Seguem trechos do programa Greg News, da HBO:
A imprensa alerta para um evidente colapso econômico caso os chineses aumentem as retaliações aos negócios brasileiros.
Para desviar a atenção dos fracassos do pai, o deputado Eduardo Bolsonaro voltou a agredir ferozmente a China. A embaixada daquele país reagiu, pois o “bananinha” é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e as decisões dele podem ser interpretadas como decisões do Brasil.
Mais uma crise no ninho do bolsonarismo. Vários deputados exigiram providências. Até o presente momento nada foi feito. A imprensa alerta para um evidente colapso econômico caso os chineses aumentem as retaliações aos negócios brasileiros.
Se a China realmente comprar a guerra diplomática iniciada pelos Bolsonaro Se duas coisas ocorrerão nos próximos meses: a) ruralistas graúdos ficarão sem recursos para honrar seus empréstimos; b) os Bancos começarão a executar as garantias imobiliárias que eles eram sem pagar qualquer comissão à familícia.
A engrenagem financeira dos Bolsonaro depende da ideologia, mas ela só funciona bem no varejo. No atacado o sistema de extorsão voluntária baseada no anti-comunismo mofado, vulgarmente chamado de “rachadinha”, é um entrave capaz de gerar lucro a terceiros (os Bancos) sem que eles possam ser tributados ilegalmente pelo bolsonarismo.
O excesso de valentia aliada à ausência de sofisticação estratégica, levou a brigada ligeira inglesa atacar um ninho de peças de artilharia da Rússia em 25/10/1854, durante a Guerra da Crimeia https://pt.wikipedia.org/wiki/Carga_da_Brigada_Ligeira. Cento e sessenta e seis anos depois um erro igual foi cometido pela tropa de jegues do capitão amalucado eleito presidente do Brasil.
Não se enganem. Esse será mais um fracasso memorável do Exército brasileiro. Incapaz de ensinar História Militar aos seus oficiais, o Exército se jogou nos braços de um bando de imbecis formados na turma de Bolsonaro, generais Heleno e Mourão incluídos (cada qual num jegue na brigada lerda que atacou a China).
Se fosse escrita, a versão brasileira do poema de Alfred Tennyson seria mais ou menos assim:
“Não há nenhuma razão
Morre o país incapaz de agir”
Em 2016 o Brasil foi rebaixado à condição de Estado pós-democrático. A partir de janeiro de 2019 nosso país passou a agir como se fosse uma província de Donald Trump. O sucesso da carga da brigada lerda de jegues comandada por Jair Bolsonaro em 25/11/2020 transformará nosso país um Estado falido e fracassado incapaz de pagar o soldo e o caviar dos generais? A conferir.
Este artigo reflete somente a opinião expressa do autor.
“Estudo mostrou que a Covid-19 causa mais estragos nos municípios mais favoráveis ao presidente Bolsonaro”, diz pesquisa
Jornal GGN – Mais um estudo acadêmico relaciona a influência de Jair Bolsonaro sobre o eleitorado com o número de mortes e casos de coronavírus em municípios de todo o Brasil. O chamado “efeito bolsonaro” foi aferido em estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa e Desenvolvimento.
Os pesquisadores analisaram a expansão da pandemia de coronavírus em 5.570 municípios brasileiros e a votação do primeiro turno da eleição de 2018, para captar os bolsonaristas. Resultado: as cidades com mais votos no presidente são aquelas com maior percentual de casos e mortes.
“(…) para cada 10 pontos percentuais a mais de votos para Bolsonaro há um acréscimo de 11% no número de casos e de 12% no número de mortos”, detalhou a Folha de S. Paulo.
Para os pesquisadores, foi o “discurso ambíguo do presidente” que induziu “seus partidários a adotarem com mais frequência comportamentos de risco e a sofrer as consequências.”
“A argumentação que usamos no nosso artigo é que provavelmente trata-se de um efeito da própria postura do presidente, que minimizou o uso de máscara e a doença, chamando-a de gripezinha”, afirmou o professor João Luiz Maurity Sabóia, pesquisador envolvido no estudo.
Os resultados desta nova pesquisa converge com outro estudo, divulgado em maio de 2020, já apontando para o perigo do “efeito Bolsonaro”.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Fundação Getúlio Vargas quantificaram este efeito e apontaram que “pelo menos 10% dos casos e até mesmo de mortes registradas pelo novo coronavírus no Brasil” até aquele começo de mês tiveram influência do presidente.
As universidades da Carolina do Norte, nos EUA, e de Bocconi, na Itália, também pesquisaram o impacto das manifestações bolsonaristas em 15 de março em 255 cidades brasileiras, e chegaram a conclusões semelhates.
“Nos municípios com menor concentração de eleitores de Bolsonaro, os protestos que ocorreram em 15 de março fizeram com que a curva de contágio aumentasse 24,7% em comparação com os locais que não tiveram atos a favor de Bolsonaro. Já nos locais que registraram atos e onde ele também teve maioria popular, a taxa de contágio foi 43,3% mais rápida do que nas cidades onde o presidente não teve a maioria dos votos e que não sediaram os atos”, resumiu o site Outras Palavras.
A influência de Bolsonaro sobre o comportamento de seus eleitores ainda foi apurada por pesquisadores da Universidade Federal do ABC e da USP.