sexta-feira, 17 de setembro de 2021

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Prevent Senior, alvo da CPI da Covid, ocultou mortes em estudo sobre cloroquina apoiado por Bolsonaro

 

Nove pacientes morreram durante a pesquisa do plano de saúde Prevent Senior sobre a cloroquina, mas os autores mencionaram apenas duas mortes. Jair Bolsonaro apoiou o estudo. A operadora é alvo de investigações da CPI da Covid


(Foto: Alan Santos/PR | Divulgação | Reprodução)

247 - Um dossiê mostrou que o plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes de participantes de um estudo realizado para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, com o objetivo de tratar a Covid-19. Nove deles morreram durante a pesquisa, mas os autores mencionaram duas mortes. A informação foi publicada pela GloboNews

Jair Bolsonaro apoiou a pesquisa, usada pelos defensores da cloroquina para justificar a prescrição do medicamento, mesmo não havendo comprovação científica. A própria Prevent Senior também estaria usando a pesquisa para justificar a prescrição da cloroquina aos seus associados. A operadora é investigada pela CPI da Covid e o seu diretor-executivo, Pedro Benedito Batista Júnior, informou que não comparecerá à Comissão Parlamentar de Inquérito nesta quinta-feira (16), pois a empresa disse que não teve tempo para preparar o depoente. 

De acordo com a planilha dos pacientes do estudo, dos 636 participantes, apenas 266 fizeram eletrocardiograma, recomendado para pacientes tratados com cloroquina por conta do risco de problemas cardíacos. Somente 93 pacientes (14,7% do total) realizaram teste para saber se estavam com Covid ou não. Foram 62 casos positivos, menos de 10% do total de participantes.

A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) aprovou o estudo, mas depois suspendeu por constatar que a investigação começou a ser feita antes da aprovação legal.

De acordo com um médico que trabalhava na Prevent e mantinha contato frequente com os diretores da operadora na época, o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina. Segundo ele, o resultado já estava pronto bem antes da conclusão do estudo.

Mensagens


A pesquisa começou a ser feita em 25 de março. Em mensagem em grupos de aplicativos de mensagem, o diretor da Prevent, Fernando Oikawa, orientou subordinados a não avisar os pacientes e familiares sobre a medicação. "Iremos iniciar o protocolo de HIDROXICLOROQUINA + AZITROMICINA. Por favor, NÃO INFORMAR O PACIENTE ou FAMILIAR, (sic) sobre a medicação e nem sobre o programa", dizia a mensagem.

Dos nove pacientes que morreram, seis estavam no grupo que tomou hidroxicloroquina e azitromicina. Dois estavam no grupo que não consumiu as medicações. Há um paciente cuja tabela não informou se ingeriu ou não a medicação.

Outro diretor da Prevent determinou aos coordenadores das unidades a alteração do código de diagnóstico (CID) dos pacientes que deram entrada com Covid-19 após algumas semanas de internação.

"Após 14 dias do início dos sintomas (pacientes de enfermaria/apto) ou 21 dias (pacientes com passagem em UTI/Leito híbrido), o CID deve ser modificado para qualquer outro exceto o B34.2 (código da Covid-19) para que possamos identificar os pacientes que já não tem mais necessidade de isolamento. Início imediato".

Outro lado

Em nota, a operadora disse que "sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com muito respeito aos beneficiários".

Os médicos sempre tiveram a autonomia respeitada, e que atuam para salvar milhares de vidas.

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Do Portal do José: Bravata fascistóide fundamentalista livra Prisão? Bolsonaro não irá só! Guedes " O Rei do Supermercado". Mudos: Direita na Rede!

 

Do Canal Portal do José:


Faltam 400 dias para o segundo turno de 2022! O tempo corre contra Bolsonaro e tudo o que veio junto com ele. Os "patriotas" endinheirados que sairam dos quarteis para funcionarem como lacaios de Paulo Guedes estão colocando uma prata adicional nos bolsos. Junto com eles, vários setores se locupletam no poder.

