quinta-feira, 14 de outubro de 2021

UOL: Bolsonaro é denunciado Haia por desmatamento na Amazônia; 'fez prova contra si mesmo', diz Josias

 

Do Canal UOL:

Ambientalistas, ex-juízes e cientistas apresentaram (dia 12) denúncia contra o presidente no Tribunal Penal de Haia por crimes contra a humanidade e a destruição da Amazônia. No UOL News, o colunista Josias de Souza fala sobre a política ambiental do presidente Jair Bolsonaro, que, para ele, já "começa errada" e vê que há elementos contra o presidente: "Fez prova contra si mesmo"



Genial! Bolsonaro confessou! Crimes serão cobrados! O Bem avança contra o mal! Pandora ataca. Vídeo do Portal do José

 

Bolsonaro confessa crimes e práticas criminosas faz tempo. Mas hoje preparou um "combo" para dizer em público o que tem feito para violar a Constituição Federal, Código Penal, leis especiais e a moralidade administrativa.

Do Portal do José:


Meus amigos e amigas! Quem é do meio jurídico já viu muita gente despreparada e mal orientada. Mas nenhuma delas chegou à Presidência da República. Bolsonaro confessa crimes e práticas criminosas faz tempo. Mas hoje preparou um "combo" para dizer em público o que tem feito para violar a Constituição Federal, Código Penal, leis especiais e a moralidade administrativa.

Suas falas não são apenas simplórias. São idiotas, burras e autoincriminadoras. O Mandatário vai passar muito tempo da vida que lhe resta, rachando suas economias para os bolsos e escritórios de advocacia especializados na defesa de clientes da região do Rio das Pedras.

Mas Bolsonaro não se acha apenas o maior gênio do Brasil. O injustiçado gênio se coloca como o único visionário do planeta. Só ele sabia que ficar em casa era prejudicial à humanidade em tempos de pandemia.

Porque todos os cientistas do mundo são tão despreparados e não conseguiram seguir os "çábios' conselhos do Mito Tupinambá?

Mas como todo ser incompreendido, Bolsonaro terá um fim trágico (pelo menos para ele e alguns de seus fieis seguidores míopes). A justiça as vezes chega mais rápido do que de costume.

A CPI do Senado finalmente está encontrando dentro de nosso sistema penal e constitucional, algumas ferramentas jurídicas para lidar com a imensa e inesgotável omissão do PGR Aras.

Haverá celas para todos. É só aguardarmos com fé.

Resenha do Livro "O Colápso da Democracia no Brasil: da Constituição ao Golpe parlamentar de 2016", de Luís Felipe Miguel, por Flávio Ricardo Vassoler, em Vídeo

 

Do Canal de Flávio Ricardo Vassoler:

Resenha sobre o livro "O colapso da democracia no Brasil: da Constituição de 1988 ao golpe parlamentar de 2016" (2018), do cientista político brasileiro e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luís Felipe Miguel. Link para o livro "O colapso da democracia no Brasil", de Luís Felipe Miguel, a partir do site da Amazon: https://amzn.to/3Dwn4xx


quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Do Portal do José: DANO INESPERADO! Europeus incriminam Bolsonaro no Tribunal Penal em Haia. Brasil terá que punir o neofascismo bolsonarista?

 

Neste dia 12 de outubro, uma instituição austríaca (All Rise), composta por pessoas que já fizeram parte do Tribunal Penal Internacional de Haia, cientistas e pesquisadores, ingressou com uma denúncia contra Bolsonaro por crimes contra o meio ambiente do Brasil e que se refletem no planeta e na humanidade.

Do Portal do José:


Enquanto Bolsonaro se diverte protegido por rapazes (alguns nem tanto) másculos e regiamente pagos por nós, o mundo gira. Dona Michelle também se diverte. Longe dele.

Neste dia 12 de outubro, uma instituição austríaca (All Rise), composta por pessoas que já fizeram parte do Tribunal Penal Internacional de Haia, cientistas e pesquisadores, ingressou com uma denúncia contra Bolsonaro por crimes contra o meio ambiente do Brasil e que se refletem no planeta e na humanidade.

O documento (abaixo em anexo) reúne uma série de pesquisas, dados, registros e artigos que mostram como a natureza brasileira foi duramente atingida pelo governo Bolsonaro.

Muitos ainda não se deram conta do impacto desse tipo de iniciativa. Mas o Brasil, para além das responsabilizações à Bolsonaro, fica absolutamente fragilizado internacionalmente, ao mesmo tempo que legitima o discurso que coloca a região amazônica no centro das preocupações e interesses internacionais.

As provas e dados anexados na ação são muito consistentes e ensejarão responsabilidades ao Mandatário no plano externo e obrigará ao Brasil a tomar providências contra ele, sob pena de sofremos sanções por uma eventual omissão deliberada visando protegê-lo.

Mas tudo isso não chega a ser de conhecimento da nação. Os grandes veículos de informação que tem o dever de informar o que se passa à sociedade. não faz nada que enfraqueça ainda mais o poder político de Bolsonaro. Tudo visa a manter Bolsonaro na Presidência e garantir Guedes comandando as ações na economia do Brasil. Até agora só o povo perdeu.

