quinta-feira, 6 de novembro de 2025

O Xadrez Geopolítico da extrema-direita e o apelo ao Narcoterrorismo pelo fascismo-bolsonarismo a Trump , por Luís Nassif

 

  O massacre da Penha e do Complexo do Alemão não foi um evento isolado. Foi uma operação planejada com o intuito de desestabilizar o governo federal, executada com a cumplicidade dos principais poderes do Rio de Janeiro: governo estadual, Polícia Militar e Ministério Público Estadual.


O Xadrez Geopolítico do Narcoterrorismo, por Luís Nassif

Massacre coincidiu com a votação da Lei Antiterror no Congresso e a classificação de facções como terroristas por Argentina e Paraguai.

Jornal GGN:


Como uma operação policial no Rio se conecta a uma estratégia global


Introdução: A Tese da Operação Coordenada

O massacre da Penha e do Complexo do Alemão não foi um evento isolado. Foi uma operação planejada com o intuito de desestabilizar o governo federal, executada com a cumplicidade dos principais poderes do Rio de Janeiro: governo estadual, Polícia Militar e Ministério Público Estadual.

A sincronia dos eventos revela uma articulação clara e intencional, que conecta política doméstica e geopolítica internacional.

Peça 1: A Sincronia Suspeita – Três Eventos Simultâneos

O Timing Perfeito

Três movimentos ocorrem quase simultaneamente:

  1. No Congresso Nacional: A Câmara prepara-se para votar a Lei das Organizações Terroristas
  2. No Rio de Janeiro: Ocorre o massacre policial, com dezenas de mortos
  3. No Mercosul: Argentina e Paraguai — os dois países aliados de Donald Trump na região — declaram simultaneamente PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

A Adesão Imediata

Governadores da direita radical aderem prontamente à narrativa terrorista:

  • Romeu Zema (Minas Gerais)
  • Ronaldo Caiado (Goiás)
  • Tarcísio de Freitas (São Paulo)

As Consequências Previsíveis

A aprovação dessa lei concederia poderes extraordinários aos governadores e às Polícias Militares, ampliando radicalmente a parceria entre poder político e organizações criminosas — já visível nas decisões do Congresso sobre apostas (bets) e esquemas de lavagem de dinheiro. Significaria o fim de qualquer controle sobre as PMs, abrindo espaço para a expansão das parcerias com milícias e outras formas de crime organizado e para repressão de críticas. Significaria o advento das ditaduras estaduais.

Além disso, fortaleceria os políticas que mantém alianças com organizações criminosas poupadas – como as milícias no Rio de Janeiro e o PCC em São Paulo.

Peça 2: A Virada Estratégica do Departamento de Justiça Americano

A Geopolítica da Anticorrupção (2002-2024)

O Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA sempre foi instrumento geopolítico. A partir de 2002, implementou a estratégia da anticorrupção, criando parcerias com juízes e procuradores em países não alinhados. O caso brasileiro foi o mais emblemático, com a Lava Jato e grandes escritórios de advocacia norte-americanos entrando diretamente no monitoramento das maiores empresas brasileiras – Petrobras, Eletrobras, Embraer e JBS.

A base legal: A OCDE aprovou moção norte-americana estabelecendo que qualquer crime afetando cidadãos americanos ou transitando pelo dólar seria de jurisdição dos EUA.

O caso brasileiro: O DoJ foi peça central para viabilizar a Operação Lava Jato, conforme documentado no artigo “Xadrez de como o Departamento de Justiça treinou a Lava Jato“.

A Mudança sob Trump (2025)

Com o retorno de Trump, houve mudança radical na estratégia: substituição dos crimes investigativos pelo foco em “organizações transnacionais criminosas/terroristas”. O objetivo permanece o mesmo: permitir aos EUA interferir na autonomia política e jurídica de estados nacionais.

5 de fevereiro de 2025: Pamela Bondi, indicada por Trump para chefiar o DoJ, reformula as prioridades de segurança nacional assim que empossada.