O governo virou uma casa da mãe Joana paga com o dinheiro de nosso povo. Todos os dias surgem novas condecorações para a gente estranha num governo idem. Guedes disse que é aplaudido em supermercados. Será? Malafaia desafia a lei. Acha que nunca será preso. O tempo é o senhor da razão. Quem a terá no final. A economia real não vai bem. falaremos no próximo encontro. Sigamos

Lobista Marconny Faria, amigão de Jair Renan Bolsonaro e Ana Cristina Valle, na CPI da Covid Pandemia. Um resumo do canal Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

Até outro dia, Marconny Faria estava enrolado na bandeira nacional, lutando contra a corrupção. Quando um governo apoiado por ele se elegeu, ele passou a atuar como lobista. Hoje, ele estava na CPI da Covid e foi acusado (quem diria!) de corrupção.



Ministro Salomão amplia inquérito do TSE que pode ser o fim da linha, ainda que tardia, para a aberração Bolsonaro

 

A realização dos atos de 7 de Setembro de raiz golpista será investigada como abuso de poder econômico e campanha eleitoral antecipada


Foto: TSE/Divulgação

Jornal GGN – O ministro Luís Felipe Salomão, do Superior Tribunal Eleitoral, ampliou o escopo do inquérito administrativo que apura os ataques de Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas e à lisura e garantia do processo eleitoral em 2022.

Agora, a realização dos atos de 7 de Setembro de raiz golpista será investigada como abuso de poder econômico e político, campanha eleitoral antecipada e uso indevido dos meios de comunicação.

De acordo com o TSE, uma das provas juntadas aos autos é um vídeo divulgado nas redes sociais que mostra cenas do interior de um ônibus supostamente do interior de São Paulo. Nele, um homem distribui dinheiro para os ocupantes do veículo. A verba, de 100 reais, era para alimentação.

O vídeo levantou suspeitas de que o transporte e as roupas e acessórios distribuídos no dia 7 de Setembro também teriam sido financiados por organizações privadas de apoio ao bolsonarismo. “Há também notícias nos grandes veículos de comunicação e redes sociais, que apontam que foram confeccionados bonés e roupas, com a mesma finalidade e com eventual intuito eleitoral, o que pode ainda caracterizar possível campanha eleitoral antecipada”, explicou Salomão.

“Determino a juntada aos autos do respectivo arquivo de vídeo e seu encaminhamento à Policial Federal responsável pelas apurações deste procedimento, com cópia desta decisão, para que seja providenciada sua transcrição e o aprofundamento das investigações junto às pessoas envolvidas, no prazo de 20 dias”, decidiu o ministro.

No dia 7 de Setembro, ao analisar os atos convocados pelo bolsonarismo, o ex-procurador-eleitoral e ex-ministro da Justiça Eugenio Aragão indicou que o inquérito administrativo no TSE pode ser o fim da linha para Bolsonaro.

Isto porque mesmo que o presidente não seja cassado do atual mandato, pode ser declarado inelegível para 2022.

Leia aqui: TSE precisa declarar Bolsonaro inelegível e tirá-lo da eleição de 2022, defende Eugênio Aragão

Com informações do TSE

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Do UOL: Ana Cristina Valle é peça-chave na vida de Bolsonaro e para a CPI, afirma Juliana Dal Piva

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, a colunista Juliana Dal Piva fala sobre a convocação para que Ana Cristina Valle, também conhecida como Cristina Bolsonaro e ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, preste depoimento à CPI. Ela relembra o histórico das rachadinhas, as suspeitas com Marconny Faria e analisa o cenário político



Reinaldo Azevedo: A CPI e a hora dos fascistóides patriotas do mal

 

Do Canal BandNews FM:

Um grupo de juristas coordenado pelo ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior entregou à CPI da Covid um parecer listando todos os crimes cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia. O documento servirá de apoio para o relatório final do senador Renan Calheiros, que prometeu entregar o texto no próximo dia 23. Reinaldo Azevedo fala sobre os crimes de Bolsonaro.



Em debate, o perigoso e golpista "Partido Militar" da extrema direita e as milícias.... E como fica o Estado?

 

Do Canal do analista político Bob Fernandes:



No primeiro webinar da série “Novos estudos para decifrar o Brasil contemporâneo”, a coordenadora do Ciência na Rua, Mariluce Moura, recebe Bruno Paes Manso, jornalista e pesquisador, autor de 'A república das milícias: dos esquadrões da morte à era Bolsonaro', e o antropólogo Piero C. Leirner, professor da Universidade Federal de São Carlos, autor de 'O Brasil no espectro de uma guerra híbrida: militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva etnográfica'. Participação da jornalista Flávia Lima, da Folha de S. Paulo. CRÉDITOS DO CANAL Direção Geral: Bob Fernandes Direção Executiva: Antonio Prada Produção: Daniel Yazbek Edição: Gabriel Edé Arte e Vinhetas: Lorota Música de abertura e encerramento: Gabriel Edé

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Reinaldo Azevedo: Programa de Bolsonaro são de casas para PMs ou de ameaça para 22?

