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segunda-feira, 11 de novembro de 2024

‘Aceitem a democracia’, diz o maior (e mais cínico) golpista do Brasil. Artigo de Chico Alves

 

A farsa “democrata” de Jair Bolonaro chegou ao público pela Folha de S. Paulo


Do site iclenoticias.com.br



Colunistas ICL

‘Aceitem a democracia’, diz o maior golpista do Brasil

O artigo surgiu no site de um dos maiores jornais brasileiros como se fosse mais um texto opinativo corriqueiro, em meio aos palpites daqueles que tentam entender a complexidade da política nacional.

Chamou atenção pela assinatura do articulista, que contrastava com o título. O autor: Jair Bolsonaro (aquele mesmo!) O título: “Aceitem a democracia”.

Nas 623 palavras seguintes, um amontoado de mentiras, distorções e manipulações de fatos é apresentado no espaço jornalístico que ao menos em tese deveria ser dedicado a perseguir a verdade.

Ao contrário: em tom de tese cívica, como se fosse uma desinteressada defesa do bem comum, a Folha ofereceu ao leitor um rosário de lorotas.

“Aceitem a democracia”, diz o homem que usou a autoridade de presidente da República para tentar desacreditar o processo eleitoral de seu próprio país.

“Aceitem a democracia”, pede o sujeito que incitou seguidores a investirem contra as instituições, invadindo as sedes dos Poderes, em Brasília.

“Aceitem a democracia”, clama o homem que incentivou um hacker a invadir o sistema de informática do Tribunal Superior Eleitoral.

Tentando simular naturalidade, o ghost writer de Bolsonaro escreveu que “quando uma ideia ganha a alma do povo, é inútil tentar matá-la simplesmente por meio da violência”. Difícil definir o sentimento de ler algo assim assinado pelo personagem inspirador de grupos que levantaram detalhes da rotina dos seguranças do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e de Lula, para atacá-los.

Justamente o signatário que serviu de guia aos homens que planejaram e quase conseguiram concluir um atentado a bomba no aeroporto de Brasília.

Cheio de cinismo, o autor critica a “reação da esquerda às suas derrotas”, como se a gangue bolsonarista não tivesse perpetrado o 8/1.

O dublê de articulista e ex-presidente fala em aceitar a “vontade popular”, como se não tivesse esperneado e tentado até os 45 do segundo tempo manter-se na Presidência, mesmo derrotado nas urnas.

Termina o texto dizendo que trabalha “por um futuro melhor para as pessoas, para as famílias” — não incluídas aí as 400 mil pessoas cujas mortes poderiam ter sido evitadas na pandemia de covid-19, se Bolsonaro tivesse seguido os ditames da ciência.

Mas, convenhamos, do “mito” da extrema direita brasileira não se poderia esperar mesmo qualquer manifestação de honestidade intelectual.

O que surpreende no artigo não é o seu conteúdo, que se alinha com todas os disparates difundidos costumeiramente por Bolsonaro, mas o fato de ter sido divulgado não em uma live para a seita bolsonarista ou em algum site de extrema direita.

A farsa “democrata” de Jair Bolsonaro chegou ao público pela Folha de S. Paulo.

A partir daí , quem sabe, pode-se esperar que talvez Marcola escreva um artigo sobre segurança pública ou os promotores do Jogo do Tigrinho façam um texto sobre economia popular.

Na ânsia de exercer o democratismo (a prática de mostrar diversidade de opiniões, mesmo ao custo de abrir espaço para aqueles que querem destruir a democracia) o jornal chega ao ápice do “doisladismo”. Mostra os dois lados de quase todos os assuntos, menos quando se trata de economia. Na pauta do corte de gastos, por exemplo, só há espaço no noticiário para os porta-vozes do “mercado”.

O metaverso da democracia brasileira já tem seu órgão de imprensa oficial.

Afinal, se a extrema direita instaurar o caos institucional no país basta daqui a algumas décadas escrever um editorial pedindo desculpas.

E fazer tudo de novo.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Dia Nacional de Greve na Educação: manifestações ocorrem em todo o país


Hoje, dia 15 de maio, é o Dia Nacional de Greve na Educação. Manifestações estão programadas em todo o país em protesto contra o corte de verbas nas universidades e institutos federais e contra a reforma da Previdência.



