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domingo, 14 de outubro de 2018

Manifestação contra extrema direita reúne 150 mil pessoas na Alemanha




Do Estadão:

Manifestação contra extrema direita reúne 150 mil pessoas na Alemanha

O protesto foi organizado por grupos de direitos humanos, incluindo a 

Anistia Internacional

BERLIM - Manifestantes de toda a Alemanha marcharam em Berlim neste sábado, 13, contra a xenofobia e a extrema direita em um dos maiores protestos do país nos últimos anos. Os organizadores estimam que mais de 150 mil pessoas participaram do ato. Protestos semelhantes ocorreram em Dresden, Koethen e outras cidades do leste.
Manifestação em Berlim, na Alemanha
Segundo organizadores, 150 mil pessoas participaram de ato contra a extrema direita na Alemanha. Foto: John MACDOUGALL/AFP
Um porta-voz da polícia se recusou a estimar o tamanho da multidão no protesto, que foi organizado por grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional.
Os manifestantes carregavam cartazes que diziam "Construa pontes, não paredes", "Unidos contra o racismo" e "Somos indivisíveis - por uma sociedade aberta e livre". Alguns dançavam música pop em um dia quente de outono.
Manifestação em Berlim, na Alemanha
'Construa pontes, não paredes' foi uma das frases utilizadas pelos manifestantes durante ato em Berlim. Foto: Michele Tantussi/Reuters
A chegada de mais de um milhão de migrantes, muitos de zonas de guerra no Oriente Médio, aumentou o apoio ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) . Espera-se que a legenda se saia bem na eleição na Bavária, há muito uma fortaleza da conservadora União Social Cristã, que integra o governo de coalizão federal da chanceler Angela Merkel.
Manifestação em Berlim, na Alemanha
Mulher segura placa com a frase 'Racismo não é alternativa' durante protesto contra extrema direita em Berlim. Foto: Markus Schreiber/AP Photo
Em agosto, grupos de extrema direita na cidade de Chemnitz, no leste do país, entraram em confronto com a polícia e perseguiram pessoas que acreditavam ser estrangeiras após o esfaqueamento fatal de um alemão ter sido atribuído a dois migrantes.
Manifestação em Berlim, na Alemanha
Banner em que se lê 'Indivisível - solidariedade em vez de exclusão'. Foto: Kamil Zihnioglu/EPA/EFE

No entanto, o número de ataques violentos contra refugiados e contra abrigos na Alemanha caiu drasticamente no primeiro semestre deste ano. Duas empresas também alertaram seus funcionários alemães sobre os perigos do populismo antes das eleições regionais na Bavária. /Reuters


sábado, 6 de outubro de 2018

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil alerta para eleições e para o perigo do fascismo e do autoritarismo


"Neste atual clima de confronto e de crise das instituições, temos nos perguntado, com temor e seriedade, se há algum risco de um Estado de Exceção. Em situações assim, os direitos se restringem e os poderes são concentrados. 
Neste sentido, como pessoas de diferentes tradições de fé, conclamamos:
A que permaneçamos em vigília e fortaleçamos a profecia coletiva e popular, organizando-nos nas casas, bairros e comunidades para conversar sobre os impactos que o racismo, a xenofobia, ameaça de práticas fascistas, o ódio às mulheres e a LGBTfobia causam nas nossas vidas; 
As igrejas, organizações sociais, movimentos populares a que contribuam para a formação de uma cultura democrática em contraposição à cultura autoritária. "



Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil alerta para eleições



Jornal GGN - O Conic - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - manifesta-se sobre as eleições 2018 e o momento vivido pelo Brasil. Lembra que o atual presidente não foi eleito, uma presidente eleita foi afastada de forma questionável e que uma das candidaturas ao cargo máximo fala em golpe, caso as urnas não correspondam às suas expectativas de poder.
O órgão ligado à CNBB é claro ao enunciar os inúmeros riscos que o país enfrenta nestas eleições, e não economiza argumentos. É muito sério.
Leia a posição do Conic a seguir.
Posição do CONIC sobre as Eleições 2018
O Brasil está vivendo, em 2018, um processo eleitoral incomum. Ele ocorre em um contexto de ruptura democrática. O atual Presidente da República não foi eleito para a função. Uma Presidenta foi afastada do cargo com justificativas questionáveis. Além disso, uma das candidaturas fala abertamente em golpe, caso o resultado eleitoral não seja em seu favor.  
A história do país revela o quanto a nossa democracia é frágil. Se observarmos os presidentes que governaram o país de 1930 até os dias de hoje, somente quatro foram eleitos e cumpriram seus mandatos. Portanto, a democracia no Brasil não é a regra, mas a exceção. 
Este processo eleitoral revela e explicita questões históricas não resolvidas. O Brasil jamais teve um projeto de nação, nem depois de sua Independência ou da Proclamação da República. 
Ao idealizar as experiências e organização social dos países europeus ou dos Estados Unidos, a elite brasileira nunca teve interesse em que o Brasil se reconhecesse como nação, mas apenas em produzir e manter as desigualdades.
Esta elite tende a sonegar impostos, não aceitar taxar as suas fortunas e eximir-se de suas responsabilidades sociais. E constantemente age no sentido de colocar o povo contra o povo, criando um ambiente de medo, fortalecendo narrativas de que o pobre seria o principal ator da violência. 
Vivemos uma espécie de "futebolização" da política, em que o pressuposto não é a de que todos ganhem, como nas democracias mais amadurecidas, mas de que se torce para o outro lado ser derrotado, não importando se, ao fim, todos perdem. Esta é uma polarização que aniquila a busca e a realização do bem comum.
Nossa fé é política na medida em que assume a responsabilidade cristã que vem do Batismo. É esta fé que nos compromete incondicionalmente com a dignidade humana, com o cuidado dos bens comuns, com a cultura da paz e da não violência, com a promoção dos direitos humanos e da justiça. A única opção para uma pessoa cristã é a promoção destes valores, expressos claramente no Evangelho, em especial, nas Bem-aventuranças (Mt 5.1-12), e nas práticas de misericórdia (Mt 25.35-45). 
Destacamos a urgência de que cada pessoa, comprometida com a sua fé, e também, aquelas que não comungam de fé alguma, que defendam o Estado Democrático de Direito, incluindo o respeito pelas liberdades civis, direitos humanos e sociais e outras garantias fundamentais estabelecidas na Constituição.
Que no dia 7 de outubro cada cidadão e cidadã vote com discernimento e com o conhecimento do projeto de governo escolhido para os próximos quatro anos, incluindo os cargos legislativos. 
Neste atual clima de confronto e de crise das instituições, temos nos perguntado, com temor e seriedade, se há algum risco de um Estado de Exceção. Em situações assim, os direitos se restringem e os poderes são concentrados. 
Neste sentido, como pessoas de diferentes tradições de fé, conclamamos:
A que permaneçamos em vigília e fortaleçamos a profecia coletiva e popular, organizando-nos nas casas, bairros e comunidades para conversar sobre os impactos que o racismo, a xenofobia, ameaça de práticas fascistas, o ódio às mulheres e a LGBTfobia causam nas nossas vidas; 
As igrejas, organizações sociais, movimentos populares a que contribuam para a formação de uma cultura democrática em contraposição à cultura autoritária;
O fortalecimento das mobilizações pela revogação das reformas trabalhistas e do teto de gastos, assim como para renovar a luta por uma reforma do sistema político e uma reforma tributária justa, além de garantir outras conquistas resultantes da luta dos trabalhadores e trabalhadoras; 
A que renovemos e aprofundemos o compromisso com a laicidade do estado. Nenhum candidato ou governo pode se pronunciar em nome de Deus. 
As nossas igrejas a dialogar sobre a proteção das famílias constituídas a partir do afeto e não pela manutenção de hierarquias familiares propagadoras de violência doméstica.
Em um país religioso como o Brasil, não devemos ser porta-vozes nem do ódio e nem do medo. Cabe-nos ser anunciadores e anunciadoras do amor, da paz, do diálogo, da solidariedade, da justiça, da cultura do encontro. Quem se apropria do nome de Deus, de Jesus e da Bíblia para disseminar o ódio e atacar os direitos humanos está desrespeitando o Evangelho.
Confiemos naquele que nos amou primeiro e orientemos nossas ações no fogo do amor que tudo regenera e recria. (Lc 12.49ss)
CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil

sábado, 29 de setembro de 2018

#EleNão: As imagens dos protestos contra Bolsonaro pelo mundo


Do MSN e Huffpost:


#EleNão: As imagens dos protestos das mulheres contra Bolsonaro pelo mundo

Luiza Belloni



© Reprodução/Twitter
Os protestos de mulheres contra o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, já começaram em 30 cidades brasileiras e também fora do País.
Nas redes sociais, mulheres e homens postaram fotos e vídeos da resistência em cidades como Berlim, na Alemanha, em Londres, na Inglaterra, Paris, na França, em Dublin, na Irlanda, em Lisboa, em Portugal, na Barcelona, na Espanha, e até em Auckland, na Nova Zelândia. Segundo coletivos feministas, acontecem hoje cerca de 18 marchas organizadas em diversos países.

Dublin, Irlanda


Londres, Reino Unido


daqui a uns anos eu quero ver imagens como essa no livro de história sendo estudadas por crianças contando a história de como as mulheres lutaram pra combater alguém que não respeitava elas

Lisboa, Portugal


Paris, França




Berlim, Alemanha


Barcelona, Espanha