quinta-feira, 11 de julho de 2024

Portal do José: CAIU EM DESGRAÇA! BOLSONARO: "GRUPO DOS MALUCOS" DANÇA! RAMAGEM: ESPIÃO TABAJARA DA ABIN PARALELA CAIU NO RIDÍCULO!

 

Do Portal do José:


11/07/24 - ALGUÉM CONSEGUE SE SURPREENDER COM MAIS ALGUMA ABERRAÇÃO DE BOLSONARO E DE SEUS ASSECLAS? Ramagem é o ridículo da vez. Gravação encontrada em seu computador revela conjunto de práticas típicas de uma orcrim. A ORCRIM DOS LADRÕES DE GALINHAS! O BRASIL espera ouvir o áudio coletado por Ramagem e descoberto pela PF. Sigamos



terça-feira, 9 de julho de 2024

Juliana Dal Piva explica a operação de venda das joias envolvendo Bolsonaro e assessores militares

 

Do Instituto Conhecimento Liberta:

Juliana Dal Piva explica a operação de venda das joias envolvendo Bolsonaro e assessores





Juliana Dal Piva explica os detalhes do inquérito do esquema "desvio" das joias de Bolsonaro

 

Do Canal do Instituto Conhecimento Liberta:

Juliana Dal Piva explica os detalhes do inquérito do esquema das joias de Bolsonaro



Do Portal do José: "PAI LADRÃ0"! BOLSONARO: 02 PASSA RIDÍCULO NA TV TENTANDO EXPLICAR CRIMES! JN ALIVIA! GONET: 15 DIAS

 

Do Canal Portal do José:

09/07/24 - BOLSONARO É LADRÃ0! Essa é a conclusão que a PF fez de toda a história mirabolante envolvendo a subtração de joias realizadas pela Orcrim! Não há jurista que consiga uma linha de defesa minimamente razoável para livrar o larápio. Vai aparecer muita coisa. E muita gente cairá no ridículo. TV Globo aliviou a cobertura jornalística ao não desmentir as respostas da defesa do gatuno. Sigamos.



segunda-feira, 8 de julho de 2024

Artigo de Juliana Dal Piva, Karla Araújo e Igor Mello: Bolsonaro desviou R$ 6,8 milhões com apropriação de joias, diz PF

 

Lucro com venda dos bens voltou para Bolsonaro em dinheiro vivo, segundo investigação




Karla Araújo, Juliana Dal Piva e Igor Mello no iclnotícias:

A Polícia Federal acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) de ter desviado do acervo da Presidência da República bens, em sua maioria joias, avaliados em US$ 1,2 milhões — o equivalente a R$ 6,8 milhões. Parte do material foi efetivamente vendido a mando de Bolsonaro e voltou para o patrimônio dele em dinheiro vivo, segundo a investigação.

Segundo o relatório final da PF, o valor obtido com as joias e demais presentes voltavam para o patrimônio pessoal de Bolsonaro em dinheiro vivo, para não deixar rastros.

“Conforme apresentado, os elementos acostados nos autos evidenciaram a atuação de uma associação criminosa voltada para a prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República JAIR BOLSONARO e/ou por comitivas do governo brasileiro, que estavam atuando em seu nome, em viagens internacionais, entregues por autoridades estrangeiras, para posteriormente serem vendidos no exterior. Identificou-se, ainda, que os valores obtidos dessas vendas eram convertidos em dinheiro em espécie e ingressavam no patrimônio pessoal do ex-presidente da República, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”, diz o documento da PF.

O sigilo da documentação que indiciou Bolsonaro por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro foi derrubado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Um erro material fez com que a PF avaliasse o valor das joias em um trecho do relatório em R$ 25 milhões. A informação foi posteriormente corrigida pela corporação.

Dinheiro das joias pode ter bancado Bolsonaro nos EUA

A PF afirma que o dinheiro da venda dos presentes pode ter sido usado para custear a permanência de Bolsonaro nos Estados Unidos –ele emigrou para a Flórida em 30 de dezembro de 2022, ainda durante o mandato como presidente, e só voltou em 30 de março de 2023. Um forte indício dessa versão, segundo os investigadores, é que durante todo o período que passou no exterior, Bolsonaro não usou nenhum recurso depositado em suas contas bancárias.

“Desta forma, a análise contextualizada das movimentações financeiras de JAIR MESSIAS BOLSONARO no Brasil e nos Estados Unidos, demonstra que o ex-presidente, possivelmente, não utilizou recursos financeiros depositados em suas contas bancárias no Banco do Brasil e no BB América para custear seus gastos durante sua estadia nos Estados Unidos, entre os dias 30 de dezembro de 2022 e 30 de março de 2023. Tal fato indica a possibilidade de que os proventos obtidos por meio da venda ilícita das joias desviadas do acervo público brasileiro, que, após os atos de lavagem especificados, retornaram, em espécie, para o patrimônio do ex-presidente, possam ter sido utilizados para custear as despesas em dólar de JAIR BOLSONARO e sua família, enquanto permaneceram em solo norte-americano”.

A PF afirma ainda que o pagamento das despesas seria uma forma de lavar os recursos obtidos de maneira ilícita: “A utilização de dinheiro em espécie para pagamento de despesas cotidianas é uma das formas mais usuais para reintegrar o “dinheiro sujo” à economia formal, com aparência lícita”.

Desvio com o avião presidencial

Em outro trecho do relatório, a PF afirma que Bolsonaro, ao deixar o Brasil, usou o avião presidencial para transportar parte dos presentes de alto valor desviados. Posteriormente, eles foram vendidos em lojas especializadas em ao menos três cidades americanas.

“As diligências realizadas apontam que JAIR MESSIAS BOLSONARO e sua equipe utilizaram o avião presidencial, no dia 30 de dezembro de 2022, na proximidade do fim de seu mandato presidencial, para evadir do país os bens de alto valor desviados, levando-os para os Estados Unidos da América. Em seguida, os referidos bens teriam sido encaminhados para lojas especializadas em venda e em leilão de objetos e joias de alto valor, situadas nas cidades de Miami/FL, Nova Iorque/NY e WILLOW GROVE/PA. De acordo com as informações obtidas, o general da reserva, MAURO CESAR LOURENA CID, pai de MAURO CESAR CID, então lotado no escritório da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) em Miami – EUA, participou das ações descritas, exercendo diversas atividades relevantes no contexto descrito”.

Do Portal do José: EFEITO PAULADA! BOLSONARISTAS TRAUMATIZAD0S E EVENTO FASCISTA FRACASSADO! ELEIÇÕES NA EUROPA E PSIC0PATA MILEI: DIREITA SEM RUMO!

 

 

Do Portal do José:

08/07/24 - SEM RUMO! É interessante pesquisarmos se algum patriota que esteve em SC para ver Milei entendeu algo? Todos ficaram mudos com os resultados das eleições no Reino Unido e na França! Milei se acovardou e só é notícia na Argentina em função dos problemas que causa ao povo de seu país. Em seu discurso disse algo curioso: que existem políticos que fazem do poder espaço para que os filhos se beneficiem. Isso mostra algum bandido com essa prática no Brasil? Avisem ao portenho! Sigamos.