Quem estava rico no inicio do governo Bolsonaro, hoje não tem motivos para reclamar. Mas estamos chegando ao final deste governo em breve. Se resistimos até agora, haveremos de superar mais essa fase. Sigamos.

Do UOL: 'Arcebispo de Aparecida fez discurso político com indiretas para Bolsonaro', conforme aponta Diogo Schelp

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Diogo Schelp fala sobre o discurso do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que pediu pátria sem armas e sem fake news. Para ele, a fala "foi política e com indiretas para Bolsonaro", que, ele lembra, tem evitado falar das vítimas da pandemia





BBC News Brasil: Consumo de pé de galinha e outros 5 dados que revelam retrato da fome no Brasil

 

Do Canal BBC News Brasil:

Primeiro, foi a fila quilométrica em um açougue de Cuiabá, no Mato Grosso — maior Estado produtor e exportador de carne bovina do país —, para receber ossos.

Depois, cariocas garimpando restos em um caminhão de ossos e pelancas descartadas por supermercados. E assim, dia após dia, as imagens da fome vão voltando ao noticiário nacional. Neste vídeo, nossa repórter Thais Carrança apresenta seis dados e explica por que eles revelam como a fome assola, e cada vez mais, nosso país. Entre eles, estão a alta no número de crianças com anemia, a redução no consumo de carne vermelha e o aumento no uso de alimentos como macarrão instantâneo e pés de galinha. Confira no vídeo. Reportagem em texto: https://www.bbc.com/portuguese/brasil... Curtiu? Inscreva-se no canal da BBC News Brasil! E se quiser ler mais notícias, clique aqui: www.bbc.com/portuguese

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Pandora Papers, o paraíso fiscal de Paulo Guedes e a espião que sabia de menos de Allan dos Santos no STF em vídeo do jornalista Rodrigo Martins, da CartaCapital

 


Neste episódio, Rodrigo Martins fala sobre o caso da espiã recrutada pelo blogueiro bolsonarista Allan dos Santos para repassar informações do Supremo Tribunal Federal. O apresentador também comenta as revelações do Pandora Papers, um megavazamento de documentos que expôs as pegadas do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em paraísos fiscais. Confira, a seguir, os links de reportagens e checagens mencionadas no programa:


- Blogueiro bolsonarista investigado pelo STF usou estagiária de Lewandowski como informante, indicam mensagens Folha de S.Paulo: https://cutt.ly/AE7e7lo - Moraes determina que PF ouça suspeita de ser informante de Allan dos Santos no STF CartaCapital: https://cutt.ly/GE7rhAF - À PF, ex-estagiária de Lewandowski nega vazamento e pede 'desculpas' CartaCapital: https://cutt.ly/xE7rmCn - Quem é Allan dos Santos, o blogueiro que quase virou padre e foi alvo de duas operações da Polícia Federal O Globo: https://cutt.ly/0E7rGXa - Como o QAnon e o trumpismo infectaram a Igreja Católica Vanity Fair (em inglês): https://cutt.ly/3E7tyAS - MPF denuncia Allan dos Santos por ameaças ao ministro Barroso e incitação ao crime Procuradoria da República no Distrito Federal: https://cutt.ly/HE7tc0Z - Paulo Guedes e presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, são donos de offshore em paraísos fiscais CartaCapital: https://cutt.ly/gE7tIuQ | Piauí: https://cutt.ly/NE7tJ4X - Código de Conduta da Alta Administração Federal Governo Federal: https://cutt.ly/LE7tNBI - É falso que ‘The Washington Post’ tenha publicado capa chamando Bolsonaro de ‘melhor presidente de todos os tempos’ O Estado de S.Paulo: https://cutt.ly/PE7yuBX


Grande mídia, dos barões e suas famílias igualmente envolvidas em evasão de divisas para offshores, esconde o escândalo dos paraísos fiscais de Paulo Guedes e Roberto Campos Neto. Vídeo com o jornalista Rodrigo Vianna

 

Do Brasil de Fato e Rede TVT:

Na edição do Tempero da Notícia desta semana, Rodrigo Vianna traz a análise sobre as revelações do projeto Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que apontam, entre mais de 300 figuras públicas, o ministro da Economia Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, como mantenedores de recursos em contas offshore no exterior. Ambos terão que prestar explicações na Câmara e no Senado.


A TVT e a Rádio Brasil Atual, em parceria com Brasil de Fato, exibem o programa Tempero da Notícia com Rodrigo Vianna. O jornalista faz a análise dos principais fatos políticos e econômicos da semana.

Do Portal do José: De Folga? Bolsonaro ataca mais uma vez no litoral! Apedeuta Raiz e a baixaria do dia! Guedes: mais 230 mil de lucros no Offshore hoje! E a "grande mídia" ainda passando pano...

 

Bajuladores e candidatos alinhados às próximas eleições, os papagaios de pirata fazem cara de exterminadores do futuro enquanto o chefe apedeuta raiz extermina o presente. Apedeuta é uma espécie de ignorante extremo. O ignorante dos ignorantes.

Do Portal do José:


O Brasil paga o salário de um fanfarrão para falar atrocidades. O custo não é pouca coisa. Bolsonaro trafega rodeado por um exército de homens com caras de viris e machões de fachada. Dá medo.

Essa exibição que causaria grandes indagações em Sigmund é paga com o dinheiro do povo brasileiro. São dezenas de valentões que recebem auxílio-hospedagem-alimentação-transporte-mamata.

