini, ele é um verdadeiro anão intelectual, ou seja, uma figura caricatural tanto do Führer como do Duce.

Agora voltando ao caso brasileiro, a atual conclamação do Guru da família Bolsonaro à criação de um organização miliciana para apoiar incondicionalmente o atual ocupante da cadeira da presidência, após que este está já no poder, pode parecer completamente anacrônica, pois como se viu nos casos tradicionais Italiano e Alemão, depois do Duce e do Führer assumirem o poder, estas milícias tiveram que ser controladas (a italiana, menos organizada) ou simplesmente executadas a sua cúpula e controlada a base (a alemã, que tinha uma organização militar perfeita, por isto exigiu a execução física de seus líderes) para garantir o apoio necessário das forças armadas e das elites econômicas italianas e alemãs.
Então a formação fora de tempo de milícias bolsonarianas parece um verdadeiro contrassenso, pois criarão problemas com a base de apoio tradicional da direita, inclusive do exército. Porém se fizermos um pequeno giro lógico na história e compreendermos que o Führer verdadeiro não é aquele que ocupa a cadeira de presidente, mas sim outro, por exemplo o astrólogo da Virgínia, é possível criar um cenário imaginário de uma utilidade destas atuais milícias bolsonarianas para o verdadeiro golpe daquele que mais pensa no poder.

Vamos imaginar o seguinte cenário: através de uma operação de falsa bandeira faz-se um atentado exitoso contra o ocupante da cadeira da presidência. Quem irá aparecer num traumático funeral de um presidente? Provavelmente os filhos do presidente e, acompanhando o seu féretro, aquele que monta todo o esquema ideológico do atual presidente, ou seja, o astrólogo da Virgínia.

Com o impacto mediático deste atentado, que seria atribuído à esquerda, se abriria condições para que as milícias bolsonarianas, agora sob o comando direto do guru do grupo, começassem a sua função de desordem e de massacre direto da esquerda. Seriam fechados os partidos de esquerda e qualquer coisa que estivesse em oposição ao governo e numa situação de comoção pública exigir-se-ia novas eleições sem nenhuma oposição.
Feito isto, um dos filhos do falecido presidente, aquele que fosse mais fiel ao Guru, poderia ser eleito, colocando este último como uma espécie de primeiro ministro. Neste momento as milícias bolsonarianas teriam o mesmo destino dos camisas negras ou pardas, a eliminação, e se fecharia o ciclo na direção de um estado totalitário de partido único, e eliminando-se o que mais impede a radicalização à extrema direita do atual governo, a própria presença de um falso líder inábil como o próprio Jair Bolsonaro.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Guru de Bolsonaro e seus ministros, o astrólogo e pseudo-filósofo desescoloarizado Olavo de Carvalho, entre outras pérolas, duvida que a Terra gire em torno do sol. Veja o vídeo.


Resultado de imagem para astrologia olavo de carvalho

Do Viomundo:

Os estudantes que vão prestar o Enem em 2019 que se cuidem.
Em primeiro lugar, por conta do sigilo, já que o neofascista Jair Bolsonaro quer conhecer a prova antes de ser aplicada.
Depois, por conta de “pegadinhas” ideológicas.

