quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Felipe Scagliusi sobre concentração, prática e estudo do piano

 

    Do Canal Aprendendo Piano, de Felipe Scagliusi:

1-  Eis 4 pilares para despertar a memória e aprender piano

Não gravei este vídeo pra dar algumas dicas. Nem nenhum truque. Nem nada pra "hackear" seu cérebro. Trata-se de uma visão de como estudar piano que hierarquiza as várias maneiras que nós utilizamos pra "aprender" uma música. São 4 pilares que, quando formados, sustentam nossa capacidade de memorizar uma música. No fundo não serve apenas para isso. Já que esses pilares despertam e ativam várias faculdades do homem. Mas a maneira mais objetiva de medir a qualidade de construção desses pilares é mesmo um aumento da eficiência da memória.

2 - 


UOL: Lula não minimizou ou relativizou ataques do Hamas; sua fala chama atenção para Gaza, diz o deputado Pastor Henrique Vieira

 

Do UOL:

Em entrevista ao UOL News, o deputado Pastor Henrique Vieira comenta a repercussão da fala do presidente Lula sobre a situação na Faixa de Gaza.



UOL: Omar Aziz rebate o oportunismo midiático e ridículo de Rodrigo Pacheco após repúdio deste a fala de Lula: ’Tipifique o que é matar 30 mil inocentes'

 

Omar Aziz enfrenta o portunismo de Rodrigo Pacheco no caso Lula x Netanyaho e os crimes da extrema direita de Israel

Do UOL:

O senador Omar Aziz (PSD-AM) rebateu Rodrigo Pacheco após o presidente do Senado repudiar a fala do presidente Lula (PT) comparando ataques em Gaza ao Holocausto (termo esse não usado por Lula em sua fala).




Florestan Fernandes Jr. : Falando em escarro, Netanyahu e seu chanceler fizeram da Palestina sua escarradeira de ódio e morte

 

Ao contrário do que diz a mídia corporativa, Lula sai maior do enfrentamento com o primeiro-ministro israelense. Netanyahu terá seu nome na galeria dos déspotas

Benjamin Netanyahu

Benjamin Netanyahu (Foto: Abir Sultan/Pool via Reuters)

Depois de quase 5 meses de ataques incessantes a Gaza e cerca de 30 mil civis indefesos executados covardemente por um dos exércitos mais modernos e altamente tecnológicos do mundo, o governo Biden fez o primeiro movimento em direção à paz. Ontem (19/02), tardiamente, os EUA apresentaram no Conselho de Segurança da ONU um projeto alternativo de resolução, pedindo um cessar-fogo temporário na Faixa de Gaza. 

A ideia do governo dos EUA, coautor e cúmplice no genocídio do povo palestino, é conter a máquina mortífera de Benjamin Netanyahu, que pretende atacar Rafah, um pequeno povoado de passagem entre Gaza e o Egito. Ali, vivendo em tendas e em condições absolutamente precárias, estão abrigados um milhão e cem mil refugiados palestinos que se deslocaram para a região na tentativa desesperada de sobreviver ao bombardeio sanguinário comandado pelo líder de extremíssima direita do estado de Israel. 

A questão que se coloca para o mundo que se diz “civilizado” é saber até quando os países ditos desenvolvidos se manterão inertes frente ao mais cruel genocídio praticado no século 21. Quem será o primeiro chefe de estado das chamadas potências ocidentais a se postar ao lado do presidente Lula na denúncia contra os crimes cometidos por Benjamin Netanyahu? Um déspota que pode e deve, sim, ser comparado aos piores da história, como Idi Amin Dada, Benito Mussolini e Augusto Pinochet. 

Ao contrário do que diz a mídia corporativa do país, Lula sai ainda maior no enfrentamento com Netanyahu. Como líder mundial, se colocou desde o começo desse conflito como um pacifista. Não arredou um centímetro nas suas convicções, foi coerente. Aguentou firme a pressão exercida pelo governo estadunidense para que o Brasil apoiasse os ataques sanguinários de Netanyahu. 

Na presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, em 17 de outubro de 2023, a diplomacia brasileira apresentou uma proposta de resolução para o conflito entre Israel e Palestina, em que condenava os ataques terroristas atrozes do Hamas contra Israel, pedia a libertação imediata dos reféns, a permissão para ações humanitárias e a revogação da ordem de retirada de civis do norte de Gaza. Uma proposta que, se aprovada, certamente reduziria significativamente o número de vítimas na Palestina. Contudo, a proposta foi devidamente vetada pelos Estados Unidos. 