Bajuladores e candidatos alinhados às próximas eleições, os papagaios de pirata fazem cara de exterminadores do futuro enquanto o chefe apedeuta raiz extermina o presente. Apedeuta é uma espécie de ignorante extremo. O ignorante dos ignorantes.

Distribui 3 bilhões de reais em tratores e deixa as nossas meninas pobres sem ter a dignidade mínima para poderem ir às escolas.

Não existe limites à ignorância bolsonarista.

Temos um Despresidente que é capaz de ser barrado em locais onde quer entrar aqui e lá fora. Humilhação para idiotizados não existe. Eles não são capazes de entenderem a situação. Ignóbeis sofrem menos. Pelo menos nesse caso.

Guedes corta verba para ciência e tecnologia. Tudo certo para o astronauta que administra seu ministério diretamente do mundo da lua.

Esse sofrimento há de acabar mais rápido do que pensam àqueles que sustentam essa matilha de insanos. Sigamos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Bolsonaro: Como Brasil se livrará dele? Guedes: humilhação Nacional vem aí! Toffoli: O "Parça"! Vídeo do Portal do José

 Bolsonaro ainda se segura em Guedes. Por isso não esperemos nenhum comentário de Bolsonaro sobre a fortuna de Guedes em paraísos fiscais.

Do Portal do José:


Falta menos de um ano para o primeiro turno de 2022. Bolsonaro ainda se segura em Guedes. Por isso não esperemos nenhum comentário de Bolsonaro sobre a fortuna de Guedes em paraísos fiscais. Mas o que esperar de Bolsonaro sobre o tema? Alguma advertência a Guedes sobre ética ou moral pública? Algum conselho sobre princípios republicanos? Alguma oportunidade para orarem juntos? Um convite para comerem pastel em periferias?

É possível que consigam fabular sobre algum problema real? Qual a convergência de ambos sobre a realidade do Brasil? Quem conhece o quê sobre a realidade do povo brasileiro?

Guedes continua a ser blindado de todas as formas pelos veículos de comunicação. Mas Guedes não escapará da humilhação pública no Congresso Nacional. Será que termos transmissão em rede nacional? Guedes conseguirá explicar a origem de sua fortuna?

O ciclo de insanidade está se findando em algumas parte do mundo. No Brasil poderemos ter essa oportunidade. Todos os brasileiros preocupados com o futuro do Brasil e com a nossa sanidade mental tem muito o que fazer. Façamos a nossa parte.



sábado, 9 de outubro de 2021

Mais Essa? Guedes e o lucrativo "Mercado Mortífero" : coincidência? Bolsonaro conseguirá explicar? Vídeo do Portal do José

     Paulo Guedes é um homem de visão sobre negócios com vivos ou mortos. Seus sócios vão longe. Para progredirem podem até usarem veículos destinados à ultima viagem de algum falecido lucrativo.

    Do Portal do José:

Para quem pensa que viu ou sabe de tudo, o nosso papo de hoje será surpreendente. Paulo Guedes é um homem de visão sobre negócios com vivos ou mortos. Seus sócios vão longe. Para progredirem podem até usarem veículos destinados à ultima viagem de algum falecido lucrativo.

Em tempos de pandemia o tino comercial do Ministro contagiou seus ex-sócios. A doença gerou oportunidades. Afinal, assim é o liberalismo de Guedes.

Seus amigos investiram pesado e tiveram lucros fantásticos! Sigamos.

Documentos Investigação Paulo Guedes https://static.poder360.com.br/2019/1... https://www.em.com.br/app/colunistas/... https://valor.globo.com/empresas/noti... https://politica.estadao.com.br/blogs... https://www.youtube.com/watch?v=YUbOW...

Os 600 mil mortos pela Covid com a ajuda genocida de um governo negacionista, elitista e destruidor da economia e do meio ambiente... Vídeo de José Fernandes e Charge de Beto

 

Corda arrebentou! Quem vai pagar? Bolsonaro e Guedes na cadeia? Jornalismo cínico lamentará as vítimas mas poupará os responsáveis pela destruição social e econômico-ambiental!





A corda arrebentou em várias áreas. Como essa gente que comanda ou "descomanda" o Brasil pensa em escapar? Como conseguem uma blindagem espetacular e cínica? Existe jornalismo nos grandes veículos de comunicação ou são todos membros de uma gangue? Muita coisa hoje para debatermos e mostrarmos no Portal. Sigamos.


sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Offshores e os crimes de Paulo Guedes e Roberto Campos, por Paulo Kliass

 

As extensas listas dão a volta pelos continentes e apresentam nomes de atuais e antigos Chefes de Estados, ministros e ex ministros, milionários, empresários e demais personalidades do globalizado mundo das finanças e do poder.

Os crimes de Guedes e Campos

por Paulo Kliass (publicado no Jornal GGN)

As revelações trazidas a público recentemente pelo movimento “Pandora Papers” são prá lá de muito graves. Trata-se de um vazamento articulado de informações confidenciais que foram enviadas ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), tendo por fonte as bases de dados de contas bancárias e depósitos financeiros de natureza similar mantidas junto aos chamados paraísos fiscais. As extensas listas dão a volta pelos continentes e apresentam nomes de atuais e antigos Chefes de Estados, ministros e ex ministros, milionários, empresários e demais personalidades do globalizado mundo das finanças e do poder.