Por exemplo: há alguma dúvida de a Terra faça órbita em torno do Sol?
Se o estudante responder que sim, pode acabar surpreso com o resultado, já que o intelectual idolatrado por Bolsonaro e pelo organizador da próxima prova duvida disso.
Veja o vídeo abaixo e depois leia sobre o homem que vai cuidar do Enem, que já acusou professores de pregarem o aborto, o incesto e a pedofilia, de acordo com o diário Zero Hora (reprodução parcial):
Quem é Murilo Resende, o escolhido de Bolsonaro para comandar o Enem
Depois de criticar as questões de 2018 e afirmar que vai examinar as perguntas previamente, presidente da República indica para cuidar do exame economista que fez ataque duro aos professores brasileiros
Recém-indicado e já sob ataque, o futuro coordenador do Exame Nacional do Ensino Médio(Enem), Murilo Resende Ferreira, foi defendido neste sábado (5) em um tuíte de Jair Bolsonaro. O presidente da República registrou que o economista vai focar na “medição da formação acadêmica e não somente (n)o quanto ele (o aluno) foi doutrinado em salas de aula” — “seus estudos deixam claro a priorização do ensino ignorando a atual promoção da ‘lacração’”.
Em vídeo transmitido em novembro, logo depois de ser eleito, Bolsonaro atacou as questões do último Enem e disse que, sob sua gestão, o governo vai interferir na prova:
— Podem ter certeza e ficar tranquilos. Não vai ter questão desta forma ano que vem, porque nós vamos tomar conhecimento da prova antes. Não vai ter isso daí.
Encarregado de comandar essa empreitada, Resende é um economista e blogueiro de 36 anos que idolatra o filósofo Olavo de Carvalho e milita nos extremos da direita conservadora, como muitos dos novos integrantes do governo.
No final da semana passada, quando veio a público que ele seria o novo diretor de avaliação da Educação Básica do Instituto de Estudos e Pesquisa Educacionais (Inep), seu blog e suas redes sociais começaram a ser escrutinados, trazendo à tona afirmações controversas.
Na tarde deste domingo, as páginas de Resende na internet e nas redes sociais estavam fechadas ou apagadas.
Um dos episódios lembrados nos últimos dias foi a participação do economista em uma audiência sobre “Doutrinação Político-Partidária no Sistema de Ensino”, realizada em 2016 pelo Ministério Público Federal. Na ocasião, Resende disse que professores brasileiros são desqualificados e manipuladores, que tentam roubar o poder da família praticando a ideologia de gênero e que pregam aborto, incesto e pedofilia:
— Precisa de uma reforma absurda, completa, para limpar toda essa contaminação ideológica até o ponto em que os professores voltem a se preocupar com a sala de aula, e não só com filosofia da educação, ficar discutindo Paulo Freire e a criança do futuro que será um jovem socialista.
Resende teria sido expulso do MBL
Originário de Goiás, onde leciona, Resende fez cursos online de Olavo de Carvalho e integrou o Movimento Brasil Livre (MBL), de caráter conservador. No fim de semana, Renan Santos, um dos fundadores e coordenadores nacionais do movimento, afirmou no Twitter que Resende foi expulso do MBL, por ser um “maluco completo”, um “lunático, conspiratório, fora da realidade”.
No sábado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, usou as redes sociais para se pronunciar. Afirmou que, com Resende, o Enem vai ser diferente.
“Atenção professores: seu aluno que inicia agora o 1º ano do Ensino Médio não precisa saber sobre feminismo, linguagens outras que não a língua portuguesa ou História conforme a esquerda, pois o vestibular dele será em 2021 ainda sob a égide de pessoas da estirpe de Murilo Resende”.
Eduardo referia-se a algumas das questões do último Enem que foram alvo dos ataques de Bolsonaro, como uma pergunta sobre dialetos que apresentava como exemplo um dialeto da comunidade LGBT+. Em entrevista antes de assumir o cargo, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, já antecipou que dará aval para a consulta prévia das provas do Enem pelo presidente.
— Se o presidente se interessar, ninguém vai impedir. Ótimo que o presidente se interesse pela qualidade das nossas provas.
Para que isso aconteça, Bolsonaro terá que mudar normas administrativas que regem o Enem. E, se quiser evitar eventuais questionamentos judiciais, deverá fazer até mesmo ajustes na legislação.
A intenção presidencial provocou reação de educadores, para quem há risco para a credibilidade técnica e o sigilo do Enem.
Veja o vídeo:

sábado, 30 de maio de 2015

A inteligência surreal do ex-astrólogo e mentor da direita golpista, Olavo de Carvalho, criticando os cientistas



Imaginem, então, como deve ser a mentalidade dos que seguem este ex-astrólogo e falso filósofo? O "menino maluquinho" Rodrigo Constantin, o "escaravelho rola-b..." Reinaldo Azevedo Diogo Mainardi e o "menino prodígio" Kim Kataguri estão entre seus admiradores....