Lula nunca se apequenou na sua trajetória de líder sindical e político, nem quando foi perseguido e condenado injustamente. Sempre esteve ao lado dos mais pobres, dos miseráveis, dos vulneráveis, defendendo o direito à vida e à dignidade humana. Aos 78 anos de vida, Lula é, ao lado do Papa Francisco, uma das principais referências mundiais. 

É respeitado e admirado em todo o planeta. Tanto que nenhum chefe de estado do mundo capitalista se atreveu a contestar a fala de Lula contra o genocídio praticado pelo chefe de governo de Israel. Lula entrou, definitivamente, para a galeria dos grandes líderes humanistas da história mundial.

Já Benjamin Netanyahu, certamente, terá seu nome inscrito na galeria dos déspotas, cujos nefastos atributos são a valorização do preconceito racial e da violência desmedida para impor seu poder ditatorial. 

A curto prazo, Netanyahu é o grande perdedor, ele sabe disso e faz de tudo para se manter no poder. Aliás, até a crise com o governo brasileiro foi criada para recrudescer a narrativa do antissemitismo no mundo. A intenção é justificar a guerra e tirar o foco de si, da insatisfação coletiva com um governo impopular, autoritário, sobre o qual pesam acusações de corrupção e agora, por causa da guerra, tem sangrado a economia do país.

Segundo dados do Escritório Central de Estatísticas de Israel, a economia israelense registrou queda de 19,4% no 4º trimestre de 2023, por causa dos efeitos da guerra, sendo o impacto sentido mais fortemente nos gastos do consumidor, comércio e investimentos. Há uma clara percepção de que a continuidade do conflito que devasta corpos e economia, interessa aos planos de manutenção de poder de Netanyahu. Para além disto, o premier sofre protestos pela desatenção à situação dos reféns. Para os israelenses, está mais do que claro que as vidas desses reféns não têm um peso determinante nos planos do primeiro-ministro.

Diante desse quadro, o que Netanyahu está fazendo é usar a declaração do presidente Lula como um anteparo interno. A encenação populista e grosseira de convocar o embaixador brasileiro, Frederico Meyer a dar explicações sobre as declarações de Lula em público, diante da imprensa e dentro do museu do Holocausto, é bastante reveladora. Como é reveladora e grotesca a fala do ministro das Relações Exteriores, Israel Katz, de que “Lula cuspiu na cara dos judeus brasileiros”!

Em entrevista ao Boa Noite 247, o historiador sionista Michel Gherman exaltou a importância de Lula como um pregador da Paz: “Quando Lula condena o ato terrorista do Hamas é porque ele não quer que as crianças israelenses sejam mortas, da mesma maneira que ele não quer que as crianças palestinas sejam mortas. Eu considero Lula uma pessoa fundamental para o mundo hoje”.


Gilmar Mendes desmonta a farsa criminosa Lava Jato e denuncia a cooperação ilegal da operação paranaense com os Estados Unidos

 

Decano do STF diz que é preciso detalhar mais a ligação de órgãos “como o DOJ [Departamento de Justiça dos EUA] e coisas do tipo” com integrantes da força-tarefa da Lava Jato

Ministro do STF Gilmar Mendes

Ministro do STF Gilmar Mendes (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

247O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a força-tarefa da Lava Jato sofreu “influência de setores de agências internacionais”, mais especificamente dos Estados Unidos, e trocou informações sem o aval do Ministério da Justiça, denunciando mais uma vez as ilegalidades cometidas pelos procuradores à época liderados por Deltan Dallagnol.  “O que a gente vê, e está muito presente nas informações que temos, é essa troca de informações, que passou a ser informal, entre Curitiba e setores do governo americano. Uma das queixas é que isso não passava pelo órgão do Ministério da Justiça incumbido dessa função, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI)”, disse Gilmar ao Brazil Journal.

Para o magistrado, é preciso “aprofundar a ligação” dos órgãos do governo dos EUA, “como o DOJ [Departamento de Justiça] e coisas do tipo”, com integrantes da força-tarefa da Lava Jato. "O nosso aparato de Justiça, os órgãos de corregedoria, que são acoplados ao STJ, e o Conselho da Justiça Federal, que funciona lá e é quem administra a Justiça Federal, falharam muito”.

“Para ser considerada ruim, essa coordenação precisaria ter melhorado muito! Ela foi um desastre! Porque se assistiu a isso sem nada fazer. Agora, está se encerrando esses dias o trabalho de correição feito lá na 13ª Vara Federal, em Curitiba, um trabalho do ministro Luís Felipe Salomão, do STJ”, completou. 