O Desmonte das Estruturas Anticorrupção

Bondi implementa mudanças drásticas na Divisão de Segurança Nacional:

Dissolvidas:

  • Unidade de Fiscalização Corporativa (responsável por crimes empresariais)
  • Força-Tarefa de Cleptocaptura (criada em 2022 para rastrear oligarcas russos após a guerra na Ucrânia)

Redirecionadas:

  • Seção de Contrainteligência e Controle de Exportações
  • Unidade da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros

A Nova Prioridade

Todo o esforço concentra-se em designar cartéis e organizações criminosas transnacionais (OCTs) como:

  • Organizações Terroristas Estrangeiras (OTFs)
  • Terroristas Globais Especialmente Designados (TGSDs)

Memorando de 12 de maio de 2025: Estabelece que “a aplicação excessiva e descontrolada das leis contra empresas e crimes de colarinho branco onera as empresas americanas e prejudica os interesses dos EUA”. O documento orienta que “os procuradores devem evitar excessos que punam a tomada de riscos e impeçam a inovação”.

As novas recomendações focam exclusivamente em “organizações criminosas transnacionais (OCTs), Estados-nação hostis e/ou organizações terroristas estrangeiras”.

A inversão é clara: menos perseguição a crimes corporativos americanos, mais intervenção em organizações criminosas de países periféricos.

Peça 3: O Alerta de Bill de Blasio

Bill de Blasio, ex-prefeito de Nova York (2014-2021), participou do 2º Seminário Internacional de Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, organizado pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE) em parceria com o IDP.

Em palestra realizada em 29 de maio, de Blasio foi direto ao ponto:

“É possível que Trump use essa classificação de grupos terroristas para objetivos políticos nefastos no Brasil? É possível. Se alguém acha que não, é porque não está prestando atenção. Se eu fosse brasileiro, ficaria preocupado com os Estados Unidos usando algo que deveria ser uma ferramenta jurídica para combater o terrorismo e transformar em uma ferramenta política.”

As Implicações Práticas

Classificar facções criminosas como organizações terroristas abre caminho para:

  • Intervenção direta dos EUA em assuntos de segurança interna
  • Ampliação de poderes policiais sem controle judicial adequado
  • Criminalização de protestos e movimentos sociais
  • Quebra de garantias constitucionais fundamentais

Peça 4: A Cobertura Internacional – Quando o Mundo Vê o Brasil

Ponto importante para avaliar a adesão a esse jogo geopolítico é o acompanhamento da cobertura da mídia corporativa.

Enquanto parte da imprensa brasileira oscilava em sua cobertura, os veículos internacionais mantiveram tom consistentemente crítico.

Agências Norte-Americanas

CBS News, ABC News e CNN: Relataram o número elevado de mortos e protestos subsequentes, enfatizando críticas internacionais à violência policial e questionando as execuções sumárias.

Associated Press (AP) e Washington Post: Noticiaram amplamente os protestos dos moradores das favelas contra a brutalidade policial.

Reuters: Manchete enfática: “Autoridades do Rio identificam corpos enquanto manifestantes denunciam operações policiais letais.“

Europa Incrédula

Itália (Corriere della Sera e La Repubblica): Destacaram a brutalidade da operação, com relatos de corpos alinhados nas ruas e mortes sob condições violentas.

Inglaterra (BBC): Denunciou a brutalidade policial e analisou a complexidade do conflito urbano brasileiro.

Espanha e outros veículos europeus: Noticiaram o episódio enfatizando a gravidade do uso da força e a crise de segurança no Brasil, com tom crítico e alertas sobre direitos humanos.

O Significado do Olhar Externo

A cobertura internacional serve como termômetro: quando a imprensa global se choca com algo que parte da mídia local defende, é sinal de que limites civilizatórios foram ultrapassados.

Peça 5: A Cobertura Doméstica – O “Apito de Cachorro”

Durante a pandemia de COVID-19, a mídia brasileira se reabilitou ao alinhar-se quase unanimemente com a ciência. Agora, na discussão sobre segurança pública, a ciência é representada por juristas e especialistas — como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Associação Brasileira de Estudos de Segurança Pública e a Rede de Altos Estudos em Segurança Pública.

Assim que aconteceu o massacre, principais colunistas explodiram em críticas contra o governo do Rio, embasados em visão técnica de segurança e em fontes confiáveis.

Ocorreu fenômeno similar ao episódio da prisão de Michel Temer: de manhã, muitos colunistas aplaudiram; no meio do dia, O Globo soltou editorial inesperado que funcionou como “apito de cachorro”, uniformizando a cobertura em crítica à medida do Ministério Público Federal.