domingo, 12 de janeiro de 2014

Informações básicas para proteger seu intelecto das imbecilidades de Olavo de Carvalho


Segue, abaixo, elementos para reflexão e proteção de quem pensa das armadilhas pseudo sábias de um falso filósofo não formado, mas que, mesmo assim, se diz professor. Após este, um link para um texto aprofundado sobre o "pensador" da extrema-direita e, logo depois, duas breves análises feitas por Breno Altman e Miguel do Rosário sobre o estilo e "conteúdo" do ídolo dos coxinhas. Assim, esperamos que você se imunize ou evite de ser um passivo leitor ou crente, como vários dos seguidores de Olavo de Carvalho:


Segue-se o texto do jornalista Breno Altman, do Opera Mundi


A mão que balança o berço da violência

O Propósito de Olavo de Carvalho é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista

Fonte: Opera Mundi

O senhor Olavo de Carvalho faz parte de uma turma bem conhecida. A dos trânsfugas, com suas mentes atormentadas e rancores insones. Talvez seja o lobo mais boçal da alcateia, mas não está sozinho. Do mesmo clube fazem parte Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Marcelo Madureira e um punhado de outros. Foram todos, na juventude, militantes de esquerda. Hoje são a vanguarda do liberal-fascismo.

O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista. A expressão, no caso, não tem o objetivo de rebaixar os frequentadores de lupanários e suas abnegadas profissionais. Apenas identifica um tipo clássico de charlatão, capaz de dissertar sobre vários assuntos sem conhecer qualquer um deles, para gáudio dos porcos que se refestelam com pérolas de conhecimento rasteiro.

Sua primeira resposta ao artigo em que foi citado, aliás, é bastante reveladora de personalidade e padrão intelectual. “Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as banhas diante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal”, escreveu o energúmeno. Não é uma gracinha? Tratado como professor e guru por seus áulicos, a verdade é que não passa de um embusteiro.

Figuras desse quilate normalmente deveriam estar relegadas ao ostracismo. O degenerado Carvalho, porém, é representativo de valores e métodos das forças de direita. Mentiroso contumaz, atua como menestrel a animar suas hordas contra a democracia e a esquerda.
Calça-frouxa, seu dedo não aperta o gatilho, mas vocifera mantras que estimulam a violência e exaltam gangues fascistas como as que atacaram integrantes do Foro de São Paulo na noite de ontem. Por essa razão, Opera Mundi decidiu publicar, com destaque, sua resposta. Nada mais daninho a um vampiro de corações e mentes, afinal, que a luz do dia.

O alvo da ocasião é uma entidade que, desde a fundação, realiza todas as suas reuniões de forma pública, abertas à cobertura de imprensa e até às provocações de mequetrefes. Os integrantes são partidos que lideraram revoluções populares, foram levados aos governos de seus países pelas urnas ou estão na oposição a administrações conservadoras. As agremiações mais antigas estiveram à frente, heroicamente, da resistência dos povos da região contra ditaduras que provocam nostalgia na canalha fascista.

O degenerado Carvalho tem saudades dos tempos da tortura e do desaparecimento, das prisões e assassinatos. Suas infâmias pueris para criminalizar o Foro de São Paulo evidenciam seus pendores, mas também denunciam desespero diante do avanço das correntes progressistas por toda a América Latina. Contorce-se de ódio. Os cães sempre ladram quando passa a caravana.

Quem age na sombra e na penumbra, sem dar qualquer satisfação sobre como se financiam ou se organizam, são as quadrilhas do submundo reacionário, aquelas que se embevecem com a retórica dos vira-casacas e saem às ruas para atos de agressão covarde. Navegam na cultura política gerada pela máquina de comunicação do pensamento conservador, dedicada a estereótipos e amálgamas contra a esquerda.

O degenerado Carvalho não vale meia aspirina vencida, mas é parte de uma súcia a qual já passa da hora de ser combatida sem contemporização. Essa patota dedica-se a agredir reputações, inventar histórias e disseminar cizânia, açulando os porões da sociedade e do Estado. Destruir o ovo da serpente é indispensável para impedir que a violência fascista se propague em nossa vida política.