Sobre o processo que levou ao surgimento e ao fortalecimento da Lava Jato, o ministro relembrou: "se a gente olhar a Operação Satiagraha, da qual participaram o juiz Fausto De Sanctis, o delegado da PF Protógenes Queiroz, envolvendo o banqueiro Daniel Dantas [grupo Opportunity], já havia um certo conlúio entre o juiz, o promotor e o delegado que foi o protagonista da operação. Tivemos uma operação também contra a magistratura de São Paulo, da Justiça Federal. E também, no âmbito da Justiça Federal, a instalação das varas de lavagem. E, aí, vem um discurso, que precisa ser mais iluminado e aprofundado, que, talvez, tenha influência de setores de agências internacionais. (...) Dos americanos. Tem a história da Enccla [Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, instituída pelo governo federal em 2003, com o objetivo de aprofundar a coordenação dos órgãos públicos envolvidos na prevenção e no combate aos crimes de lavagem e corrupção]. Meu saudoso colega Gilson Dipp, aqui do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que foi corregedor do STJ, trabalhou na instalação das varas de lavagem. Elas se tornaram muito poderosas porque, obviamente, os crimes financeiros passaram a ser investigados ali. É nesse contexto que a Lava Jato veio com mais força, inclusive, com essa competência universal".

ICL: PLANO DE GOLPE MIULITAR-BOLSONARISTA PREVIA A EXISTÊNCIA DE UM NÚCLEO QUE SERIA 'BRAÇO ARMADO' - ICL NOTÍCIAS AO VIVO

 Sobre o fascismo nazistóide do núcleo militar bolsonarista e os planos de golpe de Estado delatado por Mauro Cid e uma reflexão da hipocrisia da direita extrema sionista bolsonarista sobre as críticas de Lula aos crimes da Israel de Netanyahu...

Do ICL Notícias:




terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

UOL: Netanyahu tem interesse em tensionar ambiente e depende de episódios como o de Lula para ganhar fôlego, diz professor

 

Do UOL:


O ministro Paulo Pimenta, da Secom, rebateu o chanceler israelense Israel Katz e disse que ele "distribui conteúdo falso" sobre o presidente Lula. No UOL News, o professor Victor Del Vecchio comenta o assunto.



Programa Geopolítica em Foco: Coletivo de judeus publica nota em apoio ao presidente Lula sobre o massacre perpetrado por Netanyahuem Gaza.

 

Do Canal da Rede TVT:

Aqui no "Geopolítica em Foco" você encontra atualizações sobre a política internacional sob perspectiva das relações internacionais e dinâmicas do poder global. Sob a condução da jornalista Talita Galli, o programa traz informações veiculadas pelos principais portais de notícia do mundo e a análise do renomado sociólogo e escritor Lejeune Mirhan.



BRASIL É HUMILHADO EM ISRAEL PELO GOVERNO DE EXTREMA DIREITA DE NETANYAHU E CHAMA DE VOLTA EMBAIXADOR

 

Do ICL Notícias:




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Após pedido de impeachment de Lula pelos oportunistas golpistas de extrema direita, a internet lembra que Bolsonaro se encontrou com neonazistas

 

Além de Jair Bolsonaro ter se encontrado com lideranças neonazistas, o filho Flávio banalizou o holocausto no 8 de Janeiro

Lula contra Bolsonaro nas eleições 2022

Fotos: Ricardo Stuckert e Agência Brasil

A imprensa brasileira repercute desde a noite de domingo (18) a notícia de que a oposição ao governo Lula já recolhe assinaturas para instaurar um processo de impeachment contra o presidente da República, em virtude de suas declarações sobre a guerra de Israel em Gaza.

Em passagem pela capital da Etiópia no último final de semana, Lula disse que não há paralelos na história para o massacre que Israel pratica indiscriminadamente contra o povo palestino em Gaza após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2022, a não ser com o que Hitler fez contra os judeus.

A declaração causou reações de Israel e de seus defensores no Brasil. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Lula desonrou a memória de mais de 6 milhões de judeus assassinados pelo regime nazista.

O PEDIDO DE IMPEACHMENT


A oposição ao governo redigiu um pedido de impeachment com base no artigo 5º da Lei 1079/50, que diz que “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”, é motivo para afastar um presidente do exercício do mandato.

Nas redes sociais, o deputado federal Kim Kataguiri reforçou: “Lula nos colocou em rota de colisão com uma das nações mais amigas do Brasil. (…) Essa atitude precisa de uma resposta imediata das instituições brasileiras.”

O deputado federal petista Lindbergh Farias rebateu: “A direita brasileira não para de ameaçar a democracia e tentar tomar o mandato na marra. Agora falam em impeachment de Lula por criticar duramente, como deve ser feito, os absurdos cometidos pelo governo ultradireitista de Netanyahu, que tem o sangue de mais de 10 mil crianças palestinas nas mãos.”