A Virada Editorial

Primeiros dias:

  • O Globo: Colunistas condenaram a matança; apenas o editorialista a defendia
  • Estadão: Fincou pé em defesa do estado de direito, nas reportagens e editoriais, retomando a linha do conservadorismo culto
  • Folha: Editoriais tornaram-se irrelevantes pelo conservadorismo inculto

Dias seguintes:

  • Surgimento de pesquisas apoiando o massacre
  • O Globo: Editorial inacreditável: “Denúncia comprova necessidade de ataque ao CV“
  • Protestos dos moradores contra a matança ficaram restritos aos veículos estrangeiros
  • Explosão de pesquisas favoráveis ao morticínio e perda de espaço para matérias descrevendo o drama das famílias nas favelas atingidas.

A questão que se coloca: até que ponto os jornais defenderão o iluminismo ou a lei das selvas? É distância similar à que separa radicais antivacina dos defensores da vacina — a diferença entre ciência e obscurantismo.

Peça 6: Da Vingança ao Estado de Direito – Uma História de Milênios

A evolução da humanidade em relação às execuções sem julgamento é, essencialmente, a história da lenta construção da ideia de justiça como direito, não como vingança. Compreender essa trajetória ajuda a dimensionar a gravidade do retrocesso atual. Vamos recorrer à Inteligência Artificial para analisar a Imbecilidade Coletiva, presente nos grandes movimentos de apoio a linchamentos.

A Era da Vingança (Antiguidade)

Nos primórdios das sociedades humanas, não havia distinção entre justiça e vingança. Quem era ofendido tinha o direito — e até o dever — de revidar.

Código de Hamurabi (c. 1750 a.C.): Introduz a lógica da retribuição (“olho por olho”), mas ainda legitima a execução imediata por ofensa.

Leis tribais: Entre hebreus, germanos e gregos primitivos, o clã executava o infrator sem processo.

Poder do soberano: Reis ou chefes militares ordenavam execuções sumárias sem qualquer procedimento. A execução era instrumento de autoridade, não de justiça.

O Poder Absoluto e o “Direito de Matar” (Idade Média)

Durante a Idade Média, vida e morte de um súdito dependiam da vontade do senhor feudal ou monarca.

Jus gladii: O conceito jurídico do “direito da espada” — o poder absoluto de matar.

Execuções sumárias: Bastava suspeita de traição, feitiçaria ou heresia para a morte imediata.

Processo ritualístico: Quando existia, era mera formalidade — confissão sob tortura e penas exemplares (forca, fogueira, guilhotina).

Disputa de poder: Igreja e Estado competiam para determinar quem tinha o poder de “matar legitimamente”.

O Nascimento do Processo Legal (Renascimento e Iluminismo)

A partir do século XIII, surge a ideia de limitação do poder de punir:

Magna Carta (1215): “Nenhum homem livre será detido ou punido, a não ser pelo julgamento de seus pares.”

John Locke (século XVII): Filósofos liberais estabelecem que o Estado só é legítimo se proteger a vida.

Cesare Beccaria – Dos Delitos e das Penas (1764): Condena a tortura e defende o processo legal como direito inalienável.

Revoluções Americana (1776) e Francesa (1789): Consolidam o due process of law — o devido processo legal — como garantia universal.

Marco civilizatório: A execução sem julgamento passa a ser vista como crime de Estado.

O Estado de Direito e os Direitos Humanos (Séculos XIX-XX)

Com o avanço do constitucionalismo:

Códigos modernos: Passam a proibir explicitamente execuções sem julgamento.

Código Napoleônico (1808): Espalha a noção de pena somente após sentença judicial.

Pós-guerras mundiais: O mundo formaliza os princípios:

  • Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), artigos 10-11: Direito a julgamento público e justo
  • Convenção de Genebra (1949): Execuções sumárias são crimes de guerra
  • Protocolo de Minnesota (2016): Padrões internacionais para investigar execuções extrajudiciais

Conquista civilizatória: A execução sem julgamento torna-se símbolo de barbárie estatal.

O Retrocesso Contemporâneo

Apesar dos avanços legais, o século XXI testemunha o retorno das execuções extrajudiciais:

Filipinas (Duterte): “Guerra às drogas” com milhares de mortos sem julgamento.

México e El Salvador: Políticas de segurança com alto número de mortes em operações policiais.

Brasil: Muitas mortes classificadas como “autos de resistência”, mascarando execuções.

Rússia e Israel: Execuções direcionadas em conflitos, sem devido processo.

Conclusão: Conectando os Pontos

Os seis elementos analisados — a sincronia dos eventos, a mudança no DoJ americano, os alertas de especialistas, a divergência entre cobertura internacional e doméstica, e o contexto histórico — formam um quadro coerente.