A participação tupiniquim nesse universo faz companhia a figuras como o Presidente do Azerbaijão e o Rei da Jordânia. Além disso, há suspeitas e denúncias envolvendo o Presidente Putin da Rússia, o presidente do Quênia e o ex primeiro ministro britânico Tony Blair. A lista de empresas brasileiras é extensa, com destaque para o grupo Prevent Senior, envolvido até o pescoço nos escândalos recentes da covid em revelações obtidas na CPI do Senado Federal.

Ao longo dos últimos anos foram divulgados vários dossiês desse tipo, contendo informações consideradas secretas nesse espaço sensível que tangencia a política, os negócios e os crimes. Em 2013 foi revelado o “Offshore Leaks”, em 2016 veio à tona o “Panama Papers” e em 2017 foi a vez do “Paradise Papers”. As razões para que esse tipo de aplicação financeira suspeita ainda seja realizada pode variar de caso para caso, de país para país, mas o fato inegável é que ninguém procura esse tipo de conta se não tiver nada a esconder ou nenhum imposto a sonegar. Os atrativos ficam por conta dos benefícios oferecidos pelos chamados “paraísos fiscais”, que se propõem a assegurar o sigilo das informações e a conceder a isenção tão desejada de tributos nas operações que oferecem à seleta clientela.

Listas e mais listas: escândalos em sequência.

Até algumas décadas atrás, esse tipo de serviço era oferecido, em especial, pelas instituições bancárias e financeiras baseadas na Suíça. Muito antes da digitalização atingir também o universo das finanças internacionais, a alternativa de deixar os recursos a salvo em contas mantidas por bancos suíços era considerada bastante segura. A legislação daquele país estabelecia o total segredo das informações como um princípio organizador do sistema. A transparência passava longe de tais operações e apenas ocasionalmente alguma ou outra denúncia era objeto de vazamento.

Em abril de 1980, por exemplo, em plena ditadura militar no Brasil, um periódico da imprensa alternativa trouxe a público uma revelação escandalosa. O jornal “Hora do Povo” divulgou uma lista com políticos e empresários que seriam detentores de contas bancárias na Suíça. Ali estavam nomes como Presidente General Geisel e seu antecessor General Medici, além de ministros e ex ministros como Delfim Neto, Mário Andreazza, Roberto Campos, Golbery do Couto e Silva, Mário Henrique Simonsen, Shigeaki Ueki, e Jarbas Passarinho, entre outros. Apesar da baixa credibilidade das fontes utilizadas para a matéria, a divulgação atingiu o núcleo duro do regime. Tendo em vista a situação política que o país vivia naquele momento, a resposta do regime foi a apreensão da edição do jornal e o enquadramento do mesmo e de seus responsáveis na Lei de Segurança Nacional. Nenhuma denúncia foi investigada à época.

Apesar das enormes pressões internacionais e mesmo locais para que a legislação suíça fosse alterada, o processo de mudança foi bastante lento e apenas a partir do início de 2017 o segredo bancário foi oficialmente eliminado naquele país. Afinal, era de conhecimento geral que as regras do anonimato atendiam especialmente aos interesses do tráfico de drogas, do tráfico de armas, do contrabando em geral e de outras atividades ilícitas realizadas no plano internacional. Com a perda do sigilo no país dos cantões, ganharam mais espaço no submundo das ilegalidades aquelas operações conhecidas como “offshore” nos paraísos fiscais, onde o segredo continuaria – ao menos, em tese – a ser garantido aos depositantes.

Mais do que apenas a atratividade oferecida aos recursos de origem criminosa ou irregular, os paraísos fiscais converteram-se cada vez mais em alternativas para operações do coração do financismo internacional. O processo complexo e dinâmico de globalização e digitalização dos recursos financeiros em sua busca incansável por maiores taxas de rentabilidade supera os limites dos sistemas de investimento e as próprias fronteiras nacionais. Na verdade, o que se tem verificado ao longo dos últimos anos é um processo cuja marca principal é a tentativa de “normalização” de tais mecanismos de investimento fortemente carregado de viés especulativo.

Offshores: tentativa de normalização das operações suspeitas.

A ausência de regulamentação internacional para esses movimentos de capital faz com que os derivativos, as aplicações em fundos sem nenhum lastro na economia real e outras modalidades gestadas pela criatividade intensa do processo de financeirização descontrolada fiquem livres, leves e soltos para existir, se valorizar e migrar no éter do financismo globalizado. Como não existe um poder público supranacional com competência delegada para regular esses movimentos, a única alternativa que resta até o presente momento é esperar por uma nova crise para trazer um pouco esses atores ao mundo real. Porém, o que se percebe pelas experiências anteriores é que os Estados se mexem tão somente para evitar grandes prejuízos aos poderosos e promovem uma socialização dos prejuízos com imposição de perdas sobre a massa da população. Tudo isso em razão de uma passividade absoluta que o descontrole causa ao sistema.