INTERNET EXPÕE HIPOCRISIA

Internautas lembraram, nas redes sociais, que o ex-presidente Jair Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis travaram encontros com políticos do partido neonazista da Alemanha sem que isso fosse interpretado como uma afronta a Israel, nem ter sido motivo de pedido de impeachment.

BANALIZAÇÃO DO HOLOCAUSTO


Outros ainda lembraram que o senador Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, comparou as prisões dos manifestantes que atentaram contra a democracia em 8 de Janeiro de 2023 com o holocausto.

Ou o Brasil enfrenta o dilema militar e sua tendência ao golpismo, ou o dilema militar inviabiliza o Brasil, por Salvio Kotter

 

A profissionalização das Forças Armadas não é suficiente para mantê-las distantes de intervenções políticas, isso é uma preocupação

Divulgação

Ou o Brasil enfrenta o dilema militar, ou o dilema militar inviabiliza o Brasil

por Salvio Kotter, no Jornal GGN

Importância de Revelar Conspirações

Somos uma República Militar, instituída por um golpe de Estado, um golpe militar. Com isso, as tentativas de golpe e conspirações militares não são fenômenos novos na história brasileira; neste contexto, o processo de exposição é que é vital na construção de uma instituição militar alinhada com os valores democráticos. Revelar essas tramas é fundamental para distinguir os militares comprometidos com a lei e com a democracia e daqueles com tendências golpistas e antidemocráticas. Esse processo de diferenciação é essencial para prevenir a homogeneização dos membros das forças armadas, evitando que o estigma recaia sobre a instituição como um todo, o que representaria um mal a todos nós. Além disso, esta exposição evidenciará a necessidade de mudanças na doutrina militar, de modo a reforçar seu compromisso com a defesa das fronteiras, da democracia e da soberania nacional.

A Iniciativa de Integração de Lula

O expurgo e assassinato dos militares progressistas no arcabouço do golpe de 1964 acabou por criar, ao contrário da tradição militar brasileira de até então, um exército em que a ideologia de direita e extrema direita fosse quase unânime entre os fardados. Durante os primeiros governos Lula, houve um esforço significativo para promover a interação e o entendimento mútuo entre militares e civis. Através de cursos sobre direito internacional e conflitos armados, os militares receberam uma formação que transcendeu a instrução tradicional, oferecendo a eles uma perspectiva humana e estratégica muito mais abrangente. Esses cursos representaram uma oportunidade para que as Forças Armadas compreendessem e se adaptassem ao novo e complexo contexto global. Contudo, o sucesso inicial desse tipo de programa educacional perdeu impulso e restou abandonado ­– um reflexo das constantes mudanças de prioridades políticas e da falta de uma estratégia de longo prazo para a integração das Forças Armadas com a sociedade civil.

Profissionalização Não É Suficiente

A constatação de que a profissionalização das Forças Armadas por si só não é suficiente para mantê-las distantes de intervenções políticas é uma preocupação válida. A experiência dos governos do PT, em que ocorreu um investimento significativo na profissionalização militar, demonstrou que sem alterações na doutrina e na formação dos oficiais, as Forças Armadas podem persistir em comportamentos não alinhados com os ideais libertários e democráticos. Essa persistência sugere que a profissionalização deve ser acompanhada por uma reforma mais abrangente na cultura militar, incluindo sua doutrina e educação, a fim de garantir uma separação clara e firme entre as obrigações militares e a política.

Doutrina Militar em Foco

As Forças Armadas necessitam de uma doutrina defensiva que priorize a proteção do território nacional e dos cidadãos que nele vivem. Casos de interferência política por parte de militares erodem a confiança na instituição e desviam o foco de sua missão primária: a defesa nacional. Ao desenvolver uma doutrina centrada na legitimidade democrática e na defesa das liberdades civis, a instituição militar reafirma seu compromisso com o país e com os preceitos da Constituição. Esse caminho é essencial para assegurar que os princípios democráticos sejam a pedra angular da conduta militar.

Reformando a Formação Militar

Alterar a doutrina militar é apenas o início; a transformação deve se estender à formação dos oficiais, que precisa ter seu currículo ampliado. A educação militar deve fomentar uma compreensão aprofundada do papel dos militares em uma democracia, assim como valorizar a importância do Estado de direito e dos direitos humanos. Ao integrar esses princípios no currículo de formação dos oficiais, promove-se uma liderança militar informada, consciente e comprometida com os valores democráticos. Isso culmina em uma força armada que respeita a autonomia das instituições civis e se dedica exclusivamente ao seu papel constitucional de defesa.