 

Do Canal BandNews FM:

No programa O É da Coisa desta segunda-feira (13), Reinaldo Azevedo rebateu a argumentação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro sobre a "Declaração à Nação", divulgada na semana passada. Parte da base de Bolsonaro defende que o texto, publicado após os discursos golpistas de 7 de setembro, faz parte de uma estratégia pensada. Na avaliação de Reinaldo Azevedo, o presidente da República acreditava que a Polícia Militar de diferentes estados apoiariam um golpe no feriado




Portal do José: Está feia a coisa! Bolsonaro afasta tudo do Brasil! Sem governo antes. Pior ainda depois do 7 de setembro!

 

Ninguém no planeta quer acordo com o nosso país, exceto os grupos de investidores abutres que enxergam no vácuo governamental a possibilidade de fazer negócios vantajosos.

Do Portal do José:


Está complicada demais a vida de Bolsonaero. Pior é que ele deveria ser alguém para ajudar o país e o nosso povo e se mostra a cada instante como um "morto vivo" que é conduzido a cada dia como uma criatura imprestável sentado na cadeira presidencial. Ninguém no planeta quer acordo com o nosso país, exceto os grupos de investidores abutres que enxergam no vácuo governamental a possibilidade de fazer negócios vantajosos. Não projeto de nação e nem temas estratégicos. Empresas multinacionais não precisam manter instalações no Brasil. Outras opções comerciais ficam mais vantajosas em países com mais estabilidade política. Bolsonaro assim, se converte num estorvo. Os representantes americanos mais importantes para assuntos de investimentos estratégicos para a américa latina informam que o Governo Biden-Kamala estão dando prioridade à agenda doméstica e que não querem nenhum acordo com um governo brasileiro que atua contra as principais pautas defendidas pelos EUA. Somos assim, um país pária internacional com um governante que nos humilha perante o mundo. Nos assuntos políticos domésticos, muitos ainda acreditam num "acordo" que livrará criminosos da cadeia. Zé Trovão acaba de pedir asilo no México. Pelo visto, não está levando muita fé em acordos. As redes sociais bolsonaristas estão sem rumo. Pederam todas as pautas. Tentarão daqui para frente apenas a se ocuparem de pautas governamentais defendendo ações de Bolsonaro. Mas para isso, Bolsonaro teria que incorporar um espírito de algum administrador, já que a única coisa que administrou na vida foram verbas de gabinetes remanejadas para os bolsos de sua família. Sigamos.


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Vídeo documentário de Joaquim de Carvalho, Max Alvim e Eric Monteiro: Bolsonaro e Adélio - uma fakeada no coração do Brasil

 

 Assista: 

Saiba mais sobre o documentário:

O documentário "Bolsonaro e Adélio - uma facada no coração do Brasil", feito pelo repórter investigativo Joaquim de Carvalho, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista Eric Monteiro, com produção da TV 247 e financiamento coletivo de seus assinantes e apoiadores, demonstrou todos os furos do episódio usado por Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se tornar presidente da República sem ser confrontado.

Nas redes sociais, após o sucesso do documentário “Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil”, da TV 247, vários internautas destacaram perguntas sem respostas sobre o caso da suposta facada em Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) em 2018

247 - Nas redes sociais, após o sucesso do documentário “Bolsonaro e Adélio - Uma fakeada no coração do Brasil”, da TV 247, vários internautas destacaram perguntas sem respostas sobre o caso da suposta facada em Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG) em 2018.

O documentário demonstrou todos os furos do episódio que foi usado na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se tornar presidente da República sem ser confrontado.

Influenciado pelo documentário, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) protocolou nesta segunda-feira, 13, pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suposta facada.

No Twitter, o chefe do canal Plantão Brasil, Thiago dos Reis, elogiou o documentário e afirmou que “tem de ser REABERTA a investigação da fakeada em Bolsonaro”.

