Mostrando postagens com marcador classe média manipulada pelos mais ricos botou Bolsonaro no poder. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador classe média manipulada pelos mais ricos botou Bolsonaro no poder. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2021

De mito a coveiro: Bíblia dos Faria Limers pede o impeachment do ‘falso Messias’ e vergonha da Comitiva do Spray israelenese com Ernesto Araújo

 

 "Essa gente já não acredita mais no capitão: em editorial, o site pede o impeachment de Bolsonaro. ‘Perdeu qualquer condição moral para continuar governando o País. Sua remoção do cargo é uma questão de saúde pública, de vida ou morte para milhões de brasileiros’."


Do Diário do Centro do Mundo:

De mito a coveiro: Bíblia dos Faria Limers pede o impeachment do ‘falso Messias’

 
Até os golpistas entendem que palhaçada tem limite

O Brazil Journal é considerado a bíblia dos ‘Faria Limers’.

É consultado e celebrado pelos investidores da avenida que concentra boa parte do PIB do país.

Essa gente já não acredita mais no capitão: em editorial, o site pede o impeachment de Bolsonaro. ‘Perdeu qualquer condição moral para continuar governando o País. Sua remoção do cargo é uma questão de saúde pública, de vida ou morte para milhões de brasileiros’.

A gota d´água foi a comitiva enviada para ver o spray nasal, uma pasmaceira anunciada pelo governo de Israel como milagrosa no tratamento da covid.

A palhaçada do não uso da máscara aqui e a utilização lá fora, ainda que por obrigação, chocou a turma.

Os financistas de São Paulo são apegados ao dinheiro, não às pessoas. Ajudaram a eleger Bolsonaro porque acreditavam que ele podia levar a cabo uma agenda de desmonte do Estado e especialmente de retirada de direitos.

Foram atendidos em parte. Mas burros não são.

As pessoas estão morrendo: Einstein e Sírio Libanês estão com UTIs lotadas e há ricaços procurando vagas para salvar a pele na pandemia.

Enquanto isso, o presidente manda Hélio Negão, Eduardo Bolsonaro e Ernesto Araújo, entre outros pobres coitados, passear em Israel atrás de uma droga que nem a velhinha de Taubaté acredita.

É demais para a cabeça desse pessoal. Chega. Para a turma que se ufana de falar para a ‘Faria Lima e o Jardim Europa’, Bolsonaro foi de ‘mito a coveiro’.

Só faltou aos editores um ‘mea-culpa’, afinal essa gente não se importou de jogar o país no abismo, durante o golpe de 2016, para colocar um celerado no poder.

Quem se importa? Ademais, dinheiro não aceita desaforo. Segundo os ‘Faria Limers’, Bolsonaro está levando o país à bancarrota ao negar a pandemia e virar as costas para a vacina.

A hora é de pôr fim à aventura que não deu certo. Impeachment já pedem os garotos de recado do mercado.

Seria cômico se não fosse tão trágico.

Leia a íntegra do editorial desta segunda, 8 de março.

Jair Bolsonaro perdeu qualquer condição moral para continuar governando o País. Sua remoção do cargo é uma questão de saúde pública, de vida ou morte para milhões de brasileiros.

As cenas da comitiva brasileira aceitando usar máscara em Israel chocam por sua perversidade.

Aqui dentro, o Governo zomba do distanciamento social, se irrita quando alguém se apresenta de máscara e — apesar de nosso histórico de sucesso nas vacinações em massa — sabotou todas as medidas de prevenção da pandemia. Mas lá fora, quando um governo soberano estrangeiro manda, os funcionários do povo brasileiro aceitam — cordeirinhos! — usar a máscara que a Ciência recomenda.

Ou seja: aqui dentro, Ignorância, Negação e Morte. Lá fora, Normalidade.

A hipocrisia é inaceitável.

Instado a colocar máscara, a obrigação do bolsonarista-raiz era dizer ao israelense que não, jamais, que aquilo ali era uma “frescura” e que “temos que lutar sem nos amedrontar!” Por que não seguiram o script, covardes?

Desta vez, a malignidade deste desgoverno não se perderá em meio aos factoides; desta vez, não é a política que está em jogo. É gente morrendo na rua.