Jornal GGN – Hoje, dia 15 de maio, é o Dia Nacional de Greve na Educação. Manifestações estão programadas em todo o país em protesto contra o corte de verbas nas universidades e institutos federais e contra a reforma da Previdência.
Dia de cruzar os braços e ir para as ruas. Secundaristas, universitários, pós-graduados, professores, trabalhadores da Educação e população estarão nessa grande mobilização nacional. Marianna Dias, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) diz que a expectativa é de que a sociedade apoie e participe das manifestações.
Universidades vão parar no Brasil inteiro. Até o momento, 70 universidades confirmaram a adesão à greve e aos atos. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) entende que o corte de recursos ‘colocou lenha na fogueira’ e ajudou a ampliar a adesão. ‘Somente juntos vamos fortalecer essa luta pelo direito social e humano a uma educação pública e de qualidade da creche à pós-graduação’, disse.
Escolas e universidades particulares também confirmaram adesão às manifestações de hoje e trabalhadores nestas instituições cruzarão os braços.
Eis a agenda de mobilizações.
SUL
Rio Grande do Sul
– Porto Alegre: Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), às 18h.
– Caxias do Sul: Praça Dante Alighieri, no centro, às 17h30
– Viamão: centro de Viamão, às 16h
Santa Catarina
– Florianópolis: Praça Central, às 15h
– Chapecó: Praça Coronel Bertaso, no centro, às 9h30
Paraná
– Curitiba: Praça Santos Andrade, centro, às 9h, com caminhada a partir das 10h até o Centro Cívico.
Às 11h30, haverá ato em frente a prefeitura e, às 12h30, uma reunião com a bancada da Educação na Assembleia Legislativa.
SUDESTE
São Paulo
– São Paulo: Masp, na Avenida Paulista, às 14h
– Sorocaba: Praça Coronel Fernando Prestes, centro, às 9h
– São Carlos: Praça Coronel Salles, às 9h
– Campinas: Largo do Rosário, às 10h30
Minas Gerais
– Belo Horizonte: Praça da Estação, na Avenida dos Andradas, às 9h. A partir das 14h haverá um debate sobre a reforma da previdência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Rio de Janeiro
– Rio de Janeiro: Candelária, na Praça Pio X, às 15h
Espírito Santo
– Vitória: Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus Goiabeiras e Maruípe, às 16h30. Às 8h30 terá um ato unitário na Praça do Papa, também na capital.
CENTRO-OESTE
Distrito Federal
– Brasília: Museu Nacional, às 10h
Goiás
– Goiânia: Praça Universitária, no Setor Leste, às 14h. Já por volta das 15h, os trabalhadores da educação em Goiânia farão ato público na Praça Cívica.
Mato Grosso
– Cuiabá: Praça Alencastro, às 14h, com estudantes, professores e servidores da educação.
Mato Grosso do Sul
– Campo Grande: Gramado do Pontilhão, em frente a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, às 9h.
NORTE
Amapá
– Macapá, Praça da Bandeira, 16h, com estudantes e trabalhadores da educação.
Amazonas
– Manaus: Entrada da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), às 7h e, na Praça do Congresso, às 15h.
Pará
– Belém: às 8h, na Praça da República, haverá um ato público da categoria. Mais tarde, na Praça Dom Pedro II, às 11h, os estudantes realizarão sua manifestação.
Tocantins
– Palmas: Praça dos Girassóis, na Av. Joaquim Teotônio Segurado, às 9h. No mesmo horário, trabalhadores realizarão um ato na Câmara Municipal.
Acre
– Rio Branco: Ato na Universidade Federal do Acre (Ufac), às 7h. Já às 8h terá um ato público, organizado pelos trabalhadores da educação, em frente ao Palácio Rio Branco.
NORDESTE
Maranhão
– São Luis: Ato de estudantes na vivência da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), às 11h30. Mais tarde, às 15h, na Praça Deodoro, os trabalhadores da educação farão greve e participar do ato unificado.
Piauí
– Teresina: em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), às 8h, com trabalhadores em educação básica e entidades estudantis.
Alagoas
– Maceió: Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), na Avenida Fernandes Lima, às 9h.
Paraíba
– João Pessoa: Lyceu Paraibano, na Avenida Presidente Getúlio Vargas, às 9h. Um ato público também será feito, às 14h, na Assembleia Legislativa.
Sergipe
– Aracaju: às 8h30, será feito um ato em frente a Câmara Municipal. Às 14h, uma mobilização unificada entre sindicatos e movimentos sociais, na Praça General Valadão, região central.
Ceará
– Fortaleza: Praça da Bandeira, às 8h. Será feita uma caminhada até a reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde terá um grande ato unificado, com estudantes e trabalhadores.
Pernambuco
– Recife: ato no Ginásio Pernambucana da Aurora, às 15h, que sairá em caminhada até a Praça do Carmo.
Rio Grande do Norte
– Natal: às 15h, os trabalhadores junto com as universidade estarão nas ruas participando do ato unificado em frente ao Midway Mal, na Avenida Bernardo Vieira.
Bahia
– Salvador: Ato em Campo Grande, às 9h. Às 08h30 terá um ato unificado ao lado da prefeitura da capital, com a participação de professores e professoras da rede pública de municipal de Camaçari.