Já o deputado federal Jorge Solla (PT-BA), ex-secretário de Saúde da Bahia e de Vitória da Conquista, lembrou que “o advogado de Adélio, que ninguém sabe quem pagou, virou seu curador, após declarado judicialmente inimputável por distúrbio psiquiátrico. Ele quem decide se Adélio pode delatar, por exemplo. Adélio pediu à irmã um novo advogado, revela Brasil 247, mas ela não teve como pagar”.

Veja outras repercussões:

 

 

 

 

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Saiba mais sobre o documentário:

O documentário "Bolsonaro e Adélio - uma facada no coração do Brasil", feito pelo repórter investigativo Joaquim de Carvalho, pelo cineasta Max Alvim e pelo cinegrafista Eric Monteiro, com produção da TV 247 e financiamento coletivo de seus assinantes e apoiadores, demonstrou todos os furos do episódio usado por Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2018 para fugir dos debates e assim se tornar presidente da República sem ser confrontado.

Do Portal do José: Já acabou o tal "Acordo"? Bolsonaro: complicações à vista! Malafaia aguardará de joelhos? Manifestações.

 

Do Portal do José:


As primeiras medidas pós "acordo" começam a aparecer. O Deputado Bolsonarista Otoni de Paula foi condenado em segunda instância a indenizar Alexandre de Moraes em 50 mil reais. Augusto Aras deu parecer para mandar para o lixo a MP de Bolsonaro sobre fake news.

Malafaia anda nas redes dizendo que aplaudirá Moraes se ele "voltar atrás".

Como o pastor se diz um homem religioso, seria importante que ficasse aguardando de joelhos até que Alexandre de Moraes reveja alguns de seus atos contra os insanos golpistas que se encontram em dificuldades com a lei. Sigamos!

Da IstoÉ: A política destrutiva de Bolsonaro em Rondônia. Reportagem de Mariana Ferrari


 A região Norte do País tornou-se o maior símbolo da destruição ambiental pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro. O governo deixa clara a sua política aniquilar as florestas brasileiras

 

Segue a reportagem de Mariana Ferrari, para a IstoÉ:


Vista aérea de área desmatada da Amazônia perto de Porto Velho, em Rondônia

A região Norte do País tornou-se o maior símbolo da destruição ambiental pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro. O governo deixa clara a sua política aniquilar as florestas brasileiras. Em Rondônia, por exemplo, o cenário destrutivo objetiva colocar árvores no chão e ameaçar os povos indígenas. O estado foi o que mais desmatou no mês de maio deste ano, com um aumento de 101% em relação aos meses anteriores.

À medida em que as matas são dizimadas, os fazendeiros aumentam as áreas de pastagens. Assim, a quantidade de cabeças de gado saltou de 5,4 milhões, em 2019, para 14,3 milhões nesse ano em Rondônia. É, nada mais, do que a concretização do sonho do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para quem, o governo estimula a destruição do meio ambiente enquanto a boiada vai passando.

O estado de Rondônia perdeu, em florestas, o equivalente à área total do estado do Rio de Janeiro. Tudo isso em meio a maior crise climática de todos os tempos, não deixando dúvidas de que a natureza corre risco de virar deserto enquanto estivermos sendo governados por Bolsonaro.

Os indígenas do povo Karipuna também já entenderam o recado e sabem que suas terras serão alvo dos ataques dos fazendeiros inescrupulosos. Por isso, já entraram, inclusive, com uma ação na Justiça Federal de Rondônia pedindo proteção das suas terras, razão pela qual a Polícia Federal vem intensificando operações para reduzir a entrada de invasores nas suas aldeias.

Além disso, chegamos agora à informação que corrobora com o desmatamento desenfreado na área: Rondônia está em chamas, correndo o risco de ter mais árvores no chão do que em pé. Essa é a Amazônia que Bolsonaro deseja deixar para as futuras gerações, mas que os brasileiros não podem tolerar.

UOL - Omar Aziz: 'Blindagem de Bolsonaro não é eterna; cobrança será grande com relatório da CPI'

 


Do Canal UOL:

Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz disse que o relatório final da comissão deve ser apresentado até o próximo dia 24. Ele defende que as investigações iniciadas no Senado continuem nas outras instâncias de poder e instituições controladoras pelo país. Aziz foi questionado sobre o alinhamento do procurador-geral da República, Augusto Aras, ao presidente Jair Bolsonaro ser uma barreira para que a investigação chegue até ele. O senador disse que a "blindagem" do PGR ao presidente não é "eterna".