Esquerda vira o jogo na França e vence eleições legislativas; extrema direita neofacista de Le Pen fica em terceiro

 

Mélenchon, líder da esquerda, reivindica a indicação do primeiro-ministro

Por AFP

A coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) tirou da extrema direita a vitória nas eleições legislativas da França, onde se inicia um período de incerteza sobre quem governará, já que nenhum bloco alcançou maioria absoluta.

A NFP obteve cerca de 190 dos 577 assentos da Assembleia Nacional (câmara baixa), seguida pela aliança de centro direita do presidente Emmanuel Macron com uns 160 e o partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) e seus aliados com mais de 140, de acordo com resultados quase finais.

Os resultados representam um revés para a líder de extrema direita Marine Le Pen, que embora ganhe deputados, falha em seu objetivo de alcançar uma maioria, inclusive absoluta, que as projeções consideravam possível há apenas alguns dias.

“Nosso povo rejeitou claramente o pior cenário possível”, declarou o líder esquerdista JeanLuc Mélenchon, para quem a NFP deverá “governar”, mas sem “estabelecer negociações” com a aliança de Macron.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, respondeu que “ninguém pode dizer quem ganhou a eleição” e pediu ao governo para se abrir ao partido de direita Os Republicanos (LR), que obteria cerca de 60 assentos.

Os acordos tácitos entre o governo e a esquerda, concentrando o voto no candidato com mais chances de derrotar o RN em cada circunscrição, frustraram a vitória ultradireitista. O candidato do RN a primeiro-ministro, Jordan Bardella, denunciou uma “aliança da desonra”.

“A maré está subindo. Desta vez não subiu o suficiente, mas continua subindo e, como consequência, a nossa vitória foi apenas adiada”, assegurou, por sua vez, Le Pen.

Um governo do RN teria sido o primeiro de extrema direita na França desde a libertação da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial e um novo na União Europeia, juntamente com a Itália, entre outros.

Milhares de pessoas comemoraram os resultados nas ruas de Paris e outras cidades da França, neste primeiro fim de semana de férias escolares.

Artistas, atletas, sindicatos e organizações haviam se mobilizado para impedir a chegada ao poder da extrema direita, como o astro do futebol Kylian Mbappé, que havia convocado para votar “do lado certo”.

Diretamente da Itália, o papa Francisco alertou neste domingo contra as “tentações ideológicas e populistas”, sem mencionar nenhum país.

Cenários na França

Mostrando a importância destas eleições, a cifra de participação (59,71% às 17h locais, 12h de Brasília) foi a mais alta desde 1981, e até o ex-presidente socialista François Hollande voltou à política e conseguiu um assento.

Macron antecipou as legislativas previstas para 2027 para pedir um “esclarecimento” político aos franceses, após a vitória do RN nas eleições europeias de 9 de junho, uma decisão “arriscada”, segundo analistas.

A resposta dos eleitores foi reorganizar os três blocos surgidos das eleições de 2022 – esquerda, centro-direita e extrema direita -, com uma nova relação de forças, sem que atingissem a maioria absoluta de 289 deputados.

O primeiro-ministro, Gabriel Attal, anunciou que vai apresentar sua renúncia nesta segundafeira, mas que vai continuar no cargo “enquanto o dever exigir”, a menos de três semanas do início dos Jogos Olímpicos de Paris.

A presidência francesa informou que Macron aguardará para conhecer a “estrutura” da nova Assembleia, que será instalada em 18 de julho, antes de decidir quem convocará para formar o governo.

Várias hipóteses surgiram durante a campanha: uma coalizão entre a esquerda e a situação, ou até mesmo um governo tecnocrata com apoio parlamentar na segunda maior economia da União Europeia.

Uma eventual coalizão, no entanto, parece difícil devido às críticas mútuas entre o partido a França Insubmissa (LFI, esquerda radical) de Mélenchon, um importante aliado da NFP, e a aliança de Macron, que acusou este partido de ser “antiparlamentar” e “antissemita”.


sexta-feira, 5 de julho de 2024

ICL Notícias: Crimes citados por PF ao indiciar Bolsonaro e outros 11 têm - apenas no escândalo do desvio das jóias árabes - penas de até 12 anos de prisão


Para a PF, ex-presidente utilizou estrutura do governo para desviar presentes de alto valor oferecidos por autoridades estrangeiras


Por Fabio Serapião e Julia Chaib, no ICL Notícias

(Folhapress) — A Polícia Federal (PF) indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais 11 pessoas na investigação sobre a venda de joias recebidas de presente pelo governo brasileiro.

Bolsonaro foi indiciado sob suspeita dos crimes de associação criminosa (com previsão de pena de reclusão de 1 a 3 anos), lavagem de dinheiro (3 a 10 anos) e peculato/apropriação de bem público (2 a 12 anos).

O inquérito agora deve ser enviado para o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), que pedirá manifestação à PGR (Procuradoria-Geral da República), a quem caberá decidir se denuncia o ex-presidente. Se isso ocorrer, cabe depois à Justiça decidir se ele vira réu e responde ao processo.

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente, Mauro Cid foi apontado como suspeito dos três crimes. Fabio Wajngarten e Frederick Wassef, advogados de Bolsonaro, foram citados por lavagem e associação criminosa, assim como o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, que teria ajudado na venda das joias, e o ex-assessor de Bolsonaro Osmar Crivelatti.

Os demais indiciados pela PF foram Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, Marcelo da Silva Silveira e Marcos André dos Santos Soeira (apropriação e associação criminosa), Julio Cesar Vieira Gomes (pelos três crimes e por advocacia administrativa perante a administração fazendária) e o militar José Roberto Bueno Junior (pelos três crimes). Somente Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, foi indiciado por um crime (lavagem).

Albuquerque era ministro de Minas e Energia na época e seu ex-assessor Marcos Soeira tentou desembarcar no Brasil com um pacote de joias que havia sido dado em viagem à Arábia Saudita na mochila. Os artigos foram apreendidos por não terem sido declarados à Receita Federal.

Julio Cesar Vieira Gomes era o chefe da Receita Federal na ocasião e, como mostrou a Folha, conversou com o ex-presidente posteriormente sobre a possibilidade de liberar as joias.

Wajngarten teria sido o responsável por articular a recompra dos itens vendidos no exterior para o regresso ao Brasil. E Wassef recomprou um dos itens, um relógio Rolex, nos Estados Unidos.

Joias sauditas, diamantes

Joias Sauditas. Foto: Reprodução

Dois pontos da investigação foram crucias para a PF identificar as digitais de Bolsonaro no caso. O primeiro é o uso da aeronave da Força Aérea Brasileira para levar as joias e presentes aos Estados Unidos. O segundo, as mensagens indicando o retorno do dinheiro oriundo de vendas, em espécie, para o bolso do ex-presidente.

Os advogados Wasseff e Wajngarten e filhos de Bolsonaro criticaram a PF pelas conclusões do inquérito, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) falou em perseguição “descarada”. Bolsonaro foi procurado, mas não respondeu. A reportagem não conseguiu contato com os demais indiciados.

Declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até 2030, o ex-presidente já havia sido indiciado em março pela PF em outro inquérito, envolvendo a falsificação de certificados de vacinas contra a Covid-19.

A investigação apontou a suspeita dos crimes de inserção de dados falsos em sistema público e associação criminosa, e a PF diz que a fraude pode ter sido realizada no escopo da tentativa de aplicar um golpe de Estado no país e impedir a posse de Lula (PT).

Além do caso da venda das joias e da carteira de vacinação, Bolsonaro é alvo de outras linhas de investigações, que apuram os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito, incluindo os ataques de 8 de janeiro de 2023.

Parte dessas apurações estão no âmbito do inquérito das milícias digitais relatado por Moraes e instaurado em 2021, que podem em tese resultar na condenação de Bolsonaro em diferentes frentes.

O caso das joias tem origem em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou a tentativa de Bolsonaro em reaver parte dos artigos de luxo presenteados pelos árabes e apreendidos pela Receita Federal no desembarque no Brasil.

Mauro Cid e o ex-presidente Jair bolsonaro

Jair Bolsonaro e Mauro Cid

A PF passou a investigar o caso e, com informações das investigações que envolviam o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, avançou nos detalhes sobre como o ex-presidente negociou alguns presentes valiosos, como joias e relógios.

A apuração também mostrou como Bolsonaro e pessoas próximas a ele tentaram recomprar os itens após a apreensão das joias pela Receita se tornar pública.

Bolsonaro devolveu as joias após determinação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base nas informações, a PF chegou a fazer buscas em endereço de Wassef, do pai de Mauro Cid, o general da reserva Mauro Lourena Cid, e de Osmar Crivelatti, tenente do Exército e que também atuou na ajudância de ordens da Presidência.

Para a PF, o ex-presidente utilizou a estrutura do governo federal para desviar presentes de alto valor oferecidos a ele por autoridades estrangeiras.

Como mostrou a Folha, parte das joias, da grife Chopard, chegou a ir a leilão mas não foi comprada, o que forçou assessores do ex-presidente a mudar planos para venda dos itens de luxo.

A Fortuna Auction, localizada em Nova York, disse à Folha que não houve interessados no conjunto que inclui relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário.

A apuração da PF identificou que as joias foram levadas aos Estados Unidos no avião presidencial em 30 de dezembro, na data em que Bolsonaro deixou Brasília e seguiu para Orlando.

As mensagens mostram que Cid afirmou a Câmara que havia sido informado que Bolsonaro poderia vender os itens, por serem “personalíssimos”.

Câmara disse ao ex-chefe dos ajudantes de Bolsonaro, em outra mensagem obtida pela PF, que seria preciso avisar o governo sobre a venda das joias.

No diálogo, Cid avalia a possibilidade de comunicar o governo e tentar novamente vender o item.

“Eu prefiro não informar pra não gerar estresse entendeu? Já que não conseguiu vender, a gente guarda. E aí depois tenta vender em uma próxima oportunidade”, responde Câmara, segundo as mensagens obtidas pela PF.
“Só dá pena pq estamos falando de 120 mil dólares / Hahaaahaahah”, afirma Cid em outra mensagem.

A PF investigou a negociação e possível desvio de quatro conjuntos de presentes, que incluem relógios (como Rolex de ouro branco e Patek Philippe), itens masculinos da marca suíça Chopard (caneta, anel, abotoaduras, rosário árabe) e esculturas.

Os presentes suspeitos de desvio, segundo a PF

1º conjunto: refere-se a um conjunto de itens masculinos da marca suíça Chopard contendo uma caneta, um anel, um par de abotoaduras, um rosário árabe (masbaha) e um relógio recebido pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após viagem a Arábia Saudita, em outubro de 2021

2º conjunto: trata-se de um kit de joias, contendo um anel, abotoaduras, um rosário islâmico (masbaha) e um relógio da marca Rolex, de ouro branco, entregue ao ex-presidente quando de sua visita oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019

3º conjunto: engloba uma escultura de um barco dourado, sem identificação de procedência até o presente momento, e uma escultura de uma palmeira dourada, entregue ao ex-presidente, na data de 16 de novembro de 2021, quando de sua participação oficial no Seminário Empresarial da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, ocorrido na cidade de Manama, no Barém

4º conjunto: um relógio da marca Patek Philippe, possivelmente recebido pelo ex-presidente, quando de sua visita oficial ao Reino do Bahrein em 16 de novembro de 2021.

Ex-ministro e almirante Bento Albuquerque

Veja quem foi indiciado junto com Bolsonaro

1) Mauro Cesar Barbosa Cid (apropriação de bem público, lavagem de dinheiro e associação criminosa).
2) Mauro Cesar Lourena Cid (lavagem de dinheiro e associação criminosa).
3) Fabio Wajngarten (lavagem de dinheiro, associação criminosa).
4) Frederick Wassef (lavagem de dinheiro, associação criminosa).
5) Bento Costa Lima de Albuquerque Júnior (apropriação de bem público e associação criminosa).
6) José Roberto Bueno Júnior (apropriação de bem público, lavagem de dinheiro e associação criminosa).
7) Julio Cesar Vieira Gomes (apropriação de bem público, lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime funcional de advocacia administrativa perante a administração fazendária).
8) Marcelo da Silva Slveira (apropriação de bem público e associação criminosa).
9) Marcos André dos Santos Soeira (apropriação de bem público e associação criminosa).
10) Marcelo Costa Câmara (lavagem de dinheiro).
11) Osmar Crivelatti (lavagem de dinheiro e associação criminosa).

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PF indicia Bolsonaro, Mauro Cid, ex-ministro e outros no caso das joias

Portal do José: CHORO TOTAL! BOLSONARO: FILHOTES EM DESESPERO POR INDICIAMENTO PELA PF! AZIZ: MILEI É "VAGABUND0"!

 

Do Portal do José:

MIMIMI. BOLSONARISTAS ESPERNEIAM NAS REDES. PF PREPAROU PACOTE TOTAL! AGORA É COM A PGR! "MILEI VAGABUND0": É OMAR AZIZ QUE DIZ. SIGAMOS.



Economistas apontam as inconsistências do BC na definição da Selic e na alta do dólar, o que demonstra a sabotagem do bolsonarista Campos Neto contra o governo Lula

 

Do Jornal GGN:


Ao manter a Selic e o dólar altos, mercado nega a dinâmica interna que conta com redução do desemprego e inflação controlada





Crédito: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Economistas apontam as inconsistências do BC na definição da Selic e na alta do dólar

Publicado em 

Na coluna econômica da última quinta-feira (4), o jornalista Luís Nassif apontou que passou despercebido do mercado e da mídia a atuação do Banco Central no mercado de câmbio desde o início do ano, com intervenções de US$ 800 milhões por dia. 

A atuação do presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem sido criticada pelo Planalto nos últimos meses, em especial desde a manutenção da Taxa Selic há duas semanas em 10,50% ao ano, interrompendo um ciclo de cortes devido à alta do dólar e ao aumento das incertezas econômicas.