Democratização Como Garantia de Estado de Direito

A democratização das Forças Armadas é uma etapa indispensável para assegurar o Estado de direito de qualquer país. É preciso conceber iniciativas que reforcem os vínculos dos militares com os valores democráticos, que respeitem a separação dos poderes e a soberania das decisões políticas pelas vias institucionais. A educação continuada, o debate sobre a ética militar em consonância com a sociedade e o compromisso com a missão defensiva do país são medidas que constroem uma relação saudável e respeitosa entre os militares e os civis, culminando em uma sociedade forte e segura.

Apesar da tentação, demonizar os militares não é solução.

Podem atirar as pedras, só evitem as mais pontudas, por favor.

Sálvio Kotter passou por formações bem variadas, como Administração de Empresas, Música Erudida, Grego Antigo e Latim. Publicou vários livros, de ficção e não-ficção e é editor da Kotter Editorial, especializada em literatura, filosofia e política.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.


Em carta, Einstein já denunciou o fascismo sionista em Israel em 1948

 

Em resposta à visita de Menachem Begin aos EUA, o cientista ressaltou as práticas semelhantes entre o Partido da Liberdade israelense e o nazismo


Crédito: Getty Images

Carta originalmente enviada ao jornal New York Times em 4 de dezembro de 1948 como protesto contra à visita de Menachem Begin aos Estados Unidos.

Aos Editores do New York Times:

Entre os fenômenos políticos mais perturbadores de nossos tempos está o surgimento no recém-criado Estado de Israel do “Partido da Liberdade” (Tnuat Haherut), um partido político muito parecido em sua organização, métodos, filosofia política e apelo social aos partidos nazistas e fascistas. Foi formado a partir da adesão e seguimento do antigo Irgun Zvai Leumi, uma organização terrorista, de direita e chauvinista na Palestina.

A atual visita de Menachem Begin, líder deste partido, aos Estados Unidos é obviamente calculada para dar a impressão de apoio americano ao seu partido nas próximas eleições israelitas e para cimentar os laços políticos com elementos sionistas conservadores nos Estados Unidos. Vários americanos de renome nacional emprestaram seus nomes para saudar sua visita. É inconcebível que aqueles que se opõem ao fascismo em todo o mundo, se corretamente informados sobre o histórico político e as perspectivas de Begin, possam adicionar seus nomes e apoio ao movimento que ele representa.

Antes que danos irreparáveis sejam causados por meio de contribuições financeiras, manifestações públicas em nome de Begin e a criação na Palestina da impressão de que um grande segmento da América apoia elementos fascistas em Israel, o público americano deve ser informado sobre o histórico e os objetivos de Begin e seu movimento.

As apreensões públicas da festa de Begin não são nenhum guia para seu caráter real. Hoje falam de liberdade, democracia e anti-imperialismo, quando até há pouco tempo pregavam abertamente a doutrina do Estado fascista. É nas suas ações que o partido terrorista trai o seu verdadeiro caráter; a partir de suas ações passadas, podemos julgar o que se pode esperar que ele faça no futuro.

Ataque à Vila Árabe


Um exemplo chocante foi seu comportamento na aldeia árabe de Deir Yassin. Esta aldeia, fora das estradas principais e cercada por terras judaicas, não tinha tomado parte na guerra, e tinha até lutado contra bandos árabes que queriam usar a aldeia como sua base. Em 9 de abril (THE NEW YORK TIMES), bandos terroristas atacaram esta vila pacífica, que não era um objetivo militar nos combates, mataram a maioria de seus habitantes 240 homens, mulheres e crianças e mantiveram alguns deles vivos para desfilar como cativos pelas ruas de Jerusalém. A maioria da comunidade judaica ficou horrorizada com o ato, e a Agência Judaica enviou um telegrama de desculpas ao rei Abdullah da Transjordânia. Mas os terroristas, longe de se envergonhar de seu ato, orgulharam-se desse massacre, divulgaram-no amplamente e convidaram todos os correspondentes estrangeiros presentes no país a ver os cadáveres amontoados e o caos geral em Deir Yassin.

O incidente de Deir Yassin exemplifica o caráter e as ações do Partido da Liberdade.

Dentro da comunidade judaica, eles pregaram uma mistura de ultranacionalismo, misticismo religioso e superioridade racial. Como outros partidos fascistas, eles foram usados para quebrar greves e pressionaram pela destruição de sindicatos livres. Em seu lugar, eles propuseram sindicatos corporativos no modelo fascista italiano.

Durante os últimos anos de violência esporádica anti-britânica, os grupos IZL e Stern inauguraram um reinado de terror na comunidade judaica palestina. Professores foram espancados por falarem contra eles, adultos foram baleados por não deixarem seus filhos se juntarem a eles. Por métodos de gângsteres, espancamentos, quebra de janelas e roubos generalizados, os terroristas intimidaram a população e cobraram uma pesada homenagem.