O filósofo tem o direito democrático de continuar sua cantilena no bordel que bem desejar e o aceitar. Mas toda vez que levantar sua voz para incitar o crime, ou gente de sua laia o fizer, a resposta deve ser pronta e imediata. Nunca é tarde para a devida dedetização ideológica dos vermes e insetos que funcionam como arma biológica do reacionarismo.

* Breno Altman é jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi 

Segue agora o texto de Miguel do Rosário

Olavão foge do hospício e aparece na Folha





Não lhes aconselho a ler o artigo de Olavo de Carvalho, publicado hoje na Folha. Francamente, eu não devia nem lhe dar atenção. Minha breve carreira de analista de mídia, todavia, já me ensinou a não subestimar nem esnobar ninguém, sobretudo os próceres do conservadorismo tupi. Eu uso essa intimidade, chamando-o de Olavão, porque já briguei tanto com ele em minha trajetória – essa um pouco mais longa – de blogueiro de esquerda, que sinto aquele carinho exótico de um oficial de guerra por outro. Isso não me impede, porém, de desprezá-lo profundamente. A ele e às suas ideias. A ele, porque ele é o protótipo da desonestidade intelectual. Às suas ideias, porque são positivamente fascistas, além de esquizofrênicas. Vamos organizar:



Desonestidade intelectual. Em seu artigo na Folha, Olavo ensaia uma breve história intelectual da USP. Começa razoavelmente. A partir do segundo parágrafo, todavia, vemos os primeiros espamos da grave e melancólica epilepsia ideológica de que sofre o filósofo. Seu erro nasce, como aliás é tão comum em acadêmicos(?), da arrogância e esquematização com que trata fenômenos históricos, políticos e mesmo psicológicos. Mas os delírios realmente assustadores (maior característica do Olavão) ainda estão por vir.


Na foto, Carvalho no seu papel de Astrólogo


O paroxismo da esquizofrenia olaval se mostra a partir do oitavo parágrafo, quando afirma que “bilionários globalistas passam a patrocinar movimentos esquerdistas por toda parte”. É uma afirmação completamente desvairada.



Aí já temos um espetáculo deprimente: um filósofo brasileiro berrando insanidades como um louco furioso num jornal de grande circulação nacional. Sem a mínima preocupação de ater-se à realidade, Olavo repete seus conhecidos chavões de que a mídia brasileira é esquerdista.



Conclui o artigo dizendo que todo mundo no Brasil é esquerdista, aprova o uso de maconha na USP e simpatiza com os radicais de ultra-ultra-esquerda que ocuparam a reitoria. Todos partilham da “Ideologia”. Todos: deputados, senadores, professores, reitores, ministros de Estado e empresários de mídia. Sem explicar muito bem que sinistra ideologia seja essa, o leitor é fatalmente levado a pensar que deve ser alguma variação particularmente maligna do esquerdismo contemporâneo. Olavo esqueceu, porém, de mencionar, dentre os que sofrem dessa doença, garis, astrofísicos, jogadores de sinuca, viciados em crack e representantes da indústria de tecidos.



Olavão agora é presidente do Inter-American Institute for Philosophy, Government and Social Thought, um nome bonito para associação dos fascistas brasileiros doentes mentais que vivem de esmolas do Tea Party.


Eu uso uma linguagem particularmente agressiva com Olavo porque conheço a figura. Durante anos, ele tinha uma coluna no jornal O Globo, e era idolatrado por escritores analfabetos politicamente. Então um dia fui à biblioteca do CCBB e li seus livros. Ele é ainda mais doente, rancoroso e delirante em seus livros. A pretexto de falar de filosofia, ele simplesmente faz um proselitismo ideológico vagabundo, onde a sigla PT aparece mais do que o nome de qualquer pensador. Lembra até o Nietzsche da última fase, já louco por causa da sífilis, xingando os cristãos por páginas a fio, mas sem o talento literário do alemão, e substituindo os cristãos por petistas.