Para comentar esta que foi a principal temática da área econômica da semana, Nassif recebeu no programa Nova Economia o economista, professor titular de pós-graduação da PUC-SP e consultor de diversas agências da ONU, Ladislau Dowbor, e o doutor em desenvolvimento econômico pelo Instituto de Economia da Unicamp, Euzébio Jorge Silveira de Sousa.

“Existe um esforço para transmitir um caráter de tecnicidade às ações do BC que, no meu juízo, não existe. Parece que está se buscando uma análise técnica ultra sofisticada de algum modelo econométrico que explicam as ações do BC no último período e vai se buscando um conjunto de dados que não corroboram com um cenário econômico contemporâneo, levando em consideração a redução da taxa de desemprego no Brasil, inflação bastante controlada”, observa Sousa.

O doutor em desenvolvimento econômico ressalta que o mercado financeiro usa como justificativa o processo de instabilidade muito grande no cenário internacional, que afeta a economia dos países, inclusive a brasileira.

“Como se não bastasse, o epicentro do capitalismo global vive uma instabilidade bruta, seja porque estão envolvidos em conflitos internacionais insolúveis e que eles não conseguem dar respostas concretas, seja porque na própria eleição existe um caráter de instabilidade profundo, que é evidente que o último debate que o [presidente norte-americano e candidato à reeleição Joe] Biden participou gera mais um processo de tensão política e econômica dos Estados Unidos, e que gera instabilidade em todos os países”, continua Sousa. 

Sem perspectiva

No âmbito internacional, o cenário econômico não deve melhorar no curto prazo, uma vez que os EUA enfrentam o que Euzébio Sousa chama de dilema complexo diante do questionamento da hegemonia econômica norte-americana como sua peça central o potencial de eles emitirem a moeda de transação internacional. 

“Eles têm um poder que nenhum outro país possui. Para que eles garantam essa hegemonia econômica,  precisam garantir que todas as economias do mundo de alguma forma mantenham reservas na moeda desse país e utilizem essa moeda para utilizar o comércio”, emenda o convidado. 

Mas a política bélica que garante os interesses econômicos e a tensão com a China, que desponta com destaque na economia mundial, agravam a dinâmica interna dos EUA.  

Dólar 

A cotação do dólar atingiu, na última semana, um dos maiores valores nos últimos dois anos e meio: R$ 5,65. Mas a alta, como explica Ladislau Dowbor, não precisava atingir tal patamar, tendo em vista as reservas financeiras superiores a US$ 300 bilhões, herança das gestões Lula 1 e Lula 2. 

“Isso nos torna simplesmente protegidos, porque se o dólar explode, você pode simplesmente, com as reservas que temos, colocar dólares à venda no mercado, além do cara que comprou mais caro especulando que vai subir, ele está começando a perder dinheiro, vai começar a vender e a coisa abranda. Qualquer presidente do BC com o mínimo de bom senso faria isso. Agora o bom sendo do nosso presidente do BC não é estabilidade da economia”, adverte Dowbor.

O economista e consultor explica ainda que, quanto mais alta a cotação do dólar, os exportadores recebem mais em reais pelas vendas, o que seria “um presentinho para os amigos” do presidente do BC.

Taxa de juros

Ao manter a taxa Selic alta, Campos Neto contribui para dois fenômenos no país: o aumento do desemprego e da desigualdade. 

“Juros altos gera desemprego, que gera redução de salários, que gera menor entusiasmo dos empresários de investirem e produzirem e também gera um incentivo maior para que a riqueza do país seja alocada exclusivamente em ativos financeiros”, analisa Euzébio Sousa. 

Assim, o doutor em desenvolvimento econômico ressalta que a alternativa para quebrar o atual cenário imposto pelo BC é criar um projeto de desenvolvimento nacional associada a “taxas de juros civilizadas e esteja associado a uma capacidade de estado poder realizar investimentos em setores estratégicos”, ao contrário da máxima de déficit zero que o mercado financeiro tanto prega.

Assista ao programa na íntegra em: 


terça-feira, 2 de julho de 2024

Extrema-direita fascistóide bolsonarista brasileira deflagra perseguição a cientistas que pesquisam desinformação

 

Para coordenador do INCT, respaldo jurídico pode ser necessário, mas ataques legitimam ainda mais o trabalho dos pesquisadores

Do Jornal GGN:




Foto: sociedade on-line

A disseminação de fake news praticada pela extrema-direita no Brasil, disfarçada de “liberdade de expressão”, agora tem uma nova missão: a pressão – ou até mesmo lawfare – contra pesquisadores e instituições que trabalham cientificamente no combate à desinformação. 

Apesar da tentativa de intimidação sistemática àqueles que se baseiam na ciência, semelhante à utilizada nos Estados Unidos contra pesquisadores que criticam o sionismo, o resultado parece ir na direção contrária do que os extremistas queriam: fortalece ainda mais a área da pesquisa e a valorização desses profissionais. 

A visão é do professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Disputas e Soberanias Informacionais (INCT-DSI), Afonso Albuquerque, convidado do programa TVGGN 20 Horas, com o jornalista Luis Nassif [confira o link abaixo].

“A coisa opera naquele bullying de chamar para prestar contas, mas é importante discutir uma cobertura judicial a quem atua para preservar o direito à liberdade de expressão, porque o ataque vai além disso. É movido por setores cuja lógica de atuação é, a priori, anticientífica, é contra a ciência. Mas a tendência desses ataques é legitimar esses pesquisadores e mostrar que estão fazendo um trabalho sério”, expõe Albuquerque.

A “perseguição legal” contra estudiosos, de acordo com o professor da UFF, costuma imitar as táticas norte-americanas sem considerar as diferenças contextuais entre as nações, marca do movimento reacionário. 

Nos EUA, as consequências podem ser mais danosas devido à relação mais frágil entre professores e instituições, o que resulta em pressões administrativas e até demissões. No Brasil, por outro lado, apesar dos desafios por mais valorização, os profissionais gozam de maior estabilidade, e as universidades tendem a defender com mais vigor a liberdade de cátedra.

“Acho que a extrema-direita brasileira copia muito a tecnologia dos Estados Unidos sem entender eventualmente que os contextos são diferentes. O impacto disso nos Estados Unidos é muito mais forte do que aqui”, opina Albuquerque.

Os ataques vazios às instituições

Um dos principais alvos dessas perseguições atualmente é a NetLab da UFRJ. Deputados do PL alegam que o grupo de pesquisa “persegue críticos do governo” Lula e centram seus estudos apenas na extrema-direita, de maneira supostamente tendenciosa.

Nesse imbróglio, o ex-procurador da Lava Jato e ex-deputado federal cassado, Deltan Dallagnol, aproveitou o momento para tecer elogios ao jornalista Cláudio Dantas, que escreveu sobre a “atuação da NetLab da UFRJ em favor daqueles que o financiam”, referindo-se aos recursos recebidos de fundações públicas e privadas [que ele associado à “esquerda” global] e do governo federal.