O povo do Partido da Liberdade não teve qualquer participação nas realizações construtivas na Palestina. Eles não recuperaram nenhuma terra, não construíram assentamentos e apenas diminuíram a atividade de defesa judaica. Seus esforços de imigração, muito divulgados, foram minuciosos e dedicados principalmente a trazer compatriotas fascistas.

Discrepâncias Vistas

As discrepâncias entre as afirmações ousadas que agora estão sendo feitas por Begin e seu partido, e seu histórico de desempenho passado na Palestina não têm a marca de nenhum partido político comum. Este é o carimbo inconfundível de um partido fascista para quem o terrorismo (contra judeus, árabes e britânicos) e a deturpação são meios, e um “Estado Líder” é o objetivo.

À luz das considerações anteriores, é imperativo que a verdade sobre o Sr. Begin e seu movimento seja divulgada neste país. É ainda mais trágico que a alta liderança do sionismo americano tenha se recusado a fazer campanha contra os esforços de Begin, ou mesmo a expor a seus próprios eleitores os perigos para Israel do apoio a Begin.

Os abaixo assinados, portanto, tomam este meio de apresentar publicamente alguns fatos importantes sobre Begin e seu partido; e de exortar todos os interessados a não apoiarem esta última manifestação do fascismo.

Isidoro Abramowitz, Hannah Arendt, Abraham Brick, Rabino Jessurun Cardozo, Albert Einstein, Herman Eisen, M.D., Hayim Fineman, M. Gallen, M.D., H.H. Harris, Zelig S. Harris, Sidney Hook, Fred Karush, Bruria Kaufman, Irma L. Lindheim, Nachman Maisel, Seymour Melman, Myer D. Mendelson, M.D., Harry M. Oslinsky, Samuel Pitlick, Fritz Rohrlich, Louis P. Rocker, Ruth Sagis,  Itzhak Sankowsky, I.J. Shoenberg, Samuel Shuman, M. Singer, Irma Wolfe, Stefan Wolfe.

Leonardo Attuch: A guerra da extrema direita de Netanyahu chegou ao Brasil. Lula precisa de apoio e mobilização

 

Lula ousou dizer a verdade inconveniente: o Ocidente promove e financia um genocídio comparável ao holocausto

Lula na Cúpula Africana

Lula na Cúpula Africana (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo na Etiópia, em que ele comparou o genocídio promovido pelo estado de Israel contra o povo palestino ao holocausto nazista, é, além de correta, algo que já vem sendo dito com frequência por rabinos ortodoxos judeus, como pode-se ver abaixo:

A questão é que, mesmo estando correta, a declaração desencadeou um movimento extremamente perigoso no Brasil. A extrema-direita fascista, que vê seu líder Jair Bolsonaro à beira da prisão, se aproveita do caso para apresentar pedidos de impeachment do presidente Lula. Governadores de oposição, como Ronaldo Caiado, tentam surfar no caso para herdar o espólio do fascismo. E o advogado de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, promete mobilizar a bancada evangélica numa guerra santa contra o presidente Lula.

A instabilidade favorece ninguém menos que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que, com pedidos de impeachment nas mãos, poderá aumentar seu poder de barganha em relação ao governo federal. O bolsonarismo poderá também renovar suas juras de amor ao Império e a Israel para tentar sair das cordas e, quem sabe, evitar a prisão e cancelar a inelegibilidade de Jair Bolsonaro.

Após as declarações de Lula, o Brasil passou a estar no centro da geopolítica global. Não por acaso, nos próximos dias, o governo brasileiro receberá visitas do chanceler russo, Sergei Lavrov, e do chefe do Departamento de Estado, Anthony Blinken. Ou seja: Lula será pressionado pelas duas forças mais poderosas que disputam os destinos da humanidade. 

Numa análise mais ampla, que vê a floresta, e não apenas as árvores isoladas, o massacre em curso na Palestina é apenas um fragmento da grande guerra do Império e seus vassalos contra o mundo multipolar, do “Ocidente” contra o Sul Global, dos colonizadores contra os povos oprimidos do mundo, da minoria privilegiada contra a maioria despossuída. 

Com sua fala deste domingo, Lula se tornou o principal líder do Sul Global. É uma posição nobre, mas que implica riscos evidentes, uma vez que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que hoje comanda uma das mais poderosas máquinas de guerra e espionagem do mundo, está babando de ódio. Lula precisa de todo apoio dos brasileiros comprometidos com o Brasil e com a paz mundial. E também de muita mobilização social.