Dezenas de deputados do Parlamento Europeu criticam violência genocida do governo Bolsonaro contra indígenas


 A manifestação foi feita por meio de carta aberta a Jair Bolsonaro

Julgamento do marco temporal no STF.

Julgamento do marco temporal no STF. (Foto: Kamikia Kisedje/Mídia NINJA)

247 - Um grupo de 50 membros do Parlamento Europeu enviou carta a Jair Bolsonaro para expressar preocupação com o aumento da violência contra a população indígena e a agenda política do governo para o meio ambiente.

No documento, os parlamentares criticam o PL 490, que muda as regras e dificulta a demarcação de terras indígenas, e o PL 2633, sobre regularização fundiária, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. 

“Expressamos nossa solidariedade e apoio à APIB [Articulação dos Povos Indígenas do Brasil]. Fazemos um apelo para que o governo brasileiro pare com sua política anti-indígena e anti-meio ambiente que causa a destruição da floresta amazônica”, diz o documento.

Assinam a carta representantes dos grupos políticos EPP (democrata cristão), Greens/EFA (Os Verdes/Aliança Livre Europeia), S&D (Aliança Progressista de Socialistas e Democratas​) e The Left (esquerda), além de parlamentares independentes. O Parlamento Europeu conta com 705 deputados. 

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Como o STF impediu a queda de peças em séria que frustrou a tentativa de golpe fascistóide de Bolsonaro pretendido para o 7 de setembro, por Fernando Horta e Gustavo Conde

 

É consenso que o que ocorreu no dia 7 de setembro foi uma tentativa de golpe. É em função desta fatalidade que jornais e partidos enunciaram o “fim” de Bolsonaro - a tentativa fracassada, no entanto, não freou nem freará o ex-capitão.


do Blog do Conde

STF impediu golpe de Bolsonaro, por Fernando Horta e Gustavo Conde

Os protestos convocados por Jair Bolsonaro serviram para mobilizar a classe política para o impeachment. Bolsonaro se expôs sem filtro ao país, dissipando qualquer dúvida sobre suas intenções golpistas e messiânicas. Na tarde de 7 de setembro, as redações já operavam incrédulas diante do mergulho suicida de um presidente disposto a tudo.

Mas os acontecimentos foram mais complexos do que isto. Houve uma tentativa clássica de golpe frustrada pela Suprema Corte em madrugada de altíssima tensão. 

Aos fatos e perguntas prévias. 

O que teria dado errado para que Bolsonaro não concretizasse seu tão sonhado golpe? O que efetivamente aconteceu para que os planos golpistas fossem frustrados? Seria apenas um erro de cálculo de Bolsonaro? Seria o fato de o Brasil ter “instituições fortes”?

É consenso que o que ocorreu no dia 7 de setembro foi uma tentativa de golpe. É em função desta fatalidade que jornais e partidos enunciaram o “fim” de Bolsonaro – a tentativa fracassada, no entanto, não freou nem freará o ex-capitão.

Esse problema é de Arthur Lira.

Para entender o que de fato ocorreu, a rigor, é preciso olhar para a noite de 6 de setembro. O que se sabe até aqui permite ligar alguns pontos. 

Desde o início da semana, os hotéis de Brasília foram sendo tomados – especialmente os mais baratos. Isso indicou o deslocamento antecipado de número razoável de pessoas com alguma capacidade financeira – ou contempladas com algum financiamento.

No dia 6, quase todos os hotéis mais baratos de Brasília estavam lotados. Esse movimento não passou despercebido pelo STF e por todo o aparato de inteligência por ele montado – já que PF e a ABIN foram sequestradas por Bolsonaro.

A partir das 12h do dia 6, a PM do Distrito Federal iniciou os planos de isolamento da região central da cidade (a Esplanada dos Ministérios) como parte do plano de segurança que é imposto compulsoriamente em dia de manifestações.

Nota: Brasília, sabemos, é uma cidade planejada. E da forma como foi planejada, o ‘fechamento’ à entrada do povo nas fachadas de poder é das tarefas mais fáceis e elementares (apesar de ser planejada por um comunista, essa é uma característica urbana de Brasília propícia a ditadores – basta que a PM coloque barreiras para que o povo seja excluído do protagonismo social).