E Olavo usava seu espaço na mídia, praticando todo o tipo de pilantragem intelectual, para perseguir covardemente aqueles com os quais ele discutia na internet. É, definitivamente, um crápula.

Para ler mais aprofundadamente sobre este pseudo "filósofo", clique neste texto: Resposta a Olavo de Carvalho

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Resposta inteligente ao astrólogo, auto intitulado "filósofo", de extrema-direita, Olavo de Carvalho

Diante das sandices pseudo-intelectuais e de extrema virulência do astrólogo Olavo de Carvalho, que se pinta de "filósofo" e consegue atrair gente ainda mais néscia que ele mesmo, segue a resposta às suas mirabolações reacionárias. 

O texto é de Bertone Souza





Resposta a Olavo de Carvalho


Combater a desinformação, especialmente em questões históricas, é uma tarefa árdua, demanda tempo e muito esforço. Já afirmei em outro texto que a história é um campo permanente de disputa, permeada por tentativas de silenciamento da memória em nome da legitimação de uma hegemonia. Posso estar cansando meus leitores ao falar novamente de Olavo de Carvalho, mas o silêncio ante a grosseria da desinformação deliberada pode ser muito prejudicial a alguns.
Olavo publicou um texto tentando refutar minhas críticas a ele no seu site Mídia sem Máscara. Ele inicia me chamando de insignificante e não dedica menos do que sete páginas (com promessa de continuação) a refutar algumas de minhas colocações, além de vários posts enfezados atacando minha pessoa no facebook. Se considero alguém insignificante não dedico meu tempo a escrever textos refutando suas críticas; essa é a primeira questão lógica que leva o idoso jornalista a entrar em contradição logo no começo do texto.
Na internet, ninguém é insignificante, se se julgar pela difusão que suas ideias podem ter; a internet é um espaço democrático de expressão de opiniões; seu alcance e rapidez de propagação pode tornar qualquer texto, vídeo, documento rapidamente conhecido por milhares de pessoas. Foi assim, aliás, que Olavo, um jornalista de influência insignificante antes do advento da internet, conseguiu, por meio dela, difundir todo tipo de opiniões infundadas e ainda ganhar dinheiro de alguns trouxas com seu seminário on line de Filosofia.
Aqui, podemos sair das paredes da academia e levar discussões históricas a um variado público de forma prazerosa e dialógica, sem o recurso da linguagem hermética que amiúde caracteriza a produção acadêmica. É possível que os textos deste blog estejam causando dores de cabeça ao energúmeno jornalista, uma vez que ele diz que estou emporcalhando sua reputação. Na verdade, não estou emporcalhando sua reputação, o que tenho feito é dissertar acerca de quão porcas são suas diatribes. Então ele diz: “em cada parágrafo o sr. Bertone comprime tantos erros e absurdidades que a sua desmontagem requereria muito mais que dezoito linhas de contestação para cada linha de texto.”
Nenhuma contestação às maluquices ditas e escritas por Olavo foi feita neste blog sem fundamentação e indicação de fontes. É muito curioso ver como ele levanta objeções a essas “absurdidades” e “erros”. Como demonstrarei, doravante sua argumentação será construída a partir de fontes dúbias, na melhor das hipóteses fontes que não são definitivas, mas que ele as toma como tal. Em sua pretensa amostragem, ele começa pelo tema da participação americana no golpe militar de 1964. Esse é o único tema de todo o texto.
Ele transcreve um trecho de meu texto “A Confusão mental dos seguidores de Olavo de Carvalho”, onde coloco que a CIA financiava órgãos de oposição ao governo Goulart e que Kennedy fez pressão sobre o presidente para um alinhamento contra Cuba. E prossegue:
1. Se John Kennedy pressionou o governo Goulart para que se alinhasse aos EUA contra Cuba, é que, obviamente, contava com esse governo como um possível aliado na luta contra Fidel Castro, não como um inimigo que tivesse de ser derrubado.
A coisa torna-se ainda mais evidente quando se sabe que João Goulart tomou posse como sucessor de um presidente que era abertamente, escandalosamente pró-Cuba, ao passo que ele próprio, Goulart, não tomara nenhuma posição pública em favor de Fidel Castro até então.