Por aqui, a revelação de que o Superministro da Economia e o todopoderoso Presidente do Banco Central detêm recursos milionários em contas nesses paraísos fiscais não parece interessar muito aos grandes meios de comunicação. Uma das razões pode ser a divulgação anterior de que alguns destes grupos de comunicação estejam também envolvidos em operações semelhantes, como divulgado em listas de anos passados. Além disso, talvez eles não estejam lá muito interessados no desgaste e eventual substituição de figuras que garantem de forma rígida a austeridade e defendem com fidelidade canina os interesses do financismo no comando da economia brasileira. O fato é que o pouco destaque oferecido ao escândalo e a tentativa de passar panos quentes nas ilegalidades denunciadas é mais do que evidente.

Na verdade, pouco importa se Paulo Guedes e Roberto Campos Neto apontaram a existência das contas no exterior em suas declarações anuais à Receita Federal. A questão que se coloca é de um evidente e profundo conflito de interesses nos casos sob análise. Afinal, ambos são membros natos do Conselho Monetário Nacional (CMN), colegiado que define as regras e os detalhes operacionais de todas essas modalidades de aplicações financeiras. Além disso, a dupla é responsável direta pela definição de elementos essenciais da política econômica do País, inclusive no que se refere à política cambial. O caminho adotado por eles foi o mesmo de dezenas de outros brasileiros, que optaram por enviar seus recursos ao exterior em contas de offshores e chegam a serem devedores de quase R$ 17 bilhões em impostos aos cofres públicos. Tudo dentro da lei?

Pela demissão imediata de Guedes & Campos.

Por outro lado, o governo Bolsonaro encaminhou recentemente ao legislativo projetos de alteração na legislação tributária. Ao longo da tramitação, Guedes convenceu o relator da matéria a retirar a incidência de Imposto de Renda sobre os valores mantidos nas “offshores”. Trata-se da mais evidente e descarada manifestação daquilo que se conhece no popular como “legislar em causa própria”. Com o detalhe de que estava ali se utilizando de seu poder de convencimento na condição de comandante da área econômica do governo na interlocução com os parlamentares.

Existe um conjunto de regras consolidadas no documento chamado “Código de Conduta da Alta Administração Federal”, aprovado em 2000 e que deveria servir como guia orientador para o comportamento dos ocupantes de cargos no alto escalão governo. São dispositivos que também deveriam nortear as decisões da Comissão de Ética Pública (CEP) nesse quesito. O disposto no § 1º do inc. II do art. 5º é inequívoco:

(…) “§ 1º – É vedado o investimento em bens cujo valor ou cotação possa ser afetado por decisão ou política governamental a respeito da qual a autoridade pública tenha informações privilegiadas, em razão do cargo ou função, inclusive investimentos de renda variável ou em commodities, contratos futuros e moedas para fim especulativo, excetuadas aplicações em modalidades de investimento que a CEP venha a especificar.” (…)

Ora, sob tais condições, fica evidente os benefícios diretos e indiretos que foram direcionados para os recursos que ambos detinham e ainda detêm em contas nos paraísos fiscais. Em qualquer país minimamente preocupado com a definição dos limites entre os interesses públicos e privados essa questão já teria sido solucionada no momento da divulgação do escândalo. Não há solução possível que não envolva a demissão imediata de ambos de seus cargos no governo.

Paulo Kliass é doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.

Este texto não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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Portal do José: Prejuízo Mútuo! Bolsonaro, Guedes e Globo: Quem tem credibilidade? Até o Bispo bolsonadista detona Ministro!

 

Do Portal do José:

O JN finge que não existe Guedes. Fiel escudeiro dos interesses transnacionais defendidos sempre pelos Marinho, Guedes balança. Mas o seu fim é o fim de uma política econômica anti-povo? Não. Outro lacaio menos falastrão poderá ser escalado para pacificar o mercado e manter firme a condução da destruição em curso.


Hoje é o dia do derretimento. Bolsonaro derrete. Guedes derrete. A grande mídia também não tem o que comemorar pois o derretimento de sua credibilidade é um legado de Bolsonaro em meio a tantas destruições que deixará em seu caminho. O JN finge que não existe Guedes. Fiel escudeiro dos interesses transnacionais defendidos sempre pelos Marinho, Guedes balança. Mas o seu fim é o fim de uma política econômica anti-povo? Não. Outro lacaio menos falastrão poderá ser escalado para pacificar o mercado e manter firme a condução da destruição em curso. Temos que estar atentos. 2022 pode ser um momento decisivo na mudança ou na manutenção do curso de destruição que vivenciamos em cada dia. Sigamos.

Diretor bolsonarista na PF troca diretor do órgão em Brasília, responsável por investigações sobre fake news, Jair Renan e espiã de Allan dos Santos no STF


 Troca no comando da PF em Brasília foi feita pelo diretor-geral da Polícia Federal, o bolsonarista Paulo Maiurino. O delegado Hugo de Barros Correia era responsável por conduzir investigações consideradas sensíveis ao governo Jair Bolsonaro

Paulo Maiurino e Hugo de Barros Correia

Paulo Maiurino e Hugo de Barros Correia (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | ALESP | Divulgação)


247O diretor-geral da Polícia Federal, o bolsonarista Paulo Maiurino, decidiu mudar a chefia da superintendência  da corporação no Distrito Federal. O superintendente, Hugo de Barros Correia, estava há menos de cinco meses no cargo e era responsável por conduzir investigações sensíveis ao governo Jair Bolsonaro. 