Outro caso envolve a produtora de conteúdo Brasil Paralelo, que além de admitir ter formado historiadores de forma remota, agora mira cursos de história, geografia e ciências sociais para estudantes de baixa renda, com o propósito de descredibilizar as instituições de ensino. Leia mais>>> Peterson compara Marx a Caim em evento divulgado pela Brasil Paralelo

“Há um esforço sistemático de esvaziar a autoridade das universidades, das instituições universitárias como sendo movidas por interesses partidários, um clássico. Acho que a desse povo é pegar o que eles próprios fazem e atribuir a outros”, analisa o professor.

O controle soberano sobre a informação

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) é um dos projetos vinculados ao CNPq, que tem como um dos principais objetivos desvendar o controle soberano sobre a informação.

A discussão sobre soberania digital no Brasil, explica o coordenador Afonso de Albuquerque, envolve plataformas digitais que operam fora do controle nacional.

Essas plataformas prometem financiar o “bom jornalismo”, mas fazem isso sem transparência, o que acaba aumentando ainda mais a concentração de poder no ambiente digital, especialmente das Big Techs.

Já na pesquisa internacional sobre desinformação, que cresceu exponencialmente em poucos anos, segundo o professor, nota-se que 10% dos trabalhos tratam a desinformação como uma ação da Rússia, ignorando a influência das plataformas sediadas nos EUA ou as operações do próprio governo americano, conhecidas como PsyOps [em tradução livre, operações psicológicas].

“A produção do conhecimento científico é majoritariamente controlada pelos Estados Unidos, o circuito do conhecimento científico é controlado a partir dos Estados Unidos. (…) Nós vamos para a China justamente para reforçar o nosso laço com pesquisadores de diferentes partes do mundo, e tentar criar um núcleo, uma rede de pesquisadores [mais plural]. A gente sabe que a grande mídia, de maneira geral, opera a partir de uma dinâmica subordinada.”

Assista a entrevista completa abaixo:


Portal do José: BOLSONARISMO, MÍDIA, BANCOS, ESPECULADORES E ATÉ PSIC0PATA PORTENHO ABREM FOGO CONTRA GOVERNO LULA!

 

Do Portal do José:

VEM MAIS TURBULÊNCIA POR AQUI. ATÉ ASSOMBRAÇÃO PORTENHA ESTÁ CHEGANDO. SIGAMOS!


quinta-feira, 20 de junho de 2024

Como o vampiro "deus" mercado (o financeiro dos bancos e da grande mídia empresarial) mantém o BC refém, por Luís Nassif

 

O que se percebe é que, no andar da carruagem, o país chegará em fins de 2025 com a Selic roçando os dois dígitos ainda, a economia estagnada e a mídia alimentando o monstro do bolsonarismo de volta.


Não adianta a retórica inflamada de Lula, isoladamente. A armadilha dos juros é muito mais complexa.

O grande mercado rentista, formado nas últimas décadas, exige altas taxas da Selic. E vai exigir cada vez mais, por um moto contínuo. Altas taxas de juros mantém a economia estagnada. Juros altíssimos reduzem o mercado de consumo e a possibilidade de crescimento das empresas do setor real da economia.

Para manter a rentabilidade, o capital financeiro recorre à compra de estatais por valores depreciados. Quando esse processo começa a se esgotar, apela-se, agora, para privatização de gestão de escolas, vendas de companhias de saneamento. Mas o estoque está se esgotando. Então, restam os ganhos proporcionados pela dívida pública.

Mais que isso.

Grosso modo, pode-se dividir o país entre tomadores de crédito e detentores de capital. O modelo atual sangra consumidores e empresas com as mais altas taxas de juros do mundo. Mas conseguiu-se o feito inédito das vítimas endossarem o discurso dos opressores. É só conferir a manifestação de associações empresariais, alertando para os rumos da situação fiscal – em um momento em que se discute meio ponto de resultado nominal. 

Em 2023, segundo o Banco Central, cada ponto percentual de elevação do resultado nominal representava, em média, R$ 24,5 bilhões em impacto anual nas contas públicas. Meio ponto – os 0,5 em torno dos quais armou-se esse cabo de guerra – representa R$ 12,25 bilhões. Esse montante e equivale a 0,2 pontos percentuais na taxa Selic. Ou seja, se a Selic caísse de 10,5% para 10,3%, a economia seria equivalente a tudo o que se pretende de resultado nominal.

Só há um nome para isso: loucura coletiva! E aí entra a cartelização do mercado de taxas no Brasil. Ele se move exclusivamente pelo efeito manada. Todo o trabalho dos analistas consiste em prever para onde vai a manada. E a manada vai para onde acredita que o Banco Central vai.

Até semanas atrás, o clima era de otimismo com a economia, fundamentos fortes, inflação sob controle. A discussão era se a Selic continuaria caindo 0,5 ponto ou 0,25 ponto por reunião. Aí, Roberto Campos Neto dá um sinal em direção contrária. A manada começa a inverter a direção. E, graças ao poder de cartel, consegue amarrar completamente o Banco Central, a ponto de ele manter a Selic inalterada por decisão unânime.

Coloque-se no papel do grupo indicado por Lula. Se racham a decisão, criam motivo para o mercado se inquietar, puxando o dólar e as taxas futuras para cima. Derruba-se 0,25 da Selic e, em troca, enfrenta-se um aumento das taxas futuras, que se refletem diretamente nas taxas de empréstimo. E, depois, puxam o dólar para cima, impactando os preços dos produtos comercializáveis. Há um nome para isso: chantagem.

Para evitar as turbulências de curto prazo, curvam-se então ao mercado, e mantém-se a Selic no patamar de dois dígitos. A chantagem de Campos Neto sai vitoriosa.

Esse circuito de chantagem só terminará a médio prazo, quando assumir a presidência do BC um economista respeitado e responsável que injete gradativamente bom senso no mercado. E quando Lula acordar para a necessidade de montar grupos de trabalho para preparar a nova economia, abrindo possibilidades para o capital financeiro buscar outras alternativas e deixar de pressionar a Selic.

O que se percebe é que, no andar da carruagem, o país chegará em fins de 2025 com a Selic roçando os dois dígitos ainda, a economia estagnada e a mídia alimentando o monstro do bolsonarismo de volta.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

Lula vai à guerra contra sabotadores como Campos Neto, PiG (Partido da imprensa Golpista), Faria Lima e Congresso bolsonarista, como mostra artigo de Luís Nassif

 

Lula precisa se armar para o segundo tempo do jogo, que consiste na apresentação de um plano de governo robusto, factível, e com futuro


Do Jornal GGN:




Lula vai à guerra, por Luís Nassif



Os seguintes eventos têm relação entre si:

  1. A decisão do presidente da Câmara, Arthur Lira, colocando para votar, em tempo recorde, o PL do estuprador.
  2. Os movimentos especulativos com dólar e juros longos, que se acentuaram na segunda-feira.
  3. O senado colocando para discutir a independência financeira do Banco Central, com apoio de Roberto Campos Neto.

Todos esses fatos, mais o carnaval ocorrido no Senado – sob o olhar complacente do presidente Rodrigo Pacheco – tiveram objetivos claros: provocar um clima de desorganização política, visando influenciar a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta quarta-feira.