Não se trata de teoria conspiratória, mas de análise geopolítica: os mesmos padrões de intervenção dos EUA em assuntos internos de países periféricos, agora com nova roupagem. Onde antes se usava a “anticorrupção” como instrumento, agora se usa o “antiterrorismo”.

A questão fundamental permanece: o Brasil defenderá o Estado de Direito conquistado ao longo de séculos, ou aceitará o retrocesso à lógica da vingança e da força bruta?

A resposta a essa pergunta definirá não apenas nossa política de segurança, mas o tipo de sociedade que seremos.




Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
luis.nassif@gmail.com

Reinaldo Azevedo - Cláudio Castro na missa: cristão que aplaude o morticínio explícito não segue a Bíblia; só se for a do diabo

 

Da Rádio BandNews FM:




ICL - Política: EXCLUSIVO: Empresa do bolsonarista Ciro Nogueira recebeu R$ 63 mil de alvo da Operação Carbono Oculto da PF do Piauí

 

A empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu R$ 63,9 mil de um posto de combustível localizado em Teresina (PI), que foi alvo nesta terça-feira (4) da Operação Carbono Oculto 86. A ação, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC no estado.


Do ICL Notícias:


EXCLUSIVO: Empresa de Ciro Nogueira recebeu R$ 63 mil de alvo da Carbono Oculto do Piauí

Transação foi realizada por meio de conta no “Banco do PCC”, de acordo com relatório do Coaf 


Por Alice Maciel, Flávio V M Costa e Leandro Demori 

A empresa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu R$ 63,9 mil de um posto de combustível localizado em Teresina (PI), que foi alvo nesta terça-feira (4) da Operação Carbono Oculto 86. A ação, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, investiga um esquema de lavagem de dinheiro do PCC no estado. Os repasses aparecem em um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao qual o ICL Notícias teve acesso.

O posto Pima Energia Amizade — que anteriormente operava sob o nome Maranhão Petróleo — realizou duas transferências para a Ciro Nogueira Agropecuária Imóveis, incorporadora pertencente ao senador. Segundo o relatório do Coaf, foram enviados R$ 47,9 mil em 2 de maio de 2025 e R$ 15,9 mil em 17 de abril do mesmo ano.

As transferências foram feitas por meio da conta do posto na fintech BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank. A instituição financeira foi apontada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) como peça-chave em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

A conexão entre o banco e a facção criminosa veio à tona na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que mirou empresas e fundos de investimento sediados na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

A investigação da Polícia Civil do Piauí é um desdobramento da operação homônima, que teve o foco maior em São Paulo. Por essa razão, foi batizada com acréscimo do número 86, referente ao DDD do Piauí. A Justiça autorizou o compartilhamento de provas entre as duas operações.

Procurado pela reportagem, o senador Ciro Nogueira ainda não respondeu aos questionamentos. Se o fizer, este texto será atualizado.

Empresa de SP compra rede de postos no Piauí

A Pima Energia Amizade faz parte de uma rede de postos de combustíveis em Teresina que foram adquiridos pela Pima Energia Participações, em dezembro de 2023. A transação chamou a atenção da Polícia Civil do Piauí pela ligação do negócio com empresas investigadas por envolvimento no esquema do PCC no ramo de combustível em São Paulo.

A Pima Energia Participações foi fundada na capital paulista apenas seis dias antes de adquirir a rede de postos de gasolina piauiense “Postos HD”, dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Daniel Coelho de Souza – eles também foram alvos ontem de mandados de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto 86.

Os investigadores suspeitam que foi uma venda de fachada, uma vez que houve uma “substituição de bandeira (de HD para Pima e Diamante) sem alteração operacional real” e que a Pima Energia “foi criada especificamente para formalizar a referida transação comercial”.

O único sócio da Pima Energia à época da transação com o grupo HD era o Jersey Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, que por sua vez, é administrado por uma empresa, também suspeita de lavar dinheiro e, igualmente, alvo da operação Carbono Oculto: a gestora de fundos Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros.

Hub de soluções financeiras, a Altinvest é liderada pelo empresário Rogério Garcia Peres e administra 10 fundos citados pelos promotores na Operação Carbono Oculto. O MP-SP afirma que Peres é um dos responsáveis pelas “dinâmicas fraudulentas envolvendo fundos e a BK Instituição de Pagamento”.