Muitos já sabiam que Bolsonaro nunca teve o equipamento intelectual necessário — temperamento, lógica e racionalidade — para performar as tarefas mais simples que a Presidência exige.

Mas as cenas desta semana — com o Presidente berrando para o brasileiro buscar vacina “na casa da sua mãe” e insistir que o luto e a angústia de tantos são “frescura e mimimi” — são, na MELHOR das hipóteses, crimes de responsabilidade, senão crimes contra a própria humanidade.

Cadê a vacina, Jair? Sua mãe, que criou um negacionista, já foi vacinada. As mães de milhões de brasileiros, não.

Por MUITO MENOS, este País foi às ruas para tirar Fernando Collor e Dilma Rousseff. Um caiu por uma Fiat Elba; a outra, por uma pedalada. Ambos pagaram por suas irregularidades, mas nenhum brincou com vidas.

Bolsonaro prova que só há uma coisa pior do que um idiota com iniciativa: um idiota com iniciativa que precisa lidar com uma pandemia.

Se Dilma Rousseff estivesse hoje na Presidência e se comportando como Jair Bolsonaro, a Faria Lima e o Jardim Europa — o principal público deste site — já estariam na Paulista batendo panelas e exigindo sua remoção do cargo.

Perdemos nossa bússola moral?

Na economia, Bolsonaro fez o mínimo para não deixar o País quebrar. O mínimo! Não privatizou nada, não passou reforma relevante nenhuma, e recentemente voltou a seus instintos originais: estatismo, intervencionismo e populismo.

A incompetência é tão grande que nem sua antecessora conseguiu produzir uma taxa de câmbio tão depreciada — e num momento de preços recordes das commodities.

Em sua trajetória de Mito a Coveiro do Brasil, Bolsonaro arrastou os militares — alguns fascinados com cargos que lhes deram salários com os quais não sonhavam. É hora de desmamar do DAS e servir à Pátria à qual juraram lealdade.

Apesar de tudo isso, no Congresso ainda não há coragem para um impeachment.

Nossos políticos não são líderes, são liderados — pelas pesquisas.

O novo presidente do Senado, Rodrigo Otávio Soares Pacheco, disse recentemente que “não é hora” nem de CPI nem de impeachment.

Rodrigo é um jovem político mineiro — pessoa de bem, ao que consta — mas está enveredando na trilha que desgraçou Rodrigo Maia. Maia apostou tudo na contemporização, e acabou sem legado algum, sem amigos em qualquer um dos lados.

O Presidente da Câmara, Arthur César Pereira de Lira, poderia aceitar um pedido de impeachment. Arthur tem a oportunidade de deixar para trás o carimbo de fisiológico do Centrão e se reinventar como um homem de Estado corajoso, sensível ao que está acontecendo no País.

Se nada fizerem, Pacheco e Lira sairão de cena minúsculos, menores do que entraram.

Até o Senador Tasso Jereissati, um dos homens públicos mais sérios do País, precisa recalibrar sua indignação. Tasso fez pressão por uma CPI e disse que “é preciso parar esse cara,” mas disse que um impeachment “vai criar uma crise sem tamanho.”

Data venia, Senador: “crise sem tamanho” é quando mãe, pai e filho morrem sem respirador, é quando prefeitos têm que fechar as cidades porque a vacina ainda está longe.

É impossível contemporizar com este Governo. É inviável tentar negociar com quem não quer remar na mesma direção.

Não são apenas os chefes dos Poderes que têm responsabilidade. O Procurador Geral da República se omite, mas onde estão os demais membros do Ministério Público Federal? Vão prevaricar? Não há vida depois da Lava Jato?

E a oposição? Ainda existe? E as mesas diretoras da Câmara e do Senado? Todos vocês têm CPF, todos têm biografia, todos têm família que precisa da vacina.

E aos amigos do agronegócio, que vão muito bem, obrigado, e ainda constituem a base de apoio mais fiel ao Presidente, um lembrete amigável: mesmo quem está na primeira classe do Titanic morre afogado quando o navio afunda. Ou morre sem vacina.

Empobrecidos em dólar, desempregados aos milhões, isolados sanitariamente do mundo e sem amigos nas grandes potências, os brasileiros seguem sua vidinha medíocre — até que a coisa transborde em manifestações de rua para, aí sim, os políticos encontrarem sua coluna vertebral.