Não é pouca coisa que está em jogo. A intenção do mercado – e do grupo bolsonarista de Campos Neto – é interromper a queda da Selic, com base em temas vagos: uma expectativa de inflação que não se confirma com os dados reais; a possibilidade dos Estados Unidos não reduzir mais os juros e por aí vai.

A reação de Lula se deu em duas frentes. No exterior, acabou com as especulações sobre a desvinculação do orçamento dos gastos com saúde e educação. Ontem, em entrevista na CBN, bateu pesado em Roberto Campos Neto e no tal de mercado.

Antes disso, andava tão sem iniciativa, tão sem vontade política que, por aqui mesmo, sugeri que começasse a pensar no sucessor. Levou dois dias para desenvolver o argumento sobre o tema de maior impacto do momento: o PL dos estupradores. Qualquer pessoa que minimamente acompanha o tema do aborto sabe que a defesa do aborto – nas situações definidas pela Constituição – não pode ser confudida com o estímulo ao aborto, mas tratar a questão sob o ângulo da saúde pública.

Em algum momento deu um click em Lula que recuperou parte da combatividade perdida. Na entrevista à CBN, Lula enfatizou que será candidato em 2026, para impedir que os trogloditas voltem a governar o país.

Caiu a ficha de que não impor resistência seria o caminho mais rápido para o cadafalso político. Agora, Lula precisa se armar para o segundo tempo do jogo, que consiste na apresentação de um plano de governo robusto, factível, e que que aponte o futuro de forma clara.

Na entrevista à CBN, Lula deixou claro os caminhos do futuro, na transição energética.

https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202406/lula-presidente-do-banco-central-sera-uma-pessoa-madura-e-que-respeitar-o-cargo

Precisa, agora, avançar em uma área chave – a gestão dos projetos, montando grupos de trabalho intersetoriais para administrar cada um deles, todos se reportando diretamente a ele, Lula.

Se completar esse ciclo, a economia ganhará impulso e Lula terá trunfos maiores para negociar com o Congresso e o tal de mercado.

terça-feira, 18 de junho de 2024

Portal do José: NOVIDADE: LADRÃO DE BRACELETE! PF piora vida do "Mito"! SÓSTENES EXPOSTO! Lula: parte para REAÇÃO!

 

Do Canal do José

18/06/24 - Muita coisa importante e interessante acontecendo. Fatos positivos mostram que o destino do criminosos inelegível ganha mais alguns degraus rumo a cadeia. Lula está vindo para o noticiário. Já era hora. Sigamos




UOL: Policial vai à Justiça contra a realização de reuniões da PM na Universal

 

Do canal do UOL:

Reportagem do colunista do UOL Rogério Gentile mostra que o policial militar Marco Aurélio Bellorio, de 43 anos, entrou com um processo na Justiça dizendo ter sido obrigado a participar de reuniões da corporação em um templo da Igreja Universal do Reino de Deus. O analista criminal Guaracy Mingardi fala do assunto,



Reinaldo Azevedo sobre as mentiras da bancada evangélica e do pastor fundamentalista da extrema-direita bolsonarista criador da PL do estuprador Sóstenes Cavalcante

 

Da Rádio BandNews FM:

Reinaldo: Sóstenes grava dois vídeos com mentiras e aberrações para tentar se justificar




Lula é aplaudido de pé em Genebra mas a imprensa brasileira, aliada à direita e à extrema-direita e com sólido histórico golpista, ignora

 

Em cerca de 30 minutos de discurso, Lula foi ovacionado 10 vezes; entre elas, quando defendeu taxação de super-ricos; confira a lista


Jornal GGN:

Embora não tenha recebido destaque nos meios de comunicação da chamada grande mídia brasileira, o presidente Lula foi aplaudido de pé e ovacionado pelo menos 10 vezes durante seu discurso no fórum de encerramento da 112ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo apurou o GGN, Lula foi aplaudido:

1 – Quando falou da desigualdade salarial entre homens e mulheres;

2 – Quando alertou para os avanços da extrema-direita e defendeu a democracia, lembrando que, sem ela, jamais um torneiro mecânico teria chegado à presidência do Brasil;

3 – Quando falou que o Brasil está impulsionando a discussão sobre taxação dos super ricos;

4 – Quando falou que a concentração de renda é tão absurda que tem bilionário com seu próprio programa espacial. Lula disse que não precisamos investir em Marte, que nossa atenção deveria estar voltada à salvar a humanidade na Terra;

5 – Quando falou que seu compromisso é ter no Brasil “desmatamento zero” até 2030;

6 – Quando defendeu que o avanço da tecnologia no mundo do trabalho deve gerar riquezas para todos, e não ficar concentrada nos países desenvolvidos;

7 – Quando disse que seu terceiro mandato renova compromissos com os trabalhadores, citando vários projetos em andamento, entre eles, o plano nacional de cuidados que considera desigualdades de gênero, raça, classe, com olhar especial sobre as trabalhadoras domésticas;

8 – Quando defendeu eliminar os assentos permanentes de países mais industrializados no conselho da OIT;

9 – Quando disse que as decisões tomadas no âmbito das organizações internacionais para resolver problemas globais só terão legitimidade quando tomadas democraticamente, ou seja, com cada país tendo direito a um voto, independentemente de suas riquezas;

10 – Quando defendeu o fim da guerra em Gaza e na Ucrânia.

Já na imprensa comercial, os aplausos para o discurso de Lula não ganharam manchetes. Para falar do evento, o site UOL reproduziu, por exemplo, a mesma reportagem de uma correspondente da agência RFI brasileira destacando que o discurso foi centrado na taxação dos super ricos e combate às desigualdades, com algumas menções aos aplausos.

No Grupo Globo, por outro lado, o colunista Merval Pereira dedicou um artigo inteiro a minimizar o discurso de Lula.

Para Merval, qualquer sucesso feito pelo presidente petista no exterior não tem peso algum internamente. “(…) não tem consequências para as crises de seu governo, onde se vê a cada dia mais impotentes diante do avanço da oposição”.

Ainda segundo o jornalista global, Lula só encanta seus “correligionários de esquerda” mundo afora e sua melhor “plateia é a internacional” porque os brasileiros lembram dos escândalos de corrupção. Para encerrar, Merval finalizou com mais um ataque sobre a falta de poder de Lula diante do Congresso.

“O que se aplaude nesses encontros internacionais são as teorias de Lula, não sua ação na atualidade. No exterior, essa postura de líder do mundo em desenvolvimento tem sua validade, ainda mais quando Lula defende pontos importantes, como acabar com a desigualdade. Mas, se o governo Lula não consegue levar adiante uma negociação no seu próprio país, como vai liderar uma ação global nesse sentido?”

Jornal GGN publicou uma matéria detalhando o discurso de Lula na conferência da OIT. Leia abaixo:

Combate à desigualdade e taxação dos bilionários: o discurso de Lula na Suíça

Crédito: Ricardo Stucket

Presidente ressaltou que trabalho não deve ser tratado como mercadoria e defendeu o papel do Estado como planejador do desenvolvimento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (13), do lançamento da Coalizão Global para a Justiça Social em Genebra, na Suíça, durante a 112ª Conferência Internacional do Trabalho.