Era natural, portanto, que Washington visse na troca de presidentes a esperança de alguma mudança de rumo na política externa brasileira.
O que havia de escandaloso em um presidente ser pró-Cuba? Que Washington pudesse esperar uma mudança de rumo com um convite a um alinhamento contra Cuba justifica as posições estratégicas do governo americano contra o socialismo, mas daí a esperar que o governo brasileiro deveria necessariamente aquiescer é desconsiderar a soberania nacional em matéria de política externa, de onde se conclui que ser abertamente pró-Cuba não poderia ter nada de escandaloso, exceto para os setores conservadores que viam nisso uma ameaça a seus interesses.
2. Mesmo supondo-se que fosse verdade o que afirma o sr. Bertone, que “a CIA financiava órgãos daqui para fazerem oposição ao governo Goulart” – coisa que discutirei mais adiante –, a distância entre financiar partidos e outras entidades de oposição e tramar um golpe é imensurável. Uma coisa é, aliás, o oposto da outra. As entidades assinaladas tinham um papel notório na luta ideológica, atuando através do debate doutrinal e da propaganda. Isso é o que fazem entidades de oposição numa democracia normal. Financiá-las seria apenas favorecer um dos lados na luta democrática. Para acreditar que isso fosse prova de participação num golpe, seria preciso admitir a premissa de que toda propaganda contra um governo é golpista – premissa que o sr. Bertone, num autêntico ato falho freudiano, subscreve sem perceber que o faz.
Essa parte é muito curiosa. Olavo tem denunciado acerbamente que o governo brasileiro possui ligação com grupos “terroristas” e faz intensa propaganda para se manter no poder; a partir disso ele já tirou a absurda conclusão de que o PT é um partido totalitário. Aqui, na verdade, é ele que cai num ato falho freudiano, porque então quer dizer que a direita pode financiar propaganda contra governos democráticos de esquerda, mas a esquerda não. Além disso, essas entidades eram financiadas pela CIA, conforme fontes que citarei adiante. Se ele considera isso normal, por que então ele já se descabelou ao dizer que órgãos e agentes no Brasil eram patrocinados por Moscou para difundir ideais socialistas? Por outro lado, é preciso ser muito cretino pra dizer que financiar órgãos de oposição ao governo era parte apenas de um joguinho ideológico e não de uma estratégia maior de desestabilização daquele governo.
Depois ele diz que não está provada nenhuma participação do governo americano  no golpe de 1964 e questiona minha afirmação de que os órgãos de oposição movimentaram um fundo de 12 bilhões de dólares em campanhas contra o governo. Eu havia citada naquele parágrafo dois autores: Evaldo Viera e Boris Fausto. Evaldo Viera escreveu o capítulo “Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização” na obra “Viagem Incompleta: a grande transação” organizada por Carlos Guilherme Mota. Na página 192, Viera escreveu o seguinte: “Com o tempo, foram divulgados documentos que confirmaram a cooperação dos Estados Unidos da América na derrocada do governo legal no Brasil”.
O pesquisador da UFU Vitor Amorim de Angelo também confirmou a participação americana no golpe a partir da conhecida Operação Brother Sam (confira aqui). Ele diz que antes da intervenção direta os Estados Unidos optaram pela via diplomática (tentar cooptar o governo brasileiro por um alinhamento contra Cuba, por exemplo) e, com o fracasso desta, o financiamento de grupos de oposição. Como essa investida também malogrou, ele menciona que Thomas Mann se manifestou favorável à derrubada de governos democráticos de esquerda na América Latina e que não haveria, por parte dos Estados Unidos, nenhuma retaliação a tentativas de golpes. Por fim, ele menciona que Lincoln Gordon solicitou apoio logístico da marinha americana aos golpistas e não ficou apenas nisso:
Os Estados Unidos haviam autorizado o envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com 50 unidades a bordo, tripulação e armamento completo, um porta-aviões, seis destroieres, um encouraçado, um navio de transporte de tropas e 25 aviões para transporte de material bélico.