Dentre os inquéritos que correm no órgão estão os casos relacionados ao inquérito das fake news e sobre a organização de atos antidemocráticos, sob relatoria do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O órgão também é responsável pelas apurações sobre os negócios de Jair Renan, filho do ex-capitão, e da ex-estagiária do STF Tatiana Marques de Oliveira Garcia Bressan, supeita de repassar informações do gabinete do ministro Ricardo Lewandowski para o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos. 

De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, as críticas da cúpula da PF ao trabalho de Correia teriam começado ainda nos primeiros dias de sua gestão à frente do órgão, quando foi deflagrada uma operação contra Ricardo Salles, então ministro do Meio Ambiente, com supostas falhas de apuração e pela ausência de necessidade de divulgação das medidas judiciais cumpridas, considerada uma praxe pela instituição. 

A gota d’água, porém, teria sido a operação contra Tatiana Marques, deflagrada na última quinta-feira (7), que não teria sido comunicada à direção-geral da PF. 

Bolsonaro e Guedes, apoiados por militares e dando prosseguimento ao desmonte iniciado com Temer, entregam ao país a maior e mais destrutiva inflação para setembro desde o Plano Real e índice vai a 10,25% em 12 meses

 Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,16% em setembro e acumula alta de 10,25% em 12 meses. Índice é o mais alto para o mês desde 1994 e o acumulado é o maior desde fevereiro de 2016, ano do golpe contra Dilma Rousseff

(Foto: Reuters)

247A política econômica do governo Jair Bolsonaro, capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, fez com que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subisse 1,16% em setembro e acumulasse alta de 10,25% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o maior para o mês desde o Plano Real, em 1994. A inflação acumulada em 12 meses é a mais alta desde fevereiro de 2016, ano do golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff, quando o IPCA chegou a 10,36%.  

De acordo com o IBGE,  oito dos nove grupos pesquisados registraram alta em setembro. O destaque foi para o grupo Habitação (2,56%), puxado por um aumento de 6,47% na tarifa de energia elétrica em decorrência do aumento da tarifa provocado pela crise hídrica que tem afetado a geração de energia em todas as regiões do país.  

O grupo dos transportes (1,82%) acelerou por conta dos combustíveis que subiram 2,43%, influenciados pela gasolina (2,32%) e o etanol (3,79%). Em 12 meses, a gasolina acumula alta de 39,60% e o etanol de 64,77%

A inflação superior a dois dígitos no acumulado de 12 meses está muito acima do teto de 5,25% estabelecido pelo Banco Central. 

Assine o 247apoie por Pixinscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

A CPI da Covid ouve o paciente que o plano de saúde privado e bolsonarista Prevent Senior não conseguiu mantar.... Resumo em vídeo do canal Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

É macabro, mas é real: um plano de saúde realizava experimentos clandestinos com pacientes idosos e depois os largava para morrer, economizando gastos com leitos de UTI. Tadeu sobreviveu para contar a história e fez isso na CPI da Covid

Do UOL: Bolsonaro sonega absorventes e converte perversidade em política pública

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Josias de Souza fala sobre o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda. Para ele, a justificativa de Bolsonaro para sonegar absorventes é lorota: "Mais trágico é a conversão da perversidade em política pública"




Do UOL: Paulo Guedes no plenário da Câmara após o escândalo do Offshore e a CPI que quer saber de que borda da terra plana Queiroga planeja pular

 

Do Canal UOL:

Em participação no UOL News, o colunista Josias de Souza fala da nova convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e diz que o titular da pasta parou de "se equilibrar entre diploma de médico e insanidade de Bolsonaro" para aderir à ficção científica do bolsonarismo: "CPI quer saber se Queiroga ainda é médico ou renunciou à medicina"



quinta-feira, 7 de outubro de 2021

A VTCL ligada a Ricardo Barros na CPI: um resumo do Canal Meteoro Brasil

 


Do Canal Meteoro Brasil:

Na gestão de Michel Temer, uma empresa foi contratada para cuidar da logística do Ministério da Saúde. Se essa empresa distibui os medicamentos pelo país, ela é paga. E se ela deixa o produto estragar dá na mesma, porque ela é paga para incinerá-lo.



A ANS (Agência Nacional de Saúde) na CPI: Um resumo do Meteoro Brasil

 

Do Canal Meteoro Brasil:

A obrigação de fiscalizar os planos de saúde é da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Onde estava essa agência nos últimos meses, enquanto pipocavam denúncias escabrosas contra a Prevent Senior? A CPI tentou descobrir.




Do UOL: Guedes está politicamente derrotado; dólares aguardam por ele no exterior

 


Do Canal UOL:

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou estar 'supertranquilo' depois de ser convocado pela Câmara dos Deputados para prestar explicações sobre a conta bancária dele em paraíso fiscal. No UOL News, o colunista Josias de Souza diz que caso de Guedes é inédito e "não é inofensivo": "Ainda que Guedes não enfrente problemas jurídicos, politicamente está derrotado e bem passado na 'frigideira'"




Do Portal do José: Esquemas secretos e a Grana Patriótica! Guedes escondeu de Bolsonaro? Generais, Offshore e ESQUEMAS! Posto Ipiranga Convocado! Mídia viu?