Por volta das 18h, numa ação claramente planejada em moldes militares, bolsonaristas resolveram “testar a água”. Um grupo de cerca de 600 pessoas passou a retirar as barreiras e abrir espaço para que os grandes caminhões, que já estavam na cidade, rompessem o bloqueio.

Esse “destacamento avançado”, com missão de reconhecimento, foi abrindo espaço sem a resistência da PM do Distrito Federal – uma das polícias mais bolsonaristas do país.

Do lado ‘de cima’, o governador do DF, Ibaneis Rocha Junior (MDB) – bolsonarista e supostamente envolvido com as ilegalidades do Ministério da Saúde juntamente com a Precisa e Ricardo Barros – convenientemente não estava presente no DF. 

Ou seja: estava tudo armado para uma “pequena” indisciplina da PM de Brasília, pretexto para que se incendiasse o país inteiro. Tudo passaria como uma azarada “falta de ordenamento” em função da ausência do governador. 

Brasília, pela manhã, daria o tom do golpe.

Caso as mobilizações prometidas em número chegassem a Brasília, Bolsonaro faria da Paulista apenas seu palco de completo sucesso. O presidente contava com pelo menos um milhão de pessoas em Brasília e, com isso, a pressão sobre as outras polícias dos Estados seria insustentável.

Para entender o que deu errado, é preciso voltar novamente à madrugada do dia 6. 

Percebendo a fúria com que os bolsonaristas progrediam destruindo as barreiras na esplanada, seguidos da complacência inicial da PM, vários atores políticos – como o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e o jornalista Ricardo Noblat – passaram a ligar incessamente para o governador Ibaneis, e a usar as redes sociais para denunciar o estopim do golpe. 

Essa “grita” inicial chegou ao presidente do Supremo, Luiz Fux, que, com a corte em uníssono, entrou em contato direto com a PM do DF exigindo providências.

A resposta inicial da PM foi protocolar. O STF não é a autoridade imediata a quem a PM seria obrigada a responder. A Constituição, por sua vez, diz que as PM’s estão subordinadas ao Exército. 

Eis o ‘golpe de mestre’ do STF. 

Fux ligou direto para os comandantes militares, ainda durante a madrugada, avisando que caso as PM’s seguissem o comportamento leniente, ele (Fux) chamaria a GLO e convocaria as Forças Armadas para deter os manifestantes. 

O que o STF fez foi adiantar uma tomada de decisão do Exército Brasileiro. As Forças Armadas esperavam primeiro a mobilização popular prometida, para então apoiarem o levante. Estavam naquela madrugada, portanto, aguardando. O STF, contudo, exigiu uma posição imediata do Exército.

Do ponto de vista do STF, a ação era simples. Negasse o exército a ordem de Fux e o golpe estava consumado. Não haveria necessidade da pantomima do 7 de setembro. Por outro lado, ao adiantar a tomada de decisão, o STF elevava exponencialmente o custo desta ação para os militares.

Na prática, tivessem os militares desobedecido Fux e no dia 7 as manifestações “flopassem”, os comandantes militares seriam processados por insubordinação e sairiam culpados de sedição. O preço era alto demais. A exigência da decisão ainda no dia 6 quebrava o plano bolsonarista

No meio desse imbróglio, duas figuras trabalhavam. De um lado, Alexandre de Morais, de posse das informações de inteligência, mapeava o financiamento dos movimentos e bloqueava as contas certas e as chave-pix, asfixiando os financiadores de Bolsonaro.

Muitas “caravanas” de locais perto de Brasília não puderam sair por conta da falta de dinheiro. O resultado foi o número reduzido de apoiadores. 

O outro ator que agia em silêncio era o vice-governador do DF, Paco Britto (Avante) que atuou diretamente com as PM’s. Na falta de Ibaneis, a desculpa das PM’s para a inação não seria mais possível. O comportamento ambíguo do governo do DF (ora apoiando Bolsonaro ora obedecendo ao STF) já tensionava o ambiente. 

Britto, no entanto, compreendeu que recairia sobre ele toda a culpa de uma malfadada sedição que ocorresse nas PM’s de Brasília. Novamente, o STF aumentava o custo da tomada de decisão e o vice precisou garantir as PM’s “na linha”.