Nem tudo, porém, chegou a ser enviado para o Brasil; e o que foi, nem mesmo foi utilizado. Afinal, não houve qualquer resistência do governo deposto e o golpe superou em muito as expectativas militares. Diante da radicalização política do país na época, e sobretudo em razão dos acontecimentos imediatamente anteriores à deposição de Jango, esperava-se uma resistência que nunca chegou a se concretizar.
Voltando ao fundo de 12 bilhões de dólares, Olavo acha que estou delirando porque não conhece a historiografia nacional sobre o golpe. No livro “História Geral do Brasil”, organizado por Maria Yedda Linhares, há um capítulo intitulado “A modernização autoritária: do golpe militar à redemocratização 1964/1984”, assinado por Francisco Carlos Teixeira da Silva, atualmente professor de História Contemporânea do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Na nona edição de 1990, página 364, ele escreveu:
[...] a diplomacia norte-americana, muito pouco sutil, utilizava-se da “Aliança para o Progresso”, só fornecendo alimentos e recursos aos estados e municípios que perfilhassem uma evidente oposição ao governo federal, chegando em alguns casos – como no Nordeste – a discriminar populações em estado de calamidade. Em segundo lugar, foi incentivada a doação de grandes somas a dois institutos formados para organizar e centralizar a ação contra o governo Goulart, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), que passam a receber fundos das empresas norte-americanas e alemãs estabelecidas no Brasil, em estreito contato com a CIA. Aos poucos, ambas as instituições passaram a ter uma ação em comum, procurando a assessoria direta de homens da Escola Superior de Guerra (ESG), como o Coronel Golbery do Couto e Silva ou Heitor Herrera, e assumindo o apoio financeiro da campanha de políticos que defendessem o capital estrangeiro e lutassem contra a reforma agrária, chegando a movimentar fundos no montante de US$ 12 bilhões.
Olavo deveria ao menos buscar essas referências antes de dizer que estou fazendo afirmações sem fontes num “furor inventivo”. Eu não poderia ser tão irresponsável a esse ponto. Boris Fausto não menciona o montante de 12 bilhões de dólares, mas também afirma que o IBAD obteve recursos da CIA, no livro “História Geral do Brasil”, oitava edição de 2000, página 452. A CIA, contudo, não foi a única financiadora do instituto: industriais, banqueiros e grandes proprietários rurais no Brasil também faziam contribuições.
Uma análise acurada da derrocada da experiência democrática em 1964 deve levar em consideração os fatores externos e internos. Os historiadores são praticamente unânimes em afirmar que estes últimos foram determinantes. Como o eixo da discussão é apenas a problemática da intervenção externa, em nenhum momento afirmei que Washington tramou e realizou o golpe militar no Brasil, mas que participou efetivamente de sua concretização. Vou citar outra referência bibliográfica: Boris Fausto. No livro “Brasil e Argentina: um ensaio de história comparada”, escrito em co-autoria com Fernando Devoto, publicado pela editora 34, na página 382, Fausto assinala:
Muito se tem discutido sobre os fatores que precipitaram o fim da experiência democrática brasileira entre 1945 e 1964. Os argumentos vão desde os de ordem econômica, referindo-se ao esgotamento de um modelo de acumulação, até os de ordem política, enfatizando o problema da paralisia decisória. Tampouco se deve ignorar o papel do governo dos EUA, principalmente depois que Brizola, ainda como governador do Rio Grande do Sul, nacionalizou uma grande empresa americana (fevereiro de 1962) e Jango, mais tarde, optou pelo caminho da radicalização. Foram congelados recursos da Aliança para o Progresso destinados à União, enquanto eram generosamente concedidos a “ilhas de sanidade administrativa”, na expressão do embaixador Lincoln Gordon, como era o caso do então estado da Guanabara, governado por Carlos Lacerda. Entidades golpistas receberam apoio da CIA, por caminhos indiretos, e, por fim, o governo Lyndon Johnson acionou secretamente uma operação de apoio ao movimento militar, que não se revelou necessária.