Rabinos judeus de Israel saem em defesa de Lula e dizem que Benjamin Netanyahu é ainda pior do que os nazistas

 

Grupo judaico publicou vídeo com resposta direta ao ataque de Benjamin Netanyahu contra Lula

Postagem do grupo Torah Judaism

Postagem do grupo Torah Judaism (Foto: Reprodução X)

247 – O grupo de rabinos ortodoxos do grupo Torah Judaism saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva imediatamente após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu atacá-lo nas redes sociais. Segundo a postagem dos rabinos, o governo de Israel, sob o comando de Netanyahu, é ainda pior do que o dos nazistas. Confira:

Neste domingo, o presidente Lula afirmou que os métodos do genocídio promovido contra o povo palestino pelo governo israelense são comparáveis aos métodos nazistas. Em seguida, Netanyahu afirmou que Lula "cruzou uma linha vermelha" e convocou o embaixador brasileiro à chancelaria.

ICL Notícias: CONVOCAÇÃO DE BOLSONARO PARA ATO TEM ADEPTOS ENCRENCADOS COM A JUSTIÇA.

 


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Reinaldo Azevedo: 26 de fevereiro passa a ser um bom dia para a prisão de Bolsonaro após novo demonstração real golpista de enfrentamenteo ao STF

 

Da Rádio BandNews FM:




Confira a cronologia da “minuta do golpe”. Reportagem de Ana Gabriela Sales, no Jornal GGN

 

Registros corroboram versão de Mauro Cid que Bolsonaro sabia, pediu ajustes e apresentou decreto de golpe de Estado a militares

Foto: José Dias/PR

Publicado em 


Dados de registros de celulares e de entrada e saída do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, complementam os indícios de que Jair Bolsonaro (PL) não só tinha o conhecimento como mandou alterar um decreto que estabelecia a prisão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, e realização de novas eleições no país.

A Polícia Federal (PF) usou os registros da movimentação no Alvorada e dados de Estações Rádio Base (ERB) para corroborar a versão dos fatos delatada pelo tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro.

Conforme já noticiado pelo GGN, a partir da Operação Tempus Veritatis, deflagrada na última quinta-feira (08), Bolsonaro não só sabia da minuta do decreto de um golpe de Estado, como editou, pediu para ajustar o texto, e também apresentou sua versão aos comandantes das Forças Armadas, em novembro de 2022.

Agora, um documento obtido pelo blog de Andréia Sadi, no G1, traz à tona esses registros. Confira:

19 de novembro

Em reunião no dia 19 de novembro de 2022, 20 dias após o 2º turno da eleição e vitória do presidente Lula (PT), Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada o assessor da presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins, o advogado Amauri Saad e o padre José Eduardo de Oliveira e Silva.

Os dados de controle e de saída da residência oficial e os dados de seus celulares, no histórico das Estação Rádio Base (ERB) da região do imóvel, indicam que Martins entrou pelo portão principal às 14h59, no mesmo horário que o padre José Eduardo. Mauro Cid estava no Alvorada desde às 8h34 da manhã.

Foi nesse encontro, que Martins apresentou ao ex-presidente a minuta de decreto que detalhava diversos “fundamentos dos atos a serem implementados” contra uma suposta “interferência do Judiciário no Poder Executivo”.

Este texto inicial, não só pedia a prisão de Moraes, como do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes; além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O documento também previa a realização de novas eleições.

Em delação, Cid afirmou que nesse encontro Bolsonaro teria determinado a Martins alguns ajustes na minuta deste decreto, permanecendo apenas com a prisão de Moraes e a realização de novas eleições.

7 de dezembro

Martins retornou ao Palácio da Alvorada, em 7 de dezembro, com a minuta ajustada a pedido de Bolsonaro. Neste encontro, segundo a PF, o ex-presidente aprovou as alterações. 

Neste dia, Bolsonaro pediu também uma reunião para apresentar a minuta ao então comandante do Exército, general Freire Gomes; ao comandante da Marinha, almirante Garnier Santos; e ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

Há registros no controle de entrada e saída de Freire Gomes, Garnier e Nogueira no Alvorada em 7 de dezembro. O então ministro da Defesa chegou às 8h25 da manhã, enquanto o general e o almirante chegaram às 8h34. Martins chegou neste mesmo horário.

Já o nome do advogado Amauri Saad não aparece no registro deste dia, mas a PF afirmou que conseguiu identificar que o celular do advogado aparece na ERB que abrange o Palácio da Alvorada, no mesmo período em que Martins, Garnier, Freire Gomes e Nogueira estiveram na residência oficial, o que indica que o advogado possa ter entrado no Alvorada sem ter sido registrado.

No dia 7 de dezembro, os registros de entrada e de saída do Alvorada ainda mostram a visita de Tércio Arnaud, o ex-assessor de Bolsonaro considerado um dos pilares do chamado “gabinete do ódio”. Ele entrou às 7h26 e saio às 20h49, ou seja, esteve no horário em que se tratou sobre a minuta.