“Nunca, nunca a justiça social foi tão crucial para a humanidade. É central resgatar o espírito da Declaração da Filadélfia, adotada há 80 anos atrás. Nela consignamos que o trabalho não deve ser tratado como mercadoria, mas sim fonte de dignidade”, iniciou o presidente.

Lula ressaltou ainda que, apesar de as projeções indicarem uma leve queda na taxa de desemprego mundial, que deve passar de 5% para 4,9%, a informalidade, precarização e pobreza são problemas persistentes.

O chefe de Estado também chamou a atenção para a queda de renda dos menos escolarizados e a dificuldade enfrentada pelas novas gerações para entrar no mercado de trabalho. “Muitos não estudam, nem trabalham. Há elevado desalento.”

Desenvolvimento


Lula defendeu a urgência para que o Estado possa recuperar seu papel como planejador do desenvolvimento, uma vez que “a mão invisível do mercado só agrava desigualdades”. “O crescimento da produtividade não tem sido acompanhado pelo aumento dos salários, gerando insatisfação e muita polarização. Não se pode discutir economia e finanças sem discutir emprego e renda.”

A justiça social e a luta contra as desigualdades serão as prioridades do presidente brasileiro que vai assumir a liderança do G-20 em novembro. Lula, então, almeja debater a proposta de taxação dos super-ricos com as demais potências. “Nunca antes o mundo teve tantos bilionários. Estamos falando de 3 mil pessoas que detêm quase US$ 15 trilhões em patrimônio. Isso representa a soma dos PIBs do Japão, da Alemanha, da Índia e do Reino Unido.”

O petista criticou até os programas de exploração espacial. “A concentração de renda é tão absurda que alguns indivíduos possuem seus próprios programas espaciais. Não precisamos buscar soluções em Marte. É a Terra que precisa do nosso cuidado”, concluiu.

Confira o discurso do presidente na íntegra:

É com grande satisfação que participo da 112ª (centésima décima segunda) Conferência Internacional do Trabalho.

Retorno à OIT com esperança renovada na atuação conjunta de governos, trabalhadores e empregadores para superar tempos adversos.

Não foram poucas as vezes em que o mundo voltou seus olhos para a OIT em busca de soluções ao longo de seus 100 anos de história.

Esta é uma das primeiras organizações internacionais a ganhar o prêmio Nobel da Paz, em 1969.

Foi nesta assembleia, em maio de 2003, que escolhi fazer meu primeiro discurso em um organismo das Nações Unidas como chefe de estado.

E foi aqui que nos reunimos para discutir a crise do emprego causada pelo colapso financeiro de 2008.

Desta vez, vivemos um contexto global muito mais complexo.

Nossas sociedades ainda se recuperam dos efeitos da pandemia de COVID-19 em ritmos muito desiguais.

Novas tensões geopolíticas se somam a conflitos existentes em diferentes partes do planeta.

As transições energética e digital já impacientam trabalhadores de todos os países.

Os efeitos da mudança climática têm deteriorado a qualidade de vida ao redor do mundo.

2,4 bilhões de trabalhadores são afetados diretamente pelo calor excessivo.

O papel da OIT e de seu arranjo tripartite é ainda mais relevante hoje do que quando foi criada.

Nunca, nunca a justiça social foi tão crucial para a humanidade.

É central resgatar o espírito da Declaração da Filadélfia, adotada há 80 anos atrás.

Nela consignamos que o trabalho não deve ser tratado como mercadoria, mas sim fonte de dignidade.

O bem-estar de cada um depende do bem-estar de todos.

Como afirmou o Papa Francisco, não há democracia com fome, nem desenvolvimento com pobreza e nem justiça na desigualdade.

Por isso, aceitei o convite do diretor-geral Gilbert para copresidir a Coalizão Global para a Justiça Social.

Ela será instrumental para implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

O ODS 8 sobre “Trabalho Decente para Todos” não está avançando na velocidade e na escala necessárias para o cumprimento de seus indicadores.

Apesar das projeções da taxa de desemprego mundial para este ano e o próximo apontarem modesta diminuição de 5% para 4,9%, não devemos nos iludir.

A informalidade, a precarização e a pobreza são persistentes.

O número de pessoas em empregos informais saltou de aproximadamente 1,7 bilhão, em 2005, para 2 bilhões neste ano.

A renda do trabalho segue em queda para os menos escolarizados.

As novas gerações não encontram espaço no mercado.

Muitos não estudam, nem trabalham. Há elevado desalento.

Quase 215 milhões – mais do que a população do Brasil – vivem em extrema pobreza mesmo estando empregados.

As desigualdades de gênero, raça, orientação sexual e origem geográfica são agravantes desse cenário.

Em todo o mundo, as mulheres são um dos elos mais vulneráveis da cadeia do trabalho.

A máxima “salário igual para trabalho igual” ainda é uma utopia.

Mais de meio bilhão de mulheres em idade ativa estão fora da força de trabalho devido à divisão desigual das responsabilidades familiares e dos cuidados.

Dos 280 milhões de migrantes em todo o mundo, 80% vivem no Sul Global.

Em muitos casos, as remessas desses trabalhadores superam os investimentos estrangeiros em seu país de origem.

Quase 650 bilhões de dólares foram enviados por imigrantes a países de baixa renda e média renda.

Esses recursos são fundamentais, mas insuficientes.

Temos uma arquitetura financeira disfuncional, que alimenta desigualdades.

Os bancos de desenvolvimento investem muito pouco.

Senhoras e senhores,

Há um provérbio antigo que afirma que “se queremos paz, temos de nos preparar para a guerra”.

Ao lançar a pedra fundamental da OIT, nossos antecessores sabiam e subverteram essa lógica ao consagrar o lema “se desejas a paz, cultiva e não permita a injustiça”.

Essa máxima é ainda mais pertinente hoje.

As guerras na Ucrânia, em Gaza e tantos outros conflitos esquecidos nos afastam desse ideal.

Trabalhadores que deveriam dedicar-se a suas vidas e famílias são direcionados para frentes de batalha de onde ninguém sabe se irá voltar e quem sairá vencedor.

Foi assim na Primeira Guerra Mundial, de cujos escombros saíram a Liga das Nações e a própria OIT.

A Segunda Guerra Mundial terminou com 70 milhões de mortos, 3% da população da época – majoritariamente jovens e com pouca idade.

O ano de 2023 viu o gasto com armamentos subir 7% em relação a 2022, chegando a 2,4 trilhões de dólares.

A irracionalidade de um conflito na Europa reacende os temores de uma catástrofe nuclear.

Em Gaza, há mais de 37 mil vítimas fatais. A maioria são mulheres e crianças.

Esse conflito também acumula o triste recorde de mortes de trabalhadores humanitários. Por isso é importante afirmar: o mundo precisa de paz e prosperidade E não de guerra.

Em 2024, o maior número de eleitores da História se dirigirá às urnas.

Quase metade da população mundial participará de processos eleitorais, renovando as esperanças de um futuro melhor.