Essa citação converge com o que foi afirmado no artigo de Vitor Amorim mencionado acima. A intervenção militar direta americana só não aconteceu porque não houve resistência ao golpe. Meu exemplar dessa obra é a primeira edição de 2004. É um trabalho relativamente recente e que nada tem a ver com propaganda soviética como o sr. Olavo sugeriu para esse tipo de abordagem. Se o leitor quiser conferir o conteúdo dos documentos onde o embaixador Lincoln Gordon apoiou o movimento golpista e os telegramas e, pode acessar aqui. O site elenca e disponibiliza sete documentos sobre a solicitação de intervenção americana e planos militares para auxiliar a derrubada de Jango.
Olavo diz que esses documentos são falsos citando como fonte… ele mesmo. Das três fontes que ele mencionou para “provar” a ideia da intervenção americana como mito, todas foram produzidas por ele. Na primeira, um artigo publicado originalmente no jornal O Globo em 2004, ele apenas contesta dizendo que “não se prepara um golpe com  dois dias de antecedência”. As referências acima o desmentem. Só que ele atribui à esquerda uma fala que não provêm dela; o golpe não foi preparado em Washington, ele foi preparado aqui dentro mesmo, com o apoio da CIA a movimentos de oposição e, por fim, com o envio de armas e aviões de guerra que não chegaram a ser utilizados.
A segunda fonte ele atribui a um ex-agente secreto da Tchecoslováquia que disse que esses documentos foram forjados. Mas por que Ladislav Bittman, o suposto agente, não apresentou evidências de que esses documentos foram forjados? Por que não escreveu uma obra, não veio a público esclarecer, não convocou a imprensa? Fica o dito pelo não dito, em suma, uma fonte que também não prova nada.
Logo em seguida ele menciona como outra fonte uma entrevista que realizou com um coronel que nega todo esse procedimento. As falas, que mais parecem frases de balões de cartum, se assemelham ainda a um fragmento de uma peça de teatro mau ensaiada. Que Olavo de Carvalho é saudosista da ditadura, isso todos nós já sabemos. Se ele quer enaltecer o golpe como um remédio contra o “mal” comunista, também é opção ideológica dele, mas daí a querer burlar a história pra dizer que não houve apoio estrangeiro explícito, é inaceitável. Essa interferência americana, sobretudo a partir de 1963, é um capítulo tão conhecido na história nacional e tão amplamente abordado, que negá-lo não passa de mera trapaça ideológica. Recentemente, a própria presidente Dilma manifestou surpresa ao assistir a um documentário (“O Dia que durou 21 anos”) onde também são apresentados documentos da intervenção americana nesse processo.
Depois,  Olavo conclui com esta pérola:
E um historiador que, sem nada investigar pessoalmente, sem nada pesquisar nem mesmo em livros, sai difamando alguém por uma opinião fundamentada, inventa absurdidades para desmenti-lo e ainda cita fontes inexistentes, é com toda a certeza um charlatão que deveria ser expelido de toda atividade de ensino, para não dizer dos círculos mais altos da vida intelectual.
De onde ele tirou que eu não investiguei nada pessoalmente, nem “mesmo em livros”? Apresentei aqui três obras de referência sobre o assunto, além de outras confiáveis. Quem será que está usando fontes falsas de nós dois e “delirando num furor inventivo”? E quem está usando fontes inexistentes? O sujeito ignora a historiografia nacional sobre o tema e quer dizer que estou inventando, como se eu tivesse simplesmente criado um blog para dizer coisas ao vento e isso não fosse repercutir negativamente em minha imagem como professor universitário. O filósofo de boteco poderia estudar um pouco mais a história do país e parar de vociferar asneiras. E ele indicou ao final que vai continuar. Vamos esperar para ver que outras pérolas o sr. Olavo de Carvalho vomitará em seu site. Ele pode me chamar de vigarista o quanto quiser do auge de seu pedestal achológico. Os leitores inteligentes saberão julgar isso.