Advogado, Peres também é apontado pela promotoria como “administrador de fundos de investimento, amplamente envolvido com o grupo Mohamad [Mohamed Hussein Mourad], sócio em postos de combustíveis”. Mourad, mais conhecido como “Primo”, é acusado de liderar o esquema de lavagem de dinheiro do PCC, junto a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”. Ambos estão foragidos da Justiça.

Em entrevista exclusiva ao ICL Notícias, o ex-piloto da empresa Taxi Aéreo Piracicaba (TAP), Mauro Matosinhos, afirmou ter transportado em voo uma sacola de papelão que aparentava conter dinheiro vivo, na mesma data em que Beto Louco mencionou a outros passageiros que teria um encontro com o senador Ciro Nogueira.

Outros elos de Ciro Nogueira com empresas investigadas

Segundo relatório da Polícia Civil do Piauí, após a conclusão da venda dos postos de combustível da rede HD, Moisés Eduardo Soares Pereira passou a figurar como único sócio da Pima Energia Participações Ltda. Ele é um ex-funcionário de Haran Sampaio e Danilo de Souza. A suspeita  é de que ele seja um laranja de seus patrões.

Após a compra pela Pima Energia, os postos de gasolina da rede “Postos HD” passaram a ser chamados de Red Diamante. De acordo com a investigação da Polícia Civil do Piauí, há evidências de uso de empresas de fachadas vinculadas às marcas “Postos HD”, “Postos Pima” e “Postos Diamante”, “que têm suspeita de ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)”.

Conforme mostrou reportagem do ICL Notícias publicada nesta quarta-feira (5), os investigadores suspeitam que Victor Linhares Paiva – ex-assessor, aliado político e compadre do senador Ciro Nogueira que também foi alvo da Operação Carbono Oculto 86 – tenha intermediado a venda da rede Postos HD para a empresa Pima Energia. Isso porque, ele recebeu R$ 230 mil de Haran Santhiago Girão Sampaio, um dos antigos proprietários dos Postos HD, no mesmo mês em que a transação entre as empresas foi concluída.

Ciro
Empresário Haran Santhiago Girão Sampaio (de óculos), depositou R$ 230 mil na conta bancária de Victor Linhares de Paiva (sem gravata), na solenidade do 7 de Setembro de 2022, no governo Bolsonaro

O valor foi depositado em uma conta de Linhares no BK Bank, supostamente aberta apenas para essa operação, segundo alerta emitido pelo Coaf. O relatório do órgão também indica que, logo após o depósito de Sampaio, Linhares transferiu a quantia para outra conta bancária em seu nome.

O ICL Notícias também revelou nesta quarta-feita (5) que o irmão do senador Ciro Nogueira, Raimundo Nogueira, é dono de uma empresa em Teresina que já dividiu endereço com um posto de gasolina da mesma rede, a HD Petróleo Uruguai.

Conforme relatório do Coaf obtido pela reportagem, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, da qual Raimundo também configura como sócio junto com o irmão, realizou pagamentos que somam R$ 25,1 mil à HD Petróleo Uruguai entre dezembro de 2021 e maio de 2022.

 

Reinaldo Azevedo: Zohar Mandani, o socialista mulçumano, é eleito para prefeito de Nova York e enfrenta o fascismo de Donald Trump, ídolo dos imbecis neofascistas bolsonaristas brasileiros

 

Do Canal BandNews FM:

Reinaldo: Um socialista em Nova York e a extrema direita chulé aqui no Brasil




domingo, 2 de novembro de 2025

Luis Nassif: Associar narcotráfico ao narcoterrorismo é populismo penal para justificar massacre | Cortes TV GGN

 

Do Canal TV GGN:

Neste vídeo, o jornalista Luis Nassif analisa a violência no Rio de Janeiro, autorizada pela gestão de Claudio Castro.



Portal do José: CONFIRMADO! ENQUANTO SOCIEDADE SEGUE DISTRAÍDA, BOLSONARO SEGUE RUMO A PAPUDA!

 

 

Do Portal do José:




UOL: Governadores bolsonaristas, especialmente Tarcísio de Freitas - e Cláudio Castro -, fazem populismo descarado ao rotularem facções como narcoterroristas à favor dos interesses intervencionistas americanos | Walter Maierovitch

 

Do UOL:

O uso do termo "narcoterrorismo" para descrever facções como o PCC, como faz o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, revela desconhecimento sobre crime organizado, diz o jurista e colunista do UOL Wálter Maierovitch