 Com a variação do dólar hoje, Guedes faturou mais 380.000 mil. Os "patriotas" no governo Bolsonaro são diferentes. Eles gostam de guardar dinheiro fora da pátria.

Do Canal Portal do José:

Com a variação do dólar hoje, Guedes faturou mais 380.000 mil. Os "patriotas" no governo Bolsonaro são diferentes. Eles gostam de guardar dinheiro fora da pátria. Afinal, mesmo que Deus esteja acima de todos, as vezes não consegue ver alguns pecados o tempo todo. Deve ser porque o Todo Poderoso ande muito ocupado tentando encontrar comunistas infiltrados entre os cristãos. Coisa diabólica.

Paulo Guedes é um homem honesto. Isso é o que acreditam seus admiradores. Um homem que se sacrifica pela pátria mas guarda seu dinheirinho suado e ganho honestamente longe de nossos olhares. No fundo, todos os patriotas do governo Bolsonaro sonham em serem tão patriotas quanto Guedes. Quanto mais patriota, mais dinheiro da pátria convertido para fora da pátria.

Imaginem só Flávio Bolsonaro ganhando dinheiro vendendo chocolates vendo dólares do funcionário do papai nas Ilhas Canárias. E Dudú Bananinha que fritou hamburgueres nos EUA, deve ficar calculando quantos clientes deveria atender para alcançar as cifras de Guedes.

Dona Michele deve ficar deprimida em ter seu nome vinculado a míseros 89 mil reais depositados em prestações por Queiroz em sua conta corrente. Afinal, o patriota que serve à nação e ao seu marido consegue mais sucesso com menos perturbação.

Bolsonaro anda meio caladão. Um mês após suas promessas e bravatas, foi acometido de uma amnésia sem fim. Deve ser por isso que não se desgruda mais de Malafaia. O pastor com suas profecias, não acertou nenhuma até hoje, exceto a de que sua igreja iria arrecadar sempre mais. No entanto, quem sabe em algum momento suas orações e profecias confortem a mente embaçada de Bolsonaro e o faça enxergar a mediocridade que é a sua perman~encia à frente da nação. Sigamos.

Offshores, os paraísos fiscais e o espírito do capitalismo. Texto de Georges Monbiot, jornalista, acadêmico e ambientalista britânico

 

Monbiot busca as origens do sistema na Ilha da Madeira, no século 15. E mostra: desde que trabalho e natureza foram reduzidos a mercadoria, acumular capital e livrá-lo de controles é a regra, sem a qual o jogo não pode prosseguir

Por George Monbiot, no Guardian | Tradução: Gabriela Leite

Sempre que há um vazamento de documentos de ilhas remotas e jurisdições obscuras onde pessoas ricas escondem seu dinheiro, como o lançamento desta semana dos Pandora Papers, nos perguntamos como pode ser possível que essas coisas aconteçam. Como viemos parar em um sistema global que permite que grandes riquezas sejam transferidas para o exterior, sem impostos e ocultas ao público? Políticos condenam o feito como “a face inaceitável do capitalismo”. Mas não. É essa a cara do capitalismo.

O capitalismo provavelmente nasceu em uma ilha remota. Algumas décadas depois que os portugueses colonizaram a Ilha da Madeira em 1420, eles desenvolveram um sistema que diferia em alguns aspectos de tudo o que existia até aquele momento. Ao derrubar as florestas para retirar a madeira que deu o nome à ilha, criaram, neste espaço desabitado, uma lousa em branco – uma terra nullius – onde uma nova economia poderia ser construída. Financiados por banqueiros em Gênova e Flandres, transportaram escravos da África para plantar e produzir açúcar. Desenvolveram uma economia na qual a terra, o trabalho e o dinheiro perderam seu significado social anterior e se tornaram mercadorias negociáveis.

Como aponta o geógrafo Jason Moore na revista Review, uma pequena quantidade de capital poderia ser usada, nessas circunstâncias, para abocanhar uma grande quantidade de riqueza natural. No rico solo madeirense, utilizando a abundante madeira como combustível, o trabalho escravo alcançou uma produtividade antes inimaginável. Na década de 1470, essa pequena ilha se tornou o maior produtor mundial de açúcar.

A economia da Madeira tinha também outra característica que a distinguia das anteriores: a espantosa rapidez com que explorava as riquezas naturais da ilha. A produção de açúcar atingiu o pico em 1506. Em 1525, havia caído quase 80%. A principal razão, Moore acredita, foi a exaustão de fontes acessíveis de madeira: a Ilha ficou sem madeira.

Utilizava-se 60kg de madeira para refinar 1kg de açúcar. Como era necessário cortar madeira de partes cada vez mais íngremes e remotas da ilha, passou a ser necessário mais trabalho escravo para produzir a mesma quantidade de açúcar. Em outras palavras, a produtividade do trabalho entrou em colapso, caindo quase quatro vezes em 20 anos. Quase ao mesmo tempo, o desmatamento da floresta levou várias espécies endêmicas à extinção.

No que viria a se tornar o clássico ciclo de expansão-queda-abandono do capitalismo, os portugueses mudaram sua capital para novas fronteiras, estabelecendo plantações de açúcar primeiro em São Tomé, depois no Brasil, depois no Caribe, em cada caso esgotando os recursos antes de seguir em frente. Como diz Moore, a apreensão, o esgotamento e o abandono parcial de novas fronteiras geográficas são centrais para o modelo de acumulação que chamamos de capitalismo. Crises ecológicas e de produtividade como a da Madeira não são consequências perversas do sistema. Eles são o sistema.