A democracia e a participação social são essenciais para a conquista de direitos trabalhistas.

Sem a democracia, um torneiro mecânico jamais teria chegado à Presidência da República de um país como o Brasil.

Os ataques à democracia historicamente implicaram a perda de direitos.

Não é mera coincidência que meu país foi investigado por violar normas desta Organização durante o governo de meu antecessor.

O extremismo político ataca e silencia minorias, negligencia os mais vulneráveis e vende muita ilusão.

A negação da política deixa um vácuo a ser preenchido por aventureiros que espalham a mentira e o ódio.

A contestação da ordem vigente não pode ser privilégio da extrema direita.

A bandeira anti-hegemônica precisa ser recuperada pelos setores populares progressistas e democratas.

Recuperar o papel do Estado como planejador do desenvolvimento é uma tarefa urgente.

A mão invisível do mercado só agrava desigualdades.

O crescimento da produtividade não tem sido acompanhado pelo aumento dos salários, gerando insatisfação e muita polarização.

Não se pode discutir economia e finanças sem discutir emprego e renda.

Precisamos de uma nova globalização – uma globalização de face humana.

A justiça social e a luta contra as desigualdades são prioridades da presidência do Brasil do G20 que se realizará em novembro próximo.

Fiz questão de convidar a OIT para contribuir com as discussões do Grupo.

Estamos discutindo como promover uma transição justa e utilizar as tecnologias emergentes para melhorar o universo laboral.

Nossa iniciativa prioritária, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, busca acelerar os esforços para eliminar essas chagas.

O Brasil está impulsionando a proposta de taxação dos super-ricos nos debates do G-20.

Nunca antes o mundo teve tantos bilionários. Estamos falando de 3 mil pessoas que detêm quase US$ 15 trilhões em patrimônio.

Isso representa a soma dos PIBs do Japão, da Alemanha, da Índia e do Reino Unido.

É mais do que se estima ser necessário para os países em desenvolvimento lidarem com a mudança climática.

A concentração de renda é tão absurda que alguns indivíduos possuem seus próprios programas espaciais.

Não precisamos buscar soluções em Marte. É a Terra que precisa do nosso cuidado.

As enchentes que levaram destruição ao Sul do Brasil, ao Quênia e à China, e as secas na Amazônia, na Europa e no continente africano mostram que o planeta já não aguenta mais.

A crise climática será prioridade da COP-30 que será feita na cidade de Belém em um estado da Amazônia.

As florestas tropicais não são santuários para o deleite da elite global.

Tampouco podem ser tratadas como depósitos de riquezas a serem exportadas.

Debaixo de cada árvore vivem trabalhadoras e trabalhadores que precisam de emprego e renda.

A sociobioeconomia, a industrialização verde e as energias renováveis são grandes oportunidades para ampliar o bem-estar coletivo e efetivar a transição justa que defendemos.

Ações e políticas voltadas para o desenvolvimento de habilidades digitais e sustentáveis serão fundamentais em uma economia global cada vez mais descarbonizada e intensiva em tecnologia.

Nas revoluções industriais anteriores, aprendemos que inovações tecnológicas podem ampliar os horizontes da humanidade.

Mas foi a luta dos trabalhadores que disciplinou e democratizou seu uso.

A inteligência artificial transformará radicalmente nosso modo de vida.

Teremos que atuar para que seus benefícios cheguem a todos e não apenas aos mesmos países que sempre ficam com a parte melhor.

Do contrário, tenderá a reforçar vieses e hierarquias geopolíticas, culturais, sociais e de gênero.

Um terço da população mundial está fora da Internet, e parcela ainda maior não usufrui de conectividade significativa.

A diversidade linguística ainda não está adequadamente representada no ambiente digital.

O poder computacional necessário para mover suas engrenagens é desigualmente distribuído.

Seu insumo essencial são nossos dados, nossa atenção e nosso tempo, e é disputado ferozmente por um punhado de empresas.

Nenhum país é capaz de resolver sozinho os dilemas que afetam toda a sociedade internacional.

Precisamos buscar as melhores experiências onde quer que elas estejam para que a gente possa colocar em prática no mundo inteiro.

O Brasil se inspirou no governo espanhol, sob a liderança de Pedro Sanchez, para regular o trabalho por aplicativos de transporte e promover um acordo sobre jornadas de trabalho, salários e previdência social.

O presidente Biden mostrou-se um grande aliado na construção de um novo marco para a construção de uma relação entre capital e trabalho.

Esse é o sentido da Parceria para o Direito dos Trabalhadores que lançamos na ONU, no ano passado, ao lado do Diretor-Geral, nosso companheiro Houngbo.

Queremos pavimentar o caminho para um novo contrato social, que coloque o ser humano no centro das políticas.

Em meu terceiro mandato, tenho renovado o compromisso com o mundo do trabalho.

Tenho certeza de que retomamos as políticas de valorização do salário mínimo, de erradicação do trabalho infantil e de combate a formas contemporâneas de escravidão.

Aprovamos uma lei sobre igualdade de remuneração entre homens e mulheres e nos somamos ao chamado da OIT para que mais países, sindicatos e empresas integrem a Coalizão Internacional pela Igualdade Salarial.

Também estamos formulando um Plano Nacional de Cuidados que considera as desigualdades de classe, gênero, de raça, idade, deficiências e territórios, com olhar especial para o mundo do trabalho doméstico.

Temos uma política forte de geração de emprego e de reindustrialização do país, com responsabilidade fiscal.

Somente a indústria automobilística anunciou investimentos de 25 bilhões de dólares, o que não acontecia no Brasil há mais de 40 anos.

Um país que gera condições de investimento está protegendo seus trabalhadores, está gerando emprego e permitindo que a massa salarial cresça.

Quando a economia cresce, o desemprego diminui e a renda aumenta.

São 2,2 milhões de empregos formais criados desde o início do meu governo.

O desemprego no primeiro trimestre deste ano foi o menor desde 2014.

Senhoras e senhores,

Ao longo de mais de um século, a OIT contribuiu para inúmeras conquistas que elevaram o padrão de qualidade de vida das pessoas e fortaleceram a paz, segurança e prosperidade.

A Coalizão Global que estamos lançando hoje será uma ferramenta central para construir uma transição com justiça social, trabalho decente e igualdade.

Isso será particularmente importante neste contexto de transição para uma ordem multipolar, que exigirá mudanças profundas nas instituições.

Por isso o Brasil vai trabalhar pela ratificação da Emenda de 1986 à Constituição da OIT, que propõe eliminar os assentos permanentes dos países mais industrializados no Conselho da Organização.

Não faz sentido apelar aos países em desenvolvimento para que contribuam para a resolução das crises que o mundo enfrenta hoje sem que estejam adequadamente representados nos principais órgãos de governança global.

Nossas decisões só terão legitimidade e eficácia se tomadas e implementadas democraticamente.

Esse é o melhor caminho a seguir para garantir o desenvolvimento sustentável, os direitos dos mais vulneráveis e a proteção do planeta.

Vamos semear a justiça e colher a paz de que o mundo tanto precisa.

Muito obrigado.