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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

PL, partido de Bolsonaro, apoia tarifaço e ataque de Donald Trump à soberania brasileira

 

"Ao invés de defender os interesses do Brasil e dos brasileiros, o básico que se espera de um partido nacional, o PL se alia ao presidente dos Estados Unidos no maior ataque à soberania do país em muitas décadas."

Do ICL Notícias:

POLÍTICA

Maior partido da Câmara, PL apoia tarifaço e ataque de Trump à soberania brasileira

Único objetivo do partido tem sido tentar aprovar um projeto que anistia os acusados de golpe de Estado, em especial Bolsonaro


A decisão de Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), de expulsar o deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) por ter defendido Alexandre de Moraes e criticado Donald Trump torna ainda mais clara a inversão de valores na legenda. Ao invés de defender os interesses do Brasil e dos brasileiros, o básico que se espera de um partido nacional, o PL se alia ao presidente dos Estados Unidos no maior ataque à soberania do país em muitas décadas.

O mais dramático é que a legenda é a maior da Câmara, com 95 deputados. Esse poderio tem sido usado pelo partido com o único objetivo de tentar aprovar um projeto que anistia os acusados de golpe de Estado, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro, grande estrela do partido.

O lobby que resultou em intromissão do governo norte-americano em assuntos internos brasileiros e no tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos é liderado por outro político de destaque no PL, o deputado Eduardo Bolsonaro, que por várias vezes afirmou que não se importa com o país e sim com tentativa de evitar que o pai vá para a cadeia.

“Se houver cenário de terra arrasada, pelo menos estarei vingado”, disse Eduardo, em um de seus vídeos ameaçadores.

A família Bolsonaro e o partido apoiam Trump mesmo que os efeitos sejam especialmente negativos para setores empresarial que são aliados dos bolsonaristas. O agronegócio e a indústria de defesa ficaram de fora das 566 posições tarifárias isentas descritas no Anexo I do documento da Casa Branca, que reúne produtos considerados de interesse estratégico para a economia e segurança nacional dos EUA.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), que representa empresas como a JBS e a Marfrig, estima perdas na ordem de US$ 1 bilhão. O prejuízo para o setor cafeeiro seria de US$ 481 milhões, segundo previsão da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

TrumpDeputado Delegado Caveira (PL-PA), de óculos escuros, estende faixa em apoio a Trump na Câmara

Líder na Câmara apoia Trump contra o Brasil

Apesar dos prejuízos à economia nacional, o ataque de Trump aos interesses brasileiros é apoiado fervorosamente pelo líder do Partido Liberal na Câmara, deputado Sóstenes Rodrigues (PL-RJ), que por várias vezes tentou obstruir os trabalhos na Casa, até que o projeto de anistia seja votado. Com isso, projetos de grande importância para a vida nacional ficariam paralisados.

Foi de Sóstenes a iniciativa que levou a Comissão de Relações Exteriores a aprovar uma moção de louvor a Trump no mesmo dia em que o presidente dos EUA anunciou que aplicaria tarifas de 50% em produtos brasileiros.

Há várias outras manifestações de submissão aos interesses estrangeiros. Foi um parlamentar do PL do Paraná, o deputado Delegado Caveira, que protagonizou uma cena lamentável na Câmara, ao estender uma enorme faixa com o nome de Trump e o slogan “Make América great again” (Faça a América grande novamente).

No Senado não é diferente. O líder do PL entre os senadores é Carlos Portinho, do Rio de Janeiro, que coloca os interesses de Jair Bolsonaro e de Trump acima das questões nacionais. Portinho chegou a dizer no plenário que se o projeto de anistia não for aprovado os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso “vão presos”.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Começam as reações internas a Donald Trump nos EUA, por Luís Nassif

 

Os agricultores do Texas têm expressado preocupações em relação aos planos de Donald Trump sobre a China e a energia verde

Do Jornal GGN:


                                                                       iStockphoto

Depois do primeiro dia de governo, com Donald Trump batendo seus tambores, começam a aparecer rapidamente as contraindicações. Nas últimas eleições, Trump levou os 40 votos de delegados do Texas, ao conquistar 56,1% dos votos diretos.

Agora, há um temor generalizado no estado em relação a duas propostas de Trump: a guerra comercial com a China e o fim dos incentivos à energia verde. E, ainda, há o risco de retaliação comercial do México – alvo de uma tarifa de 25% nas suas exportações -, maior comprador da carne do Texas.

Os agricultores do Texas têm expressado preocupações em relação aos planos de Donald Trump sobre a China e a energia verde, principalmente devido ao impacto que essas políticas podem ter em suas operações e na economia agrícola como um todo. Aqui estão alguns pontos-chave de preocupação:

1. **Guerra Comercial com a China**: Durante sua presidência, Trump implementou tarifas sobre produtos chineses, o que levou a China a retaliar com tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja, milho e carne suína. Os agricultores do Texas, que dependem fortemente das exportações para a China, sofreram perdas significativas de mercado e redução nos preços das commodities. A preocupação é que uma nova escalada nas tensões comerciais possa repetir esse cenário, prejudicando ainda mais o setor.

2. **Acesso ao Mercado Chinês**: A China é um dos maiores importadores de produtos agrícolas dos EUA, e qualquer interrupção no acesso a esse mercado pode ser devastadora para os agricultores. Eles temem que políticas agressivas ou imprevisíveis em relação à China possam resultar em barreiras comerciais adicionais, afetando negócios de longo prazo.

3. **Energia Verde e Combustíveis Renováveis**: O Texas é um grande produtor de energia, incluindo petróleo, gás natural e, cada vez mais, energia eólica. Muitos agricultores também estão envolvidos na produção de biocombustíveis, como o etanol. Políticas que desfavoreçam a energia verde ou que não apoiem a transição para fontes renováveis podem afetar negativamente esses setores. Além disso, a incerteza em relação aos subsídios e incentivos para energias renováveis pode desencorajar investimentos em infraestrutura verde.

4. **Impacto no Custo de Produção**: Políticas energéticas que priorizam combustíveis fósseis em detrimento de energias renováveis podem levar a aumentos nos custos de energia para os agricultores, especialmente se houver volatilidade nos preços do petróleo e gás. Isso pode pressionar ainda mais as margens já estreitas dos agricultores.

5. **Sustentabilidade e Mudanças Climáticas**: Muitos agricultores estão cada vez mais conscientes dos impactos das mudanças climáticas em suas operações, como secas e tempestades mais intensas. Políticas que não priorizem a sustentabilidade e a redução das emissões de carbono podem ser vistas como um retrocesso, especialmente para aqueles que estão tentando adotar práticas mais sustentáveis.

Em resumo, os agricultores do Texas estão preocupados com a possibilidade de novas tensões comerciais com a China, que poderiam fechar mercados importantes, e com políticas energéticas que não apoiem a transição para fontes renováveis, o que poderia aumentar custos e desincentivar práticas sustentáveis. Essas incertezas podem ter um impacto significativo na viabilidade econômica de suas operações a longo prazo.

[vídeo – clique aqui]

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