A Madeira rapidamente transformou-se para produzir outras commodities, principalmente vinho. Não deveria ser surpresa que a ilha esteja sendo acusada hoje de funcionar como um paraíso fiscal, e tenha sido mencionada no relatório desta semana dos Pandora Papers. O que mais uma ilha ecologicamente exaurida, cuja economia dependia de saques, poderia fazer?

Em Jane Eyre , publicado em 1847, Charlotte Brontë tenta descontaminar a fortuna inesperada de Jane. Ela herdou o dinheiro do tio, “Sr. Eyre da Madeira”; mas, St John Rivers a informa, agora está investido em “fundos ingleses”. Isso também tem o efeito de distanciar seu capital do que pertencia a Edward Rochester, manchado por sua associação com outra ilha açucareira exaurida, a Jamaica.

Mas o que foram e são os fundos ingleses? A Inglaterra, em 1847, estava no centro de um império cujos esforços capitalistas há muito haviam eclipsarado os portugueses. Por três séculos, ela havia sistematicamente saqueado outras nações: capturando pessoas da África e forçando-as a trabalhar no Caribe e na América do Norte, drenando uma riqueza impressionante da Índia e extraindo os materiais de que precisava para impulsionar sua Revolução Industrial por meio de um sistema de trabalho contratado, muitas vezes dificilmente distinguível da escravidão total. Quando Jane Eyre foi publicado, a Grã-Bretanha havia concluído recentemente sua primeira guerra do ópio contra a China.

O financiamento desse sistema de roubo mundial exigiu novas redes bancárias. Isso lançou as bases para o sistema financeiro offshore, cujas realidades terríveis foram novamente expostas esta semana. Os “fundos ingleses” eram simplesmente um destino para o dinheiro obtido pela economia colonial de consumo mundial chamada capitalismo.

Na recuperação do dinheiro de Jane, vemos o abismo entre a realidade do sistema e a forma como ele se apresenta. Quase desde o início do capitalismo, foram feitas tentativas para higienizá-lo. Os primeiros colonos da Ilha da Madeira criaram um mito de origem, que afirmava que a ilha havia sido consumida por um incêndio florestal que durou sete anos, e destruiu grande parte da floresta. Mas não houve tal desastre natural. Os incêndios foram provocados por pessoas. A frente de fogo a que chamamos capitalismo ardeu em toda a Madeira antes que as faíscas saltassem e iluminassem outras partes do mundo.

A falsa história do capitalismo foi formalizada em 1689 por John Locke, em seu Segundo Tratado de Governo. “No início, o mundo todo era a América”, ele nos diz, uma lousa em branco sem pessoas, cuja riqueza estava simplesmente ali, pronta para ser tomada. Mas, ao contrário da Madeira, a América era habitada e os indígenas tiveram de ser mortos ou escravizados para que fosse criada a terra nullius a que Locke se referia. O direito ao mundo, afirmava ele, foi estabelecido por meio do trabalho árduo: quando um homem “mistura seu trabalho” com as riquezas naturais, “torna-o assim sua propriedade”. Mas aqueles que reivindicaram grandes quantidades de riqueza natural não misturaram seu próprio trabalho com ela, mas o de seus escravos. O conto de fadas que o capitalismo conta sobre si mesmo – você fica rico por meio de trabalho árduo e empreendedorismo, agregando valor à riqueza natural – é o maior golpe de propaganda da história humana.

Como Laleh Khalili explica na revista London Review of Books, a economia colonial extrativista nunca terminou. Ela continua por meio do trabalho conjunto de comerciantes de commodities com cleptocratas e oligarcas, capturando recursos de nações pobres com a ajuda de instrumentos inteligentes como “preços de transferência”. Persiste com o uso de paraísos fiscais offshore e regimes de sigilo por elites corruptas, que drenam a riqueza de sua nação e a canalizam para “fundos ingleses”, cuja verdadeira propriedade está escondida por empresas de fachada.

O incêndio ainda se espalha em todo o mundo, queimando pessoas e ecossistemas. Embora o dinheiro que o incendeia possa estar escondido, é possível vê-lo incinerando todos os territórios que ainda possuem riquezas naturais inexploradas: a Amazônia, oeste da África, Papua Ocidental. Conforme o capital fica sem planeta para queimar, ele volta sua atenção para o fundo do oceano e começa a especular sobre a mudança para o espaço.

Os desastres ecológicos locais que começaram na Ilha da Madeira estão transferindo-se para o âmbito global. Somos recrutados tanto como consumidores quanto consumidos, queimando nossos sistemas de suporte de vida em nome dos oligarcas que mantêm seu dinheiro e moralidade no exterior.

Quando vemos os mesmos fenômenos acontecendo em lugares a milhares de quilômetros de distância um do outro, devemos parar de tratá-los como fenômenos isolados e reconhecer o padrão. Toda a conversa sobre “domar” e “reformar” o capitalismo gira em torno de uma ideia equivocada do que ele é. Capitalismo é o que vemos nos Pandora Papers.