Com a recomposição das linhas hierárquicas do Exército – a partir da cobrança do STF na madrugada do dia 6 – e com a lealdade das PM’s (ainda que a contragosto) garantidas, a margem de sucesso do golpe de Bolsonaro ficou pequena.

No final do dia 6, percebendo os planos naufragarem, os filhos do presidente foram até os manifestantes que faziam a “frente” para o movimento na tentativa de insuflar o apoio necessário para a sedição no dia seguinte e também impactar a PM

Não funcionou. Tirando os apoiadores mais exaltados, o restante dos apoiadores de Bolsonaro – aqueles que chamamos de “atores racionais” – fizeram um cálculo de custo/benefício de suas ações. 

A tensa madrugada do dia 06 de setembro, que virou com fogos de artifício o tempo todo, determinou o fracasso do golpe do dia 7. O STF subiu o custo das ações políticas dos outros agentes e diminuiu o acesso destes agentes às informações que precisavam para a tomada de decisão.

As ações não foram coordenadas entre os atores políticos que saíram denunciando a posição claudicante da PM no dia 6 e o STF que colocou “a faca nos peitos” dos comandantes militares, mas, de alguma forma, elas foram complementares.  

O golpe naufragou.

Não podemos, contudo, achar simplesmente que ele não foi dado (que Bolsonaro não cometeu crime porque “o resultado não foi alcançado” como é o argumento dos defensores do governo na CPI). 

Se deixarem Bolsonaro solto, ele tem mais um 7 de setembro para tentar. E mais um ano para planejar – agora, sem os erros cometidos nessa intentada.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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The Intercept Brasil: Um presidente fraco como Bolsonaro é um prato cheio para o Centrão oportunista de Arthur Lira. Reportagem de João Filho

 

Os financiados (contudo com números bem menores do que  queriam) protestos de 7 de setembro diminuíram Bolsonaro, que agora irá comer ainda mais na mão do ‘sistema’ que prometeu destruir


Do The Intercept Brasil:

Artigo de 

12 de Setembro de 2021

Lira-32

Foto: Andre Borges/Bloomberg via Getty Images



A MANIFESTAÇÃO DE 7 DE SETEMBRO foi um grande fracasso para as intenções golpistas do presidente. Os bolsonaristas prometeram uma revolução liderada por policiais e caminhoneiros, mas o que vimos foi apenas um punhado de fanáticos barulhentos e inofensivos. A “maior manifestação da história do Brasil” ficou longe de acontecer. Gastaram muita grana e se mobilizaram como nunca, mas nenhuma promessa golpista foi cumprida.

Durante a ressaca, o presidente machão, o “imbrochável”, protagonizou uma série de brochadas humilhantes. Vejamos. Há três semanas, o deputado bolsonarista Sérgio Reis havia anunciado uma greve geral de caminhoneiros que bloquearia as estradas a partir do dia 7 de setembro. Eles até iniciaram o bloqueio, mas, no dia 8, Bolsonaro gravou um áudio pedindo para que os caminhoneiros liberassem as estradas. Os grevistas não acreditaram na fraquejada do mito e chegaram até a suspeitar da veracidade do áudio.

Esta seria apenas a primeira das muitas arregadas pós-7 de setembro. Após passar meses atacando o papel da China no combate à pandemia, Bolsonaro passou a afirmar que a parceria com a China é “essencial” para o combate à pandemia no Brasil. Mas a maior brochada viria em uma cartinha de desculpas para o STF, dois dias após prometer na manifestação em São Paulo que não cumpriria mais nenhuma decisão de Alexandre de Moraes.

O texto da carta foi redigido por Michel Temer, o ex-presidente a quem Bolsonaro já acusou de ter “roubado muito em Brasília” e que merecia ir para a cadeia. Quando Temer foi preso, Bolsonaro disse que o motivo que o levou à prisão foi o “excesso de afinidade do Executivo com o Legislativo”, em que a “governabilidade vem em troca de cargos, em ministérios, estatais e bancos oficiais” — exatamente o que ele vem fazendo com o Centrão. Agora só lhe falta a cadeia.