9 de dezembro

Em 9 de dezembro, a investigação aponta que Bolsonaro fez alguns ajustes na minuta do decreto para enxugar o texto.

Nesse dia, Bolsonaro se reuniu no Palácio da Alvorada com o general Theophilo Gaspar de Oliveira, então comandante de Operações Terrestres e que estava disposto a cumprir as determinações relacionadas ao golpe se Bolsonaro assinasse o decreto. 

Dados encaminhados pelo GSI comprovam a presença do general no Palácio do Alvorada, chegando às 18h25 e saindo às 19h18.

Já Cid ficou entre 9h45 e 20h23 no Alvorada nesse dia. Dentro desse período, ele mandou uma mensagem ao comandante do Exército, Freire Gomes, pelo aplicativo de comunicação UNA, usado pelo Exército.

No mesmo dia, o ex-presidente falou com apoiadores na frente do Alvorada depois de semanas de silêncio após perder a eleição presidencial. Na ocasião, Bolsonaro já preparava ânimos e dava indicativos de golpe.

"Bolsonaro é um golpista de corpo e alma", afirma até mesmo o ultradireitista jornal Estadão, em editorial

 

Segundo o jornal, o ato de 25 de fevereiro na Avenida Paulista "é um escárnio" e uma tentativa de intimidação

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Reprodução | Carlos Moura/SCO/STF)

247 O jornal Estado de S. Paulo avalia que o golpismo de Jair Bolsonaro já está demonstrado e que seu ato marcado para 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, é um escárnio. "Bolsonaro é um golpista de corpo e alma. O mau militar, que deixou o Exército em desonra em 1988, nunca fez as pazes com a redemocratização do País. Desde então, Bolsonaro apenas passou a se servir da política como mero instrumento para continuar fazendo o que fora impedido de fazer nos quartéis: insuflar a baderna, tratar adversários como inimigos e usar a truculência para impor uma agenda – além, é claro, de enriquecer a família", escreve o editorialista.

"Por isso, é um escárnio Jair Bolsonaro convocar um 'ato pacífico' na Avenida Paulista, previsto para o próximo dia 25, 'em defesa do nosso Estado Democrático de Direito' – o mesmo que ele desejava abolir e o mesmo que ele gostaria de ver negado a seus adversários, como deixou claro nas reiteradas vezes em que defendeu até o fuzilamento de quem se lhe opusesse", acrescenta.

"No momento mais grave de toda a sua trajetória pública, Bolsonaro recorre às massas, por assim dizer, como forma de intimidação das autoridades incumbidas de investigar e julgar sua responsabilidade pela tentativa de golpe de Estado. Sob essa lógica truculenta, quanto mais gente na Avenida Paulista, mais receosas ficariam as autoridades, em particular os ministros do STF, em punir Bolsonaro. Portanto, está-se diante de mais um ato de insubmissão do ex-presidente ao mesmo Estado Democrático de Direito – que tem no devido processo legal um de seus pilares mais sólidos – que ora ele diz querer defender", pontua ainda o editorialista.

Diante de tudo isso, que sempre se soube, o Estadão ainda não se desculpou pelo editorial "Uma escolha muito difícil", em que dizia ser difícil optar entre o golpista e o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


Filho do presidente do Clube Militar (cheio de viúvas da ditadura) é investigado na tentativa de golpe bolsonarista

 

Clube Militar, conhecido por sua rápida atuação em questões envolvendo os oficiais da ativa, optou por manter silêncio

(Foto: ABr | Reuters | Polícia Federal)

247 – As investigações sobre uma possível tentativa de golpe de Estado envolvendo membros das Forças Armadas tomaram um novo rumo com a Polícia Federal investigando a participação de integrantes da Abin. No centro das investigações está Victor Carneiro, filho do general Sérgio Tavares Carneiro, atual presidente do Clube Militar, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

Victor Carneiro, que assumiu a direção da Abin após Alexandre Ramagem, foi mencionado em gravações realizadas pela Polícia Federal. As conversas indicam a suposta participação de Carneiro em planos para infiltrar agentes do órgão em campanhas políticas adversárias durante as eleições de 2022.

Enquanto as investigações prosseguem, o Clube Militar, conhecido por sua rápida atuação em questões envolvendo os oficiais da ativa, optou por manter silêncio. Diretores do clube, em conversas sob reserva, apontam diversas razões para essa postura, incluindo dúvidas sobre o impacto das mensagens de Walter Braga Netto e questões relacionadas ao Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Federal continua a investigação, enquanto o Clube Militar se mantém em reserva. A relação entre as instituições militares e a política continua a ser um ponto sensível, com implicações que ecoam dentro e fora das Forças Armadas.