“Eu autorizo” era o lema do gado ensandecido para incentivar o presidente a cumprir sua promessa golpista. A frustração dos eleitores bolsonaristas diante do fracasso do dia 7 foi do tamanho da expectativa criada. Até os mais fanáticos jornalistas de aluguel do bolsonarismo como Allan dos Santos se mostraram frustrados. O estrago foi grande, mas, aos poucos, o gado desgarrado vai voltando para o cercadinho enfeitiçados por uma nova narrativa criada para justificar a covardia do presidente: a de que Bolsonaro deu um passo atrás para voltar com tudo contra o STF em breve.

Não é a primeira vez que Bolsonaro recua das ameaças golpistas. Pelo contrário, ele arrega toda vez que se vê com a corda no pescoço. Quando a corda afrouxa, ele volta a colocar a faca de volta no pescoço da democracia. Nada indica que esse modus operandi irá mudar. Bolsonaro governa pensando em agradar exclusivamente seus bolsominions, e a eles foi prometida a “destruição do sistema”.

Apesar de ter ficado claro que não tem força para dar um golpe, a ameaça golpista não será descartada e pode voltar a qualquer momento para cima da mesa. O golpismo sempre vai estar presente, porque é isso que mobiliza o seu eleitorado. Ele ainda vai latir muito, mas já está evidente que não irá morder ninguém.

President Bolsonaro And Minister Guedes Attend Ceremony At Planalto Palace

Lira é quem sustenta o governo hoje – e o mesmo que pode derrubá-lo amanhã.

 

Foto: Andre Borges/Bloomberg via Getty Images

O fracasso do 7 de setembro tornou Bolsonaro ainda mais fraco e minúsculo. Como a história recente do Brasil nos ensina, um presidente fraco é visto pelo Centrão como a carniça pelo urubu. Agora, Bolsonaro irá comer ainda mais na mão do “sistema” que prometeu destruir. O Centrão, devidamente acomodado em cargos no governo, sempre cobrará um preço alto de um presidente fraco. O presidente da Câmara, Arthur Lira, fez o que se espera de uma liderança do Centrão: adotou um tom moderado, não criticou diretamente o presidente e se limitou a defender a democracia com platitudes. Tudo o que ele quer é a pacificação para que os bons negócios que sua turma está fazendo não sejam prejudicados.

O Centrão continua alinhado ao governo — assim como esteve em todos os governos anteriores —, mas o cheiro de queimado começou a subir e isso pode mudar. A então presidenta Dilma, mesmo com a impopularidade nas alturas, contou com o apoio do Centrão até o último minuto e só não se manteve no cargo porque se recusou a pagar o preço cobrado: os votos de petistas que livrariam Eduardo Cunha de uma cassação — e, consequentemente, da prisão — na Comissão de Ética. Com o destino selado, o líder do Centrão desengavetou o pedido de impeachment contra a presidenta.

A fidelidade desse grupo de parlamentares só existe enquanto lhe for conveniente. Enquanto Lira estiver sentado sobre uma pilha de pedidos de impeachment contra Bolsonaro, o Centrão seguirá dando as cartas no governo. Quem sustenta o governo hoje é o mesmo que pode derrubá-lo amanhã. Mas esse possível rompimento não se dará antes do Centrão sugar o Planalto até o último centavo.

As investigações estão cada vez mais perto das fontes de financiamento dos crimes de Bolsonaro e sua família, e o STF tem demonstrado não ter problema em prender bolsonarista. É desse temor de ir para a cadeia que vieram os recentes recuos. O governo Bolsonaro acabou no dia 7, mas o bolsonarismo segue vivo. Ainda há uma minoria fanática e barulhenta que continuará dando trabalho para a democracia.

Para tentar evitar o impeachment e a prisão, Bolsonaro tenta se equilibrar entre acalmar os ânimos do STF, afagar ainda mais o Centrão e fazer com que o gado continue atendendo ao som do berrante.

Como bem afirmou o senador Alessandro Vieira, “Bolsonaro é só mais uma peça no sistema, preocupado em esconder rachadinhas, mansões e incompetência. E o sistema adora presidentes fracos. Facilita demais o acesso a cargos, grana e impunidade”. O impeachment de Bolsonaro não ocorreu até agora porque grupos importantes ainda se beneficiam da sua presença no Planalto. Mas esse “grande acordo nacional” que o mantém no cargo nunca esteve tão frágil (e caro).